O BILLYBIO, projeto solo do ex-BIOHAZARD e guitarrista do POWERFLO, Billy Graziadei, lançará seu primeiro álbum, Feed The Fire, em 30 de novembro, pela AFM Records. O vídeo oficial em 360° para Rise And Slay está disponível abaixo.
A música sempre foi a força central e unificadora da vida de Graziadei. O primeiro treinamento musical ocorreu no antigo piano da família Graziadei, e ele começou a estudar música sob a orientação de seu avô, que ele sempre admirou. Então ele expandiu seu vocabulário musical enquanto crescia, encontrando inspiração em muitas formas de música, mas foi quando ele se deparou com o mundo underground da música punk-rock que seu gosto musical foi realmente despertado.
Mergulhando nos sons, na perspectiva e na cultura do underground punk, o desejo dele de criar músicas novas e inovadoras levou-o à cena hardcore do final dos anos 80, em Nova York, onde frequentava os shows hardcore no CBGBs até shows de metal no clube de metal / rock L’Amour do Brooklyn. Foi ali que encontrou sua ‘casa musical’ e foi ali que Billy ajudou a formar uma banda que levaria a cena metal / hardcore por um novo caminho. Foi o nascimento do BIOHAZARD. Como uma das primeiras bandas daquele cenário nascente, eles combinaram os sons urbanos do hardcore, metal e rap com letras chamativas que descreviam as forças que atuam em nossa vida urbana moderna.
Com um diploma em engenharia de áudio e anos de experiência nos registros do BIOHAZARD, Graziadei abriu o Firewater Studios. Este estúdio tornou-se uma incubadora para a criatividade de Billy, onde ele continua a cultivar seu talento enquanto produz as próximas bandas. Durante os anos de turnê com o BIOHAZARD, Graziadei colaborou com muitos músicos diferentes. Como resultado disso, a amizade com o vocalista do CYPRESS HILL, Sen Dog, se transformou em 2016 no supergrupo POWERFLO, juntamente com o baixista Christian Olde Wolbers (ex-FEAR FACTORY) e o guitarrista Roy Lozano (DOWNSET). Enquanto Graziadei continua a trabalhar em novas músicas do POWERFLO e segue em turnê, ele decidiu que finalmente chegou a hora de seu empreendimento solo.
Billy afirma: “Eu sempre quis fazer um lançamento solo e o timing de tudo em que eu estava trabalhando parecia estar no lugar certo.
“Eu sempre deixo a criatividade fluir, eu não tento restringi-la a um certo gênero.
“Com o BILLYBIO, é 100% eu. Sem influência de ninguém. É quem eu sou e o que me tornei. Sou um produto de todos que conheci, conversei, compartilhei minhas histórias… e um pouco de suas histórias também.
“Qualquer um que é fã do que eu fiz, especialmente com o BIOHAZARD, vai adorar isso! Há algo para todos os fãs de música underground pesada!
“Estou empolgado para lançar minha nova música neste outono (primavera, no Brasil) com o BILLYBIO. Lançar a banda na Europa em turnê com minha família no LIFE OF AGONY, não poderia ficar melhor!”
O videoclipe oficial da música Mariana Trench de NITA STRAUSS, a guitarrista que já tocou no palco com ALICE COOPER, FEMME FATALE, Jermaine Jackson, THE IRON MAIDENS e muitos outros, pode ser visto abaixo. A faixa é tirada de seu primeiro álbum solo, Controlled Chaos, que foi lançado em 16 de novembro pela Sumerian Records.
Nita diz: “De brilhante e divertido a agressivo e obscuro, de calmo a caótico, este álbum é uma maneira de eu dar ao ouvinte um vislumbre da minha personalidade e do que se passa em minha mente”.
Nita Strauss realizou uma bem sucedida campanha no Kickstarter para financiar seu primeiro álbum solo, Controlled Chaos. Em menos de um mês, ela levantou quase 120.000 dólares americanos.
Falando ao ‘Metal Wani’, Strauss afirmou sobre a resposta extremamente positiva à sua campanha de crowdfunding: “É incrível. Cada coisa nova em que você entra na vida, você sempre tem um pequeno tremor nas pernas, eu acho. Para mim foi ‘sim, eu tenho pessoas que me seguem nas redes sociais, mas elas estão realmente interessadas no que eu faço, ou elas me seguem porque eu toco músicas que elas gostam?’ Se eu estou tocando as músicas do ALICE COOPER ou do IRON MAIDEN ou as músicas de um jogo de videogame, ou seja o que for… Então, conseguir esse apoio… quer dizer, nós atingimos nosso objetivo de 30 dias em duas horas. Foi uma incrível confirmação de que as pessoas realmente querem ouvir o que eu vou fazer é incrível”.
Questionada sobre a direção musical de Controlled Chaos, Nita disse: “Será um disco instrumental. Talvez eu tenha um cantor convidado em uma música. É alguém com quem eu queria trabalhar há muito tempo. Mas, além disso, será instrumental. E será na veia do meu single Pandemonium, que lancei no ano passado. Então, em geral, será um álbum de metal instrumental, mas eu experimentei com alguns estilos diferentes de música, então eu acho que vai ser um resultado interessante no final.”
Como em Pandemonium, Controlled Chaos contará com as linhas de bateria do namorado de Nita, Josh Villalta. “E por algumas razões – não apenas porque sou um pouco tendenciosa e acho ele incrível”, disse Strauss. “Eu realmente não conheço um baterista melhor. Honestamente, se esse não fosse o caso … eu não sou do tipo que coloca alguém no meu disco porque eu gosto dele [pessoalmente]. Josh, além de termos realmente uma química incrível como um casal, também é meu empresário, então trabalhamos juntos em todos os aspectos. Mas além de ter uma ótima química, ele é tecnicamente um dos melhores bateristas que eu conheço, e o estilo dele adiciona muito ao meu estilo. Ele é fortemente influenciado pelo SEPULTURA e pela bateria tribal, então ter esse bônus em meu background metálico é muito, muito legal”.
Os gigantes holandeses do metal sinfônico EPICA, anunciaram um seleto número de shows exclusivos em apoio ao 10º aniversário de seu álbum Design Your Universe. O disco ocupa um lugar especial nos corações dos fãs do EPICA, e inclui algumas das canções favoritas dos fãs, como Kingdom Of Heaven e Design Your Universe.
Para celebrar o 10º aniversário de Design Your Universe, a banda retornará a vários locais que tocou durante a turnê do álbum em 2009-2010.
A vocalista Simone Simons comenta: “Depois de todos esses anos, Design Your Universe continua sendo um dos meus álbuns favoritos do EPICA de todos os tempos. Eu sei que a mensagem por trás da faixa-título também ressoa muito para nossos fãs, porque há tantas tatuagens relacionadas ao Design Your Universe. A faixa-título e Unleashed são músicas que eu considero muito queridas, assim como as memórias que fizemos naquela época da nossa carreira. Estou ansiosa para voltar no tempo com vocês enquanto tocamos mais músicas do nosso álbum Design Your Universe”.
O guitarrista Mark Jansen acrescenta: “Design Your Universe é muito querido para mim. É um álbum que foi escrito durante um tempo muito inspirador. A faixa título nos mostra que todos podemos criar nosso destino, e ainda é uma das minhas faixas favoritas para tocar ao vivo. Além disso, algumas outras músicas do álbum merecem ser tocadas novamente, e nós iremos! Nosso set será repleto de músicas do Design Your Universe, então não perca uma dessas oportunidades”.
As datas anunciadas abrangem Países Baixos, Alemanha, França, Israel e Rússia.
O intuito do festival Solid Rock era levar três aulas de rock e metal, lecionadas por Judas Priest, Alice in Chains e Black Star Riders, a três cidades brasileiras, Curitiba, São Paulo e Rio de Janeiro. E assim o fez. A quarta e última parada desse ambulante simpósio da música pesada no Brasil foi Belo Horizonte, porém, sem a presença do grupo oriundo do movimento grunge de Seattle. Coube à dupla Priest e Riders deleitar os fãs mineiros, brindando-os com duas apresentações marcantes e passando por cima de graves problemas no local onde ministraram suas classes.
Quando ficou decidido que o KM de Vantagens Hall – que já se chamou Marista, Chevrolet e BH Hall em algum momento do passado – seria a sede dos dois concertos, logo de cara me deu aquela desanimada. Quem já esteve presente na casa sabe do que estou falando. A acústica de lá deixa muito a desejar. E isso não tem nada a ver com o estilo musical de quem esteja no palco. Não importa se é metal, rap ou MPB, o som nunca é à altura das atrações. Dito e feito mais uma vez! Mesmo com tal defeito crônico, Black Star Riders e Judas Priest esbanjaram extremo profissionalismo e competência, superando tais adversidades.
Os ponteiros do relógio se aproximavam das 20h da última quarta-feira (14), quando o Black Star Riders adentrou o palco com riffs certeiros – originados de três guitarras, já que o vocalista Ricky Warwick também mandava ver nas seis cordas – e muita energia. O público ainda não era dos melhores, mas aqueles que já se encontravam dentro do KM de Vantagens vibrou com músicas como Bloodshot e The Killer Instinct.
Mas apesar da banda ter um arsenal de boas canções, os destaques ficaram para Jailbreak e The Boys Are Back in Town, ambas do Thin Lizzy. Aliás, ver de perto o talento e a mestria do guitarrista Scott Gorham, ex-integrante do Lizzy, foi um dos melhores momentos da noite, daqueles que fazem valer o ingresso. Menção honrosa para o baixista Robbie Crane – conhecido e reconhecido por passagens por Ratt, Adler’s Appetite e tantos outros –, que não parava de agitar um minuto sequer.
Após 45 minutos, fim da aula de hard rock, e o Black Star Riders, bastante aplaudido, abria caminho para o Judas Priest iniciar uma antológica lição de metal, daquelas para não se esquecer jamais.
Por volta das 21h15, as luzes se apagaram, e o início de War Pigs, do Black Sabbath, soava, para o delírio dos espectadores. Sim, a primeira lição seria de história. O Judas queria prestar uma homenagem aquela que foi uma de suas principais inspirações nos idos de sua carreira e referência para todas as gerações de metal desde o nascimento do álbum “Black Sabbath” (1970). Os fãs – agora em um número razoável, mas longe de fazer a casa ficar lotada – cantarolavam alto a primeira parte do hino, antes de cair o pano que trazia o tridente do Priest e emergir o primeiro riff de Firepower, faixa-título do mais recente álbum da banda do baixista Ian Hill e companhia.
Algo que relevante a mencionar é o poder de fogo ao vivo das músicas do disco lançado neste ano. Isso porque Lightning Strike, Rising from Ruins (e sua “vinheta” introdutória Guardians) e No Surrender caíram no gosto dos aficionados: todas foram cantadas em uníssono e com os braços erguidos. E se as mais novas eram tão bem recepcionadas, imagine os clássicos.
Mas antes, uma coisa que também é preciso exaltar é o quanto o Judas Priest é justo em revisitar sua prolífica trajetória. Duvido que algum fã não tenha se arrepiado com a matadora sequência Running Wild, Grinder, Sinner e The Ripper.
Com algumas canções passadas a limpo já era possível constatar alguns pontos. O primeiro é que Rob Halford, no alto de seus 67 anos, canta muito. Confesso que aquele agudo característico em The Ripper me fez recordar de ótimos momentos da infância e adolescência, quando o Priest tinha cadeira cativa nas fitas k7 da minha coleção. Creio que qualquer indivíduo ali presente tinha uma boa história para contar a respeito da primeira vez que ouviu Rob Halford. A nostalgia vinha acompanhada da qualidade do vocalista, um soberano sobre o palco.
O segundo diz respeito à dupla de guitarristas. Ficou notório que Richie Faulkner, substituto de K. K. Downing desde 2011, assumiu de vez o protagonismo das seis cordas, após o afastamento de Glenn Tipton – que vem travando uma luta contra a Doença (ou Mal) de Parkinson. Aliás, seria exagero dizer que Faulkner assumiu também o protagonismo da banda nos shows, nos quesitos técnica e energia? Fica aí um questionamento, uma vez que é surreal o carisma, a habilidade e sua conexão com o público. Ou seja, aprendeu direitinho com seus professores.
Terceiro e não menos importante é Andy Sneap. Referência como produtor, Sneap também é um exímio guitarrista. Diga-se de passagem, faz jus estar na posição em que está, como “suplente” de Tipton. Com essa dupla de “pupilos”, os mentores podem ter certeza que o legado do Judas se manterá intacto.
A apresentação seguia com um nível lá no alto com Turbo Lover – essa música é boa demais, admitam! – e Freewheel Burning, com direito a imagens da lenda Ayrton Senna nos telões, em um momento bastante emocionante – e muitas câmeras de celulares registrando esse tributo.
You’ve Got Another Thing Comin’ e Hell Bent for Leather – com Halford em cima da Harley Davidson – antecederam aquele início apoteótico de Painkiller, comandado pela bateria de Scott Travis – esse cara é um monstro das baquetas, só para não passar batido. E Faulkner seguia beirando o impecável, em riffs e solos.
Quem ainda não estava rouco até então, provavelmente ficou sem voz depois da trinca final. The Hellion/Eletric Eye iniciou esse processo, continuado por Breaking the Law e finalizado com Living After Midnight. O público ainda estava anestesiado – e extasiado –, quando o Judas Priest deixava o palco, depois de uma hora e meia de show, ao som de We Are the Champions, do Queen, em mais uma homenagem na noite. Que aula, hein?!
O segundo trailer do 11º álbum de estúdio do SOILWORK, Verkligheten, pode ser visto abaixo. O disco é o primeiro do SOILWORK a contar com o baterista Bastian Thusgaard, que substituiu Dirk Verbeuren em 2016. No trailer, Thusgaard e o vocalista Björn “Speed” Strid falam sobre o single mais recente da banda, Full Moon Shoals.
Verkligheten será lançado em 11 de janeiro de 2019 pela Nuclear Blast. A primeira edição em digipack e as versões em vinil conterão o exclusivo EP Underworld, com mais quatro músicas. A versão CD digipack também contará com uma arte especial com estampas luxuosas.
O vocalista do SOILWORK, Björn “Speed” Strid, falou ao ‘United Rock Nations’ sobre o disco. “Estou muito, muito satisfeito com ele – é muito, muito legal. É possivelmente o álbum mais épico e sombrio que já fizemos. Também é muito melancólico, mas também é meio que edificante. É grandioso. Eu Estou muito feliz com isso”.
Questionado se a direção musical do novo material do SOILWORK é semelhante à do último álbum, Strid disse: “Eu diria que há uma mistura entre The Ride Majestic e The Living Infinite“.
Imagens dos bastidores do vídeo Letting Go, do virtuoso guitarrista grego GUS G., bem conhecido nos círculos de rock e metal por seu trabalho como guitarrista do OZZY OSBORNE e como líder da banda FIREWIND, podem ser vistos abaixo. A música é tirada do último álbum solo de Gus, Fearless, que foi lançado em abril pela AFM Records. O sucessor de Brand New Revolution, de 2015, marca seu primeiro lançamento desde que saiu da banda de Osbourne em 2017.
Em Fearless, Gus une forças com o vocalista/baixista Dennis Ward (PINK CREAM 69, UNISONIC) e com o baterista Will Hunt (EVANESCENCE).
“Dennis e eu trabalhamos muito muito próximos por vários anos; ele produziu o atual álbum do FIREWIND, Immortals, entre outras coisas”, descreveu Gus o seu relacionamento com Ward. “Nós estamos no mesmo comprimento de onda musical e simplesmente continuamos nossa cooperação após a produção do FIREWIND. Enviei-lhe demos e ideias para minhas novas músicas, e assim que tivemos material suficiente e começamos a pensar em vocalistas, Dennis sugeriu gravar o álbum como um trio.
“Muitas pessoas não percebem que Dennis não é apenas um brilhante compositor, baixista e produtor, mas também um excelente vocalista. Gostei imediatamente de sua sugestão, porque isso seria muito diferente de tudo o que fiz antes”.
A banda ucraniana JINJER lançará um novo EP de cinco músicas, Micro, em 11 de janeiro de 2019, através da Napalm Records.
O baixista Eugene Abdiukhanov comenta: “Quase dois anos e meio desde o lançamento e turnê do nosso álbum King Of Everything, todos nós tivemos a vontade de começar a escrever novas músicas. A paixão de criar novas músicas cresceu mais do que você imagina e convertemos toda essa energia em algo especial e novo… E parece que criamos um monstro e mal posso esperar para que todos vocês escutem!”
O vídeo da música Ape pode ser visto abaixo.
No começo do ano, Abdiukhanov disse à rede francesa ‘Loud TV’ que a banda entraria no estúdio no outono para começar a gravar novas músicas. “Nós vamos gravar um EP – quatro ou cinco músicas, absolutamente novas”, disse ele. “Vai ser uma direção diferente, será uma abordagem diferente, mas ainda JINJER. Vai ser progressivo”.
O terceiro álbum do JINJER, King Of Everything, foi lançado em julho de 2016 pela Napalm Records.
O segundo LP da banda, Cloud Factory – que foi lançado em 2014 – foi reeditado no começo do ano com duas faixas ao vivo.
O vídeo oficial da música One With The Sun, do UNEARTH, pode ser visto abaixo. A faixa é tirada do novo álbum da banda, Extinction(s), que será lançado em 23 de novembro. Para seu sétimo lançamento e estreia com a Century Media, a banda trabalhou com Will Putney (EVERY TIME I DIE, BODY COUNT, GOJIRA, THY ART IS MURDER, SILENT PLANET) na Graphic Nature Studios. Além disso, Adam Dutkiewicz, do KILLSWITCH ENGAGE gravou bateria para o álbum.
O vocalista Trevor Phipps afirma: “Escolhemos One With The Sun como o primeiro vídeo de Extinction(s) porque sentimos que é uma das faixas mais difíceis de tocar em todo o nosso catálogo. Musicalmente, é tudo sobre o UNEARTH, e liricamente, ela lida com os efeitos da mudança climática que estamos sentindo hoje, bem como a desolação do nosso futuro, a menos que façamos mudanças drásticas agora. Tim Dennesen e os caras da Punchdance, Inc. fizeram um ótimo trabalho capturando as imagens necessárias para passar a mensagem. Você certamente ouvirá essa música em nossos shows ao vivo, já que ela já se tornou parte do nosso set. Vejo vocês por aí”.
O ABBATH, nova banda do ex-vocalista do IMMORTAL, Abbath, vai entrar no Dub Studios em Kristiansand, na Noruega, em 3 de dezembro, para começar a gravar seu segundo álbum. O trabalho contará com o produtor Endre Kirkesola, que já trabalhou com o BLOOD RED THRONE, GREEN CARNATION, SIRENIA e IN VAIN, entre outros.
O segundo álbum do ABBATH não contará com as contribuições do baixista King Ov Hell (ex-GORGOROTH), que deixou a banda norueguesa de black metal em junho. O músico anunciou na época que ele estava saindo do grupo “devido a visões conflitantes sobre os conceitos líricos do próximo disco”. Alegando que as letras do novo álbum do ABBATH foram inspiradas pelo psiquiatra suíço Carl Gustav Jung, King disse que encontrou “a conexão de Jung com o misticismo cristão é incompatível com a imagem da banda”.
King disse no comunicado: “Eu desejo aos membros da banda, gravadora e equipe o melhor para os próximos shows e álbuns. A música em si é nada menos que brilhante. No entanto, devo manter minha integridade artística, e respeitosamente me afastar”.
King Ov Hell apareceu no debut autointitulado do ABBATH, que saiu em 2016. Ele também tocou com GORGOROTH, GOD SEED e AUDREY HORNE, além do seu projeto ao lado de Shagrath (DIMMU BORGIR), o OV HELL.
Quanta emoção a segunda edição do “Solid Rock” reservou ao público paulistano. Se em 2017 a produção do festival já havia acertado em cheio ao providenciar a volta do Deep Purple ao Brasil e escalou para abrir os também veteranos Cheap Trick e Tesla, grupos que nunca haviam pisado no país, dessa vez foi novamente digna de elogios. O gigante britânico Judas Priest, instituição do heavy metal, mais o Alice In Chains, nome forte do alto escalão do movimento grunge de Seattle, e o também americano Black Star Riders, que tem em seu line up músicos renomados e experientes, entre eles o ex-guitarrista do Thin Lizzy Scott Gorham, dividiram o palco do Allianz Parque no último sábado e proporcionaram à São Paulo um dos grandes encontros da música pesada em 2018. Judas e Alice In Chains vieram divulgar seus respectivos novos álbuns, Firepower e Rainier Fog. Já o Black Star Riders deu uma pausa na pré-produção de seu quarto material de estúdio, que será lançado no verão europeu (inverno no Hemisfério Sul), e estreou em solo brasileiro.
E foi exatamente o Black Star Riders a primeira atração a, literalmente, entrar em campo. O grupo foi fundado por Scott Gorham após inúmeras apresentações que realizou com o Thin Lizzy a partir de 1996, quando passou a homenagear o legado deixado por sua ex-banda e também a memória de seu velho parceiro Phil Lynott (vocal e baixo), falecido no ano de 1986. No repertório, o Black Star Riders apresentou músicas de seus três álbuns: All Hells Breaks Loose (2013), The Killer Instinct (2015) e Heavy Fire (2017). Com o dia ainda claro, devido ao horário de verão, Gorham, o norte irlandês Ricky Warwick (vocal e guitarra), que em 1994 abriu os shows do Megadeth no Brasil com sua ex-banda The Almighty, o baixista Robbie Crane, bastante conhecido dos fãs de hard rock por suas passagens por Ratt, Lynch Mob, Tuff, Adler’s Appetite, Saints of the Underground e pela banda solo de Vince Neil (Mötley Crüe), o estreante baterista Chad Szeliga (Breaking Benjamin / Black Label Society) e o guitarrista do Thunder Luke Morley, que estava apenas quebrando um galho, já que o recém anunciado Christian Martucci (Stone Sour) só assumirá a função no início de 2019, entraram agitando o público com duas do debut, as eletrizantes Bloodshot e a própria All Hells Breaks Loose.
Ricky Warwick do Black Star Riders
A tristeza de quem nunca teve a chance de assistir a um show do Thin Lizzy, em parte foi suprida não apenas por finalmente estar vendo Gorham, que entre 1974 a 1984 formou a famosa e influente dupla de guitarras gêmeas do grupo, ao lado de Brian Robertson, que depois passou pelo Motörhead, como também pelo próprio som do Black Star Riders, que possui referências similares. Até mesmo a voz e o estilo de cantar do carismático Warwick estão soando semelhantes aos de Phil Lynott. Como se não bastasse, a banda ainda tocou dois grandes clássicos do Thin Lizzy: Jailbreak e The Boys Are Back in Town. Ambas inflamaram o público, que até então já havia sido arrebatado pelo som do Black Star Riders. Do disco atual, tocaram apenas Heavy Fire e When the Night Comes In. Quanto aos destaques, ficam para as contagiantes Before the War e a derradeira Bound For Glory, que tem um solo inicial de guitarra que lembrou demais o de Guilty of Love do Whitesnake. Apesar de no começo o som ter ficado um pouco baixo, a apresentação do Black Star Riders agradou os fãs e certamente conquistou muita gente que ainda não conhecia a banda.
Assim que saíram do palco, os simpaticíssimos Gorham e Crane atenderam a ROADIE CREW em um lobby do estádio para matérias que em breve publicaremos em nossas páginas. Ao final das entrevistas, os dois fizeram questão de nos levar ao camarim para nos apresentar os demais integrantes. Todos estavam animados com o show que fizeram e com a recepção do público. Sobre sua primeira passagem pelo país, Robbie Crane comentou: “Eu amei o Brasil. É lindo!”. E revelou: “Eu estava ansioso para vir e experimentar a cultura, ver as pessoas, conhecer a língua… E não me decepcionei! Adorei ter tocado em Curitiba também, o local do show era incrível. Os hotéis daqui são ótimos. Está sendo muito bom estar aqui”, finalizou. Já o divertido Gorham também afirmou ter amado o país e se perguntou: “Uau, como que eu nunca estive aqui antes?”. E o guitarrista brincou ao explicar: “Sabe, eu concedi mais entrevistas do que você pode imaginar para a América do Sul e em cada uma delas os jornalistas me perguntavam o porquê de eu nunca ter vindo tocar aqui. Em todas eu respondia: “Oras, me arrumem a porra de um promotor que eu vou!”. Risos gerais!
De volta ao ‘front’, a vez agora era do Alice In Chains, que retornava a São Paulo depois de cinco anos. Após breve introdução mecânica com um tema sombrio ao piano, William DuVall (vocal e guitarra), Jerry Cantrell (guitarra e vocal), Mike Inez (baixo) e Sean Kinney (bateria) foram ovacionados pelos fãs e recepcionados por uma garoa indesejada, que chegou com o cair da noite. Contando com um painel luminoso no palco dando um efeito bacana e uma qualidade de som cristalina do início ao fim da apresentação, o quarteto abriu com Check My Brain, música de riff principal hipnótico, presente no álbum Black Gives Way to Blue (2009), que marcou a estreia de DuVall. Antes da seguinte, os fãs fizeram coro com o nome do grupo e comemoraram assim que ouviram os primeiros acordes de Again, única representante do homônimo álbum Alice in Chains (1995), que foi o primeiro com Inez e último de estúdio gravado pelo saudoso vocalista Layne Staley, falecido sete anos mais tarde em decorrência de overdose causada por ‘speedball’ (mistura de heroína com cocaína), motivada por depressão.
William DuVall do Alice In Chains
A primeira a ser tocada do novo álbum foi Never Fade, que boa parte do público já sabia a letra de cor e cantou junto com DuVall e Cantrell. Depois, foi a vez de começar a matar saudade do segundo álbum da banda, Dirt (1992), com a dobradinha Then Bones e Dam That River. Daí pra frente, somente três da era DuVall foram executadas: Hollow e Stone de The Devil Put Dinosaurs Here (2013) e The Only You Know, outra do recém lançado Rainier Fog. No mais, para a alegria dos fãs, o que rolou foi uma enxurrada de clássicos do citado Dirt e do igualmente bem sucedido disco de estreia, Facelift (1990). Em alto e bom som, muitos cantaram os hits Would? (tocado numa versão um pouco mais arrastada), Man in the Box e We Die Young, as também conhecidas e melancólicas Down in a Hole e Rooster e a obscura Angry Chair. Fora essas, ainda teve No Excuses, do EP Jar of Flies, de 1994. Apesar de DuVall, que ainda divide a opinião dos fãs do Alice In Chains, ter arriscado algumas palavras em português, a banda foi econômica nos discursos. Bom para os fãs, que puderam curtir mais músicas. E olha que faltaram outras pérolas do começo da carreira, como Sea of Sorrow e Love Hate Love, de Facelift, por exemplo. No entanto, Cantrell, DuVall e cia. fizeram o show eficiente de sempre e saíram aplaudidos pelo público.
Jerry Cantrell do Alice in Chains
Nessa era em que vivemos da tecnologia, muitos não conseguem segurar a curiosidade e antes de sair de casa pesquisam na internet o que foi que a banda que gosta tocou no show anterior. Dito isso, não foi nada estranho quando nos falantes começou a rolar a imortal War Pigs do Black Sabbath e o público enlouqueceu. Era o prenúncio da entrada do Judas Priest, que após épica introdução, surgiu triunfante de trás da enorme cortina estampada com sua famosa cruz em forma de candelabro, abrindo com a música que dá nome ao seu novo álbum, Firepower. Na sequência, a emenda com uma antiga: Running Wild, do “quarentão” Killing Machine (1978). De sobretudo prateado, Rob Halford era o centro das atenções. Porém mesmo o “metal god” estando bem amparado pela consistente cozinha formada pelos veteranos Ian Hill e Scott Travis, não tinha como o público desviar o olhar das guitarras. Reformulado, o Judas de hoje já não conta mais com os inigualáveis K.K. Downing, que há muito tempo deixou o grupo, e nem com Glenn Tipton, que mais recentemente deu adeus aos palcos por decorrência de seu diagnóstico de Mal de Parkinson. Entretanto, foi ótimo ver que Richie Faulkner e o estreante Andy Sneap, respeitado produtor que assumiu a vaga deixada por Tipton, estão segurando com louvor e maestria os lugares que um dia pertenceram a uma das mais brilhantes, respeitadas e influentes duplas de guitarristas da história do heavy metal.
Rob Halford
Foi curioso notar que o repertório contou com alguns clássicos tocados pelos ingleses em sua primeira passagem pelo Brasil, no Rock in Rio 2, em 1991, como: Hell Bent for Leather – claro, com Halford cantando montado em cima de uma Harley Davidson – Grinder, The Hellion/Electric Eye, The Ripper, Painkiller, The Green Manalishi (With the Two Pronged Crown), Breaking the Law, Living After Midnight e You’ve Got Another Thing Comin’. E se já não bastasse o setlist matador, que em certo momento nos deu a sensação de termos entrado em um túnel do tempo e de estarmos assistindo a um show do Judas nos anos 80, por conta de músicas mais ‘comerciais’ como Turbo Lover, Night Comes Down,Desert Plains e até mesmo as novas Rising From Ruins e No Surrender, que têm essa pegada ‘vintage’, o grupo resolveu nos emocionar mais ainda… Durante a execução de Freewheel Burning, que é uma ode a liberdade e a velocidade, muita gente chorou com as imagens no telão que exibiam diversas cenas do piloto e ídolo nacional Ayrton Senna. A homenagem remetia aos 30 anos do primeiro título do saudoso Senna, então na McLaren, e foi feita na véspera do GP Brasil de F-1, em que o inglês Lewis Hamilton se sagrou pentacampeão mundial. E quem prestou atenção, notou que o Judas Priest também homenageou duas bandas conterrâneas e contemporâneas suas. Se o Black Sabbath serviu de inspiração para o grupo entrar no palco após War Pigs, a despedida após Living After Midnight se deu ao som de We Are the Champions, do Queen.
Richie Faulkner do Judas Priest
Ainda sobre as performances individuais, Sneap pareceu estar bem a vontade e entrosado. Tocou muito bem e mostrou boa presença de palco. Mas quem impressionou mesmo foi Faulkner, que está há bem mais tempo na banda. Além de ser muito bom guitarrista, a altura do Judas Priest, o cara domina o palco, faz caras e bocas, agita o público o tempo todo e, com personalidade, impõe respeito. Quanto a Travis e Hill, ainda são aquilo que todo fã do Judas espera deles: o primeiro continua tocando com a mesma segurança, destreza e pegada de sempre, o outro segue discreto, agitando ao seu modo na lateral ao fundo do palco, e dando a propulsão exata para uma cozinha soar consistente. E o que falar de Rob Halford? Seus olhos enrugados e um tanto inchados já não escondem a idade. Já a voz desse senhor de 67 anos continua um absurdo. Com experiência, sabedoria e ‘malandragem’, Halford usufruia do reforço vocal do público quando necessário, mas quando resolvia soltar a voz fazia ainda melhor do que em anos anteriores. Impressionante! Sinceramente falando, eu não esperava menos do Judas Priest. E tanto ao vivo quanto em estúdio, o grupo tem mostrando totais condições de prosseguir sua estrada por mais alguns anos. Que os deuses do metal me ouçam e digam amém!