O ASKING ALEXANDRIA lançou uma versão deluxe de seu álbum autointitulado. O lançamento, intitulado LP5 DLX, comemora o segundo aniversário do lançamento de Asking Alexandria, e apresenta seis faixas bônus. Versões inéditas, como uma versão em banda completa do hit Vultures, a demo original de Rise Up, além de versões especiais de Where Did It Go e Alone In A Room (em versão remix e acústica) e a versão da banda de Perfect, tirada da sessão ao vivo do ASKING ALEXANDRIA na SiriusXM.
O guitarrista Ben Bruce disse: “Estamos empolgados em comemorar o lançamento do nosso álbum autointitulado compartilhando com vocês esta edição de luxo que inclui alguns extras para todos vocês apreciarem, incluindo a primeira ideia / gravação de Rise Up e uma apresentação totalmente nova e em banda completa do nosso single sombrio Vultures. Espero que todos vocês gostem dessas novas versões de algumas de nossas músicas favoritas do último álbum. Nós amamos vocês e mal podemos esperar para compartilhar o que vem a seguir com vocês todos!”
Tracklist:
Alone In A Room
Into The Fire
Hopelessly Hopeful
Where Did It Go?
Rise Up
When The Lights Come On
Under Denver
Vultures
Eve
I Am One
Empire (feat. Bingx)
Room 138
Into The Fire (radio edit)
Vultures (Rock Version)
Where Did It Go? (Hyro The Hero Mash Up)
Perfect (Live From Sirius XM)
Rise Up (Original Demo)
Alone In A Room (Acoustic)
Alone In A Room (Dex Luthor Remix)
Asking Alexandria, o álbum, gerou os grandes sucessos de rádio Alone In A Room, Vultures e Into The Fire. Até o momento, já acumulou mais de 134 milhões de transmissões do Spotify e mais de 73 milhões de visualizações no YouTube.
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Um dos principais nomes do metal mineiro, o Tuatha de Danann encerra o ano com mais um material de primeira qualidade. Quinta faixa do ótimo álbum The Tribes of Witching Souls, Conjura ganhou um lyric video (confira abaixo), lançado nessa quinta-feira (26), uma data emblemática, em função do contexto histórico abordado na letra da música.
“Esta música foi feita em homenagem a uma conjuração contra a coroa portuguesa ocorrida em Minas Gerais no século XVIII, que ficou conhecida como a Inconfidência Mineira. Seu personagem mais famoso foi Tiradentes, que ficou preso por três anos, foi enforcado e esquartejado, e seus membros foram espalhados pelo Caminho Novo (trecho da Estrada Real que ligava Ouro Preto ao Rio de Janeiro à época colonial). Ao longo dos anos se tornou o patrono cívico brasileiro, e esse movimento foi muito impactante na história brasileira. A data tida como mais importante das reuniões dos inconfidentes se deu na noite de 26 de dezembro de 1788, na casa de Francisco Paula Freire de Andrade. Libertas quae Sera Tamem”, destacou a banda, por meio de suas redes sociais.
Em entrevista à ROADIE CREW, o líder, vocalista, flautista e guitarrista do Tuatha, Bruno Maia, falou de outro ingrediente da composição. “Conjura discute e relata um pouco da Inconfidência Mineira de uma forma diferente, um pouco mais épica daquilo que o fato realmente é e enobrece a figura do Tiradentes”, declarou ele.
O vídeo contém imagens dos profetas de Aleijadinho, fotos de cidades históricas de Minas Gerais (como Ouro Preto, obviamente) e pinturas que retratam fatos da Inconfidência Mineira.
Outras músicas do EP The Tribes of Witching Souls ganharam lyric video, casos da faixa-título e Your Wall Shall Fall, esta última com a participação de Martin Walkyier (ex-Skyclad). Neste ano, a banda também lançou um clipe para Turn, considerada uma das grandes músicas da história de 25 anos do Tuatha.
O grupo de Varginha (MG) prepara agora um álbum de músicas tradicionais irlandesas, divididas em canções e peças instrumentais.
O nono álbum completo do SABATON,The Great War, foi lançado em 19 de julho pela Nuclear Blast Records. O álbum que celebra o 20º aniversário da banda será um trabalho conceitual cobrindo histórias da Primeira Guerra Mundial.
Abaixo você confere o vídeo oficial para Seven Pillars Of Wisdom.
O SABATON começou a gravar The Great War exatamente 100 anos após o final da Primeira Guerra Mundial (11 de novembro de 1918) e levou três meses de trabalho intensivo para completar o álbum com o produtor de longa data e colaborador Jonas Kjellgren nos estúdios Black Lounge. O disco foi masterizado por Maor Appelbaum e a arte foi mais uma vez criada por Peter Sallaí.
“Esta não é a primeira vez que cantamos sobre histórias deste período, mas agora sentimos que era o momento certo para fazer um álbum conceitual sobre essa guerra”, disse a banda.
Lado a lado com o álbum, os suecos trabalharam duro para tornar seu aniversário de 20 anos em um ano muito emocionante, e também iniciaram o SABATON History Channel – uma colaboração única entre a banda e os historiadores multimídia Indy Neidell e Timeghost, capturando o poder da ‘social midia’ para contar histórias sobre as guerras, batalhas e heróis por trás das músicas do SABATON.
“Este é o maior álbum que fizemos até agora. Há muita profundidade e história em torno das músicas como nunca tivemos antes”, afirma o baixista Pär Sundström. “Espere muitas surpresas enquanto tentamos coisas novas e também voltamos no tempo para um conceito que conhecemos muito bem. The Great War foi concebido junto ao SABATON History Channel para tornar 2019 o mais emocionante ano de nossos 20 anos de história.”
O próximo disco do SABATON será o primeiro do grupo com o guitarrista Tommy Johansson (GOLDEN RESURRECTION, REINXEED), que substituiu Thobbe Englund em 2016.
O novo vídeo do LINDEMANN, para a música Ach So Gern, pode ser visto abaixo. O LINDEMANN é comandado pelo vocalista Till Lindemann, da banda de metal industrial alemã RAMMSTEIN, e o produtor e multi-instrumentista sueco Peter Tägtgren (HYPOCRISY, PAIN).
A música é parte do segundo álbum do LINDEMANN, F & M, que chegará em 22 de novembro. O sucessor de Skills In Pills, de 2015, foi mais uma vez produzido e mixado por Peter Tägtgren.
Antes deste, o LINDEMANN já tinha publicado um vídeo para a música Knebel pode ser traduzido como mordaça em português, e o vídeo que acompanha a música foi dirigido por Zoran Bihac e filmado em diferentes locações na Rússia e na Alemanha. Devido ao conteúdo explícito deste vídeo surpreendente, a versão sem censura foi transmitida apenas uma vez no Knebel.tv. O clipe censurado já foi carregado no canal do LINDEMANN no YouTube.
O novo álbum da banda carioca Taurus, “V”, que será lançado em janeiro de 2020 por meio da gravadora Dies Irae Records, terá as participações de Alex Camargo (baixista e vocalista do Krisiun), de Luiz Carlos Louzada (vocalista do Vulcano), e de Beto de Gásperis (ex-baixista do Taurus). No dia 22 de dezembro, o Taurus disponibilizará o lyric video da música “Nove vidas”, o primeiro single do álbum “V”.
Louzada conheceu o Taurus ao ouvir a fita K7 do álbum de estreia da banda, “Signo de Taurus” (1986). Já naquela época, ele ficou impressionado com a produção, o nível das composições e a qualidade técnica dos músicos do grupo carioca.
O convite para o vocalista do Vulcano, que já tinha participado de um DVD do Taurus, “Ao Vivo 30 Anos” (2016), foi encarado como um privilégio. “Eu recebi o convite pouco antes de embarcar para a nossa 6ª turnê pela Europa. Missão dada é missão cumprida! Gravei os vocais e, durante a tour, quando eu estava em Zaragoza, na Espanha, recebi uma prévia da faixa já com a minha voz. Ela ficou irada!”, diz Louzada.
Beto de Gásperis, que integrou o Taurus de 2007 a 2010 e gravou o álbum “Fissura” (2010), mora atualmente nos Estados Unidos. Porém, mesmo residindo em outro país, o baixista fez questão de atender ao convite para fazer parte do novo registro do grupo. “Não existem palavras que possam traduzir a felicidade e a gratidão por ter participado de um trabalho do Taurus! O que dizer então de um álbum conceitual e poderoso que já nasce clássico? Agradeço muito ao Cláudio, ao Felipe, ao Sérgio e ao Otávio por esse convite!”, diz.
“V” é o primeiro trabalho da banda só com músicas inéditas desde o álbum “Fissura” (2010). As gravações foram realizadas nos estúdios Ômega, El Sonoro e Home of John, localizados no estado do Rio de Janeiro. A capa do CD foi criada pelo artista gráfico Alcides Burn.
Na visão do baterista do Taurus, Sérgio Bezz, o novo álbum dá continuidade ao trabalho que a banda desenvolveu nas últimas três décadas. “A cada novo CD, nós procuramos retratar o momento no qual vivemos, não só musicalmente, mas também em relação ao nosso entorno social e pessoal. Esse novo trabalho foi feito de uma maneira muito especial, em cada detalhe. A produção e a gravação são do Cláudio Bezz, que tem o DNA da banda. Além de ser um exímio guitarrista e fazer parte do Taurus desde a fundação do grupo, ele acumulou uma vasta experiência de estúdio nos últimos anos. Também teremos ainda algumas participações especiais de amigos que fizemos em todos esses anos de estrada. Aguardem!”, diz.
A formação atual do Taurus, que está completando 34 anos de vida, conta com Otávio Augusto (vocal), Felipe Melo (baixo), Cláudio Bezz (guitarra) e Sérgio Bezz (bateria).
34 anos de Heavy Metal
O Taurus foi formado em 1985 na cidade de Niterói, no Rio de Janeiro, por Otávio Augusto (vocal), Cláudio Bezz (guitarra), Jean (baixo), e Sérgio Bezz (bateria) e lançou o álbum de estreia, “Signo de Taurus”, em 1986. A discografia do grupo ainda conta com os álbuns “Trapped in Lies” (1988), “Pornography” (1989) e “Fissura” (2010), além do CD/DVD “Ao Vivo 30 Anos” (2016).
Após um período de recesso, entre 1994 e 2006, o Taurus voltou aos palcos em 2007 para abrir uma apresentação do Testament no Canecão, no Rio de Janeiro. Três anos depois, o grupo lançou o 4º trabalho de estúdio, “Fissura” (2010), que foi distribuído para toda a Europa por meio do selo português Metal Soldiers Records e para a América do Norte pelo selo mexicano American Line Records.
A TC7 Produções acaba de divulgar as datas que Roland Grapow fará no Brasil, entre os meses de janeiro e fevereiro de 2020, tocando os clássicos de sua fase no Helloween, e também do Masterplan;
24/01 – Vila Velha/ES @Correria Music Bar 25/01 – Florianópolis/SC @Célula Showcase 26/01 – São Paulo/SP @Manifesto Bar ***com Blaze Bayley e Absolva 31/01 – Santo Andre/SP @Sesc Santo André 01/02 – Santo Andre/SP @Sesc Santo André 02/02 – Limeira/SP @Bar da Montanha
Os músicos que acompanharão Grapow, são; Affonso Jr (guitarra, Confessori Band e ex-Revenge), Fabio Carito (baixo, Warrel Dane, Furia Inc., Instincted), João Luiz (vocal, Golpe de Estado, ex-Casa das Máquinas, ex-King Bird) e Marcus Dotta (bateria, Warrel Dane, Leather Leone)
Roland Grapow nasceu em Hamburgo (Alemanha), em 30 de agosto de 1959, e ficou bastante conhecido por substituir Kai Hansen no Helloween, em 1989. Foram 11 anos de Helloween, onde gravou os grandes álbuns “Pink Bubbles Go Ape” (91), “Chamaleon” (93), “Master Of The Rings” (94), “The Time Of The Oath” (96), “Better Than Raw” (98), “Metal Jukebox” (99) e “The Dark Ride” (00).
Depois que deixou o Helloween, Grapow montou o Masterplan, banda que mantém firme até hoje, e já registrou 6 álbuns de estúdio, 3 EPs e 1 álbum ao vivo. “Pumpkings”, lançado em 2017, é o mais recente e traz músicas de seu período no Helloween – músicas que ele foi co-autor. Ele também já lançou 3 álbuns solo.
Sua discografia ainda contém registros nas bandas Level 10, Rampage e Serious Black, além de inúmeras participações em material de gente como Michael Vescera, Kotipelto, MVP, Locomotive Breath, Gaia Epicus e Shock Machine.
O vocalista e guitarrista da banda espanhola Angelus Apatrida, Guillermo Izquierdo, está no novo episódio do podcast Rock Add (#42). O Angelus Apatrida esteve recentemente em tour pelo Brasil, onde estiveram divulgando o último lançamento, “Cabaret de la Guillotine” (2018), e durante a passagem da banda por SP, Guillermo trocou uma ideia rápida com Luciano Piantonni.
Como é o último episódio de 2019, os apresentadores também falaram sobre seus lançamentos favoritos do ano. Ouça:
Desde março de 2019 no ar, o Rock Add já entrevistou nomes como Andreas Kisser (Sepultura – que é o criador do tema de abertura do podcast, também), Alex Holzwarth (Turilli/Lione Rhapsody), Moyses Kolesne (Krisiun), Rafael Bittencourt (Angra), Leather Leone, Frank Blackfire (Sodom), Fernanda Lira (Nervosa), John Connely (Nuclear Assault), Patrick Flannery (St. Madness), Murillo Leite (Genocídio), Derrick Green (Sepultura), At War, Legion Of The Damned, Full Of Hell, Gastão Moreira, Vitão Bonesso, Syang (ex-P.U.S.), Paulo Baron, etc.
O Rock Add é apresentado por Luciano Piantonni e Daniel Closs, e tem novas edições a cada quinta feira (Os links são disponibilizados no Facebook do Podcast).
O ex-guitarrista do Megadeth Chris Poland, que marcou seu nome nos clássicos dois primeiros álbuns da banda, Killing is My Business… And Business is Good! (1985) e Peace Sells… But Who’s Buying? (1986), e que em 2004 foi contratado por Dave Mustaine para gravar as guitarras no álbum The System Has Failed, anunciou que está escrevendo um livro de memórias, intitulado “LIAR: Truth, Highs and Consequences”, que será lançado em algum momento de 2020.
O livro está sendo escrito com o auxílio de Thöm Häzäert, que toca na banda solo de David Ellefson (Megadeth, Metal Allegiance, Altitudes & Attitude), e que, recentemente, ajudou o baixista a escrever a sua nova biografia, “More Life With Deth”. “LIAR: Truth, Highs and Consequences” será lançado em parceria com a Combat Records e a Ellefson Books, que pertencem ao próprio David Ellefson.
O livro contará com contribuições de Ellefson, Stu Samuelson (irmão de Gar Samuelson, saudoso baterista e ex-parceiro de Poland no Megadeth), Randy Burns (produtor), Mark Tremonti (Alter Bridge/Creed), John 5 (Rob Zombie, ex-Marilyn Manson, Rob Halford, David Lee Roth) e muitos outros amigos e familiares, que fizeram parte da jornada musical de Chris Poland. Já a capa de “LIAR: Truth, Highs and Consequences” foi criada por Melody Myers, da Designed By Melody, e traz uma foto icônica de Poland, cortesia do renomado fotógrafo Neil Zlozower.
2020 será um ano marcante na carreira de Chris Poland, que, além do lançamento de seu livro, será introduzido no Metal Hall of Fame, evento que acontecerá no dia 15 de janeiro, no Marriott Delta Garden Groven, em Anaheim, Califórnia (EUA), através da instituição de caridade sem fins lucrativos Gala, conforme noticiamos recentemente (leia: https://roadiecrew.com/chris-poland-ex-megadeth-sera-introduzido-no-metal-hall-of-fame-de-2020/)
Chris Poland em seus anos de Megadeth – foto de Neil Zlozower
Na última quinta-feira, 19, o escritor Maurício Panzone e membros do Korzus receberam a imprensa em coquetel realizado na loja Central Panelaço, de propriedade de João Gordo, vocalista do Ratos de Porão, para falar sobre a biografia “Guerreiros do Metal”. Lançada oficialmente no dia 14 de dezembro, em tarde de autógrafos na lendária Woodstock Discos, “Guerreiros do Metal” é o primeiro livro escrito por Panzone, um apaixonado pela música e pelo cenário nacional do heavy metal, e que nos anos 1980 foi responsável pelo fanzine Mayhem. A história do Korzus, instituição do thrash metal sul-americano, funde-se à do próprio heavy metal brasileiro e sua trajetória precisava mesmo ser dissecada.
Conhecido também como “Hominho”, Maurício Panzone conversou com a ROADIE CREW e contou de onde surgiu a ideia de escrever a biografia do Korzus: “Eu fazia fanzine nos anos 80, pois gostava muito de escrever, e há uns três anos peguei um monte de anotações que eu tinha. Ao longo do tempo, fui escrevendo sobre a cena, que eu acompanhei, como os shows do Espaço Mambembe e por aí vai, mas a coisa foi tomando um corpo muito grande, então tive a ideia de focar em uma banda. Comecei a rabiscar e vi que eu tinha muitas anotações que passavam pelo Korzus. Então, procurei o Dick (Siebert, baixista) e lhe contei sobre a minha ideia. Há uns dois anos contei também ao (Marcello) Pompeu (vocalista) e daí meti as caras”, revelou.
Dick Siebert, Luiz Calanca (Baratos Afins), Maurício Panzone e Micka Michaelis (diretor de Brasil Heavy Metal)
Panzone também contou quais foram as maiores dificuldades para costurar as histórias no livro: “A parte dos anos 80 e 90 foram mais fáceis, pois acompanhei muita coisa. Já os anos posteriores foram mais desafiadores, me exigiram maior pesquisa. Claro, acompanho o metal até hoje e nunca deixei de ouvir nenhum dia, mas o trabalho de pesquisa dessa época atual foi mais intenso, pois eu não conhecia muito as bandas novas, o que eu ouvia já tinha quinze, vinte anos, e eu não estava mais inserido no cenário”. O escritor também falou do processo para a criação do livro: “Foi um processo de três anos, de muita pesquisa e luta, conversando com muita gente. Esquecemos de várias pessoas, mas conseguimos juntar o máximo de pessoas possível, desde ex-integrantes e lojistas, como, por exemplo, o Luiz Calanca (presente no coquetel), da Baratos Afins. Uma coisa legal é que o entrevistado número um foi o Marcos Korzus, que era um moleque do bairro, de onde tiraram o nome para a banda. Pensei mesmo em começar por ele, então fiz uma cronologia em relação as entrevistas. Claro que, ao longo do tempo, as coisas não saíram como programadas, por conta do difícil acesso às pessoas, algumas delas responderam muito tempo depois, outras demoraram a levar à sério o lance do livro, não botaram fé, pois achavam que era uma brincadeira. Mas decidi fazer, estava a fim e cheio de gás. Procurei um cara que manjava de edição e que fez muitas biografias, que é o Marcelo Viegas. Lendo o nome dele na tradução do livro do Slayer, pensei nele. A praia dele não é o metal, mas biografia é a especialidade dele, apesar de ele ser de outro universo. No fim, deu uma parceria legal, inclusive com a equipe dele, que fez a diagramação”, afirmou.
Quanto ao conteúdo do livro, Panzone disse ter tido liberdade para escrever “Guerreiros do Metal”: “Tivemos total autonomia para fazermos as coisas, já que não havia interferência externa. No começo, até fui atrás de algumas editoras, mas decidimos fazer do jeito que queríamos, sem pressa. Ao longo do tempo mandei alguns textos para a banda. Tenho uma amizade grande com o Dick, e ás vezes eu ia à casa dele e ficávamos conversando. Na verdade, o livro é uma celebração, abordo alguns temas mais indigestos, mas não os exploro, porque não tem lado, a intenção é apenas celebrar a cena. O livro é do Korzus, mas poderia ser do Krisiun, do Viper… Foi um trabalho bem democrático. Pô, um livro não é uma coisa comum, então não tem espaço para melindre, todo mundo tem que participar”, vibrou o escritor.
Korzus e Maurício Panzone em coquetel na Central Panelaço, de João Gordo
Dick Siebert, que desde a fundação em 1983 integra o Korzus, falou de Maurício Panzone: “O Maurício é brother meu e do Korzus há mais de 30 anos. Meu amigo. Ele sempre foi apaixonado por Metal e no começo dos anos 80 fazia o fanzine Mayhem e umas resenhas para a Eldorado (gravadora), mas entrou para o mundo corporativo e permaneceu por 29 anos, porém sempre com a paixão do metal, indo aos shows. Ele queria falar sobre o movimento dos anos 80, sobre a época, que eu brinco ser a Era de Ouro, o Marco Zero. Fui o braço direito dele nessa “brincadeira”, por mais que papel, caneta e lápis para mim sempre foram para desenhar e não para escrever. Na época da escola, redação eu só tirava zero, pois eu só gostava de desenhar.”, brincou. “Eu sou um colecionador. Tenho tudo do Korzus, desde o primeiro cartaz, o primeiro crachá (credencial ou backstage pass) até hoje, guardo tudo, até matéria. Então, o Maurício começou a escrever e a seguir os amigos, a rapaziada que fez parte desta história desde o começo. Ele conhecia muita gente, então foi pegando informação e fazendo um apanhado. Ele, o Pompeu e eu íamos trocando ideias, dando uma corrigida, lembrando nomes… Como ele mesmo diz, eu sei que muita coisa vai ficar na estrada e não daria para colocar tudo, afinal, são muitas histórias, mas sendo o braço direito dele, conseguimos fazer. Foi três anos para juntar todo esse apanhado. 90% dessas imagens, cartazes e fotos foram tudo dos meus arquivos, então é um puta prazer ver esse livro sendo lançado”, comemorou.
Korzus – capa da biografia Guerreiros do Metal
Siebert também comentou sobre se estava ou não nos planos do Korzus ter uma biografia: “Não sei se tínhamos essa ideia em mente. Teve uma época que fizemos um livro de imagens, porque, como eu disse, tenho muito arquivo. No entanto, vimos que ficaria muito caro fazer algo bonito, colorido, capa grossa e tal. Então, quando começou a surgir esse projeto novo, a gente acreditou e deu o aval para o Maurício tocar em frente. Agora que ele realizou este projeto, estamos surpresos com o alcance que está tendo. A mídia do metal toda está falando deste projeto como se fosse o lançamento de um novo álbum, então atingimos nosso objetivo, na verdade, até superamos. Nosso principal objetivo quando montamos esse livro era fazer com que ele fosse agradável, não aquela biografia cansativa que você só a lê, tendo que ficar criando as imagens na sua mente. Nosso livro tem muitas imagens, muitas fotos que nunca foram mandadas para revistas, então é um livro interativo. Isso é legal e está rendendo muitos comentários positivos, em apenas duas semanas de lançamento. O pessoal tem dito que está super agradável de ler, está fluindo. Muitos dizem: ‘eu lembro dessa imagem’, ‘ eu lembro desse show’, ‘eu estava lá’… Isso é legal pra caramba, está sendo bastante gratificante”, finalizou.
No último dia 25 de novembro, o guitarrista Mick Mars do Mötley Crüe confirmou à um fã no twitter que o seu primeiro álbum solo deverá ser lançado em abril. Disse também que “ninguém irá atrapalhar”. Aos 68 anos de idade, Mars tem trabalhado pesado em Nashville (onde vive há seis anos) com o lendário produtor Michael Wagener (Skid Row, Bonfire, Stryper, Warrant, Dokken, Extreme, Great White, Keel, King’s X, Raven e White Lion) no Blackbird Studios. Os laços de Mars com Nashville lhe possibilitaram participar, junto com o vocalista Ivan Moody (Five Fingers Death Punch), da música Outlaws and Outsiders, do artista country Cory Marks (confira: https://www.youtube.com/watch?v=PsHtLXIAEh0).
Em março deste ano, Mick Mars havia falado sobre seu álbum ao podcast Talking Metal: “Estou trabalhando nisso há anos, tentando acertar. No meu modo de pensar, eu não queria lançar um álbum apenas por lançá-lo. Tem que ser legal para mim”, afirmou. “As pessoas querem ouvir minha música, então ela precisa soar correta. Eu não vou fazer algo mal feito para, como eu disse, lançar por lançar. Simplesmente não consigo fazer algo dessa maneira. Então, tem levado bastante tempo”, complementou.
Mick Mars
Sobre o direcionamento do álbum, Mars revelou: “Minha música tem um elemento de blues, é claro, mas não é como o que você chamaria de ‘disco de blues’. É mais pesado do que isso, porém eu não quero tentar soar mais pesado do que o necessário. É apenas algo que, esperançosamente, soa um pouco diferente do que o que está rolando atualmente. Você não ouvirá uma música do Mötley ou com gosto de Mötley, exceto pela guitarra, que é minha. Será mais pesado que isso, mas não tanto quanto Ministry ou bandas assim”, explicou.
Em setembro último, Mars deu mais detalhes sobre o álbum à Billboard: “Não soa como a música de hoje, que para mim é praticamente pop metal feito por adultos. Tudo (no álbum) é bom e legal, e estou apenas procurando por algo diferente disso que falei. Também não quero reviver 1985. É difícil se reinventar, mas é isso que estou fazendo agora. Estou tentando reinventar a maneira como me aproximo da composição musical. Tenho um monte de porcarias, e um monte de coisas boas também”. Mars contou também que está trabalhando com um vocalista chamado Jacob em alguns de seus novos materiais: “(Ele) pode ter muitas vozes diferentes, e é incrível!”, contou. “Eu digo: ‘quero esse tipo de voz aqui’, e ele entenderá”.
No início de 2019, Mick Mars contou que seu álbum não contará com as participações de Andy Biersack (Black Veil Brides) e John Corabi, seu ex-parceiro de Mötley Crüe, que colaboraram nos últimos anos. “Essas (colaborações) já eram”, disse ao mencionado Talking Metal. “Estou procurando um cantor que esteja comigo no estúdio e, se por acaso (o álbum) estourar – o que eu espero que aconteça -, saia em turnê. Porque quantas vezes você já foi, digamos, à um show e não é o mesmo cantor (do disco)? Eu gostaria de ter alguns vocalistas diferentes – músicas diferentes, mas cantores musicistas. Isso vai parecer loucura – como com os Beatles. Os três rapazes cantavam todas aquelas harmonias, e você poderia ter John (Lennon) cantando em uma música, ou Ringo (Starr), ou quem quer que seja. Mas esse tipo de coisa é o que eu estou procurando. Eu gostaria de fazer isso. Se isso acontecer, legal, se não, também será legal, porque não importa o que aconteça, esse álbum não será lançado até que eu esteja realmente satisfeito com ele”, sentenciou.
Em 2016, Mars lançou trechos de duas músicas solo, aparentemente chamadas de Gimme Blood e Shake the Cage. Elas apresentavam Corabi, que gravou o álbum homônimo do Crüe em 1994. Corabi disse mais tarde que não contribuiu para o processo de composição das duas músicas, mas que estava aberto a colaborar com Mars em algum material novo.
No ano passado, Mars gravou quatro músicas exclusivas com o Mötley Crüe (The Dirt (Est. 1981 – feat. Machine Gun Kelly), Ride with the Devil, Crash and Burn e um cover para Like a Virgin, da Madonna) para a trilha do filme “The Dirt”, da Netflix, que é baseado na homônima autobiografia de 2001, best-seller do New York Times, e escrita pela banda em parceria com Neil Strauss.
2020 será um ano movimentado para Mick Mars e seu Mötley Crüe, que se reuniu recentemente. O grupo de Los Angeles (EUA) tocará na turnê “The Stadium Tour” junto com Def Leppard, Poison e Joan Jett.