Categoria: Roadie News

  • VADER em São Paulo: meet & greet à venda

    VADER em São Paulo: meet & greet à venda

    A lenda do death metal polonês Vader, que se apresentará no dia 19 de maio no Manifesto Bar, em São Paulo, abriu as vendas do meet & greet, válido para 20 pessoas que têm ingresso ou que pretendem adquiri-lo através do site da Ticket Brasil (https://goo.gl/UvjdtM). Desde que apareceu no cenário com “The Ultimate Incantation” (1992), o grupo polonês Vader passou de revelação para referência no death metal. Atualmente, o fundador e o vocalista Piotr “Peter” Wiwczarek, acompanhado por Marek “Spider” Pająk (guitarra), Tomasz “Hal” Halicki (baixo) e James Stewart (bateria) divulgam não só faixas recentes do álbum “The Empire” (2016). O repertório do show “The Ultimate Incantation – 25 Years of Chaos”, que ocorrerá no dia 19 de maio no Manifesto Bar, em São Paulo, contemplará clássicos de toda a discografia. “Acredito que a melhor promoção é convidar alguém para nos ver ao vivo. Lá você ouve uma mistura de músicas de todas as décadas. É o melhor convite para conhecer o nosso império!”, declarou Peter em entrevista à revista Roadie Crew. O mais recente lançamento é a coletânea “Dark Age” (2017), que traz a regravação de faixas do debut, “The Ultimate Incantation”. Faixas como “Testimony”, One Step to Salvation”, “Demon’s Wind” and “Breath Of Centuries” foram registradas em novembro do ano passado, enquanto “Dark Age”, “Vicious Circle”, “The Crucified Ones”, “Final Massacre”, “Chaos” e “Reign-Carrion”, gravadas nas sessões para “XXV” (2008), foram remixadas e remasterizadas, algumas com novos vocais de Peter. Além do death metal, seja a vertente clássica ou a mais brutal, o Vader também caminha pelos lados do metal tradicional, speed e thrash. “Somos fãs de heavy metal e começamos com bandas como Black Sabbath, Judas Priest, Saxon, Accept etc.”, afirmou Peter, que estará pela sexta vez tocando para os fãs brasileiros. A abertura do evento ficará a cargo do Venomous, formado por Tigas Pereira (vocal), Guilherme Calegari e Ivan Landgraf (guitarras), Alexandre Bonal (baixo) e Lucas Prado (bateria). O grupo paulistano se prepara para lançar “Defiant”, seu álbum de estreia. “O Vader, embora seja uma lenda do death metal, começou fazendo heavy metal tradicional e faz um som com versatilidade e técnica”, observou o guitarrista Ivan Landgraf. Entre as faixas do álbum de estreia está “A New Beginning”, que foi o primeiro videoclipe. “Ela marcou o início do desenvolvimento de nossa sonoridade, combinando o peso dos timbres com a variação de ambientes e ritmos”, explicou o guitarrista Guilherme Calegari. “Nela, abordamos como nossos apegos materiais nos desviam de sentimentos humanitários, nos levando a viver vidas vazias e cheia de ressentimentos. Porém, ainda existe esperança de mudarmos esse desastroso futuro se apenas nos permitirmos ser nós mesmos, acreditando em nossos sonhos e nas outras pessoas.” Vader em São Paulo: Abertura: Venomous Data: 19 de maio (sábado) Horário: 18h Local: Manifesto Bar Endereço: rua Iguatemi, 36, no bairro do Itaim Bibi, em São Paulo/SP Ingressos: R$ 90 (pista promo) Meet & Greet: R$ 90,00 (para 20 pessoas que tiverem adquirido o ingresso) Venda online na Ticket Brasil: https://goo.gl/UvjdtM Fone: (11) 3168-9595 | WhatsApp (11) 94747-5883 Cartões: Visa, Mastercard, Elo, American Express e Dinners Débito: Visa Electron, Maestro, Rede Shop Censura: 16 anos Acesso a deficientes / ar condicionado Wi-fi: a casa possui acesso a internet sem fio Serviço de Vallet: R$ 20,00 E-mail: [email protected] Site: www.manifestobar.com.br

    Edições avulsas, assinatura física e digital. Conheça a nossa Roadie Crew Shop – acesse https://roadiecrew.com/roadie-shop
  • CORROSION OF CONFORMITY: Quarteto norte-americano se apresenta em SP no sábado

    CORROSION OF CONFORMITY: Quarteto norte-americano se apresenta em SP no sábado

    A veterana banda de Crossover/Sludge/Southern Metal, Corrosion Of Conformity (ou simplesmente C.O.C.) desembarca no Brasil nessa semana, onde fazem dois shows; São Paulo, no dia 12/05, no Vic Club, e no Rio de Janeiro no dia 13/05, no Teatro Odisseia. Os shows fazem parte da turnê que a banda fará pela América Latina, com shows na Argentina, Chile e México.

    Em SP haverá abertura das bandas Uganga e Axes Connection.

    O C.O.C. está divulgando seu último trabalho, o excelente “No Cross No Crown”, que acaba de ser lançado, e tem tido uma repercussão muito positiva.

    O guitarrista – e também vocalista – Woody Weatherman gravou um vídeo, onde convida os fãs para os shows. Assista:

    https://www.facebook.com/SolidMusicEntertainment/videos/2015732988455140/

    Siga a página do show de SP no Facebook:

    https://www.facebook.com/events/186410615419994/

    Na sexta a banda participa de um evento onde haverá uma sessão e autógrafos na Woodstock Discos (R. Dr. Falcão Filho, 157, Metrô Anhangabaú, São Paulo), das 19h30 às 20h30h. Para mais informações, acesse a página do evento:

    https://www.facebook.com/events/1814670992175742/

    A formação atual é bastante celebrada, já que além dos três membros originais, Mike Dean (baixo e vocal), Woody Weatherman (guitarra e vocal) e Reed Mullin (bateria e vocal), está de volta (desde 2014), o guitarrista e vocalista Pepper Keenan (Down), aquele que muitos citam como o responsável pela sonoridade dos anos 90, até os dias atuais.

    Formado em 1982, em Raleigh, na Carolina do Norte, E.U.A., o C.O.C. surgiu como um trio de Punk, logo passou a fazer o que se começou a chamar na época de “crossover” (mistura de Metal e Punk), e depois enveredou por caminhos como o Sludge e Southern Metal, criando algo bastante original.

    Ao todo, são dez álbuns de estúdio, cinco EP’s e um álbum ao vivo, sendo o já citado “No Crosso No Crown” o mais recente. Impossível não destacar os maravilhosos, “Eye For An Eye” (84), “Animosity” (85), “Deliverance” (94) e “Wiseblood” (96).

    SERVIÇO – São Paulo

    Solid Music Entertainment orgulhosamente apresenta: Corrosion Of Conformity

    Data: 12/05/2018

    Horário: 16:00 – 22:00

    Local: Vic Club – R. Marquês de Itu, 284 – Vila Buarque – São Paulo / SP (Proximo a Estação Republica (linha vermelha/ linha amarela do metro)

    Venda online: PixelTicket (Já disponível)

    https://pixelticket.com.br/eventos/1987/corrosion-of-conformity-em-sao-paulo

    INGRESSOS*:

    Pista

    1º Lote – R$ 100,00 (Meia entrada promocional)

    2º Lote – R$ 120,00 (Meia entrada estudante / Promocional)

    1º Lote PISTA – R$ 200,00 (Inteira)

    2º Lote PISTA – R$ 240,00 (Inteira)

    Camarote

    1º Lote Camarote – R$130,00 (Meia entrada promocional)

    2º Lote Camarote – R$150,00 Meia entrada promocional)

    1º Lote Camarote – R$260,00 (Inteira)

    2º Lote Camarote – R$300,00 (Inteira)

    Ingressos físicos:

    Loja 255 – Galeria do Rock (A partir de 20/13/2018 | Terca Feira)

    * Os ingressos são limitados

    [INGRESSO MEIA-ENTRADA – QUEM TEM DIREITO?]

    Válido para estudantes, doadores de sangue, acompanhantes de cadeirantes, funcionários da rede pública, maiores de 60 anos

    [INGRESSO PROMOCIONAL – QUEM TEM DIREITO?]

    Qualquer pessoa mediante a doação de 1kg de alimento não-perecível na entrada do evento.

     
  • RAVENOUS MOB: destilando fúria e riffs velozes no novo disco nas plataformas de streaming

    RAVENOUS MOB: destilando fúria e riffs velozes no novo disco nas plataformas de streaming

    Uma das revelações do Thrash Metal mineiro, o Ravenous Mob, lançou recentemente seu primeiro full da carreira. O disco “Among The Mob” concentra nova furiosas faixas que mostram toda a qualidade musical em destilar riffs pesados do grupo.

    O álbum “Among the Mob” está disponível para audição completa nas principais plataformas de Streaming do mundo. Usuários de Spotify, Deezer, ITunes, Google Play, Napster, Soundcloud, podem procurar pela banda que facilmente encontrarão o disco para audição.

    O Ravenous Mob vem preparando algumas novidades em relação ao novo álbum e promete que muito em breve um novo clipe, o primeiro da banda, estará disponível para os fãs apreciarem visualmente o trabalho do grupo.

    Escute Ravenous Mob pelas plataformas abaixo:

    Spotify: https://open.spotify.com/album/0tKbKxOGQJSaVs89jEmxU1?si=VI-1O5GDSxGVKaGbuoctMg

    Deezer: https://www.deezer.com/br/album/60680462

    Google Play: https://play.google.com/store/music/album/Ravenous_Mob_Among_the_Mob?id=Bs4ye3rberpfaff5ooa4nfrfjpm

    Soundcloud: https://soundcloud.com/user-745247471/sets/among-the-mob-ravenous-mob

    ITunes: https://itunes.apple.com/br/album/among-the-mob/1368846797

    Agora escolha a melhor forme e aproveite no volume máximo.

    Músicas

    01-Join the mob

    02-Killing command

    03-The enemy undying

    04-Decaying theories

    05-Unholy secrets

    06-Brilliant minds forge ways to die

    07-Slaughter night

    08-Black magic rites

    09-Wrath of Cherokee

  • MOONSPELL – Rio de Janeiro/RJ, 25 de abril de 2018

    MOONSPELL – Rio de Janeiro/RJ, 25 de abril de 2018

    Pode a expectativa por um show ser maior por causa do novo disco do que necessariamente pela própria banda? Diga-se de passagem, não é uma banda qualquer, e seria o primeiro show completo dela no Rio de Janeiro. Sim, pode. O Moonspell havia causado boa impressão no Palco Sunset do Rock in Rio em 2015, mas o festival não é um evento carioca, então a noite no Teatro Odisseia ganhou ares especiais por causa do mais recente disco do grupo português, o excelente “1755”, que conta a história do terremoto que fez enorme estrago e em Lisboa, principalmente, tirando a vida de milhares de pessoas no dia 1º de novembro do ano que dá nome ao álbum.

    E o Moonspell não decepcionou. Ao apresentar oito das dez músicas do trabalho conceitual – considerando a nova leitura de “Em Nome do Medo”, originalmente gravada em “Alpha Noir” (2012), e “Lanterna dos Afogados”, cover dos Paralamas do Sucesso –, Fernando Ribeiro (vocal), Ricardo Amorim (guitarra), Aires Pereira (baixo), Pedro Paixão (teclados) e Miguel Gaspar (bateria) fizeram um daqueles shows para ficar guardado na memória. E nem é preciso ficar imaginando como poderia ter sido melhor caso o cenário de palco pudesse ser comportado num palco maior do que o do acanhado espaço na casa de shows localizada na Lapa.

    Não mesmo, porque não se deve levar em consideração o pano de fundo, os apetrechos que enfeitam o posto de Paixão ou uma iluminação de primeira e jamais vista no Teatro Odisseia, acostumado a oferecer apenas um jogo monocromático de luzes vermelhas. O novo show do Moonspell vai muito além disso, afinal, Ribeiro o transforma num belo espetáculo teatral, e o início, com quatro canções de “1755”, é simplesmente matador. Com uma lamparina na mão, o vocalista chamou para si todas as atenções na abertura com “Em Nome de Deus”, que contou com a participação ativa do público cantado cada palavra da letra. Emocionante.

    A ótima faixa-título trouxe Ribeiro paramentado de médico, mas nada de sobretudo branco. A roupa escura tinha uma máscara que se destacava do chapéu e da capa, e era a máscara com bico que os profissionais da área da saúde usavam para se proteger no caso de o paciente ter alguma doença infecto-contagiosa. De fato, um trabalho do nível de “1755” merecia um tratamento visual à altura, e os fãs não ficaram atrás: deu gosto ver a plateia cantando “In Tremor Dei” (que música!) e “Desastre”. As letras em português são um facilitador, sem dúvida, mas o conteúdo, musical inclusive, tem que ser de qualidade.

    “Night Eternal”, do álbum de mesmo nome, lançado dez anos atrás, contou com aquela iluminação especial mencionada parágrafos acima, e “Opium” continuou a viagem pelo material mais antigo. “Vamos fazer uma passagem de pouco mais de 200 anos no tempo”, disse Ribeiro antes de anunciar esta e “Awake!”, músicas tiradas de “Irreligious” (1996), reforçando que aquela noite de quarta-feira era destinada a uma aula de História. Se havia alguma dúvida, “Ruínas” causou novo frisson na pista, e o vocalista não se conteve: “Obrigado pela gentileza! Fantástico!” Realmente, porque a recepção ao novo material foi uma agradável surpresa numa época em que um sem-número de grupos lança discos apenas para ter uma razão para sair em turnê, na qual o passado é o principal alvo.

    No caso do Moonspell, mesmo a dobradinha “Breathe (Until We Are No More)” e “Extinct”, de “Extinct” (2015), fez bonito – a canção que dá nome ao disco teve seu refrão recebido de braços abertos e sorriso no rosto pelos fãs. Olhando para frente, o quinteto português atacou com a sensacional “Evento” e em seguida conseguiu fazer ainda melhor, porque “Todos os Santos” foi o grande momento do show – o nome faz referência à data do desastre, o feriado Dia de Todos os Santos. Não bastasse ser uma das melhores músicas de “1755”, senão a melhor, contou com outra performance teatral de Ribeiro – que empunhava uma cruz com dois feixes de luz vermelha – e um lindo coro dos fãs no refrão. Foi de arrepiar.

    Poderia ter acabado aí que já teria valido o ingresso, mas imagine você o que foram “Vampiria” e “Alma Mater”… Antes do primeiro clássico, Ribeiro convocou a “galera” – “Como se diz aqui no Rio de Janeiro”, lembrou – a gritar bem alto. Foi atendido. Antes do segundo clássico, ele, que já havia declarado ser o Rio “a cidade mais bonita e portuguesa do Brasil”, mostrou estar ciente dos problemas que os cariocas vêm enfrentando numa cidade que vem namorando a falência – econômica, política, social, ética e moral – e está à mercê da violência: “Diante de tudo que vocês estão enfrentando, agradeço por terem vindo nos ver.” E arrisco dizer, sem medo, que foi em respeito e gratidão a esses fãs que Ribeiro desceu ao pit e cantou “Alma Mater” com eles e para eles.

    A bela versão de “Lanterna dos Afagados”, enriquecida pelo teatro de Ribeiro no palco, antecedeu o bis que começou com “Everything Invaded” e cresceu rumo a um encerramento apoteótico. “Com esse sinal nas mãos, ajudem o Moonspell a conclamar o nome de Mefisto”, pediu o frontman, referindo-se ao chifrinho – aquele imortalizado por Ronnie James Dio – e anunciando “Mephisto”. Ao fim do clássico, as palmas e os gritos vindos da plateia. “Fantástico!”, bradou o vocalista, que voltou seus elogios à “galera do Rio”: “Vocês vão no nosso coração, como um povo irmão.” E a aguardada “Full Moon Madness” encerrou um show que é forte candidato a um dos melhores do ano no Brasil.

    Set list

    1. Em Nome do Medo
    2. 1755
    3. In Tremor Dei
    4. Desastre
    5. Night Eternal
    6. Opium
    7. Awake!
    8. Ruínas
    9. Breathe (Until We Are No More)
    10. Extinct
    11. Evento
    12. Todos os Santos
    13. Vampiria
    14. Alma Mater
    15. Lanterna dos Afogados
    Bis
    1. Everything Invaded
    2. Mephisto
    3. Full Moon Madness
  • MORBID ANGEL revela o perturbador clipe de “Garden of Disdain”

    MORBID ANGEL revela o perturbador clipe de “Garden of Disdain”

    A lendária banda de death metal MORBID ANGEL lançou o inquietante novo vídeo de Garden Of Disdain, do mais novo disco da banda, Kingdoms Disdained.

    “Minha intenção é criar um paralelo visual com a música”, explica Sadek, “foi um bônus ter a oportunidade de usar a iconografia suméria, símbolos obscuros do passado pré-histórico, como o Merkaba, um navio de galáxias à deriva.”

    “Nader elaborou alguns dos efeitos visuais mais interessantes e sombrios que eu já vi”, diz o baixista/vocalista do MORBID ANGEL, Steve Tucker. “Ficamos animados em trabalhar com ele e ver nossas ideias musicais colocadas em seus visuais incríveis!”

    O MORBID ANGEL está atualmente no meio de uma turnê pelos Estados Unidos. A jornada de um mês começou em 16 de abril e vai até 17 de maio, com o suporte do ORIGIN, DREAMING DEAD e HATE STORM ANNIHILATION.

    Kingdoms Disdained foi lançado em dezembro pela Silver Lining Music nos EUA e na JVC no Japão. O álbum também ganhou uma versão nacional via Hellion Records. A nova parceria de Trey Azagthoth com Steve Tucker, foi gravada no Mana Studios em St. Petersburg, Flórida e produzido pelo MORBID ANGEL ao lado de Erik Rutan (CANNIBAL CORPSE, HATE ETERNAL, SIX FEET UNDER, BELPHEGOR).

    Ao lado de Azagthoth e Tucker durante as sessões de gravação de Kingdoms Disdained, esteve o baterista Scotty Fuller (ANNIHILATED; ex-ABYSMAL DAWN)

    O MORBID ANGEL anunciou em janeiro de 2017 a adição de Dan Vadim Von (guitarrista/vocalista da banda americana de death metal VADIMVON) à formação, na segunda guitarra. Ele se juntou ao grupo como substituto do guitarrista norueguês Destructhor (Thor Anders Myhren), que deixou a banda há três anos.

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  • BRUJERIA chega ao Rio de Janeiro na próxima semana

    BRUJERIA chega ao Rio de Janeiro na próxima semana

    Na primeira metade da década de 1990, ‘Matando Gueros’ (1993) e ‘Raza Odiada’ (1995) revolucionaram a música pesada mundial com um death/grind violento, sujo, com letras em espanhol repletas de ironia. O enigma em torno da identidade dos músicos e os rumores de que se tratavam de personagens conhecidos do cenário, o Brujeria de imediato construiu uma carreira de sucesso, hoje consolidada com mais dois discos – ‘Brujerismo’ (2000) e ‘Pocho Aztlan’ (2016). Agora com status de banda clássica, retorna ao Rio de Janeiro no dia 17 de maio (quinta-feira), em apresentação no Teatro Odisseia.

    O Brujeria tem quase 30 anos. Foi formado em 1989, no México, por músicos locais e norte-americanos com descendência latina. À época, sem a urgência em que a internet expõe os fatos nos dias atuais, ocultar os nomes reais dos músicos e alimentar boatos sobre seus rostos e também quanto a temas polêmicos e ilícitos, ajudou a criar uma mística em torno da banda, que logo estava fazendo muitos shows, com clipes na MTV e contrato com a Roadrunner.

    Sempre capitaneada pelo vocalista Juan Brujo, o Brujeria já teve inúmeras formações, com músicos do alto escalão do heavy metal na linha de frente. Hoje, é completada por Hongo Jr. (pseudônomo do baterista Nick Barker, ex-Cradle of Filth, Dimmu Borgir), El Sangrón (vocal), Fantasma (vocal), Hongo (baixo), Pinche Peach (vocal), Bruja Bichie (vocal) e Guero III.

    O novo show do Brujeria na capital carioca acontece dois anos depois da bem-sucedida F*** Donald Trump Tour, que ainda passou por outras cidades da América Latina. Matando Güeros, La Migra, Brujerizmo e Consejos Narcos são alguns dos clássicos absolutos da banda que prometem incendiar o Rio de Janeiro na próxima semana.

    Junto ao Brujeria, se apresentam no Teatro Odisseia a partir das 19 horas as nacionais No Trauma e Ataque Periférico. A produção local é da Obscur. Produções, que já co-realizou a última turnê do Kadavar (Alemanha), foi a responsável pela passagem do lendário Pestilence ao RJ e trará o Mayhem à capital carioca no dia 8 de junho.

    SERVIÇO

    Brujeria dia 17 de maio/2018 no RJ

    Evento: www.facebook.com/events/122972218520484

    Data: 17 de maio de 2018

    Horário: a partir das 19 horas

    Local: Teatro Odisséia

    Endereço: Avenida Mem de Sá, 66 – Lapa/RJ

    Ingresso:  3º lote antecipado promocional: R$ 90 (até a véspera do show, online ou nos pontos de venda)

    Na hora: R$ 110 meia ou meia social com 1kg de alimento não perecível / R$ 220 inteira.
    Online: 
    https://bit.ly/brujeria-rj

    Pontos de venda física

    Méier – Loja Inside Rock – Av Amaro Cavalcanti, 157 – dinheiro e cartão
    Barra – Loja Rockn Roll – Shopping Via Parque – somente dinheiro
    Catete – Sempre Música Discos – Rua Corrêa Dutra 99 sobreloja 216 – somente dinheiro
    Niterói – Kasamata – Rua da Conceição, 101, SL 55 – somente dinheiro

    Classificação: 18 anos 

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  • GOLPE DE ESTADO:  Banda convida para show com Catalau em SP

    GOLPE DE ESTADO: Banda convida para show com Catalau em SP

    O Golpe de Estado acaba de lançar seu novo álbum, o disco “Ao Vivo 30 Anos”, que marca o sucesso da turnê de três décadas que a banda realizou durante o ano passado.

    Em São Paulo eles fazem show de lançamento do CD na semana que vem. O show acontece no dia 11/05 (sexta), no Teatro Eva Wilma (Rua Antônio de Lucena, 146 – Tatuapé, São Paulo), com a participação especial do eterno vocalista da banda, Catalau.

    A banda gravou um vídeo onde convida a todos para o show. Assista:

    https://www.facebook.com/bandagolpedeestado/videos/2069361649759053/

    Com 30 anos de carreira e um legado indiscutível no rock nacional, autora de hits absolutos como “Caso Sério”, “Paixão”, “Noite de Balada”, “Não é Hora” e diversas outras, a banda Golpe de Estado está de volta para comemorar essa expressiva marca em sua carreira.

    Mesmo após o falecimento do ícone Helcio Aguirra (guitarra), o baixista e fundador Nelson Brito decidiu se juntar ao seu ex-companheiro de banda Roby Pontes (bateria), com o guitarrista Marcelo Schevano (Carro Bomba / Casa das Máquinas) e o vocalista João Luiz (Casa das Máquinas) para uma nova turnê. A banda também conta com o apoio de Matheus Shanoski (teclados) e vem passando por diversas cidades do Brasil levando o que o Golpe sempre primou; um hard rock de qualidade, com letras ácidas em português.

    Siga página do evento no Facebook:

    https://www.facebook.com/events/2033813520239957/

    O CD foi gravado na Clash Club em São Paulo, em 2017, e mixado no Orra Meu estúdio, será duplo em formato digipack e contará com 23 faixas. O álbum teve a participação especial de Catalau (que cantou em 7 músicas), Rogério Fernandes (Carro Bomba-ex Golpe de Estado), Luís Carlini (Tutti Frutti) e Andreas Kisser (Sepultura). O CD sairá via Voice Music e tem lançamento previsto para primeira metade de abril!

    SERVIÇO:

    Live Co. Apresenta: Show de lançamento do CD “GOLPE DE ESTADO – 30 anos” com participação especial de Catalau.

    Sexta-feira, 11 de Maio.

    Local: Teatro Eva Wilma (Rua Antônio de Lucena, 146 – Tatuapé)

    Abertura da casa: 20h00 | Início do show: 21h00

    1º Lote de ingressos (Promocional) já está à venda à partir de R$40,00 em: https://ticketbrasil.com.br/show/5863-golpedeestado-saopaulo-sp/ingressos/

    Horário de Funcionamento da billheteria:

    Quarta a Domingo das 14h30 às 19h30

    CENSURA: Livre.

    Realização: Live Co.

    Mais informações: [email protected] | (11) 98216.5461 — em Teatro Eva Wilma.

    Páginas relacionadas:

    https://www.facebook.com/bandagolpedeestado/

    https://www.facebook.com/livecolive/

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  • SILVER MAMMOTH: lançando clássico do MOTÖRHEAD nas plataformas digitais em maio

    SILVER MAMMOTH: lançando clássico do MOTÖRHEAD nas plataformas digitais em maio

    A banda paulista SILVER MAMMOTH confirmou que disponibilizará, no próximo dia 25 de maio, a sua versão de “White Line Fever”, clássica do Motörhead, em todas as plataformas digitais.

    “White Line Fever” foi registrada pelo SILVER MAMMOTH originalmente para ajudar a compor o track list do tributo “Going To Brazil… The Brazilian Tribute Of Motörhead”. disponibilizado pelo selo britânico Secret Service Records.

    O álbum foi lançado na Europa no seu formato físico no primeiro semestre de 2017, e conta também com as presenças de bandas como: Ratos de Porão, Torture Squad, Claustrofobia, Genocídio, Matanza, Attomica, Nervochaos, entre outras.

    Em paralelo, o SILVER MAMMOTH confirmou que continua com a sua agenda de shows aberta, em suporte ao lançamento do seu novo trabalho, “Silver Mammoth Singles”.

    Para mais informações sobre como contratar o grupo, para shows no Brasil e exterior, basta entrar em contato através do e-mail [email protected].

    Para mais informações sobre as atividades da banda SILVER MAMMOTH e dos demais artistas da empresa, basta entrar em contato com a MS Metal Press através do e-mail [email protected].

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  • FACES OF DEATH: banda apresenta seu novo guitarrista

    FACES OF DEATH: banda apresenta seu novo guitarrista

    No último dia 20 o Faces of Death anunciava oficialmente o desligamento do seu até então guitarrista, Carlos Marins. Pouco mais de 20 dias do anúncio a banda informa que já possui um novo integrante.

    Felipe Rodrigues assume as cordas das guitarras e já tem confirmada sua participação nas composições e gravações do novo álbum que está sendo trabalhado pelo grupo. Com passagens pelas bandas Just Remains (Thrash Metal) e por bandas tributos do Iced Earth e Ozzy Osbourne, o músico foi escolhido como o homem certo para o posto.

    O guitarrista revela em breve depoimento ter tido interesse em assumir a vaga na banda quando o grupo estava à procura de um guitarrista logo ao seu retorno as atividades: “Eu acho incrível estar no Faces of Death. Já acompanhava a banda por meio do Silvio (baixista), que sempre me mostrava a divulgação da banda na internet. Fiquei sabendo quando o grupo trocou de guitarrista, com a entrada do Batata (Carlos Marins). Nessa época eu já tinha interesse em ter entrado na banda. Um dos motivos é saber que no Faces of Death eu vou tocar o estilo que curto, com músicos sérios com visão de crescimento. Muito honrado em fazer parte desse time e ter liberdade de fazer meus solos e tocar no meu estilo”.

    Atualmente a banda Faces of Death está em processo de gravação das novas músicas, que estarão disponíveis no novo registro do grupo. Ainda não foram reveladas maiores informações sobre o novo disco, mas sabe-se que será oficialmente lançado ainda em 2018.

    Formação: Laurence Miranda – vocal, guitarra Felipe Rodrigues – guitarra Sylvio Miranda – baixo Sidney Ramos – bateria

  • 5 anos sem JEFF HANNEMAN (Slayer)

    5 anos sem JEFF HANNEMAN (Slayer)

    Na última semana, mais especificamente no dia 02 de maio, completou cinco anos que o guitarrista do Slayer Jeff Hanneman, então com 49 anos de idade, faleceu em um hospital de Island Empire, na Califórnia, onde residia. A saúde de Hanneman acabou se complicando à partir de 2011, conforme comunicou o baixista e vocalista Tom Araya: “Jeff está gravemente doente. Ele contraiu uma bactéria que devorou a carne em seu braço. Então, eles (os médicos) abriram seu braço, do pulso ao ombro, e fizeram um enxerto de pele nele e o limparam. Foi um vírus devorador de carne, então ele ficou muito, muito mal.” O que aconteceu foi que uma aranha de espécie venenosa o picou no braço direito, o que acarretou em uma grave infecção no tecido subcutâneo do membro. Chamada de fasciíte necrosante, ou fasciíte necrótica, tal infecção é rara, sendo mais popularmente conhecida como “bactérias devoradoras de carne” – como explicou Araya. A situação era crítica e fez com que toda a extensão do braço de Jeff Hanneman perdesse bastante massa muscular, além de carne e pele.

    Slayer-2012

    Como providência imediata, o guitarrista resolveu se cuidar, mantendo-se temporariamente afastado dos palcos. Araya, Kerry King (guitarra) e Dave Lombardo (bateria) acharam por bem não pararem a turnê de “World Painted Blood”, décimo ‘full lenght’ do Slayer: “Nós vamos esperá-lo melhorar, até ele estar cem por cento recuperado para se juntar á nós”, dizia a nota do frontman. Assim sendo, para o lugar de Jeff o Slayer tomou emprestado do Exodus seu guitarrista principal, o igualmente respeitado e influente Gary Holt, também considerado como um dos pilares do thrash metal norte-americano. Mas por ter que dividir sua agenda entre o Slayer e o Exodus, para alguns shows europeus Gary teve que cumprir compromissos com sua banda oficial, forçando o Slayer a recrutar Pat O’Brien, do Cannibal Corpse, como seu suplente. Enquanto isso, a reabilitação de Hanneman parecia estar indo bem, tanto que no dia 23 de abril ele fez uma aparição na parte do bis do show americano que a banda realizou no Empire Polo Grounds, em Indio, California, pelo histórico “Big 4 Festival”, que contava também com Metallica, Megadeth e Anthrax. Na ocasião, Jeff tocou dois hinos da banda, que nasceram de suas mãos: a sombria “South of Heaven” e a polêmica “Angel of Death”. Mas o que ninguém imaginava é que essa seria a última vez que o guitarrista subiria num palco.

    Até aquele momento, o ano seguia com todos confiantes quanto à recuperação do músico, mas quanto à gravar um novo disco do Slayer sem a presença de Jeff causou controvérsias públicas dentro da banda. Em entrevista à revista Billboard, Araya se pôs relutante: “Não há como irmos à um estúdio sem ele”, afirmou. “Como uma banda, não vamos fazer nada sem ele. Ele é parte integrante. Precisamos de suas habilidades musicais, e de escrita. Iremos adiar até ele estar 100% para participar do processo e fazer parte de tal”, sentenciou. Por sua vez, Dave Lombardo emitiu uma postagem em seu twitter alegando que novas músicas estavam começando a ser escritas, sendo que ele e King já tinham três prontas.

    Slayer no início de carreira

    Entretanto, o ano de 2013 começou com péssimas notícias, da banda e de Jeff Hanneman. Em 21 de fevereiro, Lombardo chocou os fãs ao anunciar em sua página no Facebook que estava deixando o Slayer, sem nem ao menos esperar pelos shows agendados na Austrália. Os motivos foram desavenças com Kerry King devido à discordâncias quanto a parte financeira da banda. Não podendo desmarcá-los, o Slayer tratou de recorrer ao velho amigo John Dette (ex-Testament), que em 1996 já havia passado pela banda quando assumiu a vaga deixada pelo até então dono do posto, o ex-Forbidden Paul Bostaph, que também havia substituído Lombardo quando o mesmo se desligou da banda em 1992, já por problemas pessoais com os demais integrantes. Se os fãs já estavam desanimados em ver o Slayer desmantelado, tendo apenas dois integrantes originais na formação, a coisa ficou ainda mais preocupante quando, no mesmo mês, notícias davam conta da piora da saúde de Hanneman. O músico estava internado, só que dessa vez não por causa da necrose em seu braço, mas sim por insuficiência hepática, que resultou em cirrose hepática, em decorrência de alcoolismo. Era o fim da linha para Jeff Hanneman, que fora à óbito. Mais tarde, laudos médicos decretaram ser exatamente a cirrose hepática a causa mortis. A informação desmistificou notícias e boatos que davam conta de que Jeff havia falecido devido aos danos causados pelo aracnídeo. O comunicado oficial de sua morte foi dado na página de sua banda no Facebook: “O Slayer está devastado ao informar que o companheiro de banda e irmão, Jeff Hanneman, morreu por volta de 11h desta manhã, próximo à sua casa, no sul da Califórnia. Hanneman estava em um hospital da região quando sofreu insuficiência hepática. Ele deixa a esposa Kathryn, a irmã Kathy e os irmãos Michael e Larry, e sua falta será profundamente sentida. Irmão Jeff Hanneman, descanse em paz (1964 – 2013)”.

    Hanneman era um cara que convivia com muitos fantasmas. Enfrentou problemas com o vício, não só com alcoolismo, mas também com cocaína e pílulas, conforme revelou em 2004 ao site Blabbermouth: “Bem, eu, Tom e alguns dos meus amigos, costumávamos mesmo usar cocaína. Como um dia Tom foi me deixar em casa e acho que eram 7 ou 8 horas da manhã, e acho também que depois de passar dois dias acordado, ele estava dirigindo e eu empurrando essa merda no nariz e tomando algumas outras coisas, que podiam simplesmente me levar à morte ou algo do tipo. Isso é ir longe demais! Então eu parei, e ele (Tom Araya) também parou…

    Memorial para Jeff Hanneman

    Acho que agora ele apenas fuma maconha, enquanto eu apenas bebo”, disse. Em outra entrevista, Araya confirmou: “Você começa a ganhar um pouco de dinheiro, e, quando se dá conta, está ali. Ela (droga) está prontamente disponível e as pessoas adoram fornecê-la. Depois de uma farra que durou um fim de semana, você se vê dirigindo na rodovia às seis da manhã – estou dirigindo e Jeff está “alimentando” meu nariz e também cheirando. De repente, você percebe o quão facilmente isso poderia dar em merda. Eu me lembro de parar, olhar em nossa volta – ninguém mais na pista – e dizer para Jeff: ‘Cara, isso é louco pra caralho. Olha pra gente! Não podemos fazer isso’. Então paramos, jogamos o que tínhamos pela janela e nunca mais tocamos naquilo. Ele ficou com o álcool e eu com minha erva e seguimos com nossas existências. Tínhamos nossos vícios, mas não deixávamos com que eles controlassem nossas vidas como você vê com muitas outras banda que estão apenas começando. Isso era o que eu achava mais legal em nós – não deixávamos que aquelas coisas nos destruíssem. Tínhamos controle de nós mesmos, até certo ponto”. Lombardo fala mais a respeito: “Jeff sempre foi um bebedor. Ele sempre tinha uma lata grande de Corrs Light na mão. Sempre”. Kerry King acrescenta: “Jeff e eu sempre bebíamos. Chamam Steven Tyler e Joe Perry (Aerosmith) de “toxic twins”, nós éramos os “drunk brothers”. A diferença era que eu não acordo pela manhã precisando de uma cerveja. Jeff não sabia como não beber”. Seu suplente no Slayer e amigo desde o início do Exodus Gary Holt diz ainda mais: “Nós fazíamos farra. E muita! Tenho um milhão de fotos nossas das antigas curtindo e bebendo, com cervejas na mão ao meio dia”. King relembra qual foi o período mais assustador das bebedeiras de Jeff: “A única coisa que me vem à mente, foi quando estávamos na turnê de “Divine Intervention” (em 1994/95), quando Paul (Bostaph) estava conosco, e queríamos tocar “Sex, Murder, Art” ao vivo. Mas, a bem da verdade, naquele álbum eu toquei tudo no estúdio, então eu não acho que Jeff tocaria aquela música. Ele estava simplesmente zoado demais para aprendê-la, então Paul, Tom e eu apenas a tocamos como trio, porque Jeff não vinha ao palco tocá-la. Depois disso, lhe dissemos: ‘Cara, ouça, goste você ou não, você é parte desta banda, e se decidirmos tocar uma música, você tem que tocar essa porra!’.

    Ainda sobre o alcoolismo, a esposa de Jeff, Kathryn Hanneman, também tem histórias pra contar: “Cerca de um ano mais ou menos, depois que nos conhecemos (no início do Slayer), Jeff se mudou para a casa dos meus pais, e meu pai sempre vinha pra casa e tomava uns Martinis. Ele oferecia uma bebida a Jeff e os dois sentavam e tomavam seus Martinis e jogavam vídeo games. Então, eu conheci Jeff bebendo desde o começo. Eu nunca entendi de fato, mas beber sempre foi uma grande parte da vida de Jeff. Eu expressava minha preocupação, e ele se continha por alguns meses – mas daí ele voltava a beber. Alguns anos antes de o pai dele morrer, em 2008, notei que Jeff estava dependendo do álcool para começar seu dia. Mas eu não podia dizer muito naquela altura, porque eu sabia que acabaríamos brigando sobre isso. E eu não vou dizer que não bebia com ele, bebia sim, e bastante algumas vezes. Achei que, como eu não conseguia parar com aquilo, que me juntasse. Mas, eventualmente, eu me dei conta de que não poderia continuar daquele jeito, e que se eu parasse, poderia ajudá-lo a afastar-se daquilo também. Mas eu não consegui. Ele dependia demais daquilo apenas para poder aguentar o dia”.

    Memorial para Jeff Hanneman

    Em 2015, Kerry King foi entrevistado pelo Spotify Metal Talks e lembrou como foi que recebeu a notícia da morte do velho amigo: “O dia que Jeff morreu foi estranho e muito surreal. Sabia que ele estava mal no hospital, mas ninguém esperava que ele partisse tão cedo. Naquele dia fui ensaiar e chegando ao estúdio o telefone tocou, era meu ‘tour manager’, atendi e ele disse: ‘Jeff se foi!’. Compreendi na hora o que ele quis dizer, pois não era uma pergunta. Fiquei terrivelmente chocado, me pegou de surpresa. Entretanto, eu sabia que aquilo aconteceria, só que não tão rápido. Larguei o telefone e entrei pra sala de ensaios. Estávamos Paul Bostaph e eu ensaiando naquele dia. Eu disse: ‘hey cara, tenho que te contar uma coisa. Jeff não está mais conosco’. Ele não entendeu e me perguntou: ‘o que você quer dizer com isto?’. Respondi: ‘Jeff partiu’. Foi assim que tudo aconteceu. E ensaiamos, pois levamos isto à sério, tínhamos que ensaiar algumas coisas”. Naquela mesma noite, King compareceu à edição número 5 da premiação anual do Revolver Golden Gods Award Show. Sem derramar lágrimas ou demonstrar abatimento, antes de anunciar o vencedor Slipknot, King dedicou uma bebida à Hanneman, pediu que ninguém fizesse silêncio e sim barulho. Sua atitude gerou controvérsia entre os fãs. Ele relembra: “Naquela noite eu tinha que ir, pois eu estava escalado para apresentar uma premiação junto com Zakk Wylde. E eu não sabia o que fazer. ‘Devo ir ou não?’, pensava. Então, decidi: ‘Não posso falhar com Zakk. Jeff iria querer que eu estivesse lá’. Então eu fui. Estive com Zakk – sei que no You Tube tem um registro do que fizemos. Pensei sobre o assunto enquanto ia de minha casa à Hollywood, coisa de uma hora de viagem. ‘O que vou dizer?’. Não queria tornar a coisa depressiva, a tendência já era de tristeza pelo acontecido. Eu queria passar a ideia de algo que agradasse a Jeff. Eu sabia que ele não iria querer um minuto de silêncio ou coisa assim, não era o estilo dele. Então, pensei: ‘Jeff gostaria de um minuto de barulho’. E foi por isso que pedi que fizessem aquilo. Alguns amaram, outros odiaram. De qualquer forma, acho que foi a melhor coisa que eu poderia ter feito. Não me arrependo. Pedi para erguerem um brinde, não importa se você bebe ou não. Não lembro exatamente o que falei, mas foi algo do tipo: ‘levante suas mão e brindem nosso irmão que partiu’. Não fez com aquele se tornasse um bom dia, mas ao menos contribuiu para que ficasse um pouco melhor”.

    No dia 23 de maio de 2013, aconteceu um memorial para Hanneman no Hollywood Palladium, em Los Angeles, Califórnia. O serviço foi aberto ao público de todas as idades. Na cerimônia, que durou cerca de quatro horas, apareceram King, Lombardo, Holt, e Bostaph, além de músicos como Robert Trujillo (Metallica), Robb Flynn (Machine Head), Chuck Billy (Testament), John Tempesta (The Cult, Exodus, Testament) e Shavo Odadjian (System of a Down). O curioso é que até num momento como esse as polêmicas não deram descanso para Jeff. Fieis da Igreja Batista de Westboro (EUA), grupo fundamentalista que, segundo a revista “NME”, tem o costume de protestar em funerais de soldados e também em locais de shows, como aconteceu com Radiohead e Foo Fighters, por exemplo, prometeram comparecer no local para fazerem o mesmo. Mas os integrantes do Slayer enfrentaram a situação com elegância e deram a seguinte sugestão aos fãs através do Facebook: “Vocês querem realmente enfurecer a Igreja Batista de Westboro no memorial ao Jeff? Faça exatamente o que os membros do Slayer e a família irão fazer: ignore-os totalmente. Eles não existem. E então entre para celebrar a vida de Jeff conosco”.

    Passados dois meses da morte de Jeff Hanneman, o Slayer voltou a cair na estrada pela “World Domination Tour”, com Holt na guitarra e Paul Bostaph de volta ao posto que havia deixado em 2001. No segundo show, realizado no Muziektheater de Enschede, na Holanda, em 06 de junho, ou seja, no chamado “Dia Internacional do Slayer”, o grupo voltou para o bis com uma homenagem especial para o guitarrista. Durante a execução de “South of Heaven” e “Angel of Death”, que foram exatamente as duas últimas tocadas pelo guitarrista quando de sua mencionada participação no show americano do “Big 4”, um enorme backdrop surgiu atrás do palco, estilizado com o mesmo design do shape de uma das guitarras que Hanneman utilizava, em que seu sobrenome aparecia em destaque em meio aos dizeres “Angel of Death” e “Still Reigning”, no rótulo que simulava o da cerveja Heineken. Falando em guitarra, uma curiosidade… Pode ser que você esteja se perguntando o que foi feito com as que Hanneman colecionava e usou durante toda sua carreira. Bem, todas elas acabaram sendo compradas por Jeremy Wagner, também guitarrista, da veterana banda de death metal, Broken Hope. A viúva lhe vendeu sete guitarras no valor de 12 mil dólares cada, para levantar dinheiro para o projeto “Wounded Warrior”.

    Último show de Jeff Hanneman

    Nascido Jeffrey John Hanneman, no dia 31 de janeiro de 1964, na cidade de Oakland, Califórnia, porém criado em Long Beach, o saudoso guitarrista era filho de pai alemão, um veterano da Segunda Guerra Mundial, assim como outros membros da família. Naturalmente, falar de guerra era comum na casa dos Hanneman. Criados nesse ambiente, Jeff e seus irmãos tomaram gosto pelo assunto e se divertiam brincando e colecionando objetos relacionados à guerra. Ter crescido e sido educado nesse tipo de ambiente, despertou em Jeff uma estranha fascinação por histórias sobre o nazismo. Isso lhe deu muita dor de cabeça enquanto sendo um dos principais compositores do Slayer, pois muita gente passou a acusá-lo de ser nazista. Mas seu caso era o mesmo do também saudoso Lemmy Kilmister (Motörhead), que também era um entusiasta do assunto e colecionador de objetos sobre nazismo. Ambos sempre negaram serem adeptos ao nazismo, eram apenas aficionados pelas histórias. “Jeff escrevia o que escrevia e as pessoas analisavam aquilo e tiravam conclusões, mas para ele era apenas uma música sobre isso ou aquilo. Não havia nenhum significado profundo por trás de nada. E muito do que ele fazia, era porque sabia que causaria uma reação – ele sabia que teria resposta. E se você vai criar caso com isso, problema seu – essa era a postura dele em relação a isso. Uma das músicas de Jeff que mais gerou polêmicas foi “Angel of Death”, do disco que é considerado uma das maiores obra primas da história da música pesada: “Reign in Blood” (1986). Em “Angel of Death”, Hanneman fala das atrocidades cometidas pelo sádico e cruel médico nazista Josef Mengele, o “Anjo da Morte”, que fazia experiências das mais inimagináveis, impiedosas e desumanas com as vítimas dos campos de concentração de Auschwitz, que após algumas semanas sendo usadas para testes, com elas ainda vivas e sem anestesia, eram encaminhas para morrerem nas câmaras de gás. Entre os judeus, Mengele dava preferência em ter como cobaias, gêmeos idênticos, grávidas, anões, anômalos e pessoas nascidas com heterochromia iridum (olhos de duas cores diferentes). Apesar de Jeff Hanneman ter sido acusado de fazer apologia ao nazismo nessa letra, basta dar uma lida que você notará que ela é escrita sob a perspectiva do algoz e não por anseios do autor.

    Lápide de Jeff Hanneman

    Musicalmente, Jeff cresceu ouvindo os discos de heavy metal de sua irmã mais velha, Mary Hanneman, e um pouco mais tarde, já no colégio, descobriu o hardcore e o punk, estilos que ele levou consigo quando montou o Slayer em 1981 junto com Kerry King. Era da simbiose entre os dois guitarristas que o Slayer se moldou. Como falado, Hanneman trouxe para a banda suas influências guitarrísticas do punk e do hardcore e letras sobre guerras, enquanto que King tinha suas raízes fincadas exclusivamente no metal, além de uma postura anti-religião e gosto pelo satanismo. Dave Lombardo relembra seu primeiro encontro com Hanneman: “Kerry o trouxe para ensaiar na garagem um dia. Ele tinha um Fender Twin (amplificador) pequeno e a Les Paul (guitarra) preta, que está na contracapa de “Show No Mercy”. Ele era meio calado. Jeff não tocava fazia muito tempo, e tudo que ele sabia tocar, aprendera sozinho. Mas algo naquilo pareceu bom já de cara. E funcionou!”. Na vida pessoal, de fato, Jeff Hanneman era tido como um sujeito estranho, bastante recluso e por vezes arrogante e não muito amigável, sendo difícil até mesmo vê-lo sorrindo em fotos. Não era o tipo que se misturava e socializava com todo mundo. “Se ele não gostasse de você, ele não ficava na sua companhia”, conta Araya. “Ele podia te pegar pra Cristo e lhe fazer sentir um merda. Mas se você aguentasse e peitasse, e mostrasse que você conseguia lidar com a palhaçada, então era assim que você ficava amigo dele”, concluiu.

    Pra encerrar, deixo aqui algumas poucas palavras de Tom Araya que sintetizam o tamanho da importância de Jeff Hanneman para o Slayer: “Por qualquer perspectiva, ele era a banda”. Já para os fãs: “Fico maravilhado por quantas pessoas ele atingiu. Eles mal o conheciam, mas ele atingiu a muitas pessoas. E ele nem se dava conta disso”, finalizou.