O novo videoclipe do ARCH ENEMY, Reason To Believe, pode ser visto abaixo. O clipe foi mais uma vez dirigido por Patric Ullaeus da Revolver Film Company, que trabalhou anteriormente com IN FLAMES, DIMMU BORGIR, LACUNA COIL, AMARANTHE e KAMELOT, entre outros.
No verão passado, o guitarrista do ARCH ENEMY, Michael Amott, falou com Hayley Leggs sobre a decisão da banda de gravar uma quase balada, Reason To Believe – com vocais limpos – para o seu mais recente álbum de estúdio, Will To Power, de 2017.
“Eu escrevi a música para essa canção com meu irmão [ex-guitarrista do ARCH ENEMY, Christopher Amott], e foi obviamente uma balada, e pensamos: ‘Bem, se usarmos para o ARCH ENEMY, vai ser estranho apenas rosnar e gritar nessa música”, ele disse. “Então eu conversei com a [vocalista do ARCH ENEMY] Alissa [White-Gluz] sobre isso, e nós criamos o arranjo e tudo mais.
“Mas na verdade ela se saiu muito bem com os fãs”, continuou ele. “E sempre foi minha ambição de qualquer maneira… Eu nunca fui obstinado, ‘deve ser tudo extremo ou nada.’ Muitas das minhas músicas favoritas… Eu cresci com thrash e death metal, mas também sou um grande fã de SCORPIONS e JUDAS PRIEST. Todas aquelas grandes bandas – SCORPIONS, JUDAS PRIEST, MANOWAR, BLACK SABBATH – todos têm baladas também. Então eu acho que isso nos torna uma banda de metal mais completa de certa forma”.
O novo videoclipe dos finlandeses do CHILDREN OF BODOM, Under Grass And Clover, pode ser visto abaixo. A música é parte do décimo álbum da banda, Hexed, que será lançado em 8 de março de 2019 pela Nuclear Blast Records.
O vocalista, guitarrista e mentor do CHILDREN OF BODOM,Alexi Laiho comenta: “Under Grass And Clover é o som do COB em chamas, e tem sido minha música favorita desde que foi escrita. É rápida, melódica, pesada e obscura, mas também curta e bela. Alguém me disse que é um pouco como a velha escola DIMMU BORGIR e AWK e isso é muito legal no meu ponto de vista, então devemos ter feito algo certo”.
Sobre o novo álbum, Alexi comentou anteriormente: “As pessoas tem dito que esse álbum é mais cativante. Então comecei a pensar sobre isso; talvez a estrutura da música seja mais fácil de entender quando ouvimos. Mas há alguma coisa louca lá – algo quase progressivo ou pelo menos técnico. Há certas melodias em todo o álbum que poderiam ter vindo de canções de jazz, embora elas sejam completamente metal com a gente, é claro. [Risos]”
“Para mim, sempre foi muito difícil descrever nossa nova música”, comenta o baixista Henkka Seppälä (também conhecido como Henkka T. Blacksmith). “De certa forma, sempre me parece familiar, mas o material novo também sempre me surpreende. Aqui temos algo que é muito BODOM, mas que, de alguma forma, nós não fizemos esse tipo de coisa, possivelmente nunca antes. Então, novamente, alguém disse que há uma ‘vibe’ um pouco semelhante àquela que Follow The Reaper teve. Eu não sei. De qualquer forma, nós tivemos muita dificuldade em escolher as músicas para os vídeos. Eu acho que este é um problema positivo de ter”.
Hexed levou o CHILDREN OF BODOM de volta ao Danger Johnny Studios da Finlândia, onde a banda se reuniu com Mikko Karmila (I Worship Chaos, Halo Of Blood, Hatebreeder, Follow The Reaper e Hate Crew Deathroll) que gravou tudo exceto os teclados, e também produziu o álbum com a banda. Janne Wirman gravou os teclados no Beyond Abilities Studios. O álbum foi mixado e masterizado no Finnvox Studios em Helsinki, Finlândia.
Para este álbum, a banda recrutou Deins Forkas para criar a capa do álbum. Henkka comentou: “Por alguns anos eu quis experimentar uma abordagem diferente com a arte da capa. Estamos tão acostumados com a arte digital, então é muito difícil fazer outra coisa. Fazer isso completamente com um computador é um pouco seguro e conveniente demais. Esta vez todos nós concordamos em tentar voltar à velha escola. Encontramos este cara e demos para ele algumas instruções simples – a capa tem que ser roxa e o ceifeiro tem que ser central. Meio ano depois, nós recebemos o seu trabalho, e com pequenos ajustes, agora temos a capa de Hexed. É muito diferente do que estamos acostumados, até mesmo o Reaper parece diferente, mas ao mesmo tempo muito assustador”.
O vocalista DEE SNIDER, lançou um videoclipe para a faixa-título de seu mais recente álbum solo, For The Love Of Metal.
Ele declarou: “For The Love Of Metal – a música e o novo vídeo – é uma carta de amor de minha parte para a música e para os fãs que me animaram e foram minha vida nos últimos 45 anos. Ainda ser capaz de me apresentar para um público como as mais de 40.000 pessoas no Forcefest no México (mostrado no vídeo) é realmente uma honra e um privilégio. Agradeço a todos! Heavy metal para sempre!”
Snider é um dos mais emblemáticos protagonistas do heavy metal norte-americano, tendo marcado no seu caminho, ao lado de grandes sucessos e notoriedade, uma enorme credibilidade e simpatia, que vão além das fronteiras do seu gênero musical. Snider ganhou grande destaque durante o início dos anos 80, como vocalista da banda americana de heavy metal TWISTED SISTER.
O terceiro álbum do TWISTED SISTER, Stay Hungry, com hits como We’re Not Gonna Take It e I Wanna Rock, se tornou um dos mais icônicos do rock oitentista, com vendas nos EUA de mais de três milhões de cópias.
O álbum de estúdio mais recente de DEE SNIDER, intitulado For The Love Of Metal, foi lançado em 27 de julho pela Napalm Records. O disco, que foi produzido pelo vocalista do HATEBREED, Jamey Jasta, conta com contribuições de Howard Jones (ex-KILLSWITCH ENGAGE), Mark Morton (LAMB OF GOD), Alissa White-Gluz (ARCH ENEMY), Joel Grind e Nick Bellmore (TOXIC HOLOCAUST), e Charlie Bellmore (KINGDOM OF SORROW).
Com produção da Top Link Music, DEE SNIDER confirmou recentemente seu primeiro show solo no Brasil. O evento acontece no dia 23 de março de 2019, no Tom Brasil, em São Paulo. Por enquanto, essa é a única data agendada no país. Informações sobre ingressos serão divulgados em breve.
O ex-vocalista do KYUSS, John Garcia, retorna com sua mais nova aposta no desert rock, JOHN GARCIA AND THE BAND OF GOLD. O álbum de estreia autointitulado do grupo será lançado em 4 de janeiro de 2019 via Napalm. Ninguém menos que o produtor do KYUSS e QUEENS OF THE STONE AGE, Chris Goss, deu a esta novo trabalho seus toques finais.
O videoclipe oficial do mais recente single do disco, Jim’s Whiskers, pode ser visto abaixo.
Garcia dá o próximo passo em sua carreira de quase 30 anos, combinando as forças de seu passado musical com as conquistas dos tempos modernos. É mais uma vez um álbum diferenciado de John Garcia.
John falou ao Under The Radar sobre os temas líricos abordados em John Garcia e The Band Of Gold: “Eu sou um homem de família – eu sou um marido, eu sou um pai – e há muito apreço, muito amor e muita inspiração que vem da família e manter o olho no que é mais importante. O que é mais importante? Família é importante. Eu não quero dizer minha família, mas a família de Mike Pigmie, a família de [parceiros de banda]. Se você tem uma família, ou se sua família é forte, sabe, eu não estou cantando sobre amor, até onde eu amo minha família. Tem algo mais profundo por trás disso. Há um significado mais profundo por trás de algumas dessas letras. O tema é manter os olhos na bola e saber o que é importante na vida. E dois: manter um registro de rock simples. Não torna-lo muito irritante. Bateria, o baixo, a guitarra, faça um disco simples, de rock clássico. E foi isso que fizemos … Comigo cantando sobre isso. Um disco de amor, um disco de rock despojado, e às vezes fazer o simples é difícil. Especialmente com música. Esse é o tema”.
Depois de iniciar o movimento stoner rock ao formar KYUSS junto com Josh Homme, Brant Bjork e Nick Oliveri em 1990, Garcia se tornou uma das vozes mais ouvidas do chamado desert rock. Não há dúvida de que ele teve grande impacto no movimento do desert rock ao cantar em bandas como HERMANO, SLO BURN, UNIDA e VISTA CHINO. Desde o seu álbum de estreia como artista solo em 2014 através da Napalm Records, ele estabeleceu seus próprios marcos.
Garcia embarcará em sua turnê europeia em janeiro.
O NIGHTRAGE lançou um novo single, By Darkness Drawn. A música é tirada do próximo álbum da banda, Wolf To Man, que chegará em 29 de março de 2019 pela Despotz Records.
A banda declarou: “Com By Darkness Drawn, nós queríamos combinar nossas melodias de guitarra com a marca registrada do NIGHTRAGE com um drive de thrash metal direto, que entra em um refrão emocionante. Uma música direta do NIGHTRAGE, por assim dizer. E é isso que nós achamos que By Darkness Drawn é, uma pancadaria!”
“A letra dessa música resume o conceito e o tema do álbum e lida com o fato de que estamos todos condenados, e sabemos disso. Incapazes de aprender com nossos erros, agora estamos todos à beira do abismo, paralisados pelo medo de nosso inevitável salto em direção à nossa própria extinção.
“As letras do álbum anterior foram todas sobre a nossa jornada em direção ao nosso fim. Esta música é sobre estar lá agora, e apenas ter que aceitar isso como um fato.”
O sétimo e mais recente álbum do NIGHTRAGE, The Venomous, foi lançado em março de 2017 pela Despotz Records.
Um dos assuntos mais comentados no momento é o filme “Bohemian Rhapsody”, que retrata a história do saudoso Freddie Mercury. Meses antes, porém, a banda goiana Heaven’s Guardian estava no palco do Teatro Goiânia gravando, ao lado da Orquestra Sinfônica Jovem de Goiás, a sua homenagem ao Queen, com uma versão de “The Show Must Go On“, faixa originalmente do álbum “Innuendo” (1991). “Logo em uma de nossas primeiras reuniões ficou decidido que faríamos uma homenagem ao Queen, mas isso acabou coincidindo com o atual ‘momento Queen’ que vive o mundo por causa do filme ‘Bohemian Rhapsody‘. Estamos trazendo essa versão, com um arranjo espetacular escrito pelo nosso tecladista Everton Marin, em um momento em que as homenagens são muitas a uma banda que mudou a história da música mundial contemporânea”, declarou o guitarrista Luiz Maurício. “Além disso, tivemos o vocalista Alirio Netto como convidado que, como todos sabem, tem envolvimento direto com o Queen, seja pelo Queen Extravaganza, produzido por Roger Taylor e Brian May, ou pela participação dele na versão brasileira do musical ‘We Will Rock You’”, acrescentou.
Veja o vídeo da versão do Heaven’s Guardian com a Sinfônica Jovem de Goiás para ‘The Show Must Go On’ (Queen) em https://youtu.be/ztNrUy0FTTk
No espetáculo produzido pela Top Link Music e que será lançado em DVD pela gravadora Megahard em dezembro, ainda estiveram ao lado de Olivia Bayer e Carlos Zema (vocais), Ericsson Marin e Luiz Mauricio (guitarras), Murilo Ramos (baixo), Felipe Rosso (bateria) e Everton Marin (teclados) e da Orquestra Sinfônica Jovem de Goiás, artistas consagrados no meio do metal, como Ricardo Confessori (Angra, Shaman), Edu Ardanuy (guitarra, Sinistra, ex-Dr. Sin) e Marcello Pompeu (Korzus). “O nome de Edu Ardanuy também foi apontado como um importante contribuinte para que essa versão para a música da banda britânica ficasse à altura do que seria proposto fazer. Além disso, Ricardo Confessori, logo ao ser escalado para esse concerto, ficou muito animado com a inclusão da música do Queen no set list”, observou o tecladista Everton Marin. “Curiosamente, esta música é uma das preferidas de Elton John. Ele, por sinal, participou da execução dela no icônico show do ‘Freddie Mercury Tribute Concert’, que teve também a presença do criador do heavy metal, Tony Iommi (Black Sabbath), com os remanescentes do Queen. É, tinha mesmo que ser esta a escolhida!”, concluiu.
Site relacionado: www.heavensguardian.com.br
Confira, acima, a arte de capa do DVD, feita pelo guitarrista Ericsson Marin e foto de Thiago Jesus.
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A banda Age of Artemis tem o prazer em divulgar a capa, repertório e conceito do novo álbum “Monomyth”. O trabalho será lançado no Brasil no dia 2 de Abril de 2019 e foi produzido pelo baixista Giovanni Sena. A banda é atualmente formada por Pedro Campos (vocal), Giovanni Sena (baixo), Jeff Castro (guitarra), Gabriel Soto (guitarra) e Riccardo Linassi (bateria). A capa foi desenhada pelo renomado artista João Duarte.
“Monomyth é o trabalho que melhor nos representa. Estamos muito felizes com o resultado e acredito que iremos surpreender muita gente com as novas músicas”, disse Giovanni Sena.
O álbum “Monomyth” teve os violões, bateria, percussão e vocal gravados no “G2D Producoes Musicais” em Brasília, DF – Brasil, entre os meses de Maio e Julho de 2018 com os engenheiros de som Deniel Moraes e Gregoree Jr. Todos os baixos, guitarras elétricas e teclados foram gravados no “GT&L Studio” em Brasília, DF com a supervisão de Giovanni Sena. A mixagem e masterização foi realizada por Damien Rainaud no “Mix Unlimited” em Los Angeles, CA – USA, entre os meses de Agosto e Setembro de 2018.
Age of Artemis – “Monomyth”
Tracklist
01 – Status Quo
02 – The Calling
03 – Helping Hand
04 – Unknown Strength
05 – Lightning Strikes
06 – The Call of The Fear
07 – Reborn
08 – Endless Fight
09 – What Really Matters
10 – Where Love Grows
11 – A Great Day to Live
12 – Prelude to a New World
Status Quo: “Status Quo” abre o disco. Se trata de uma introdução épica onde o discurso de Rafael Jannotti ajuda a criar uma jornada misteriosa a qual vivenciamos ou estamos prestes a vivenciar. Você está acostumado com o que o “Status Quo” te impõe?
The Calling: O que você faz quando ouve o chamado? O chamado é tudo que enfrentamos todos os dias para nos inserirmos neste mundo maluco. Não há saída. Você tem que estar lá para lutar pelo que você acredita.
Helping Hand: Todo mundo tem um amigo(a) com quem pode contar. Esta mão amiga esta lá para te dar suporte e fazer com que você continue sua trajetória. Todo mundo precisa de uma mão amiga.
Unknown Strength: Quando você se encontra em um momento difícil e inesperadamente você encontra força para continuar. “Unknown Strength” é sobre o momento de mudança das nossas vidas.
Lightning Strikes: “Lightning Strikes” é sobre os nossos medos e de como devemos nos manter fortes para supera-los.
The Call of The Fear: É uma canção de amor vista por uma perspectiva diferente. É um olhar de uma pessoa comum que acabou de entender onde encontrar as suas respostas.
Reborn: Esta música é sobre a batalha que acontece em nossas cabeças. Seu inimigo é você mesmo. Para renascermos precisamos olhar no espelho e admitir os nossos erros.
Endless Fight: Esta música é sobre esperança. Temos que continuar lutando e acreditando em nós mesmos.
What Really Matters: Por que nós devemos esconder os nossos sentimentos bons sobre alguém que amamos ou sobre nós mesmos, já que temos tão pouco tempo na Terra?
Where Love Grows: Esta música fala sobre as nossas raízes, onde nos sentimos realmente seguros.
A Great Day to Live: Após uma longa jornada você chega em casa diferente. A vida lhe ensinou coisas que fizeram de você, uma pessoa melhor.
O 2018 do Angra foi ótimo e está se encerrando com saldo positivo. ØMNI, seu novo álbum, atendeu as expectativas dos fãs e em poucos meses o grupo correu os palcos do mundo se apresentando, por exemplo, em países da América do Norte (Estados Unidos e Canadá) e da Europa, além de lugares como Japão, Taiwan e Coreia do Sul. E foi em clima de celebração que o Angra abriu o mês de dezembro, realizando em São Paulo o 101° show da “ØMNI World Tour”, ocorrido pela segunda edição do “Angra Fest”. Para o público, outro atrativo foi o fato de que o cast do evento era composto de tarimbadas bandas paulistanas, representantes de gêneros distintos. Teve não só para quem curte o heavy/power/prog metal do Angra, como também para fãs do thrash metal da Nervosa, do metalcore do Project 46, do pop rock alternativo/post-grunge do Malta e do hard rock (com doses de rock progressivo) do Dr. Sin. Em nota, o guitarrista Rafael Bittencourt havia comentando o conceito do “Angra Fest”: “Esse é um sonho que eu tenho há muito tempo. Um festival que celebre nossa história, reunindo vários artistas e bandas”, explicou. “Nós inspiramos o público e os músicos aspirantes a profissionais e isto é muito importante num país onde a esperança de sucesso e prosperidade é massacrada por instabilidades morais e econômicas.”, ressaltou. “Quero que o Angra seja um polo de união entre bandas e artistas, fortalecendo a cena e o prestígio do metal nacional no mundo”, concluiu.
Quem abriu a noite, com peso bruto, foi o trio Nervosa, que, assim como o Angra, teve uma agenda bastante cheia no Brasil e no exterior em 2018. Fernanda Lira (vocal e baixo), Prika Amaral (guitarra) e Luana Dametto (bateria) seguem na divulgação de Downfall of Mankind (2018) e deram início ao show com uma dobradinha formada pelas “porradeiras” Horrordome e …and Justice for Whom?, de seu mencionado terceiro álbum. Tendo pouco tempo de set, no intervalo entre algumas músicas a sempre comunicativa Fernanda foi econômica nas palavras, mas interagiu com o público com a simpatia que lhe é habitual. Em outras das novas, especificamente Never Repeat, Never Forget e Raise Your Fist!, a competente Luana foi simplesmente cavalar nos bumbos!
Nervosa
Luana, Fernanda e Prika agitaram o público e foram ovacionadas, principalmente após Kill the Silence, em que o trio ouviu o nome Nervosa ser aclamado em coro. Os dois momentos em que a banda mais agitou os headbangers de plantão aconteceram com Death! – música que considero ser a melhor do debut Victim of Yourself (2014), principalmente pela parte das paradinhas mortais do final -, e com uma das mais conhecidas, Masked Betrayer. Porém, foi na derradeira Into Moshpit que a pista esquentou com as rodas feitas após o sinal de comando de Fernanda. Pena que a banda não incluiu em seu repertório uma música que gosto muito e que também faz parte de seu primeiro álbum: Urânio em Nós.
Vinte minutos após o show da Nervosa foi a vez de o Project 46 entrar em ação e recarregar o nível de brutalidade. Caio MacBeserra (vocal), Jean Patton e Vinicius Castellari (guitarras), Baffo Neto (baixo) e Betto Cardoso (bateria) chegaram tendo o público nas mãos. Mesmo com o som embolado no começo, o quinteto instalou o caos no local com duas tijoladas: Terra de Ninguém e TR3S – ambas do terceiro e mais recente álbum TR3S, que foi eleito pelos leitores da ROADIE CREW como o “melhor álbum de 2017”. E não é difícil sacar o porquê de o Project ser uma das bandas mais aclamadas do metal nacional, principalmente pelo público mais jovem. A técnica, a velocidade e a agressividade instrumental, a linguagem urbana de MacBeserra para tratar de temas do cotidiano, além da atitude do quinteto no palco, são motes certeiros. Continuando, as também novas Pode Pá, Pânico e Rédeas foram boas escolhas para o set, mas foi em músicas mais antigas como Violência Gratuita, Erro + 55, Foda-se (Se Depender de Nós) e na derradeira Acorda Pra Vida, na qual rolou até ‘wall of death’ organizado por MacBeserra, que o Project 46 viu o público ensandecer.
Project 46
Ao final do show do Project 46, bati um papo com o simpático Betto Cardoso, que se mostrou favorável a ideia de o “Angra Fest” proporcionar a união de estilos: “Pra nós, particularmente, é sensacional esse conceito de misturar gêneros, pois acabamos sentido a receptividade ao nosso tipo de som por um outro público. Apesar de ter bastante fã nosso aqui hoje, acho que os do Angra nos aceitaram muito bem. É importante essa mistura. Ter o Malta aqui e a galera respeitando é demais. O Brasil tem muito disso, de festivais de vários gêneros, e isso é algo bem nosso. Ver essa recepção do público é fantástico. Fora que todo mundo das bandas é amigo, um admira o trabalho do outro. Outra coisa legal é que você pega, por exemplo, um fã de Angra, de repente ele fica assustado de ouvir um ‘blast beat’, um gutural… E esse tipo de festival serve pra isso, talvez essa mesma pessoa chegue em casa hoje e coloque Project 46 no Spotify. Quem sabe no próximo show ela compre o disco? E é assim que a coisa vai rolando…”, vibrou.
Dando continuidade, uma das grandes surpresas do evento foi a presença do Dr. Sin, que recentemente anunciou nova formação e, após dois anos, retomou a carreira de mais de vinte. O grupo entrou tocando a clássica Scream and Shout, de seu homônimo primeiro álbum, mas, infelizmente, o som estava muito baixo. Apesar disso, o público recebeu calorosamente a banda e gritou “Dr. Sin” em coro. Na pausa, Andria e Ivan apresentaram o novo guitarrista Thiago Melo, bem como o tecladista convidado Rafael Agostino (Armored Dawn), e anunciaram a nova música: Lost in Space. Tal single, que está disponível, inclusive, em videoclipe, já estava na ponta da língua de alguns fãs. Com o volume agora bem regulado, deu pra sacar com clareza o solo e a pegada de Melo. Na pausa seguinte, a plateia novamente entoou o coro e Andria se ajoelhou para agradecê-la pela receptividade. A seguir, Time After Time, do álbum Dr. Sin II (2000), agitou ainda mais o local.
A cada música que ia sendo executada, Fire, Sometimes, Dirty Woman – em que o trio tirou de letra a falha de som que aconteceu no decorrer, fazendo um improviso tão certeiro e inteligente que parecia até ensaiado -, Miracles e Fly Away, Thiago Melo (que de touca e cabelo crescendo estava parecendo o ex-Motörhead Phil Campbell) mostrava que os Busic acertaram em escolhê-lo como novo membro do Dr. Sin. Isso não só por conta do entrosamento que há entre os três desde a banda solo dos irmãos, mas também porque o acreano segurou bem a bronca de executar os riffs, arranjos e solos deixados por um dos melhores guitarristas do país. Aliás, foi muito legal ver Edu Ardanuy acompanhando o show pelo camarote e também a mensagem de carinho que Andria lhe mandou do palco. E tão bacana quanto, foi a reação do público que em todos os intervalos entre as músicas continuou bradando nome da banda, principalmente após o trio se despedir executando o hino Emotional Catastrophe. Definitivamente, o respeito que o público tem pelo Dr. Sin, mostra que o legado do grupo está decretado como parte importante e influente na história da música pesada nacional.
Dr. Sin
Um dos momentos mais especiais do evento foi ver que, mesmo que alguns torçam o nariz para o Malta, qualquer resquício de conduta de rejeição caiu por terra tão logo o grupo deu as caras. Quem ali não conhecia a fundo o repertório e se deixava levar pelo ‘pré-conceito’ de achar que o som do Malta é constituído de baladas babas, devido ao rótulo de “rock romântico”, e também criticava a banda pelo fato da veiculação na grande mídia televisiva – a partir da participação vitoriosa em 2014 na primeira temporada do show de talentos “Superstar”, da Rede Globo – se não virou fã, ao menos teve uma nova e boa impressão do quarteto. E o público não só demonstrou respeito por Luana Camarah (vocal), Thor Moraes (guitarra), Diego Lopes (baixo) e Adriano Daga (bateria), como também os aplaudiu em diversos momentos do show. Contando com uma qualidade de som redonda desde o início com Igual A Ninguém, o grupo, que já conquistou muitos prêmios nacionais e internacionais, além de indicações ao Grammy Latino, mostrou carisma e atitude.
Exceto pela própria Igual A Ninguém, do álbum Indestrutível (2016), e também Nova História e Supernova, do debut Supernova (2014), o grupo preparou um setlist baseado em seu ainda não lançado quarto álbum, intitulado IV. E foi exatamente em uma das novas músicas que o Malta proporcionou um dos melhores momentos de sua apresentação. O grupo contou com participação do super aplaudido ex-Dr.Sin e atual Sinistra Edu Ardanuy, que detonou em Manipulação, música que em estúdio teve a colaboração do ex-Guns N’Roses e atual Sons of Apollo Ron “Bumblefoot” Thal. Porém, o ponto alto aconteceu no cover de Bohemian Rhapsody do Queen – vale lembrar que o Malta tocou na première do aclamado filme de mesmo nome, que, por sinal, tem sido bastante elogiado. Com imagens do clipe no telão e fazendo divisões com partes sampleadas da música original, o Malta contou com o apoio do público, que não só comemorou, como cantou à plenos pulmões cada verso desse clássico imortalizado por Freddie Mercury, Brian May, John Deacon e Roger Taylor. Pronto: o público estava ganho de vez pelo Malta, que depois dessa se despediu com a citada Supernova. Que bom seria se o exemplo do que aconteceu nessa apresentação do Malta servisse para parte do público de rock/metal que vomita preconceito mudasse o comportamento e passasse a respeitar o trabalho musical de quem quer que seja.
Malta
Tudo estava dentro dos conformes e o cronograma sendo seguido a risca no “Angra Fest 2” por cada uma das bandas de abertura. As atenções agora eram totais para os donos da festa. Porém, mesmo com o palco tendo ficado pronto rapidamente, o Angra levou mais de meia hora para assumi-lo. E quando Fabio Lione (vocal), Rafael Bittencourt e Marcelo Barbosa (guitarras), Felipe Andreoli (baixo) e Bruno Valverde (bateria) chegaram tocando Newborn Me, do penúltimo álbum Secret Garden (2014), a histeria foi geral. Na sequência foi a vez de apresentar o álbum ØMNI, através de Travelers of Time, que se destacou pelas guitarras gêmeas e pela parte cantada por Bittencourt. Vale lembrar que essa música foi a primeira do novo álbum a ser mostrada aos fãs da banda, através do ‘audio premiere’ que rolou na primeira edição do “Angra Fest”, realizada no dia 26 de novembro de 2017. Após Waiting Silence, a qual no começo rolou uma breve falha no microfone de Lione, o vocalista ressaltou a importância desse show, por ser o 101° da turnê, agradeceu aos fãs e ressaltou que a banda estava muito feliz de estar comemorando esse momento com o público paulistano.
Uma das mais legais de ØMNI, a climática Insania, caiu bem ao vivo, tanto quanto a divertida e pesada Caveman, com partes cantadas pelos backing vocals em português e referências da música regional brasileira, o que, automaticamente, fez lembrar do álbum Holy Land, de 1996. Não faltou o tradicional momento reservado ao solo de Valverde, que foi anunciado por Lione sob elogios como “monstro” e “gênio da batera”. Dando sequência, Bittencourt foi ao microfone, agradeceu ao público e as bandas de abertura, falou do fortalecimento da cena metal nacional e comemorou os 27 anos do Angra, brincando com o fato de que muitos ali nem tinham nascido quando a banda foi formada. Para empolgação geral, o líder guitarrista anunciou a convidada Mayara Puertas (ou simplesmente May Undead), vocalista do Torture Squad, que foi confirmado para 2019 no gigante “Rock in Rio”. E ela mandou muito bem em Black Widow’s Web, fazendo com perfeição tanto a parte lírica gravada em estúdio pela cantora pop Sandy, quanto os guturais feitos no disco por Alissa White-Gluz, do Arch Enemy.
Angra
A partir dali, o show continuou com uma sequência que alternava músicas de outros discos à ØMNI – Silence Inside, The Bottom of My Soul e Magic Mirror de ØMNI. Para o bis, o Angra retornou com alguns clássicos: Rebirth e o medley de Carry On e Nova Era. Só que por conta conta do atraso do Angra em iniciar seu show, muita gente que dependia de transporte público resolveu ir embora antes do final do evento. Aliás, abro parênteses aqui para um puxão de orelhas. Devido, principalmente, à onda de violência que é cada vez mais assombrosa no país e falta de transporte na madrugada, as bandas e envolvidos deveriam se atentar mais quanto aos horários de shows, para que o público possa assistir todo o evento e retornar com tranquilidade para casa. Quem precisou ir embora, perdeu a surpresa final do Angra, que foram os covers de Walk (Pantera), com participação de Fernanda Lira e Jean Patton, e de Highway to Hell (AC/DC), com Edu Ardanuy, Luana Camarah e Adriano Daga. Ao som de ØMNI – Infinite Nothing rolando ao fundo, o grupo se despediu e partiu para Salvador (BA), onde no dia seguinte realizou seu último show do ano.
E quem pensa que a aliança formada no “Angra Fest 2” terminou por aí, músicos do Angra, Malta, Dr. Sin, Project 46 e Nervosa participarão no próximo dia 09 de dezembro (domingo), do evento “Fórmula FuteRock Edifier”, que acontecerá no R11 Speed Way Kart Indoor, localizado no subsolo do hipermercado Extra Morumbi, na Marginal Pinheiros, em São Paulo. O evento começará às 18hs e a entrada será um quilo de ração, que será doado para a ONG de proteção aos animais, Patinhas da Liberdade. Voltando a falar do Angra, o grupo se prepara agora para iniciar com tudo o ano de 2019, e anunciar para os meses de Maio e Junho a turnê do DVD ØMNI Live.
“Espresso Della Vita: Solare”, novo álbum do grupo de rock/metal progressivo Maestrick, foi lançado no dia 28 de Junho durante evento fechado para jornalistas no Central Panelaço em São Paulo. O disco já havia sido lançado no dia 23 de Maio em todo território asiático pela Marquee/Avalon, a maior gravadora do gênero no Japão e uma das mais importantes de todo mundo, com quem o Maestrick tem contrato naquele território.
Sucessor do aclamado álbum de estreia, “Unpuzzle!”, e do EP “The Trick Side Of Some Songs”, “Espresso Della Vita: Solare” é a primeira parte de um disco duplo conceitual e traz uma observação da vida humana pela perspectiva de uma viagem de trem. O disco tem a produção de Adair Daufembach (Project46, John Wayne, Hangar), que também é o encarregado de gravar todas as guitarras do álbum, e reúne 12 faixas: “Origami”, “I a.m. Living”, “Rooster Race”, “Daily View”, “Water Birds”, “Keep Trying”, “The Seed”, “Far West”, “Across The River”, “Penitência”, “Hijos De La Tierra” e “Trainsition”.
“Espresso Della Vita: Solare” tem sido super elogiado e já é considerado por alguns jornalistas como um dos melhores lançamentos do ano! A internacionalmente renomada revista BURRN! avaliou o disco com a nota 86/100. Para quem acompanha a publicação japonesa, sabe que essa é uma nota bastante alta. Na mesma edição, discos de artistas renomados como Anthrax, Angra, Don Airey, Spock’s Beard, Dimmi Borgir, entre vários outros, não atingiram essa marca. Aqui no Brasil sobram elogios como: “… um resultado final digno de ser chamado de arte.” (Fabian Chacur – Mondo Pop); “… um dos melhores do ano.” (Rodrigo Monteiro – Rock Master); “Obra-Prima” (Gabriel Arruda – House Of Bootleg); “… um dos melhores álbuns da última década” (Rodrigo – Action Nerd).
Muito orgulhosos com o novo disco, Fabio Caldeira (vocal/piano), Heitor Matos (bateria) e Renato Montanha (baixo) embarcaram para a Europa em Outubro onde realizaram sua primeira turnê pelo velho mundo. O grupo visitou Suíça, Itália, Polônia e República Tcheca onde fizeram nove shows.
“Foi real, verdadeiro, intenso, exatamente como deveria ser. Uma das experiências mais importantes das nossas vidas e certamente divisora de águas. Teremos muita inspiração daqui pra frente pra próxima etapa da viagem, que é o “Espresso Della Vita: Lunare”! Muitas histórias pra contar, muitas coisas pra viver!” – declarou o vocalista Fabio Caldeira sobre a turnê europeia.
De volta ao Brasil, o grupo agora prepara-se para fazer quatro shows em Janeiro ao lado da banda VersOver. Intitulada “Hell’s Della Vita Tour”, serão três shows no interior e um na capital paulista:
09/01 – Ribeirão Preto/SP – Vila Dionísio
A banda alemã BEYOND THE BLACK lançou seu novo álbum, Heart Of The Hurricane, no dia 31 de agosto pela Napalm Records (GSA via Airforce1).
O videoclipe oficial da música Breeze, tirada de Heart Of The Hurricane, pode ser visto abaixo.
O álbum de estreia do BEYOND THE BLACK, Songs of Love and Death (2015) entrou na parada de álbuns alemã no 12º lugar, e foi seguido por Lost In Forever de 2016, que chegou ao Top 5.
O BEYOND THE BLACK já fez inúmeros shows na Alemanha e outras partes da Europa com bandas como SAXON, POWERWOLF e EPICA. Eles também atuaram como banda de apoio para a turnê do 50º aniversário do SCORPIONS.
A vocalista do BEYOND THE BLACK, Jennifer Haben disse à ‘Distorted Sound’, sobre a experiência de uma turnê com o SCORPIONS: “Eu sempre tentei descrever, mas acho que nunca encontrarei as palavras certas para dizer a alguém como é dividir o palco com o SCORPIONS. Quando eu era criança, você podia me ver cantando e dançando Rock You Like A Hurricane. É uma loucura pensar em algo assim, que hoje você está falando com eles. Eles foram muito legais conosco. Conversei muito com Klaus [Meine] e com Mikkey Dee também. Foi uma turnê incrível”.