Categoria: Roadie News

  • SAMSUNG BLUES FESTIVAL 2018, 16 de setembro de 2018, São Paulo/SP

    SAMSUNG BLUES FESTIVAL 2018, 16 de setembro de 2018, São Paulo/SP

    No último dia 16 de setembro, rolou em São Paulo mais uma edição anual do “Samsung Blues Festival”, evento que tem por tradição reunir artistas nacionais e internacionais. O festival gratuito que em anos anteriores trouxe ao Brasil nomes como Joe Satriani e Richie Sambora + Orianthi (RSO), dessa vez recebeu outros dois respeitados guitarristas norte-americanos: Tom Morello (Rage Against the Machine, Audioslave, Streets Sweeper Social Club, Prophets of Rage) e John 5 (Rob Zombie, Marilyn Manson, 2wo, David Lee Roth). No dia 15, ambos já haviam se apresentado no Samsung de Porto Alegre (RS), acompanhados das atrações nacionais, a guitarrista dinamarquesa radicada no Brasil Isa Nielsen (Volkana, Robertinho de Recife, Detonator e as Musas do Metal, Morpheus’ Dreams) e a banda instrumental potiguar Camarones Orquestra Guitarrística. No dia seguinte, todos eles foram recebidos em São Paulo por um número muito grande de pessoas no Parque do Ibirapuera.

    Momentos antes de sacudirem os paulistanos, Tom Morello, John 5, Isa Nielsen e Ana Morena (representando o Camarones) concederam coletiva à imprensa. A maioria das perguntas, como imaginado, eram dirigidas aos músicos estrangeiros. Questionado por mim sobre qual tipo de público se interessa por sua carreira solo, John 5 comentou que sua música atrai para seus shows fãs das bandas em que tocou, e entusiastas de diversos estilos, inclusive do country tradicional, além de guitarristas ‘shredders’ e até mesmo crianças. A outros profissionais, ele respondeu sobre assuntos como, por exemplo, a personalidade variante de seu ex “chefe” Marilyn Manson; Por sua vez, Morello falou de guitarra, vídeo game, de seu ativismo político de esquerda, do pai (Ngethe Njoroge), que foi o primeiro embaixador do Quênia na ONU, esclareceu não ter interesse em ser candidato a nada, deixou mensagem de apoio ao povo brasileiro que luta por dias melhores e mostrou desapontamento com o assassinato da ex-vereadora do Rio de Janeiro Marielle Franco – morta em 14 de março último; Já Isa Nielsen anunciou que não faz mais parte da lendária banda brasiliense Volkana, enfatizou estar focada em seu trabalho solo e disse se sentir bem mais confortável podendo, na guitarra, variar entre estilos; Por fim, Ana Moreno falou da força da cena independente brasileira e de Tom Morello ser inspiração artística e ideológica. Agora vamos aos shows…

    Acompanhada de Thiago Oliveira (guitarra), Vando Lucena (baixo) e Ricardo Ramesh (bateria), Isa Nielsen deu início à mais recente edição do “Samsung Blues Festival”, pontualmente às 18hs, executando um cover para A Fistfull of Dollars, música que foi tema do filme de mesmo nome (estrelado por Clint Eastwood), lançado em 1964, e que foi composta, orquestrada e conduzida pelo italiano Ennio Morricone, porém tocada pela guitarrista numa versão mais próxima à da antiga banda inglesa Babe Ruth. Infelizmente, nesse início de show a guitarrista foi prejudicada pela falha técnica na qual o som de seu instrumento simplesmente não saiu – A banda seguiu tocando normalmente. Com tudo resolvido, Isa deu continuidade em sua performance instrumental e foi bem acolhida pelo público ao executar suas próprias músicas, Slide e a pesadíssima Synthetic Inoxia – nessa, o som da bateria de Ramesh ficou exageradamente alto. Para fechar o curto set, uma versão parecida à de Jeff Beck para Going Down, do saudoso blueseiro americano Freddie King.

    Algo impressionante foi a rapidez com que a equipe de palco deixou tudo preparado para a próxima atração. Demorou apenas cinco minutos para que o Camarones Orquestra Guitarrística desse as caras. O grupo entrou tocando duas músicas seguidas de seu mais recente álbum Feeexta, que foi lançado em 2017: SinksMania e Praia de Leste. Também apresentando um repertório curto e que incluía músicas de seus outros álbuns – Camarones Orquestra Guitarrística (2010), Espionagem Industrial (2011) e Rytmus Alucynantis (2015) -, o grupo formado pela mencionada baixista Ana Moreno, pelos guitarristas Anderson Foca e Alexandre Capilé e pelo baterista Yves Fernandes convenceu o público com um som instrumental empolgante e cheio de swing. O que se viu foi um mix entre o peso do rock setentista, com guitarras sujas e referências da música regional, como o maracatu, por exemplo. Tudo isso, à base de boa movimentação de palco, especialmente por parte da simpática e sorridente Ana.

    Nem eram 19hs ainda, quando a terceira atração da noite entrou em ação. John William Lowery, que você conhece como John 5, deixou todo mundo de olhos vidrados. Ele mostrou que um show de música instrumental pode se transvestir de shock rock, e deu à sua apresentação um viés de horror show. Acompanhado de sua banda The Creatures, que é completada por Ian Ross (baixo) e Logan Miles Nix (bateria), John surgiu trajando uma indumentária toda branca, usando maquiagem típica das que acostumamos a ver em seu rosto nos shows de Rob Zombie e Marilyn Manson, e com um protetor dental que emitia luzes. Atualmente, o músico divulga seu álbum ao vivo It’s Alive! (lançado no início do ano) e foi nele que baseou seu setlist. 5 começou fritando as cordas com a curta Flight of the Vulcan Kelly e com a divertida Six Hundred and Sixty Six Pickers in Hell, CA., de pegada western. Em Here’s to the Crazy Ones, que iniciou mandando a técnica de ‘two hands’, John 5 surpreendeu ao dar uma de baixista, ‘slapeando’ as cordas de sua Fender J5 Telecaster. Apesar de instrumental e com bem mais tempo de palco do que os artistas nacionais, o repertório de 5 não soava cansativo, já que sua variedade técnica e musical abria leque para vários estilos. O público foi arrebatado pelo peso de This is My Riffle e da sombria Season of the Witch, pelas divertidas Hell Haw, Black Grass Plague e Making Monsters, e foi ao delírio com a versão de Enter Sandman (Metallica), em que a melodia vocal de James Hetfield foi traduzida para a guitarra.

    Pra não dizer que John 5 não falou com o público, antes do último ato ele soltou um irônico “olá”. O encerramento veio com um medley forrado de hinos de Van Halen, Iron Maiden, Ted Nugent, Alice In Chains, White Zombie, Slayer, Kiss, Deep Purple, The Police, Rush, Ozzy Osbourne, Led Zeppelin, Marilyn Manson, Pantera e até do Rage Against the Machine, em que 5 fez os fãs de Tom Morello pular com a comemorada Killing in the Name – pena que não tocou a sua releitura contagiante para Beat it, de seu ídolo Michael Jackson. John 5 ganhou novos fãs com suas habilidades guitarrísticas e impressionou até mesmo quando resolveu tocar banjo e uma mini guitarra. E não houve quem não tenha curtido a sua teatralidade com viés de horror show. Em uma de suas músicas, John usou uma boneca para tocar como se fosse um slide, em alguns momentos do show ficou com uma aparência fantasmagórica ao cobrir o rosto com um véu fúnebre, e também sorria a todo instante para o público com o mesmo semblante lunático de Marilyn Manson. Como se não bastasse, teve o auxílio de figuras sinistras: uma personagem corcunda e um palhaço, que surgiam para lhe trazer os citados adereços, além de um fantasma, que no final passeou pelo palco segurando a bandeira do Brasil. De longe, foi o melhor show do dia. O público agradeceu e ovacionou John 5, gritando seu nome em coro.

    A partir de então, a euforia tomou conta do parque, pois era chegada a hora do show do músico mais aguardado pela maioria do público. Quando Tom Morello e sua banda Freedom Fighter Orchestra entraram, com ele cantando e tocando a grooveada It Begins Tonight, música de seu terceiro álbum, World Wide Rebel Songs (2011), que lançou sob o alter ego The Nightwatchman, o chão tremeu. No microfone e na guitarra, Morello comandou também outra de suas composições: One Man Revolution, do homônimo debut de 2007. E se os fãs já estavam empolgados, a coisa ferveu na música seguinte, que foi dedicada ao amigo e companheiro de Audioslave, o saudoso Chris Cornell. Na verdade, foi só um trecho de Cochise, que, assim como outras, foi executada de maneira instrumental, porém cantada em alto e bom som pelos fãs. Prestes a lançar seu novo álbum solo, de nome The Atlas Underground, Morello mandou a nova e suingada Vigilante Nocturno, que até aquele dia só havia sido apresentada ao público brasileiro. Depois dessas, a única música solo que Tom Morello tocou foi The Road I Must Travel, outra de seu primeiro álbum.

    Na segunda metade do show, o ‘axeman’ ofereceu aos paulistanos um repertório com covers de algumas de suas bandas. Do Street Sweeper Social Club tocou Ghetto Blaster e do Rage Against the Machine fez os fãs comemorarem com Sleep Now in the Fire e Guerilla Radio – tocada numa versão totalmente diferente, ou seja, cadenciada, com pegada bluesy e vocais em estilo “falados”. Morello também arriscou trechos de Mr. Crowley (Ozzy Osbourne) e Time (Pink Floyd), e tocou na íntegra The Ghost of Tom Joad, numa longa e cansativa versão, que ficou bem mais próxima a do próprio Bruce Springsteen, do que a da que foi gravada pelo Rage Against the Machine em Renegades (2000). E foi justamente nessa música que Tom arrancou aplausos dos fãs ao solar sua guitarra com os dentes, virando-a propositalmente para exibir o adesivo com os dizeres “justiça para Marielle” – muito justo, só faltou, porém, ele se lembrar de fazer um apelo também em nome do motorista da ex-vereadora, Anderson Pedro Gomes, de 39 anos, que, junto a ela, também foi assassinado, e no exercício da profissão. Aliás, parece que muita gente se esquece disso. Pra fechar, Morello deixou os fãs de RATM pra lá de eufóricos, tocando aquela que eles mais aguardavam: Killing in the Name.  

    Particularmente falando, por mais que eu curta a carreira musical de Tom Morello e ache que ele trouxe técnicas criativas para a guitarra, com o passar do tempo passei a considerá-lo um músico superestimado. Explico… Assim como muita gente reclama do fato de Kirk Hammett ter se limitado ao uso do Wah Wah (ou Cry Baby, se preferir), me incomoda que em muitas músicas Morello também se exceda, tanto na prática do mesmo pedal usado pelo integrante do Metallica, quanto na do Whammy, efeitos esses que acabaram se tornando sua marca registrada como guitarrista. De qualquer modo, os fãs do americano saíram felizes e o Samsung Blues Festival proporcionou ao público mais uma boa edição.

  • MARTY FRIEDMAN: Confira “Kaeritakunatta Yo”, do novo álbum ao vivo

    MARTY FRIEDMAN: Confira “Kaeritakunatta Yo”, do novo álbum ao vivo

    O ex-guitarrista do MEGADETH, Marty Friedman, lançará um novo álbum ao vivo, One Bad M.F. Live!!“, em 19 de outubro, via Prosthetic Records.

    Uma faixa do disco, Kaeritakunatta Yo, pode ser conferida abaixo.

    One Bad M.F. Live!! foi gravado no concerto final da mais recente turnê de Friedman, no dia 14 de abril, no “Guitarfest 2018”, que aconteceu no Centro Cultural Roberto Cantoral, na Cidade do México.

    “Este álbum ao vivo é uma saudação aos álbuns ao vivo que me impressionaram quando eu era criança”, explica Friedman. “O conteúdo musical em si é moderno e movido por energia atômica, mas a apresentação é decididamente antiga. O ritmo do show, a participação do público, os arranjos especiais ao vivo das músicas, essas são as coisas que me animaram. Eu gosto de dar ao público a sensação de que eles estão realmente conseguindo algo único, algo que só acontece em um show, e não apenas um recital das músicas exatamente como eles as conhecem”.

    One Bad M.F. Live!! foi gravado na turnê de apoio ao último álbum solo de Friedman, Wall Of Sound, que foi lançado em agosto de 2017 na Prosthetic Records, e estreou na parada Heatseekers da Billboard no 12º lugar.

    Juntando-se a Friedman em One Bad M.F. Live!! estão seus colegas Kiyoshi no baixo, Jordan Ziff na guitarra, e Chargeeee na bateria.

    Friedman vai celebrar o lançamento do disco com um show em 21 de outubro no The Viper Room, em Los Angeles. Um tour completa pelos EUA ocorrerá em 2019.

    Wall Of Sound foi produzido por Friedman, com engenharia de som de Paul Fig (GHOST, RUSH e ALICE IN CHAINS) e mixado por Jens Bogren (KREATOR, OPETH, SEPULTURA). O disco foi gravado em parte no Studio 606 de Dave Grohl na Califórnia e foi descrito anteriormente por Friedman como “uma versão mais intensa de Inferno, de 2014: “mais profundo, mais triste, mais feliz e mais agressivo”.

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  • ROGER WATERS – São Paulo/SP – 09 e 10 de outubro de 2018

    ROGER WATERS – São Paulo/SP – 09 e 10 de outubro de 2018

    O início da turnê do músico Roger Waters no Brasil mostrou uma produção grandiosa, um telão gigantesco de setenta metros de largura por catorze de altura, muitas cores, luzes e psicodelia, ou seja, o que já era de se esperar. Waters sempre foi um músico que se preocupou muito com o visual dos shows, desde o início do Pink Floyd. Hoje, suas apresentações são reconhecidas como experiências sensoriais imersivas com produção audiovisual de última geração e som quádruplo de tirar o fôlego. São as quatro torres de som pelo estádio, com funcionamento independente e efeito de profundidade, que te colocam “dentro” da música, não diante dela.

    A turnê batizada de Us + Them já está rodando o mundo desde o ano passado e o set list conta com músicas dos álbuns The Dark Side of the Moon (1973), Wish You Were Here (1975), Animals (1977) e The Wall (1979), quatro clássicos da carreira do Pink Floyd, além de algumas músicas de seu disco de estúdio mais recente, Is This The Life We Really Want?, um álbum/manifesto a favor dos direitos humanos.

    A primeira parte do show começa logicamente com muita euforia. Roger Waters inicia com as faixas Speak to Me, Breathe, One of These Days e Time. Ou seja, uma sequência forte de clássicos e que consegue prender a atenção de todos. A atuação das vocalistas Jess Wolfe e Holly Laessig foi ótima, principalmente em The Great Gig in the Sky, que foi outro momento de arrepiar. E poder ver e escutar – com toda essa qualidade de som e imagem – a música Welcome to the Machine foi um dos grandes momentos do show, que obviamente dá uma esfriada com a sequência de músicas do seu álbum solo. São músicas legais, mas os fãs estavam em busca dos clássicos dos anos 70. Por isso Waters retorna com a ótima Wish You Were Here, cantada, como sempre, por todos, The Happiest Days of Our Lives e a eletrizante Another Brick in the Wall Part 2 & 3, executada com perfeição, com o som quádruplo em ação e mais as crianças que entram em ação, vestindo macacões laranja tipo de presidiário com um número no peito e capuzes nas cabeças. Todos cantam a letra e seguem uma coreografia que protesta contra professores opressores. Em determinado momento, eles tiram esses capuzes, depois os macacões e aparecem com camisetas pretas com a inscrição ‘resist’ (resista). O delírio foi geral e então vem o intervalo de vinte minutos.

    Roger Waters em São Paulo

    Eu já havia assistindo esse show em outubro do ano passado na cidade de Vancouver (CAN). Sabia que no intervalo ele usa o telão para protestar contra problemas de todo o mundo, desde não jogar lixo no oceano até Mark Zuckerberg, do Facebook, passando por Benjamin Netanyahu, políticas militares e a união nada sagrada entre religião e estado. E parte para frases que pedem que as pessoas resistam às guerras, à corrupção, aos neofacistas etc. E em determinado momento o telão apresenta uma lista de governantes de alguns países e pede resistência a eles. Como o show é no Brasil, além de Donald Trump (EUA), Marine Le Pen (França) e Putin (Rússia), lá estava Bolsonaro. Obviamente que as reações começaram imediatamente. Gritos de “fora PT” e “ele não” ecoaram no estádio.

    Por conta disso, o retorno para a segunda parte do show foi mais tenso do que o normal. Primeiro por que é nesse momento que a usina termelétrica Battersea, que está na capa de Animals, aparece de forma espetacular no telão junto com um som estremecedor em um efeito sensacional, com direito até a quatro chaminés cenográficas que soltam fumaça. E segundo por conta do clima causado por conta das mensagens no telão.

    Em seguida, emendou músicas que, se não fosse por essa turnê, não sei se muitos fãs teriam a oportunidade de escutar ao vivo, como Dogs e Pigs (Three Different Ones). Foi um momento único do show, aquele em que Pink Floyd e Roger Waters atacam de forma incisiva os porcos que governam o mundo. E em Pigs… ele concentra sua crítica em Donald Trump, com imagens ridicularizando o presidente americano durante quase toda a execução da música. Em defesa do feminismo, dos refugiados e do meio ambiente, uma garrafal frase em português: “Trump é um porco.” Vale ressaltar que essa turnê atravessou os Estados Unidos dessa mesma forma.

    Ainda em Pigs o porco inflável entra em cena voando por cima da pista. Algumas frases escritas nele eram “as crianças não têm culpa”, “respeitem as mulheres” e “mantenha-se humano”.

    Money e Us and Them chegam com força total, sendo que essa última, sempre que executada, é de emocionar. Roger Waters toca mais uma faixa do seu mais recente álbum solo, Smell the Roses, e então parte para as faixas que fecham The Dark Side of the Moon, Brain Damage e Eclipse, essa última com um jogo de lasers projeta o prisma da capa do clássico álbum em cima dos fãs na pista. São músicas marcantes que fecham o show antes do bis. Mas Roger Waters ainda jogou no telão a frase “ele não”, provocando uma forte onda de vaias e xingamentos. O músico ficou parado no palco por um bom tempo sem dizer nada.

    “Sou contra o ressurgimento do fascismo. E acredito nos direitos humanos. Prefiro estar num lugar em que o líder não acredita que a ditadura é uma coisa boa. Lembro das ditaduras da América do Sul e foi feio”, disse ele. No discurso ainda falou que “eu sabia que isso ia acontecer porque em São Paulo, e na América do Sul em geral, vocês têm a fama de ter muito amor no coração”, agradecendo o público mesmo ainda sob algumas vaias.

    O show deve continuar! E então ele executa as faixas Mother e Comfortably Numb, a música do solo mais bonito de todos os tempos! E que serviu também para unir novamente todos os presentes que cantavam e curtiam cada trecho desse clássico absoluto.

    Era esperado que ele colocasse sua posição no Brasil, assim como fez em todo o mundo durante sua turnê, referindo-se a outros políticos. E que bom que ele tem, em nosso país, essa liberdade de expressar sua opinião, seja ela certa ou errada no ponto de vista de cada um. Mesmo assim, poderia ter sido mais bem assessorado, já que estamos vivendo um momento delicado em nosso país há anos com tamanha corrupção que gerou a maior crise econômica que já atravessamos.

    No segundo dia o show manteve o mesmo setlist e ele não exibiu mais a “#elenão”. O clima foi mais ameno e mais voltado para o show, mesmo mantendo no intervalo a crítica aos que ele considerada neofacistas no telão.

    Tudo que puder ser feito nesse momento para não exaltar os ânimos melhor. E os candidatos devem dar exemplos contundentes nesse sentido.

  • INNER CALL – Heavy Metal visceral feito para os verdadeiros amantes do estilo

    INNER CALL – Heavy Metal visceral feito para os verdadeiros amantes do estilo

    Inner Call é uma banda que preserva em sua música a verdadeira essência do Heavy Metal, nos dias de hoje com tantas bandas soando iguais, o Inner Call se destaca pela sua personalidade e amor ao que fazem. Definitivamente não é uma banda fabricada para tentar fazer sucesso a todo custo, essa banda é um exemplo a ser seguido em nossa cena, afinal eles conseguiram uma identidade própria e hoje são reconhecidos em muitas partes no mundo. Não me espanto pela estrondosa receptividade e ótimas criticas por todos aqueles que escutaram o seu trabalho, a competência é um dos pontos fortes que dessa banda. Convidamos aqui o seu fundador e excelente baterista, Luiz Omar para falar da trajetória do Inner Call para sabermos mais sobre essa banda que vem conquistando o planeta.

    Ao Vivo no Palco Do Rock, Foto por: Divulgação

    A banda surgiu em meados de 2008 em Salvador e foi formada por músicos de outras bandas que queriam fazer um Heavy Metal visceral. Conte-nos como foi esse início e quem eram esses integrantes?

    Luiz Omar – Olá, Eden. Primeiramente, nosso muito obrigado pela oportunidade de falar com os fãs através de um veículo tão conceituado entre os bangers como é a Roadie Crew. Eu fui baterista e vocalista na primeira formação da Slavery, que contava também com David na guitarra e Fábio no baixo, que nasceu como uma banda de Thrash Metal (com grandes influências de Sepultura, Helloween e Megadeth) e pouco à pouco, foi se encaminhando para o Death Metal, que era a grande influência do David e o som em evidência no mundo à época, quando de minha saída da banda. Chegamos a registar uma demo com quatro músicas, que nunca veio à público. Posteriormente, fundei a Postmortem, que também fazia o modelo de thrash mencionado acima e cuja primeira demo foi resenhada na Rock Brigade, com excelente repercussão, vendendo muito bem na Europa. Após um grande hiato à essas duas bandas que participei como membro fundador, fui convidado a tocar na Facção, uma excelente banda Heavy Rock, também de Salvador, de onde saiu o baixista da formação original do Inner Call, Márcio Farias. O Inner Call foi criado, num primeiro momento como “On the rocks”, e além de mim, contava com Márcio Farias, Roberto Índio nos vocais, João Paulo (atualmente “A casa”) e Aritana nas guitarras.

    Em 2009 a banda lançou seu primeiro registro a demo “On The Roads”, como foi a receptividade do público? E para a banda, essa demo abriu muitas portas para que vocês estivessem em bons festivais e shows?

    Luiz Omar – A demo “on the roads” foi gravada no stúdio caverna do som, já foi sob o nome Inner Call. Tinha cinco faixas: Inner Call, famous triad, bad minds, i’m back (this is rock’n’roll) e a balada It’s all in the heart, cujas músicas já executávamos nos shows e que sempre obtinham excelente receptividade do público, o que nos animou a registrá-las. Porém, confesso que a receptividade da demo nos surpreendeu, com ótimas resenhas em diversos zines e blogs, dando bastante visibilidade à banda o que culminou com convites para diversos eventos. Infelizmente, pouco tempo após o lançamento da demo eu estaria me mudando para São Paulo.

    Ao Vivo no Palco Do Rock, Foto por: Divulgação

    A banda por um tempo centrou suas atividades no Sudeste, firmando sede em São Paulo. Essa mudança foi benéfica para a carreira da banda?

    Luiz Omar – Eden, sou analista de TI e a necessidade de aprimoramento na carreira meio que forçou a mudança para São Paulo. E essa mudança, logo de cara, forçou uma ruptura na banda, pois estávamos num momento ascendente de nossa, até então, curta trajetória, divulgando a demo recém lançada. Durante um período pausamos as atividades da banda até termos uma definição de meu momento profissional. Porém, uma coisa era certeza: não havia como os demais membros abandonarem seus respectivos trabalhos para seguirmos com a banda na capital Paulista. Dessa forma, com o consenso e aval dos demais membros fundadores, recrutei novos integrantes e demos prosseguimento das atividades em um maior mercado, que é o maior da América Latina para o Heavy Metal, mais oportunidades foram aparecendo e tornando a banda mais conhecida. Então, afirmar se a mudança foi negativa ou positiva é um exercício que não pode ser feito sob o mesmo prisma, foram momentos e situações distintas. Sim, foi ruim termos quebrado uma ótima sequência que vínhamos tendo com a divulgação de “On the roads”, porém, as conquistas e experiências obtidas em São Paulo também foram benéficas para a banda. Então, eu prefiro aceitar que foram decisões necessárias no momento e que tudo acabou dando certo.

    Quais as maiores dificuldades encontradas por estar aqui no Sudeste?

    Luiz Omar – Primeiramente, fazer Heavy Metal é uma dificuldade em qualquer lugar do Brasil (acho que por isso nossas bandas têm tanta gana, o que se traduz em peso, metal bruto) e São Paulo não seria diferente. É o lugar das oportunidades, sem dúvida. Mas, em uma cidade de 10 milhões de habitantes, também há mais gente buscando seu lugar ao sol, “disputando” com você o mesmo músico, o mesmo espaço para tocar, a mesma vitrine. A maior dificuldade foi formar o novo time, ensaiamos por um tempo sem vocalista e com apenas uma guitarra, até que encontramos o Fábio e o Renato. O Inner Call, nessa época era formado por Fábio Lima nos vocais, Renato Passero e Rafael Perera nas guitarras, Régis Farina no baixo e Eu na bateria. Fechado o time, concentramos em terminar as composições para iniciar as gravações do álbum debut, “Inner Call”, que foi concluído em dezembro de 2013.

    2015 – Inner Call “Debut Album”

    O Debut álbum “Inner Call” foi lançado em 2015, como foi a repercussão deste trabalho no seu ponto de vista?

    Luiz Omar – O álbum “Inner Call” já trouxe repercussão positiva para a banda antes mesmo de chegar ao mercado. Como uma das estratégias de lançamento (e, claro), até mesmo como suporte financeiro às despesas decorrentes desse processo, organizamos uma campanha de crowndfundig que trouxe muita visibilidade para a banda. Atingimos um público que não sabíamos ter, conhecemos diversas pessoas que passaram a admirar a banda e também atingiu parte do objetivo principal. Em suma, a banda saiu dessa campanha, bem mais conhecida do que entrou. Até o presente momento, “Inner Call” já vendeu mais de 280 cópias de forma direta. Eu recebi solicitações do álbum de lojas da Galeria do Rock em São Paulo, Belo Horizonte e Fortaleza e pessoalmente fiz as entregas. “Inner Call” foi vendido em países como Alemanha, França, Itália, Grécia, Inglaterra, Espanha e Estados Unidos. A banda virou matéria de página inteira em jornais como o “A Tarde”, de Salvador, um dos maiores do Nordeste em circulação, além de inúmeras resenhas com excelentes notas na mídia especializada no Brasil e exterior. Então posso considerar que ele cumpriu bem o seu papel

    Houve uma boa divulgação desde trabalho por parte da gravadora?

    Luiz Omar – A MS Records, que agenciava a banda à época do lançamento de Inner Call, divulgou o álbum na mídia especializada local e fizemos em conjunto um trabalho de divulgação no exterior, visando tornar a banda mais conhecida nesse mercado, principalmente Europa e Japão. Recebemos várias notas altas em diversos blogs, zines e webzines de diferentes mercados.

    Luiz Omar, Foto por: Divulgação

    Em 2015 a banda volta para Salvador e com isso entraram novos integrantes, qual o ganho na parte musical da banda com a entrada deles? Quem eram eles?

    Luiz Omar – Mais uma vez o trabalho interfere na arte….ou seria o contrário? Acabei sendo transferido à Salvador, para a implantação de um novo projeto e, outra vez, a mudança ocorria num momento de ascensão da a Banda, que já contava com diversos shows de divulgação marcados. Num primeiro momento, fiquei na ponte área São Paulo x Salvador por um tempo. Mas acabou se tornando inviável, tanto pessoal quanto financeiramente. Dessa forma não houve alternativa, uma vez que o investimento financeiro é todo meu, não tive outra alternativa, senão retornar com as atividades da banda para Salvador e viver novamente todo o processo de recrutamento de músicos. Por sorte, o processo correu de forma rápida e com a volta do vocalista original, Roberto Índio. Como ele já estava mais integrado à cena de Salvador, sua ampla rede de contatos facilitou a composição da nova formação da banda que passou a contar com Alexandre Vitorino (Behavior/Vermis Mortem), Uiliam Rocha (Sarkoma), Roberto Índio (Scream for Maiden/Inner Call) e Benson Lisboa (Scream for Maiden). Benson Lisboa, infelizmente, ficou por pouco tempo em função de suas atividades profissionais, sendo substituído por Vinicius de Moraes (Arcantis) e esse, posteriormente, foi substituído por Gabriel Heiligen. O principal ganho musical com essa formação foi uma maior frequência de ensaios, uma vez que todos estavam na mesma cidade/estado e com essa frequência o entrosamento. Como prova de fogo, enfrentamos a edição 2016 do Palco do Rock – PDR, no primeiro dia, num show intenso e vibrante, para mais de 20.000 pessoas, cujo registro está em nosso site (www.innercall.com.br).

    Você foi vocalista da banda quando ainda se chamava On The Rocks, como foi que se deu a sua transição de vocalista para baterista? Foi fácil essa adaptação?

    Luiz Omar – Na verdade, eu fui vocalista (e baterista) em duas bandas anteriores, na primeira formação da Slavery e posteriormente na Postmortem. Eu venho de uma escola de grandes bateras/vocalistas como Ventor do Kreator, Dan Beehler do Exciter, Deen Castronovo, Roger Taylor (Queen), Peter Cris (Kiss), que sempre me inspiraram e tentei por um bom tempo assumir as duas funções. Como o cigarro acabou com minha (já pouca) voz, resolvi me dedicar exclusivamente ao instrumento e hoje faço somente backings em algumas músicas.

    Palco Do Rock, Foto por: Divulgação

    Acredito que a volta para Salvador foi muito boa para a carreira da banda, pois a banda fez uma ótima participação no renomado palco do rock e a banda teve uma página inteira no maior jornal do estado da Bahia, o jornal “A Tarde”. Como a banda recebeu esse convite de estar em destaque neste grande jornal? E quanto ao palco do rock, como foi este show para mais de 20.000 pessoas?

    Luiz Omar – Não há como negar que houve um enorme ganho (sob todos os aspectos) para a banda. Com os ensaios mais frequentes a banda foi se tornando mais coesa e confiante e há também o quesito composições. Estamos mais próximos, o que nos permite testar melhor as idéias para composição de novas músicas. Para se ter uma idéia, nesse quesito, hoje temos “na fila” 09 músicas para trabalharmos, visando um possível próximo álbum. Com relação à matéria do “A Tarde”, estávamos escalados para tocar no Palco Do Rock (mais uma evidência do quanto o festival é grande e repercute as bandas) e recebo uma ligação do jornalista Chico Castro, agendando uma entrevista e solicitando material da banda. É claro que isso nos deixou extremamente contentes. Enviei o material e fizemos a entrevista posteriormente, que foi amplamente divulgada em nossas mídias (fica aqui nosso muito obrigado ao jornalista Chico Castro por sempre abrir espaço para as bandas de metal da Bahia). O Palco Do Rock é o nosso caso de amor. Estamos presentes desde a edição de 2016, a cada ano com um repertório mais variado e consistente. Porém, é importante frisar: a edição de 2016 era nossa reestreia em casa, após longos 06 anos fora, na primeira noite e para um grande público: o frio na barriga era intenso. Foi uma noite perfeita, um ótimo show. Valeu demais

    Logo depois o Benson Lisboa deixa a banda e foi substituído por Gabriel Heiligen, quais foram os motivos para o Benson deixar a banda? Como foi a adaptação do Gabriel no line-up da banda?

    Luiz Omar – Benson tinha outras atividades profissionais e muitas vezes a banda conflitava com essas atividades. E pior (ou melhor) muitas vezes ele tentava de todas as formas cumprir os compromissos com a banda, ainda que se prejudicasse um pouco com suas atividades. Isso não era justo com ele. A opção foi substituí-lo, de forma amigável e a amizade continua sólida até hoje. Benson, inclusive, é um dos nossos melhores “representantes”, sempre tem material da banda à venda em seu bar, o “Eddie caldos e espetos”, ponto de encontro da galera Headbanger em Salvador. Com a sua saída, tivemos a entrada de Vinicius de Moraes, que realizou alguns shows e, posteriormente, Gabriel Heiligen, que ficou na banda até Abril/2018.

    Ao Vivo no Curvelo Motoshow, Foto por: Divulgação

    Em 2017 a banda volta ao palco do rock e a banda alçou voo ainda mais longe, vocês foram convidados para participar do grande “Curvelo Motoshow” em Minas Gerais. Esse evento reuniu um publico de mais 40.000 pessoas. Qual foi a sensação de tocar para um publico tão grande? Como surgiu essa oportunidade grandiosa de estar como atração neste evento?

    Luiz Omar – 2017 ficará gravado em nossas memórias. Participamos pela segunda vez do Palco do Rock, sempre com grande e fiel público, que todas as noites lota o evento. E tocamos pela primeira vez em Curvelo, em um dos maiores eventos motociclísticos do Brasil, o “Curvelo Motoshow”, para um público, como você citou, superior a 40.000. Não há palavras que possam descrever a emoção de tocar com produção e estrutura de primeira linha, para público tão grande e que não se limitou a participar intensamente do show, simplesmente esgotou nosso merchandising.

    E ainda em 2017 vocês passaram em mais cidades, quais foram essas cidades? E como foram essas apresentações?

    Luiz Omar – E ainda em 2017, antes da pausa para a gravação do novo álbum, fizemos diversos shows em cidades como Serrinha e Feira de Santana. Foram apresentações insanas em eventos bem organizados e que, com certeza, voltaremos a tocar.

    2018 – Elementals “Segundo Álbum”

    Em 2018 temos uma grata surpresa, foi lançado o segundo álbum “Elementals” que pra mim é um trabalho surpreendente. Senti a banda ainda mais visceral que o primeiro álbum. Qual sua opinião à respeito deste álbum?

    Luiz Omar – Eden, ainda estamos digerindo o impacto que é “Elementals”. Tínhamos consciência do peso das músicas e como queríamos que esse álbum soasse. No entanto, o excelente trabalho do pessoal do stúdio Revolusom elevou isso a outro patamar. Estamos surpresos e muito felizes com os resultados que esse álbum está obtendo, com ótimas resenhas de publicações como France News, da França, a RockHard da Alemanha, a própria Roadie Crew e inúmeros outros sites, zines, blogs e webzines no Brasil. É fantástica a recepção desse trabalho!!! Com ele mantivemos a “presença” em países como Alemanha, Itália, USA, Japão, Espanha, Grécia e Holanda e alcançamos países que ainda não havíamos chegado com o “Inner Call”, como Rússia, Portugal, Canadá, Bélgica, Peru, Argentina, México, Dinamarca, Irlanda do Norte, Filipinas, dentre outros. Como eu disse, estamos muito felizes com o resultado e sim, estamos soando mais viscerais que no primeiro álbum. Isso é resultado de muito trabalho e dedicação de todos da banda.

    Vocês fazem um Heavy Metal feito para quem gosta de peso, feito para headbangers de verdade, sem aquela coisa chata que maioria das bandas incorporam em suas músicas como uso de melodias maçantes. De quem de vocês partiu essa atitude de fazer esse Heavy Metal pesado, rápido e diferente do se faz hoje?

    Luiz Omar – Eden, para nós ouvir suas palavras é mais que um receber um grande elogio, é uma honra enorme saber que honramos a bandeira do metal. O primeiro plano na banda é que a música agrade internamente. Temos referências e influências diversas no universo Inner Call e sempre haverá algo em nossas músicas que estão nascendo, que não nos agradará. Esse é o ponto onde mais procuramos trabalhar, de forma que a música agregue as referências de todos, mesmo quando a música tem um único compositor. A música do Inner Call é o reflexo de seus componentes, é o tipo de metal que queremos ouvir, que gastaremos grana comprando um CD. Talvez seja esse o ponto de fusão ideal como compositores. Trabalho todos têm, se não tivermos prazer na execução de uma música, ela não soará honesta, não terá feeling

    Ao Vivo no Palco Do Rock, Foto por: Divulgação

    Para fortalecer ainda mais a divulgação da banda, vocês aliam-se ao The Metal Vox do grande Jaime, um dos percussores Metal no Nordeste. Como está sendo trabalhar ao lado dele? O trabalho feito pela The Metal Vox está atingindo suas expectativas?

    Luiz Omar – Cara, já conheço o Jaime de longas datas e sei da história do Jaime na cena. Antes de fecharmos a parceria eu conversei bastante com ele, expus tudo que esperava de uma parceria, o que precisava e ouvi o que ele tinha para me propor. Posso dizer para você que estou muito satisfeito com o trampo do Jaime e The MetalVox, está atingindo todas as expectativas, de forma que projeto um futuro longo para nossa parceria.

    Para a divulgação de Elementals a banda fez uma turnê pelo Brasil?

    Luiz Omar – Infelizmente não excursionamos ainda, fizemos somente shows isolados. Não por falta de oportunidades e sim questão de logística mesmo. Como temos nossos trabalhos para o sustento da família fica um pouco complicado alinhar folga de todos em períodos de 7, 10 dias para emendarmos 4, 5 shows consecutivos. Por três vezes quase fechamos uma tour envolvendo SP e MG, com quatro datas. Mas, está bem madura a ideia e os contatos e deverá acontecer muito em breve.

    Qual a temática lírica no álbum Elementals?

    Luiz Omar – Elementals não é um álbum conceitual, temos temas distintos no mesmo. A faixa título, “Elementals” versa sobre os elementos ar, terra, fogo e água e sua ação na natureza em resposta ao comportamento humano, 2012 é uma mensagem baseada na maldição Maia sobre o fim do mundo. “Hades” e “There’ll Be Hell” versam, cada qual com sua visão, sobre o inferno e The Night Queen deixa o ouvinte bem à vontade para criar sua própria rainha.

    Vocês também participaram de uma coletânea que foi lançado no Japão e Estados Unidos. Li muitas ótimas reviews à respeito de vocês na mídia especializada europeia. A banda já teve alguma proposta de se apresentar lá fora? Você tiveram ciência da ótima repercussão dessa coletânea lá fora?

    Luiz Omar – Na verdade foram duas coletâneas, ambas da Imperative music, os volumes XIV e XV com Hades e 2012, respectivamente. E sim, tenho ciência da grande repercussão sobre a banda e estamos aproveitando ao máximo o momento para capitalizar isso de forma que se transforme em shows brevemente. Recebemos retornos muito positivos sobre nossa participação. Chegaram muitas mensagens, contatos de distribuidoras e gravadoras. Estamos pavimentando o caminho para que isso aconteça já em 2019

    Ao Vivo no Curvelo Motoshow, Foto por: Divulgação

    Voltando a falar do álbum Elementals, a capa é show à parte, quem foi o artista que ficou responsável por esta magnifica arte?

    Luiz Omar – Todo o conceito visual gráfico é responsabilidade minha. Mas, o Mago que colocou a ideia no papel foi João Duarte. Foi muito legal trabalhar com o cara, que mesmo sendo um artista super-renomado no metal no Brasil e exterior, é um cara muito simples, muito bom de trabalhar, parceiro mesmo.

    Referente a atual cena underground no Brasil, como você tem visto a cena nacional?

    Luiz Omar – A cena está viva, pulsando. O momento financeiro não é propício, com um elevado nível de desemprego, o que momentaneamente tira um pouco do público. Mas, a cena está viva como nunca. Bandas novas surgindo, com excelentes trabalhos e as antigas mantendo a fidelidade ao metal. Nossa cena vai continuar resistindo forte.

    Quais os planos do Inner Call para o futuro?

    Luiz Omar – Num curtíssimo prazo vamos liberar nosso primeiro vídeo clipe oficial, que está sendo finalizado nesse momento. Já tínhamos feito dois lyrics vídeos e agora sairá o primeiro clipe. Aguardem. Temos algumas datas marcadas nesse último trimestre de 2018, como o festival Suíça Baiana, dia 20/10 em Vitória da Conquista, um dos maiores festivais da Bahia. Também estamos trabalhando na possibilidade da tour europeia para 2019 e trabalhando também novas músicas, que comporão um novo registro em 2019.

    Meu amigo Luiz Omar, muito obrigado pelo seu tempo cedido a esta entrevista, espero vê-los aqui em São Paulo em breve. As últimas palavras são suas…

    Luiz Omar – Eden, mais uma vez agradeço a concessão do espaço. O Inner Call conhece e reconhece a sua luta em prol da bandeira do underground. Com certeza estaremos em São Paulo muito em breve, será um grande prazer tocar na cidade novamente. Um grande abraço e “…listen to the inner call”.

    Abaixo segue o muito bem produzido Lyric Video da música “Hades”: Abaixo uma mostra da performance ao vivo do Inner call, vídeo gravado no Solar da Boa Vista em Salvador/Ba:
  • QUEIRON – Lança lyric video da faixa “DENIAL UPON THE HEAVENLY SCORN” de seu mais novo álbum

    A extrema banda Queiron acabou publicar nas redes sociais o lyric video de “DENIAL UPON THE HEAVENLY SCORN”, faixa integrante de seu mais novo álbum “Endless Potential of a Renegade Vanguard” que está com lançamento previsto para novembro deste ano pela gravadora Heavy Metal Rock. Confiram:

  • CRYPTOPSY: Confira o ‘lyric video’ de “Fear The Displeasure”

    CRYPTOPSY: Confira o ‘lyric video’ de “Fear The Displeasure”

    O ‘lyric video’ oficial da música Fear His Displeasure dos veteranos canadenses do death metal, CRYPTOPSY, pode ser visto abaixo. A faixa é tirada do próximo EP da banda, The Book Of Suffering – Tome II, que será lançado em 26 de outubro. A arte da capa foi criada por Remy C. da Headsplit Designs e pode ser vista ao lado. O trabalho foi produzido, mixado e masterizado por Donaldson no estúdio The Grid em Montreal, Quebec, Canadá.

    Muito parecido com o aclamado pela crítica The Book Of Suffering – Tome I, de 2015, este The Book Of Suffering – Tome II promete uma jornada musical desumana, que mais uma vez desafia as leis universais da gravidade, ritmo, vibração, polaridade e caos. Quase inacreditavelmente, Tome II amplia o caos, proporcionando uma experiência ainda mais feroz e intensa, graças em parte à mágica do antigo guitarrista Christian Donaldson.

    As pré-vendas de The Book Of Suffering – Tome II já estão disponíveis na página Bandcamp do CRYPTOPSY, bem como no iTunes. Após a pré-venda, os fãs receberão um single digital de Sire Of Sin.

    Edições avulsas, assinatura física e digital. Conheça a nossa Roadie Crew Shop – acesse https://roadiecrew.com/roadie-shop
  • HATEMATTER lança ‘Metaphor’ nas plataformas digitais

    HATEMATTER lança ‘Metaphor’ nas plataformas digitais

    Hatematter, que antecipou “Metaphor” com o single “At Tannhauser Gates”, acaba de lançar oficialmente o sucessor de “Foundation” (2014) nas plataformas de streaming. O material teve a arte de capa criada por Rafael Tavares, artista que trabalhou para Metal Allegiance, Torture Squad, DyingBreed e Blood Red Throne. “A ideia na capa era passar a sensação de uma ficção científica retrô, um pouco do que tem em obras como ‘Neuromancer’, de William Gibson. Como um cartaz de filmes dos anos 80”, explicou fundador e baixista André Martins. Ouça “Metaphor” no Spotifyhttps://is.gd/vsC2Sz Inspirada na obra homônima do cineasta e diretor Denis Villeneuve (“A Chegada”, no Brasil), a faixa “They Arrive“, que foi escolhida como primeiro lyric video, conta com a participação da vocalista Raquel Lopes (Vox Ignea). “O longa-metragem de 2016 foi indicado a oito categorias do Oscar e soprou vida nova ao gênero Sci/Fi, sendo ovacionado pelo público e pela crítica por ser ‘uma carta de amor à sétima arte’”, observou Martins. “Nesta faixa, visitamos momentos de introspecção da protagonista, entrelaçando passado, presente e futuro, emulando o que seria a grande dádiva concedida pelos seres extraterrenos e seu impacto na humanidade”, completou o baixista, coautor da letra ao lado de Thiago Ribeiro, que já havia trabalhado com a banda em “Foundation”. Veja o lyric video de “They Arrive” em https://youtu.be/bt8OBrMSzRw

    “Metaphor”, que mantém a tradição de explorar letras filosóficas e futuristas, tendo a ficção científica, além de histórias realistas e cotidianas, como referência, foi gravado no estúdio Casanegra por Rafael Augusto Lopes, e produzido, mixado e masterizado nos EUA por Brendan Duffey. Luiz Artur (vocal), André Buck e Gustavo Polidori (guitarras), André Martins (baixo) e Lucas Emidio (bateria) já começaram a agendar os primeiros shows de divulgação do novo álbum e se apresentaram no dia 04/11 na Av. Paulista (São Paulo) e dia 11/11 no Hocus Pocus, em São José dos Campos/SP. Facebook: www.facebook.com/hatematterofficial Contato para shows e merchandising: [email protected]

    Fonte: ASE Press Edições avulsas, assinatura física e digital. Conheça a nossa Roadie Crew Shop – acesse https://roadiecrew.com/roadie-shop
  • TESSERACT: Confira o novo vídeo, “Juno”

    TESSERACT: Confira o novo vídeo, “Juno”

    Os britânicos do TESSERACT lançaram um novo vídeo para a faixa Juno, tirada de seu mais recente álbum de estúdio, Sonder. O vídeo foi criado pela Dark Fable Media, e foi filmado em 4K de alta definição.

    O vocalista e letrista do TESSERACT, Dan Tomkins, explica a importância de Juno dentro do álbum Sonder: “Escrever as letras deste álbum foi uma experiência catártica e eu sinto que Juno é provavelmente o epítome de Sonder.

    “Queríamos criar um vídeo que simbolizasse a realização das restrições impostas à vida. Juno é a personificação desse sentimento”

    Ele continua: “Tendo trabalhado com a Dark Fable Media várias vezes, comecei a amar o que eles fazem e como eles operam. O TESSERACT queria trabalhar com eles há muito tempo, então trabalhar neste vídeo foi uma verdadeira alegria”.

    Sonder foi gravado no Reino Unido, nos estúdios 4D Sounds, Celestial Sounds e Project Studios, e produzido pela banda e Aiden O’Brien, com masterização de Acle Kahney e capa de Amos Williams.

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  • TNT divulga novo vídeo, “Not Feeling Anything”

    TNT divulga novo vídeo, “Not Feeling Anything”

    A banda norueguesa de hard rock TNT divulgou o vídeo oficial de Not Feeling Anything. Você pode conferir a faixa, na íntegra, abaixo.

    Not Feeling Anything é parte do novo álbum dos noruegueses, XIII, que foi lançado dia 8 de junho, via Frontiers Music Srl.

    O vocalista espanhol Baol Bardot Bulsara fez sua estreia ao vivo com o TNT em novembro passado no Oslo Spektrum em Oslo, Noruega, onde a banda se apresentou como o ato de apoio para os SCORPIONS.

    O TNT disse em um comunicado: “Este será um novo capítulo para o TNT e nós desejamos boas-vindas ao nosso novo vocalista, Baol Bardot Bulsara. Estamos ansiosos por um novo ano com muitos shows e um novo álbum chegando em breve!”

    Baol afirmou em uma mensagem de vídeo: “Estou muito feliz e muito grato por estar aqui, por agora fazer parte da família TNT. Este é um sonho se tornado realidade, de verdade, pois eu sou fã do TNT desde a minha adolescência. Pode-se dizer que eu cresci ouvindo a banda. Então isso é um tipo de karma estranho para mim, vocês sabem. Eu só queria dizer que eu estou aqui para continuar com o legado e espero ver todos vocês num futuro próximo, em turnê, para nos divertirmos juntos”.

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  • Temple of Shadows 15 anos – EDU FALASCHI confirma gravação de DVD com maestro João Carlos Martins em 2019

    Temple of Shadows 15 anos – EDU FALASCHI confirma gravação de DVD com maestro João Carlos Martins em 2019

    Em celebração aos 15 anos do álbum “Temple of Shadows”, o renomado ex-vocalista do Angra, Edu Falaschi, juntamente com a Orquestra Bachiana Filarmônica regida pelo aclamado maestro João Carlos Martins, orgulhosamente anuncia para 2019 a turnê mais histórica e emblemática para os fãs de Edu Falaschi e João Carlos Martins. Para comemorar essa união entre o Heavy Metal e o Erudito, o show de São Paulo, que ocorrerá dia 4 de maio de 2019, no Tom Brasil, será registrado em vídeo para lançamento mundial em DVD. Confira serviço do show de gravação do DVD em SP abaixo.

    Compre seu ingresso no site da Ingresso Rápidohttps://www.ingressorapido.com.br/event/10283/d/45174

    A “Temple of Shadows In Concert”, que glorificará a união entre o Heavy Metal e o Erudito de forma épica e magistral, irá contar na íntegra um dos álbuns mais importantes da discografia do Angra com Edu Falaschi e Aquiles Priester. Além das músicas do “Temple of Shadows”, também serão executadas algumas composições icônicas da carreira de Edu junto ao Angra, obras de compositores importantes da música erudita, entre outras surpresas num formato jamais visto no Brasil.

    Mais datas da turnê serão divulgadas em breve. O line-up atual formado por Edu Falaschi para sua carreira solo é composta por Aquiles Priester (bateria), Fabio Laguna (teclados), Roberto Barros (guitarra), Diogo Mafra (guitarra) e Raphael Dafras (baixo).

    “É um grande sonho realizado para todos nós músicos e fãs do Temple Of Shadows poder fazer um DVD com uma das maiores orquestras filarmônicas do mundo regida pelo inigualável maestro João Carlos Martins, teremos uma produção impecável, tocando o álbum na íntegra e com vários convidados especiais! Eu nunca imaginei que minha carreira solo tomaria essa proporção, só tenho a agradecer a todos os que estiveram sempre ai meu lado! 2019 será épico e inesquecível!”, disse o vocalista Edu Falaschi.

    SERVIÇO: Edu Falaschi e João Carlos Martins em SP Quando: 4 de Maio – Sábado às 22h Local: Tom Brasil Endereço: Rua Bragança Paulista, 1281 Cidade: São Paulo/SP Online: https://www.ingressorapido.com.br/event/10283/d/45174 Ingressos: Cadeira Alta V.Parcial: R$ 100,00 (inteira) / R$ 50,00 (meia-entrada) Camarote: R$ 200,00 (inteira) / R$ 100,00 (meia-entrada) Frisas: R$ 150,00 (inteira) / R$ 75,00 (meia-entrada) PISTA 1º LOTE: R$ 80,00 (inteira) / R$ 40,00 (meia-entrada) PISTA 2º LOTE: R$ 90,00 (inteira) / R$ 45,00 (meia-entrada) PISTA 3º LOTE: R$ 100,00 (inteira) / R$ 50,00 (meia-entrada) PISTA 4° LOTE: R$ 110,00 (inteira) / R$ 55,00 (meia-entrada) PISTA VIP 1° LOTE: R$ 170,00 (inteira) / R$ 85,00 (meia-entrada) PISTA VIP 2º LOTE: R$ 180,00 (inteira) / R$ 90,00 (meia-entrada) PISTA VIP 3° LOTE: R$ 190,00 (inteira) / R$ 95,00 (meia-entrada) PISTA VIP 4° LOTE: R$ 200,00 (inteira) / R$ 100,00 (meia entrada) CONTATO PRA SHOWS: [email protected] JUAN CORRAL: (11) 98223-7639 Links Relacionados: https://www.facebook.com/rebirthofshadows/ https://edufalaschi.com.br/ https://www.facebook.com/edufalaschi.officialpage   Edições avulsas, assinatura física e digital. Conheça a nossa Roadie Crew Shop – acesse https://roadiecrew.com/roadie-shop