Representantes do Black Metal nacional, os cariocas do Grave Desecrator estarão na 13ª edição do Setembro Negro, que acontece nos dias 06, 07 e 08 de setembro (sexta, sábado e domingo), no Carioca Club (Rua Cardeal Arcoverde, 2899, Pinheiros – próximo à estação Faria Lima do Metrô). Nessa edição serão 18 bandas internacionais e 6 nacionais. O Grave Desecrator toca na sexta (06/09).
Além do Grave Desecrator, a Tumba Productions escalou as bandas, At War, Cirith Ungol, Dead Congregation, Demolition Hammer, Baixo Calão, Expose Your Hate, Full Of Hell, Incantation, Rotten Sound, Monolord, Impurity, Exodus, Midnight, Legion Of The Damned, Monstrosity, Necrophobic, Pathologic Noise, Gorgasm, Svarttjen, Shaytan, Night Demon, UADA e Vomitory.
Para outras informações, siga a página do evento no Facebook:
https://www.facebook.com/events/338928753628787/
Formado em 1998, na cidade do Rio de Janeiro, o Grave Desecrator não se manteve apenas no Black Metal, já que a banda tem raízes no mais puro Death Metal – as letras, sim, são mais voltadas para o “lado negro” do Metal.
A formação do Grave Desecrator traz Butcherazor (vocal e guitarra), Black Sin and Damnation (guitarra), Sub Umbra (baixo) e M. Kult (bateria).
A discografia traz três álbuns de estúdio, dois EP’s e alguns splits. O lançamento mais recente é “Dust To Lust” de 2016.
Assista o Grave Desecrator ao vivo no “Ravenous Altar Festival”, em Lyon:
https://www.youtube.com/watch?v=n8vkGavGwAA
Recentemente a Tumba Productions anunciou a entrada do Exodus no cast. E o melhor é que NÃO aumentaram os valores dos ingressos.
O Setembro Negro Fest 2019, será um grande banquete para os fãs do Metal, com bandas de gêneros como Death, Thrash, Black, Doom, GrindCore, Stoner e Heavy Metal.
Como na edição passada, haverá merchandise das bandas participantes e do festival. Além do serviço de bar e cozinha disponível no Carioca Club, este ano teremos também a opção de cerveja artesanal e alimentação alternativa. Visando a preocupação com os 03 dias de festival, o Setembro Negro fez parceria com a DKCast que irá oferecer o Chopp Ashby nas opções Pilsen, IPA e vinho, e também, lanches no bar da DKCast que estará exposto na área externa (área de fumante).
SERVIÇO:
SETEMBRO NEGRO FEST 13ª edição
Dias 06, 07 e 08 de setembro
Local: Carioca Club (Rua Cardeal Arcoverde, 2899, Pinheiros – próximo à estação Faria Lima do Metrô)
SEX 06.09.19
18:00 – PORTAS
19:00 – 19:35 – SHAYTAN (35”)
19:50 – 20:30 – GRAVE DESECRATOR (40”)
20:45 – 21:30 – GORGASM (45”)
21:45 – 22:35 – LEGION OF THE DAMNED (50”)
22:50 – 23:50 – AT WAR (60”)
00:05 – 01:15 – EXODUS (70”)
SAB 07.09.19
12:00 – PORTAS
13:00 – 13:35 – BAIXO CALÃO (35”)
13:50 – 14:25 – EXPOSE YOUR HATE (35”)
14:40 – 15:20 – FULL OF HELL (40”)
15:35 – 16:20 – UADA (45”)
16:35 – 17:20 – ROTTEN SOUND (45”)
17:35 – 18:25 – MONOLORD (50”)
18:40 – 19:30 – NECROPHOBIC (50”)
19:45 – 20:35 – VOMITORY (50”)
20:50 – 21:50 – DEMOLITION HAMMER (60”)
DOM 08.09.19
12:00 – PORTAS
13:00 – 13:35 – PATHOLOGIC NOISE (35”)
13:50 – 14:25 – IMPURITY (35”)
14:40 – 15:20 – SVARTTJERN (40”)
15:35 – 16:20 – NIGHT DEMON (45”)
16:35 – 17:20 – DEAD CONGREGATION (45”)
17:35 – 18:25 – MIDNIGHT (50”)
18:40 – 19:30 – MONSTROSITY (50”)
19:45 – 20:35 – INCANTATION (50”)
20:50 – 21:50 – CIRITH UNGOL (60”)
INGRESSOS:
PISTA 1 DIA
Promocional Lote 1 – R$ 170 (350 ingressos ou de 01.02 a 01.05)
Promocional Lote 2 – R$ 190 (350 ingressos ou de 02.05 a 05.09)
Promocional Lote 3 – R$ 222 (300 ingressos ou de 06.09 a 08.09 – NA PORTA)
COMBO PISTA (03 DIAS)
Promocional Lote 1 – R$ 450 (350 ingressos ou de 01.02 a 01.05)
Promocional Lote 2 – R$ 500 (350 ingressos ou de 02.05 a 05.09)
Promocional Lote 3 – R$ 666 (300 ingressos ou até 06.09)
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CAMAROTE 1 DIA
Promocional Lote 1 – R$ 220 (60 ingressos ou de 01.02 a 01.05)
Promocional Lote 2 – R$ 250 (50 ingressos ou de 02.05 a 05.09)
Promocional Lote 3 – R$ 300 (40 ingressos ou de 06.09 a 08.09 – NA PORTA)
COMBO CAMAROTE (03 DIAS)
Promocional Lote 1 – R$ 600 (60 ingressos ou de 01.02 a 01.05)
Promocional Lote 2 – R$ 700 (50 ingressos ou de 02.05 a 05.09)
Promocional Lote 3 – R$ 900 (40 ingressos até 06.09)
***TODOS os ingressos já estão com preço promocional (ou meia-entrada)
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INGRESSOS:
Online: https://www2.clubedoingresso.com/evento/setembronegro
PONTOS DE VENDA:
SÃO PAULO:
-Bilheteria do Carioca Clube (R. Cardeal Arcoverde, 2899 – Pinheiros)
-Loja 255 da Galeria do Rock (Av. São João, 439 – 1º Andar – Loja 255 – Centro)
-Contem 1G do Metro Boulevard Tatuapé (Rua Gonçalves Crespo, 78 – Tatuapé)
-Tattoo Company SP (Alameda Itu, 1124 – Cerqueira César)
-Ksa do Surf do Shopping Largo 13 (Rua Amador Bueno, 299 – Santo Amaro)
-Uppcell da Praca da Arvore (Rua General Serra Martins, 87 – Bosque da Saúde)
-Uppcell Plaza Sul (Praça Leonor Kaupa, 100 – Jardim da Saúde)
-Belíssima (Estrada do Campo Limpo, 4213 A – Pirajussara)
-School of Rock (Rua Eleonora Cintra, 82 – Anália Franco)
ALPHAVILLE:
-Absurdo Alphaville (Alameda Araguaia, 2081 – Alphaville)
GUARULHOS:
-Maria Loka Urban Shop (Rua Paulo Lenk, 16 – Centro)
OSASCO:
-Crow Rock Wear (Rua Dona Primitiva Vianco, 195 – Osasco)
SANTO ANDRÉ:
-Metal Music (Rua Álvaro de Azevedo, 159 – Centro)
SÃO CAETANO DO SUL:
-School of Rock (Rua São Paulo, 1154)
BELO HORIZONTE:
-Days Music Store (Rua Alagoas, 730 – Loja 04 – Funcionários)
CURITIBA:
-Loja Dr Rock no Shopping Metropolitan (Rua Emiliano Perneta, 297 – Loja 04 – Centro)
-Loja Sweet Bath no Shopping Palladium (Av Presidente Kennedy, 4121 – Loja 1127 – Piso L1 – Portão)
RIO DE JANEIRO:
-Sempre Musica Catete (Rua Correa Dutra, 99 – Sobreloja 216 – Catete)
-Scheherazade (Rua Conde de Bondem, 346 – Loja 209 – Tijuca)
Produção Tumba Productions
www.tumbaproductions.com.br/ [email protected]
Imprensa: [email protected]
Censura: 16 Anos
APOIO: Roadie Crew / DK Cast / Ashby Cervejaria / LP Metal Press / Rock Brigade
Categoria: Roadie News
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GRAVE DESECRATOR: Quarteto leva sua mistura de Death/Black Metal ao Setembro Negro 2019
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D-A-D: Confira o vídeo oficial para “Burning Star”
O novo vídeo da banda de hard rock dinamarquesa D-A-D, Burning Star, pode ser visto abaixo. A música é tirada do primeiro álbum da banda em oito anos, A Prayer For The Loud, que foi lançado em 31 de maio pela AFM Records. O sucessor de DIC.NII.LAN.DAFT.ERD.ARK, de 2011, remete ao cerne daquilo que o D-A-D faz melhor do que a maioria: quatro caras que tocam uma emocionante música rock com energia feroz, canções cativantes e um compromisso contagiante. A Prayer For The Loud tem um claro vínculo musical com álbuns clássicos do D-A-D, como No Fuel Left For The Pilgrims e Riskin ‘It All.Em uma entrevista de abril de 2018 com o ‘Metal Covenant’, o vocalista do D-A-D, Jesper Binzer, declarou sobre o longo atraso na conclusão de um novo álbum de estúdio: “Eu acho que não importa realmente se passou muito tempo ou pouco tempo, eu acho que é sempre um risco. Então, essa coisa toda sobre gastar cinco, seis, sete anos tem a ver não fazer o disco pelas razões erradas. Quer dizer, as principais razões hoje são apenas para descobrir a resposta para perguntas como ‘ainda estamos aqui?’. ‘Nós nos sentimos criativos?’. ‘Estamos preparados para apoiar a obra ao vivo?’. ‘Nós nos sentimos artísticos?’.” Quando você tem músicas suficientes, você pode ouvi-las e dizer: ‘Ok, este é um ótimo conjunto de músicas’, e então você não está fazendo isso por qualquer razão que não seja a de mostrar ao mundo o que temos.”
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CLUTCH lança cover para “Evil”, clássico de Willie Dixon
A banda estadunidense CLUTCH lançou sua versão cover do clássico Evil, de Willie Dixon. Clássico dos anos 50, a canção seria mais tarde gravada pela banda CACTUS. O lyric video oficial da faixa foi dirigido por David Brodsky e pode ser visto abaixo.A versão de Evil do CLUTCH, que foi mixada por Vance Powell, será incluída em uma coleção de músicas recém-gravadas, Weathermaker Vault Series, que será lançada neste inverno.
O baterista Jean-Paul Gaster contou a TotalRock Radio sobre Weathermaker Vault Series: “Entramos no estúdio no início deste ano. Depois de terminarmos outra turnê pelos EUA, nós pulamos no estúdio e gravamos uma seleção de músicas, eu não iria tão longe a ponto de chamá-lo de álbum completo, mas a ideia é apenas lançar algumas coisas durante o resto do ano, e estas também serão apenas versões digitais. Estamos meio que experimentando com esse formato – apenas liberando coisas para propósitos de streaming. E vamos ver como isso acontece.”
Ele continuou: “Foi divertido entrar em estúdio, e nós escolhemos algumas músicas que meio que significam algo para nós, de diferentes maneiras. Nós também regravamos algumas músicas clássicas do CLUTCH, então elas também serão lançadas. Eu suponho que, talvez, de alguma forma, seja apenas uma maneira de nos controlar até que realmente tenhamos a fluidez de gravar outro álbum”.
O último álbum do CLUTCH, Book Of Bad Decisions, foi lançado em setembro passado. O disco vendeu 26.000 cópias nos Estados Unidos durante sua primeira semana de disponibilidade, dando ao grupo seu terceiro álbum Top 20 consecutivo na Billboard 200.
Book Of Bad Decisions foi gravado no estúdio Sputnik Sound em Nashville, Tennessee, com o produtor Vance Powell. A capa do álbum foi projetada pelo renomado fotógrafo Dan Winters.
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RICHIE KOTZEN lança novo vídeo, “Venom”
O guitarrista Richie Kotzen (THE WINERY DOGS, POISON, MR. BIG) lançou o videoclipe oficial de seu novo single, Venom. Confira abaixo.
Kotzen disse recentemente ao “Trunk Nation” da SiriusXM que ele estava trabalhando em material para um possível novo álbum solo. “Acho que é isso que está acontecendo”, disse ele. “Eu tenho uma atitude tranquila sobre isso, o que eu acho que é bom. Acho que porque existem tantos álbuns que já lancei – seja com bandas ou solo ou qualquer outra coisa – então eu não me sinto como se estivesse sob qualquer tipo de pressão para ter que fazer um disco, pois eu tenho material suficiente para que possa continuar em turnê e mudar o show. Cada vez que eu faço uma turnê, eu poderia fazer um show diferente. Mas eu tenho algumas novas músicas, e tem uma que eu realmente gosto, e que eu acho que seria uma ótima candidata para guiar o álbum. Então, eu vou fazer um vídeo para ela, e provavelmente me agarrar a ela até eu sentir que ou eu tenho um álbum, ou se eu não, eu vou lançar um single. “
Kotzen lançou dois singles em 2018 – The Damned e Riot. As faixas apresentam seu baixista de longa data Dylan Wilson e o baterista Mike Bennett.
O álbum solo mais recente de Richie, Salting Earth, foi disponibilizado em abril de 2017 através de sua própria gravadora, a Headroom-Inc.
Em maio, Kotzen se juntou novamente a Sheehan e Portnoy para uma turnê americana de um mês com THE WINERY DOGS.
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PICTURE: holandeses gravarão DVD ao vivo em São Paulo
Serviço – Picture: Data: 16 de junho (domingo) Abertura da casa: 18h Local: Manifesto Bar Endereço: Rua Iguatemi, 36, Itaim Bibi – São Paulo/SP Ingressos: R$ 80 Venda online na Ticket Brasil: https://ticketbrasil.com.br/show/6828-picture-saopaulo-sp/ingressos/ Fone: (11) 3168-9595 | WhatsApp (11) 94747-5883 Cartões: Visa, Mastercard, Elo, American Express e Dinners Débito: Visa Electron, Maestro, Rede Shop Censura: 16 anos Acesso a deficientes / ar condicionado Wi-fi: a casa possui acesso a internet sem fio Serviço de Vallet: R$20,00 E-mail: [email protected] Site: www.manifestobar.com.br Fonte: ASE Press
Os fãs ficaram animados quando o grupo holandês Picture lançou o álbum ao vivo “Live – 40 Years Heavy Metal Ears, 1978-2018” (Pure Steel Records), trazendo músicas de todas as fases de sua carreira. Agora, os brasileiros poderão ver e sentir novamente o poder de fogo desta lendária banda de metal, que se apresentará no dia 16 de junho (domingo), a partir das 18h, no Manifesto Bar, tradicional casa de São Paulo.
Na ocasião, Ronald van Prooijen (vocal), Jan Bechtum e Appie de Gelder (guitarras), Rinus Vreugdenhill (baixo) e Laurens “Bakkie” Bakker (bateria) irão capturar cenas para posterior lançamento em DVD. “É uma honra para o Manifesto Bar, especialmente no ano em que celebramos os 25 anos de atividades, saber que uma banda como o Picture, pioneira do metal na Holanda, vai registrar cenas do show em São Paulo para o seu DVD”, comemora Luis Brancati, um dos proprietários do Manifesto.
Além de Appie de Gelder, o Picture atualmente conta com os quatro integrantes fundadores, que gravaram os dois primeiros discos – “Picture” (1981) e “Heavy Metal Ears” (1981). O repertório do show contará com músicas de quase todas as fases da extensa carreira, incluindo os clássicos “Eternal Dark”, “Diamond Dreamer”, “Heavy Metal Ears”, “Bombers”, “You’re All Alone”, “Message from Hell”, “Night Hunter”, “The Hangman” e “Lady Lightning”, entre outros.
Além dos shows, com participações em importantes festivais europeus este ano, entre eles o “Bang Your Head” (ALE), a banda também está preparando um disco novo de inéditas, intitulado “Wings”, programado para sair ainda este ano. Duas das novas, “Line of Life” e “Little Annie”, já constam no canal do YouTube – veja a versão ao vivo de “Little Annie”, apresentada em novembro de 2018 em Drachten (HOL) em https://youtu.be/a6VdwkgusjE. -

HATEMATTER apresenta clipe para ‘Blackout Afterglow’
Quando Luiz Artur (vocal), André Buck e Gustavo Polidori (guitarras) e Lucas Emidio (bateria) finalizaram a produção de “Metaphor“, a primeira faixa promovida foi “At Tannhauser Gates”, com letra baseada na obra do diretor Ridley Scott, Blade Runner (1982) e nos manuscritos de Phillip K. Dick, ‘Do Androids Dream of Electric Sheep?’, de 1968. Agora, o Hatematter apresenta o videoclipe para “Blackout Afterglow“, faixa que é ligada ao mesmo conceito. “Com o single ‘At Tannhauser Gates’, nós abordamos o plot principal do longa ‘Blade Runner 2049’ (2017), sequência do clássico de 1982, tendo a visão e direção de Denis Villeneuve. Na letra, acompanhamos os desdobramentos apocalípticos que acometem o mundo após o fim do primeiro filme, e a jornada do replicante Agente K’ em busca de um sentido para sua própria existência”, detalhou o guitarrista Gustavo Polidori.
Veja o clipe de “Blackout Afterglow”, produzido pela Domínio Mediacraft e com cenas captadas no estúdio Espaço Som (SP), em https://youtu.be/zN7Y5LdNw0AMantendo a tradição de explorar letras filosóficas e futuristas, tendo a ficção científica, além de histórias realistas e cotidianas, como referência, “Metaphor” também conta com o lyric video de “They Arrive” e o videoclipe de “Agonizing Wail”. “Filmes como Blade Runner (1982), A Chegada (2016) e San Junípero, da série Black Mirror serviram como base de algumas letras, criadas junto com Thiago Ribeiro, que já havia trabalhado conosco em ‘Foundation’”, explicou o baixista André Martins. Veja o clipe de ‘Agonizing Wail‘ em https://is.gd/TjJnII Gravado no estúdio Casanegra por Rafael Augusto Lopes, e produzido, mixado e masterizado nos EUA por Brendan Duffey, “Metaphor” teve a arte de capa criada por Rafael Tavares (Metal Allegiance, Torture Squad, DyingBreed e Blood Red Throne). O sucessor de “Foundation” (2014) figurou em décimo lugar na lista dos 20 melhores discos de 2018 pela revista Roadie Crew. Facebook: www.facebook.com/hatematterofficial Contato para shows e merchandising: [email protected]
Fonte: ASE Press -

LIVING COLOUR: Música e show poderosos
Trinta (e um) anos depois do lançamento do primeiro álbum, “Vivid”, o Living Colour continua uma força sem igual. Durante todo esse tempo, o trabalho de Corey Glover (vocal), Vernon Reid (guitarra), Doug Wimbish (baixo) e Will Calhoun (bateria) continuou incomparável e intocável. São todos músicos extraordinários, sem dúvida, mas é a obra sem barreiras, num horizonte artístico ilimitado, que mantém a banda relevante num cenário que muda de humor a todo instante. Rumo ao Brasil pela oitava vez, pouco mais de um ano depois da última passagem, quando fez um solitário show em São Paulo, o Living Colour volta à capital paulista (dia 14 de junho), mas incluiu no roteiro o retorno ao Rio de Janeiro depois de dez anos. Um verdadeiro presente para os fãs cariocas, que receberão o grupo nova-iorquino mais uma vez no Circo Voador, dia 13 – vamos combinar que a apresentação no Palco Sunset do Rock in Rio em 2013 não conta, afinal, a banda foi muito mal escalada no mesmo dia de Ivete Sangalo, David Guetta e Beyoncé. E se a música do quarteto é única e formidável nos discos, em cima do palco ela ganha proporções ainda melhores. Para falar disso e mais um pouco, conversamos com Calhoun, então coloque o “Vivid” para rodar – sim, eles vão tocá-lo na íntegra! –, aproveite o papo e se prepare para os espetáculos.
Vamos começar falando dos próximos shows no Brasil. O Living Colour esteve no país em 2018 para uma única apresentação em São Paulo, e agora há uma data no Rio de Janeiro, onde a banda não toca desde 2009… Quais são as expectativas?
Will Calhoun: Deixe-me começar agradecendo a você pela oportunidade de fazer essa entrevista. Amamos o Brasil e estivemos aí no ano passado, é verdade, mas estamos ansiosos por esses novos shows, para agradecer a todos os nossos fãs pelo apoio durante todos esses anos. É o trigésimo aniversário do “Vivid”, então montamos uma combinação interessante de músicas para essas apresentações.É o que eu iria perguntar, porque andei olhando os setlists de shows recentes da Vivid 30th Anniversary Tour, mas a banda não está tocando o “Vivid” na íntegra…
Will: Mas agora planejamos tocar algumas canções de discos variados e também o “Vivid” da primeira à última faixa. Queremos dar aos brasileiros um show de aniversário realmente fantástico, com músicas variadas (N.R.: o Living Colour realmente tocou as 11 faixas do disco de estreia na primeira noite da turnê sul-americana, em Santiago, no Chile).A primeira vez do Living Colour no Brasil foi em 1992, como headliner do Hollywood Rock. Doug Wimbish havia acabado de substituir Muzz Skillings, mas ainda não era integrante fixo, e a banda foi eleita por público e crítica como o melhor show do festival. Quais são suas lembranças?
Will: Aqueles shows foram incríveis! Não esperávamos ser tão bem recebidos no Brasil, até porque era nossa primeira vez. Particularmente, eu estava ansioso para visitar seu país porque o meu filme favorito na infância era “Orfeu Negro” (N.R.: também conhecido como “Orfeu do Carnaval”, produção ítalo-franco-brasileira do cineasta francês Marcel Camus, o longa foi lançado em 1959). Depois de assistir àquele filme, eu queria desesperadamente conhecer o Brasil, por isso fiquei aí por um mês depois daquelas apresentações. Aluguei um carro e fui com um amigo brasileiro de São Paulo para a Bahia, e essa viagem mudou a minha vida. Tive a oportunidade de visitar escolas de samba, conhecer e me divertir com Carlinhos Brown e os músicos da Timbalada. Fui apresentado a Lenine e Marcos Suzano, a uma comida maravilhosa, ao ritmo do maracatu e a tantas outras coisas maravilhosas da cultura brasileira.E vocês não demoraram a voltar. Já no ano seguinte, em 1993, mas para um único e incrível show em São Paulo. O local estava eletrificado, e lembro-me do Corey Glover se jogando três vezes na plateia…
Will: Toda a turnê do “Stain” em 1993 foi mágica, mas o público naquele show foi inacreditável, então nós ficamos ainda mais empolgados para tocar no Brasil novamente.Mas aí a banda encerrou as atividades ou, como eu costumo dizer, entrou num hiato de 1995 a 2000. Como foi para você?
Will: Aquele foi um período muito desafiador… Eu tive de me adaptar a não estar mais numa banda, mas o tempo livre permitiu a mim a maravilhosa oportunidade de viajar para pesquisar sobre música. Voltei ao Brasil e fiquei aí durante três meses, desta vez no Recife. Visitei um incrível escola chamada Centro de Educação e Cultura Daruê Malungo, fundada e gerida por um grande amigo e músico, o Mestre Meia-Noite (N.R.: como é conhecido o capoeirista, bailarino e educador Gilson Santana). Ele e sua adorável família tomam conta da escola, e eu fiquei impressionado em como os jovens aprendiam no local a focar na própria cultura. Fiquei impressionado com todas aquelas belas crianças criando fantasias, aprendendo danças tradicionais e se reconectando com sua ascendência angolana. Aliás, fiz um pequeno documentário sobre essa viagem e o lançarei no próximo ano. Também viajei e estudei no Marrocos, Mali, Senegal, Belize, China e partes limitadas do Caribe, e o que fez com que nos reuníssemos foi o tempo. Ao retomarmos a banda, todos trouxemos experiências musicais muito especiais que colocamos na mesa para criar um novo capítulo musical para o Living Colour.“Collideøscope” foi lançado em 2003, e no ano seguinte a banda voltou ao Brasil. Vocês esperavam ser tão bem recebidos depois de tanto tempo?
Will: Não! Nós apenas torcemos para que fosse incrível como havia sido nas vezes anteriores, e foi!E continua sendo. Falando especificamente sobre a cidade onde moro, o Rio de Janeiro, o último show completo na cidade ficou marcado por uma noite em que vocês tocaram por três horas.
Will: Sim! Todos as nossas apresentações no Rio foram maravilhosas, mas não tínhamos planejado tocar por três horas naquele dia (N.R.: 16 de outubro, terceira das quatro datas da perna brasileira da turnê do “The Chair in the Doorway”). Acontece que vocês foram tão espetaculares que não queríamos sair do palco (risos).Vamos falar um pouco do álbum mais recente, “Shade” (2017). Oito anos o separaram de “The Chair in the Doorway”, e isso é muito tempo. O que houve que deixou o processo tão demorado?
Will: E não levamos oito anos para gravá-lo, porque em boa parte desse tempo nós não trabalhamos no “Shade”. Foram apenas três anos em cima do disco. Gravamos muitas músicas, usamos vários estúdios, experimentamos diferentes produtores e engenheiros de som. Esse processo acabou expandindo o tempo de gravação, mas também trocamos de empresário, de agentes e de advogados durante esse período, além de termos estudado oportunidades em outras gravadoras. No fim das contas, estávamos tentando criar a melhor situação possível para lançar o “Shade”.E foram sete estúdios diferentes, incluindo até mesmo um no Reino Unido. Como foi essa experiência?
Will: Interessante e longa… No entanto, ter opções demais às vezes pode causar problemas.“Shade” tem 13 músicas, sendo que no EP “Who Shot Ya?” (2016) há duas que poderiam facilmente ter entrado nele, “Regrets” e uma versão fabulosa de “This Place Hotel” (N.R.: composição de Michael Jackson em sua época no The Jacksons). Quantas vezes vocês mudaram o track list?
Will: (rindo) Foram muitas mudanças, em minha opinião, porque nós continuamos compondo mesmo durante as gravações de “Shade”. De certa forma, não estávamos satisfeitos com todas as canções que tínhamos, então ficamos compondo e gravando sem parar.A propósito, “Who Shot Ya?” saiu apenas no formato digital. Alguma chance de o EP ser lançado em CD?
Will: (empolgado) Absolutamente!Ótimo! Como citei “This Place Hotel” anteriormente, gostaria de falar dos outros covers. “Who Shot Ya?” (N.R.: The Notorious B.I.G.) é autoexplicativa, mas como surgiu a ideia de regravar “Preachin’ Blues” (N.R.: Robert Johnson) e, especialmente, “Inner City Blues” (N.R.: Marvin Gaye), que ficou fantástica?
Will: Obrigado! Decidimos gravar “Preachin Blues” porque havíamos tocado essa música durante a comemoração do aniversário de cem anos do Robert Johnson, no Apollo Theater, em Nova York, num evento com vários outros grandes artistas (N.R.: batizada de “Robert Johnson at 100”, a celebração aconteceu no dia 6 de março de 2012). Acontece que fomos aplaudidos de pé, então vimos ali que iríamos fazer uma versão de estúdio. Gostamos tanto dessa música que ele precisava entrar no “Shade”, enquanto “Inner City Blues” foi uma decisão do Vernon Reid e do produtor Andre Betts.Bom, tem uma faixa que chamou minha atenção, “Program”, porque é interessante que seja uma canção composta pelo produtor e outros dois coautores fora da banda. Qual a história por trás dela?
Will: Nunca gostamos dessa música por completo, então tentamos várias coisas diferentes. Usamos vocalistas de apoio, cordas, metais, teclados, loops e até mudamos a letra, então decidimos eventualmente pela versão que está no disco.Eu poderia falar sobre todo o álbum, mas o que você pode dizer da belíssima “Two Sides”?
Will: Ela simplesmente lida com problemas… Há apenas dois lados, a verdade e a mentira, e as pessoas escolhem um deles conforme afeta particularmente seu resultado.Mencionei “Who Shot Ya?” anteriormente, e é triste como ela ainda é atual (N.R.: gravada em 1995 pelo rapper Notorious B.I.G., assassinado dois anos depois, ela foi usada pelo Living Colour como uma canção contra as armas e a violência policial). Inclusive no Brasil, onde um caso recente ilustra um dos problemas que vivemos: o do músico negro Evaldo Rosa dos Santos, fuzilado com mais de 80 tiros pelo Exército enquanto ia com a família a um chá de bebê. Isso porque seu carro foi confundido com um usado por assaltantes…
Will: Eu li sobre esse terrível incidente e sinto muito, mesmo. É algo que está acontecendo no mundo todo, não é uma situação nova. O mundo está mudando rapidamente… É como o meu grupo favorito de rap, o Public Enemy, declarou de maneira clara e inteligente no disco “Fear of a Black Planet”, de 1990: essas mudanças são uma grande ameaça a muitas políticas estabelecidas. A estrutura de poder conservadora está e sempre continuará tentando barrar qualquer mudança positiva que ameace o seu controle colonial.Para terminar, depois de mais de 30 anos de Living Colour, o que você pode dizer sobre cada disco da banda? Quero dizer, o que eles representaram à época e o que significam hoje para você. Suas lembranças, e começamos com “Vivid”.
Will: Nosso primeiro álbum. Ensaiávamos cinco ou seis dias por semana e tocávamos constantemente em casas locais, então a banda estava muito entrosada quando fez “Vivid”, que representa o mundo para mim! Foi ele que trouxe atenção internacional para o Living Colour. De Mick Jagger e Rolling Stones a ser empossado no Museu Nacional de História e Cultura Afro-Americana, em Washington D.C., incluindo a oportunidade de fazer música honesta e de verdade num nível supremo, com um produtor fantástico, Ed Stasium. E a turnê do “Vivid” foi um desafio, pois estávamos desbravando novos territórios para nós mesmos e definido um movimento… Com ajuda do Bad Brains e do Fishbone. Foram precisos alguns shows para as pessoas entenderem nossas reais intenções, mas éramos e ainda somos uma banda muito poderosa em cima do palco. Nossa música ao vivo é mais progressiva do que nos discos.E o segundo álbum, “Time’s Up” (1990)?
Will: A banda havia acabado uma turnê com o Rolling Stones e terminado uma turnê própria sem tempo para respirar. Começamos a gravar o disco em Los Angeles, que não é a minha cidade favorita para ficar num estúdio depois de meses na estrada. Prefiro Nova York, então levou um tempo para eu me ajustar a um novo ambiente e sistema. Mas assim que começamos a finalizar as músicas, as gravações ganharam forma e caráter próprios. Estávamos um pouco exaustos das turnês, por isso nossos humores estavam ainda mais afiados para criar arte, e foi um período interessante na indústria musical. Eu adorava o “Time’s Up” quando o fizemos e gosto ainda mais dele agora, e a sua turnê foi ótima. Fomos convidados para o primeiro Lolapalooza.E chegamos ao “Biscuits” (1991).
Will: Foi um EP para colocarmos algum material novo sem que fosse preciso lançar um disco completo. Tínhamos muitas músicas ao vivo e faixas de estúdio inacabadas para escolher, e as canções de estúdio foram finalizadas em apenas um dia.“Stain” (1993).
Will: Doug Wimbish, nosso baixista, se juntou oficialmente à banda. Nosso som havia mudado, então mudamos de produtor, usando o Ron St. Germain. Estávamos entrando numa cena cujo som era mais pesado. Tínhamos uma sala de ensaios só nossa para trabalhar no “Stain”, então passamos muito tempo compondo e ouvindo nossos próprios conceitos. Eu amo esse disco, e as turnês foram fenomenais. A produção, a iluminação e a equipe técnica eram apenas nossas, o que nos permitiu dar aos fãs uma experiência mais pessoal do que era o Living Colour ao vivo. Pessoalmente, estava lidando com o fato de o meu irmão mais velho lutar contra o vício em drogas, e foi isso que me inspirou a compor “Nothingness”.“Collideøscope” (2003).
Will: Foi um álbum muito difícil de fazer. Havíamos voltado depois de quase seis anos separados, então ainda lutávamos para nos libertar de vários problemas. Não é o meu disco favorito da banda, mas é um que tivemos de fazer… Foi quase como uma terapia. Gosto das músicas, mas a produção não é tão forte como a dos três primeiros trabalhos. Excursionar para promover “Collideøscope” foi muito desafiador, porque não estávamos todos de acordo com o direcionamento musical do Living Colour àquela época.“The Chair in the Doorway” (2009).
Will: Grande parte do disco foi feita em Praga (N.R.: capital da República Tcheca), e foi mais uma vez estranho gravar fora de Nova York. Desafiador, mas não tão ruim quanto em “Collideøscope”. Ainda não estávamos todos na mesma página, mas as coisas estavam melhorando. A produção é boa, mas não ótima, e gosto das músicas. No entanto, eu preferia mesmo que tivéssemos gravado em Nova York. Mas tivemos grande ajuda do Pierre de Beauport, um querido amigo e técnico de guitarra do Keith Richards. Usamos seu estúdio (N.R.: The Library, em Greenfield, Massachusetts) para finalizar algumas músicas. Uma delas é “Not Tomorrow”.Por último, “Shade” (2017).
Will: Comecei a sentir que estávamos voltando a um grande som e a uma grande produção. Querido amigo da banda, Andre Betts, que é do Bronx como eu, fez um trabalho formidável em “Shade”. Foram três duros anos para completar esse disco, por causa das muitas mudanças no nosso time… Empresário, gravadora, advogados, produtores, estúdios e engenheiros de mixagem. Nós também interrompemos os trabalhos algumas vezes para sair em turnê, na maioria das vezes na Europa, e gravamos tantas músicas que tivemos um demorado processo de eliminação até decidirmos quais eram as que precisavam estar no CD. Mas assim que começamos a turnê, vimos que tínhamos a seleção perfeita de canções para antigos e novos fãs. Além disso, muitas das letras fazem referência ao nosso atual clima político.E espero que o sucessor de “Shade” não leve oito anos para ser lançado. Vocês já pensam no próximo disco?
Will: Sim! Já estamos planejando o novo álbum. Na verdade, já começamos o processo. -

MÖTLEY CRÜE: Dez minutos com Vince Neil
A essa altura, a chance de você já ter assistido a “The Dirt” é muito grande, mesmo que na casa de um amigo que tenha Netflix, plataforma de streaming onde a cinebiografia do Mötley Crüe estreou no dia 22 de março. Ou pelo menos foi de alguma maneira envolvido pelo longa, porque o barulho não foi pequeno. A história de Vince Neil (vocal), Mick Mars (guitarra), Nikki Sixx (baixo) e Tommy Lee (bateria) para as telonas – baseada no best-seller “The Dirt: Confessions of the World’s Most Notorious Rock Band”, lançado em 2001 – rendeu até mesmo um especial com destaque de capa na ed. #243 da ROADIE CREW. Faltava falarmos com algum integrante para fechar o pacote, e foi o que aconteceu: conversamos com Neil para saber suas impressões sobre o filme e as músicas inéditas que compõem a trilha sonora e, principalmente, colocaram o quarteto junto num estúdio depois de mais de quatro anos – a última canção gravada pela banda havia sido “All Bad Things”, em 2015. Infelizmente, no entanto, o vocalista pôde responder apenas seis das 26 perguntas que estavam na pauta – e que levariam o papo muito mais a fundo na carreira do Mötley Crüe e, diga-se, do próprio Neil. Mas como alguma coisa é melhor do que nada, confira o que ele teve a dizer.

O Mötley Crüe em 1982: Nikki Sixx, Tommy Lee, Vince Neil e Mick Mars (Foto: Mark Weiss/Divulgação) Qual foi a sua reação ao assistir à versão final de “The Dirt” pela primeira vez?
Vince Neil: Fiquei surpreso com o quão bom é o filme! Quando comecei a assistir, pensei que passaria o tempo todo criticando, tipo ‘Isso não aconteceu dessa maneira’ ou qualquer coisa parecida, mas bastaram os primeiros 15 minutos para eu esquecer até mesmo que era sobre nós. No fim, percebi que se trata de um ótimo filme, simples assim, porque eu havia mesmo assistido a um ótimo filme de rock’n’roll! Fiquei realmente impressionado com os atores (N.R.: Daniel Webber interpretou Neil, enquanto Douglas Booth fez o papel de Nikki Sixx; Iwan Rheon, de Mick Mars; e Colson “Machine Gun Kelly” Baker, de Tommy Lee) e com a maneira como a nossa história foi contada, uma vez que “The Dirt” ficou de fato preso ao livro. Obviamente, é muito difícil colocar dez anos de loucura em apenas duas horas, mas todos fizeram um grande trabalho ao escolher e trabalhar as coisas certas para o roteiro.Especificamente sobre Daniel Webber, você deu a ele alguma orientação? Alguma cena e interpretação dele o fizeram ficar arrepiado?
Vince: Não tive uma chance sequer de aparecer para assistir às gravações, mas pude conversar algumas vezes por telefone com Daniel, que fez o dever de casa direitinho ao me estudar, incluindo meus movimentos e minha personalidade. Ele deve ter visto muitas, mas muitas filmagens e entrevistas minhas! (risos) Todas as cenas me deixaram arrepiado, porque ficaram perfeitas. Por exemplo, sabe a cena do primeiro show, quando eles começam a tocar? Os movimentos que ele fez no palco são absolutamente iguais aos meus! Até mesmo o meu comportamento na cena do primeiro ensaio, quando entrei para a banda, foi exatamente daquela maneira. Foi impossível não ficar arrepiado vendo aquele cara me interpretar.
Cena em “The Dirt” que reproduz o primeiro show do Mötley Crüe (Foto: Divulgação/Netflix) Vamos falar das novas músicas, mas começando por uma questão mais abrangente: as pessoas podem achar que foi óbvio ou até mesmo obrigatório registrar material novo para a trilha sonora, mas me parece que o processo foi bem orgânico.
Vince: A verdade é que nós não nos separamos, apenas paramos de fazer turnês. Ainda somos uma banda, ainda somos quatro caras que têm uma empresa muito legal chamada Mötley Crüe. A ideia de compor novas músicas começou a nos rondar assim que nos reunimos para discutir o filme, então vocês sempre estarão ouvindo falar de nós. De uma maneira ou de outra.A respeito de “The Dirt (Est. 1981)”, a participação de Machine Gun Kelly deu um sabor diferente à música. Apesar de ele interpretar o Tommy Lee, acredito que foi ideia deste convidá-lo… Você sabe, por causa do lance hip hop.
Vince: Nós procuramos o MGK, para que ele acrescentasse suas partes, quando estávamos trabalhando na versão final da música, mas algo me diz que ele e Tommy queriam fazer algo juntos já havia um tempo (risos). De qualquer maneira, funcionou perfeitamente.“Ride With the Devil”, com um groove e refrão ótimos, é a minha favorita, até porque me remeteu ao Mötley Crüe dos anos 80. O que você acha disso?
Vince: No geral, acredito que todas as músicas ficaram muito, muito legais. Bom, com Bob Rock no comando não tinha como ficarem ruins, porque se trata de um ótimo produtor. Ele sabe extrair o melhor de cada um de nós (N.R.: Rock havia trabalhado com o Mötley Crüe nos álbuns “Dr. Feelgood”, de 1989, e “Mötley Crüe”, de 1994, além das faixas inéditas da coletânea “Decade of Decadence”, de 1991).Por último, “Crash and Burn” soa para mim como uma evolução natural de “Saints of Los Angeles” (2008).
Vince: Não acho que exista uma correlação direta entre ele e “Saints of Los Angeles”, mas nós definitivamente queríamos que as novas músicas passassem aquele sentimento de serem canções orgânicas do Mötley Crüe. Além disso, procuramos que elas refletissem tanto o filme quanto o livro.





