Derek Riggs, lendário artista britânico que se tornou mundialmente conhecido por ter criado inúmeras capas de álbuns e singles do Iron Maiden, é a mais recente atração confirmada para a HORROR EXPO 2019. O maior evento focado na cultura do horror já realizado na América Latina, abrangendo cinema, TV, streaming, games, literatura e cultura pop, será realizado entre os dias 18 a 20 de outubro no Expo Center Norte, em São Paulo/SP.
Pela primeira vez no Brasil, Riggs estará presente em todos os dias do evento com um estande próprio, no qual comercializará prints de suas obras e outros itens, e também participará de painéis e atividades no palco principal da feira. Dessa forma, o fã que aguarda há tanto tempo para poder vê-lo de perto terá momentos simplesmente inesquecíveis.
DEREK RIGGS, EDDIE E IRON MAIDEN
“Eddie” é, sem dúvida, a mais icônica mascote da história da música pesada e ilustra a carreira do Iron Maiden em todos os momentos, desde os primórdios. Porém, a criação dela veio antes mesmo de existir tal conexão, uma vez que nasceu como uma ilustração de Riggs batizada “Electric Matthew Says Hello” (“Electric Matthew diz oi”, em tradução livre), que foi criada com o intuito de ser usada para alguma banda punk no final dos anos 70.
Pessoas ligadas ao Iron Maiden tiveram acesso ao portfólio de Riggs e entraram em contato, pedindo que ele colocasse cabelo naquela figura, para que se parecesse menos punk. O resultado foi a arte da capa de “Iron Maiden”, álbum de estreia, lançado em 1980. A parceria seguiu firme até o início dos anos 1990 e o artista criou muitos das mais famosas capas e também singles da banda. A partir do álbum “Fear of the Dark” (1992), o Iron Maiden optou por contar com uma contribuição de outros artistas, mas “Eddie” continua firme e forte até os dias de hoje.
ATRAÇÕES DA HORROR EXPO 2019
Além de Derek Riggs, a organização da HORROR EXPO 2019 já anunciou a participação do cineasta Mick Garris, parceiro de longa data de Steven Spielberg, Stephen King e Michael Jackson, que dirigiu e/ou escreveu grandes clássicos do horror/terror para cinema e TV, entre eles “Amazing Stories”, “Abracadabra”, “O Iluminado”, “A Dança da Morte”, “A Mosca 2”, “Psicose 4: A Revelação” e “Michael Jackson’s Ghosts”. Novos convidados e atrações, inclusive as bandas que encerrarão cada noite, serão anunciados ao longo dos próximos meses.
Os ingressos da HORROR EXPO 2019 já estão disponíveis em seu segundo lote, com valores a partir de R$ 170,00, com entradas por dia, passaportes para os três dias de evento e opções de ingressos VIP, que dão diversas vantagens para o comprador. Qualquer visitante que adquira o ingresso inteiro comum ou passaporte inteiro comum, pode adquirir sua entrada com 50% de desconto com o Ingresso Solidário Horror Expo, mediante à doação de 1 kg de ração para cães ou gatos, que deve ser entregue no dia do evento. Toda a venda de ingressos da HORROR EXPO 2019 é operada pela Eventbrite e está disponível para comercialização pelo site oficial do evento, horrorexpo.com.br.
Categoria: Roadie News
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Horror Expo 2019 confirma Derek Riggs, criador de famosas capas do Iron Maiden
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THE ADICTS – São Paulo, 09 de Março de 2019.
Por: Di Olive
Respeitável público: o Circo do Punk 77 inglês voltou a São Paulo! Três anos após sua última vinda, a banda The Adicts esteve de volta à Capital Paulista para realizar mais um espetáculo musical e visual. Antes, por volta das 20h30 as cortinas do Carioca Club, casa de shows da Zona Oeste da cidade, se abriram para os paulistas dos Os Excluídos. Seu vocalista, Ronaldo Lopes, começou a noite com a seguinte frase: “Vocês entraram mesmo? O Adicts é só 22h hein? (risos)”. Entre risadas e algumas palmas tímidas do público que já se fazia presente, a banda começou seu show. Um punk rock simples e direto, com mensagens hora reflexivas e melancólicas, hora positivas e suaves. Apesar de ter menos da metade capacidade da pista, havia um público fã da banda agitando e cantando junto. O som da guitarra de André Larcher estava razoavelmente baixo, mas os caras não fizeram feio e os jovens fãs da banda se animaram em vê-los na abertura. No meio do show houve uma pausa para algumas palavras sobre a data do Dia Internacional da Mulher, passando uma mensagem consciente de respeito e apoio.
O show terminou às 21:25 e o público aos poucos começou a carregar o local para a atração da noite. O horário marcado era exatamente as 22h e entre as músicas da discotecagem e a fumaça típica de shows saindo por baixo da cortina do palco, às 22h12, ao som da “Sinfonia 9, Op 125” (clássico do filme “Laranja mecânica”), entram em palco Keith “Monkey” Warren (vocal), Pete “Pete Dee” Davison (guitarra), Hihko Strom (guitarra), Michael “Kid Dee” Davison (bateria) e o baixista Kiki Kabel, que substitui Davey Menza, impossibilitado de tocar após sofrer um acidente de carro ano passado. E com essa formação, iniciou-se o show do The Adicts com “Let’s Go”, seguida de “Joker in The Pack”. Por tradição, na execução dessa música são atiradas cartas de baralho ao público, que pulava pra pegar enquanto o seu frontman, Monkey, as jogava cantando e sorrindo, trajando suas roupas brancas em alusões ao circo clássico, completadas com o colorido dos confetes do palco.
A banda tocou um clássico atrás do outro, com fôlego de adolescentes, mesmo com seus mais de 40 anos de estrada, mas a performance de Monkey se destaca somadas às execuções impecáveis de todos, fazendo o público se maravilhar do começo ao fim com “Horrorshow”, agitando muito em “Numbers”, além de se emocionar com “I am Yours” e “Angel”.
Toda a composição teatral do palco, de cores, fitas, confetes, etc, transformam o show da banda numa experiência única mesmo para quem não vê a banda pela primeira vez. Tudo é pensado para levar mais que uma simples apresentação musical a todos os presentes. Desde o guarda-chuva com luzes de “Singing in the Rain” até “Who Split My Beer?”, na qual Monkey coloca duas latas de cerveja para uma “mágica” e realiza o tradicional banho de cerveja para quem está mais próximo ao palco.
“My Baby Got Run Over by a Steamroller”, “You’re All Fools”, “Crazy” não poderiam faltar e lá estiveram para não deixar ninguém desanimar por um só minuto durante todo o show.Foi interessante observar a forte presença feminina no público, mesmo mais timidamente. Era possível vê-las agitando e dançando tanto quantos os homens e dando a entonação no coro em “Bad boy”.
Bolas de plásticos aquáticas são jogadas no público, dando mais tom ao divertimento que a banda já promove com seu circo punk. Conforme o fim do show se aproximava, não desanimaram e continuaram e jogar rolos de fitas no teto e não terminariam sem executar seu maior hit “Viva La Revolution”. Apesar de ser notável que o som da guitarra de Pete estava baixo, isso não chegou a atrapalhar quem via de pontos mais próximos do palco.
Em gritos de protesto político, a banda parou para escutar, agradeceu e, no silêncio, tivemos a dona da letra mais emocionante de todas: “You’ll Never Walk Alone”. Monkey ergueu ao alto uma bola de plástico enorme em formato coração e entre choros e abraços do público, finalizaram o show naquele clima de fim de série de comédia americana, com todos sorrindo e cantando juntos.
Uma apresentação do The Adicts é um exemplo de como uma banda consegue encantar no palco, dando um show de alegria ao Punk Rock.
Agradecimentos especiais ao fotógrafo Daniel Silva por conceder as imagens!
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Junior Carelli lança trabalho solo instrumental em todas as plataformas digitais
O tecladista Junior Carelli acaba de lançar material inédito instrumental intitulado “A Little Bit of Everything” em todas as plataformas digitais como Spotify e Deezer. O trabalho é um compilado de músicas inéditas do tecladista, misturado com composições extras de suas bandas. Além deste material, o tecladista também lançou o tema de sua produtora Foggy Filmes no formato Big Band.Escute o trabalho solo de Junior Carelli: https://spoti.fi/2Fr8MBS
“Este é um material que estava guardado tem muitos anos nos meus arquivos e quis soltar para os fãs conhecerem um pouco este meu lado instrumental, que ainda é bem forte na minha carreira. São faixas que acabaram não sendo usadas nas bandas que toco, mas que são muito boas e mereciam ser divulgadas para todos os que gostam da minha carreira”, disse Junior Carelli.
Atualmente, Junior Carelli está concentrado na divulgação dos novos trabalhos da ANIE ao lado de seu amigo e companheiro Fernando Quesada (violão e vocal). A dupla está em turnê e produzindo material inédito com lançamentos previstos em todos os meses de 2019.
Links relacionados: https://www.facebook.com/juniorcarelliofficial/ Edições avulsas, assinatura física e digital. Conheça a nossa Roadie Crew Shop – acesse https://roadiecrew.com/roadie-shop -

Divulgada data e detalhes do lançamento de “Servus”, novo disco do UGANGA
O Uganga é um dos grupos mais expressivos e relevantes do rock pesado brasileiro. Acumula mais de 25 anos de carreira, lançou quatros álbuns de estúdio e um disco ao vivo gravado na Alemanha. Já realizou shows por quase todas as regiões do Brasil, participou dos mais importantes festivais e fez duas turnês europeias que juntas somam 28 shows em 13 países.Boa parte dessas produções do Uganga, sejam projetos de gravação ou circulação (turnês), têm recebido incentivo através de políticas públicas de cultura, comprovando a relevância do trabalho da banda, seja em seu sentido artístico/subjetivo ou sócio-cultural.
“Servus”, o quinto álbum de estúdio do grupo mineiro, não foge à regra. O disco foi financiado por dois relevantes prêmios, o Wacken Foundation, organização alemã sem fins lucrativos idealizada em 2008 pelos produtores do Wacken Open Air – o maior festival de heavy metal do planeta – e que apoia projetos de hard rock e heavy metal de todas as partes do globo, tendo nomes como o de Alice Cooper entre os doadores, e também pelo Programa Municipal de Incentivo à Cultura (PMIC) de Uberlândia, Triângulo Mineiro, de onde a banda é originária. “A parceria com o Wacken Foundation foi mais uma vitória da banda e equipe à custa de muito suor, estrada, planejamento e amor à camisa” – declarou o vocalista Manu Joker. “Trata-se do maior festival do planeta! Por sermos uma banda latino-americana tocando em um país como o Brasil e todas as suas dificuldades, essa ajuda financeira torna-se ainda mais bem-vinda. Mas só de ter o logo do Wacken no trabalho já nos deixou honrados. Se pessoas ligadas ao Wacken se interessaram por nós, então nosso trabalho está valendo a pena.” “Servus” definitivamente vale a pena! O quinto disco de estúdio do Uganga foi gravado no estúdio Rock Lab em Goiânia/GO onde a banda registrou seu álbum anterior, o aclamado “Opressor”. Gustavo Vazquez e o próprio vocalista Manu Joker assinam a produção desse trabalho que significa a coalisão da identidade sonora que o grupo lapidou nos álbuns “Vol. 3” e “Opressor” com o aspecto mais experimental dos dois primeiros trabalhos, “Atitude Lótus” e “Na Trilha do Homem de Bem”.
“Se com os dois álbuns anteriores definimos a nossa sonoridade, Servus é um olhar adiante, para o futuro”, afirma Manu. “Mas também consigo ver elementos de todos os nossos outros discos nas novas músicas. Em Servus a banda se arriscou por caminhos onde ainda não foi. Não se trata de estudar o mercado ou seguir tendência. Música é algo muito sagrado para perder tempo com isso. Há mais de duas décadas fazemos peso e groove pois amamos esses dois mundos. Navegar por caminhos aparentemente distintos como o som extremo ou algo diametralmente oposto, nunca nos assustou.”
“Servus” será lançado no próximo dia 29 de Março em formato CD-Digipack e também distribuído para todas as principais plataformas digitais. Um evento fechado apenas para imprensa e convidados será realizado no mesmo dia no “Espaço Som” em São Paulo. Manu Joker, Thiago Soraggi, Christian Franco, Lucas “Carcaça”, Raphael “Ras” Franco e Marco Henriques apresentarão um pocket-show exclusivo com músicas de “Servus” e outras novidades. “Servus” reúne 13 faixas: “Anno Domini” (Intro), “Servus”, “Medo”, “O Abismo”, “Dawn”, “Imerso”, “7 Dedos”, “Couro Cru”, “Hienas”, “Lobotomia”, “Fim de Festa”, “E.L.A.” e “Depois de Hoje…”. O desenho da capa de “Servus” foi desenvolvido pelo artista pernambucano Wendell Araújo que já trabalhou com outras bandas de destaque como Ratos de Porão e Cólera. Assista o videoclipe da faixa título no Youtube: https://youtu.be/MtUKn9Am83w
Mais Informações: www.uganga.com.br www.facebook.com/ugangaband www.youtube.com/ugangamg www.twitter.com/uganga www.instagram.com/uganga www.wacken-foundation.com
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DEE SNIDER – 23 de março de 2019, São Paulo/SP
A última passagem de Dee Snider no Brasil havia ocorrido em 2013, quando o Twisted Sister se apresentou na terceira edição do festival Live ‘N’ Louder. Três anos depois, em novembro de 2016, a lendária banda fez o último show da carreira. Além de cantar e compor, Snider, que completou 64 anos de idade no último dia 15 de março, é um incansável multifunção, tendo trabalhado como radialista, dublador, ator e roteirista de cinema. Se ainda lhe faltava um disco de heavy metal, Jamey Jasta (Hatebreed) deu o empurrão e o estímulo. Assim nasceu “For the Love of Metal”, apontado por este redator com o melhor lançamento de 2018. E foi para promover o quarto álbum solo, sucessor de “Never Let the Bastards Wear You Down” (2000), “Dee Does Broadway” (2012) e “We Are the Ones” (2016), que o vocalista americano aportou no Brasil. Após se apresentar em Curitiba (PR) no dia 21 (quinta-feira), ele esteve no Tom Brasil, em São Paulo (SP), para mostrar o que todos sabem: trata-se de um dos melhores performers da história do rock.
Assim como no show na capital paranaense, a abertura ficou a cargo do The Secret Society, que atualmente prepara o primeiro álbum full da carreira. Guto Diaz (vocal e baixo), Fabiano Cavassin (guitarra) e Orlando Custódio (bateria) entraram em cena com “Beyond the Gates”. A casa ainda não estava lotada, mas a receptividade para as músicas, que mesclam elementos de pós-punk, gothic, hard e metal, foi positiva. O trio seguiu com “Fields of Glass”, promovida com um lyric video que, inclusive, teve as imagens exibidas no telão de led no fundo do palco durante o show.
Ex-integrante de bandas como Epidemic e Primal, Guto Diaz introduziu “Mephistofaustian Transluciferation”, influenciada pelo filme checoslovaco “Faust”, de Jan Svankmajer, recitando: “Numa noite fria em Praga, Fausto encontra um desconhecido que lhe entrega um mapa, que o leva ao encontro de Mephistofeles…” A postura e musicalidade obscuras, que remetem a nomes como Bauhaus, Killing Joke, Danzig, The Sisters of Mercy, The Cult e Christian Death, seguiu com “The Final Cut”, “Rites of Fire” e “Rubicon”. Cavassin tem uma presença de palco à la Billy Dufy (The Cult), enquanto Orlando Custódio se mostrou seguro, descendo a mão na bateria.
Depois foi a vez de “The Architecture of Melancholy”, primeiro de sua série de três singles lançados pela Red Records e que saiu em videoclipe. Tratando sobre a morte, a letra traça um paralelo entre o cemitério dos mortos (lápides, túmulos, jazigos) e os edifícios dos vivos, onde as pessoas ficam isoladas e solitárias. Fechando em alta, o set trouxe uma versão para “Cry for Love”, hit do álbum “Blah-Blah-Blah” (1986), de Iggy Pop, composta em parceria com Steve Jones (ex-Sex Pistols). Depois de shows locais, incluindo a abertura para Uli Jon Roth em Curitiba, o The Secret Society agora ficou conhecido pelo público paulista e deverá retornar para promover o primeiro ‘full-length’.
Embora visto com desconfiança por seu bom humor, especialmente por conta dos clipes do Twisted Sister e da cara maquiada, o perseverante Dee Snider veio na sequência, já com a pista e os camarotes cheios. Atuando quase como um palestrante que incita a plateia, não cansa de propagar seu bom humor e mensagens positivas. “Nunca foi sobre ‘sexo, drogas e rock’n’roll’, mas para o lado de ‘levante-se, acredite em você, não tenha medo de falar o que pensa e faça alguma coisa para ser a pessoa que você quer ser’. Essa é a mensagem mais importante”, disse certa vez à ROADIE CREW.
Logo após o som mecânico, com “Exciter”, faixa de abertura de “Stained Class” (1978), do Judas Priest, Snider entrou em cena com “Lies Are a Business” sem a maquiagem que caracterizou e, por vezes, estereotipou o Twisted Sister. A música foi recentemente lançada em videoclipe, dirigido pelo brasileiro Leonardo Liberta (Liberta Filmes), e contou com a participação do empresário Paulo Baron (Top Link Music) e de Thor Moraes (Malta).
De forma energética, como sempre, Snider esteve acompanhado por Charlie Bellmore (guitarra, Kingdom of Sorrow e Phantoms), Nick Petrino (guitarra, Sonic Pulse), Joakin Agnemyr (baixo) e Nick Bellmore (bateria, Toxic Holocaust e Kingdom of Sorrow), que desempenharam bem suas funções. Com o som bem regulado, veio a pesada e agitada “Tomorrow’s No Concern”, de “For the Love of Metal”, seguida pela clássica “You Can’t Stop Rock ‘n’ Roll”, faixa-título do segundo álbum do Twisted Sister, tocada de uma forma mais atualizada e pesada.
“Eu sei que muitos poderão não me entender, mas eu estou contente por estar de volta a São Paulo, Brasil!”, disse o vocalista, que seguiu explicando como seria o repertório, e este seguiu com uma do novo álbum, a hard’n’heavy “American Made”, e a clássica “Burn in Hell”, de “Stay Hungry” (1984). “Como eu gostaria de saber falar português, porque tenho tanta coisa a dizer para vocês, mas eu não consigo. Prometo que da próxima vez que estiver aqui, aprenderei português. Bem, pode ser que não me vejam nos próximos dez anos até que eu aprenda”, brincou o vocalista.
O set prosseguiu com “I Am the Hurricane”, que foi promovida em lyric video, e o hino “We’re Not Gonna Take It”, que “incendiou” a casa. A vibração aumentou consideravelmente, com a felicidade estampada na cara de cada um dos presentes. “Puta que o pariu! Eu vi vocês cantando, mas agora eu quero ouvi-los sem a banda, só vocês”, ordenou Snider. O público fez a sua parte e, assim como ocorreu nas três vindas do Twisted Sister ao Brasil, deixou o vocalista empolgado com a receptividade. “Aí sim! Estou vendo vocês”, gritou Snider antes de pegar a bandeira do Brasil dada por um fã na primeira fila. “É bom ver amigos aqui. Fazia tempo que não vinha para a América do Sul e ao Brasil, e vejo que temos aqui alguns fãs antigos. Para vocês, vou tocar uma música da minha ex-banda, Widowmaker”, revelou Snider antes de “Ready to Fall”, faixa de “Stand by for Pain” (1994), sucessor de “Blood and Bullets” (1992).
Se por si só a balada “The Price” emociona, desta vez, além de o público entoá-la antes mesmo do vocalista, como sempre ocorreu por aqui, ela trouxe um elemento extra. Durante a sua execução, o telão exibiu imagens de músicos e heróis do rock que nos deixaram: Ronnie James Dio, Bon Scott, Tim Kelly (Slaughter), Eric Carr (Kiss), Jani Lane (Warrant), Freddie Mercury (Queen), Dave Brockie (Oderus Urungus, do GWAR), Gary Moore, Clive Burr (Iron Maiden), Cliff Burton (Metallica), Phil Lynott (Thin Lizzy), Jimmy Bain (Rainbow, Dio), Dimebag Darrell (Pantera), Robbin Crosby (Ratt), Kevin DuBrow (Quiet Riot), Lemmy Kilmister (Motörhead), Malcolm Young (AC/DC), Chris Cornell (Soundgarden), Randy Rhoads (Ozzy, Quiet Riot), Bernie Tormé (Desperado, Ian Gillan, Ozzy) e A.J. Pero (Twisted Sister).
Voltando para “For the Love of Metal”, Snider pediu ao público que gritasse o nome do álbum antes de executar “Become the Storm”, que foi lançada em videoclipe. A casa caiu de novo com a acelerada “Under the Blade”, faixa-título do primeiro álbum do Twisted Sister, de 1982. “Isso foi muito bom!”, agradeceu o vocalista pela recepção dos fãs, que seguiram gritando “Dee Snider”. Antes de seguir com o set, Snider explicou que a performance estava sendo filmada e que precisaria da empolgação de todos em “I Wanna Rock”, icônica faixa e clipe de “Stay Hungry”. Nem precisava pedir…
O encore começou com “Tomorrow’s No Concern”, primeira música promovida de “For the Love of Metal” e que saiu em lyric video em janeiro do ano passado – ela foi tocada duas vezes porque a banda estava gravando imagens para outro vídeo. Dee, então, apresentou sua banda e depois encerrou o set em alta, e com muito peso, com a faixa-título do novo álbum. Lançada também em clipe, ela traz em sua letra menções a clássicos como “Under the Blade”, “You Can’t Stop Rock ‘n’ Roll” e “Burn in Hell”, do Twisted Sister, além de “The Last in Line” (Dio), “Victim of Changes” e “Painkiller” (Judas Priest), “Run to the Hills” (Iron Maiden), “Over the Mountain” (Ozzy Osbourne), “South of Heaven” (Slayer) e “Born to Raise Hell” (Motörhead). Confesso que esperava mais público, mas foi justamente pela mensagem que a composição passa (“We are all fucking metal!”) que todos estiveram presentes ao Tom Brasil para ver mais esta aula de Dee Snider.









