Categoria: Roadie News

  • EVERGREY – 23 de novembro de 2019, São Paulo/SP

    EVERGREY – 23 de novembro de 2019, São Paulo/SP

    “Pesado, carregado de notas e emoções como nenhum outro disco já lançado pelo Evergrey – assim é The Atlantic.” (leia a resenha completa aqui).

    Essas foram as palavras que o colega Guilherme Spiazzi usou para iniciar a sua resenha para The Atlantic, novo álbum do Evergrey, um dos grandes nomes do prog metal sueco. Lançado no início de janeiro deste mesmo ano, este é o décimo-primeiro álbum de estúdio da banda, e o terceiro de uma sequência que se conecta liricamente, iniciada em 2014, com Hymns For The Broken. Falando assim, a impressão é que acompanho o trabalho do Evergrey fielmente a longos anos, mas o fato é que, antes de ler a resenha citada – que rendeu nota máxima ao álbum, diga-se – eu não acompanhava nada que o grupo produziu desde 2003, ano em que eles lançaram o ótimo Recreation Day. Sim, uma vergonha. Mas o fato é que li a resenha, senti a empolgação pela banda retornar, comprei o álbum, quase arrebentei o disco de tanto ouvir, e decidi que se essa turnê passasse por São Paulo, eu não perderia o show.

    O curioso é que não demorou muito tempo até eu ter a chance de cumprir com a minha promessa. No último sábado o EVERGREY passou por São Paulo, após a passagem pela capital do Rio de Janeiro. Sem grande preparação além da vontade de ver como a banda se comportaria no palco, cheguei ao Carioca Club quando a banda já estava tomando o palco, e os primeiros acordes de A Silent Arc (faixa de abertura do último álbum) já soavam, naquele momento ainda tênues, culpa dos gritos alucinados dos presentes. “Pesado, carregado de notas e emoções”, foi assim que Spiazzi descreveu, e foi assim que percebi a música que chegava aos meus ouvidos. Claro que boa parte da resposta do público é homogênea no início do show de uma banda prestigiada. O coro é sempre alto, os aplausos parecem incessantes, o vocalista é sempre muito celebrado, e nada fugiu ao roteiro, então a curiosidade era saber se as coisas continuariam naquele ritmo, se o público permaneceria junto, e se a banda continuaria entregando uma apresentação digna da devoção.

    Weightless, mais uma de The Atlantic, manteve o clima em alta – e novamente preferi aguardar, já que o novo álbum agradou até alienígenas que passaram mais de uma década e meia longe da música do Evergrey. Mas, uau, que riffs incríveis! A transição entre as partes mais agressivas e mais calmas da música foi perfeita, com o instrumental rebuscado e a performance vocal emotiva necessária para garantir que a música soasse com a mesma vibração do disco. E como a música ganhou ainda mais beleza com o coro de praticamente todas as vozes cantando juntas o belo refrão. E foi no mínimo curioso quando o vocalista/guitarrista Tom Englund pediu para ver as nossas ‘fucking beautiful São Paulo hands in the air’, isso sim foi algo fora do script, e que rendeu ao mesmo tempo muitos aplausos e várias risadas entre os presentes.

    Embora o desejo de continuar narrando as qualidades de The Atlantic seja grande, o show ainda estava apenas no começo, o Evergrey tem outros dez álbuns, e havia muita música boa para ser apresentada. Com a mesma paixão, todos esperávamos. Distance e Passing Through vieram na sequência, conforme apresentadas em The Storm Within (2016), e The Fire (Hymns For The Broken, 2014) manteve a recente trilogia temática do grupo em voga, o que foi interessante para aqueles que acompanharam a caminhada durante todo o percurso, e uma ajuda muito grande para aqueles de nós que precisavam preencher lacunas de anos sem ouvir a banda. Leave It Behind Us apresentou Glorious Collision (2011) aos presentes, e logo em seguida, As I Lie Here Bleeding colocou o meu ‘queridinho’ Recreation Day (2003) no jogo, ah, como eu gostei disso. Por um momento, nem me senti um extraterrestre no meio de tantos fãs devotos. Emotiva, forte, bonita, a música rendeu uma recepção realmente digna, especialmente pelas incríveis linhas de voz.

    Outro dos meus velhos conhecidos, Solitude Dominance Tragedy (1999) também deu as caras, com Words Mean Nothing. Mas, com exceção da linda faixa título do álbum de 2003, nenhuma outra música dos quatro primeiros álbuns apareceria no restante da noite. Sem problemas, já que a experiência de ver as performances incríveis de I’m Sorry e All I Have em si já pudessem me levar a pensar que a noite tinha valido a pena. Ademais, que música incrível é A Touch Of Blessing! Como é incrível essa banda ao vivo… Como foi incrível esta noite na Capital Paulista. Como disseram alguns, uma noite para recordar. Sem dúvida, recordaremos. Ainda bem que esta banda não terminou, embora isso tenha sido cogitado no passado.

  • MISERY INDEX: Confira o vídeo oficial para “Decline And Fall”

    MISERY INDEX: Confira o vídeo oficial para “Decline And Fall”

    O videoclipe do MISERY INDEX para a música Decline And Fall pode ser visto abaixo. A música é parte do álbum mais recente da banda, Rituals Of Power, lançado em março pela Season Of Mist. A arte do disco foi criada por Raphael Gabrio.

    O MISERY INDEX comenta o vídeo: “Todas as civilizações caem [e] declinam e, no presente, seus membros enfrentam duplamente a lamentação de sua morte e a esperança de novos começos. Nós estamos expressando exatamente isso”.

    Sobre os temas líricos abordados em Rituals Of Power, o baixista/vocalista Jason Netherton disse: “Muito tem a ver com críticas à nossa vida cotidiana. Muitas das coisas que estão acontecendo, o lado sombrio da tecnologia e das nossas ferramentas de comunicação. É o interior da nossa chamada era das grandes notícias. É um alerta para a civilização dar uma olhada em onde estamos indo para como nos comunicamos. E o que isso significa para coisas maiores, como a democracia. Esta é uma discussão que percorre todas as músicas do disco. Claro, sob ângulos diferentes.”

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  • IRON MAIDEN: Mais quatro discos remasterizados são lançados em formato físico

    IRON MAIDEN: Mais quatro discos remasterizados são lançados em formato físico

    Mais uma vez, seguindo a série de lançamentos remasterizados em formato físico, os fãs de Iron Maiden já podem vibrar: estão disponíveis em todas as lojas do Brasil, nesta sexta-feira, dia 22 de novembro, os últimos quatro álbuns de estúdio da banda. Encerrando o ciclo, a quarta fase do projeto divulga os clássicos “Dance Of Death”“A Matter Of Life And Death”, “The Final Frontier” e “The Book Of Souls” que, pela primeira vez, podem ser adquiridos em CD nas versões remasterizadas. Nas plataformas digitais, os projetos estão disponíveis desde 2015.

    Completam a coleção os lançamentos anteriores: “Iron Maiden”, “Killers”,  “The Number Of The Beast”,  “Piece Of Mind”,  “Powerslave”,  “Somewhere In Time”,  “Seventh Son Of A Seventh Son”,  “No Prayer”, “For The Dying”, “Fear Of The Dark”, “The X Factor”, “Virtual XI” e “Brave New World”.

    Décimo terceiro álbum de estúdio da banda britânica, “Dance of Death”, traz onze músicas e marca o segundo álbum com a formação em sexteto. Com nome inspirado no filme “O Sétimo Selo” e que vem da alegoria da Danse Macavre, fazendo relação à universalidade da morte, o projeto celebra a primeira e única faixa de estúdio co-escrita pelo baterista Nicko McBrain, “New Frontier”, inspirada em clonagem e engenharia genética. Nicko também fez a estreia do pedal dupla de bateria ao gravar “Face In The Sand”, primeira música neste formato. O álbum inclui ainda “Montségur”, com letra baseada no massacre dos cátaros, no Castelo de Mentségur, em 1244, “Paschendale”, inspirada na Batalha de Passchendale, durante a primeira Guerra Mundial, e “Journeyman”, primeira e única faixa completamente acústica da banda.

    “A Matter Of Life And Death” é o décimo quarto álbum de estúdio da banda, terceiro projeto gravado com a atual formação, precedido por “Brave New World” e “Dance Of Death”. Dois singles foram precederam o lançamento do projeto “The Reincarnation of Benjamin Breeg” e “Different World”, nesta época, a banda negou que estivesse fazendo um álbum conceitual, mas, a maioria das faixas trata de temas como guerra e religião, em especial, “Brighter Than A Thousand Suns”, inspirada no Projeto Manhattan, com o título tirado de uma citação do Bagavadguitá, usada por J. Robert Oppenheimer pouco após a detonação da primeira bomba nuclear. Além dela, o disco inclui “The Pilgrim”, baseada na jornada do Mayflower, e “The Longest Day”, que canta sobre o Dia D.

    “The Final Frontier”, décimo quinto álbum de estúdio do Iron Maiden, recebeu inúmeras críticas favoráveis e chegou ao topo das paradas musicais em 28 países. É o quarto lançamento dos músicos a conquistar o primeiro lugar nas paradas inglesas, após “The Number of the Beast” (1982), “Seventh Son of a Seventh Son” (1988) e “Fear of the Dark” (1992). Além disso, “The Final Frontier” alcançou a quarta posição nos Estados Unidos, sendo melhor colocação atingida pela banda na Billboard 200. Para completar, o projeto rendeu aos músicos um Grammy Award na categoria “Melhor Performance de Metal”, pela música “El Dorado”.

    “The Book Of Souls” é o décimo sexto álbum de estúdio da banda de heavy metal e encerra o ciclo de lançamentos inéditos no formato físico. Quinta estreia da banda a chegar ao primeiro lugar das paradas musicais inglesas, após “The Number of the Beast” (1982), “Seventh Son of a Seventh Son” (1988), “Fear Of The Dark” (1992) e “The Final Frontier” (2010). Também ficou em primeiro lugar nas listas de vendas de outros 23 países, incluindo Brasil e Portugal. O álbum recebeu o prêmio de “Álbum do Ano”, em 2015, no Classic Rock Roll of Honour Awards e venceu na categoria “Melhor Álbum Internacional”, no Bandit Rock Awards, de 2016.

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  • MIASTHENIA: “É importante dizer que esse álbum, Sinfonia Ritual, não é um álbum de Metal”, revela vocalista Susane Hecáte

    MIASTHENIA: “É importante dizer que esse álbum, Sinfonia Ritual, não é um álbum de Metal”, revela vocalista Susane Hecáte

    O novo álbum do Miasthenia, “Sinfonia Ritual”, é uma obra icônica e diferenciada. O ideal elaborado para esse registro, foi apresentar releituras de músicas escolhidas a dedo de álbuns já lançados pela banda, em ritmos sinfônicos com uma atmosfera única e jamais feita por uma banda de Metal brasileira.

    Ao todo o registro conta com cinco faixas, todas retiradas dos discos “Supremacia Ancestral” (2008), “Legados do Inframundo” (2014) e “Antípodas” (2017). Idealizado pela banda Miasthenia em parceria com a Epic Music e o produtor Ifall, o álbum era um projeto discutido pela banda desde 2008.

    A vocalista do Miasthenia, Susane Hécate, revelou os motivos que fizeram com que essas cinco músicas fossem escolhidas para o álbum e como ele finalmente foi concebido: “Esse álbum traz cinco músicas que acreditamos que sintetizam o conceito que inspiram a temática do Miasthenia. Todas essas cinco foram escolhidas também, por terem linhas de teclados mais complexas e que juntas, retratam melhor a carga intelectual e conceitual do Miasthenia e essas faixas, já tinham uma gravação de teclados orquestrados”.

    “É importante dizer que esse álbum, Sinfonia Ritual”, não é um álbum de Metal, é uma reedição e produzido com músicas da banda por um formato orquestrado. Isso era um sonho nosso desde a gravação dessas músicas, devido à complexidade das linhas melódicas e queríamos ver como isso iria soar de forma orquestrada e ritualística”. Revela Susane sobre esse trabalho épico criado em Sinfonia Ritual.

    Para quem não conhece a trajetória da banda, vale ressaltar que esse projeto, é algo especial em parceria com o produtor Ifall, que ajudou o grupo a converter as músicas para essas versões orquestradas. Esse não é um disco que deve ser considerado um disco de banda, e sim, um projeto especial de Epic Music, que deve ser considerado como um presente da banda para os fãs e seguidores do trabalho do Miasthenia.

    O registro foi lançado em versão física e digital. Interessados em adquirir uma cópia, basta entrar em contato com as redes sociais da banda ou, pela loja virtual da Mutilation Records.

    Caso queria conferir digitalmente, “Sinfonia Ritual”, se encontra disponível para audição completa em todas as plataformas digitais. Confira:

    https://open.spotify.com/album/3tKNPGks8OBdQ5Xk5hGEXg?si=vmlEp0a-ToKuBbaRojU6mg

    Contato: [email protected] Links relacionados: www.miasthenia.com www.facebook.com/miasthenia   Edições avulsas, assinatura física e digital. Conheça a nossa Roadie Crew Shop – acesse https://roadiecrew.com/roadie-shop
  • ABBATH – OS NOSSOS HERÓIS TAMBÉM SÃO HUMANOS

    ABBATH – OS NOSSOS HERÓIS TAMBÉM SÃO HUMANOS

    Com o passar do tempo algumas lembranças vão ficando nubladas, enquanto outras memórias são simplesmente perdidas para sempre nos corredores da nossa mente. Mas, algumas imagens simplesmente insistem em permanecer para sempre. Lembro que, quando eu ainda era apenas um garotinho, minha mãe comprou uma antiga revista em quadrinhos, que ela havia encontrado em uma loja de livros usados. Nada fora do comum, já que eu era colecionador e ela tinha o bom hábito de ‘rechear’ a minha cabeça com tudo o que fosse possível. Mas aquele dia foi algo diferente, pois a revistinha em questão era diferente. Tratava-se de um exemplar da revista The Invincible Iron Man #128, com a história Demon In A Bottle. Claro, a revista do Homem de Ferro, naqueles tempos ainda nem sombra do atual astro da cultura pop, mas mesmo assim um dos meus favoritos. E se lembro tão bem daquela revista, dentre as tantas que li, foi pelo impacto que ela me causou. Afinal, já na capa aparecia um dos meus ídolos, o super-herói e multimilionário Tony Stark absolutamente destruído, desfigurado diante do espelho. Uma ‘Santa Ceia’ às avessas, onde o copo de whisky virado faz o papel de saleiro, e onde a máscara do Homem de Ferro repousa silenciosa e impotente diante de um messias absolutamente sem controle da sua própria vida. Tony Stark, no fim das contas, era um alcoólatra, e por mais genial e incrível que fosse aquele herói, ele era apenas como um de nós. Sujeito aos mesmos riscos que cada um de nós.

    Confesso que os efeitos do alcoolismo estavam mais próximos de mim do que naquela revista. Bem mais perto, eu diria. Mas foi ali que pela primeira vez eu senti que não era apenas o meu maior herói, o herói que eu conheci muito antes de Tony Stark, que sucumbia diante do álcool. Foi ali que percebi que este era um problema de muitos. Foi ali que percebi que deboche, reprimendas e violência não poderiam ser a resposta. Foi ali que percebi que o problema era outro.

    Claro que com o passar dos anos e a minha crescente devoção ao rock/metal, percebi que muitos ‘homens de ferro’ também sucumbiam diante dos espelhos em seus próprios camarins. A lista parecia infinita. Keith Moon, John Bonham, David Byron… Desculpem, a lista é longa demais e é triste demais pensar nela para que eu recorde agora. Mas foram muitos os heróis que curvaram seus joelhos e sua alma diante de um vício que, lá no início, surgiu como uma espécie de brincadeira entre amigos, como uma diversão inocente, como um simples ‘ficar locão e falar um bocado de bobagem’. Para alguns, o caminho simplesmente não tem volta.

    Há poucas semanas fomos informados de que o vocalista do Metallica, James Hetfield, havia decidido retornar ao tratamento contra a dependência do álcool. Muitas manifestações surgiram ao redor do globo, incluindo muitos artistas que louvaram a atitude do cantor, e isso é muito justo. Você precisa ter muita coragem para encarar os seus demônios, especialmente quando eles são tão fortes, e mais uma vez Hetfield está disposto a fazer isso. Não muito tempo depois, acontece toda essa situação na Argentina envolvendo Abbath, quando um dos mais célebres heróis do black metal sequer conseguiu tocar uma única de suas músicas de forma correta antes de desistir e retornar ao seu camarim, para logo depois anunciar que todos os demais shows pela América do Sul estavam cancelados.

    O demônio na garrafa atacou mais uma vez.

    As imagens filmadas antes do início do show mostram uma plateia excitada, radiante, como costumam ser as plateias argentinas. Abbath aparece feliz, sorridente, encarando com diversão o coro de ‘Abbath, Abbath’ entoado pelos presentes, em ritmo de clássico do futebol sul-americano. Mas, muito rapidamente a situação vai ganhando contornos bizarros, tão absurdos que a plateia vai cansando de esperar por aquilo que todos ali queriam ver. Mais que isso, a plateia começa a se voltar contra o artista que, a grosso modo, não respeitou a sua audiência. Sim, ele deveria ter se mantido sóbrio e feito o show, isso é indiscutível. Mas, ele realmente tinha o controle da situação? Sim ou não, a coisa foi como foi.

    O que mais chama a atenção no vídeo nem é a ‘performance’ desastrosa de Abbath. O que diferente se poderia esperar de alguém em tal estado? Também não é a atitude da plateia que chama a atenção. Aquelas pessoas pagaram por um show que claramente não ia acontecer, viajaram para assistir um show de black metal, e não a um circo de horrores com um palhaço bêbado demais para fazê-los rir. O que mais chama a atenção nas imagens registradas do ‘show’ é a postura dos demais músicos. A cara que mesclava terror e um legítimo ‘o que eu vou fazer agora?’ que estampava os rostos maquiados da baixista Mia Wallace e do baterista Ukri Suvilehto, que viam a situação se tornando cada vez mais insustentável diante dos seus olhos. Eles não sabiam como sair daquela situação, e constrangimento é apenas uma parte do sentimento que deve tê-los tomado naquele momento. Ah, sim, eu conheço esse sentimento.

    Mia Wallace, Ukri Suvilehto, os fãs presentes na casa de shows na Argentina, todos eles sentiram um pouco da mesma sensação que senti quando peguei aquela revistinha do Homem de Ferro nas mãos, quando era criança. Aquela sensação de insegurança, aquela sensação de decepção misturada com uma raiva impotente, de quem não sabe como deve agir dali em diante. Mas eu nunca deixei de me imaginar do outro lado. Nunca deixei de imaginar como seria se afinal eu fosse o Tony Stark diante do espelho. Nunca deixei de me perguntar se eu realmente teria força para resistir a tudo no mundo, e nunca deixei de me perguntar se existiriam pessoas dispostas a me ajudar se eu precisasse de ajuda. Quero acreditar que sim. Mas antes de tudo, eu precisaria querer ajuda. Eu precisaria aceitar ajuda.

    Ontem, finalmente tivemos notícias atualizadas do que acontece e deverá acontecer no futuro de Abbath. Em uma declaração oficial, ele disse: “Outstriders, ao longo da vida, você recebe diferentes mães de cartas. Tive a sorte de ter a oportunidade de viver meu sonho, que é escrever músicas, lançar discos e fazer turnês pelo mundo, tocando para fãs de todos os lugares. Na maioria das vezes, foi um tremendo passeio, mas também houve momentos em que as coisas deram errado, principalmente durante a recente turnê pela América do Sul, onde tivemos que cancelar shows na Argentina e no Brasil. Não é segredo que estou lutando contra o vício. Agora, percebi que é hora de brigar com esse demônio. Me comprometi com um programa de reabilitação que vai me ajudar a ficar limpo de uma vez por todas. Sinto-me mais motivado e determinado do que nunca para vencer esta batalha.”

    Todos esperamos apenas o melhor. Todos esperamos que ele volte mais forte do que nunca. Ninguém duvida do potencial que ele tem, e nenhum dos fãs, mesmo os mais irritados colocam em xeque o papel que ele desempenhou no desenvolvimento do black metal. Afinal, a imagem que queremos dos nossos heróis é aquela tradicional, onde eles parecem imponentes e todo-poderosos em suas armaduras. Onde eles desafiam o mundo com um sorriso no rosto, prontos para encarar os desafios. Sim, sabemos que eles são apenas humanos sob a armadura. Mas, o que realmente importa é a imagem que eles verão no fim do dia, diante do espelho.

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  • HOLOCAUSTO: Confira a segunda parte do diário sobre o novo álbum

    HOLOCAUSTO: Confira a segunda parte do diário sobre o novo álbum

    O guitarrista Valério Exterminator, membro fundador do HOLOCAUSTO e hoje envolto em novos projetos após o término da banda, tem nos fornecido um diário sobre o álbum “Diário de Guerra”, lançado no final de julho pelo selo americano Nuclear War Now. Com a formação do clássico “Campo de Extermínio”, de 1987, a banda mineira até então formada por Rodrigo Führer (vocal), Valério Exterminator (guitarra), Anderson Guerrilheiro (baixo/vocal) e Armando Nuclear Soldier (bateria) criou um dos melhores álbuns do Metal extremo de Minas Gerais com “Diário de Guerra”. O término da banda não impediu que a recepção fosse estrondosa em todo o mundo, com resenhas favoráveis em diversos sites e revistas. Na primeira parte do diário, Valério relatou todo o processo que envolveu o retorno do HOLOCAUSTO a cena, desde o lançamento de “De Volta ao Front” em 2006 até a volta da formação original.

    Leia a primeira parte do texto:

    https://wargodspress.com.br/wargods/holocausto-guitarrista-fala-sobre-o-novo-album-diario-de-guerra/

    As páginas de “Diário de Guerra”, apesar de finalizadas em 2010, com a formação de trio com Anderson Guerrilheiro (baixo/vocal), Guilherme Fury (bateria) e Valério Exterminator (guitarra) foram reescritas a partir de 2015, com a formação original: Rodrigo Führer (vocal), Valério Exterminator (guitarra), Anderson Guerrilheiro (baixo/vocal) e Nedson Warfare (bateria). Com essa formação, em 2017, a banda decide registrar “Diário de Guerra”, agora com novos arranjos. Porém, logo após o show em Lima (Peru) em maio de 2017, o baterista Warfare anuncia sua saída da banda para o final do ano. Com essa notícia a banda se viu numa encruzilhada e foi obrigada a analisar a situação: “Gravar um disco com um baterista que sairia da banda no dia seguinte da gravação? Perder o investimento de tempo e dinheiro, nas cinco músicas gravadas? Quem o substituiria?”.

    Ouça “Diário de Guerra”:

    https://nuclearwarnowproductions.bandcamp.com/album/di-rio-de-guerra

    De qualquer forma a banda decidiu que continuaria a cumprir a agenda de shows e esperaria o momento certo para definir o que seria feito. Segundo Valério, “a relação entre os integrantes passou a ser de desconfiança, de um lado a desconfiança que o baterista poderia decidir não cumprir a agenda de shows, e da parte dele, que a banda poderia decidir que “Diário de Guerra” seria gravado por outro baterista.”. Com esse clima ruim, somado ao desgastante relacionamento, entre o vocalista e Valério, o guitarrista decide então montar uma banda paralela, com objetivo de se afastar dos desentendimentos da banda, e criar um clima mais agradável com outros músicos. Valério dá mais detalhes: “Consigo o contato do baterista Armando Nuclear Leprous Soldier (Sarcófago, Holocausto, Mutilator), e então decido criar o BHell. O Bhell seria um projeto com Cassito (Wicth Hammer/vocal), Ricardo (Mutilator/baixo), Armando (bateria) e eu guitarra. Naquele momento o Mutilator não havia voltado à cena, e Armando estava sem tocar em banda, desde o final dos anos 80. Então após Armando aceitar meu convite para entrar no BHell, eu o perguntei se haveria disponibilidade de ensaiar com o Holocausto, pois o Warfare sairia em dezembro. Ele disse que sim.”.

    Dessa forma as respostas surgiram sobre quem gravaria “Diário de Guerra”. Então mais uma vez, foi necessário fazer novos arranjos para as músicas, e em setembro de 2018, a formação clássica entra em estúdio para enfim gravar o álbum. Na próxima nota Valério contará como foram gravações de “Diário de Guerra” e os motivos que culminaram com o encerramento das atividades da banda.

    Contatos: Facebook: www.facebook.com/ValerioExterminator

    E-mail: [email protected]

    Assessoria de Imprensa: www.wargodspress.com.br

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  • MUTRAN lança novo single “Rubáiyát”

    MUTRAN lança novo single “Rubáiyát”

    O artista Mutran, lançou nas plataformas digitais seu novo single inédito “Rubáiyát”. Este novo som estará no album “The Best Of”, a ser lançado em dezembro de 2019, conta com as melhores canções da carreira, surpresas e duas canções inéditas.

    Rubáiyát é baseado num poema medieval do persa Omar Khayyam, que além de poeta era matemático e astrônomo.

    “Me encantam pessoas como William Blake, Khayyam, Fernando Pessoa, Rimbaud… Deles extraio matéria prima para as letras e as imagens sonoras. Rubáiyát é música para a alma, contemplativa e inquisidora. Aponta para o futuro do meu som… experimental, denso e profundo. Bem Mutran.” Expõe o compositor.

    Veja aqui a letra do single “Rubáiyát”

    “Khayyam! Khayyam!

    Não te aflijas

    Por seres um grande pecador

    Inútil é tua tristeza

    E depois da morte

    Virá o nada

    Ou a Misericórdia”

    Escute o single “Rubáiyát” https://soundcloud.com/mutran/rubaiyat

    Acompanhe a banda Mutran e contato:

    www.facebook.com/BandaMutran – (21)98641-9628

    Agência: www.beelyper.com

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  • TUATHA DE DANANN e mais cinco bandas exaltam o folk no novo Odin’s Krieger Fest

    TUATHA DE DANANN e mais cinco bandas exaltam o folk no novo Odin’s Krieger Fest

    Para celebrar a música folk e medieval produzida por bandas nacionais, que cada vez mais se destacam inclusive no cenário internacional devido à criatividade e complexidade no uso de instrumentos típicos, mais uma edição do Odin’s Krieger Fest acontece neste fim de semana – em São Paulo, dia 30/11 (Carioca Club), e em Curitiba, dia 1/12 (John Bull) – com seis bandas em evidência, seja pelos anos de estrada, pelos recentes trabalhos ou por ser um nome que promete para 2020.

    A clássica banda mineira de folk metal, Tuatha de Danann, é a principal atração de ambos os dias. Em São Paulo também tem O Bardo e o Banjo, Oaklore e Eldhrimnir. Em Curitiba, Tandra e Notórios Bardos completam o lineup.

    Como parte da turnê do elogiado novo disco, The Tribes of Witching Souls, o Tuatha de Dannan faz neste Odin’s Krieger Fest apenas o terceiro – e último – show do ano na capital paulista. Para o fundador e frontman da banda, Bruno Maia, este álbum é um dos mais importantes da carreira, com músicas potentes e que mostram a versatilidade das composições dos mineiros.

    O Tuatha de Danann é nome recorrente no OKF, sempre atraindo seus fãs quando aparece no lineup. “É sempre muito legal fazer parte desta festa, é um dos eventos mais relevantes deste segmento folk/medieval. Merece ser prestigiado porque valoriza as bandas nacionais e sempre traz bandas interessantes que estão em alta no exterior”, comenta Bruno.

    Junto ao Tuatha, O Bardo e o Banjo fará um show especial em São Paulo, uma das mais bem-sucedidas e requisitadas bandas do gênero no país. Completam o evento o quarteto paulista Oaklore, com sua impressionante música folk/medieval/renascentista técnica e transcendental, e a Eldhrimnir e seu folk alcoólico, com elementos de música pesada.

    No dia seguinte, o Odin’s Krieger chega a Curitiba. Com a banda mineira se apresentam a local Tandra, que executa um folk metal, com influências de Eluveitie, Ensiferum e Moonsorrow, além do Notórios Bardos, de Ponta Grossa (Paraná), e seu irish punk.

    Exclusivamente em São Paulo, o camarote é open bar com cerveja, refrigerante, água e o néctar dos deuses nórdicos, o hidromel. Também somente válido na capital paulista, quem comprar ingresso do 1º lote ganha o copo OKF, e quem comprar o camarote 1º lote – em SP – ganha camiseta exclusiva e copo OKF (camiseta exclusiva não será vendida no evento, será outra estampa).

    A realização é da OKF Produções (www.okfproducoes.com.br).

    SERVIÇOS

    Odin’s Krieger Fest 2019 – Part II em São Paulo Evento: https://www.facebook.com/events/787565891715633/ Data: 30/11 Shows: Tuatha de Danann, O Bardo e o Banjo, Oaklore, Eldhrimnir Horário: 14h Preços: Pista 1º lote – $50 Venda online: https://www.clubedoingresso.com/evento/odinskriegerfest Camarote open Bar – $140 Local: Carioca Club Classificação etária: 16 anos

    Odin’s Krieger Fest 2019 – Part II em Curitiba Evento: https://www.facebook.com/events/447466499188552/ Data: 01/12 Shows: Tuatha de Danann, Tandra, Notórios Bardos Horário: 15h Preços: Pista 1º lote – $50 Venda online: https://pixelticket.com.br/eventos/4345/odins-krieger-fest-curitiba Local: John Bull Classificação etária: 16 anos

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  • MAGNUM: Confira o lyric video de “Not Forgiven”

    MAGNUM: Confira o lyric video de “Not Forgiven”

    A tradicional banda britânica MAGNUM lançará seu novo álbum, The Serpent Rings, em 17 de janeiro de 2020, através da Steamhammer / SPV, nas versões digipak CD, gatefold 2LP, box limitado, download e streaming.

    Abaixo você confere o lyric video oficial para a música Not Forgiven.

    O guitarrista do MAGNUM, Tony Clarkin é um homem que parece nunca parar de trabalhar. Ele é responsável por escrever todo o material lançado pela banda e, além disso, produz seus álbuns desde a primeira demo até a mixagem final. “Assim que o álbum termina, começo a coletar novas ideias”, explica ele. “É assim que eu trabalho desde o início dos anos setenta, para mim esse é o método ideal”. Em seu último álbum, The Serpent Rings, Clarkin e o outro membro original do MAGNUM, o vocalista Bob Catley, provam novamente o quão perfeitamente esse sistema estabelecido funciona.

    O MAGNUM gravou onze músicas novas, que apresentam todos os pontos fortes da formação britânica e também atendem à ambição da banda de explorar uma direção mais orientada para o rock. The Serpent Rings apresenta o MAGNUM do jeito que os próprios músicos gostam: rock e ao mesmo tempo melódico, direto, mas também um pouco divertido, poderoso e sensível, com letras dotadas de forte imaginação, mas também com uma abordagem sócio-crítica.

    The Serpent Rings foi gravado pela formação composta por Clarkin, Catley, o tecladista Rick Benton e o baterista Lee Morris, além de sua mais recente adição, o baixista Dennis Ward (PINK CREAM 69, PLACE VENDOME, UNISONIC, entre outros), que se juntou ao grupo para substituir Al Barrow.

    Tracklist:
    1. Where Are You Eden?
    2. You Can’t Run Faster Than Bullets
    3. Madman Or Messiah
    4. The Archway Of Tears
    5. Not Forgiven
    6. The Serpent Rings
    7. House Of Kings
    8. The Great Unknown
    9. Man
    10. The Last One On Earth
    11. Crimson On The White Sand
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  • David Ellefson define repertório da Masterclass ‘Basstory’

    David Ellefson define repertório da Masterclass ‘Basstory’

    O baixista do Megadeth, que prepara seu décimo sexto álbum, sucessor do premiado “Dystopia” (2016), vencedor do Grammy Awards, na categoria ‘Melhor Performance de Metal’ com a música homônima, o baixista David Ellefson definiu o repertório que será apresentado em sua masterclass “Basstory Tour”, com a qual, desde 2018, tem visitado diversas cidades americanas, além de países como República Tcheca, Dinamarca, Itália, Turquia, Alemanha, Holanda, Polônia, Austrália, México e Chile. Ellefson desembarca no Brasil no dia 30 de novembro (sábado), para show único, em São Paulo, no tradicional Manifesto Bar, que em 2019 está celebrando 25 anos de atividades.

    Os ingressos online estão à venda através da Ticket Brasil em https://is.gd/FwJgVp

    Ellefson tem aproveitado a “Basstory Tour” para divulgar seu novo livro autobiográfico, “More Life with Deth”, lançado a 19 de julho via Jawbone Press, junto ao seu primeiro álbum solo, “Sleeping Giants”, ambos realizados em parceria de seu sócio, o vocalista Thom Hazaert. Além desses trabalhos, este ano o incansável Ellefson já havia lançado “Get it On”, álbum de estreia do Altitudes & Attitude, seu projeto com o também baixista Frank Bello, do Anthrax. Fora dos palcos, o fiel escudeiro de Dave Mustaine no Megadeth tem tocado seus empreendimentos particulares, no caso, a rede de café Ellefson Coffee, o selo EMP Label Group e a lendária gravadora Combat Records, que adquiriu e reativou após décadas de inatividade.

    Durante a masterclass “Basstory Tour”, fãs ainda poderão subir ao palco para tocar ao lado de Ellefson. Para participar, envie um vídeo para o email [email protected].

    Confira o repertório:
    Symphony of Destruction
    Peace Sells
    Tornado of Souls
    Angry Again
    Paranoid (Black Sabbath)
    Anarchy in the UK (Sex Pistols)
    If You Were God (Ellefson – “Sleeping Giants”)
    Dawn Patrol
    Feel your Pain (Ellefson – “Sleeping Giants”)

    Serviço – MasterClass com David Ellefson:
    Data: 30 de novembro (sábado)
    Abertura da casa: 17h
    Local: Manifesto Bar
    Endereço: Rua Iguatemi, 36, Itaim Bibi – São Paulo/SP
    Ingressos – 1º lote: a partir de R$ 120 (Pista promo e meia-entrada)
    Vendas no Manifesto Bar e online pela Ticket Brasil em https://is.gd/FwJgVp
    Fone: (11) 2574-5256
    Cartões: Visa, Mastercard, Elo, American Express e Dinners
    Débito: Visa Electron, Maestro, Rede Shop
    Censura: 16 anos
    Acesso a deficientes / ar condicionado
    Wi-fi: a casa possui acesso a internet sem fio
    Serviço de Vallet: R$20,00
    E-mail: [email protected]
    Site: www.manifestobar.com.br

    Fonte: ASE Press

     

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