Categoria: Roadie News

  • KRISIUN – Datas confirmadas para duas apresentações em São Paulo

    KRISIUN – Datas confirmadas para duas apresentações em São Paulo

    O trio de death metal, surgido em 1990, e reconhecido pelos clássicos “Black Force Domain”, “Conquers of Armageddon” e “Southern Storm” é formado por Alex Camargo (vocais e baixo), Max Kolesne (bateria) e Moyses Kolesne (guitarra). Neste show, o grupo apresenta repertório do disco Scorge of the Enthroned, lançado em setembro de 2018, e que é o décimo primeiro da banda. Gravado em Kassel, cidade rural da Alemanha, traz músicas de alta complexidade ritmica como “Devouring Faith”, “A Thousand Graves”, “Abysmal Misery (Foretold Destiny)” e  “Whirwind of Immortality’, as quais serão mostradas nesta apresentação.

    Quando: 4 e 5 de Janeiro Onde: Sesc Belenzinho Horário: 21:30 Endereço: R. Padre Adelino, 1000 – Belenzinho, São Paulo – SP, 03303-000 Ingressos: Nas unidades do Sesc ou em https://bit.ly/krisiun-sescbelenzinho-2019 Preço: Entre R$6,00 e R$ 20,00 Não recomendado para menores de 18 anos.
  • Mike Exeter fala sobre as sessões que resultaram no último álbum do BLACK SABBATH

    Mike Exeter fala sobre as sessões que resultaram no último álbum do BLACK SABBATH

    O engenheiro, produtor e músico Mike Exeter falou recentemente com o australiano “The Void” sobre seu trabalho no álbum de reunião do BLACK SABBATH, 13. O primeiro álbum completo de estúdio do BLACK SABBATH em 35 anos a apresentar os membros fundadores Ozzy Osbourne, Tony Iommi e Geezer Butler foi escrito durante um período de 18 meses na casa de Tony, na casa de Ozzy e no Angelic Studios em Northampton, Inglaterra, antes do início das gravações no estúdio Shangri-La em Malibu, com o produtor Rick Rubin.

    “[Tony e eu] entramos em uma rotina em que começávamos a trabalhar ideias no estúdio”, Mike lembrou sobre as primeiras composições que resultaram em 13 (ouça o áudio abaixo). “Porque ele não queria tocar coisas de pessoas em seu telefone; ele queria ter um catálogo de músicas. Então, nós começaríamos a ter ideias, criar um padrão de bateria que talvez se adequasse a um riff específico que achamos valer a pena… E então eu tocava um pouco de baixo, eu programava a bateria, e talvez colocássemos alguns teclados ou orquestração. E um riff principal ou uma música poderia sair de um desses momentos. Em um período de talvez dois dias em uma semana, nós desenvolveríamos esses e talvez pudéssemos dizer: “É só um riff. Vamos guardar e voltar até ele um dia”. Ou pode se transformar em uma música, sempre com a ideia de que um vocalista virá e fará o melhor possível com ela, então o que pode parecer um riff de verso para alguém pode ser um refrão ou qualquer coisa para outra pessoa. E a verdadeira primeira coisa que nasceu disso foi o álbum do HEAVEN & HELL [The Devil You Know] com o Ronnie [James Dio], e isso então se transformou em sessões de composição e coisas do tipo. Então, quando chegamos o álbum do SABBATH, 13, nós sabíamos que Ozzy viria e ouviria algumas ideias, e ele veio logo depois do Natal de 2010. Nós tocamos para ele uma hora e meia de coisas, e isso foi apenas metade do que nós preparamos que era relevante para que Ozzy cantasse. Porque nós tínhamos coisas que não seriam boas para Ozzy, Tony meio que sabia do que Ozzy gostava”.

    Perguntado se Tony escreve música com um cantor específico em mente, Mike disse: “Ele escreve para si mesmo, mas ele sabe que não é precioso, e ele mudará um riff se um vocalista precisar dele. Foi bem interessante. A dinâmica entre ele e Ronnie foram provavelmente a ‘masterclass’ da minha vida, porque conhecendo a sua história, foi bastante interessante vê-los realmente concentrados em fazer o máximo possível para que o outro se sentisse à vontade. Porque eles tiveram alguns problemas bastante amargos através dos anos, e eles se reuniram novamente, era tão lindo – a sensação era sempre boa, então eles estavam constantemente se levando adiante, e sempre, tipo, ‘Oh, você se importa se eu mudar esse acorde? Isso afetará você? ‘Não, não. Eu posso cantar isso.” Ou: “Eu tive essa ideia. Você acha que isso afeta o que você tocou?” E Geezer sempre estaria lá no meio, dizendo: ‘Eu realmente gosto disso. Isso é bom’. Ou: ‘Que tal tentarmos isso?’. Então foi esse ambiente adorável e tranquilo. E a mesma coisa estava acontecendo com 13”.

    De acordo com Exeter, dois anos se passaram entre a primeira reunião do BLACK SABBATH com Rubin e a conclusão de 13. “Demorou tanto tempo porque Tony foi diagnosticado com câncer no meio do caminho”, explicou ele. “Teríamos gravado um ano antes se o diagnóstico dele não tivesse aparecido. Mas isso deu tempo a todo o projeto para se desenvolver. [Os membros do SABBATH] realmente se conheceram novamente como uma relação de trabalho. Porque eles não tinham escrito juntos de verdade durante anos. Eles tiveram um pequeno período depois da reunião em 1999, mas aquilo realmente não levou a lugar nenhum”.

    13 alcançou o número 1 nos EUA e no Reino Unido, a primeira vez da banda nos Estados Unidos e apenas a segunda vez no topo das paradas em seu país natal desde 1971.

    O BLACK SABBATH seguiu em turnê com o baterista da banda de Ozzy, Tommy Clufetos. O baterista do RAGE AGAINST THE MACHINE, Brad Wilk, gravou as faixas de bateria em 13, que foi lançado em junho de 2013.

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  • BACKSTAGE FEST KORZUS / TORTURE SQUAD / NERVOSA / CARRO BOMBA – 15 de dezembro de 2018, São Paulo/SP

    BACKSTAGE FEST KORZUS / TORTURE SQUAD / NERVOSA / CARRO BOMBA – 15 de dezembro de 2018, São Paulo/SP

    Para encerrar com chave de ouro esse ano de 2018, que foi tão movimentado em termos de shows de metal, o apresentador, escritor, colunista, baterista, enfim, o lendário Vitão Bonesso, em parceria com a TC7 Produções, agraciou o público paulistano com um evento comemorativo aos, ininterruptos, 30 anos de seu programa Backstage. E Vitão é vital! Vital na história do heavy metal no Brasil, sendo figura importante, e até mesmo determinante, na vida de muita gente que, graças à ele, conheceu (e/ou cresceu ouvindo) inúmeras bandas, discos, músicas e histórias do heavy metal. Isso sem contar que Bonesso abriu (e ainda abre) as portas do Backstage para muitas bandas divulgarem seus respectivos trabalhos. Para celebrar com ele o aniversário desse importante e seminal programa metálico radiofônico, quatro nomes fortes da música pesada nacional participaram do “Backstage Fest”: Korzus, Torture Squad, Nervosa e Carro Bomba. E ainda que não tenha lotado a casa, o público superou o calor intenso e compareceu em bom número ao Carioca Club para prestigiar essa data tão marcante.

    Os trabalhos iniciaram com o dono da festa fazendo as honrarias como mestre de cerimônias. E a primeira banda que Vitão Bonesso chamou ao palco foi o Carro Bomba, que entrou em ação faltando pouco para as quatro horas da tarde – com o sol a pino do lado de fora. O grupo paulistano, que recentemente lançou o DVD “Ao Vivo – A Máquina Não Para” (gravado ao vivo no Sesc Belenzinho), aproveitaria o “Backstage Fest” para fazer o mesmo com seu novo material, um compacto em vinil. Entretanto, devido às questões de fim de ano, conforme explicou o vocalista Rogério Fernandes (ex-Golpe de Estado), o lançamento fica adiado para 2019. Quanto ao show, o (ainda pequeno) público foi fisgado por um repertório que dava ênfase aos três últimos álbuns do Carro Bomba: Pragas Urbanas (2014), Carcaça (2011) e Nervoso (2008) – ficaram de fora músicas dos dois primeiros, Carro Bomba (2004) e Segundo Atentado (2006), discos que tinham uma pegada menos metal e mais ‘rocker’ do que os outros três seguintes. O começo com a eletrizante Máquina, de Pragas Urbanas, seguido de duas de Carcaça, sendo elas, a cadenciada e pesada Mondo Plástico e a acelerada música homônima, foi visceral e serviu para esquentar ainda mais o público, que derretia de calor.

    Ao vivo, é ainda mais instigante observar o metal cantado em português do Carro Bomba, que impressiona com os riffs viscerais de Marcello Schevano (Patrulha do Espaço / Golpe de Estado / Casch), com a precisão da cozinha formada por Ricardo “Soneca” Schevano (Baranga / Casch) e pelo novo batera Biel Astolfi, e também com a performance certeira de Fernandes. Não houve piedade, o quarteto mandou uma sequência de Pragas Urbanas (sem trocadilho aqui!), que foi de tirar o fôlego: vieram, o heavy/thrash arrasa-quarteirão Esporro, a grooveada Fuga e a própria Pragas Urbanas. Em referência aos dez anos de seu bem sucedido terceiro álbum Nervoso, que marcou a estreia de Rogério Fernandes na banda, o Carro Bomba mandou uma dobradinha com Sangue de Barata (que receita ‘deliciosa’ você deve ter imaginado agora heim?) e Intravenosa. Só não digo que senti falta de algumas das músicas ‘sabbathicas’ que o Carro Bomba possui em sua discografia, casos de Arrastando Correntes, Combustível e Fui, porque as escolhidas caíram muito bem para a ocasião. Como o tempo de palco era curto, foi plausível a banda optar por músicas mais diretas e agressivas. Em Queimando A Largada, deu até vontade de pegar a estrada em alta velocidade, por conta do efeito causado pela pegada energética dessa música. Thrash ‘n’ Roll, outra de Pragas Urbanas, deu números finais à apresentação do Carro Bomba, com uma dose de rock and roll veloz.

     

    A próxima a ser anunciada por Vitão Bonesso foi a Nervosa. Após um ano de agenda cheia no Brasil e no exterior, Fernanda Lira (vocal e baixo), Prika Amaral (guitarra) e Luana Dametto (bateria) fizeram o seu último show de 2018. O trio, que segue divulgando Downfall of Mankind, abriu com Horrordome (com Lira cantando feito um cão raivoso) e ….and Justice for Whom?, duas cacetadas desse seu terceiro e novo álbum. Na primeira pausa, o público entoou o nome da banda. Foi uma ótima amostra de que se no início de carreira a Nervosa era alvo de críticas dos machistas e preconceituosos de plantão, hoje conta com o respeito da grande maioria, que faz questão de prestigiar e demonstrar seu apoio. Como propagado pelo pensador francês Marcel Proust: o tempo é o senhor da razão. A música seguinte, Death!, do debut Victim of Yourself (2014), justificou as rodas que se abriram na pista. Como eu disse em meu review sobre o recente show da Nervosa pela segunda edição do “Angra Fest”, tenho essa como minha música favorita da banda. As paradinhas mortais no final dela, ao melhor estilo ‘vai-não-vai’, assim como a linha vocal e a levada cavalgada das estrofes, são legais demais!

    Como de costume, uma das músicas que mais mexeram com os ânimos dos headbangers foi Masked Betrayer, que é sempre lembrada pelo videoclipe que impulsionou o nome da Nervosa mundo afora. Outras como a grooveada Enslaved e Hostages (que no início foi acompanhada em coro pelo público) também foram responsáveis por mais rodas. Eu, que tive a oportunidade de assistir (e cobrir) a quatro shows da Nervosa em 2018, posso afirmar que, apesar de o setlist ter sido praticamente o mesmo em todas as ocasiões, essa apresentação no “Backstage Fest” foi a que o trio parecia estar tocando com mais sangue nos olhos. Prika, que geralmente tem uma movimentação mais discreta do que a da sempre comunicativa Lira, dessa vez estava ensandecida: agitou do início ao fim e, por diversas vezes, foi tocar em cima das caixas de som que ficavam posicionadas a frente do palco, próximas à plateia. Por sua vez, Luana chamou atenção com algumas sequências de ‘blast beats’ precisos – a performance dela em Never Forget, Never Repeat, por exemplo, foi um absurdo. No final do show, o mosh rolou solto com a sugestiva Into Moshpit. Agora, a Nervosa dá uma pausa para as comemorações de fim de ano e retorna em 2019, já com uma grande novidade anunciada: a sua estreia no gigante “Rock in Rio”, onde no dia 04 de outubro tocará na “noite de metal”, trazendo um convidado ainda não divulgado para o Palco Sunset.

    Com o cronograma do evento sendo seguido à risca, Vitão Bonesso assumiu novamente o microfone e convocou ao palco outra banda que também irá tocar no “Rock in Rio” em 2019: o Torture Squad. A apresentação desse veterano do thrash/death metal, que já tem quase 30 anos de existência, veio cercada de expectativa, tendo em vista que o grupo daria uma pausa na divulgação de seu mais recente álbum, Far Beyond Existence (2017), para, conforme divulgou previamente, tocar o respeitado Hellbound na íntegra. O motivo é que o Torture Squad estava comemorando dez anos do lançamento desse que é o seu quinto ‘full lenght’. E outra notícia legal em relação à Hellbound, é que na véspera do “Backstage Fest”, o álbum foi, finalmente, disponibilizado nas principais plataformas digitais – isso graças à parceria do grupo com a Sony Music. Com um público presente agora em maior número, o Torture entrou arregaçando após a introdução MMXII, tocando a aniquiladora Living for the Kill.

    Respeitando a sequência de Hellbound, May “Undead” Puertas – que assim como a Nervosa participou do “Angra Fest”, sendo convidada pela banda anfitriã para cantar a música Black Widow’s Web, fazendo as vezes da cantora pop Sandy e da canadense Alissa-White Gluz (Arch Enemy / ex-The Agonist) -, Renê Simionato (guitarra) e os veteranos Castor (baixo) e Amílcar Christófaro (bateria) deixaram de tocar apenas a instrumental acústica The Four Winds. No mais, o quarteto impressionou o público com o peso, a técnica e a variação de andamentos de pérolas como The Beast Within, In the Cyberwar, a própria Hellbound e o hino Chaos Corporation. Uma das mais legais no show foi Twilight for all Mankind, que começou com a introdução rolando apenas no som mecânico, mas que no decorrer teve a parte acústica sendo executada por Simionato ao violão. As vinhetas do álbum foram sampleadas e isso foi bacana, pois elas mantiveram o clima que há no disco. Foi bastante interessante ouvir Hellbound, que originalmente foi gravado com o vocalista Vítor Rodrigues, sendo interpretado na voz de May. A atmosfera obviamente foi diferente, mas a vibe e a intensidade das músicas puderam ser sentidas sob outra perspectiva.

    E quem pensou que o show do Torture Squad pararia por aí, se enganou. May, Renê, Castor e Amílcar deixaram para o final algumas músicas imponentes de outros três álbuns. Começaram com duas bem antigas, a primeira delas foi Horror and Torture, de Pandemonium (2003), depois foi a vez de Unholy Spell, do álbum homônimo lançado em 2001. Seria estranho se os integrantes tivessem dado margem a alguns dos outros álbuns sem se lembrar do mais recente, Far Beyond Existence. Claro que lembraram, e então se despediram com a impactante Blood Sacrifice ­­– com direito a bela e obscura introdução que a antecede no disco. Ao final do show, Christófaro se dirigiu à frente do palco, foi ao microfone e comentou o quão especial foi comemorar com o público os dez anos de Hellbound e dividir palco com Marcello Pompeu e Heros Trench do Korzus, que produziram alguns discos do Torture Squad.

    E por falar em Korzus, que tocou no “Rock in Rio” em 2011 e agora verá Torture Squad e Nervosa repetindo o feito, o grupo também teve seu motivo particular para aproveitar a festa do Backstage: estava comemorando 35 anos de carreira. E assim como o programa Backstage, as atividades do grupo nunca foram interrompidas. Algo muito legal nos shows dos Korzus é a forma como a banda entra no palco, e isso se repetiu no “Backstage Fest”. Após longa introdução mecânica (com inserções da intro do álbum Mass Illusion, de 1991), Rodrigo Oliveira surgiu atrás de seu kit de batera, seguido dos guitarristas Heros Trench e Antônio Araújo. Os três deram início à primeira música, mas somente instantes depois os dois membros originais Marcello Pompeu (vocal) e Dick Siebert (baixo) entraram em cena, vindo de lados diferentes e se encontrando no meio frontal do palco, causando histeria geral entre os fãs. O quinteto começou tocando Guilty Silence e o que se viu na pista foi o caos em forma de ‘circle pit’. A empolgação dos headbangers foi aumentando conforme iam sendo tocadas Discipline of Hate, Vampiro e Never Die. Só depois desse arsenal, foi que a banda deu uma pausa e Pompeu cumprimentou a todos. E ele comandou o público, que respondia “zus” a cada vez que ele gritava “Kor”.

    A rajada seguinte com Bleeding Pride, Respect, What Are You Looking For e Raise Your Soul foi pra torturar o pescoço de qualquer ‘thrash maniac’ que se preze. E olha que o público nem imaginava a surpresa que estava por vir. Se o Korzus começou o show com um repertório focado nos álbuns que lançou nos anos 2000, ou seja, Ties of Blood (2004), Discipline of Hate (2010) e, o mais recente, Legion (2014), na segunda parte mandou músicas de seus clássicos discos dos anos 80 e 90. Então, após superar um problema na caixa de retorno de Pompeu, que superaqueceu (imagina o calor no ambiente!), rolou a clássica introdução que abre o álbum Mass Illusion e a banda fez o chão tremer com Agony. Pra minha emoção particular, o Korzus vasculhou o baú e resgatou do EP Pay for Your Lies (1989) uma de suas músicas que mais gosto: The World Is A Stage. Na verdade, o quinteto tocou apenas um trecho dela e emendou com a própria P.F.Y.L., que, curiosamente, não integra o EP de mesmo nome, mas sim Mass Illusion. E o final dessa, tocado de forma diferente e empolgante, foi interligado à Lost Man, de KZS (1995), em que na paradinha do meio Pompeu insistiu para que o público gritasse de forma ensurdecedora.

    E se você pensa que acabou, ainda teve um medley todo dedicado à Mass Illusion. Primeiro veio a própria Mass Illusion – com Pompeu sentado no praticável da bateria fazendo a narrativa da introdução (no estúdio, a voz que se ouve é de Roger Rocha Moreira, produtor do álbum e líder do Ultraje a Rigor) -, depois foi a vez de The Kids on the Streets e, por fim, Beyond the Limits of Insanity.  É impressionante notar a quantidade de hinos que o Korzus soma em sua carreira, haja vista que, depois de todas essas surpresas que rolaram no meio do set, o grupo ainda tinha na manga Internally, Correria, Truth e a emblemática Guerreiros do Metal, música presente na cultuada coletânea S.P. Metal (1985). Encerrando o “Backstage Fest”, o Korzus mandou a música que dá nome ao seu mais recente álbum Legion, que considero ser uma das mais inspiradas do metal nacional. Do início dos anos 90 pra cá, dentre todos os inúmeros shows que já assisti do Korzus, esse, sem dúvida, foi um dos melhores. Como defino essa apresentação? ‘Click, clack, bum’: matadora!

    Finalizada essa edição especialíssima do “Backstage Fest”, conversei com Vitão Bonesso, que se mostrou orgulhoso quanto aos 30 anos de Backstage: “Meu sentimento é de missão cumprida e de muito a ser cumprido ainda. Não paramos por aqui, o programa continua”, afirmou. “Logicamente, que se alguém há 30, 20 anos me dissesse que o programa atingiria uma marca tão expressiva, três décadas, eu iria cair na gargalhada”, brincou. “Fizemos as coisas da forma mais honesta, mais sincera, com o maior carinho e amor possível e essa talvez seja a razão de a gente ter chegado tão longe”, disse, emocionado. Quanto a festa realizada no Carioca Club, Bonesso comentou: “O evento em si, junto com a TC7, acho que foi uma forma de eu encontrar os amigos e dividir momentos legais – numa tarde/noite quente pra caralho -, e com bandas que têm um pouco da história do Backstage e que também as acompanho há tanto tempo. Muitos músicos que estavam ali, como os do Carro Bomba, já tocaram comigo. É gente que eu conheço há muito tempo… O Korzus, por exemplo, tocou na festa de aniversário de um ano do Backstage, em 1989, e agora estava comemorando os nossos 30 anos e os 35 anos deles. Foi muito legal, tudo correu da forma mais profissional possível e a galera curtiu demais. Isso me deixou muito feliz”, comemorou.

    O programa Backstage vai ao ar aos domingos, das 22h00 às 00h00, na Kiss FM (102,1 mhz, São Paulo e Grande São Paulo; 107,9 mhz, Campinas e região; 102,9, litoral de São Paulo, ou online pelo www.kissfm.com.br).

  • MYSTIFIER – Novo álbum chegando em março de 2019

    MYSTIFIER – Novo álbum chegando em março de 2019

    O Mystifier formado em 1989 em Salvador, vem desde então trilhando um caminho de muito sucesso e se tornou uns maiores ícones do Black Metal Mundial.

    A banda assinou com o selo francês Season Of Mist para o lançamento de seu mais novo álbum Protogoni Mavri Magiki Dynasteia já com data confirmada para 08 março de 2019.

    A capa acabou de ser divulgada e a gravadora liberou uma faixa para audição, nos apresentando um pouco do grande álbum que virá no próximo ano.

    Recentemente ao Mystifier passou por toda a América do Norte, América do Sul e Europa com shows esgotados e muitos lugares.

    A baixo está a faixa Weighing Heart Ceremony pertencente ao novo álbum, confira:

  • SOCIALMASK: Faixa homenageia as várias fases de Ronnie James Dio

    SOCIALMASK: Faixa homenageia as várias fases de Ronnie James Dio

    Após um semestre agitado, devido ao lançamento do EP em agosto, o SOCIALMASK se prepara para o último show do ano e já faz planos para 2019. Gabriel Lima (vocal), Douglas Bittencourt (guitarra), Fábio Clezar (guitarra), Enoir Júnior (baixo) e Luiz Negrini (bateria) tem colhido os frutos de um excelente trabalho, sobretudo em virtude dos elogiados videoclipes para “How to Love Again”“Glorious King”, ambos produzidos pela Chama Vídeo Independente.

    E é justamente “Glorious King” que homenageia o eterno vocalista Ronnie James Dio, falecido em 2010. Segundo explicação do vocalista Gabriel Lima, a letra da música engloba as várias fases do baixinho mais simpático do Metal, desde seu começo com o ELF até sua última passagem pelo Black Sabbath, sob o nome Heavy and Hell. Gabriel explica melhor: “A ideia surgiu quando o Douglas chegou a um ensaio com um riff marcante, então liguei a melodia ao estilo das músicas do Dio. O baixista Júnior deu a ideia: por que não fazer uma letra em homenagem ao mestre? Então, com a melodia da música pronta, pensei em várias músicas marcantes do Dio e assim nasceu a homenagem, com referências a várias frases e expressões do glorioso rei do Heavy Meta!”.

     Assista o clipe de “Glorious King”:

    https://youtu.be/VS_lE0X_dkY

    E para simplificar, o vocalista criou uma playlist no Spotify, contendo todas as músicas que causaram influência sobre a música. Dentre elas, “The Temple of the King”, do Rainbow, e “Letters from Earth”, do Black Sabbath. Para quem quiser saber quais as outras, basta acessar a playlist: https://goo.gl/Md2WBx

    SOCIALMASK fará show em Torres/RS no domingo, dia 30/12, em evento que terá início às 15h, nos Molhes de Torres. O “Rock na Laje” é um evento gratuito e contará com outras bandas de Rock da região.

    Mais informações sobre o evento:

    https://www.facebook.com/events/613584552432319

     Contatos:

    Facebook: www.facebook.com/socialmaskofficial

    Instagram: www.instagram.com/socialmaskofficial

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  • SYMPTOMEN: Projeto de TCC, novo álbum retrata os problemas do Brasil

    SYMPTOMEN: Projeto de TCC, novo álbum retrata os problemas do Brasil

    O novo álbum do SYMPTOMEN, o terceiro de sua carreira, já está disponível em todas as plataformas digitais. Lançado no dia 16 de dezembro, conta com nove faixas de um intenso Heavy Metal tradicional, buscando uma sonoridade tradicional e ao mesmo tempo moderna, representando o estilo no Brasil como muita classe e pegada.  “Welcome to Brazil” foge dos temas comuns do Metal ao retratar fatos históricos e pontos negativos do Brasil, como a recente catástrofe de Mariana/MG, corrupção, pobreza extrema, regime militar, colonização etc. Um dos destaques do álbum é justamente a faixa “Mud of Death”, que retrata o desastre de Mariana. Ocorrido em novembro de 2015, o acidente causado pela mineradora Samarco provocou uma enxurrada de lama no distrito de Bento Rodrigues, ocasionando um rastro de destruição em direção ao Rio Doce. Além das perdas humanas, o desastre ambiental é incalculável.

    “Mud of Death” nos dá uma breve dimensão desta que é uma das maiores tragédias ambientais do país, mostrando o descaso das grandes companhias e do governo. Nas palavras da banda, “Já faz três anos do ocorrido e até hoje nenhum dos acusados foi preso, ninguém levou culpa e pagou devidamente pelo que fez. Como sempre, no Brasil, quem tem o poder não paga por nada”.

    Ouça o álbum no Youtube:

    https://youtu.be/lDHEMiAg4xU

    E outro detalhe interessante sobre o álbum é a sua produção, resultado de um projeto de TCC do guitarrista e vocalista Iago Pedroso. Recentemente vimos o baterista do KADABRA, Ian Kokubun, dedicando um TCC ao baterista Gene Hoglan, mas um TCC onde o assunto é a produção de álbum, desde seu início, é bem raro, como explica Iago, que dá seu parecer ao resultado final: “A produção desse álbum foi realizada com muito planejamento desde o início do ano. Como resultado, além de uma produção de áudio impecável, obtive nota máxima em meu trabalho de graduação”.

    Com “Welcome to Brazil”, Iago Pedroso (vocal/guitarra), Kim Malthus (guitarra), Manassés Procópio (baixo) e Ricardo Menezes (bateria) se firma como uma das principais bandas de Heavy Metal tradicional do país, e em breve anunciará os primeiros shows de divulgação do álbum, que no momento tem seu lançamento voltado apenas ao mercado digital.

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  • GHOST: Confira o novo vídeo, “Faith”

    GHOST: Confira o novo vídeo, “Faith”

    O GHOST acaba de encerrar sua muito bem sucedida turnê norte-americana, A Pale Tour Named Death. Um vídeo da música Faith, dirigido por Bill Yukich, com fotografia de Ryan Chang, foi rodado em várias paragens ao longo do caminho e pode ser visto abaixo.

    A turnê norte-americana visitou quase 40 cidades, incluindo Chicago, Nova York, Los Angeles e Toronto.

    O GHOST está em turnê em apoio ao seu mais recente álbum, Prequelle, lançado em junho.

    O líder do GHOST, Tobias Forge, se apresentou como um “novo” Papa Emeritus em cada um dos três primeiros álbuns da banda, com cada versão do Papa substituindo a versão anterior. Papa Emeritus III foi aposentado em favor do Cardinal Copia antes do lançamento de Prequelle.

    Prequelle estreou na 3ª posição na Billboard 200 e apresenta o single rock Rats. O disco foi registrado no ano passado nos estúdios da Artery, em Estocolmo, com o produtor Tom Dalgety (OPETH, ROYAL BLOOD) e mixado em janeiro no Westlake Studios em West Hollywood, Califórnia, com Andy Wallace (NIRVANA, SLAYER).

    No início deste mês, o GHOST recebeu duas novas indicações ao Grammy, “Melhor Álbum de Rock” por Prequelle e Melhor Canção de Rock por Rats. As recentes indicações ocorreram quase três anos depois que o GHOST se tornou a primeira banda de rock sueca a ganhar um Grammy Award – “Melhor Performance de Metal”, em 2016 pela música Cirice.

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  • SILVER MAMMOTH conclui ‘Unified Trilogy’ com clássico do AC/DC

    SILVER MAMMOTH conclui ‘Unified Trilogy’ com clássico do AC/DC

    Após participar dos tributos ao Black Sabbath e Motörhead, o Silver Mammoth apresenta o single de sua versão para um clássico do AC/DC, “Jailbreak“, que integrará o álbum-tributo “For Those About to Brazil… (The Brazilian Tribute to AC/DC)”, que será lançado pelo selo Inglês Secret Service Records. “Lembro que pouco tempo depois do lançamento do EP ”74 Jailbreak’, o Brasil vivia a expectativa da primeira vinda do AC/DC ao Rock in Rio de 1985. ‘Jailbreak’, que tinha saído originalmente na versão australiana de um clássico da fase com o saudoso Bon Scott, ‘Dirty Deeds Done Dirt Cheap’ (1976), foi para as rádios, teve o clipe exibido e estourou por aqui!”, recorda o vocalista Marcello Izzo. “Escolhemos fazer uma versão com nossa roupagem, abordando nossas características, mas sem tirar a vibração dançante da versão original. Encerramos o projeto ‘Unified Trilogy’ com muita satisfação, pois fazer estas versões com novas roupagens foi uma experiência bem bacana”, acrescenta. Para conferir o single, acesse: https://youtu.be/8fTyk8iYNBA

    O Silver Mammoth, que recentemente teve a música “Coup to the End” incluída na “Peso Brasuca”, playlist exclusiva da CD Baby no Spotify, agora passa a se concentrar nas novas composições e na pré-produção do novo álbum. O sucessor de “Mindlomania” (CD, 2015) e “Silver Mammoth Singles” (vinil, 2017) será lançado no segundo semestre de 2019 pela MS Metal Records. Mais informações em https://silvermammothband.com/

    Fonte: ASE Press   Edições avulsas, assinatura física e digital. Conheça a nossa Roadie Crew Shop – acesse https://roadiecrew.com/roadie-shop
  • GOLPE DE ESTADO faz último show de 2018 recheado de material “lado B” neste domingo

    GOLPE DE ESTADO faz último show de 2018 recheado de material “lado B” neste domingo

    Numa época já quase sem shows – devido às festas de fim de ano –  a pedida é ver o Golpe de Estado neste doming0 (23/12), dois dias antes do Natal. O quarteto fecha o calendário de shows com apresentação no Jai Club (Rua Vergueiro, 2676, na Vila Mariana, São Paulo). Eles apresentarão músicas quase nunca tocadas, portanto, quem comparecer, presenciará bastante coisa “lado B”, o sonho dos fãs. Para mais informações, siga a página do evento no Facebook: https://www.facebook.com/events/1259824824157694/ Os ingressos custam R$ 30 (antecipado) e R$40 na porta, no dia do show. As portas abrem às 18h e o show será às 19h. Os ingressos podem ser adquiridos no link abaixo: https://www.clubedoingresso.com/golpedeestado-jaiclub?fbclid=IwAR1DzTmgkkWI3arz2I6k7RnInHQziA8GyHewNdvhk2Lvvto0D26kOtpR_P0 Em 2018 o Golpe de Estado fez shows de divulgação de seu CD ao vivo, “30 Anos Ao Vivo”, que foi gravado em 2017, quando a banda comemorou seus 30 anos de estrada. Em 2019 a banda promete muitas surpresas! O Golpe de Estado é formado por João Luiz (vocal, ex-King Bird), Marcelo Schevano (guitarra, Carro Bomba, Patrulha do Espaço, Nelson Britto (baixo, e membro fundador) e Robby Pontes (bateria). Para contratar shows do Golpe, entre em contato com a TC7 Produções; https://www.facebook.com/tc7producoes/ [email protected]https://tc7producoes.com Siga o Golpe de Estado em seu Facebook oficial: https://www.facebook.com/bandagolpedeestado/

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  • KADABRA: Encerrando o ano com show em Sumaré neste sábado

    KADABRA: Encerrando o ano com show em Sumaré neste sábado

    Neste sábado, 22/12, a banda de Thrash Metal KADABRA fará seu último show do ano, na cidade de Sumaré/SP. Este será o terceiro show em que o novo baterista, Ian Kokubun, participa. Recém integrado ao trio, Ian “tem se mostrado cada vez mais entrosado”, segundo Paulo Bertoni (vocal/guitarra). Bacharel em Música Popular pela Faculdade Souza Lima, em São Paulo, Ian tem chamado a atenção pelo seu TCC sobre o baterista Gene Hoglan, mais especificamente sobre o clássico “Individual Thought Patterns”, do Death, lançado em 1993. Com o título de “Individual Thought Patterns: Uma análise dos Grooves de bateria de Gene Hoglan”, o músico esmiúça a técnica do disputado baterista, que foi um dos fundadores do Dark Angel e hoje toca no Testament, além de já ter integrado diversas outras bandas.

    O festival Underground & Atitude receberá neste sábado, além do KADABRA, as bandas Retaliador, Weirduo, Bastard God e Butequeiros, que farão os shows em benefício à Valter Alves Coelho (Wartão). O evento terá início às 17h e ingressos custando apenas R$ 7,00.

     Mais detalhes sobre o show:

    https://www.facebook.com/events/582246375564176

    Com o término dos shows de divulgação do debut “Devastation’s Songs”, o KADABRA se concentra agora nas composições do novo álbum, prometendo o mesmo Thrash Metal com pitadas Heavy elogiado pela imprensa brasileira.

    Contatos:

    Facebook: www.facebook.com/bandakadabrametal

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