Categoria: Roadie News

  • ADAIR DAUFEMBACH: Desbravando o território americano de produção

    ADAIR DAUFEMBACH: Desbravando o território americano de produção

    Adair Daufembach é referência no Brasil no que diz respeito à produção e engenharia de áudio. Por aqui, tem seu nome marcado na música pesada nacional, assinando trabalhos para nomes como Project 46, Aquiles Priester, Ponto Nulo No Céu, Semblant, Maestrick e tantos outros. Residindo agora em Los Angeles (EUA), onde tem o seu próprio estúdio, o catarinense vem solidificando de vez a sua carreira internacional, tornando-se um profissional de confiança para músicos como o guitarrista Tony MacAlpine e o baterista atual do Megadeth, Dirk Verbeuren. Para falar desses feitos, da recém firmada parceria e suas funções com uma grande e importante marca estrangeira de plugins, de como é estar dentro do poderoso mercado norte-americano e também de sua visão sobre o ramo o qual atua e se destaca, Adair Daufembach reservou um tempo e conversou com a ROADIE CREW.

    Como foi o começo de sua carreira e de onde surgiu o interesse em trabalhar com produção e engenharia de áudio?

    Adair Daufembach: Gravação sempre foi uma coisa que me fascinou. Eu lembro que eu tinha um daqueles toca-fitas com um falante só, que gravava, e eu adorava me gravar tocando. Em 1999, entrei numa banda chamada Soul Hunter, em que os caras estavam indo na contramão e gravando o CD demo em casa ao invés de num estúdio. Eu gravei o disco com essa banda e tive o primeiro contato com gravação não apenas como músico, mas como “um meio produtor”. Depois daquela experiência, apesar da precariedade de tudo, o que eu queira era poder ter o equipamento para gravar e um local pra isso. Lembro que quando comprei meu primeiro computador, para fazer a faculdade de direito (sim sou formado em direito – risos), o adquiri com uma plaquinha de som um pouco melhor, já fazendo planos de gravar com ele, mesmo que não fosse nenhum pouco apropriado para aquilo.

    Atualmente, você vive e trabalha em Los Angeles, onde montou o Daufembach Studio. Que diferenças nota entre trabalhar nos Estados Unidos e no Brasil, inclusive em sua relação com os músicos?

    Adair: Trabalhar nos EUA tem a vantagem econômica do país, aqui não preciso trabalhar tanto quanto no Brasil para ter uma vida estável. Mesmo estando aqui há pouco tempo e ainda conquistando meu espaço, eu já tenho uma vida muito mais tranquila. No Brasil eu conseguia viver apenas produzindo metal, mas para isso eu tinha que trabalhar muito. A minha vida pessoal era sempre zoada, cheguei a trabalhar dois meses seguidos sem tirar um dia de folga. Outra diferença é que o americano é mais pragmático, ele sempre cuida não apenas da música, mas também daquilo que ele vai fazer depois do trabalho estar pronto. Eles têm um tipo de “frieza” com as coisas e não são tão “empolgados” como os brasileiros, mas isso traz uma coisa boa e outra ruim… O lado bom é que americano é melhor de negócios e sabe como fazer uma banda acontecer, sem dúvida, já o ruim é que falta um pouco do sangue nos olhos e a paixão do brasileiro. Outra coisa que é bem legal de ser dita é que, talvez por nosso complexo de vira-lata, a gente sai do Brasil achando que qualquer músico americano vai ser sempre muito melhor que nós. E não tem sido bem assim. Aqui em Los Angeles há vários músicos brasileiros que se mudaram pra cá nos últimos anos e, comparando esses caras com os músicos americanos, os brasileiros estão dando um banho. Acho que essa baixa estima criou na cabeça do músico brasileiro nos últimos vinte anos uma necessidade de estudar muito, porque achávamos que se comparado aos americanos seríamos sempre piores. Isso acabou gerando uma nova geração de músicos brasileiros que são verdadeiras máquinas tocando.

    Adair Daufembach gravando o novo DVD de Aquiles Priester no Harman Experience Center

    Dirk Verbeuren, ex-Soilwork e atual baterista do Megadeth, tem utilizado a sua engenharia para gravar álbuns de projetos o quais participa e vídeos tocando músicas antigas do Megadeth. Tais vídeos têm sido usados nas redes oficiais da banda. Como tem sido essa parceria com Dirk, e também com o brasileiro Rafael Pensado (baterista do Mindflow), que atualmente integra a equipe técnica do Megadeth?

    Adair: Trabalhar com um baterista do nível do Dirk tem sido recompensador. Considerando que até hoje, basicamente, ele só trabalhou com produtores que são lendas do áudio, é muito gratificante ter o meu trabalho apreciado por um profissional como ele. As gravações com o Dirk geralmente acontecem no Machina Factory, estúdio do Rafael, que é um estúdio ótimo, com um equipamento muito bom e uma sala muito foda, mas o que mais faz diferença lá é o clima como as gravações rolam. O Dirk é um cara absolutamente ‘easy going’ e a gente se diverte muito, rola uma energia muito boa e isso reflete no resultado. Ele é um baterista praticamente sem limites e grava tudo no modo mais old school possível. Ele tenta gravar as músicas em um take do começo ao fim e refaz várias vezes até que não precise de edição nenhuma. O Rafa é um grande amigo meu aqui em Los Angeles e também se tornou um grande parceiro profissional. Fico muito feliz que você tenha perguntado, porque ele não só é um músico incrível, mas hoje o serviço que ele tem prestado pro rock/metal brasileiro nos bastidores é muito foda, e é legal que as pessoas saibam disso. Hoje ele é muito importante dentro do Megadeth e através da competência com que tem exercido o trabalho dele com a banda, tem feito com que a imagem dos brasileiros seja a melhor possível em todos os maiores festivais do mundo.

    Adair Daufembach Mixando Project46 e John Wayne no Rock in Rio – 2015

    Você também tem a confiança do renomado guitarrista americano Tony MacAlpine. Como é saber que você é o único profissional a mixar dois discos seguidos de MacAlpine, no caso, Concrete Gardens (2015) e Death of Roses (2017)?

    Adair: Eu lembro que quando estava mixando o primeiro material para o Tony, que foi a participação dele no EMGtv, a título de curiosidade eu procurei quais eram os engenheiros que ele já tinha trabalhado até então e só encontrei grandes nomes. O que me chamou a atenção é que ele nunca repetiu o engenheiro de mixagem ao longo da carreira, então fiquei feliz por estar trabalhando com ele, mas, ao mesmo tempo, preocupado por imaginar o quão exigente ele era (risos). Algum tempo depois, numa conversa com o próprio Tony, ele comentou que nos discos anteriores ao Concrete Gardens ele sempre fazia extensas listas de recall de mixagem e que nos discos que eu fiz eram bem menores (algumas músicas nem tiveram recall). Isso valeu mais do que qualquer prêmio na vida. Inclusive, achei que ele estava falando isso só pra me agradar, só acreditei quando o Michael Mesker, seu empresário, me confirmou que era verdade. (risos)

    Você conseguiu um feito expressivo para o Brasil: se tornou endorser da Waves (empresa top de linha e pioneira na criação e comercialização de plugins). Como surgiu o interesse deles em tê-lo no time? Conte também sobre suas ações em projetos da empresa os quais tem se envolvido, como, por exemplo, o “Abbey Road Chambers Reverb Plugin”, lançamento histórico, que recria o reverb do estúdio londrino Abbey Road, que ficou famoso com os Beatles.

    Adair: A Waves estava a procura de um profissional do áudio no Brasil, que tivesse um alcance maior junto ao público mais jovem. Como nos últimos anos eu tenho trabalhado com várias das bandas da nova geração do metal brasileiro, naturalmente existe uma conexão do meu nome e do meu trabalho com esse público, que me segue nas redes sociais, participou dos meus workshops e me pede sempre dicas e tutorias. Durante a NAMM Show (N.R.: feira americana de música) de 2018, fui apresentado à Artist Relation da Waves pelo meu amigo Baffo Neto, baixista do Project46. Iniciamos uma conversa, troca de emails etc. Nesse período, o Project ganhou o prêmio de “Melhor Disco de 2017” da Roadie Crew. Isso com certeza “caiu bem” e fechou com chave de ouro nossa parceria. Como parte dessa parceria firmada, a Waves tem me enviado plugins para serem testados antes do lançamento e para que eu crie presets para os mesmos. Saber que todas as pessoas no mundo que compram o plugin vão ver meu nome lá é muito surreal!

    Workshop no seu estúdio em São Paulo em 2015

    Antigamente, quando se falava em produtores internacionais, pensávamos em nomes como Martin Birch, John “Mutt” Lange, Bob Rock, Desmond Child e outros, que, além de cuidar da engenharia de som, se destacavam também por suas atuações, ou como compositores ou ajudando as bandas na estruturação de suas músicas e letras. Era comum ouvirmos uma banda e falarmos: “faltou a mão de um produtor pra melhorar suas composições”. No Brasil, esse auxílio na questão estrutural das músicas de uma banda parece que não é muito o foco da maioria dos produtores. Qual a sua análise sobre isso?

    Adair:  Eu sou completamente autodidata, então não comecei usando um método que aprendi em uma faculdade ou com outro profissional. Eu lembro que quando comecei, a maior referência que eu tinha do que era gravar um disco era o documentário (N.R.: A Year and A Half, de 1992) sobre a gravação do “Black Album” do Metallica, onde basicamente a maior parte mostrava o Bob Rock mexendo e discutindo sobre as músicas com a banda, muito mais do que sobre o som/timbre das coisas. Tudo o que eu queria (e quero) era só fazer o melhor disco possível para a banda, e fazia o que eu podia e entendia ser o melhor. Então, se o problema é na composição, eu mexo na música, adicionando, cortando ou acrescentando partes. Sempre fui muito bom em conseguir colocar essas questões para as bandas, ainda que nunca seja fácil ou agradável dizer para um músico que as composições dele têm um problema. Não sei por que, eu sempre tive a capacidade de dizer essas coisas. Inclusive, isso é tão verdade que nos meus workshops o momento que eu mais chocava os participantes era quando eu falava que eles deviam ‘trabalhar com a banda em estúdio como se eles fossem membros da banda’, pedindo para mudar partes ou detalhes das músicas. Nessa hora todo mundo me olhava e perguntava: “mas como você consegue fazer isso sem que a banda levante e vá embora do estúdio?” Isso realmente é uma coisa que exige tanto… Pra mim, isso sim é ser produtor e com certeza é mais difícil do que a parte técnica. Isso que você citou sobre as produções brasileiras com certeza acontece, mas confesso que não sei o porque. É visível o excesso de preocupação com o equipamento ou estúdio em que se vai gravar, mais do que qualquer outra coisa. Isso era uma cultura bem forte, principalmente nos anos 90 e inicio dos 2000, enquanto eu ainda tinha banda, ouvia isso sempre, mas hoje tem diminuído, ainda bem. Mais e mais as bandas têm agora o pensamento do “com quem vamos gravar” e não “onde”. Pelo que tenho visto, a produção musical brasileira tem melhorado muito e esse é o principal motivo.

    Pra finalizar, em termos de produção, há uma dualidade. Existem bandas que preferem uma sonoridade cristalina e moderna e outras que não abrem mão de um som vintage, com elementos e modos usados em décadas passadas. De qualquer forma, qual o segredo para uma boa produção?

    Adair: Eu acho que a coisa mais importante é achar uma identidade pra banda e nunca se perder de vista qual público você quer atingir ou mesmo criar. Diante dessas questões é que você decide se vai fazer um som old school ou polido e moderno, ou um pouco de cada coisa. Não existe uma fórmula exata, mas o que não pode é se repetir e nem repetir os outros.

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  • KRISIUN e mais sete bandas se apresentam gratuitamente nesse domingo em Santo André

    KRISIUN e mais sete bandas se apresentam gratuitamente nesse domingo em Santo André

    Oito bandas se apresentando, sendo um dos maiores gigantes do Metal mundial, tudo isso gratuitamente para os moradores de Santo André e região no próximo dia 30 de setembro (domingo).

    O evento “2º Dia Mundial do Rock de Santo André” tem como missão fomentar a música pesada e arrecadar rações para cães e gatos que são cuidados por protetores independentes e para celebrar essa missão, o evento trás o Krisiun e mais sete bandas locais. O evento não terá custo, sendo que a única coisa que os organizadores pedem é essa ajuda do público na doação de ração.

    Além de possuir o Krisiun como banda principal, o evento também irá ter as apresentações das bandas Grinding Reaction, importante nome do Hardcore brasileiro e oriunda do ABC paulista, Cemitério, Deathgeist, Rhino, Spiritual Hate, Chaoslace e Justabeli.

    Os shows terão início as 11h00 e serão realizados no Parque Ana Brandão na cidade de Santo André/SP.

     Serviço:

    Evento: 2º Dia Mundial do Rock de Santo André”

    Atrações: Krisiun – Grinding Reaction – Cemitério – Deathgeist – Rhino – Spiritual Hate – Chaoslace  – Justabeli

    Data: 30/09/2018

    Local: Parque Ana Brandão

    Endereço: R: Capitão Mario Toledo de Camargo

    Custo: Gratuito

    Doação: Ração para Cães e gatos

    Início: 11h00

    Mais informações: https://www.facebook.com/events/1836763979747813/

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  • RHEGIA: confira o novo lyric vídeo da música “Shadow Warrior”

    RHEGIA: confira o novo lyric vídeo da música “Shadow Warrior”

    O grupo Rhegia está preparando várias novidades sobre o vindouro novo álbum, os músicos estão em processo de finalização das gravações de novas faixas, e informaram recentemente que um clipe oficial está sendo planejado para ter início das gravações nos próximos dias.

    Essa avalanche de novidades está sendo divulgada gradativamente e o grupo confirma o lançamento do novo Lyric Vídeo. A faixa “Shadow Warrior” que foi o primeiro single oficial a ser liberado pelo Rhegia em todas as plataformas de Streaming, recebe uma arte visual incrível, que capta com perfeição toda a temática lírica e conceitual proposta na obra criada pela banda.

    Shadow Warriors” aborda a história de lendas contadas sobre guerreiros indígenas da Amazônia brasileira, sendo que o guerreiro Raoni é o foco principal das músicas. Raoni é considerado o Rei das guerras que luta em defesa da manutenção dos costumes indígenas e contra o desmatamento da floresta amazônica.

    https://www.youtube.com/watch?v=97wj3olnGtU

    Formado por um time de gigantes da música pesada paraense, o Rhegia tem tudo para se destacar no país como um dos nomes mais celebres em retratar as lendárias histórias sobre o estado que ainda possui reservas naturais e que a cada dia é explorada e desmatada pelo homem. Lutando em preservar toda essa essência necessária em tempos modernos e tecnológicos, onde a natureza se torna secundária na vida do homem moderno, o Rhegia, se torna um nome que irá difundir Heavy Metal e ação, em prol daquilo que é uma das poucas riquezas naturais que ainda existem no Brasil.

    RHEGIA É FORMADO POR: Moadias Branco – vocais Saulo Caraveo – guitarras Igor De Nardi – guitarras Ilvan Pimenta – contrabaixo

    MAIS INFORMAÇÕES: Facebook: https://www.facebook.com/bandarhegia/

    Youtubehttps://www.youtube.com/channel/UCPvGLbddLVh22Ga0cvxKB3Q

    Roadie Metal Presshttps://www.facebook.com/bandarhegia/

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  • SUPERSONIC BREWER disponibiliza versão de “Choke” do SEPULTURA

    SUPERSONIC BREWER disponibiliza versão de “Choke” do SEPULTURA

    SuperSonic Brewer tem em suas influências inúmeros grandes nomes do Metal mundial, mas os músicos do grupo não escondem que uma das principais bandas que os motivaram a buscar sua atual sonoridade é o Sepultura.

    Tanto que em 2017 o SSB foi convidado para participar de um tributo ao Sepultura que está disponível em várias plataformas de Streaming do mundo. A banda gaúcha escolheu uma música da fase Derek Green e presente no álbum Against, “CHOKE”. A faixa recebeu todo um tratamento com a personalidade e estilo do SuperSonic Brewermostrando autenticidade e uma nova recriação para o conceito de “CHOKE”.

    Confira a versão de Choke do SuperSonic Brewer:

    https://www.youtube.com/watch?v=GqwDSIlJRg4

    A versão criada pelo SSB apresenta guitarras mais distorcidas e andamento mais rápido, a banda não se ateve apenas a criar um cover, mas sim, elaborar uma nova identidade para uma das músicas consideradas clássicas com os vocais de Derek Green.

    Formação:

    Vinicius Durli: Vocal/Baixo

    Rodrigo Fiorini: Guitarra

    Jovani Fracasso: Guitarra

    Evandro da Silva: Bateria

    Mais informações:

    Facebook: https://www.facebook.com/supersonicbrewer/

    Roadie Metal Press – SuperSonic Brewer: https://roadie-metal.com/press/supersonic-brewer/

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  • Tilen Hudrap se despede do PESTILENCE

    Tilen Hudrap se despede do PESTILENCE

    Os veteranos do death metal holandês, PESTILENCE, se separaram do baixista Tilen Hudrap devido a “diferenças de agenda”, e o substituíram por Edward Negrea (NECROVILE).

    Tilen comentou: “Obrigado a todos os nossos fãs em todo o mundo pelo enorme apoio este ano! Foi mais incrível do que você pode imaginar! Foi um ano insano, um passeio louco de fato com meus irmãos Patrick, Calin e Septimiu, com boas vibrações e energia.

    “Estou extremamente orgulhoso de fazer parte deste legado histórico do death metal que é o PESTILENCE e tocar ao lado do meu irmão e um dos maiores inovadores de gêneros de metal extremo de todos os tempos, Patrick Mameli! Eu irei amá-los para sempre!”

    “Às vezes a vida nos dá oportunidades que não podemos dizer ‘não’, e 2019 vai ser tão ocupado para mim em minhas outras jornadas musicais que eu tive que tomar a decisão mais difícil de todas: deixar o PESTILENCE, porque a banda tem uma programação muito agitada para 2019 também. Todas as experiências que tivemos juntos permanecerão comigo para sempre, e desejo aos meus irmãos o sucesso absoluto do PESTILENCE no futuro!”

    Tilen ficará no PESTILENCE até o final deste ano, e fará todos os shows agendados em 2018 com o PESTILENCE no México e na Europa.

    Edward declarou: “Eu sou ativo na indústria da música desde 2009. Meu instrumento principal quando comecei, foi o piano. Durante esses anos de piano, eu aprendi tanto o baixo quanto a guitarra. Tocar piano me ajudou muito a me aprofundar na compreensão sobre música e teoria musical em geral.

    “Desde 2014, venho tocando com várias bandas, como MARCHOSIAS, PADDINGMOTH e a mais importante: NECROVILE.

    “Eu tenho tocado na Europa como baixista ao lado de bandas como NILE, SUFFOCATION, CANCER, NAPALM DEATH, CARCASS, KREATOR, SEVERE TORTURE, WORMED, OPETH, ANNIHILATOR, e a lista continua.

    “Estou muito animado por ter esta oportunidade de mostrar minhas habilidades no baixo para o mundo do metal, e espero que os fãs me aceitem como o novo baixista do PESTILENCE“.

    Edward mostrará seu talento no baixo de seis cordas com PESTILENCE a partir de 2019, através de turnês, festivais e novas músicas.

    O último álbum do PESTILENCE, Hadeon, foi lançado em março via Hammerheart.

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  • BATTLE BEAST: Noora Louhimo fala sobre o vindouro novo álbum da banda

    BATTLE BEAST: Noora Louhimo fala sobre o vindouro novo álbum da banda

    A vocalista do BATTLE BEAST, Noora Louhimo, falou ao ‘Metal Casino’ sobre o progresso das composições e sessões de gravação do quinto álbum da banda, previsto para o começo de 2019. “Nós estamos no processo, fazendo um novo álbum”, disse ela. “Isso não é novidade para nós – nós sempre fazemos shows ao mesmo tempo em que estamos fazendo o álbum. Mas tudo bem – estamos acostumados a trabalhar muito, o tempo todo. Então, na verdade, o álbum está a caminho, e será lançado no começo do ano que vem”.

    Questionada sobre como a direção musical do próximo disco do BATTLE BEAST se compara a de Bringer Of Pain, de 2017, Noora disse: “Bem, eu não quero revelar nada demais, mas vamos manter o mesmo espírito do álbum anterior. E também, eu não estou prometendo nada, mas haverá músicas grandiosas, estou muito animada com as demos que temos, porque tem algo ali … Com o álbum anterior, aprendemos muito o que queremos fazer com a nossa música, então talvez seja ainda mais épico [risos] do que da última vez. Mas eu não posso dizer nada antes de terminarmos o álbum”.

    Bringer Of Pain foi lançado em fevereiro de 2017 pela Nuclear Blast Records. O disco de dez faixas foi gravado e produzido no JKB Studios por Janne Björkroth, foi mixado por Björkroth ao lado de Viktor Gullichsen e Mikko Karmila, e foi masterizado por Mika Jussila no Finnvox Studios. A arte da capa foi criada por Jan Yrlund.

    Bringer Of Pain foi o primeiro álbum do BATTLE BEAST a apresentar Björkroth, que se juntou à banda em 2015.

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  • REVOCATION disponibiliza nova música, “Blood Atonement”

    REVOCATION disponibiliza nova música, “Blood Atonement”

    O REVOCATION lançará seu novo álbum, The Outer Ones, em 28 de setembro pela Metal Blade Records. O sucessor de Great Is Our Sin, de 2016, mostra a banda levando adiante tanto o death metal quanto os elementos progressivos de seu som, para níveis mais intensos do que nunca.

    Você pode conferir mais uma música do novo álbum, Blood Atonement, abaixo.

    “Eu sabia que queria ir em uma direção mais obscura, e este é o nosso álbum mais death metal até hoje”, afirma o vocalista e guitarrista Dave Davidson.

    “Às vezes, quando as bandas de death metal seguem a rota do prog, perdem um pouco dessa vantagem, mas queremos manter a agressão na linha de frente do que fazemos, ao mesmo tempo que pressionamos nossos limites”.

    Afastando-se dos temas sociais e históricos que tomaram conta de Great Is Our Sin, desta vez Davidson mergulhou no fantástico, evocando um dos grandes escritores do gênero sci-fi / horror.

    “O título é a minha ode à H.P. Lovecraft e as entidades de puro horror cósmico que governam esse universo que ele criou”, diz Davidson. “Como a nova música que estávamos escrevendo era tão maléfica e espacial em suas partes, parecia ser o título certo para se encaixar na vibe global do álbum. Mas enquanto o conteúdo lírico é amplamente influenciado por tais escritos, em cada alegoria há, é claro, alguma reflexão do mundo real, então eu gosto de escrever de uma forma que possa ter um significado que se sobreponha e, em seguida, outro significado simbólico mais profundo também”.

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  • CRIMSON GLORY: Álbum de estreia será relançado em outubro

    CRIMSON GLORY: Álbum de estreia será relançado em outubro

    Em 5 de outubro, a Metalville Records reeditará uma edição em CD digitalmente remasterizada do álbum homônimo da banda de metal progressivo americana CRIMSON GLORY, licenciada pela Roadrunner Records.

    O CRIMSON GLORY foi formado em 1982, mas demorou até 1986 para o álbum de estreia autointitulado ser lançado. A banda inicialmente atraiu muita atenção da mídia por causa de suas misteriosas máscaras de prata, mas além disso eles tinham um vocalista incrivelmente poderoso no enigmático Midnight – e nos guitarristas Jon Drenning e Ben Jackson, uma equipe capaz de fornecer excelentes harmonias e linhas melódicas verdadeiramente belas. Esses talentos foram evidenciados em hinos clássicos do metal como Angels Of War e a épica Heart Of Steel.

    O CRIMSON GLORY é tão eficiente quanto costuma ser o metal americano – presencie a condução de Dragon Lady e o clássico absoluto Azrael como prova dessas palavras. Em última análise, Crimson Glory é um álbum excelente, que resistiu ao teste do tempo muito melhor do que você esperaria.

    “Quando nós, CRIMSON GLORY, estávamos gravando nosso álbum de estreia, sabíamos que estávamos criando algo único e especial”, diz Jackson. “Havia certa mágica que estava muito presente lá. Eu ainda vejo esse álbum com fascínio e muito orgulho. Nós éramos jovens, muito apaixonados e bastante obcecados em apresentar nossa música e nosso trabalho”.

    O vocalista Todd La Torre deixou o CRIMSON GLORY em fevereiro de 2013, explicando em um comunicado que “o principal motivo” de sua “demissão” era “principalmente devido ao status de inércia [da banda]”.

    La Torre, que se juntou ao QUEENSRŸCHE em junho de 2012 como substituto de Geoff Tate, tornou-se membro oficial do CRIMSON GLORY em abril de 2010, e fez vários shows com a banda nos dois anos seguintes.

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  • EINHERJER: Confira a nova música, “Kill The Flame”

    EINHERJER: Confira a nova música, “Kill The Flame”

    Uma nova música do EINHERJER intitulada Kill The Flame, pode ser conferida abaixo. A faixa é parte do nono álbum de estúdio da banda, Norrøne Spor, que será lançado em 9 de novembro.

    O gigante do viking metal norueguês EINHERJER realizou sua visão por mais de duas décadas. A banda estava lá quando o metal extremo norueguês cresceu e tomou forma como uma enorme exportação cultural.

    O vocalista e baixista do EINHERJER, Frode Glesnes, comentou: “O clássico EINHERJER encontra o futuro e o passado. Não, nós não retornamos às nossas raízes. Esse é um clichê muito usado e sempre aponta alguma besteira. Nós simplesmente escrevemos e organizamos mais algumas coisas juntos.

    “Nos nossos últimos álbuns, escrevemos músicas separadamente; desta vez, vimos o que acontece quando Gerhard e eu estamos juntos em uma sala.

    “Nós ainda temos um controle firme sobre o que é o EINHERJER. Isso nunca vai mudar.

    “Aqui estão 10 novas músicas que qualquer fã de metal pagão deve ser capaz de amar e apreciar. Sem besteiras, apenas 10 ótimas faixas de heavy metal”.

    Track listing:
    1. The Spirit OF A Thousand Years
    2. Mine Våpen Mine Ord
    3. Fra Konge Te Narr
    4. Kill The Flame
    5. Mot Vest
    6. Spre Vingene
    7. The Blood Song
    8. Døden Tar Ingen Fangar
    9. Tapt Uskyld
    10. Av Djupare Røtter
    Formação: Frode Glesnes – guitar, bass, vocals Gerhard Storesund – drums, samples Aksel Herløe – guitar, backing vocals Ole Sønstabø – lead guitar Edições avulsas, assinatura física e digital. Conheça a nossa Roadie Crew Shop – acesse https://roadiecrew.com/roadie-shop
  • SHAMAN – São Paulo/SP – 22 e 23 de setembro de 2018

    SHAMAN – São Paulo/SP – 22 e 23 de setembro de 2018

    Texto: Por Thiago Rahal Mauro

    Finalmente chegou o grande momento para os fãs brasileiros da banda Shaman! Após muitos anos de espera por parte do público, o Shaman retornou aos palcos com sua formação original graças ao apelo em massa dos fãs. O line-up com Andre Matos (vocal), Luis Mariutti (baixo), Hugo Mariutti (guitarra) e Ricardo Confessori (bateria), além de Fabio Ribeiro (teclados) que também esteve nesta volta do Shaman, não se apresentava ao vivo fazia mais de 12 anos, o que deixou todo mundo com uma ansiedade fora do comum e a expectativa em alta.

    Após o anúncio do primeiro show em São Paulo, os ingressos se esgotaram em poucas horas e se transformou em um show extra para o dia seguinte (um domingo) e mesmo local (na Audio). O Shaman apresentou os álbuns Ritual (2002) e Reason (2005) na íntegra e tocados na sequência, algo inédito até então, então o fã foi até ao evento esperando um show sem precedentes e que marcaria a história da banda. “Fiquei impressionado com toda a mobilização que rolou, para que, logo em seguida, tudo isso fosse comprovado na prática quando esgotaram os ingressos para o show. É motivo de orgulho e responsabilidade; dar o melhor de mim é o mínimo que se pode fazer para retribuir a esses fãs. Preparamos uma produção de classe para todos”, disse o vocalista Andre Matos em entrevista à ROADIE CREW na edição #235.

    O show… e que show!

    A primeiro apresentação, no dia 22 de setembro, estava marcada para começar às 21h. Com pontualidade britânica, às 20h59 para ser mais exato, as luzes se apagam e um vídeo é apresentado com cenas de making of da época das turnês de Ritual e Reason, além de uma entrevista com Andre Matos na Chapada Diamantina, que, dentre outras curiosidades da época, profetizava o futuro da banda e essa volta mágica que está acontecendo neste momento. A ansiedade entre os fãs era impressionante e aumentou ainda mais quando após o vídeo, uma introdução com trechos de músicas da banda foi iniciada para então um a um dos músicos entrarem no palco para começar o show com Turn Away, faixa do álbum Reason. Para minha surpresa, eles começaram com o segundo álbum da banda e não com o Ritual, que seria a lógica inicial, mas acredito que a ideia da banda se tornou mais eficaz, deixando os clássicos para o final.

     

    De todo modo, a energia foi muito forte e o público pulava e cantava como se estivessem no começo dos anos 2000, com poucos celulares levantados, se comparado aos shows atuais ocorridos em São Paulo. A faixa-título Reason mostrou toda uma musicalidade única que o Shaman criou na época. Esse disco foi muito injustiçado e os climas criados na guitarra por Hugo Mariutti e os teclados de Andre Matos e no show por Fabio Ribeiro foram um dos grandes destaques. Na sequência, More, cover de Sisters of Mercy lembrou o videoclipe que na época era transmitido direto na MTV Brasil e se tornou um dos grandes sucessos daquele trabalho.

    Um dos ápices do show certamente foi em Innocence. A balada se tornou um dos hinos do Shaman e foi cantada em uníssono por todos (apesar de clichê, este termo merece ser usado para esta faixa em especial). Os fãs da banda são muito emocionais com esta composição, que tem um apelo melódico muito grande. Quem um dia imaginou ver essa composição sendo executada igual ao CD? Eu nunca imaginei.

    Enquanto isso, no show extra…

    Dando sequência ao disco, as faixas Scarred Forever e In The Night mostraram ao vivo que Reason é um álbum muito complexo, mas não de uma maneira técnica. Ele carrega uma simbiose entre música e letra espetaculares, além, é claro, de timbres muito peculiares no heavy metal melódico. Não é qualquer um que consegue criar climas tão diretos, mas que seguram a atenção do ouvinte.

    Em Rough Stone, Andre Matos deu seu show particular com uma interpretação esplêndida, digna de sua história. Foi interessante notar o baixo de Luis Mariutti segurando as pontas enquanto Hugo Mariutti fazia seus climas na guitarra. Já em Iron Soul e Trail Of Tears, o destaque vai para Ricardo Confessori que fazia tempo que não assistia um show tão consistente como este.

    Para finalizar a primeira parte do show, Andre Matos segue para o piano de cauda instalado estrategicamente do lado esquerdo do palco para iniciar Born to Be. Essa faixa em especial é um épico daqueles bem característicos da carreira de Andre Matos. Seu início e os climas que permeiam o meio da composição praticamente hipnotizam os fãs. E o final com cada músico saindo do palco, até sobrar apenas o vocalista em seu piano e o público cantando junto. É um momento especial, realmente.

    Enfim, chegou o momento para Ritual xamânico do Shaman

    Assim como no show de domingo, no sábado, um vídeo foi exibido mostrando os bastidores da gravação de Reason, algo inédito para os fãs. Porém, todos já sabiam o que estava por vir, até que Ancient Winds se iniciou nos PAs, clássica introdução de Ritual. Essa faixa, em especial, me fez voltar no tempo da gravação do DVD Ritualive até que os músicos entram no palco um a um para iniciar o show com Here I Am. A explosão de energia entre banda e público foi imensa. Algo realmente especial. O som estava ótimo, a banda entrosada e Andre Matos cantando igual naquela época.

    O riff e o groove de Distant Thunder fez a Audio pular inteira. É uma daquelas músicas que é praticamente impossível você ficar parado, ela te pede para pular. A mágica entre os quatro integrantes estava intacta pela imagem nostálgica daqueles tempos áureos. Nem parecia que fazia 12 anos sem se apresentar juntos ao vivo. Andre Matos vai até o centro do palco e pela primeira vez conversa com o público, agradecendo pelo apoio em massa dos fãs e que nunca imaginaria que um dia isso pudesse realmente acontecer como estava acontecendo naquela noite.

    Eis que Andre Matos volta para o palco com sua flauta guardada da época do Ritual para iniciar o já hino do Shaman e também do metal nacional For Tomorrow. Os fãs cantaram o trecho inicial com o famoso “ôôôôôôôô”, que naturalmente novamente me fez voltar ao show do Credicard Hall onde foi gravado o Ritualive. André então volta para o piano para iniciar Time Will Come, uma das músicas que definem a sonoridade do Shaman e que é um híbrido com o que eles faziam na época do Angra.

    A beleza está onde se menos espera

    No show extra, em especial, na faixa Over Your Head, o baterista Ricardo Confessori iniciou a música com uma precisão absurda. Ela tem uma energia muito forte, diga-se de passagem. Outro destaque é para o solo de teclado executado por Fabio Ribeiro. A sensação de beleza sonora e perfeição me fez perceber por um breve momento que parecia que eu estava escutando o disco no fone de ouvido.

    O momento mais esperado para a grande maioria dos fãs do Shaman finalmente tinha chegado. André se dirige até o piano para iniciar Fairy Tale, faixa que se transformou num hino meteórico e que até hoje é lembrada por todos os fãs de metal. André cantou as partes altas dessa música com uma perfeição absurda, ele estava realmente com vontade de mostrar todo seu potencial e isso quase 1 hora e meia depois de show.

    Na sequência, Blind Spell trouxe o lado mais metal tradicional do Shaman, com um groove bem característico de Ricardo Confessori e as cavalgadas no baixo de Luis Mariutti. Na faixa título, Ritual, o riff inicial de teclado iniciou uma cantoria absurda dos fãs que cantaram “ôôôôôô…..ôôôôôô”. Foi legal demais lembrar aquela época de ouro. Bastante nostálgico ter flashbacks daquela era do metal nacional, diga-se.

    Antes de finalizar o show, cumprindo o prometido de apresentar os dois álbuns na íntegra, Andre Matos apresenta cada um dos músicos, saudando a importância de cada um para o Shaman e sendo ovacionado pelos fãs no final de tudo. Com o jogo ganho, o vocalista lembra que originalmente a música seguinte foi cantada por Tobias Sammet (Edguy, Avantasia), mas que infelizmente ele não pode estar presente. Sem muitas delongas o músico explica, “mas temos alguém a altura”: com vocês, Bruno Sutter! Para delírio do público, que cantou a faixa Pride a todos os pulmões. Bruno cantou as partes de Tobias Sammet muito bem e não deixou dúvidas nenhuma de que é um dos grandes vocalistas de heavy metal do Brasil. Dividir o palco com Andre Matos pode ser intimidador, ainda mais se você é fã, como é o caso de Bruno Sutter.

    Com papéis picados celebrando a apresentação e fotos finais com o público, o Shaman se despediu de São Paulo em um final de semana que ficará para a história. O retorno triunfal de uma banda e de uma formação que fez parte de um grande momento do heavy metal nacional e mundial. Grandes músicas, composições com requinte e musicalidade, hinos cantados por fãs. A história nunca se apagará e sempre será lembrada eternamente. Será que após essa turnê, um DVD será gravado para registrar o momento? E um novo álbum de estúdio? Só o tempo explicará o que acontecerá no futuro, mas a certeza de que presenciamos dois shows mágicos, isso nunca sairá de nossos corações. Vida longa ao Shaman!

    Setlist

    Introdução (vídeo de bastidores)

    Reason (2005)

    1. Turn Away
    2. Reason
    3. More
    4. Innocence
    5. Scarred Forever
    6. In The Night
    7. Rough Stone
    8. Iron Soul
    9. Trail Of Tears
    10. Born To Be

    Intervalo (vídeo making of Reason)

    Ritual (2002)

    1. Ancient Winds
    2. Here I Am
    3. Distant Thunder
    4. For Tomorrow
    5. Time Will Come
    6. Over Your Head
    7. Fairy Tale
    8. Blind Spell
    9. Ritual
    10. Pride (com Bruno Sutter)