O vocalista Edu Falaschi acaba de confirmar o lançamento para o inicio de 2019 do videoclipe de “Streets of Florence”, faixa do EP “The Glory of the Sacred Truth”, lançado mundialmente em todas as plataformas digitais. O videoclipe foi gravado em Florença, na Itália, em Setembro de 2018 e com cenas extras no sul de Minas Gerais em Novembro de 2018.
O videoclipe conta uma triste história verídica que aconteceu em Florença, berço do renascimento na Itália no inicio de 1900. “Ela é baseada em uma história que virou uma lenda de amor entre uma mulher e um jovem soldado separados para sempre pela guerra. Seu amado jurou voltar assim que guerra tivesse terminado e que ela o esperasse com o mesmo amor de quado se despediram e que ao amanhecer ela o avistaria da janela de seu sobrado como fazia todas as manhãs quando ele vinha visitá-la, a partir dai a mulher passou todos os dias do resto de sua vida na janela esperando pelo retorno do amor de sua vida, o que nunca aconteceu! Quando ela morreu a janela foi fechada, mas fenômenos estranhos começaram a acontecer na casa onde morava e então passaram a deixar a janela sempre aberta, para que o espirito da mulher pudesse esperar por sua alma gêmea por toda a eternidade”, revelou o vo calista Edu Falaschi.
“Streets of Florence” conta com a direção de Igor Moura, um dos diretores mais requisitados da nova geração. “O extenso caminho trilhado na publicidade e jornalismo me permitiu assinar mais de trinta clipes com diversas bandas nacionais e trabalhar com Edu Falaschi é uma grande honra e posso adiantar que entregarei um dos melhores video clips da minha carreira”, contou o diretor.
O line-up atual formado por Edu Falaschi para seu carreira solo é composta por Aquiles Priester (bateria), Fabio Laguna (teclados), Roberto Barros (guitarra), Diogo Mafra (guitarra) e Raphael Dafras (baixo). Edu Falaschi lança estas duas músicas inéditas e autorais como forma de agradecimento aos fãs pelo apoio a sua turnê “Rebirth of Shadows Tour”. A capa do EP foi desenhada por Carlos Fides (Almah, Noturnall, Oficina G3, Scalene, Eterna, entre outras).
Se a primeira edição do itinerante “Liberation Fest” animou o público paulistano em 2017 com seu cast matador, composto de King Diamond, Carcass, Lamb Of God, Heaven Shall Burn e Test, a segunda também foi formidável, ainda mais porque manteve a proposta de unir, com coerência, bandas de gêneros distintos. Teve Kreator pros fãs de thrash metal, Arch Enemy com seu death metal melódico, Walls of Jericho representando o metalcore, Excel pra agitar a turma do crossover e Genocídio destilando death metal old school. Tais nomes atraíram o público, que por sua vez lotou a Audio no último sábado, 27 de novembro. Era o último show da gira brasileira, que também passou por Rio de Janeiro (RJ), Manaus (AM), Fortaleza (CE) e Porto Alegre (RS) – embora apenas Arch Enemy e Kreator tenham tocado nas cinco capitais.
Pontualmente às 18h00, quando os paulistanos do Genocídio abriram a noite, o público já marcava presença em bom número na casa. E recebeu bem o grupo, que entrou após rápida introdução mecânica, executando as velozes e dilacerantes Requiescate in Pace e a própria Under Heaven None. Essa cacetada inicial foi uma amostra do oitavo e mais recente álbum, Under Heaven None (2017), que é um dos mais agressivos da carreira do Genocídio. Como tinham pela frente apenas 30 minutos de palco, o experiente Murillo Leite (vocal e guitarra), Rafael Orsi (guitarra), o fundador Wanderley Perna (baixo) e o mais novo integrante, o baterista Gil Oliveira (Necromesis, Ayin), não perderam tempo e logo mandaram a clássica Up Roar. Nessa hora, muitos voltaram ao passado e relembraram o ano de 1993, quando o Genocídio lançou seu segundo álbum, Hoctaedrom, e figurou na MTV com o videoclipe dessa música. Foi legal também quando o grupo tocou a crua e cortante The Grave, do homônimo EP Genocídio, que em 2018 está completando 30 anos.
Genocídio
Do ótimo Posthumous (1996) rolou Cloister, música de riffs marcantes. E quem também curte o álbum The Clan (2010), o viu ser representado por Fire Rain e pela própria The Clan. Com sangue nos olhos, o quarteto estava tocando com mais velocidade as músicas que preparou pro set, cortesia de Gil Oliveira, que se encaixou bem ao grupo. E pra engrossar o caldo, em alguns momentos Murillo teve o reforço vocal de Orsi, que mandou bronca nos guturais. Uma das mais viscerais do show foi Kill Brazil, do ótimo penúltimo álbum, In Love with Hatred, de 2013. Apesar de ter sido curta, o público curtiu bastante a apresentação do Genocídio. Prova disso é que, além de a banda ter contado com a plateia fazendo coro em algumas músicas, foi aplaudida por diversas vezes e saiu ovacionada ao final do show, enquanto ouvíamos ecoar a ‘outro’ Somberkkast, faixa que faz parte do mencionado novo álbum. Reconhecimento merecido para um dos principais nomes do nosso metal extremo, que está na ativa há ininterruptos 33 anos, e que é cultuado tanto aqui no Brasil, quanto no exterior.
Nem demorou e em apenas quinze minutos o Excel, um dos nomes mais representativos do crossover californiano, tomou o palco de assalto e mantou a saudade dos fãs do estilo. Surpresa da noite, o grupo de Venice Beach, conterrâneo dos também veteranos do gênero, os igualmente underground Beowülf e No Mercy, além do ícone maior, o lendário Suicidal Tendencies, estava de volta à São Paulo, quatro anos após fazer seu primeiro show em solo brasileiro. E assim como da outra vez, o Excel veio ao Brasil (onde nessa nova ‘gig’ estreou no Rio de Janeiro) sem ter um novo material de estúdio pra divulgar – aliás, lá se vão 23 anos (incluindo o período de inatividade entre 1996 e 2011) desde que esse que é um dos pioneiros do crossover lançou o injustiçado Seeking Refuge, álbum que não foi revisitado no show de sábado. Antes mesmo de o grupo dar início com My Thoughts, a galera da pista comum iniciou uma roda que começou modesta e foi aumentando no decorrer do show. E foi engraçado quando a música já estava rolando e o ex-Alien Ant Farm Alex Barreto (guitarra) tropeçou e quase tomou um tombo, derrubando o pedestal de seu microfone. Na linha de frente, ele, o veterano Shaun Ross (baixo) e o comunicativo vocalista Dan Clements, que fundou a banda em 1983 junto ao ex-guitarrista Adam Siegel e que agora está novamente cabeludo e não mais esbanjando a barba branca que ostentou em sua primeira visita ao país, agitaram o tempo todo.
Excel
O grupo recheou o setlist com músicas de seus memoráveis dois primeiros álbuns, Split Image (1987) e The Joke’s On You (1989), e ensandeceu os fãs com pérolas como Wreck Your World, Your Life My Life, Insecurity, I Never Denied, Social Security e Spare the Pain. Isso sem contar que, pela primeira vez, os paulistanos presenciaram a banda tocando Shadow Winds. Em contra partida, não tiveram a chance de curtir Affection Blends with Resentment, Seeing Insane, Set Yourself Apart e o single de 1989 Blaze Some Hate, que foram tocados da outra vez. Porém, a ausência que mais senti, novamente foi da insana Drive. Mesmo assim, o Excel mandou bem e foi retribuído com vários circle pits. Antes de encerrar, o grupo ainda tocou The Joke’s On You, que não estava programada. Ao se despedir, Clements jogou algumas camisetas ao público na pista. É uma pena que, mesmo tendo feito shows em lugares como Japão e Europa, por exemplo, e excursionado com Cryptic Slaughter, Testament, Overkill, Megadeth, Suicidal Tendencies e outros, o Excel não tenha tido maior reconhecimento na carreira. Talvez a única vez que viu seu nome repercutir foi em 1991, quando pensou em processar o Metallica (embora não tenha levado o caso adiante), ao considerar Enter Sandman um plágio da música Tapping Into the Emotional Void, de Joke’s…, que fora lançado dois anos antes do homônimo álbum da banda de James Hetfield e Lars Ulrich.
Walls of Jericho
Outro que estava de volta a São Paulo, quase uma década depois, era o Walls Of Jericho. E o grupo de Detroit, Michigan (EUA), que esse ano está completando 20 anos de carreira, proporcionou um dos melhores shows do evento. Pergunte até a quem não conhecia o trabalho da banda, que muitos lhe dirão que ficaram impressionados com o que viram. Candance Kucsulain (vocal), Chris Rawson e Mike Hasty (guitarras), Aaron Ruby (baixo) e Dustin Schoenhofer (bateria) seguem na divulgação do quinto álbum de inéditas, No One Can Save You From Yourself (2016), e chegou apavorando com as violentas Relentless e All Hail the Dead, essa do álbum de mesmo nome, lançado em 2004. A qualidade de som estava impecável, mas o que chamou mesmo a atenção era a presença de palco da banda, principalmente de Ruby e bem mais ainda de Kucsulain, que é uma das vocalistas mais insanas que existem no metal mundial atual. Era impressionante ver a atitude dessa falante ‘frontwoman’, que dominava o palco correndo de um lado à outro, discursando entre algumas músicas e cantando com um vozeirão raivoso que deixa muito marmanjo do metalcore no chinelo. E a galera das pistas comum e premium correspondia ao comando de Candance, armando o circle pit em cada música.
Duas das novas, a própria No One Can Save You From Yourself e Forever Militant, deram sequência e, emendadas, caíram muito bem ao vivo. Mas embora a banda ainda esteja promovendo o seu mais recente trabalho, o que acabou sendo mais explorado foi o mencionado segundo álbum All Hail the Dead, que foi revisitado também com as execuções das curtas A Little Piece of Me, Day and a Thousand Years e Revival Never Goes Out of Style. E o grupo não deixou de tocar músicas de seus outros três discos e mandou algumas também de With Devils Amongst Us All (2006), The American Dream (2008) e até mesmo do debut The Bound Feed the Gagged (1999), que foi representado por Playing Soldier Again. No final do show, durante a citada Revival Never Goes Out of Style, que é altamente influenciada pelo hardcore nova-iorquino, Candance e Ruby foram tocá-la, literalmente, nos braços do público. Foi uma apresentação avassaladora em que, além da ótima performance de Candance, também valeu a pena conferir os riffs viscerais da dupla Rawson e Hasty e a pegada precisa de Schoenhofer. Agora cabe lembrar o pessoal do Walls of Jericho, que muita gente ainda aguarda pelo lançamento do DVD Live in South America, que o grupo gravou no show que fez em São Paulo em 2007, na segunda de suas quatro passagens pelo país, e que permanece engavetado.
Arch Enemy
Se os ânimos ficaram exaltados quando Ace of Spades do Motörhead explodiu nos falantes, a coisa ficou ainda mais histérica quando às 21hs, no momento em que a introdução Set Flame to the Night rolava no som mecânico, Daniel Erlandsson surgiu em pé atrás de seu kit de batera. Era a sexta vez que o Arch Enemy tocava em São Paulo e a euforia tomou conta do local – que aquela altura já estava lotado em todas as suas dependências -, quando Erlandsson, Alissa-White Gluz (vocal), Sharlee D’Angelo (baixo) e Michael Amott e Jeff Loomis (guitarras) deram início com The World is Yours, do novo álbum Will to Power (2017). O coro dos fãs foi ensurdecedor, mas foi com o clássico Ravenous, de Wages of Sin (2001), que o chão tremeu. Na sequência, foi a vez de a banda mandar duas do álbum anterior, War Eternal (2014), que marcou a estreia de Alissa, que vinha do The Agonist: Stolen Life e a própria War Eternal. A vocalista ainda divide a opinião dos fãs, tendo em vista que ainda há quem se sinta órfão de Angela Gossow, entretanto, como se viu nessa apresentação, Alissa também tem carisma e sabe comandar o público.
D’Angelo, que em 1996 tocou no Brasil com o Mercyful Fate pela terceira edição do festival “Monsters of Rock” e que atualmente desfruta de ótima repercussão com o magistral The Night Flight Orchestra, projeto que conta também com membros do Soilwork, mostrou o quão fundamental é para o Arch Enemy. Além da competência para segurar a bronca de ter ao seu lado uma dupla do quilate de Amott e Loomis, o baixista forma uma cozinha consistente com o cavalar Erlandsson, além de dar suporte à Alissa, ajudando-a a incitar o público à agitar. Falando na dupla, a ótima qualidade de som permitia ouvir com clareza o trabalho exímio das guitarras, com destaque para os solos bem timbrados (tanto quanto a bateria de Erlandsson). Apesar de comporem belas guitarras gêmeas em algumas das músicas, como na ótima My Apocalypse de Doomsday Machine (2005), que apesar dos efeitos na batera foi uma das mais legais do show e teve Alissa empunhando uma das bandeiras que ornavam o palco, Michael Amott e Jeff Loomis tiveram seus momentos de brilhar. Como na curta instrumental Snow Bound, em que juntos criaram um melancólico, porém belo clima. No bis, Loomis ficou sozinho no palco após Avalanche e fez bonito em seu solo, sem fritar e nem usar de peso na guitarra.
Arch Enemy
Não faltaram hinos como Dead Bury Their Dead, Nemesis, Blood on Your Hands e Will Will Rise, mas teve quem reclamasse a ausência, por exemplo, de Dead Eyes See No Future. Dessa nova fase da banda com Alissa nos vocais, foram tocadas várias músicas, mas as mais impactantes foram You Will Know My Name e As The Pages Burn de War Eternal e First Day in Hell e The Eagle Flies Alone, ambas de Will to Power. Falando em First Day in Hell, que tem certa pegada de Testament atual, foi muito legal e combinou para ela o jogo de luzes vermelhas que alvejava o público. Bacana também nas apresentações do Arch Enemy são os momentos em que o grupo se retira do palco e toda uma atmosfera sombria é criada com as introduções que são disparadas nos falantes, antes de algumas músicas. E foi exatamente dessa maneira, após a emocionante ‘outro’ Fields of Desolation, que a banda se despediu com as também instrumentais Enter the Machine e Vox Stellarum rolando ao fundo. Pra muitos, esse foi o melhor show de todo o evento. E uma coisa é certa, a noite foi das mulheres: Alissa White-Gluz e Candance Kucsulain roubaram a cena!
Arch Enemy
Antes de conferir a tão aguardada atração principal, foi curioso notar que uma pequena parte do público foi embora assim que acabou o show do Arch Enemy. Quem ficou, viu o poder do Kreator, que nem precisou entrar no palco e iniciar a primeira música para que o caos se instalasse nas duas pistas. Bastou começar a rolar a introdução Mars Mantra, que começaram os circle pits! E a coisa ficou ainda mais brutal quando o líder Mille Petrozza (vocal e guitarra) e seus parceiros Jürgen “Ventor” Reil (bateria), Sami Yli-Sirniö (guitarra) e Christian “Speesy” Giesler (baixo) invadiram o palco tocando Phantom Antichrist. Por alguma falha técnica, durante a execução dessa música que faz parte do álbum de mesmo nome, lançado em 2012, houve duas rápidas panes em que por milésimos de segundos todo o som sumiu. Foi um susto, mas, felizmente, nada além disso aconteceu de negativo durante o restante do show. Continuando, o quarteto, que está junto há dezessete anos, atualmente divulga o álbum Gods of Violence (2017), décimo quarto de inéditas do Kreator, e dele a primeira a ser tocada foi Hail to the Hordes, que caiu nas graças dos fãs.
Antes de dar sequência, Petrozza, que se mostrou simpático e agradecido, interrompeu a violência sonora que judiava do pescoço dos fãs e aproveitou a pausa para falar com o público, organizando a destruição que viria a seguir, preparando as pistas para Enemy of God. Nessa, o público foi atacado com chuva de papel picado. Outro efeito legal aconteceu na nova Satan is Real, em que a cada refrão canos de fumaça a frente do palco eram acionados. Interessante notar que com o passar dos anos, várias músicas que o Kreator gravou no novo século também se tornaram hinos, principalmente para os headbangers mais jovens, que não vivenciaram a fase dos anos 80 e 90 da banda. Mas após Civilization Collapse, era hora de o Kreator satisfazer a vontade daqueles que aguardavam por seus antigos hinos. Sob olhares de músicos como, por exemplo, Andreas Kisser, Paulo Jr. e Eloy Casagrande (Sepultura) e Fernanda Lira (Nervosa), e até da esposa e do filho de João Gordo (Ratos de Porão), que assistiam dos camarotes, o Kreator mandou as comemoradas People of the Lie, de Coma of Souls (1990) – aquela que tem a paradinha em que Ventor executa a famosa virada de batera -, e Flag of Hate. E é claro que antes dessa Petrozza inflamou os fãs pedindo diversas vezes para repetirem seu tradicional discurso: “It’s time to raise the flag of hate” – e ele fez isso empunhando a bandeira estampada com a capa do respectivo single.
Kreator
Não houve descanso, durante todo o set o público não parou de agitar na pista em nenhum instante. E tome pedradas: Phobia, Hordes of Chaos (A Necrologue for the Elite) e as novas Gods of Violence e Fallen Brother encerraram a primeira parte do show. Foi difícil enxergar Ventor nesse show, pois durante todo o set havia bastante fumaça no palco. Na volta para o bis, após a introdução The Patriarch, Violent Revolution foi cantada em uníssono. A banda podia ter inserido no repertório hinos como Betrayer, Extreme Agression, Toxic Trace, Renewal, Tormentor, Terrible Certainty e outros, porém, infelizmente, o show chegava ao fim. Pelo menos a despedida veio em grande estilo, com Mille, Ventor, Sami e Giesler fechando a segunda edição do “Liberation Fest” com Pleasure to Kill. Ao som de Apocalypticon rolando ao fundo, o Kreator encerrou o último show de sua turnê sul-americana, que foi a oitava a ter o Brasil na rota. A produção do “Liberation Fest” merece os parabéns por mais uma excelente edição, em que tudo deu certo, desde as questões técnicas dos shows, até o cronograma, o qual os horários foram cumpridos à risca. Fica a nossa torcida para que haja a terceira edição e que venha no mesmo nível das duas primeiras.
2018, em Fortaleza/CE, segue como ano de consolidação para a Liberation Music Company, pois a produtora que em junho de 2017 presenteou os cearenses com os ícones do metal extremo, Amon Amarth e Abbath, retornou em março de 2018 trazendo o Epica em show único e, em setembro, os gigantes do Napalm Death e Cannibal Corpse no mesmo palco. Sem completar dois meses do último evento, os organizadores estão de volta com a perna nordestina da “Liberation Fest Tour 2018”, que chegou com mais dois nomes de referência do metal mundial, Arch Enemy e Kreator.
Fortaleza foi o segundo destino do passeio brasileiro das duas bandas que, no dia 9 de novembro, estiveram no Bar Opinião, em Porto Alegre/RS. Dois dias depois, na capital cearense, o Arch Enemy inicia a noite do evento. O primeiro a surgir foi o baterista sueco Daniel Erlandsson (ex-Brujeria, Carcass e outros), depois veio o outro sueco Michael Amott (Spiritual Beggars, ex-Carcass e outros), seguido pelo restante da banda formada pelo guitarrista norte-americano Jeff Loomis (ex-Nevermore), o baixista sueco Sharlee D’Angelo (Spiritual Beggars, The Night Flight Orchestra, Mercyful Fate e outros) e pela vocalista canadense Alissa White-Gluz, que após a pequena introdução “Set Flame to the Night”, arrepiaram com “The World Is Yours”, relacionadas no último álbum “Will to Power”, de 2017. Como pode observar, o Arch Enemy é como se fosse um “dream team” de múltipla nacionalidade do metal pesado, e suas estrelas são indiferentes a qualquer tipo de arrogância e pretensão, a começar pela comunicativa Alissa que retribuía ao máximo o carinho dos fãs com oratórias, saltos pelo palco e instigação.
Quando sucessos como “Ravenous” de “Wages of Sin” (2201), ou “War Eternal” do álbum homônimo de 2014 eram tocados, o público respondia bem, mas a animação da plateia não se limitava apenas às execuções mais conhecidas, pois em canções menos habituais, as pessoas podiam contemplar a técnica e presença de palco dos músicos que fazem escola nesse quesito. “Fortaleza, você é nossa família e hoje faremos uma grande festa!”, disse Alissa em um de seus diversos momentos de empolgação, a moça é um furacão não apenas no vocal – que por vezes foi ofuscado pelo peso da banda, dando um pouco de trabalho ao técnico de som –, mas na condução completa do show. Enquanto tocavam “My Apocalypse” de “Doomsday Machine” (2005), ela empunhava a bandeira com o estandarte da banda, com todos na pista de punhos erguidos. Após um discurso onde finaliza dizendo que “é muito bom estar aqui com o Kreator, todos vocês são maravilhosos”, Alissa anuncia a próxima: “Agora vamos tocar uma do nosso novo álbum, ‘The Race’”.
O show do Arch Enemy saiu como o esperado, apesar de o início ter sido embaraçoso devido ao volume baixo do microfone, a equalização encontrou seu caminho, havendo muita troca de energia, repertório variado e cheio de ‘temples’ e ‘overdubs’. A raça de cima do palco resultou numa técnica musical de cair o queixo tanto pelos riffs ao vivo, como pela apresentação de solos executados pelos mestres Jeff Loomis e Michael Amott. O set da banda sediada na Suécia terminou com um ‘encore’ mais que selecionado, com as músicas “Avalanche” de “War Eternal”, “Snow Bound” de “Wages of Sin” (2001), “Nemesis” de “Doomsday Machine” e “Fields of Desolation” do ‘debut’ “Black Earth” (1996). Muita coisa será guardada na memória de quem estava neste show, desde os gritos do fã chamando por “Arch Enemy – Arch Enemy!” ao luxo da apresentação que, na maioria do tempo, seguiu isenta de qualquer falha.
Quando Fortaleza estava entrando na rota dos shows internacionais, as primeiras atrações a se apresentarem por aqui foram Gamma Ray e Helloween em abril de 2008, Nightwish em novembro do mesmo ano e, em 2009, a coisa “desandou” de vez com Motörhead em abril e Kreator e Exodus em outubro. Depois disso a cena alencarina nunca mais seria a mesma. De Chuck Berry e Paul McCartney a Cannibal Corpse e Napalm Death, todos já bateram ponto na famigerada “Cidade da Luz”. Mas para o Kreator, como mencionado agora há pouco, a dose foi repetida. Há quase nove anos de sua primeira visita, a banda alemã que influentemente alicerçou cenas undergrounds pelo mundo inteiro, inclusive no Brasil, trouxe um repertório tão variado que diversos clássicos tocados na última visita, como “Choir of The Damned”, “Terrible Certainty”, “Betrayer”, “Extreme Aggression” e “Tormentor”, ficaram de fora nesta turnê. Aqui no Complexo Armazém, a banda alemã iniciou os trabalhos com a intro “Mars Mantra” que, assim como no álbum “Phantom Antichrist” (2012), abre para a faixa título do CD, que também foi a primeira do ‘set’. Show de thrash metal é sempre uma grande emoção, ainda mais quando o anfitrião é um grupo do calibre do Kreator. Os fãs não paravam de ecoar o nome da banda em todos os curtos intervalos. Mille Petrozza (guitarra e vocal), Sami Yli-Sirniö (guitarra), Christian “Speesy” Giesler (baixo) e Jürgen “Ventor” Reil (bateria) mostravam de cima do palco a excelência da arte musical, mas lá embaixo na pista, o público complementava o show com seu mosh monstruoso regado a muitas rodas. “Hail to the Hordes” do álbum de divulgação “Gods of Violence” (2017) foi a seguinte e teve boa receptividade, mas não tanto quanto “Enemy of God”, do álbum homônimo de 2005, que está em transição para virar clássico. “Já faz muito tempo que estivemos aqui, mas se tem uma coisa que ficou em nossa memória, foi o grande ‘pit circle’ que só vocês sabem fazer”, relembrou Mille, que conduziu um grande “wall of death” com os envolvidos muito empolgados.
O espetáculo seguiu com outra do novo álbum, “Satan Is Real” e mais uma de “Phanton Antichrist”, “Civilization Collapse”, mas quando chegou em “People of the Lie” de “Coma of Souls” (1990) a explosão de sentimentos inundou o coração do headbanger mais “tiozão”. Depois de fazer uma cena com o público, reclamando que a energia da plateia parecia acabar, e é claro que ele falava isso num sentido bem satírico, Mille, segurando a mesma bandeira ilustrada na capa do EP “Flag of Hate” (1986), pedia para que todos exclamassem o nome da música, que também está presente no primeiro álbum “Endless Pain” (1985). Se em “Peolpe of the Lie” os “tiozões” marejavam os olhos e sangravam os ouvidos, em “Flag of Hate” passaram mal de vez! Tomado também pela emoção, o “frontman” do Kreator não hesitou em dizer que nutre muito sentimento pelo Brasil. Após a execução desses dois clássicos absolutos da banda, “Phobia” do mediano “Outcast” (1997) proporcionou a alguns, tempo suficiente para comprarem suas cervejas, mas aqueles fãs mais ‘die hard’ ficaram na pista gritando o refrão “Phobia!” no volume máximo da voz, enquanto explosões de fumaça assustavam quem estava mais próximo do palco.
Um dos momentos mais legais e hilários da noite, foi quando após a execução de “Gods of Violence” o vocalista abre no palco a bandeira do time de futebol Fortaleza, campeão da série B do campeonato brasileiro deste ano, só que, entre os aplausos, vaias se levantavam, pois não sabia o músico com cara de surpresa que, pelo menos neste local, a torcida do arquirrival Ceará era maior. Enfim, apesar da “má educação” descontraída dos alvinegros o artista não ligou, dobrou a bandeira, a pôs no bolso da calça e não tirou-a até terminar o show que continuou com “Hordes of Chaos (A Necrologue for the Elite)”, do álbum “Hordes of Chaos” de 2009 e a última da noite, “Fallen Brother”, presente no álbum de divulgação.
No bis, a introdução “The Patriarch” trazia a poderosa “Violent Revolution”, do álbum de mesmo nome lançado em 2001, e o megaclássico “Pleasure to Kill”, do também homônimo álbum de 1986. Nem preciso dizer que nesta hora o perímetro do Armazém tremeu, e o “tiozão” que passou mal em “Flag of Hate”, nesta morreu de vez! Depois deste frenesi, o Kreator se despede ao som mecânico de “Apocalypticon”, introdução que abre o CD “Gods of Violence”. Agora sim, a “Liberation Fest Tour 2018” em Fortaleza, é encerrada. O headbanger nordestino mais uma vez foi presenteado com um show de organização da Liberation M.C. e Gallery Productions (produtora local que cuidou da estratégia do evento), e não podemos deixar de mencionar o apoio da Ultimate Music Press, que sempre garante a presença da ROADIE CREW nos eventos que faz assessoria. Os outros dois shows promovidos pelas bandas foram sensacionais e serão lembrados para sempre em nossas mentes e corações. Foi um domingo cheio de harmonia, amor pelo metal e respeito ao próximo. Parabéns!
Oriundo de Maceió, esta banda vem em sua trajetória se tornando um exemplo de determinação e foco, nunca deixando de lado seus princípios e sua forte ideologia. Durante anos a banda vem se destacando no necro-underground subterrâneo e que esse ano comemora mais uma conquista, o seu novo álbum Anonymous the Curse of Lammashta em uma iniciativa ousada e muito incomum aqui no Brasil. Para sabermos mais sobre a carreira destes guerreiros convidamos o vocalista/baixista Doom Borges e o fundador da banda Borghyers Infamael que travaram uma luta constante para sobrepujar todas as dificuldades encontradas.
Em nossas conversas, Doom, você me falou que sempre foi um admirador do Lammashta e que acompanha a banda desde o início. Você poderia nos relatar como surgiu a banda?
2002 – Excommunicate Soul “Demo”
Doom – Em primeiro Eden, obrigado pelo espaço de divulgação e oportunidade da entrevista! Isso mesmo, lembro de meu primeiro contato com a banda em 2002 na cidade de Maceió quando dividimos palco em um evento. Quando escutei a demo “Excommunicate Soul” fiquei muito surpreso pela brutalidade e pelas texturas musicais, desde então passei a manter contato e acompanhar os lançamentos da banda. A banda Surgiu no ano de 2001 com a extinção da banda Kavy.
Logo no ano seguinte a sua formação a banda divulga sua primeira demo, Excommunicate Soul, como foi a reação do público referente a este primeiro registro da banda?
Infamael – O reconhecimento foi imediato e favorável, porém por não ter sido um processo de divulgação inclusivo por falta até de intimidade com o processo de divulgação no cenário da época e pela quantidade inferior de cassetes confeccionadas, um público seleto adquiriu esse material demonstrando e manifestando plena satisfatoriedade. Portando mediante ao reconhecimento instantâneo a proposta da banda estava se consolidando e intensificando. Trazendo respaldo e legitimidade no cenário.
Quando conheci de fato o Lammashta, foi quando estive em Maceió em meados de 2003 e conheci o Diego que na época trabalhava em uma loja especializada e nessa visita a loja, ele me passou a demo Spiritual Immolations. Fiquei muito impressionado com o som de vocês na época e a partir daí comecei a acompanhar de perto a carreira da banda. Essa demo foi o trabalho que deu mais visibilidade para banda na época? Como foi a divulgação desta demo?
Infamael – Para ser sincero o Spiritual Immolation trouxe de certa forma uma significativa visibilidade sim, em especial pelo contraste das composições evidenciadas na demo, contudo tal campanha da demo foi potencializada a partir das apresentações ao vivo de certa forma bem peculiares, atraindo atenção dos apreciadores de metal extremo, principalmente por conta do discurso e performances enérgicas nos palcos. Resultando numa massifica aceitação desta demo.
Depois de 4 anos vocês lançaram o primeiro álbum, Anonymous, como foi toda concepção deste trabalho?
Infamael – Diferentemente dos anteriores, apesar de todo cuidado e maturidade nas composições junto à contextualização, esse material não atingiu resultados esperados na época, no sentido de aceitação. Porém toda intenção e concepção foram atingidas, fazendo com que percebêssemos mudanças evolutivamente significativas no processo de composição deste álbum junto à ascensão intelectiva, musical e individual dos integrantes frente às características do álbum. Visto que tínhamos como intenção um redirecionamento da temática abordada e novos contextos.
2007 – Anonymous “Primeiro Álbum”
Esse CD saiu de forma independente, vocês que decidiram lançar por conta sem o envolvimento de algum selo?
Infamael – Certamente. Tínhamos um pouco de pressa, pois aguardamos um período substancial levando em consideração a situação estrutural e organizacional da banda naquele estágio. Logo decidimos fazer um a um os exemplares do Anonymous, pois até então não tínhamos resposta nem interesse de ninguém naquela altura.
Mesmo tendo sido lançado de forma independente, a distribuição foi como esperada?
Infamael – Por julgar um disco mal compreendido por alguns naquele período, e com muitos aspectos supostamente desconstitutivos, de forma alguma a distribuição foi como esperávamos. Apesar de todo nosso legítimo entusiasmo, a distribuição foi até certo ponto muito rudimentar e seletiva, poucos exemplares foram difundidos. Apenas os apreciadores, simpatizantes do metal extremo e pessoas próximas e excêntricas adquiriram esse material. Mais nem por isso abandonamos a campanha proposta por nós durante determinado período. Prosperamos bastante por conta desta experiência.
E em 2009 vocês com muita força de vontade, lançaram o EP Rationality And Intolerance também de forma independente. Quais foram as maiores vantagens e desvantagens ao lançar seus trabalhos por conta própria?
Doom – Eu acredito que lançar de forma independente deixa a banda mais livre e no controle quanto ao processo criativo e repasse dos materiais, porém vejo a desvantagem na logística de distribuição. Os custos de envio dos materiais pelo correio são altos para uma banda underground então quando se tem alguém ou algum selo como parceiro há uma divisão de “tarefas” o que facilita a distribuição de materiais e melhor divulgação.
E ainda falando do EP que contem três músicas, vocês têm em mente pro futuro o plano de relança-lo para todos que ainda o procuram?
Doom– No momento isto não é pauta para banda digamos, pois estamos nos passos iniciais para compormos um novo disco inédito e focando nisto, mas evidente que se alguém se interessar por ele podemos providenciar sem problema.
Depois de todos esses anos de luta em prol do underground, vocês atacam em 2014 com segundo álbum The Pandemonium Begins Here ainda de forma completamente independente. Não houve nenhum interesse por parte dos selos para esse lançamento?
Infamael– Em todo decorrer de 2014 não houve nenhuma manifestação de interesse por parte de selos, grupos, aliança etc. E seguramos bastante antes de tomar qualquer tipo de decisão precipitada relacionada ao lançamento independente. Só então num período de descrença resolvemos aos poucos distribuir artesanalmente o material gravado, foi quando então finalmente chegou às mãos certas e a aliança foi firmada, fazendo com que atingíssemos nosso objetivo até então.
É um trabalho muito bom e que ao adquirir fiquei surpreso por ser independente. Em algum momento vocês não pensaram em montar um próprio selo?
Doom – De fato o álbum Pandemonium tem qualidade bem aceitável em termos de produção sonora mesmo sendo todo gravado em casa e com poucos recursos. Veja Eden, devido a questões financeiras e de prioridades não seria vantagem para os membros enveredar neste caminho de montar um selo. tiraria o foco da banda.
2014 – The Pandemonium Begins Here “Segundo Álbum”
Depois de muito tempo fiquei sabendo que o Diego, um dos fundadores da banda, saiu do Lammashta. Qual foi o motivo que o fez sair?
Infamael – Tomarei a liberdade de reorganizar esta informação. Veja, eu quando resolvi terminar nosso antigo projeto antes do Lammashta, o fiz por inconsistência de critérios causados por antigos envolvidos. Logo com o engrandecimento e consolidação de princípios singulares necessários para constituir essa esfera, resolvi fundar o Lammashta sob uma nova égide. Então a coisa foi restabelecendo, amadurecendo, consolidando e tornando uma banda com princípios coerentes e determinados. Então quando conseguimos atingir tais propostas ao decorrer dos anos durante nossa trajetória, alguns dos membros já não mais se identificavam com a organização mantida por anos, foi quando por motivos de incompatibilidade e auto-reconhecimento, alguns membros, incluindo Diego, decidiram se ausentar do Lammashta. Foi quando ele, através de sua sinceridade e auto-reconhecimento, encontrou o momento mais adequado pra se desligar da banda.
E em 2016, Doom, você se integra a banda mesmo morando em outro estado. Como surgiu essa oportunidade de estar à frente do line-up?
Doom – Com a saída do Diego após o lançamento do EP “Rationality And Intolerance”, no ano de 2011 houve contatos a respeito de minha entrada na banda, cheguei a receber letras e as tablaturas de baixo para ir treinando as músicas, porém eu estava envolvido em muitas atividades pessoais e com outras bandas o que estava tomando muito meu tempo, então acabou não rolando. Porém no ano de 2016 o Lammashta foi convidado para um evento aqui onde moro, e continuava sem vocalista e baixista. Então topei o desafio de memorizar todas as letras do set list do show para fazer o Vocal, e o Sandro um colega de longa data da banda tocou baixo. Após o show o Infamael propôs que eu voltasse a tocar baixo e cantar para facilitar a logística de possíveis novos shows ao vivo, topei o desafio e acabei efetivando na banda.
E como mencionado acima, você mora em Aracajú no estado de Sergipe que é vizinho do estado de Alagoas, mas mesmo assim outro estado. Como tem sido para você estar nos ensaios e cumprido a agenda da banda devido à distância?
Doom– Não é algo fácil realmente, pois eu tenho família, um trabalho fixo que toma muito o meu tempo, fora as outras bandas que toco. Porém a tecnologia facilita em termos de decisões internas da banda e troca de informações o que é diferente da época das cartas, há o fato da banda ter os materiais lançados então posso treinar em casa mesmo sozinho acompanhando o CD, porém em algumas ocasiões preciso ir até Maceió para ensaiarmos em conjunto e melhorar o entrosamento, principalmente quanto tem algum evento em pauta. Até o momento tem funcionado bem desta forma, mesmo com todas as dificuldades o amor ao Death Metal fala mais alto. Salve o metal da morte!!!
Edyskull, Foto por: Thiago Warfiled
Após a sua entrada é notório que houve uma evolução na sonoridade da banda. A proposta de implementar novos elementos à música do Lammashta partiu de você ou foi uma evolução natural?
Doom – Acredito que de forma natural, o Edyskull e o Infamael são excelentes músicos, dedicados e que sempre estão aprimorando suas técnicas, eles são os principais responsáveis pela estrutura musical da banda, mas evidente que tenho minha forma de compor as letras e encaixa-las nas músicas, sou meio paranoico com a métrica dos vocais na música bem como o cuidado com as palavras e refrãos, e isso acaba alterando um pouco como a banda está soando atualmente, mas creio que as pessoas que acompanham a banda facilmente identificam características bem marcantes que permanecem fiéis como: a variação de andamentos em mid tempo, blast beats, climas densos e mórbidos.
2018 – Anonymous the Curse of Lammashta “Terceiro Álbum”
E este ano já com você assumindo a dois anos o baixo e o vocal, é lançado o mais novo trabalho, Anonymous, The Curse Of Lammashta sob as assinaturas dos selos Sociedade dos Mortos e Pictures From Hell Distro. Como surgiu a parceria destes grandes selos para este lançamento?
Doom– Quando eu entrei na banda a parceria já havia sido firmada entre os envolvidos, e encaro o relacionamento com os selos como se fizessem parte interna da banda, eles foram peças fundamentais para que esses 2 discos. O Pandemonium e o Anonymous, tornassem realidade.
Este novo trabalho é realmente um lançamento ousado e até inédito, pelo menos pra mim, já que se trata de uma completa releitura do primeiro álbum lançado em 2007, com suas músicas reescritas até mesmo nas letras. De quem partiu essa ideia? Como a banda reagiu a essa proposta?
Doom – Realmente as letras tiveram que passar por uma reestruturação completa para que atingisse um patamar acima do tinha sido feito anteriormente, algumas foram feitas do zero e outras aproveitei os conceitos abordados e os temas. A essência de repugnância e ódio a hipocrisia dogmática as instituições religiosas, assim como o conceito de pós apocalipse e destruição de tudo que existe permanecem evidentes nesta “reconstrução” digamos.
Você ficou satisfeito com o resultado? Afinal você deu seu toque e reconstruiu as músicas mais antigas. Inclusive você tinha me falado que adicionaram uma música antiga e que ainda era inédita. Nos fale também sobre essa música…
Doom – Sim, ficamos muito satisfeitos com o resultado no geral do “Anonymous The Curse of Lammashta”, há muita nitidez e clareza nos riffs, na bateria e nos vocais, o Infamael fez um trabalho excelente de produção mixagem e masterização. A música “Destroy de Dogmas of Centuries” é uma antiga música chamada “Black Side” da banda Kavy, essa música foi reestruturada e ficou bem diferente da composta originalmente. Compus uma nova letra e deixei a voz dela propositalmente mais densa, carregada e mórbida. É uma música muito representativa pois se trata de uma das primeiras composições dos membros banda.
E voltando a falar dos selos envolvidos neste lançamento, como tem sido a divulgação e distribuição deste material? Está tudo dentro do esperado?
Doom– Sim, com certeza o Gleison do Sociedade dos Mortos e o Santiago do Pictures from Hell tem feito trabalho muito importante em divulgar a banda fora do país entres os seus contatos, sem o apoio deles os 2 discos Pandemonium e o Anonymous não teriam sido lançados de forma tão rápida, fora a questão financeira que pesa muito para banda fazer de forma independente e arcar com todos os custos sozinha.
E ainda falando da divulgação, como estão sendo os shows para promoção deste novo trabalho?
Doom– Fizemos poucos shows, não é o ideal, mas temos buscado com esse novo lançamento divulgar mais a banda para que desperte maior interesse de produtores de outras cidades. Temos consciência dos custos e logística para se organizar eventos, bem como a distância entre as cidades encarece a participação da banda em eventos em outras regiões. Mas aproveitamos para informar que estamos aberto a propostas de shows.
Falando sobre a mensagem lírica da banda, quais são os temas abordados nas suas composições? Quais as principais influências dos membros?
Doom – Abordamos temas de morte, pós apocalipse, guerra, blasfêmia e heresia. Há uma preocupação da banda com esta questão lirica, estamos a bastante tempo nesta luta e vigilantes sobre as mentiras e a hipocrisia de uma sociedade de maioria cristã que impõe preceitos e conceitos que não são condizentes com a verdadeira vontade do indivíduo pensante. A maioria da sociedade não passa de rebanho que segue falsos profetas e promessas, massa de manobra para a mídia e para quem está no poder. Nossas letras são um reflexo atual de tudo isso, ou mesmo uma profecia de caos generalizado, guerra, destruição e morte onde toda a estrutura de mundo como conhecemos vire cinzas e nada mais como conhecemos exista. A letras são atos de heresia, de negação e rebelião contra todo um sistema de hipocrisia e falácia.
A capa do álbum é muito interessante e sua contracapa também, nos fale, por que a escolha dessas imagens para representar este lançamento no visual gráfico?
Doom – Elas representam o conteúdo lírico do disco, além de todo o nosso ódio aos dogmas do cristianismo, do “sistema social” são uma representação do medo que a “massa” tem do pecado, da morte, de não se adequar aos padrões.
Hoje temos o Lammashta como um trio, você diria que hoje essa é a formação definitiva da banda? Quais suas impressões sobre a formação atual da banda?
Doom – Não diria que seja o definitivo, para o momento tem suprido as atividades da banda mas há músicas que necessitam de 2 guitarras principalmente ao vivo por conta das melodias e de solos e temos discutido sobre isto, no caso sobre a inclusão de um segundo guitarrista.
A cena underground de Maceió não é muito divulgada, ao contrário da cena de Aracajú a qual conhecemos grandes bandas como Mystical Fire e Scarlet Peace. Vocês têm alguma ou algumas bandas da cena de Maceió para nos apresentar?
Doom – Talvez eu esteja preso no passado a esse respeito, pois lembro de bandas como Solv et Coagula (Black Metal) e o Goreslave (Death Metal) que cheguei a vê-los tocando ao vivo, como as minhas idas a Maceió são muito corridas e não tenho contato com outros brutais guerreiros e não tive ainda a oportunidade de ir a algum evento recente na cidade, infelizmente vou ficar devendo algo a este respeito.
Já que estamos falando deste assunto, qual a sua visão a respeito da atual cena brasileira?
Doom – Após meados da década de 2000 houve um avanço nas questões de recursos tecnológicos disponíveis, e uma maior acessibilidade destes pelo underground. Temos várias bandas lançando materiais dignos e bem elaborados nos vários estilos dentro do metal que não deve nada as bandas gringas. Porém eu sinto falta de uma melhor estrutura de eventos para que as bandas possam demonstrar seus trabalhos, mas é evidente que as questões financeiras no geral tanto para produtores quanto para o público são desfavoráveis, o que inviabiliza um “circuito” de shows no Brasil como acontece na Europa e Estados Unidos por exemplo.
Nobres Doom Borges e Infamael, muito obrigado por ceder o tempo de vocês para essa entrevista, espero vê-los em breve por aqui. Um fortíssimo abraço e as últimas palavras são suas…
Doom – Ficamos muito agradecidos pelo interesse e pela oportunidade de divulgarmos nosso trabalho. Agradecemos a todos que adquirem nosso material e que vão aos nossos shows. Abraço a todos e que a escuridão esteja conosco!
Infamael – Foi uma honra poder esclarecer os pontos abordados, obrigado pela entrevista!!
Segue a abaixo com exclusividade a Lyric Video da música Transmutation, lançado hoje, faixa pertencente ao novo álbum Anonymous the Curse of Lammashta. Confira!
Novamente com produção da web rádio Rock Freeday, o ex-Black Sabbath, Heaven and Hell e Dio Vinny Appice retornou ao Brasil – país que ele adora visitar. Se em junho de 2015, data de sua última passagem por território verde e amarelo, o músico novaiorquino que em 18 de janeiro de 2017 foi induzido ao Hall of Heavy Metal History por sua contribuição como baterista, esteve em diversas cidades fazendo workshops, dessa vez colocou em sua agenda São Paulo, Santo André (SP), Botucatu (SP), Campinas (SP) e Belo Horizonte (MG) para realizar shows de celebração ao clássico álbum que marcou sua estreia no Sabbath, substituindo à Bill Ward: o ótimo Mob Rules. Para acompanhá-lo na “Mob Rules Brazil Tour 2018”, em que iria mostrar ao público as músicas que gravou em 1981 no clássico décimo álbum de estúdio do Black Sabbath, junto aos geniais Tony Iommi, Geezer Butler e Ronnie James Dio, Appice contou com um trio de estrelas da música pesada nacional, formado pelo vocalista Nando Fernandes (Sinistra, ex-Hangar e Cavalo Vapor), o baixista Fernando Giovannetti (Armored Dawn, ex-Karma e Aquaria) e o ex-guitarrista de Dr. Sin, A Chave do Sol, Tork e Anjos da Noite, Edu Ardanuy – exceto em Belo Horizonte, onde no dia 18 o baterista terá ao seu lado a veterana banda Concreto.
No show realizado na capital paulistana na última quinta-feira de feriado nacional do dia da Proclamação da República do Brasil, Vinny Appice foi recebido por um bom público no bom e velho Manifesto Bar. Após entrada triunfal, Appice, Fernandes, Ardanuy e Giovannetti foram ainda mais ovacionados pelo público quando começaram a tocar a eletrizante Turn on the Night. Você leitor que não esteve presente, deve estar pensando que o repertório seguiu a mesma sequência de Mob Rules. Entretanto, apesar de o quarteto ter iniciado a noite com a mesma música que abre o álbum, a ordem do repertório era aleatória. E foi um deleite para os ouvidos ouvir temas incomuns como Country Girl, Slippin Away e a intensa Fallin Off the Edge of the World, bem como a aguardada The Mob Rules e a forte Sign of the Southern Cross, ainda mais sob o groove de pegada pesada e com classe de Vinny Appice.
Edu Ardanuy
Além do dito álbum, já era esperado – conforme previamente informado pela produção -, alguns clássicos que Appice gravou na carreira solo de seu saudoso amigo Dio. E não teve quem não cantasse e vibrasse com as marcantes Holy Diver, Stand Up & Shout e Rainbow in the Dark, de Holy Diver (1983) e We Rock, do também impactante The Last in Line (1984) – Pena não ter rolado a própria The Last in Line. Impressionou notar o quão entrosados os músicos estavam. As performances individuais do trio brasileiro fizeram juz à escolha de cada um deles para essa missão ao lado de Appice, músico que também tem em seu currículo, trabalhos gravados com Kill Devil Hill, Rick Derringer, Axis, World War III, 3 Legged Dog, Resurrection Kings, Last in Line e outros, e que em 2017 lançou com seu irmão mais velho, o também influente baterista Carmine Appice, o álbum Sinister. As músicas do Sabbath e do próprio Dio gravadas na voz do respeitado baixinho caíram bem para a do carismático Nando, que cantou todas com a facilidade que só um cara com o seu talento é capaz – e olha que até War Pigs, da fase com Ozzy Osbourne, ficou legal. Também era espantosa a segurança e a destreza com que as linhas de baixo eram executadas por Giovannetti, que sentava o dedo, dispensando o uso de palheta. Já Edu Ardanuy… Bem, quem o conhece como guitarrista, sabe o quão absurdo é o que ele faz nas seis cordas. E como se não bastasse o peso que distribuiu nos riffs, Edu foi cavalar nos solos, principalmente no de Rainbow in the Dark, que foi de arrepiar.
Voltando a falar de Appice, músico que foi prodígio ao começar a tocar aos nove anos de idade e que aos dezesseis trabalhou para ninguém menos do que o falecido ex-Beatles John Lennon, no auge de sua carreira era conhecido por utilizar kits monstruosos de bateria. No show, ele mostrou que mesmo hoje em dia preferindo “arsenais” mais modestos em termos de quantidade de peças, ele não perdeu a mão. Isso ficou claro, inclusive, no solo que fez na metade do set. E por falar em sua performance e também em tamanho de instrumento, vale a pena conferir o solo de quase oito minutos que Vinny, autor do livro/método Rock Steady: A New Drum Method (1984), faz em uma gigantesca bateria no vídeo instrucional Hard Rock Drumming Techniques, que lançou em 1987.
Nando Fernandes
Nesse seu show mais recente, Vinny Appice reservou algumas surpresas para os fãs. Além de tocar alguns hinos do Black Sabbath que foram originalmente gravados por Ward, contou com outros músicos brasileiros, como convidados. O primeiro a ser chamado ao palco foi o líder do Sepultura Andreas Kisser, que entrou empunhando uma guitarra Gibson modelo SG, obviamente homenageando o pai dos riffs, Tony Iommi. Agora tente imaginar o quão espetacular foi presenciar Heaven and Hell sendo executada por uma dupla como Kisser e Ardanuy! Animal, não é mesmo? Agora pense o quão brutal ficou Neon Knights com os dois sendo acompanhados por uma terceira guitarra, comandada pelo ex-Korzus Sílvio Golfetti. Na mencionada Rainbow in the Dark, rolou um duo entre Fernandes e Marcelo Saracino, vocalista do Heaven & Hell Dio Tribute, que além de mandar bem cantando, imitava os gestuais de Ronnie Dio.
Vinny fazia questão de anunciar algumas músicas e antes de apresentar Voodoo, disse que essa de Mob Rules é a favorita de Iommi. O encerramento do show com Children of the Sea ficou muito bonito com o público cantando o refrão. Ao final dessa, Appice se juntou aos músicos na beira do palco para cumprimentar o público. Mas atendendo aos pedidos de “one more song”, Appice reassumiu seu posto e, sem Ardanuy, mas com Kisser e Golfetti nas guitarras, se despediu com Paranoid (que não estava programada), que terminou com a inserção do refrão de Heaven and Hell, que foi finalizado de maneira um pouco enroscada.
Andreas Kisser
Só não dá para dizer que Mob Rules foi tocado na íntegra, porque faltaram a sinistra instrumental sem bateria E5150 e a cadenciada Over and Over. Ainda assim, foi muito bacana reencontrar Vinny Appice, que no especial da ROADIE CREW sobre os “60 Pesos Pesados da Bateria”, que fora lançado em comemoração à nossa edição #200, em setembro de 2015, ficou em sexto lugar na lista que consistiu do voto de mais de 200 eleitores (bateristas, jornalistas, radialistas, produtores e personalidades em geral), que tiveram como missão, cada um, listar os seus dez bateristas de todos os tempos. Torço agora para que Vinny Appice retorne ao Brasil, se possível para celebrar da próxima vez o outro grande álbum de estúdio que gravou com o Black Sabbath, o qual considero o melhor da carreira da banda: o estrondoso, Dehumanizer.
O nome primordial da cena prog metal mundial, o QUEENSRŸCHE lançará seu novo álbum, The Verdict, em 1º de março de 2019, pela Century Media Records. O próximo lançamento da banda foi produzido, mixado e masterizado por Chris “Zeuss” Harris (ROB ZOMBIE, ICED EARTH, HATEBREED) no Uberbeatz em Lynwood, Washington; Planet-Z em Wilbraham, Massachusetts; e Watershed Studio em Seattle, Washington. Pré-encomendas e formatos serão anunciados em breve.
Uma nova música intitulada Man the Machine está disponível abaixo.
“Estou extremamente orgulhoso do que conseguimos realizar neste disco”, afirma o vocalista do QUEENSRŸCHE, Todd La Torre. “A dedicação implacável e o trabalho árduo de todos os envolvidos foram muito recompensadores. Estou animado e ansioso pela hora em que ele não pertencer mais somente a nós, mas ao mundo. Esperamos que todos vocês gostem de ouvir tanto quanto gostamos de fazê-lo!”
O guitarrista Michael “Whip” Wilton acrescenta: “The Verdict é o disco mais metal e mais progressivo que fizemos há muito tempo. Eu não poderia estar mais animado para todo mundo ouvir isso”.
Mais cedo neste ano, Todd falou sobre a direção musical do novo álbum com a ‘Eclectic Arts’, dizendo: “Eu estou adorando. É muito divertido. Eu tenho escutado ele constantemente. Eu acho que tem mais músicas rápidas nesse álbum do que no último”.
“Eu me lembro do último, quando estávamos fazendo a lista de faixas, foi, tipo, ‘Ok, precisamos de outra música rápida’”, continuou ele. “E nós ficamos, tipo, ‘Oh, nós não temos uma’. Então não havia tantas músicas em ritmo acelerado quanto nós gostaríamos, mas nós meio que escrevíamos músicas, e seguíamos adiante. Mas esse álbum tem, eu acho, mais músicas nessa direção. Eu acho que há elementos que são mais progressivos – algumas assinaturas diferentes de tempo. É um álbum bom, temos experimentado algumas faixas e, até agora, estamos muito felizes com a direção que esse álbum tomou. E mal posso esperar para ver as pessoas ouvirem isso”.
Questionado sobre quais outras diferenças os fãs podem esperar ouvir no próximo álbum do QUEENSRŸCHE, em comparação com seu antecessor, Todd disse: “Há algumas faixas lentas, assombrosas e legais nesse álbum. Como eu disse, há elementos mais progressivos neste álbum, eu acho… Certamente mais do que no último. A música Condition Hüman foi meio que progressiva nos padrões do QUEENSRŸCHE, então há alguns desses elementos acontecendo. Conteúdo realmente bom para as letras – elas são instigantes. Nunca tentei dizer a ninguém o que pensar, mas sim para que pensem. Mais uma vez, muito disso lida com coisas que estão acontecendo no mundo, com as quais todos podem se identificar e se relacionar. Eu tentei algumas acrobacias vocais realmente boas nesse álbum. Não há uma tonelada de vocais altos, mas há alguns vocais altos nele. Quer dizer, para mim, soa como um grande álbum do QUEENSRŸCHE. Mas você nunca sabe, até que o disponibilize para todos, e então ele não é mais seu, não mais”.
Depois de uma apresentação espetacular em maio, o Angra, ainda colhendo os frutos de aclamado álbum “ØMNI”, retorna ao Rio de Janeiro junto com “os filhos do Deus Metal”, o Massacration; e os duendes mineiros e ícones mundiais do metal céltico, Tuatha de Danann. A apresentação acontece no próximo dia 23 de novembro, sexta-feira, na Fundição Progresso, para apresentar ao público carioca a boa fase das três bandas, que tocarão antigos e novos sucessos de suas carreiras.
Serão shows especiais, com o tempo de duração completo (nada de set reduzido como em grandes festivais!) em uma oportunidade única de ver três grandes nomes do cenário brasileiro em ação conjunta. Algo que dificilmente se repetirá.
A banda Heaven’s Guardian apresenta uma prévia da edição e versão da música Screams of 1964, gravada com a Orquestra Sinfônica Jovem de Goiás, no Teatro Goiânia em junho de 2018.
A música é parte do DVD de 20 anos da banda, que será lançado em Dezembro.
Divirtam-se e inscrevam-se no nosso canal para receberem mais novidades sobre esse grande lançamento!
O videoclipe oficial de By the Numbers, nova música do 12º álbum de estúdio dos veteranos do METAL CHURCH, Damned If You Do. pode ser visto abaixo. A música é a quintessência do METAL CHURCH, e mostra o som que conquistou os fãs da banda ao redor do mundo, com seus riffs de guitarra, bateria agressiva e vocais instantaneamente reconhecíveis.
Damned If You Do será lançado em 7 de dezembro pela Rat Pak Records. O trabalho também estará disponível na Europa via Nuclear Blast e no Japão via King Records. O novo lançamento é o sucessor de XI de 2016, que viu o retorno do lendário vocalista Mike Howe.
O vocalista, Mike Howe, comenta o primeiro videoclipe do novo álbum, para a faixa que dá nome ao disco, lançado no mês passado: “Espero que os fãs gostem deste primeiro vídeo, ele realmente define o tom para o álbum inteiro. Estamos fazendo o nosso melhor para manter o metal vivo, no estilo METAL CHURCH. Malditos de nós se não o fizéssemos!”
O baterista Stet Howland acrescenta: “Desde a minha primeira audição da demo de Damned If You Do, eu fiquei impressionado. Da introdução de Mike ao riff de guitarra de Kurdt [Vanderhoof] até o refrão contagiante, eu fui fisgado! Eu não poderia estar mais animado”.
Damned If You Do será lançado no dia 7 de dezembro pela Rat Pak Records. O trabalho também estará disponível na Europa via Nuclear Blast e no Japão via King Records.
Vanderhoof comenta: “Eu sinto que este álbum é uma declaração muito poderosa sobre o que o METAL CHURCH sempre foi. Um disco de metal antigo e agressivo, mantendo um nível de musicalidade e sensibilidade melódica”.
A banda holandesa WITHIN TEMPTATION lançou o ‘lyric video’ oficial de Raise Your Banner, novo single de seu próximo álbum de estúdio, Resist. A faixa apresenta uma participação especial do vocalista do IN FLAMES, Anders Fridén.
Em setembro o WITHIN TEMPTATION havia divulgado o vídeo oficial para o primeiro single de seu novo álbum, The Reckoning, que contou com a participação especial do vocalista do PAPA ROACH, Jacoby Shaddix.
“Ele é muito divertido!”, disse a vocalista Sharon Den Adel sobre o Shaddix para a Metal Hammer. “Ele é divertido de se estar por perto. Depois que ele gravou sua parte, ficou tipo ‘vocês são tão bons – vocês estão aí há 20 anos, e com essa música, você estarão aí por ainda outros 20”.
Resist será lançado em 14 de dezembro. É o primeiro lançamento da banda pela Spinefarm Records, selo especializado em hard rock da Universal Music Group.
Resist também contará com Anders Fridén, do IN FLAMES, e Jasper Steverlinck, do ARID, como convidados especiais nos vocais.
Resist marca uma partida do passado do WITHIN TEMPTATION. O disco conta com 10 faixas que potencialmente podem se tornar hinos, impulsionadas por grandes melodias e ganchos obscuros. Traz uma visão futurista do metal para o jogo – tanto instrumental como tematicamente.
“Resist é um verdadeiro marco para nós. Se não fosse por Resist, o WITHIN TEMPTATION não estaria mais aqui”, declarou a banda.
“Com este disco, nós nos inspiramos na música moderna e demos para ela uma nova cara – uma cara muito obscura”, disse Sharon. “Às vezes, parece que a música pop de hoje não tem um lado rebelde. Nosso objetivo principal era coletar partes de sons que gostávamos e torná-las ásperas, resultando em um mundo musical surpreendentemente novo que é mais pesado, mais sujo e mais futurista do que nós já criamos antes. Resist é a nossa visão do metal de uma nova maneira: dar à música moderna um lado rebelde”.
O projeto solo pop de Sharon Den Adel, o MY INDIGO, lançou seu álbum de estreia auto-intitulado em abril.