Categoria: Roadie News

  • Geoff Tate: “O QUEENSRŸCHE sempre esteve na vanguarda”

    Geoff Tate: “O QUEENSRŸCHE sempre esteve na vanguarda”

    O ex-vocalista do QUEENSRŸCHE e atual OPERATION: MINDCRIME, Geoff Tate, foi entrevistado pela ‘Duke TV’ em 24 de março em Vauréal, França.

    Falando sobre as expectativas do público em relação a sua música, Tate disse: “Eu meio que desisti de tentar adivinhar há muito tempo atrás. Eu acho que se gasta muito tempo tentando descobrir o que diferentes pessoas gostam, e pouco tempo descobrindo do que você gosta; como artista e como compositor você tem que seguir aquilo que é interessante para você, é assim que funciona. Para mim, pelo menos, é assim.  Estou fazendo música para mim e para o que gosto, e então compartilhando com o mundo. E não fazendo ela para o mundo”.

    Tate também falou sobre como o QUEENSRŸCHE abraçou os avanços tecnológicos no início da carreira. Ele disse: “No QUEENSRŸCHE, nós estávamos sempre fazendo as coisas do nosso jeito. Mesmo quando começamos, nunca tocamos ao vivo até termos um contrato com uma gravadora, e então tocamos ao vivo. Então isso era realmente inédito; a maioria das pessoas não faziam isso. Nós estávamos na vanguarda do desenvolvimento tecnológico, mídias de shows ao vivo. Fomos a primeira banda a participar de uma transmissão pela Internet. Nós tivemos um gerenciamento separado do assunto das gravadoras.  Nós tínhamos um acordo com a nossa gravadora – eles não nos diziam como fazer música e nós não lhes ensinávamos a vender discos, esse tipo de coisa. E isso funcionou muito bem por um longo tempo”.

    Ele acrescentou: “Eu realmente não tenho muitos arrependimentos além de que, financeiramente, eu gostaria de ter investido na Microsoft mais cedo [Risos]. Provavelmente seria menos estressante ser financeiramente independente”.

    Tate celebrará o 30º aniversário do álbum conceitual do QUEENSRŸCHE, Operation: Mindcrime, apresentando o disco em sua totalidade em uma turnê norte-americana que começa no dia 7 de junho em Lancaster, Pensilvânia.

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  • John Bonham (LED ZEPPELIN) é homenageado com estátua na sua cidade natal

    John Bonham (LED ZEPPELIN) é homenageado com estátua na sua cidade natal

    Uma estátua de John Bonham, lendário baterista do LED ZEPPELIN foi revelada em sua cidade natal, Redditch, Inglaterra, no que seria seu 70º aniversário.

    A maior parte dos fundos para o memorial – que foi criado pelo escultor Mark Richards e está situado na Praça Mercian, no centro da cidade de Redditch – veio de um doador particular.

    A escultura de bronze de 6 metros de altura e 16 metros de largura, que retrata Bonham sentado atrás de seu kit, pesa mais de cinco mil libras (mais de duas toneladas), e é coberta com tinta anti-graffiti.

    A escultura, ambientada em um pedestal inspirado no álbum Houses of the Holy, do LED ZEPPELIN, contém a inscrição: “O mais notável e original baterista de seu tempo, a popularidade e influência de John Bonham continuam a ressoar com o mundo da música e além”.

    A irmã mais nova de John, Deborah Bonham, que liderou a campanha, disse à BBC que ela estava “absolutamente emocionada”.

    Mark Richards foi ao Twitter esta manhã para confirmar que a estátua foi instalada, escrevendo: “Estou encantado que minha escultura memorial a John Bonham foi instalada durante a noite no centro de Redditch. Obrigado a todos que ajudaram a fazer isso acontecer”.

    Bonham morreu em 25 de setembro de 1980, aos 32 anos de idade.

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  • Morreu Josh Martin, guitarrista do ANAL CUNT

    Morreu Josh Martin, guitarrista do ANAL CUNT

    O guitarrista Josh Martin, que se tornou notório pelo seu trabalho na banda grindcore norte-americana ANAL CUNT, morreu na segunda-feira, 28 de maio. Ele tinha 45 anos.

    Segundo as autoridades de Providence, no estado de Rhode Island (EUA), o músico caiu de costas de uma escada rolante, após “uma brincadeira”.

    Martin teria sentado no corrimão e perdido o equilíbrio, caindo de uma altura considerável e batendo com a cabeça numa mesa. Socorrido, ele faleceu no hospital.

    Josh Martin se juntou ao ANAL CUNT em 1996. Já em 1997 ele lançou seu primeiro disco com a banda, I Like it When You Die. Em 1998, ele voltaria a aparecer em Picnic of Love. Um ano mais tarde, ele apareceria em It Just Get’s Worse, e em 2001 Josh anunciou que estava abandonando o grupo.

    Esta separação não duraria muito. Em 2006 ele voltou para o time, gravou Fuckin’A (2010) e Wearing Out Our Welcome, lançado em 2011, ano em que o vocalista e fundador do ANAL CUNT, Seth Putnam morreu.

    Desde o fim do ANAL CUNT, Josh participou de inúmeras bandas, nenhuma sem o status adquirido pelo ANAL CUNT.

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  • Howard Jones participará do novo álbum do KILLSWITCH ENGAGE

    Howard Jones participará do novo álbum do KILLSWITCH ENGAGE

    Em uma nova entrevista com a finlandesa ‘Kaaos TV’, o baixista do KILLSWITCH ENGAGE, Mike D’Antonio, falou sobre o progresso das sessões de gravação do novo disco da banda: “Infelizmente, a recente cirurgia da garganta de Jesse Leach gerou alguns atrasos na produção do disco. No momento nós temos 22 músicas, então vamos escolher as melhores, mas é melhor ter mais do que menos e depois poder fazer alguns ajustes. Mas a bateria está pronta, o baixo está pronto, a maioria das guitarras estão prontas, os vocais nem tanto. Então, assim que terminarmos, o álbum será lançado”.

    De acordo com D’Antonio, o KILLSWITCH ENGAGE, que atualmente está apoiando o IRON MAIDEN em sua turnê europeia, gravou as partes instrumentais para todas as 22 músicas. Mike também confirmou que o ex-vocalista do KILLSWITCH ENGAGE, Howard Jones, fará uma participação especial no próximo trabalho da banda.

    “Foi novidade para mim; eu não sabia que ele viria [para o estúdio e gravaria seus vocais]”, admitiu o baixista. “Mas muito parecido com o modo como o Jesse foi no passado, quando ele não estava na banda, continuamos amigos desses caras. Nós nos preocupamos com essas pessoas. Elas foram da nossa família por um longo tempo, e não é como se você simplesmente esquecesse alguém, especialmente Howard, ele é uma ótima pessoa, e foi legal saber que ele poderia voltar e cantar no novo álbum, ajudar a cantar algumas coisas de backup. E nós saímos com ele recentemente. Ele está indo muito bem, sua nova banda [LIGHT THE TORCH] é incrível, então não poderíamos estar mais felizes por ele”.

    O sucessor de Incarnate, de 2016, será o terceiro full-length do KILLSWITCH ENGAGE desde o retorno de Leach, que voltou ao grupo em 2012.

    Leach havia cantado no álbum de estreia e no segundo álbum da banda, Alive Or Just Breathing, antes de sair. Jones assumiu os vocais em The End of Heartache, As Daylight Dies e em Killswitch Engage (2009), antes de ser dispensado do grupo há seis anos.

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  • Ralph Santolla (ex-OBITUARY e DEICIDE) está em coma após parada cardíaca

    Ralph Santolla (ex-OBITUARY e DEICIDE) está em coma após parada cardíaca

    O guitarrista Ralph Santolla, conhecido por sua passagem pelas bandas DEATH, ICED EARTH, DEICIDE e OBITUARY, está em coma no St. Joseph’s Hospital em Tampa, Flórida, após sofrer um ataque cardíaco na noite de terça-feira.

    A mãe de Ralph, Sue Santolla-Rocha, revelou sua condição em um post no Facebook ontem. Ela escreveu: “Amigos e família, agora que a notícia vazou, deixe-me dizer o que eu sei.

    Ralph pensou que ele tinha sido picado por uma aranha no sábado. Foi para o hospital. Não era uma picada de aranha; era um coágulo de sangue. Na noite de terça-feira ele caiu e teve um ataque cardíaco. John Rocha deu-lhe massagem cardíaca até que os paramédicos chegaram. O coração dele parou, mas eles trouxeram-no de volta.

    Na nota, a mãe de Ralph ainda informa que os sinais vitais do filho estão estáveis, mas que ele está em coma. Ralph está respirando com a ajuda de um respirador, mas, segundo Sue, os médicos tomaram essa decisão para “não adicionar mais tensão ao seu corpo”, e que ele “é capaz de respirar sozinho”.

     “Ele está em coma. Essa é a principal preocupação neste momento, eles podem consertar todo o resto”, ela salienta, aproveitando a ocasião para informar que o filho está em um quarto particular na UTI, o que permite que visitantes permaneçam ao lado dele durante todo o tempo que desejarem.

    “Por favor… Ele precisa voltar do lugar onde está. Eu amo todos vocês… Vamos trabalhar para tirá-lo do coma, se pudermos”, ela termina.

    Ralph Santolla gravou três discos de estúdio com o DEICIDE: The Stench Of Redemption (2006), Till Death Do Us Part (2008) e To Hell With God (2011).

    Com o OBITUARY, ele gravou os ‘full-lengths’ Xecutioner’s Return (2007) e Darkest Days (2009).

    Apesar de nunca ter gravado um disco com o DEATH, Ralph acompanhou a banda na turnê de 1993, e aparece no clipe de The Philosopher.

    Além do invejável currículo no death metal, Ralph também coleciona participações em bandas dos mais variados estilos, tendo acompanhado o vocalista SEBASTIAN BACH (ex-SKID ROW) em sua carreira solo durante 2004 e 2005, além de ICED EARTH e MILLENIUM, banda com a qual gravou quatro álbuns completos de estúdio.

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  • ARMORED SAINT: PRIMEIRA E ÚNICA CHAMADA

    ARMORED SAINT: PRIMEIRA E ÚNICA CHAMADA

    Prepara-se para uma aula de heavy metal. E heavy metal clássico, puro em sua melhor essência. Trinta e seis anos depois de dar os primeiros passos em Los Angeles, contando os sete anos de hiato na década de 90 e momentos de incerteza nos anos 2000, o Armored Saint finalmente chega ao Brasil para uma única apresentação em nosso país em sua turnê sul-americana: dia 3 de junho, no Fabrique Club, em São Paulo (a banda também passa por Argentina, Peru, Colômbia e Chile). John Bush (vocal), Phil Sandoval e Jeff Duncan (guitarras), Joey Vera (baixo) e Gonzo Sandoval (bateria) ainda curtem a ótima recepção ao seu mais recente álbum, o excelente “Win Hands Down” (2015), mas têm também um catálogo de clássicos presentes em “March of the Saint” (1984), “Delirious Nomad” (1985), “Raising Fear” (1987) e, principalmente, no emblemático “Symbol of Salvation” (1991) – são sete álbuns de estúdio, dois ao vivo, um EP e uma coletânea na discografia do quinteto. Musicalmente tão relevante hoje como foi no início de carreira, o grupo vai mostrar por que atualmente está na linha de frente dos shows de metal. Para falar da primeira vez e de mais um pouco, principalmente o “mais um pouco”, Gonzo atendeu a ROADIE CREW e deu o tom do que virá pela frente. Não perca (a entrevista e o show).

    Uma espera de 36 anos. É muito tempo, mas finalmente o Armored Saint está vindo ao Brasil. A primeira pergunta é óbvia: qual é a sua expectativa?

    Gonzo Sandoval: Ao longo dos anos, sempre ouvi que os brasileiros são apaixonados e incríveis, então espero uma noite cheia de energia e diversão curtindo heavy metal junto com vocês.

    John e Joey já estiveram aqui com o Anthrax e o Fates Warning, então acredito que tenham adiantado alguma coisa. Mas eu diria que o público não tem ideia do que o aguarda. Posso dizer que hoje em dia ninguém faz um show de heavy metal melhor do que Accept, Metal Church e Armored Saint.

    Gonzo: John e Joey compartilharam com o restante da banda os ótimos sentimentos que têm sobre o público daí. O Armored Saint adora uma plateia realmente agitada, por isso encoramos todos vocês a ir ao show e ter um ótimo momento rock’n’roll conosco. E muito obrigado pelo elogio em relação ao nosso show! Nós somos uma banda para tocar ao vivo, mesmo.

    A propósito, vocês não tocarão o “Symbol of Salvation” na íntegra no Brasil. Faz sentido, afinal, a banda nunca tocou aqui…

    Gonzo: Nós temos dois anos de planos para o Armored Saint, incluindo muitas estreias, como essa primeira vez no Brasil… E viva o Brasil! Também estamos compondo e nos preparando para gravar um novo álbum, a ser lançado em 2019, então faremos uma turnê mundial que entrará por 2020.

    Vamos falar um pouco de história, começando pela formação da banda e o lançamento do EP “Armored Saint” em 1983. Quais são suas lembranças?

    Gonzo: David Prichard, Phil Sandoval e eu formamos o núcleo inicial da banda. John Bush tinha um sistema de PA e queria cantar, então se juntou a nós logo em seguida. Finalmente, Joey Vera, que vivia nos cercando com seu baixo, foi o último a entrar. E Jeff Duncan se tornou integrante quando David perdeu, aos 26 anos, a batalha contra a leucemia. Gravamos o EP, que inicialmente era uma demo com cinco músicas, para o Brian Slagel, da Metal Blade, em 1982. Daquela demo, “Lesson Well Learned” foi usada na coletânea “Metal Massacre II”, bem no comecinho da história da gravadora. “Armored Saint” nasceu dessa sessão de gravação e foi nossa primeira vez num estúdio de verdade. Ele se chamava Track Record e ficava na Melrose Avenue, em Hollywood, Califórnia.

    E logo depois vocês assinaram com a Chrysalis Records para lançar “March of the Saint”, em 1984. Apesar dos problemas com a produção de Michael James Jackson, é um álbum clássico, mas creio que a mudança para um grande selo teve mais contras do que prós. Phil deixou a banda durante as gravações de “Delirious Nomad”, e em “Raising Fear” o Armored Saint era um quarteto…

    Gonzo: Foi um período muito empolgante para o heavy metal na região de Hollywood, em 1984, porque bandas e clubes estavam surgindo a todo instante. As ruas viviam cheias de gente se divertindo. Muitos daqueles grupos estavam conseguindo um contrato com grandes gravadoras, e fomos um deles. Acreditamos que a Chrysalis seria boa para nós, afinal, ela tinha UFO, Jethro Tull, Huey Lewis and The News e Billy Idol, entre outros, e fomos a primeira banda realmente heavy metal do seu cast. A saída do Phil, enquanto gravávamos “Delirious Nomad”, foi realmente triste, mas hoje me sinto extremamente feliz por estar tocando e me divertindo com ele, um dos guitarristas mais incríveis que existem por aí. Ah! E “Raising Fear” foi coproduzido pela banda com Chris Minto, nosso engenheiro de som em “March of the Saint”. Era raro uma banda produzir seu próprio disco àquela época, mas nós fizemos isso.

    O Armored Saint marcou seu retorno à Metal Blade com “Saints Will Conquer”, o primeiro disco ao vivo da banda, e deu boas-vindas a Jeff Duncan como segundo guitarrista. Foi uma transição simples?

    Gonzo: “Saints Will Conquer” foi gravado ao vivo para uma rádio em Cleveland, Ohio, mas decidimos lançar oficialmente para ganhar tempo durante essa transição da Chrysalis para a Metal Blade. E foi aí que trouxemos Jeff Duncan, porque queríamos abandonar o formato de quarteto para novamente ser um quinteto.

    E chegamos ao “Symbol of Salvation”. Resumindo, como foi compor e gravar uma obra-prima tendo de lidar com a doença e o falecimento de David Prichard?

    Gonzo: Este foi um disco que nós tivemos de fazer. Passamos dois anos e meio compondo e gravando demos enquanto David lutava contra a leucemia. Depois que ele se foi, ficamos inativos durante um bom tempo, então decidimos que a música que criamos com David precisava viver. Trouxemos Phil de volta para a guitarra, e ele formou uma nova dupla com Jeff. As gravações de “Symbol of Salvation” foram uma experiência e um aprendizado inspiradores, divertidos e edificantes. David Jerden, nosso produtor, e Brian Carlstrom, o engenheiro de som, pavimentaram o caminho para que todo o Armored Saint tomasse as rédeas no estúdio. Nós tínhamos as canções, e eles, o método. Que David Earl Richard descanse em paz e sua memória viva para sempre, como no “Symbol of Salvation”.

    Infelizmente, a banda esteve num hiato durante a maior parte dos anos 90, um período que não foi bom para o heavy metal. Mas você e Phil montaram o Life After Death. O que pode nos contar dessa empreitada?

    Gonzo: Eu e meu irmão começamos a versão inicial do Life After Death com o guitarrista Gumby, o baixista Ray Burke e um vocalista incrível chamado Jack Emrick. A segunda versão já contava com os guitarristas Terry Williams, que ele descanse em paz, e Giovanni Santos, e foi com eles que gravamos nosso autointitulado álbum de estreia (N.R.: em 1996) com Roy Z na produção, para a extinta gravadora Indivision.

    A propósito, como foi participar do MX Machine no fim dos anos 2000?

    Gonzo: Quando entrei na banda, ela era um divertido trio semipunk, e havia apenas um integrante da formação original (N.R.: o baixista Diego Negrete). Mas foi algo muito breve para mim.

    E sobre o Black Raven? Agora que o álbum “Native Knight” foi lançado, quais são os planos?

    Gonzo: Pretendemos fazer shows e estamos trabalhando para isso, porque felizmente temos a oportunidade de fazer acontecer num futuro próximo (N.R.: a banda conta com Gonzo e Phil Sandoval ao lado de Daniel Hicks na flauta indígena; Chris O’Brian nos teclados; Louis Metoyer no baixo; Mike Smothers na segunda guitarra; e Evan Perlman no didgeridoo, um instrumento de sopro aborígene). Nosso disco está disponível para download e compra física no CD Baby e também se encontra no iTunes e outras plataformas digitais, mas no momento estamos buscando um contrato de licenciamento. “Native Knight” é, como chamamos, uma “medicação sonora com a intenção de ajudar a curar a condição humana”. É progressivo com world music e música nativo-americana. Vocês devem conferir, acreditem.

    De volta ao Armored Saint, a banda retomou as atividades em 1999 e lançou “Revelation” no ano seguinte. Em 2001 saiu “Nod to the Old School”, mas um novo disco de inéditas só veio em 2010. Por que tanto tempo até “La Raza”?

    Gonzo: A banda ficou num hiato enquanto John estava no Anthrax, mas ele e Joey começaram a compor em 2000, e o resultado foi “Revelation”. “Nod to the Old School” foi a ideia que tivemos para uma coletânea com quatro demos, o EP “Armored Saint” e algumas outras surpresas (N.R.: juntando todas as versões, são oito demos, e ainda havia duas novas canções, “Real Swagger” e “Unstable”). Depois disso, passamos por um período bem estranho e só saímos  dele em 2009, quando John e Joey se juntaram para compor as músicas do “La Raza”. Concordo com você, porque dez anos de espera é tempo demais, mas muita coisa aconteceu. Hoje, estamos felizes por prosperar com o Armored Saint, que está mais forte e ocupado do que nunca.

    E a banda levou metade desse tempo para soltar “Win Hands Down”, um de seus melhores discos. O que você pode falar dele agora, três anos depois do lançamento e de várias turnês para promovê-lo?

    Gonzo: “Win Hands Down” é o álbum no qual o Armored Saint finalmente acertou em cheio na hora de fazer o seu melhor. Tem o melhor som e a melhor produção da banda em todos os tempos, apesar de o processo de gravação ter sido uma novidade para nós. Jay Ruson mixou o disco, Josh Newell gravou a bateria, e Joey produziu o nosso trabalho mais forte até hoje. Eles formaram um time que funcionou perfeitamente. Obrigado, rapazes! Particularmente, sob a direção do Joey, toquei no máximo das minhas habilidades e consegui a melhor performance da minha carreira. Para completar, a turnê tem sido bem cheia e nos levado a todos os lugares do mundo.

    E um novo disco ao vivo foi lançado em 2016, mas permita-me uma reclamação. “Carpe Noctum” tem apenas oito músicas, assim como “Saints Will Conquer”, e foi pouco para os fãs…

    Gonzo: “Carpe Noctum” é o exemplo do Armored Saint em seu melhor cenário: ao vivo em cima de um palco. Foi gravado numa perna europeia de nossa turnê mundial, e tenho orgulho da minha performance e do som de bateria que consegui tirar. No entanto, como produtor do álbum, Joey optou por um trabalho de curta duração e por não incluir as músicas que já estão no “Saints Will Conquer”. Mas nós vamos gravar um DVD da turnê que faremos tocando o “Symbol of Salvation” na íntegra. Continuaremos na estrada até 2020, pelo menos, e lançaremos um novo álbum em 2019 depois do DVD. Então, fiquem ligados!

    Além de tocar, você customiza sets de bateria para outros músicos. O que mais pode dizer sobre esse outro lado da sua carreira?

    Gonzo: Comecei fazendo o design e customizando um set de bateria na cor preta para James Perse, e o kit está em exposição em sua loja na Highland Avenue, em Hollywood (N.R.: Perse é o dono de uma grande rede de lojas nos EUA. Começou com uma franquia de roupas esportivas, mas ampliou para uma série de produtos de todos os tipos). Meu site, Gonzo Drums of Thunder, servirá para encorajar os jovens a seguir pelo caminho da percussão e da bateria. Será um canal educacional. Sou um aliado da música e estou fazendo isso porque quero ajudar esses jovens a entrar no rock’n’roll e a formar bandas, então quem sabe um dia alguns não possam ser grandes nomes do rock. O site ainda está em construção, mas fiquem de olho!

    A música não é a única arte pela qual você é apaixonado. Há a fotografia. Como começou? O que você já fez e o que vem pela frente?

    Gonzo: Sim, sou apaixonado por arte e criatividade. Amo fotografia e fui abençoado com um bom olho para esta arte. Comecei cedo, como consumidor de câmeras mais amigáveis, mas comprei a minha primeira DSLR assim que decidir levar a sério. Tudo mudou para mim, e desde então minha jornada foi ficando cada vez melhor. Quando vou fotografar alguma coisa, qualquer coisa, procuro sempre criar a imagem correta do ponto de vista criativo. Sou afiliado da Atlas Icons, agência criado e presidida pelo Neil Zlozower (N.R.: famoso e conceituado fotógrafo que cobre o cenário rock/hard rock/heavy metal desde o fim dos anos 70), e vocês podem ver alguns dos meus trabalhos no site da empresa, assim como na minha página pessoal. E há muito mais por vir.

    O espaço final é seu, Gonzo. Sinta-se à vontade para acrescentar o que quiser.

    Gonzo: Aguardo ansiosamente por essa visita ao Brasil. Levarei comigo a minha câmera e um senso de gratidão, porque estou pronto para tocar bateria e levá-la a novos níveis de projeção. Quero encontrar o público brasileiro de heavy metal e me divertir com todos no show. Cuidem-se, mantenham a fé e também o amor pelo futebol. Será a minha primeira vez no seu país, mas espero que não seja a última. Obrigado pelo apoio ao Armored Saint durante todos esses anos. Viva o Brasil, viva o Armored Saint e viva o heavy metal! Vejo vocês na estrada! Muito amor e rock’n’roll!

  • KHAOTIC “…o ser humano é falho e defeituoso, egoísta e traidor…”

    KHAOTIC “…o ser humano é falho e defeituoso, egoísta e traidor…”

    Na luta pelo negro Underground ao lado do Ocultan por quase 20 anos a D. Profaner vem surpreendendo a cena com o seu projeto chamado Khaotic. Gentilmente nos cede esta entrevista e nos fala à respeito deste projeto e toda ideologia que o envolve. Já com dois álbuns oficiais, ela revela que mais um álbum odioso está por vir institulado “Antithesis”.

    O Khaotic é um projeto idealizado por você, sendo o único membro. Como surgiu a ideia do projeto? D. Profaner – A ideia de criar um projeto que transmitisse uma atmosfera obscura, além de tudo que penso a respeito do mundo que nos cerca já existia há muito tempo, há pelo menos 8 anos, no entanto uma série de fatores impedia que eu tivesse tempo para coloca-lo em prática, tanto pela dedicação ao meu trabalho no Ocultan assim como outros projetos como o selo Pazuzu Records. Chegou um momento em que percebi que não poderia mais adiar essa ideia ou ela nunca sairia do papel, e em 2012, a partir do momento que escolhi o nome “Khaotic” (algo que remetesse à atmosfera musical caótica), comecei compor de forma à transmitir obscuros sentimentos, escolhi fazer tudo sozinha pois o Khaotic é algo extremamente pessoal, não quis envolver outras pessoas, criar uma formação, pois o que quero expressar na música são meus sentimentos e visões a respeito do obscuro, do mundo que nos cerca, da humanidade cada vez mais enfraquecida por ideais escravistas.

    Você é membro de uma das mais importantes bandas do Brasil, o grande Ocultan. Como está sendo essa conciliação entre o Ocultan e o Khaotic? D. Profaner – Um trabalho não interfere no outro pois o Khaotic é só um projeto, eu componho, gravo e lanço os materiais, não tem shows nem ensaios, então não afeta as atividades com o Ocultan! Apenas evito compor para ambos na mesma época para não correr o risco de ter composições parecidas, já que as propostas são diferentes.

    Hoje a tecnologia nos proporciona a incrível versatilidade para poder criar linhas de bateria programada de forma brilhante, e nos trabalhos do Khaotic percebi que estão muito bem encaixados às músicas. Essa parte técnica é também feita por você? Em algum momento houve a ideia do Count Imperium gravar as linhas de bateria, já que ele é um ótimo baterista? D. Profaner – Eu crio todas as linhas de bateria no Khaotic, nunca cogitei chamar ele ou outro baterista para fazer as linhas pois quero que o Khaotic seja algo 100% meu. Hoje temos recursos, plugins e programas que possibilitam fazer uma bateria perfeita sem soar como uma bateria eletrônica, mas conhecimento e noção musical sobre o instrumento também é essencial para criar uma linha de bateria mais trabalhada, já toquei bateria há muito tempo, o que me possibilitou trabalhar melhor nisso. Preferi criar uma bateria programada do que toca-la pois tenho minhas limitações e teria que treinar o instrumento durante muito tempo para conseguir fazer algo decente.

    Você está nesta luta incessante no negro underground brasileiro desde os anos 90 e conhecida como Lady Of Blood, e, no Khaotic como D. Profaner. Por que? D. Profaner – Sim, com o Ocultan são quase 20 anos de trabalho, comecei a tocar na banda em 1999!! São dois trabalhos distintos, não quero que as pessoas associem uma banda com a outra, o pseudônimo Lady of Blood é uma homenagem à Dama do Sangue, entidade pertencente à Quimbanda e que é a temática lírica mais presente no Ocultan. A temática lírica do Khaotic aborda o desprezo à humanidade e às religiões abraâmicas, a rejeição desse mundo material e ilusório, além de diversas letras profanas e blasfêmicas (especialmente na primeira demo tape Antichrist Propaganda), no inicio do projeto o tema mais presente nas letras era esse citado por último, por isso o pseudônimo D. Profaner.

    A veia ideológica concebida nas letras é claramente perceptível e quanto às músicas senti uma atmosfera muito negra e odiosa. De onde vem as inspirações para a criação das músicas? D. Profaner –  Como havia falado anteriormente, os temas líricos abordam o desprezo à humanidade e às religiões abraâmicas, a rejeição desse mundo ilusório, o caminho de mão esquerda. As letras do Khaotic refletem exatamente meu pensamento a respeito deste mundo, da existência e do pós morte que considero a libertação desta prisão, as ideias destrutivas e obscuras contidas nas letras é uma forma de expressar minha negação em relação à este mundo que apenas aprisiona e limita o ser, vivemos uma ilusão, a vida pode oferecer coisas agradáveis mas na maior parte do tempo é só dor e sofrimento, o ser humano é falho e defeituoso, egoísta e traidor, o livre arbítrio é uma falsa afirmativa porém a maioria das pessoas acreditam nisso, no entanto todos são escravos de diversos sistemas que regem este mundo material, não somos seres totalmente livres embora dentro do contexto obscuro buscamos a plena liberdade, dentro deste contexto a única maneira de se libertar dessa prisão é no momento de nossa morte material. No entanto, enquanto vivemos nesse mundo, temos que nos sujeitar às suas regras porém sempre buscando sabedoria e evolução do nosso ser interior.

    Existe a possibilidade deste projeto se tornar sua segunda banda? D. Profaner – Definitivamente não, muitas pessoas gostariam de ver o Khaotic ao vivo mas não pretendo ter uma formação nem para essa finalidade, é raro conseguir pessoas para tocar que compartilham da mesma ideia e que levem um trabalho à sério, principalmente se for só para shows ao vivo. E o Khaotic é algo extremamente pessoal, não tenho intenções de envolver terceiros nisso.

     Falando dos álbuns lançados. A distribuição está sendo satisfatória? D. Profaner – Sim, tem sido satisfatória, o primeiro álbum lançado pela Pazuzu está praticamente esgotado e o segundo álbum está fora de catálogo ! Apesar das dificuldades atuais no mercado de CDs, a divulgação dos materiais atendeu todas as expectativas. A receptividade tem sido excelente, quando surgiu a ideia de criar o Khaotic, as pessoas pensaram que seria um projeto na linha do Ocultan, depois de lançar a primeira demo tape, o que chamou a atenção foi justamente o contrário, um trabalho totalmente diferente do que faço no Ocultan !

    Possuo em minha coleção os seus dois álbuns e os aprecio muito. O conceito nas artes gráficas neles também é feito por você? D. Profaner – Sim, eu que desenvolvo toda arte, o primeiro álbum Tenebrae eu trabalhei em todo conceito e criação da arte da capa, já no álbum Ars Obscurum os desenhos ilustrados na capa e encarte foram feitos pelo artista Emerson Maia, os desenhos originais são feitos em caneta bic, me encarreguei de criar os efeitos, texturas e cores. Já estou trabalhando no conceito gráfico do próximo álbum, nele haverá ilustrações de outro grande artista brasileiro, Márcio Rogério Silva, que disponibilizou magníficos desenhos tanto para o Ocultan quanto Khaotic!

    Seu desprezo pelo cristianismo é muito evidente nas letras que são muito diretas e incisivas. A primeira vez que a ví foi no segundo álbum do Ocultan “Lembranças do Mal, A Crucificação” e a banda era declaradamente Quinbandista. Essa influência também corre nas veias do Khaotic? D. Profaner – Sim, esse é um tema recorrente em minhas letras, a Quimbanda não é abordada nas letras do Khaotic pois já é um tema bem presente no Ocultan, visto que alguns de nós somos adeptos. Embora atualmente no Ocultan a Quimbanda não é o único tema abordado, quis fazer algo diferente no Khaotic. Abordo o tema em minhas letras como forma de desmascarar a mentira que é o cristianismo, a escravidão, servidão e intolerância imposta, a rejeição à sabedoria e conhecimento, a manipulação de mentes fracas ao longo de séculos. Vejo o cristianismo e outras religiões abraâmicas como o verdadeiro mal, uma maneira de escravizar e tornar fanático o ser humano que não é capaz alcançar iluminação, fanatismo é totalmente o oposto de evolução espiritual.

    O último álbum foi concebido em 2015, vem um novo trabalho em breve? D. Profaner – Sim, estou trabalhando nele, as músicas já estão finalizadas e nesse momento estou trabalhando na concepção lírica, mas ainda não há data para lançamento pois ainda não tenho nada fechado com um selo. Dentro de poucas semanas começarei as gravações e quando tudo estiver finalizado pretendo negociar com quem tiver interesse em lançar. Com a Pazuzu Rec. será inviável pois pretendemos encerrar as atividades com o selo em breve, com as dificuldades atuais para manter um selo e ainda sem tempo suficiente para se dedicar a isso, fica completamente inviável manter as atividades.

    https://youtu.be/OHnewxaD3ek

    Acompanho sua carreira desde o Ocultan, em outrora não era comum vermos um membro mulher assumindo de forma competentíssima as seis cordas. Isso me chamou muito a atenção e daí sempre fui acompanhando os seus trabalhos e me tornei um fã. Quais foram as maiores dificuldades nos anos 90 no início de sua carreira e quais as vitórias mais importantes que foram conquistadas por você? D. Profaner – Obrigado pelo apoio! As dificuldades enfrentadas com meu trabalho não teve relação nenhuma com eu ser mulher, mas sim de forma geral, dificuldade que diversas bandas enfrentam, dificuldades para produzir um material, exploração de alguns produtores que cobram para uma banda nacional tocar em seu evento, eles te procuram e querem impor ao que você deve se sujeitar para tocar no evento de merda deles, tirar grana do bolso, pagar as passagens, pagar taxa para abrir pra banda gringa, nunca nos sujeitamos e nem nos sujeitaremos a esse tipo de humilhação, mas infelizmente muitas bandas pagam para tocar pois veem uma oportunidade de divulgar seu trabalho, você  tira dinheiro do seu bolso o tempo todo para bancar ensaios, instrumentos e gravações, quando não se sujeita à determinadas situações, é chamado de estrelinha popstar. Além de outras situações como quando você sai de casa com vontade de apresentar seu trabalho ao vivo e se depara com péssimas condições, aparelhagem de má qualidade e eventos mal organizados. Minha maior conquista foi o apoio, respeito e admiração que adquiri de todos apreciadores de meu trabalho!

     Nas entrevistas que tenho feito sempre uma pergunta, assim sabemos seus diferentes pontos de vista a respeito. Vou fazer para você também. Qual sua opinião a respeito na cena atual no Brasil e no Mundo? D. Profaner – Fora do Brasil é meio complicado opinar pois não vivencio outras cenas, só posso dizer que existem bandas excelentes ao redor do mundo. No Brasil temos muitas bandas sérias que batalham há anos assim como diversas que surgiram recentemente com uma proposta digna, apesar de termos tanta coisa boa e tantas bandas dedicadas, o que eu vejo atualmente em parte é disputa de quem é mais foda e panelinhas de todos os lados. Eu sempre costumei apontar diversas falhas em nossa cena como falta de apoio do publico, mas hoje em dia analisando bem, é melhor ter o apoio de poucas pessoas verdadeiras do que de uma massa que não entende nem o que você quer passar em sua música. Tem muita gente que só quer saber de mp3 e tomar cachaça em porta de evento, pra que choramingar pelo apoio de um tipo de pessoa dessa? Ou choramingar pela falta de apoio de brasileiros que tem aquele complexo de que banda internacional sempre será superior, as bandas internacionais tem sim uma puta qualidade, mas também as oportunidades são melhores, aqui tudo é mais difícil então a maioria das bandas fazem seu trabalho na “raça”, pessoas sem maturidade não vão entender isso, então não vale a pena reclamar pela falta de apoio delas!! Pra mim hoje em dia o que realmente vale a pena é se focar naqueles poucos que apoiam e entendem seu trabalho, não importa os números, temos reais apoiadores que se esforçam para adquirir materiais originais, que apoiam bandas em turnê adquirindo merchandising oficial, já teve pessoas de outro estado que veio pra São Paulo só para ver uma apresentação nossa, enfim, temos que nos focar no que realmente importa !

    Fazem alguns anos que estive algumas vezes no seu estúdio para assistir aos ensaios e sempre fui muito bem recebido por você e o Count Imperium. Espero poder vê-los em breve. Foi um grande prazer poder realizar esta entrevista e agradeço toda sua atenção sempre muito especial… Um grande Hail à você! D. Profaner – Agradeço pelo espaço cedido para eu expor um pouco das minhas opiniões! Valeu pelo seu verdadeiro apoio e suporte ao Ocultan e Khaotic! Agradeço à todos os reais guerreiros que vem apoiando meus trabalhos, mantenham a chama negra sempre acessa!!!

    Abaixo o Vídeo Clip Oficial da música “Post Mortem”, álbum: Ars Obscurum, Ad Cultus Mortem. https://youtu.be/pGLdtmbI5FY
  • ANTHRAX: “Novo álbum poderá ser o melhor”, diz Charlie Benante

    ANTHRAX: “Novo álbum poderá ser o melhor”, diz Charlie Benante

    Em uma nova entrevista ao ‘CantonRep.com’, o baterista do ANTHRAX, Charlie Benante – que também é o principal compositor da banda – ofereceu sua visão sobre o sucessor do álbum For All Kings, de 2016.

    “Eu sempre gosto de um desafio”, disse ele. “Eu acho que as coisas que já estão na forma de demos, já estão a caminho de serem incluídas como a trifeta deste grupo de álbuns. Eu acho que este poderá se tornar o nosso melhor álbum, mas isto ainda é prematuro. Eu realmente gosto de desacelerar da turnê e me concentrar em criar algumas coisas novas. Talvez no próximo ano seja a hora para fazer isso, e eu não vou ter que olhar para uma mala de viagem por um tempo “.

    Benante também falou sobre o relacionamento do ANTHRAX com o vocalista Joey Belladonna, que voltou à banda para os shows de 2010 do “Big Four”.

    “Estou feliz em dizer que estamos em uma situação tão boa”, disse Benante. “Eu penso nos dias em que éramos um pouco arrogantes, um pouco ignorantes e com talvez muitos puxa-sacos ao redor para nos dizer: ‘Não faça isso’”.

    O ANTHRAX segue apoiando o SLAYER nas duas primeiras etapas da sua última turnê. Também aparece na conta o LAMB OF GOD, TESTAMENT e o BEHEMOTH (com o NAPALM DEATH substituindo o BEHEMOTH na segunda perna da turnê).

    No mês passado, o ANTHRAX lançou Kings Among Scotland, seu novo CD/DVD ao vivo.

    Edições avulsas, assinatura física e digital. Conheça a nossa Roadie Crew Shop – acesse https://roadiecrew.com/roadie-shop
  • DROWNED: assassinato, sexo, ódio e mais em nova música liberada

    DROWNED: assassinato, sexo, ódio e mais em nova música liberada

    Já próximo do lançamento de seu novo álbum ‘7th’, o DROWNED lança o último single retirado do trabalho antes dele sair.

    Trata-se da pesadíssima ‘Murder, Sex, Hate and More’, que pode ser conferida abaixo:

    O álbum ‘7th’ será lançado no dia 15 de junho no Brasil pela Cogumelo Records e na América do Norte pela Greyhaze Records. O disco foi gravado e produzido pela própria banda, mixado e masterizado pelo guitarrista Marcos Amorim.

    A banda está com a agenda aberta e tem datas disponíveis para todo o Brasil entre os meses de junho deste ano e agosto do ano que vem. Produtores interessados podem entrar em contato pelos canais:

    Beto Loureiro

    Whatsapp: 31 99421-7981

    E-mail: [email protected]

    Facebook: www.facebook.com/beto.loureiro.7

    Também está em pré-venda um box-set do álbum. O box é uma edição limitadíssima em 100 peças e vem com os seguintes itens:

    • Caixa em Madeira
    • CD ‘7th’
    • Camiseta Exclusiva
    • Poster

    Todo o material custa apenas R$65,00 + Frete e já está em pré-venda pelo link (entrega a partir de 15 de junho):

    https://cogumelorecords.loja2.com.br/8344221-Box-Drowned-7TH

    Contato: [email protected]

    Sites Relacionados:

    www.drowned.com.br

    www.facebook.com/DrownedMetal

    www.metalmedia.com.br/drowned

    Fonte: Metal Media

  • VADER – São Paulo/SP, 19 de maio de 2018

    VADER – São Paulo/SP, 19 de maio de 2018

    Pergunte para qualquer fã de música extrema que se preze, e você constatará uma verdade inquestionável: a Polônia é uma das principais pátrias do metal extremo, seja em bandas, seja em público. Realmente, não há como questionar. Decapitated, Hell-Born, Hate, Behemoth, Graveland, Yattering, Dies Irae, Lost Soul, Azarath, Sceptic, Besatt, Plaga, Christ Agony, Mgła… e claro, o Vader, muito provavelmente, o nome que teve a honra de puxar toda essa gigantesca fila de nomes incríveis e que parece infindável.

    Pais de toda a cena extrema polaca, o Vader teve um início mais voltado ao metal tradicional, mas foi justamente no death metal que encontrou sua música, e onde foi encontrado pelos fãs. Uma história de sucesso que já se prolonga por quase quatro décadas, e que ganhou um lendário primeiro capítulo oficial há exatos 25 anos, quando lançou The Ultimate Incantation, álbum que é hoje considerado um dos alicerces do death metal noventista. Claro que o caminho até o lendário álbum de estreia não foi simples, nunca é. Óbvio que muitos desafios precederam e sucederam o lançamento daquele álbum icônico, mas, se você quer saber, não foi nada disso que o transformou em uma lenda: foi a sua incrível qualidade, sua indelével pegada thrash que tornava aquele cataclísmico death metal em algo único, absolutamente diferente, e, para os amantes de música agressiva, irresistível. Dito tudo isto, o que poderia ser mais justo do que selecionar alguns pares de apresentações e criar uma celebração especial para o álbum que em 1993 marcou definitivamente o nome da Polônia entre os países do death metal? Pois foi exatamente isso que o Vader fez, e foi com a sua The Ultimate Incantation Tour – 25 Years of Chaos que os poloneses desembarcaram em São Paulo para aquele show que ficaria marcado como um dos mais extremos do ano na cidade.

    Sim, esta seria uma noite histórica. E, embora fosse perfeita para curtir os grandes clássicos do estilo, também era uma belíssima ocasião para vermos de perto o que está surgindo na cena, aqueles nomes que, esperamos, levarão adiante o legado musical dos grandes heróis que nos tornaram fãs de música. Com tudo isso em mente, partimos para o Manifesto Bar em uma noite fria, esperando que as labaredas do inferno aquecessem nossas almas enquanto o death metal – dos veteranos e dos novatos – explodia amplificadores e destroçava mentes, um holocausto musical como só este gênero pode proporcionar. Com a cerveja na mão e os olhos fixos no palco, foi a vez de conferir pela primeira vez um show do VENOMOUS, a banda que abriria os trabalhos na noite, e que representaria o Brasil e a nova safra do metal aos presentes.

    Com um primeiro álbum prestes a sair do forno, os brasileiros só tinham a ganhar, e vale dizer que fizeram valer sua presença em um palco que já acomodou grandes nomes nos últimos anos, incluindo as presenças célebres de Belphegor, Nile e Suffocation no ano passado. Também era óbvio que os caras estavam com uma gana incrível por tocar diante do Vader, em uma turnê tão especial. Assim, a pegada Within the Silence veio como um chamariz para que todos fossem se acomodando diante do palco, e já em I Pray as I Pray sentia-se que o público estava cativado. Claro que a entrega do grupo no palco foi determinante na boa acolhida que receberam, mas também foi uma atitude inteligente escalar para a abertura uma banda que tem muito mais diferenças do que semelhanças com o Vader, embora ambas trilhem caminhos musicais contíguos. Deixada sob a luz da sua própria fúria, a banda ainda apresentou canções como Martyr, A New Beginning e Green Hell antes de se despedir do público e dar fim nesta boa apresentação.

    Chegava então a tão esperada hora de conferir a atração principal, e o VADER, como sempre, não decepcionaria. Já quase um legítimo brasileiro, o líder e fundador Peter Wiwczarek chegou saudando a galera em português, e logo de cara iniciou com Dark Age, uma das melhores e mais conhecidas faixas do debut, o celebrado The Ultimate Incantation. Para aqueles que foram ao show e não costumam acompanhar o noticiário musical na internet, as intenções maléficas dos poloneses ficaram claras logo na sequência, que trouxe Vicious Circle e The Crucified Ones. Após executar a trinca inicial do debut, era mais do que claro que a banda tocaria aquele álbum completo na primeira parte do show, e que só depois partiria para os petardos dos outros (magníficos) álbuns. Uma ótima ideia, e que vimos, surtiu o efeito desejado, arrancando aplausos e gritos a cada nova música executada.

    Seguindo pela histórica e sangrenta trilha de The Ultimate Incantation, era hora de The Final Massacre. Conhecida dos ‘tape-traders’ especializados em death metal desde 1989, ano em que debutou oficialmente na demo Necrolust, a faixa traz um tom diferente para a apresentação do Vader, uma aproximação mais latente do velho thrash/black metal praticado nos primórdios por gente como Destruction, Sodom, Kreator e Slayer. Sendo o Brasil um país tão apegado ao thrash metal, tão tradicional no death metal e tão afeito ao som do Vader, acho que você bem pode imaginar como foi a recepção para esta música, em especial. Mesmo aqueles que a ouviam pela primeira vez agitavam sem parar, enquanto os antigos fãs pareciam em êxtase, já que esta talvez seja a melhor representação do momento de transição do Vader para a música extrema.

    Testimony, Chaos e One Step to Salvation continuaram carregando o público nas asas do inferno, e era notória na cara do vocalista/guitarrista Peter Wiwczarek que a banda estava empolgada em perceber a reação da plateia. Convenhamos, não poderia ser diferente. Demons Winds, Decapitated Saints e Breath of Centuries botaram fim nesta primeira e especial parte do show, e era difícil acreditar que aquilo tudo realmente tinha acontecido.

    Até de forma natural, Wings, um petardo infernal do clássico Litany (2000), foi a escolhida para dar sequência. Confesso que, aquele início, com a bateria sendo esmurrada no ritmo de um canhão no ardor da guerra, me fez lembrar com muita saudade do baterista Krzysztof “Doc” Raczkowski, um bom amigo e excelente músico que nos deixou cedo demais, em 2005. Felizmente, o Vader encontrou o baterista certo na figura de James Stewart, um moleque (em vista dos demais) que não deixa o ritmo cair nem por um segundo, e mantém o sangue quente durante toda a apresentação. Na sequência Triumph of Death foi a única de Tibi et Igni (2014) a dar as caras no show, enquanto a emblemática Sothis trouxe pela primeira vez o segundo álbum do Vader, De Profundis (1995) ao jogo. Carnal – única faixa de Black to the Blind (1997) tocada nesta apresentação – sempre me deixou com um pé atrás por conta de certas partes nos vocais, mas ao vivo, que pedrada na cara! Ou seja, a noite não estava para brincadeiras, e o clima ia se adensando cada vez mais.

    Coberto por trajes no melhor esquema ‘leather, studs & spikes’, Peter pode ser considerado um cara de sorte, já que fazia uma noite relativamente fria na Capital Paulista. Mesmo assim, sua cara já estava coberta de suor quando iniciou a clássica Silent Empire, outra de De Profundis. Embora fosse claro que o show precisava se encaminhar para o fim – você bem deve imaginar o esforço que é tocar naquele ritmo por muito tempo – ao ouvirmos a trinca Prayer to the God of War, Send me Back to Hell e Cold Demons, já começávamos a pensar com tristeza no tempo que teríamos que enfrentar até vê-los novamente ao vivo. Ao menos uma última benção eles ainda nos concederam: Helleluyah!!! (God Is Dead) encerrou de vez a apresentação, nos devolvendo ao mundo frio de onde havíamos sido subtraídos por algumas horas. Mais uma bela apresentação, e mais uma bela amostra da razão do Vader ter tantos fãs por aqui.