Os roqueiros californianos do HIGH ON FIRE finalizaram a produção de seu oitavo LP, que será lançado no final deste ano. A banda esteve ocupada no estúdio desde fevereiro dando os últimos retoques em mais um álbum que promete ser impressionante.
“Estamos muito felizes com a forma como o novo material tomou forma nesse disco”, diz o baterista Des Kensel. “Normalmente, chegamos ao estúdio com cerca de dois terços do álbum feito, o que pode ser um pouco estressante, mas nos obriga a tomar decisões finais que normalmente seriam tomadas em um ambiente de estúdio de ensaio. Isso também coloca pressão em nós para tocar em um nível superior. O nível definitivamente foi elevado neste disco, pelo menos para mim”, continua ele. “Há uma boa mistura de rápido e lento. O rápido ficou mais rápido e o lento está … ainda lento.”
O baixista Jeff Matz acrescenta: “Nós definitivamente nos impulsionamos musicalmente neste álbum. O material abrange uma ampla gama de ritmos e estilos, mas o som e a vibração em geral são inconfundivelmente do HIGH ON FIRE“.
Finalmente, o vocalista e guitarrista Matt Pike declara: “Segure firme! Você vai dar um passeio!”
O HIGH ON FIRE novamente se uniu ao produtor Kurt Ballou no GodCity Studios, onde os dois últimos LPs foram criados. Ajustes adicionais foram realizados por Bryan Sours of Sour Sound.
O lançamento, ainda sem nome, servirá como o altamente esperado sucessor de Luminiferous, de 2015, que conquistou aclamação crítica em massa. A NPR afirmou que o novo álbum “capta vividamente a química única do HIGH ON FIRE, apresentando-a em um tom que é ao mesmo tempo quente e agressivo a ponto de contagiar o ouvinte”.
O HIGH ON FIRE foi confirmado para o festival Psycho Las Vegas de 2018, que será realizado de 17 a 19 de agosto no famoso Hard Rock Hotel and Casino em Las Vegas, Nevada.
This Is Vengeance, uma nova canção do ex-guitarrista do MANOWAR, Ross “The Boss” Friedman, pode ser ouvida abaixo.
O status de Friedman na história do hard rock e do heavy metal tem sido bem solidificada por décadas até hoje – com um currículo que inclui algumas das bandas mais influentes e mais pesadas de todos os tempos, em especial, THE DICTATORS e MANOWAR. E ele continua a fazer rock – tanto como membro do grupo DEATH DEALER, ou ainda como líder de sua própria banda solo, que lançou álbuns valorosos como Hailstorm, New Metal Leader, e sua mais recente oferta, By Blood Sworn.
Acompanhado por Marc Lopes nos vocais e teclados, Mike LePond no baixo e Lance Barnewold na bateria em estúdio (Steve Bolognese assumirá o posto durante a turnê), By Blood Sworn foi produzido por Dean Rispler e será lançado em 20 de abril, via AFM.
“O mais importante é que todos da minha banda moram perto, e não na Alemanha”, explica Ross. “Então, fomos capazes de realmente trabalhar as músicas. Mike LePond e eu começamos a tocar riffs e melodias em julho, trabalhamos as músicas e começamos a forma-las. Foi um processo muito satisfatório.”
Como evidenciado por músicas como a faixa título, Devil’s Day e uma versão retrabalhada de Hail And Kill, do MANOWAR, By Blood Sworn é certamente tão contundente e pesado quanto os clássicos anteriores de Ross. “Na verdade, sei em que direção a composição deve ir e é para lá que vamos”, diz ele. “Quanto a minha forma de tocar guitarra, o que a música precisa, ela ganha! O disco tem uma pegada da velha escola, mas com um novo ataque – as músicas não são repetitivas, e esse disco também não é uma ‘gravação de bateria eletrônica’ como a maioria nos dias de hoje”. Além de tudo isso, By Blood Sworn também tem uma capa extremamente atraente. “Marc e eu tínhamos esse conceito para a capa de Stan W. Decker. Era um cavaleiro ajoelhado depois da batalha – segurando sua poderosa espada e com minha águia atrás dele”.
O terceiro trailer de Messe Noire, o próximo DVD/Blu-ray dos gigantes poloneses do death/black metal BEHEMOTH, está disponível abaixo. O lançamento está previsto para o dia 13 de abril.
O líder, guitarrista e vocalista Adam “Nergal” Darski comentou o novo registro ao vivo: “Messe Noire representa toda a magia do BEHEMOTH ao vivo, e estamos felizes de termos uma verdadeira representação disso gravada, para que todos possam desfrutar. Messe Noire capta a verdadeira intensidade do que fazemos como uma banda e a energia que compartilhamos com nossos fãs. Este é também um ponto de virada, a maneira perfeita de concluir o ciclo de The Satanist, que tem sido uma experiência esmagadora e um capítulo surpreendente na carreira do BEHEMOTH e nas nossas vidas até agora! Com o lançamento de Messe Noire, gostaríamos de saudar nossas legiões em todo o mundo pelo apoio eterno! Agora, deixe a arte falar …”
Sabe aquele hard rock melódico que atende por AOR? Especialmente, aquele que parece saído diretamente dos anos 80 e que foi trilha sonora de um monte de filmes de ação daquela época? Apresento-lhes o Brother Firetribe, banda finlandesa formada por Pekka Ansio Heino (vocal), Emppu Vuorinen (guitarra), Jason Flinck (baixo), Tomppa Nikulainen (teclados) e Hannes Pirilä (bateria). Em seu quarto disco de estúdio, o ótimo Sunbound (2017), o quinteto apenas confirmou ser atualmente um dos melhores nomes do estilo. Mas enquanto você procura o CD para conferir o trabalho do grupo, vamos passar a palavra a Heino.
Sunbound foi lançado três anos depois de Diamond in the Firepit. Nem é tanto tempo assim para os padrões atuais, mas houve alguma mudança considerável durante esse período? Pekka Ansio Heino: Musicalmente, não há diferença. Pensando em tudo o que fizemos até hoje, sempre fizemos da mesma maneira. A começar pelo processo de composições, porque escrevemos as músicas de modo espontâneo e depois as lapidamos até que soem suficientemente boas para nós. Aliás, a questão principal sempre foi deixar a nós mesmos satisfeitos, antes de qualquer outra coisa, e tudo o que você escuta nos álbuns é 100% material que surgiu naturalmente. Não ficamos pensando e analisando demais, apenas fazemos aquilo que nos satisfaz e achamos bom. Se as músicas têm boas melodias e são pegajosas, então lançamos. Se as pessoas gostarem, é um bônus. Comparando Sunbound a Diamond in the Firepit, e para mim é difícil fazer isso, porque estou muito ligado às canções, o que vem à mente é a sonoridade do álbum. Os caras que mixaram os discos anteriores (N.R.: além de Diamond in the Firepit, de 2014, também o segundo álbum, Heart Full of Fire, de 2008), Torsti Spoof e Jari Mikkola, se tornaram os sexto e sétimo integrantes do Brother Firetribe, mas ficou claro que eles não poderiam se envolver com o novo álbum, por causa de seus próprios compromissos e situações de vida. Tivemos que procurar alguém que pudesse dar conta desse tipo de música, e nosso velho amigo Mikko Karmila foi um achado. O cara já trabalhou com bandas que vão de Rammstein a Stratovarius e Children of Bodom, e o trabalho que ele fez conosco foi incrível. A banda nunca soou tão bem, mas também acredito que fomos muito felizes no que escrevemos para Sunbound. Adoro Diamond in the Firepit, que tem ótimas canções, mas desta vez sentimos que o clima e o estado de espírito estavam tão bons que, desde o início do processo de composição, sempre que terminávamos uma música éramos motivados a começar a próxima. É por isso que o disco se chama Sunbound, porque durante todo o caminho, da composição à gravação, parecia que estávamos indo em direção ao sol, algo realmente iluminado.
É interessante que você tenha citado o background do Mikko Karmila, porque eu diria que Sunbound é mais pesado que Diamond in the Firepit. Não que seja um disco de thrash metal (risos), mas algo na linha de Help is on the Way, uma canção mais hard rock do que AOR. Pekka: Você está no caminho certo, definitivamente. Help is on the Way até poderia estar em Diamond in the Firepit ou Heart Full of Fire, talvez em False Metal (N.R.: álbum de estreia, de 2006, relançado em 2008 como Break Out), mas algumas das músicas de Sunbound têm outro alcance em relação ao que o Brother Firetribe costuma fazer. Por exemplo, Phantasmagoria e Shock, e eu não saberia explicar por que ganharam essa forma. Acredito que elas são um desenvolvimento natural do nosso trabalho.
A música do Brother Firetribe tem um clima alto astral. Parte disso vem de uma sonoridade que remete à trilha sonora de filmes de ação dos anos 80, e não à toa vocês gravaram alguns covers, como Restless Heart no novo álbum… Pekka: (rindo) O Brother Firetribe é exatamente isso. Nossas músicas são baseadas nessas trilhas sonoras, basicamente. Todas as vezes que compomos pensamos sempre se o que estamos fazendo dará um empurrão no ouvinte, porque é dar aquela vontade sair por aí correndo (risos). Adoramos as canções dos filmes daquela época, então virou uma tradição ter um desses clássicos em cada disco. Gravamos Mighty Wings, que o Cheap Trick gravou para “Top Gun” (1986); com Chasing the Angels, de Mike Reno para “Águias de Aço 2” (1988); com Winner Takes it All, de Sammy Hagar para “Falcão – O Campeão dos Campeões” (1987); e agora como Restless Heart, de John Parr para “O Sobrevivente” (1987). Fazemos essas versões, mas também procuramos sempre a energia dessas trilhas sonoras para o nosso próprio som.
Sim, porque o Brother Firetribe conseguiu construir a sua própria trilha sonora em Sunbound, com músicas como Taste of a Champion, Give Me Tonight e Don’t Cry for Yesterday. Ou seja, o mais legal é que a banda não precisa dos filmes de Tom Cruise, Sylvester Stallone ou Arnold Schwarzenegger (risos). Pekka: E seria maravilhoso se uma delas se tornasse realmente parte de uma trilha sonora. Você mencionou Taste of a Champion, e ela tem uma história curiosa. Estávamos no meio do processo de composição quando uma agência entrou em contato com o Tomppa, porque ela tinha um roteiro para o comercial de uma grande empresa finlandesa do ramo alimentício. Era uma campanha de TV cujo enredo era baseado nos filmes da saga “Rocky”, algo realmente anos 80 e com um orçamento generoso, então a agência precisava de uma canção que encaixasse perfeitamente. O título ‘taste of the champion’ já existia, então escrevemos música e letra em torno dele, mas não era para ser algo do Brother Firetribe. No início éramos apenas eu e Tomppa bolando algo para um comercial, mas ficou tão legal que mostramos aos rapazes, e eles fizeram suas partes rapidamente para transformar a ideia numa música da banda. E o vídeo é realmente muito divertido (N.R.: procure no YouTube por ‘The Taste of the Champion’).
Você falou que as músicas saem naturalmente, e é impressionante como refrãos, backing vocals e melodias pegajosas soam como se vocês fizessem isso exatamente desde a década de 80. Last Forever, Strangled e Heart of the Matter são ótimos exemplos. Como é a criação do som do Brother Firetribe? Pekko: E é natural assim desde o primeiro disco. Todas as canções da banda começam numa colaboração entre mim e o Tomppa. Ele traz algumas ideias no teclado, como sequências de acordes e riffs, e eu procuro criar as melodias mais grudentas que puder, tanto para a música como para a letra. Uso um violão para compor e gravo tudo no meu celular, o mesmo que estou usando para falar com você (risos). Depois mando o que fiz para o Tomppa, aí começamos a trabalhar juntos para arranjar as músicas e suas estruturas básicas. As demos que fazemos têm apenas meus vocais, teclados e uma bateria programada, porque o restante dos rapazes escreve e acrescenta suas partes. No geral, o grande lance é que as canções deem liga do início ao fim, então nos preocupamos em fazer com que ela seja contagiante começando pelo verso, passando pela ponte e terminando com o refrão.
O que acontece com Shock, uma balada mais para o lado romântico como aquelas que ouvíamos nos anos 80. Sem querer soar repetitivo, pois acho mesmo que esse toque é o diferencial. Pekka: Sim, e é legal porque nunca havíamos feito algo como Shock. Ela é mesmo diferente, e sua introdução é toda do Tomppa. Fiquei entusiasmado quando ouvi, então comecei logo a trabalhar nas melodias e arranjos. O que tinha em mente era levá-la na direção de canções como Give in to Me, do Michael Jackson, e Flesh for Fantasy, do Billy Idol. Esse era o clima que buscamos quando a compusemos, e acredito que alcançamos um resultado muito bom. Adoro essa música.
Aproveitando, gostaria de falar de duas das minhas favoritas em Sunbound. A primeira e Big City Dream, uma música feita para grandes arenas e que, para mim, pode ser a nova I Am Rock do Brother Firetribe. Pekka: (rindo) Uau! Obrigado! Também adoro Big City Dream, e devo dizer que ela ganhou vida depois da mixagem final. Até então achávamos que era uma boa canção que começou no violão, mas que era algo básico demais para nós. No começo, não sabíamos como fazer um arranjo para ela, então trabalhamos muito duro para fechar todos os arranjos. Quando a terminamos, vimos que ela boa o suficiente para estar num disco do Brother Firetribe, mas foi apenas depois de mixada, e somente depois que escutamos todo o álbum pronto, que pensamos: “Puta merda! Big City Dream pode ser um hit!” Foi o nosso terceiro single, mas poderia ter sido o primeiro.
E a segunda é Phantasmagoria, que você mesmo mencionou no início. Ela é bem diferente das outras 11 faixas do disco, um cruzamento entre o melodic rock e o épico. Pekka: Ela tem uma história interessante, porque surgiu quando estávamos de férias, como banda mesmo. Estávamos em Miami, tomando gin tônica na varanda de um bar, quando Jason mostrou uma de suas demos para nós. Ele puxou o celular e disse: “Escutem isso, rapazes.” Era uma melodia que havia gravado na guitarra. Achei sensacional e pedi que enviasse logo para mim, porque eu começaria a trabalhar nela assim que voltasse para Finlândia. Quando cheguei em casa, abri o arquivo para ouvir e percebi que não era a melodia que havia pedido. Pensei “Que porcaria é essa? Isso aqui é muito ruim, não é o que ouvi” (risos), então tive que vasculhar todas as demos que ele havia enviado antes das férias. No fim das contas, encontrei o arquivo com a melodia que Jason mostrou em Miami e fiquei animado novamente. O que ele fez é a melodia do refrão de Phantasmagoria, e compus o restante da música no violão usando esse trabalho como base ao lado do Tomppa. Escrevi a letra em vinte minutos, dentro de um trem, e depois fizemos a demo exatamente da mesma maneira, apenas com vocal, violão, teclados e bateria programada para que o restante da banda fizesse a sua parte. Mas até o último minuto não sabíamos o que fazer com Phantasmagoria, uma boa música que ainda sentia falta de algo para levá-la a outro nível. Foi aí que surgiu a ideia de um arranjo de cordas, por isso chamamos Torsti Spoof, que atualmente faz arranjos musicais para filmes e tem belíssimos trabalhos no currículo. Ele escreveu um arranjo de orquestra maravilhoso, exatamente o que faltava para Phantasmagoria se destacar. O que Torsti fez foi realmente dar vida à canção.
Vocês regravaram For Better or for Worse no formato acústico como bônus para edição japonesa de Sunbound. É uma canção antiga (N.R.: a original está em Diamond in the Firepit), mas a nova versão ficou com cara de hit para as rádios. Foi essa a intenção? Pekka: É muito bom ouvir isso. Obrigado! Havíamos esquecido que o Japão precisa de material exclusivo, então tivemos de tirar uma música do álbum para deixar como bônus do CD japonês, e a escolhida foi Don’t Cry for Yesterday. Ainda assim, não foi o suficiente, só que não tínhamos mais nenhuma canção nova. Como eu toco For Better or for Worse numa versão acústica nos meus shows solo, sugeri aos rapazes que poderíamos fazer o mesmo, acrescentando percussão e algumas outras coisas. E ficou muito bom, bem relaxante e alto astral. Apesar de ser uma regravação, acredito que é algo especial para os fãs.
Indelible Heroes é mais do que uma homenagem a Lemmy, Prince e David Bowie, então a escolha para ser o primeiro single e videoclipe foi ideal. Como surgiu a ideia? Pekka: Cara, 2016 foi um ano muito triste por causa da quantidade de ícones que nós perdemos. São pessoas maiores que a vida, porque se você analisar o que acontece hoje em dia no mundo e na música como negócio, ninguém tem mais a oportunidade de se tornar tão grande e ser uma lenda. Não acontece mais isso. O que esses artistas fizeram foi algo único, e eu nunca fiquei pensando que um dia poderiam morrer, pois eles estavam sempre presentes, mas de repente alguns deles começaram a ir embora. Isso realmente mexeu comigo. Quis fazer um tributo para mostrar meu respeito por eles e pelo que deixaram para nós. Acredito que o resultado ficou bem legal.
Sem dúvida, e você meio que respondeu a minha próxima pergunta. A morte de Lemmy ainda mexe com as pessoas, por exemplo, e será sempre assim. É natural que nossos ídolos vão embora, mas também assustador. Pekka: Exatamente! Essa é a questão, porque quem vai ficar para dar continuidade ao que eles fizeram? Quem é capaz disso? Ninguém. Nunca haverá alguém como Lemmy, com o status que ele tinha. Claro, não é apenas o Lemmy no mundo do rock e do heavy metal, mas todo mundo o conhece. David Bowie? Prince? O que esses caras fizeram na música foi especial e sem igual, e ninguém jamais vai conseguir duplicar.
E vocês regravaram Hungry for Heaven, música de outra lenda, Ronnie James Dio. Mas o mais interessante é que a canção se encaixa perfeitamente no estilo do Brother Firetribe. Pekka: Eu nem lembrava mais disso até o momento em que você trouxa à tona. (risos) Hungry for Heaven foi gravada porque alguém havia nos convidado para participar de um tributo ao Dio, mas não me recordo se foi antes ou depois de sua morte…
… Foi antes, em 2008. Pekka: Isso! Você sabe melhor do que eu (risos). Deveria ter entrado nesse tributo, mas não sei o que aconteceu (N.R.: a versão acabou lançada no EP Heart Full of Fire… And Then Some, no mesmo ano). Sabe, Ronnie foi o melhor vocalista de heavy rock que já existiu. Tenho enorme respeito por ele e sou grande fã do Rainbow e da sua própria banda. E foi o que você falou, tínhamos que escolher uma canção que tivesse a ver com o Brother Firetribe. Com todos aqueles teclados, Hungry for Heaven foi a escolha ideal.
Já que falamos de heróis, e você mencionou a importância do Dio como vocalista, quais são suas influências? Quem o inspirou e ainda o inspira? Pekka: Cresci ouvindo todas as grandes bandas de hard rock e AOR dos anos 70 e 80, então são elas as minhas maiores influências. Journey, por exemplo, e antes de qualquer outro tenho de citar Steve Perry, porque ele é o melhor de todos. Ninguém consegue superá-lo. Mas a lista continua com Lou Gramm e Foreigner, Joe Lynn Turner, que tem uma voz incrível, David Coverdale e vários nomes óbvios. Mas há alguns mais obscuros, como John Waite, que gravou com o Bad English. Adoro a maneira como ele canta. Não é aquele lance heroico do heavy metal, mas há algo no jeito como ele interpreta as letras, parece que está falando através da música de um jeito bem melódico. Acho maravilhoso. Sou um fã de música em geral, então não me limito apenas ao rock. Escuto muito soul antigo e Frank Sinatra, por exemplo, por isso procuro pegar um pouco de cada coisa para criar um estilo próprio.
O Brother Firetribe tem shows agendados para abril, vai participar de festivais no verão europeu e confirmou algumas datas para o fim do ano. Alguma chance de sair da Europa? Pekka: Não no momento, mas estamos procurando por todas as oportunidades possíveis. O Brother Firetribe nunca teve tantos agendados como em 2017, então poder não apenas tocar na Finlândia e em alguns festivais de verão é incrível. Temos uma turnê europeia programada para começar em outubro, então este ano está basicamente cheio. Mas existe alguma chance de novas datas no fim do ano e em janeiro de 2018, por isso qualquer coisa é possível se houver uma demanda. Queremos tocar em qualquer lugar.
E com o Nightwish tirando um período sabático (N.R.: todo o ano de 2017, voltando aos palcos apenas em março de 2018), talvez fique mais fácil ir a outros lugares, como o Brasil, porque o Emppu estará livre. Pekka: Absolutamente! Nós temos um ótimo feedback do Brasil, recebemos pedidos de fãs para tocarmos aí, e eu adoraria que isso acontecesse. Adoraria levar nossa música ao vivo para vocês, acredite.
E apesar de as duas bandas serem completamente diferentes, musicalmente falando, o Nightwish é muito popular por aqui. Isso ajuda, além do fato de que Sunbound foi lançado no Brasil. Pekka: Sem dúvida. Na verdade, não tem como negar que ter o guitarrista do Nightwish na banda ajuda bastante em qualquer lugar (risos).
Por último, já são oito anos desde o lançamento de Circus Colossus (2009). Como está a situação do Leverage? Pekka: Obrigado por perguntar! Cara, já passou todo esse tempo? (risos) Bom, não nos separamos, não sentamos para conversar e decidimos acabar com a banda, mas o que acontece é que colocamos tanto esforço em Circus Colossus, passamos um ano e meio trabalhando nele e fizemos o nosso melhor álbum. Ficamos muito orgulhosos dele e estávamos pronto para trabalhar ainda mais duro depois do lançamento, mas a gravadora (N.R.: Spinefarm Records) praticamente matou o disco ao não fazer absolutamente nada para promovê-lo. Uma situação comum, mas que nos deixou completamente desmotivados. Todos nós fomos fazer outras coisas, e é o que temos feito desde então. Ainda mantenho contato com todos os rapazes, porque os adoro. São músicos incríveis. Podemos voltar a fazer algo juntos um dia, quem sabe?, mas não num futuro próximo. (N.R.: o Leverage tem três discos – Tides, de 2006; Blind Fire, 2008; e Circus Colossus, 2009 – e um EP – Follow Down That River, 2007 – lançados. A banda é completada por Torsti Spoof e Tuomas Heikkinen, guitarras; Pekka Lampinen, baixo; Marko Niskala, teclados; e Valtteri Revonkorpi, bateria).
Obrigado pela entrevista, Pekka, e sinta-se à vontade para uma mensagem final. Pekka: Eu é que agradeço pela oportunidade de divulgar o Brother Firetribe. Para mim, é realmente significante estar na Finlândia e poder falar ao telefone com você no Brasil, saber que os fãs brasileiros estão prestando atenção no nosso trabalho. Isso é notável, mesmo. Então, para todos vocês que acompanham o Brother Firetribe, quero dizer que estamos mais do que prontos e dispostos a tocar no seu país em algum momento. Assim como nós estamos fazendo, cruzem os dedos.
O vídeo oficial de It’s Just Another Day, uma nova música da formação clássica do DOKKEN – Don Dokken (vocal), George Lynch (guitarra), Jeff Pilson (baixo) e Mick Brown (bateria) – pode ser vista abaixo. O clipe foi filmado em janeiro com o diretor Jamie Brown, que trabalhou anteriormente com LYNCH MOB e a KXM.
Em outubro de 2016, a formação clássica do DOKKEN se reuniu para tocar no festival Loud Park, no Japão. Felizmente para os fãs fora do Japão, a apresentação foi inteiramente gravada, e agora a Frontiers Music Srl está prestes a lançar Return To The East Live 2016, em 20 de abril. Além da performance no Japão, este novo lançamento contará com filmagens do único show da formação clássica do DOKKEN nos EUA, ocorrida em setembro de 2016 no Badlands, em Sioux Falls, Dakota do Sul.
Don Dokken comentou: “Depois de 25 anos, foi ótimo se reunir com George, Jeff e Mick e fazer alguns shows para os fãs. Esperamos que você gostem deste álbum e vídeo. Há muitas ótimas imagens de bônus da gente se divertindo, então divirta-se.”
Jeff Pilson acrescenta: “Estou muito emocionado que esta parte da história do DOKKEN esteja chegando aos fãs. Foi uma experiência mágica, e este CD/DVD capta muito dessa energia maravilhosa que sempre tornou DOKKEN tão vital! Eu permaneço extremamente grato por ter sido parte de uma voz tão vibrante no mundo do rock pesado. Obrigado aos fãs, a George, Don e Mick por serem os músicos, compositores e amigos que são!”
Zoltan Bathory guitarrista do grupo norte-americano FIVE FINGER DEATH PUNCH concedeu entrevista ao programa Meltdown, da rádio de Detroit (EUA) WRIF, e comentou o novo álbum de sua banda, And Justice For None. O lançamento do disco sofreu atraso por conta de um imbróglio judicial com a antiga gravadora da banda, a Prospect Park.
“Todo mundo sabe que passamos por essa situação louca no ano passado e, na verdade, foi assim que o título do álbum surgiu”, comentou Zoltan. “Quando você está em um processo, as únicas pessoas que vencem são os advogados. Houve esse vai e vem eterno e, finalmente, quando nos estabelecemos, acho que Ivan [Moody, vocalista] foi quem disse: ‘Bem, acho que isso é justiça para ninguém’. E nós pensamos, ‘Vamos chamar o álbum And Justice For None‘. Claro que todos nós sabemos que há o álbum do METALLICA [… And Justice For All]. E, na verdade, aquelas letras de … And Justice For All do METALLICA, fazem muito sentido para mim. A mesma porcaria 30 anos depois, certo?”
Convidado a falar sobre a capa do álbum, o guitarrista respondeu:
“Durante toda a minha vida, eu sempre quis criar uma capa de álbum que fosse censurada. Essa capa do novo álbum gerou um caos gigantesco na Europa. Nem vou mencionar quais países, mas meu Deus! Quer dizer, foi um caos completo. Quando chegaram as notícias da Europa, nós ficamos tipo, ‘ok, vamos ter um adesivo na capa do álbum’, porque em certos países, isso se tornou um problema. Um personagem de desenho animado apertando um botão vermelho se tornou um problema, ‘Ooh, isso é politicamente incorreto, então vamos ter que censurar a capa do álbum.’ Quer dizer, foi uma insanidade absoluta”.
O FIVE FINGER DEATH PUNCH lançará o seu sétimo álbum completo de estúdio, And Justice For None, em 18 de maio. O álbum físico já está disponível para pré-venda nos seguintes formatos: CD padrão (13 faixas), CD deluxe (13 faixas + 3 faixas-bônus + arte deluxe), vinil (13 faixas + 3 faixas-bônus + arte de luxo). A banda também oferece aos fãs uma variedade de novos pacotes de CD + merchandise. A pré-venda do álbum digital para And Justice For None será lançado em 6 de abril. Os fãs que adquirirem o novo álbum na pré-venda também receberão um código de ingresso exclusivo para a América do Norte para uma das 32 datas da recém anunciada turnê norte-americana, que contará com o BREAKING BENJAMIN.
A banda Shadowside segue em divulgação de seu novo álbum, “Shades of Humanity”, que foi aclamado pela crítica especializada e trouxe à banda indicações para várias premiações dos Melhores do Ano de 2017 ao redor do mundo, incluindo a do jornalista Carl Begai, do lendário site Bravewords (Canadá), The Metal Resource (Holanda), Headbangers Latinoamerica, entre outros, tendo figurado entre os 15 CDs de heavy metal mais vendidos do Brasil, ao lado de bandas como Deep Purple e Sepultura.
No momento, a banda prepara-se para iniciar a tour do novo CD, que começará pelos Estados Unidos no mês de maio ao lado da lendária banda canadense Anvil, que influenciou bandas como Megadeth, Slayer, Anthrax e Metallica.
Será uma maratona de 29 shows em 46 dias, e será a 5ª passagem da banda pelo país. Confira a agenda abaixo:
02/MAI – Buffalo, New York 03/MAI – New York, New York 04/MAI – Cambridge, Massachusetts 05/MAI – Portland, Maine 06/MAI – Philadelphia, Pennsylvania 10/MAI – St Louis, Missouri 11/MAI – Charleston, West Virginia 12/MAI – Richmond, Virginia 13/MAI – Washington, District of Columbia 17/MAI – Atlanta, Georgia 18/MAI – Memphis, Tennessee 19/MAI – Dallas, Texas 20/MAI – Austin, Texas 24/MAI – Portland, Oregon 26/MAI – Seattle, Washingon 27/MAI – Eugene, Oregon 30/MAI – Petaluma, California 31/MAI – Las Vegas, Nevada 01/JUN – San Diego, California 02/JUN – Fullerton, California 03/JUN – West Hollywood, California 06/JUN – Denver, Colorado 07/JUN – Lincoln, Nebraska 08/JUN – Rock Island, Illinois 09/JUN – Chicago, Illinois 10/JUN – Detroit, Michigan 14/JUN – Lexington, Kentucky 15/JUN – Indianapolis, Indiana 16/JUN – Canton, Ohio
A turnê do novo CD “Shades of Humanity” marca a estreia nos palcos do novo baixista da banda, o sueco Magnus Rosén (ex-Hammerfall), e a Shadowside espera repetir o sucesso da tour do CD anterior “Inner Monster Out”, que passou por quase 60 cidades em 19 países.
Os shows no Brasil já estão em negociação para o mês de outubro e as datas devem ser divulgadas em breve.
Os contatos para shows devem ser feitos através do e-mail [email protected], e os jornalistas interessados no presskit do grupo e agendamento de entrevistas devem entrar em contato através do email [email protected].
O vocalista BLAZE BAYLEY concedeu entrevista para Hayley Leggs da Total Rock Radio, e relembrou os seus tempos ao lado do lendário IRON MAIDEN. Ao comentar sobre sua época ao lado do lendário grupo inglês, Bayley disse:
“Realmente, minha voz é muito diferente da voz do Bruce [Dickinson]. Quer dizer, ele tem uma voz lendária, um marco dos vocais de heavy metal, e minha voz é muito, muito diferente. E eu acho que, talvez, o MAIDEN realmente queria uma mudança, que queria uma voz diferente naquela época, para os álbuns The X Factor [1995] e Virtual XI [1998], em que eu estava. E foi o começo da era progressiva do IRON MAIDEN com a qual estamos familiarizados agora, com as músicas mais longas, maior produção e tudo mais. Então, eu sinto que eu estava lá em um momento importante da história da Donzela, embora possa não ter sido popular com todos os fãs. Ainda há muitos fãs do IRON MAIDEN que me odeiam. E agora, os álbuns The X Factor e Virtual XI foram relançados em vinil e remasterizados, e as versões em vinil remasterizadas são muito mais fortes do que as versões originais em CD. É um grupo pequeno, mas ao menos uma pequena quantidade de fãs estão se interessando por mim após esses relançamentos em vinil.”
Bayley também falou sobre sua relação com Bruce Dickinson, a quem substituiu no IRON MAIDEN:
“Conheço Bruce há muito, muito tempo. Antes de eu me juntar ao IRON MAIDEN, nós estávamos em Nova York com o WOLFSBANE fazendo um show, Bruce apareceu, nos pagou uma cerveja, e nós meio que mantivemos contato. Quando eu estava no MAIDEN, Bruce me deu muito apoio, e depois de eu sair do MAIDEN, Bruce me apoiou muito na minha carreira solo. Ele realmente me apoiou no último álbum. Eu queria fazer um vídeo, para a música que se chama Escape Velocity, e o refrão diz ‘eu vou voar’. Eu pensei: ‘Sabe, seria ótimo se pudéssemos usar um simulador de voo. E quem eu conheço? Hmmm’. Entrei em contato com Bruce e ele me deixou usar um dos simuladores de voo da empresa dele. Quer dizer, isso custaria uma fortuna se você tivesse que comprá-lo, e ele me deixou usar o equipamento durante o dia todo e filmar nosso vídeo para Escape Velocity. Foi incrível. Foi fantástico. Foi uma grande ajuda. Sempre que estamos em um mesmo lugar, nos damos um oi. Há um momento, um olhar entre nós, acho que é uma coisa não dita que nos conecta e diz: Há uma outra pessoa que sabe como é difícil ser o vocalista do IRON MAIDEN [Risos]”.
O terceiro álbum da trilogia Infinite Entanglement, de BLAZE BAYLEY, foi lançado em 2 de março. Intitulado The Redemption Of William Black, é a última parte da trilogia, e põe fim ao conceito de ficção científica imaginado pelo vocalista.
O lendário ato stoner/doom norte-americano YOB lançará seu mais novo e oitavo disco completo de estúdio em junho, segundo postagem da própria banda em sua página oficial no Facebook. O oitavo trabalho do trio do Oregon será mais uma vez lançado via Relapse Records. Confira a nota oficial:
“Temos o prazer de anunciar que nosso oitavo álbum completo, Our Raw Heart, será lançado em 8 de junho, via Relapse Records e que estaremos em turnê pelos EUA neste verão ao lado do BELL WITCH.
Estamos muito animados para compartilhar essas novas músicas. Nós demos tudo o que temos. Passamos de um futuro incerto no começo de 2017, para a escrita e gravação de um novo álbum no final, foi um ano e tanto. Somos muito gratos. Estamos ansiosos para pegar a estrada novamente e celebrar com decibéis de alegria com nossos amigos em todo o mundo. Mal podemos esperar esperar!”
O último álbum de estúdio do YOB, Clearing the Path to Ascend tinha sido lançado em 2014, mesmo ano em que o trio também havia presenteado seus fãs com o disco ao vivo The Unreal Never Lived: Live at Roadburn 2012, lançado em pequena tiragem (500 cópias) em vinil duplo de 12”. São quatro faixas que cobrem quase uma hora de música.
Está de volta um dos mais tradicionais festivais de música extrema do Brasil; o “Setembro Negro Festival” – em sua 12ª edição. Um retorno de forma grandiosa, com duas datas, dias 29 e 30 de Setembro, no Carioca Club, em São Paulo.
A edição deste ano conta com um cast de 16 bandas, sendo 10 internacionais (Aeternus, At The Gates, Coven, Enthroned, Morbid Saint, Purgatory, Razor, Schirenc Plays Pungent Stench, Taake e Wolfbrigade) e 06 nacionais (Amen Corner, Decomposed God, Human Atrocity, Infested Blood, Manger Cadavre e Vulcano).
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Produzido pela Tumba Productions – que está de volta com força total – o “Setembro Negro Festival” não acontecia há 5 anos, tempo em que a produtora esteve em estado de hibernação – motivo de uma maior celebração na volta da produtora, que é pioneira no gênero.
No festival já se apresentaram diversas lendas da musica extrema como Autopsy, Gorgoroth, Morbid Angel, Belphegor, Dark Funeral, Keep Of Kalessin, Enthroned, Ragnarok, Hate, Destroyer 666, Sadus, Severe Torture, Hate Eternal, Incantation, Averse Sefira, Subtera, Nephast, Valhalla, Miasthenia, Unearthly, Impurity, Ophiolatry, entre tantos outros mais.
SERVIÇO:
12ª edição Setembro Negro Fest
Dias 29 e 30 de Setembro de 2018 (sábado e domingo)