Categoria: Roadie News

  • Rob Caggiano fala sobre ANTHRAX e VOLBEAT em nova entrevista

    Rob Caggiano fala sobre ANTHRAX e VOLBEAT em nova entrevista

    O ‘EonMusic’ falou com o guitarrista do VOLBEAT, Rob Caggiano, antes do show da noite de domingo (27 de maio) em Dublin (Irlanda). Na entrevista, Rob falou sobre a transição do ANTHRAX para o VOLBEAT, os desafios de mudar de vocalista em sua antiga banda, e o status do projeto THE DAMNED THINGS.

    Caggiano foi membro do ANTHRAX de 2001 a 2005, e novamente de 2007 a 2013.

    Sobre a troca do ANTHRAX pelo VOLBEAT, Rob comentou: “A base de fãs do VOLBEAT é muito diversificada; nós temos muitos fãs do ANTHRAX por aí, na multidão. Há algo para todos no som do VOLBEAT, e é isso que atrai as pessoas. Então não foi um ajuste tão grande para mim, até estilisticamente, como um guitarrista”.

    O guitarrista passou a explicar por que ele é mais feliz como músico no VOLBEAT: “Isso combina mais comigo do que o ANTHRAX, pois tem mais guitarra. Não são apenas solos; são partes acústicas, overdubs, partes melódicas, harmonias e todo tipo de coisa legal”.

    Quando perguntado sobre o status do THE DAMNED THINGS, projeto que também conta com Scott Ian do ANTHRAX, junto com membros de EVERY TIME I DIE e FALL OUT BOY, Rob revelou que é provável que surja mais material, embora não necessariamente envolvendo ele. Ele disse enigmaticamente: “Sim, pode haver. Se eu sou ou não parte disso, não tenho certeza; vamos ver. Vamos ver!”

    Finalmente, um novo álbum do VOLBEAT provavelmente verá a luz do dia em 2019, com a gravação programada para começar antes do final do ano. “Nós provavelmente vamos fazer o álbum em duas metades; vamos fazer um pouco antes das festas [de fim de ano] e terminar depois das férias”, disse Rob. “Então, depende de como tudo vai acontecer, vamos ver como o cronograma se configura. Mas essa é a coisa mais imediata sobre o futuro: começar e terminar o disco”.

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  • SOILWORK termina trabalho no novo álbum

    SOILWORK termina trabalho no novo álbum

    Os suecos do SOILWORK completaram o trabalho no seu décimo primeiro álbum no estúdio Nordic Sound Lab em Skara, Suécia, com o produtor Thomas “Plec” Johansson. O sucessor de The Ride Majestic, de 2015, tem lançamento previsto para o final de 2018 ou início de 2019 pela Nuclear Blast Records.

    O vocalista Björn “Speed” Strid falou sobre o novo disco do SOILWORK ao australiano ‘Sticks For Stones’: “Acabou sendo realmente ótimo. Estou muito, muito satisfeito com ele. E será lançado no final do ano ou o começo do próximo, é tudo o que posso dizer agora, mas estou muito feliz com ele”.

    O SOILWORK é hoje um quinteto, após a saída do baixista Markus Wibom no final de 2016 devido a “outros compromissos”. Ele já foi substituído pelo baixista Taylor Nordberg (THE ABSENCE) que tem cumprido a agenda de shows da banda.

    O vocalista Björn ‘Speed’ Strid comentou recentemente sobre o novo esforço de estúdio do SOILWORK:

    “Neste novo álbum, voltamos ao básico do heavy metal clássico, mas com um toque de nosso próprio legado sonoro, com melodias melancólicas trabalhadas em um ritmo às vezes furioso e dotado de grande diversidade. As pessoas vão reconhecer a vibração que tivemos nos dois álbuns mais recentes, mas sentimos que levamos o nosso som ainda mais longe, com mais energia, elementos mais obscuros, mas ainda assim estranhamente revigorantes”.

    Ele continua:

    “As sessões de gravação deste álbum foram diferentes de qualquer coisa que fizemos antes. Todos estão muito envolvidos em todo o processo e nos permitimos experimentar mais e ter sonoramente mais opções. Nosso baterista Bastian Thusgaard, que não gravou com a gente anteriormente, trouxe outra dimensão ao nosso som, e ele fez o resto de nós intensificar a nossa maneira de tocar também. E trabalhar com o produtor Thomas “Plec” Johansson (The Panic Room) foi um verdadeiro prazer. Embora tenhamos passado por muitas coisas nos últimos anos, nos sentimos mais como uma unidade do que sentíamos há muito tempo.

    “Nós, como banda, estamos longe de esgotar nossas habilidades criativas e musicais e queremos trazer o SOILWORK de volta para as grandes plateias. Nossos fãs ao redor do mundo podem esperar que a promessa seja cumprida quando nosso ciclo de turnê começar na promoção de nosso próximo álbum”.

    The Ride Majestic foi o último álbum do SOILWORK com o baterista de longa data Dirk Verbeuren, que deixou a banda em julho de 2016 para se juntar ao MEGADETH. Ele foi substituído no SOILWORK por Bastian Thusgaard, do THE ARCANE ORDER.

    Thusgaard comenta: “Estou muito orgulhoso das minhas realizações neste álbum. Eu recebi uma grande liberdade tanto na escrita quanto na gravação. Obviamente, eu queria honrar ‘a vibe de bateria’ que se desenvolveu na banda ao longo do tempo. Ao mesmo tempo, estou muito ciente do fato de que eu sou um baterista diferente dos meus antecessores. Isso é algo que eu realmente queria mostrar, adicionando minha própria vibração ao som da banda”.

    Em 2016, o SOILWORK lançou uma coletânea especial de raridades intitulada Death Resonance, através da Nuclear Blast.

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  • Confira “Uncomfortable”, novo single do HALESTORM

    Confira “Uncomfortable”, novo single do HALESTORM

    O HALESTORM lançará seu quarto álbum, Vicious, em 27 de julho via Atlantic. O primeiro single do disco, Uncomfortable, estreou esta manhã, e o vídeo, dirigido por Evan Brace (PHANTOGRAM, TAKING BACK SUNDAY), pode ser visto abaixo.

    Gravado no ano passado em Nashville, no estúdio de gravação Rock Falcon da Tennesse com o produtor Nick Raskulinecz, Vicious está disponível para pré-venda a partir de hoje em todos os DSPs e serviços de streaming. Todas as pré-encomendas são acompanhadas pelo download instantâneo de Uncomfortable.

    Raskulinecz é um aclamado produtor, que já trabalhou anteriormente com RUSH, KORN, ALICE IN CHAINS e DEFTONES, além de ter produzido o terceiro EP de covers do HALESTORM, ReAniMate 3.0: The CoVeRs eP, lançado em janeiro de 2017.

    A vocalista do HALESTORM, Lzzy Hale, disse à emissora de rádio WAAF sobre o novo álbum da banda: “Em cada álbum, nós tentamos chegar mais perto daquilo que as pessoas veem todos os dias ao vivo. Eu realmente acho isso este é o registro mais ‘HALESTORM’ que você vai ouvir de nós até hoje”.

    O HALESTORM estreou uma nova música, chamada Black Vultures, no show de abertura de sua turnê canadense com o STONE SOUR, no final de janeiro em Abbotsford, British Columbia.

    O guitarrista do HALESTORM, Joe Hottinger, disse ao programa “Trunk Nation”, da SiriusXM, que o sucessor de Into The Wild Life, de 2015, conterá algumas das “coisas mais pesadas que já fizemos”.

    Into The Wild Life foi criticado por alguns fãs do HALESTORM, que sentiram que o álbum mergulhava demais do território da música pop.

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  • GUNS N’ ROSES: novo clipe de “It’s So Easy” traz imagens dos anos 80

    GUNS N’ ROSES: novo clipe de “It’s So Easy” traz imagens dos anos 80

    Hoje, a Universal Music continua a celebração para o novo lançamento dos Guns N’ Roses, a tão aguardada nova versão do disco “Appetite For Destruction”, com o lançamento do recém-descoberto clipe original e inédito da música “It’s So Easy”.

    Gravado ao vivo em 1989, no famoso clube de rock Cathouse, em Beverly Hills, Los Angeles, “It’s So Easy” nunca foi finalizado e foi mantido na gaveta, inédito aos olhos dos fãs. As imagens foram descobertas recentemente e incluídas no box, completamente remasterizadas do filme de 16mm para a tecnologia 4K HD, mantendo o conceito original e incluindo cenas ao vivo, atingindo o resultado que a banda gostaria de ter na época.

    Além de “It’s So Easy”, a Geffen/UMe também irá lançar oficialmente 14 videoclipes que devem cobrir toda a carreira da banda, todos em uma nova tecnologia 1080p HD. “Welcome To The Jungle”, “Paradise City”, “Patience” e duas versões de “Sweet Child O’ Mine” também serão lançadas em versões remasterizadas. O novo disco inclui ainda alguns dos maiores sucessos do grupo, como os hits nº1 “Sweet Child O’ Mine”, “Welcome To The Jungle”, “Nightrain” e “Paradise City”.

    Depois da formação do grupo de 1985, o Guns N’ Roses seguiu com suas atitudes descontroladas que tomaram conta da cena de rock de Los Angeles. Eles seguiram cativando novos fãs em todo o mundo com o lançamento de “Appetite For Destruction”,em 21 de julho de 1987, que se mantém até hoje como a melhor estreia de um álbum nos Estados Unidos, com mais de 30 milhões de cópias vendidas ao redor do planeta.

    O sucesso indiscutível da banda durante a turnê mundial “Not In This Lifetime” os levou ao 4º lugar entre as mais bem-sucedidas turnês na história da música, apenas em seus dois primeiros anos, sinais de que iriam diminuir o ritmo. A próxima temporada da tour continuará na Europa, em junho e julho de 2018.

    Garanta agora todas as versões do novo disco dos Guns N’ Roses, “Appetite For Destruction”, já disponíveis em pré-venda!

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  • Mantas (VENOM INC) se recupera de cirurgia cardíaca

    Mantas (VENOM INC) se recupera de cirurgia cardíaca

    O ex-guitarrista do VENOM e atual VENOM INC, Jeff “Mantas” Dunn passou por uma bem-sucedida cirurgia de coração no início do mês.

    Em um comunicado postado na página do Facebook do VENOM INC, o músico, que mora em Portugal, revelou que sentiu uma dor “insuportável” em 30 de abril, enquanto fazia uma visita a uma farmácia local para adquirir um novo inalador para sua esposa.

    “Um dia como outro qualquer, o sol estava brilhando, e eu e Anita saímos de casa para nos dirigir à uma aldeia próxima de nós”, escreveu ele. “Anita precisava de um novo inalador, então fomos até a farmácia para conseguir um. Foi quando tudo mudou. Eu comecei a sentir o que julguei ser apenas uma indigestão, mas depois a dor piorou. Eu decidi voltar para o carro e esperar, mas a essa hora a dor era insuportável, o pessoal da farmácia me ajudou a sair do carro e me levaram de volta para dentro, uma ambulância foi chamada e, na chegada, sou levado para a ambulância para ser monitorado e avaliado. A dor não está diminuindo de forma alguma, e assim os paramédicos chamam um médico. Quando o médico chega com uma enfermeira, sou imediatamente ligado a um eletrocardiograma e me é dada a notícia de que parece que duas válvulas no meu coração estão bloqueadas.

    “O que aconteceu a seguir classifica-se facilmente como a experiência mais aterrorizante da minha vida. Lembro-me de chamar o nome de Anita e ouvir minha própria voz dizendo: ‘Foda-se, lute! Não ouse desistir! LUTE!’ E então, nada.

    “Disseram-me que os paramédicos e o médico lutaram por mais de cinco minutos para me trazer de volta… Essencialmente, eu tinha morrido na ambulância.

    “Quando estabilizei o suficiente para ser transferido, fui levado para a unidade coronária de Leiria, onde tentaram introduzir um stent para desbloquear as artérias. No entanto, isso não foi bem-sucedido e, portanto, o próximo passo seria um bypass duplo.

    “Depois de alguns dias em observação e de todos os tipos de medicação para manter tudo em equilíbrio, fui transferido para a unidade cardiotorácica de Abrantes para aguardar a transferência para Lisboa para o bypass duplo.

    “Agora estou em casa descansando e me recuperando, caminhando e construindo lentamente minha força.

    “A partir deste dia, passar pela segurança do aeroporto será interessante, pois o meu peito é preso com aço cirúrgico.

    “Tem havido coisas que aconteceram durante as últimas semanas, as quais achei muito difíceis de aceitar, mas está melhorando.

    Eu simplesmente não sei por onde ou como começar a agradecer a cada médico, enfermeiro ou profissional de saúde que tenha desempenhado algum papel, por menor que seja, para me ajudar a me recuperar disso. Ainda há um caminho a percorrer, mas permaneço positivo.

    “Meus agradecimentos e amor duradouro vão para Anita, que esteve comigo a cada passo do caminho. Meu irmão Tony Dolan, que ao ouvir a notícia, pegou o primeiro voo disponível para estar ao meu lado. Meus vizinhos e amigos em nossa maravilhosa vila, que, apesar das barreiras da linguagem, demonstraram tanta preocupação e compaixão.

    “Espero ver vocês em um palco em algum lugar do mundo em breve, meus amigos. Total respeito, Jeff.”

    O VENOM INC. conta com dois membros originais do VENOM, Dunn e Anthony “Abaddon” Bray (bateria), ao lado do baixista/vocalista e também ex-VENOM, Tony “Demolition Man” Dolan.

    O álbum de estreia da banda, Avé, foi lançado em agosto passado pela Nuclear Blast.

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  • TARJA: Assista ao primeiro teaser do vindouro álbum “Act II”

    TARJA: Assista ao primeiro teaser do vindouro álbum “Act II”

    Após o sucesso mundial do álbum Act I, a artista finlandesa TARJA anuncia o lançamento do tão aguardado “Act II” que estará disponível no Brasil, graças à parceria entre Shinigami Records e earMUSIC, nos formados CD DUPLO e DVD. O primeiro teaser deste lançamento já está disponível, e você pode conferi-lo abaixo.

    Act II apresenta duas incríveis performances ao vivo da TARJA, mas ligeiramente diferentes. O primeiro capítulo, “Metropolis Alive”, foi gravado no Metropolis Studio em Londres dois meses antes do lançamento do bem-sucedido The Shadow Self (2016). Nesta apresentação, a artista cantou, pela primeira vez na frente de um público, as músicas do seu, até então, álbum inédito. O segundo capítulo de “Act II” foi gravado no dia 29 de novembro de 2016 no magnífico Teatro della Luna em Milão e inclui sucessos como Innocence, Die Alive, Until My Last Breath e o cover do clássico do MUSE, Supremacy.

    Fonte: Shinigami Records Edições avulsas, assinatura física e digital. Conheça a nossa Roadie Crew Shop – acesse https://roadiecrew.com/roadie-shop
  • Confira Andreas Kisser (SEPULTURA) no palco com o DEATH ANGEL

    Confira Andreas Kisser (SEPULTURA) no palco com o DEATH ANGEL

    O guitarrista do SEPULTURA, Andreas Kisser, se juntou ao DEATH ANGEL no palco no dia 20 de maio, no show final da turnê australiana das duas bandas para tocar a música Hatred United / United Hate. Imagens filmadas por fãs podem ser vistas abaixo.

    Kisser apareceu originalmente na versão de estúdio de Hatred United / United Hate, que foi incluída no último álbum do DEATH ANGEL, The Evil Divide de 2016. O CD foi mais uma vez gravado nos estúdios da AudioHammer em Sanford, Flórida, com o produtor Jason Suecof (TRIVIUM, DEICIDE), que trabalhou anteriormente nos álbuns Relentless Retribution (2010) e The Dream Calls For Blood (2013).

    Em janeiro, o vocalista do DEATH ANGEL, Mark Osegueda, disse ao ‘The Metal Voice’ que a banda esperava ter seu próximo álbum “escrito, gravado e mixado até o final do ano”.

    Em relação à direção musical do próximo álbum do DEATH ANGEL, Mark disse: “Este será o quarto álbum com esta formação. Este será o maior número de álbuns que o DEATH ANGEL já fez com uma mesma formação. Nós vamos continuar com o mesmo produtor também – Jason Suecof, no AudioHammer na Flórida, então vamos manter a mesma fórmula, de forma que vai ser agressivo, na cara. Mas acho que nosso arsenal ficou muito mais variado – veja o nosso último disco, The Evil Divide, com uma música como Lost. Então, nós sempre temos as nossas próprias pequenas e sutis nuances que lançamos mão, enquanto outras bandas de thrash não o fazem, e eu acho que é isso que nos separa deles. Eu não sei se é uma coisa melhor, mas é uma coisa original, e é por isso que sempre lutamos”.

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  • BUCKCHERRY revela planos para um novo álbum em 2019

    BUCKCHERRY revela planos para um novo álbum em 2019

    O BUCKCHERRY entrará em estúdio nesta primavera para começar a gravar seu novo álbum, que deverá ser lançado no início de 2019. O sucessor de Rock ‘N’ Roll de 2015 marcará o primeiro lançamento da banda desde a saída do guitarrista Keith Nelson e do baterista Xavier Muriel, e a adição de Sean Winchester e Kevin Roentgen, respectivamente.

    Falando com a rádio WRIF 101.1 FM de Michigan (EUA), o vocalista do BUCKCHERRY, Josh Todd disse: “Acabamos de terminar todas as composições para o próximo disco do BUCKCHERRY. Foi uma tarefa enorme, e rolou muito bem. Então, vamos gravar em outubro.”

    De acordo com Todd, o BUCKCHERRY estará no estúdio “de três semanas a quatro semanas” fazendo o novo álbum. “Nós conseguimos ter todas as músicas e arranjos feitos antes”, explicou ele. “Nós já temos todo o mapeamento antes de começarmos a gravar, e depois gravamos o disco tão ao vivo quanto pudermos para fazer com que pareça um show de rock”.

    “Honestamente, podemos gravar em duas semanas”, continuou ele. “Fizemos isso com 15 [2005], e eu acabei de fazer isso com o álbum JOSH TODD & THE CONFLICT; nós fizemos ele em 12 dias”, diz ele, referindo-se ao seu projeto paralelo com o guitarrista Stevie Dacanay, do BUCKCHERRY (também conhecido como Stevie D.). “Desta vez, neste disco, eu só quero ter certeza de que estamos… eu não quero apressar as coisas. Não que nós tenhamos apressado o passo em qualquer um dos álbuns, mas eu estava matando os vocais de duas músicas por dia, e eu não quero fazer isso desta vez; eu quero tomar o meu tempo. Então vamos ver o quão rápido vai ser, talvez três semanas”.

    No ano passado, Todd disse ao podcast ‘Rock Talk With Mitch Lafon’ que ele “ficou meio surpreso” com a decisão de Nelson e Muriel de deixar BUCKCHERRY. Ele também afirmou que nos últimos três anos da existência da formação anterior, “não havia pensamento coletivo” e o BUCKCHERRY “simplesmente não era uma banda”.

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  • OVERDOSE – São Paulo/SP, 26 de maio de 2018

    OVERDOSE – São Paulo/SP, 26 de maio de 2018

    Mesmo em meio a caótica crise de combustível que vem assolando todo o Brasil nos últimos dias, o lendário Overdose, um dos grupos pioneiros e mais emblemáticos do mundialmente cultuado e influente metal de Belo Horizonte (MG), desembarcou em São Paulo para matar a saudade dos headbangers paulistanos. A espera durou exatos dez anos, desde que a banda tocou por aqui em uma das edições anuais da tradicional Virada Cultural – no meu caso, foram 22, já que o último show que assisti dos mineiros aconteceu em 1996, num festival realizado no extinto Aeroanta, em que dividiram palco com seus conterrâneos contemporâneos do Witchhammer e Sextrash, e também com a paulistana Retturn. Dessa vez, o Overdose trouxe na bagagem 35 anos de carreira, sendo que um pouco de sua trajetória musical foi mostrada no último sábado, 26, no palco da comedoria do Sesc Belenzinho, através de um setlist formado por músicas da maioria de seus álbuns. Levando-se em conta a redução da frota no transporte público devido à não funcionalidade de vários postos de gasolina, dá pra dizer que o número de pessoas que compareceu ao Sesc foi razoável, diria até superior ao esperado, considerando que a expectativa não era das mais animadoras.

    A sonoridade do Overdose sempre foi marcada por diversidade e evolução musical. Do início no heavy/speed, passando por um metal mais melódico e progressivo no decorrer e culminando no thrash metal – em princípio tradicional e depois tribal e grooveado -, a banda sempre se renovou. E foi dessa última e contestada fase, que é amada por uns (me incluo) e odiada pelos mais radicais que não aceitaram a mistura de elementos, que a maior parte do repertório foi preparada. Pontualmente às 21h30, a introdução “The Front”, do último álbum “Scars”, lançado no longínquo ano de 1995, começou a rolar no som mecânico, dando o clima exato para que o Overdose tomasse o palco de assalto. A pancadaria comandada pelos membros fundadores Bozó (vocal) e Claudio David (guitarra), pelo também veterano Sergio Cichovicz (guitarra) e pelos estreantes Bernardo Gosaric (baixo) e Heitor Silva (bateria) começou pelas frenéticas “Rio, Samba e Porrada no Morro” e “Street Law”, ambas do impactante “Progress of Decadence” (1993), álbum que foi determinante na história do Overdose, pois foi a partir dele que os ritmos brasileiros, de samba aos ‘beats’ tribais, foram introduzidos em seu thrash metal, especificamente no que diz respeito a parte percussiva da banda, uma exclusividade não só do ex-baterista André Márcio, como também do próprio Bozó. Aliás, confesso que senti falta de ver o frontman sentando o braço em seu antigo pad eletrônico, que era o que proporcionava os sons de percussão e bateria de escola de samba nas músicas. Fica a dica para que a ideia seja retomada, pois a ideia maluca funcionava muito bem para essa proposta.

    Dando sequência, sob uma iluminação que estava simplesmente impecável, a banda intercalou as primeiras duas de “Scars”, “My Rage e “Manipulated Reality”, com a ótima “The Zombie Factory”, uma das mais comemoradas pelo público, e que faz parte do álbum “Circus of Death” (1992), que foi o primeiro em que a banda se atirou de cabeça no thrash metal, só que seguindo numa linha mais tradicional do estilo. Do primeiro ‘full lenght’, “…Conscience…” (1987), veio “Children of War”, porém tocada na versão repaginada e mais pesada, que foi gravada como bônus do mencionado “Circus of Death”. Essa levantou ainda mais os fãs, que corresponderam o tempo todo a energia que a banda mostrava no palco. Nos intervalos entre uma música e outra, o carismático e comunicativo Bozó tirava sarro fazendo caretas hilárias e se comunicando com seu caricato e proposital “mineirês”. Mas o vocalista também falou sério nas vezes em que se mostrou grato às pessoas que estavam curtindo o show e comparecem, mesmo com todas as adversidades, as quais ele depositou a culpa – com toda a razão, diga-se – nos políticos de nosso país. Dando sequência, para a próxima do set Bozó disse que “era chegada a hora de aprendermos a rezar”, e então ele direcionou o microfone na pista para esse que vos escreve. Sacando a qual ele se referia, não perdi tempo e anunciei urrando “How to Pray”, uma das melhores de “Scars”. Depois dessa, veio uma trinca de “Progress of Decadence”, com destaque para a música que dá nome à esse álbum, principalmente por seus riffs hipnóticos. Falando em riffs, impressionou ver a forma como a ótima dupla Cichovicz e David fazem a divisão dos mesmos, como na insana “Favela”, por exemplo.

    O show se encaminhava para o final, mas como muita gente durante todo o set pedia por músicas clássicas dos primeiros trabalhos, a banda não poderia decepcioná-las. Assim sendo, elas foram atendidas com um dobradinha especial. Primeiro veio a longa “Anjos do Apocalipse”, do histórico “Século XX”, que foi lançado em 1985 no famoso split divido com o Sepultura, que por sua vez divulgava “Bestial Devastation”. Por fim, a despedida foi feita com a aclamada “Última Estrela”, de “…Conscience…”. Vale ressaltar que tanto “Século XX” quanto “…Conscience” foram relançados em CD, em versões digipack contendo DVDs de bônus, com shows completos de suas respectivas épocas. Foi uma apresentação memorável do Overdose, que saiu ovacionado. Pena que, pelo tempo de palco no Sesc ser curto, não deu tempo de a banda explorar outras músicas dos álbuns revisitados, que bem poderiam ser “Capitalist Way”, “Straight to the Point”, “Aluquisarrerá”, “School”, “Postcard from Hell”, “Violence”, “Beyond My Bad Dreams” e/ou “Messenger of Death” – descartei músicas dos álbuns “You’re Really Big!” (1989) e “Addicted to Reality” (1990), pois por eles terem uma sonoridade mais, digamos, ‘clean’, não combinariam muito com o pesado repertório.  Ao final, banda e público confraternizaram juntos. Os experientes Bozó, Claudio e Sergio, e os competentes Bernardo e Heitor atenderam os fãs para selfies e autógrafos.

    Depois do show, Sergio Cichovicz e Claudio David nos atenderam pra falar sobre a retomada do grupo. Claudio começou falando sobre o que os motivou a voltar: “O Fernando (Pazzini) que convocou a banda. Ele disse: ‘vamos voltar, enquanto a gente ainda consegue, porque estamos velhos!’”, brincou. “Ele propôs que fizéssemos um ensaio pra ver como ficava. Soou bem e todos nos animamos”. Infelizmente, o baixista original sofreu um infarto e não seguiu com a banda. Chateado, Claudio comentou: “É… Isso até nos incentivou. Estamos perdendo tantos amigos novos e quando ele nos chamou, falei pros demais: ‘Pô, o Fernando quase empacotou. Vamos nos juntar e confraternizar nossa amizade’. Foi mais por isso que voltamos. Ele ficou grilado porque as músicas do Overdose são muito puxadas e ele ficou receoso”. Claudio também falou sobre os mencionados relançamentos do catálogo do Overdose: “Armamos com a Cogumelo e coincidentemente estava acontecendo a volta da banda”. Além de “Século XX” e “…Conscience…”, os demais álbuns também serão relançados. Bom pra quem esperava, principalmente, por “Scars”, que nunca saiu no Brasil. “Agora comprei um (CD) australiano, um inglês, um americano…”, comemorou Cláudio. “Falando sério, eu acho um absurdo um disco do nível do “Scars” não ter sido lançado no Brasil”, esbravejou. “A gravadora lá de fora também não fez força pra lançar no Brasil, assim como ninguém daqui”, contou. Empolgado, Cichovicz complementou: “Acho que o que vai ser legal, é que depois de 35 anos de banda, o nosso último disco, que não saiu na época, agora vai sair”, vibrou. “E “Scars” vai ser mesmo o próximo. Estamos revisando tudo, capa, etc, e vai sair igual o original, mas com algumas surpresas a mais”, antecipou. Resta-nos aguardar pelos próximos relançamentos do Overdose. E tomara que a banda não demore mais tanto tempo pra voltar à São Paulo. E que esse retorno aos palcos resulte em um novo álbum, de preferência!

    OVERDOSE – Setlist: Intro – The Front Rio, Samba e Porrada no Morro Street Law My Rage The Zombie Factory Manipulated Reality Children of War How to Pray Faithful Death Favela Progress of Decadence Anjos do Apocalipse Última Estrela
  • STEVEN WILSON – SÃO PAULO/SP – 27/05/2018

    STEVEN WILSON – SÃO PAULO/SP – 27/05/2018

    Sim, o mês de maio foi um dos mais empolgantes em muitos anos para os fãs de música pesada da Capital Paulista e arredores. Para começar, a quantidade de shows foi espantosa, com várias noites exigindo que o fã escolhesse qual dos grandes eventos queria assistir. Além disso, houve também o fator ‘variedade’, já que realmente rolou de tudo um pouco. Na verdade, desta vez a variedade foi tão grande e em um tão curto espaço de tempo que talvez tenhamos desenvolvido os primeiros casos conhecidos de ‘transtorno bipolar musical’. E não é exagero, veja: em um espaço de mais ou menos uma semana, tivemos a interpretação literal da tempestade antes da calmaria, primeiro com o Brujeria e o Carl Palmer alternando noites, e depois com Triptykon e Steven Wilson fazendo o mesmo. E isso só para limitar aos nomes mais óbvios.

    Embora a expectativa fosse das melhores (quem aí esteve no show surpreendente e incrível que Steven Wilson fez em São Paulo em março de 2016 sabe do que estou falando), havia também certa preocupação, já que o cenário no nosso país estava ainda um pouco mais caótico do que o costumeiro: com a greve dos caminhoneiros, a crise do abastecimento e boa parte da frota paulistana parada nas garagens, chegar ao Carioca Club se tornou um enorme ponto de interrogação na cabeça de muitos dos fãs, já que vivemos numa megalópole que não é servida por estações de metrô em todos os bairros, e que ainda convivia com a agravante diminuição da frota de ônibus. Sim, eram muitas dúvidas, e uma única certeza: aquele fenomenal artista inglês faria um show sensacional, e, pelo menos por umas poucas horas, nos subtrairia de todos os problemas que nos cercam. Uma pena que tenha que ser assim, mas que bom que existe a música para – no momento certo – fazer isso por nós.

    A certeza se concretizou logo na chegada ao Carioca Club. A despeito de todos os problemas, um excelente público compareceu, e era visível que todos tinham deixado seus problemas longe dali. E a coisa se tornou ainda mais perfeita quando o show de fato começou, com a belíssima Nowhere Now, talvez a mais bela composição dentre todas as que formam o assombroso novo álbum de Steven Wilson, o indefectível To The Bone (2017). Quem nunca teve a chance de ouvir essa música, por favor, ouça-a agora, nós esperamos aqui. Você precisa ouvir aquele refrão, precisa sentir a harmonia de cada instrumento para tentar imaginar como foi para nós a sensação de estar lá, e sentir a música curando cada ferida da nossa alma, levando embora todos os problemas enquanto Wilson cantava os versos ‘here above the clouds, I am free of all the crowds’. E esta ainda a primeira música da noite. Pariah, outra de To The Bone veio na sequência, e então vieram a tradicional sequência Home Invasion/Regret #9, do insuperável Hand.Cannot.Erase, de 2015, que garantiram os primeiros tons mais puramente progressivos da noite.

    Claro que os fãs do Porcupine Tree, banda onde Steven Wilson começou a construir seu legado, não sairiam do Carioca Club decepcionados, afinal, existe muito material fantástico ali. Como que para provar a veracidade desta constatação, The Creator Has a Mastertape (In Absentia, 2002) começou a rolar, tirando boa parte do público do chão com sua pegada mais veloz e ‘esquisita’. Ao longo da noite, várias outras composições do Porcupine Tree seriam apresentadas: Arriving Somewhere but not Here foi uma das mais bem recebidas, Lazarus, Heartattack in Layby e Sleep Together também apareceram. Mas, é muito provável que a pegada pop e dançante da nova Permanating tenha causado o maior alvoroço a noite. Harmony Korine foi encaixada no set por conta de um pedido de um casal que estava trocando alianças naquele mesmo dia. Enquanto a belíssima Song of Unborn chegou para fechar uma noite quase perfeita, com Steven Wilson sentado ao violão, enquanto seus parceiros de banda emocionaram com uma performance arrasadora.

    Ao sair da casa de shows e voltar a pensar nos problemas do mundo real, não houve como não encarar o mundo com um sorriso nos lábios. Ao menos por duas horas, o mundo havia sido um lugar perfeito.