Categoria: Roadie News

  • Tuesday PROGpaganda # 01 [YES – Close to the Edge]

    Tuesday PROGpaganda # 01 [YES – Close to the Edge]

    Não era apenas um bom momento, e nem somente uma época inspirada. Era isso e muito mais. No começo da década de 1970, o YES vivia uma espécie de maluquice criativa, um frenesi de ideias que parecia se manifestar em uma profunda alergia a tudo aquilo que fosse convencional, usual e corriqueiro na música. O resultado de toda essa maluquice criativa, porém, era sólido, era intenso, era coeso. Um turbilhão de ideias que soavam desconexas, disléxicas, mas que reunidas em um álbum ganhavam cor, sentimento, verdade e triunfo. Então, não é de se estranhar que, após um começo não muito brilhante, que quase resultou em uma dispensa precoce da sua antiga gravadora, o YES começasse a lançar clássico sobre clássico, sempre aprendendo e disseminando uma nova lição para os seus ouvintes.

    Na época do álbum Fragile (1971) a lição aprendida, especialmente pelo tecladista Tony Kaye foi: não tenha receio de usar muito o sintetizador. Como é sabido, Kaye relutou em dar mais espaço para esta ferramenta, o que abriu lugar para a entrada do lendário Rick Wakeman, que só não tomou o álbum todo para si porque estava ao lado de outros cachorros grandes da música. Assim, com a formação “estabilizada” em Chris Squire (baixo), Bill Bruford (bateria), Rick Wakeman (teclados), Steve Howe (guitarra) e John Anderson (vocal), o YES chegava ao seu quinto álbum completo de estúdio, e trazia consigo mais algumas valiosas lições que o tempo se negou a esquecer.

    Como dito anteriormente, o processo que levou a banda até a concepção de Close to the Edge foi uma maluquice completa, um estardalhaço de ideias que, para qualquer observador externo, parecia levar a lugar nenhum. Depois de encerrada a turnê de apoio ao seu álbum anterior, todos os membros da banda tomaram seu tempo para repousar, recolocar ordem na casa, e claro, começar a pensar nas composições do que viria a ser Close to the Edge. Assim, muitos fragmentos foram elaborados, mas nada foi realmente terminado até a banda voltar a se encontrar em estúdio, onde reuniriam o material, organizariam as partes, reescreveriam o que fosse necessário, completariam os fragmentos, e claro, escreveriam partes extras, dotadas da vibração típica que só a banda reunida poderia gerar. Como as ideias abundassem e os caminhos ficassem cada vez mais complexos, foi normal que a banda esquecesse completamente partes inteiras de uma canção composta no dia anterior, o que levou o grupo a decidir gravar todas as sessões de estúdio. Ah, sim, a glória dos colecionadores. Mas não é esse o nosso assunto hoje.

    Com as peças colocadas em seus devidos lugares, a banda rumou para o Advision Studios, onde trabalharia ao lado do produtor Eddy Offord na gravação do novo material. Offord era um velho conhecido. Tendo trabalhado com a banda desde os tempos de Time and a Word (1970), ele soube trabalhar ao lado de cada membro da banda individualmente, para assim garantir a melhor e mais satisfatória sonoridade possível. E esse talvez seja um dos grandes motivos deste álbum ser o clássico supremo que é: é possível ouvir com clareza cada minucia, cada detalhe de toda a efusão criativa de uma das mais poderosas formações da história do rock, em seu momento de maior criatividade!

    Porém, mais uma vez lembre-se de algo que dissemos anteriormente: nesta época, em cada disco o YES aprendia uma nova lição, e trabalhava para difundi-la entre os seus ouvintes. Desta vez, a grande lição que a banda nos trouxe (e para a sua discografia também), foi o gosto pelos grandes épicos, grandes composições dotadas de movimentos rítmicos e climáticos. Embora não fosse nenhuma novidade no mundo da música, especialmente do rock progressivo, o domínio deste recurso mudaria para sempre a sonoridade do YES, que daqui por diante daria passos ainda mais complexos e inacessíveis para ouvidos acostumados aos hits radiofônicos (algo com que eles viriam a se preocupar no futuro, inclusive). Close to the Edge é um grandioso álbum de quase quarenta minutos, onde aparecem apenas três canções. Três sensacionais canções.

    A primeira delas, Close to the Edge, é um épico sensacional, dividido em quatro movimentos, e que toma todo o lado A do vinil, com seus mais de dezoito (!) minutos de música. Do início – marcado por sons da natureza, o reconfortante som da correnteza de um rio límpido, onde nas margens os pássaros cantam e a vida parece se demorar em seguir adiante – a canção vai evoluindo aos poucos, ganhando sentimento com a guitarra de Howe, vibração com a bateria elegante de Bruford, sentimento com as ricas linhas de baixo de Squire, e poesia com a voz de Anderson. E não se engane pensando que Wakeman passou despercebido, pois é pelos seus dedos que todo esse ambiente passa, e se une, é no som dele que todos os elementos se unem e ganham o caráter definitivo.

    A mescla de partes viajantes, delicadas e pesadas que caracteriza a faixa título é inebriante, mas todos os que já ouviram este disco certamente já provaram da sensação de descoberta que acompanha o tocar da agulha no vinil ao início de And You And I, que abre o lado B. De um mergulho na natureza do mundo, passamos diretamente para um mergulho na alma, na natureza do ser. Seria preciso inventar novas palavras para poder descrever toda a beleza das linhas acústicas que iniciam esta canção, ao mesmo tempo que o teclado e a bateria dão toques discretos ao fundo… Uma experiência única, e também dividida em quatro movimentos, afinal, aqueles eram tempos em que se tinha coragem e capacidade para pensar grande. E então, tinha o encerramento, a pancada Siberian Khratu, com guitarras que pareciam evocar o hard rock da época e influências vindas do outro lado do Atlântico, enquanto o baixo provoca ‘Roundabout feelings’, se é que o bom leitor me entende. Embora nessa época as letras de Anderson buscassem mais criar um ambiente emotivo do que contar uma história ou passar uma mensagem, certamente você vai se identificar com muitas partes das letras, pois o ambiente musical propicia isso. Uma obra completa, atemporal.

    Mais do que os discos de platina recebidos, do que as altas posições nos charts que rendeu, este Close to the Edge é um marco na história da música por sua música, não por seus números. Um marco por representar um momento de tanta criatividade que colocou a banda ‘à beira do abismo’, à mercê de um ataque de nervos. Por fim, Bruford gravou o disco e pulou fora, para se unir ao KING CRIMSON. Acontece. Mas o mundo já tinha a maior obra que esta formação poderia conceber – e ela nunca mais seria esquecida.

  • SONS OF APOLLO e REPUBLICA – São Paulo/SP, 14/04/2018

    SONS OF APOLLO e REPUBLICA – São Paulo/SP, 14/04/2018

    Assistir a franquia Os Mercenários (The Expendables) é sempre uma tarefa estonteante, pois é difícil saber pra qual personagem olhar quando você se depara com uma constelação de tarimbados talentos ‘hollywoodianos’, que reúne nomes como Sylvester Stallone, Arnold Schwarzenegger, Terry Crews, Dolph Lundgren, Jason Statham, Steve Austin, Jet Li, Mickey Rourke, Bruce Willis, Eric Roberts, David Zayas, Chuck Norris, Jean-Claude Van Damme, Antonio Banderas, Wesley Snipes, Robert Davi, Mel Gibson, Harrison Ford e, entre outros, a ex-campeã peso-galo do UFC e recém contratada da WWE, Ronda Rousey. Seguindo tal analogia, foi exatamente essa a sensação que o público que esteve na Tropical Butantã no último sábado sentiu ao ver pela primeira vez o Sons of Apollo, que trazia em seu line up ninguém menos do que os incontestáveis Jeff Scott Soto (vocal), Ron “Bumblefoot” Thal (guitarra), Billy Sheehan (baixo) e os “The Del Fuvio Brothers” Derek Sherinian (teclado) e Mike Portnoy (bateria). O grupo formado em 2017 veio promover seu álbum de estreia, “Psychotic Symphony”, que foi lançado no mesmo ano.

    Antes de os americanos darem as caras, o Republica se incumbiu de aquecer o público. O veterano grupo paulistano segue divulgando seu quarto álbum, “Brutal & Beautiful” (2017), que já havia sido apresentado em outras brilhantes oportunidades, quando Leo Belling (vocal), LF Vieira e Jorge Marinhas (guitarras), Marco Vieira (baixo) e Mike Maeda (bateria) tocaram no palco Sunset do festival “Rock in Rio”, na Europa abrindo para Alice Cooper e para o Scorpions na Suécia. Baseando seu setlist quase que inteiramente em “Brutal & Beautiful”, álbum pesado e com uma roupagem ainda mais próxima do grunge, ainda que mantendo as referências de metal e de hard rock, observadas no antecessor “Point of No Return” (2014), o quinteto aproveitou bem os cinquenta minutos de palco e fez uma apresentação convincente, apesar de um pouco prejudicada pela fraca iluminação e pelo som que estava um tanto quanto baixo.

    No repertório não faltaram “Stand Your Ground”, que foi tema da novela Rock Story (2016/2017), e nem “Beautiful Lie”, conhecida por seu videoclipe estrelado pela atriz Isis Valverde. Entre as demais, as que mais chamaram atenção foram as pesadas “Black Wings”, “Death for Life”, “Endless Pain”, que é um pouco mais arrastada, a acelerada “Broken”, em que o comunicativo Belling cantou com um vocal ainda mais agressivo, a balada “Tears Will Shine”, que segundo o frontman foi composta no dia seguinte à morte de David Bowie e é uma homenagem não só à ele como também aos ídolos, amigos e familiares que costumamos perder, “El Diablo”, única representante de “Point of No Return”, que foi dedicada ao saudoso baixinho Ronnie James Dio, além do cover de “Head Like A Hole”, do Nine Inch Nails. No início do show a recepção do público foi um pouco fria, mas foi melhorando no decorrer. No final, o Republica se despediu sob aplausos.

    Levou exatos quarenta minutos de espera até que, as 22h30, começasse a rolar no som mecânico a curta instrumental “Intruder” do álbum “Diver Down” (1982) do Van Halen, como introdução para o aguardado quinteto que atende por Sons of Apollo. Sob uma das melhores iluminações já vistas na Tropical Butantã, a cama de teclados de Derek Sherinian, fazendo base em clima mitológico, revelava a longa “God of the Sun”. Ron “Bumblefoot” Thal entrou em cena ovacionado com sua guitarra estilo double neck e cheia de luzes, sendo logo acompanhado pela potente cozinha formada por Billy Sheehan, que empunhava um baixo Yamaha também de dois braços, e Mike Portnoy. Após pouco mais de dois minutos de viagem instrumental, Jeff Scott Soto soltou suas primeiras linhas vocais e o público teve a certeza de que a qualidade de som era realmente de primeira, pois o técnico que comandava a mesa de botões dos ‘filhos de Apolo’ – tido na Ilíada como deus da música – deixava tudo muito bem equalizado. Depois dos onze minutos em que o público se viu extasiado com as várias atmosferas da música de abertura, o sempre animado e falante Soto vibrou pelo fato de estar tocando em São Paulo e anunciou a pesada “Signs of the Time”.

    Falando em sinais do tempo, nessa época que estamos vivendo em que quase todo fã dá uma conferida nos setlist.fm’s da vida, pra conferir de antemão o possível repertório que suas bandas favoritas irão apresentar no show, esperava-se que viesse a seguir a curta instrumental “Figaro’s Whore”, repetindo a sequência mostrada dois dias antes em Porto Alegre (RS). Porém, o Sons of Apollo pulou para “Divine Addiction”, música que remete ao Deep Purple. Ela foi emendada com o cover do Dream Theater para “Just Let Me Breathe”, que, por sinal, ficou muito legal com a divisão de vocais entre Soto, que no decorrer empunhou uma bandeira do Brasil que ganhou de uma fã, Portnoy e Bumblefoot. Ao final dessa dobradinha Portnoy teve que sair de seu kit e aproveitou para falar com o público, enquanto o roadie trocava sua caixa por outra. Houve tempo de Bumblefoot tocar trecho do hino nacional brasileiro e Soto puxar o tradicional ‘Vira, Vira, Virou’, para tomar sua apreciada caipirinha antes de anunciar “Labyrinth”, sua música favorita do Sons of Apollo.

    Seguindo, os holofotes se viraram para Billy Sheehan, enquanto o restante da banda se retirava para dar uma descansada. Confesso que já presenciei solos bem mais instigantes dele, mas o bom é que ele não se prolongou como nas últimas duas últimas vezes em que esteve em São Paulo com o Mr. Big. Ainda sobre Sheehan, que como de costume ia esmerilhando seu instrumento no show, tanto eu quanto alguns amigos que conversei, sentimos que sua performance não estava lá tão solta e descontraída quanto estamos acostumados ver no Mr. Big e no The Winery Dogs. Isso porque Sheehan tocou boa parte do tempo visivelmente concentrado e virado de lado pra plateia, olhando mais para seus companheiros, e também por não ter se comunicado e nem feito tantos malabarismos com seu instrumento, como era esperado.

    Após a banda toda retomar o palco e executar a intrincada “Lost in Oblivion”, Portnoy brincou com a similaridade entre a pronúncia dos nomes “São Paulo” e “Sons of Apollo”. Emocionado, comemorou: “É bom estar de volta, pela primeira vez com essa banda maravilhosa, em um dos meus lugares favoritos no mundo para tocar.” E ele prestou homenagem ao seu vocalista: “Na última vez em que Billy e eu estivemos neste palco, a banda de Soto estava abrindo” – ele se refere ao show do The Winery Dogs, realizado no dia 18 de maio de 2016, que teve a banda SOTO fazendo o ‘opening act’. E continuou: “Me lembro de pegar meu lugar lá em cima (apontando para o camarote) para assisti-lo. E eu disse à mim mesmo: ‘eu já sei quem é o vocalista que essa banda tem que ter e nós teremos este cara!’”. Empolgado, Mike se disse orgulhoso de ter Jeff na banda e lhe ofereceu os aplausos da plateia. Os fãs gritaram o nome de Soto, que por sua vez puxou o “olê, olê, olê, olá” e regeu o público, ensinando-lhe alguns coros. Uma mostra que comprovou a afirmação de Portnoy de que Soto é um de seus vocalistas favoritos foi dada quando o cantor puxou um curto medley do Queen, que começou com ele executando o trecho à capela de “The Prophet’s Song”. E Soto deu um show ao recriar na hora as linhas vocais da música fazendo uso de loop com uma pedaleira que ele tinha disponível à sua frente. Na sequência, ele revelou que Freddie Mercury é uma de suas principais influências e dedicou a próxima para seu amigo, o vocalista Joe Lynn Turner, o qual soube que no mesmo dia sofrera um ataque cardíaco. A execução da belíssima “Save Me”, tocada somente por Bumblefoot e com os vocais divididos entre Jeff Scott Soto e a plateia foi de chorar. A bonita “Alive” se encaixou bem nessa parte mais emocional do set.

    Para a sequência seguinte Jeff se retirou do palco por um longo tempo. Enquanto o vocalista descansava, o restante da banda tocou uma inusitada versão para “The Pink Panther Theme” (famoso tema de A Pantera Cor de Rosa) e apresentou a longa instrumental “Opus Maximus”, que culminou com um solo de Sherinian, que usou e abusou das plataformas de teclado que o cercavam, tocando, inclusive, trechos da ausente “Figaro’s Whore” e também de “Eruption” (Van Halen). O fim da primeira parte do show, com Soto de volta, veio com outro cover do Dream Theater, dessa vez para “Lines in the Sand”, também do álbum “Falling Into Infinite” (1997), que foi o único de estúdio da banda a contar com Derek Sherinian.

    Bumblefoot voltou solando para o bis, até que a banda deu conta de que faltava alguém no palco. Era Jeff, que levando o microfone, já havia descido pelo camarote até o bar que fica na entrada da pista. De lá ele avisou seus companheiros que precisava pegar outra “caipirosca”. Quando os fãs o notaram, foram pra cima para abraçá-lo e tirar selfies. A banda lhe pediu que retornasse ao palco, e decidiu tocar mais um cover. Deram início então à “And the Cradle Will Rock…” (quanta homenagem pro Van Halen, heim?) e Soto saiu cantando em meio à multidão, com copo na mão e enfrentando mais abraços e selfies. Um membro da equipe o buscou e lhe levou pela pista de volta ao seu posto. Foi o momento mais hilário do show. O desfecho se deu em alta energia com “Coming Home”, música que tem uma pegada hard contagiante. No meio dessa Soto pediu que a banda fosse diminuindo o volume. Foi engraçado quando ele tentou chamar a atenção de Sheehan, que lhe mostrou que já havia até desplugado o cabo do baixo. Nesse ‘break’, o vocalista dividiu o refrão sozinho com a plateia, sendo que ele cantava a parte dele sem usar microfone, e mesmo assim se fazendo ouvir. Impressionante o talento desse cara, tanto como cantor quanto como entertainer. Outra coisa que impressionou foi o fato de que Bumblefoot e Sheehan passaram o show inteiro tocando com seus pesados instrumentos double neck. Ao som mecânico de “Happy Trails” (Roy Rogers) – conhecida pela versão de quem? Sim, do Van Halen (de novo?)! – o Sons of Apollo saiu ovacionado pela plateia após a aula que deu de metal progressivo com toques de hard rock e referências de AOR. E dava pra esperar menos de Soto, Bumblefoot, Sheehan, Sherinian e Portnoy? É claro que não!

      SONS OF APOLLO – Setlist: Intruder (Van Halen – Intro) God of the Sun Signs of the Time Figaro’s Whore Divine Addiction Just Let Me Breathe (cover do Dream Theater) Labyrinth
    • solo de baixo
    Lost in Oblivion The Prophet’s Song / Save Me (cover do Queen) Alive The Pink Panther Theme (cover de Henry Mancini) Opus Maximus
    • solo de teclado
    Lines in the Sand (cover do Dream Theater)   BIS: And the Cradle Will Rock (cover do Van Halen) Coming Home Outro : Happy Trails (Roy Rogers)   REPÚBLICA – Setlist: Intro Black Wings Death For Life Endless Pain Head Like A Hole (cover do Nine Inch Nails) Stand Your Ground Beautiful Lie Tears Will Shine The Maze Broken El Diablo                                            
  • TREMONTI: Novo vídeo, “Take You With Me” disponível, confira!

    TREMONTI: Novo vídeo, “Take You With Me” disponível, confira!

    O vídeo oficial de John Deeb para Take You With Me, nova música do TREMONTI – banda composta por Mark Tremonti (vocal/guitarra), Eric Friedman (guitarra) e Garrett Whitlock (bateria), pode ser visto abaixo. A faixa é parte do novo álbum do grupo, A Dying Machine, que será lançado em 8 de junho pela Napalm Records. O disco foi produzido por Michael “Elvis” Baskette, que trabalhou em todos os álbuns anteriores do TREMONTI, além dos quatro últimos álbuns do ALTER BRIDGE.

    Do ataque à bateria da faixa de abertura Bringer Of War ao encerramento instrumental Found, A Dying Machine é a oferta musical mais diversificada do TREMONTI até hoje. Canções como From The Sky, Throw Them To The Lions e A Lot Like Sin tem a assinatura do TREMONTI, aquele que os fãs passaram a amar no som do trio. Faixas como Trust, The First The Last e Desolation levam o ouvinte sonoramente a novos lugares, todos apoiados pelo estilo vocal característico de Tremonti.

    A Dying Machine é o primeiro álbum conceitual da carreira do TREMONTI, e a música é inspirada em uma história que veio até Mark durante a última turnê do ALTER BRIDGE. Durante esse tempo, a épica faixa-título A Dying Machine nasceu. A história, que está sendo transformada em uma obra completa de ficção de autoria de Mark Tremonti e John Shirley, acontece na virada do próximo século, onde seres humanos e seres fabricados, chamados “vessels”, estão tentando coexistir. Tremonti e Shirley estão trabalhando para finalizar o romance a ser lançado ao juntamente do disco.

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  • FIVE FINGER DEATH PUNCH filmou clipe para “Sham Pain”

    FIVE FINGER DEATH PUNCH filmou clipe para “Sham Pain”

    Segundo fotos postadas no Instagram, o FIVE FINGER DEATH PUNCH filmou o videoclipe para a canção Sham Pain durante o fim de semana passado. Algumas fotos da filmagem foram compartilhadas pelo guitarrista Jason Hook, que escreveu na legenda que fazer vídeos com sua banda “pode ​​ser algo imprevisível”.

    Sham Pain é parte do sétimo álbum do FIVE FINGER DEATH PUNCH, And Justice For None, que será lançado em 18 de maio. O disco está disponível para pré-venda digital no site FiveFingerDeathPunch.com. No mês passado, a banda lançou a pré-venda física nos seguintes formatos: CD físico padrão (13 faixas), CD físico deluxe (13 faixas + 3 faixas bônus + arte de luxo), vinil (13 faixas + 3 faixas bônus + gatefold de luxo). A banda também está oferecendo aos fãs uma variedade de novos pacotes de CD/merchandise.

    Simultaneamente com a pré-encomenda, os fãs receberão Fake, a primeira das três músicas inéditas de And Justice For None. Os fãs podem esperar que duas músicas adicionais sejam reveladas em 20 de abril e 4 de maio, antes da chegada oficial do álbum. As faixas lançadas anteriormente, Trouble e Gone Away, já estão disponíveis como faixas ‘instant-grat’ na pré-venda.

    And Justice For None foi originalmente concluído em dezembro de 2016, mas seu lançamento foi adiado por questões legais.

    Perguntado se a banda mudou alguma coisa no álbum durante o ano passado, o guitarrista Zoltan Bathory respondeu: “Nós acabamos gravando mais algumas músicas que faziam parte do acordo com a gravadora; nós gravamos mais três músicas para o álbum, que faziam parte do acordo.”

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  • Após ataque cardíaco, JOE LYNN TURNER cancela turnê

    Após ataque cardíaco, JOE LYNN TURNER cancela turnê

    Joe Lynn Turner cancelou as datas de shows anteriormente anunciadas, enquanto se recupera do aparente ataque cardíaco que sofreu na última sexta-feira.

    A notícia da pausa do vocalista nas turnês foi revelada por seu agente de reservas finlandês, Thomas Ståhl, da Stahl Entertainment, que afirmou em comunicado: “Devido a um procedimento médico não planejado, Joe Lynn Turner está adiando todas as atividades nos próximos meses”. Não estamos autorizados a viajar ou voar agora. Estamos trabalhando para reagendar todos os shows e anunciar novas datas o mais rápido possível, os bilhetes comprados são válidos. Pedimos sinceras desculpas por qualquer inconveniente que isso possa causar. Sem medo, somente amor e pensamentos positivos!”

    A hospitalização do ex-vocalista do RAINBOW e DEEP PURPLE foi noticiada pela agência de notícias estatal russa RIA Novosti, que divulgou que o serviço de imprensa do Ministério da Saúde da Bielorrússia declarou que a condição do cantor era “estável” depois dele ter sido tratado em uma instalação de Minsk para “infarto do miocárdio”, comumente conhecido como um ataque cardíaco. A presença de Turner no hospital também foi noticiada pelo jornal diário mais influente da Bielorrússia, o estatal SB Belarus Segodnya.

    De acordo com a agência de notícias russa TASS, uma porta-voz do Ministério da Saúde da Bielo-Rússia disse que Turner foi transportado de ambulância para o hospital e que continuará a receber tratamento na instalação.

    Joe foi o vocalista do RAINBOW entre 1980 e 1984 e cantou no álbum Difficult To Cure, que contou com o single mais bem sucedido da banda no Reino Unido, I Surrender.

    Durante o tempo de Turner com o RAINBOW, a banda teve seu primeiro sucesso nos EUA e gravou músicas que ajudaram a definir o gênero rock melódico.

    Em 1990, Turner se reuniu com o líder do RAINBOW, Ritchie Blackmore, em um reformado DEEP PURPLE, para o álbum Slaves and Masters.

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  • SUPERSUCKERS prepara repertório de clássicos para 3 shows no Brasil

    SUPERSUCKERS prepara repertório de clássicos para 3 shows no Brasil

    Punk country pode ser um rótulo esdrúxulo até ouvir a banda que o inventou e o executa – com precisão, sujeira e balanço – há mais de três décadas. Lenda viva do rock n’ roll mundial, o Supersuckers, dos Estados Unidos, chega à América do Sul na última de abril – após um giro pela Europa – para três shows no Brasil e um na Argentina, já certos de que trará apenas clássicos de uma respeitada discografia, reverenciada inclusive pelo icônico falecido baixista do Motörhead, Lemmy Kilmister, que cravou “Se você não gosta de Supersuckers, não gosta de rock n’ roll”.

    A trinca de shows em território nacional começa dia 26, em São Paulo, no Sesc Pompéia. Os ingressos estão à venda a partir do dia 17/4 na internet, ao meio dia, e a partir de 18/4, às 17h30, em qualquer unidade do Sesc. Serão disponibilizadas 800 entradas que custam de R$ 12 a R$ 40. A apresentação está agendada pontualmente para as 21h30.

    Em seguida, no dia 27, o power-trio americano sobe para o Nordeste onde se apresenta como uma das atrações principal do tradicional e concorrido Festival Abril Pro Rock 2018, em Recife (Pernambuco). Também nesta 18ª edição, o Supersuckers toca ao lado de outras lendas do rock, como Moonspell, Richie Ramone, Immolation, entre outras bandas.

    Esta nova turnê brasileira do Supersuckers termina dia 28 em Curitiba (Paraná), no Jokers, com No Milk Today e Redlightz como bandas convidadas. Os ingressos estão à venda online pelo site www.redstar77.com.

    Hoje com Eddie Spaghetti (vocal e baixo), Metal Marty Chandler (guitarra e vocal) e Captain Chris Von Streicher (bateria), o Supersuckers ganhou forma em 1988 em Tuscon, no Arizona, mas lançou o primeiro registro apenas em 1992, The Smoke of Hell. O álbum trazia uma riffs criativos a partir de composições dinâmicas, divertidas. Obteve grande destaque na mídia especializada e rendeu turnês mundiais memoráveis com Motörhead, The Ramones, Bad Religion, New York Dolls, Mudhoney, entre outras.

    Os setlists destes shows também incluirão sucessos dos álbuns seguintes, La Mano Cornuda, The Sacrilicious Sounds of The Supersuckers, Must’ve Been High e Evil Powers of Rock ‘n’ Roll.

    A turnê nacional tem produção da Mamuteprod Entertainment, que já trouxe ao Brasil mais de 48 bandas, entre elas, a não menos lendária Death, precursora do proto punk, The Rude Monkey Bones (Equador), Wild Rooster (Suécia), Dirty Fuse (Grécia), Motorama (Argentina), Man or Astro-Man? (EUA), Agent Orange (EUA), The Mutants (Finlândia).

    Supersuckers em São Paulo
    Data: 26 de abril de 2018
    Horário: 21h30
    Local: Sesc Pompeia
    Endereço: Rua Clélia, 93, bairro Pompéia – São Paulo/SP
    Ingressos: de R$ 12 a R$ 40
     
    Supersuckers no Abril Pro Rock 2018
    Data: 27 de abril de 2018
    Horário: a partir das 21h30
    Local: Baile Perfumado, Recife/PE
    Endereço: de R$ 60 a R$ 110
    Supersuckers em Curitiba
    Data: 28 de abril de 2018
    Horário: 20 horas
    Local: Jokers
    Endereço: Rua São Francisco, 164 – Centro, Curitiba/PR
    Ingresso: R$ 50 
    Venda online: www.redstar77.com 
  • ARMORED DAWN é uma das grandes atrações do Festival Abril Pro Rock

    ARMORED DAWN é uma das grandes atrações do Festival Abril Pro Rock

    Com o prestígio de já ter o seu mais novo álbum “Barbarians in Black” considerado um dos melhores lançamentos deste ano pelos meios de comunicação especializados do Brasil, o Armored Dawn está se preparando para mais uma grande apresentação no País. Após importante rápida série de apresentações ao lado dos lendários Saxon e Diamond Head pela Europa, a banda é uma das principais atrações da 26ª edição do tradicional Festival Abril Pro Rock, que acontece, no próximo dia 28 de abril (sábado), no Baile Perfumado, em Recife.

    O público pernambucano é incrível e há muito tempo esperávamos pela oportunidade em tocar em Recife e principalmente no Abril Pro Rock. Assim que voltamos da Europa, entramos em estúdio para preparamos um show bastante pesado e cheio de energia para vocês. Tenho certeza que será uma data inesquecível!”, declarou o renomado baixista Fernando Giovannetti. Os ingressos continuam à venda pelo site da Sympla (https://www.sympla.com.br/abril-pro-rock-2018__251566) e nas lojas Passadisco e Disco de Ouro. Mais informações no serviço abaixo.

    Reconhecido como um dos principais expoentes da nova safra que está em destaque no cenário do heavy metal, Eduardo Parras (vocal), Timo Kaarkoski (guitarra), Tiago de Moura (guitarra), Fernando Giovannetti (baixo), Rafael Agostino (teclado) e Rodrigo Oliveira (bateria) estão na estrada promovendo o álbum “Barbarians in Black”, lançado mundialmente, no último dia 23 de fevereiro, pela gravadora alemã AFM Records.

    Este trabalho chega com a responsabilidade de superar a bela receptividade do elogiado debut “Power Of Warrior”. O disco traz 10 temas épicos, arrojados, ambiciosos, espontâneos, repletos de potencia e agressividade.

    A produção teve a assinatura de Bruno Agra (We are Harlot) e Kato Khandwala (The Pretty Reckless, Papa Roach), a mixagem e masterização de Sebastian “Seeb” Levermann (Rhapsody of Fire, Orden Ogan, entre outros).

    Formado em São Paulo (capital), o Armored Dawn tem conquistado o seu espaço com muita determinação, trabalho e perseverança, se destacando no cenário internacional em razão de importantes turnês ou shows com respeitados nomes da música mundial como Megadeth, The Offspring, Tarja, Sabaton, Symphony X, De La Tierra, Rhapsody, Fates Warning, Marillion e até Texas Hippie Coalition. Além disso, foram a única banda brasileira a tocar no Motörboat, o tradicional e concorrido Cruzeiro do Motörhead. O Abril Pro Rock é um dos festivais independentes mais relevantes do País por sempre reunir jovens artistas e bandas novas ao lado de clássicos nacionais e internacionais; e expoentes de uma nova música produzida no Brasil. Nos últimos anos, além dos dois dias de shows, o Festival apresenta uma ampla programação paralela, a exemplo da Mostra Pôster Arte Design na sua sétima edição, que neste ano vai ocupar o Centro Cultural dos Correios. Links relacionados: https://www.facebook.com/ArmoredDawn https://www.facebook.com/festivalabrilprorock

    https://www.facebook.com/afmrecords https://www.facebook.com/UltimateMusicPR

  • ROTTING CHRIST é preso na Geórgia, confira comunicado oficial

    ROTTING CHRIST é preso na Geórgia, confira comunicado oficial

    Dois membros da banda grega de metal extremo ROTTING CHRIST foram presos na Geórgia (Europa Oriental). Sakis e Themis Tolis foram detidos sob acusação de satanismo e suspeita de terrorismo, alegadamente baseadas no nome da banda. Confira o comunicado oficial divulgado por Sakis Tolis, vocalista e líder do ROTTING CHRIST:

    “Chegamos na capital da Geórgia, Tbilisi, na manhã de quinta-feira, 12 de abril. Após o costumeiro exame dos nossos documentos na fronteira, meu irmão e eu fomos detidos pela polícia. Foi-nos ordenado que seguíssemos os policiais para outra área do aeroporto, sob o pretexto de que precisaríamos responder mais perguntas antes de entrar no país. Em vez disso, tivemos nossos passaportes e telefones celulares retidos, e fomos levados para uma cela. Quando perguntamos a razão dessa prisão, nos disseram simplesmente que essa informação seria “confidencial”. Nossos advogados nos informaram mais tarde que estamos em uma lista de pessoas indesejadas ​​da segurança nacional do país, que nos rotulou como satanistas e, portanto, suspeitos de terrorismo. Sem aviso prévio e sem motivo oficial, nos encontramos na prisão, trancados em uma cela pequena e bastante suja, sem nenhum contato com o mundo externo ou representante legal de nossa embaixada por doze horas. As condições foram duras, e nenhuma informação extra nos foi dada neste tempo. Felizmente, apenas os nomes “Tolis” estavam na lista, e os outros dois membros da banda não foram detidos. Eles rapidamente começaram a trabalhar com o promotor do show para nos tirar da prisão e outros procedimentos legais. Muito esforço e um procedimento complicado precisou ser seguido para encontrar uma solução. Foi uma tarefa muito difícil para o promotor local, que envolveu especialistas legais, jornalistas e ativistas da Geórgia a fim de encontrar uma solução, e finalmente fomos liberados. Ficamos extremamente gratos a todos os envolvidos neste processo. No final, fomos capazes de realizar nosso show e acabou sendo uma noite fantástica. Gostaríamos de agradecer também a todos os fãs de metal da Geórgia pelo seu imenso apoio”

    Os membros do ROTTING CHRIST foram autorizados a deixar o país, seguingo para a Armênia sem maiores complicações.

    O ROTTING CHRIST está em turnê em apoio para Their Greatest Spells, que saiu em 23 de março via Season Of Mist. Esta compilação em CD duplo apresenta o melhor da carreira da banda, aprovada por Sakis Tolis, bem como a nova canção I Will Not Serve.

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  • TRAUMA (ex-banda de CLIFF BURTON) lançará novo álbum

    TRAUMA (ex-banda de CLIFF BURTON) lançará novo álbum

    O TRAUMA, banda mais conhecida por ter contado com o saudoso baixista Cliff Burton antes de se juntar ao METALLICA, assinou um acordo exclusivo de distribuição global com a The Orchard / Sony. O novo álbum do grupo, intitulado As The World Dies, será lançado em 11 de maio.

    Com um olho no passado, mas focado no futuro, As The World Dies – produzido pelo guitarrista Joe Fraulob – com certeza será um terceiro álbum memorável, mantendo-se fiel ao som clássico do TRAUMA, mas sem deixar de contar com um toque bastante moderno.

    O TRAUMA, formado em 1980, é a banda responsável pelo hoje raro e disputado por colecionadores, Scratch And Scream, um clássico cult dos anos 80, onde constam sucessos como The Day All Hell Broke Loose e Lay Low. O vocalista e membro fundador Donny Hillier e o antigo baterista Kris Gustofson, montaram uma formação monstruosa, com músicos incríveis. O guitarrista Joe Fraulob é um ex-membro do DANZIG; Steve Robello toca guitarra no DUBLIN DEATH PATROL (o supergrupo Bay Area formado pelos vocalistas do EXODUS e do TESTAMENT), e o baixista Greg Christian – o mais novo membro do TRAUMA – tocou em muitos discos do TESTAMENT.

  • D.R.I. – São Paulo/SP, 14 de abril de 2018

    D.R.I. – São Paulo/SP, 14 de abril de 2018

    Quem costuma acompanhar com interesse a agenda de shows sempre tão movimentada da Capital Paulista, sabe que a volta dos norte-americanos do DIRTY ROTTEN IMBECILES já era tratada como uma espécie de ‘lenda urbana’, quase tão popular quanto a ‘loira do banheiro’. Pois bem, enquanto ainda tem muito marmanjo procurando encontrar sua loira do banheiro, felizmente o show do D.R.I. se tornou realidade. Em um sábado de clima bastante agradável em São Paulo – em que a chuva ameaçou mas não caiu, e os termômetros baixaram alguns agradáveis graus de temperatura – o trânsito não ajudou tanto quanto se esperava, mas mesmo assim poucos foram os que tiveram problemas para chegar.

    Assim, com a casa já bastante movimentada, João Gordo (vocal, RATOS DE PORÃO), Guilherme Martim (bateria, VIPER, TOYSHOP), Cléber Orsioli (guitarra, BLACKNING) e Dan Lilker (baixo, NUCLEAR ASSAULT, STORMTROOPERS OF DEATH, BRUTAL TRUTH, etc) tomaram o palco para a abertura dos trabalhos, com o genial projeto Not S.O.D. Com a premissa de tocar o clássico Speak English or Die na íntegra (1985, aqui vertido para ‘Fale Português ou Morra’), o quarteto fez um show febril e enérgico, onde os ‘circle pits’ duraram da primeira até a última nota da afiada guitarra de Orsioli. Claro que a presença de Dan Lilker foi a mais festejada – não é sempre que uma divindade do metal dos anos 80 está agitando como um maníaco ao seu lado – mas os brasileiros não decepcionaram, deixando marcado na memória um grande show de abertura.

    Após alguns longos minutos de espera, finalmente teríamos a chance de ver o D.R.I., talvez a banda mais importante de toda a história do crossover – ou thrashcore, se você preferir. Sem alarde, introduções climáticas, jogo de luzes e fumacinhas fétidas, Spike Cassidy (guitarras), Rob Rampy (bateria), Gregg Orr (baixo, ATTITUDE ADJUSTMENT) e o gigante Kurt Brecht (vocal) tomaram o palco como se estivessem começando um ensaio rotineiro na sala de sua própria casa, uma atitude tão cheia de naturalidade e desenvoltura, que até poderia ter sido confundida com total falta de compromisso – caso aqueles milhares de olhos que encaravam o palco não pertencessem a fãs que esperavam e ansiavam justamente por esta postura, um testamento do legado perpetrado nas últimas décadas por uma banda totalmente avessa ao sucesso e suas frescuras.

    Todo aquele torpor de ‘isso realmente está acontecendo?’ se desfez com a correria de The Application (Definition, 1992), que acabou por pegar muita gente de surpresa. Felizmente esta é daquelas músicas que dão tempo para você se situar antes dela terminar, algo que para os padrões do início de carreira do D.R.I. poderia soar até como um longo épico. Enquanto os ‘circle pits’ voltavam a se formar em todos os cantos do recinto, a banda seguia mandando pedrada sobre pedrada, sempre com a voz ‘podrona’ de Brecht dando o tom da desgraça, e os fenomenais riffs ‘máquina de cortar grama enguiçada’ de Cassidy a esmagar tímpanos. Enquanto Hooked fazia os fãs de Crossover (1987) chegar às raias da loucura, How To Act (Dealing With It!, 1985) e Commuter Man (Dirty Rotten EP, 1983) fizeram a alegria daqueles que preferem o som mais hardcore do início da carreira.

    A viagem de quase quatro décadas também merecia uma parada em tempos mais modernos, então, após mais alguns clássicos do quilate de Snap e Violent Pacification, veio a tríade maníaca Against Me/Anonymity/As Seen on TV, todas do recente EP But Wait… There’s More! (2016), a última cantada em coro pelo público, já suado e sem fôlego. Na sequência, o baixista Greg Orr cedeu seu posto para Dan Lilker, e aí – como você pode imaginar – o inferno foi libertado. Mad Man veio rasgando couro e carne, e o clima ameno da noite de sábado se viu transformado em um caldeirão infernal, onde suor e porrada (no melhor sentido) tomavam conta do ambiente e transformavam o ‘fabrique’ em ‘abatedouro’.

    Já com Orr de volta ao seu lugar, veio Acid Rain, uma das melhores composições de toda a carreira do grupo, e que logicamente não poderia faltar nesta celebração paulistana. Aliás, o que não faltou foram riffs esmagadores, correria, suor, agitação e clássicos, empilhados aos montes, forçando o telhado e as paredes, transbordando pelas esquinas, esmagando os corpos pelo chão. Que banda fenomenal, meus amigos! Que show incrível presenciamos! Ao final, ainda tivemos Manifest Destiny e Five Year Plan, então, o que dizer?

    Uma noite amena em São Paulo… Vai nessa. Não teve nada de ameno, não pelas bandas da estação de metrô Barra Funda. Quem lá esteve presenciou uma das noites mais causticantes e célebres que a Capital Paulista já viu. Quem lá esteve, tomou suco de metal oitentista direto da caneca do diabo, e saiu sorrido de satisfação! Em uma noite que ainda teve os legítimos filhos do deus da música em outra região da cidade, os presentes no Fabrique viram e ouviram o bastardo feio e degenerado, o aborto abjeto de um deus da música surdo e meio gagá – o filho sujo, podre e imbecil que talvez não orgulhe o pai, mas que é amado por todos na rua. Que venha o próximo, pois este show já virou lenda!