O baixista Geezer Butler (BLACK SABBATH), o guitarrista Steve Stevens (BILLY IDOL, VINCE NEIL), o baterista Matt Sorum (GUNS N’ ROSES, VELVET REVOLVER) e o vocalista Franky Perez (APOCALYPTICA) uniram forças em um novo supergrupo, chamado DEADLAND RITUAL.
O DEADLAND RITUAL está agendado para aparecer no festival Hellfest em Clisson, França, no próximo verão (Hemisfério Norte). O grupo se apresentará no palco principal em 22 de junho de 2019, antes de outros atos como KISS, DEF LEPPARD e WHITESNAKE.
Depois que o BLACK SABBATH fez seu último show em fevereiro de 2017, Butler admitiu: “Eu me senti aliviado por ter acabado, por ter terminado, por termos feito um bom show e muito triste em pensar que nós nunca faríamos isso de novo. Realmente não foi tão ruim quanto eu pensava que seria, na verdade. Apenas parecia certo. Nós estamos aqui há 49 anos, e é hora de encerrar o turno”.
No ano passado, Butler disse à Rolling Stone que ele tinha “cerca de 120 riffs escritos” para seu próximo projeto musical, acrescentando que ele só precisava “escolher um guitarrista e classificá-los”.
O último álbum solo de Butler, Ohmwork, que foi lançado com o nome GZR, vendeu menos de 900 cópias durante sua primeira semana de lançamento em maio de 2005, de acordo com a Nielsen SoundScan. O primeiro projeto de Geezer sob o nome GZR foi Plastic Planet, de 1995. Black Science, de 1997, que foi creditado a GEEZER, contou com o vocalista Clark Brown, que também apareceu em Ohmwork.
Membro fundador do BLACK SABBATH, Butler é também o letrista de clássicos como War Pigs, Iron Man, Paranoid e outros.
A noite do dia 1° de dezembro estava chuvosa e fria, mas incapaz de tirar o ânimo ou diminuir a ansiedade do exército da banda Shaman que se formava do lado de fora do City Hall, sede belo-horizontina de mais um show do grupo paulista nesta tão emblemática reunião da formação original. Nas filas que se formavam, uma mescla de fãs que acompanharam o surgimento do conjunto na década passada e adeptos mais jovens, não só da capital mineira como também oriundos de várias partes do interior e até de fora do Estado. Todos sedentos para conferir in loco o material dos dois primeiros álbuns do conjunto paulista, Ritual (2002) e Reason (2005).
Mas antes do prato principal, o aperitivo ficou a cargo do Taverna. Só que este veio com prato cheio. Apesar da proposta de propagar músicas folclóricas, com o uso de instrumentos como violino, flauta e outros que remetam à cultura celta/irlandesa e sem a inserção de guitarras, a banda não enfrenta barreiras no público do metal. Muito pelo contrário. E, neste livre acesso, até faz questão de prestar algumas homenagens.
Taverna (Foto: Thiago Prata)
Para o número dessa noite tão singular, o Taverna impressionou ao efetuar com destreza uma versão magistral – e reduzida – de Hallowed be thy Name, do Iron Maiden, e até arrancou lágrimas de alguns em um tributo ao mestre Dio com a imortal Heaven and Hell, do Black Sabbath, ambas cantadas em uníssono pelos espectadores, que ainda ouviam, no fim, um trechinho de Perfect Strangers, do Deep Purple.
Após meia hora de um louvável “aquecimento”, era a hora de o Shaman entrar em cena. Passava das 22h30 quando Andre Matos (vocais), Luis Mariutti (baixo), Hugo Mariutti (guitarra), Ricardo Confessori (bateria) e Fábio Ribeiro (teclados) emergiram com “sangue nos olhos” e Turn Away. A partir dali, cumpririam o protocolo de executar, primeiramente, o disco Reason na íntegra, e, depois, partirem para todo o repertório de Ritual.
Logo de cara, percebia-se a qualidade sonora do City Hall, assim como a técnica de cada integrante da banda. O público compareceu em peso e cantou alto cada palavra da faixa de abertura do segundo disco. É aquela velha história: quando você junta uma boa casa de shows, fãs bastante entusiasmados e uma banda de alto nível, a vitória é garantida. Só que fica uma pequena ressalva – ínfima, talvez, e não o suficiente para tirar o brilho daquela noite, mas, ainda assim, capaz de levantar uma velha questão.
Shaman (Foto: Thiago Prata)
Depois de um começo devastador, com direito a Reason (a música), More (boa cover do The Sisters of Mercy) e um catarse espiritual em Innocence (que baita composição, diga-se de passagem), o clima deu uma “esfriada” na execução do “miolo” de Reason (o álbum). Não que canções como ScarredForever, In The Night e Rough Stone não tenham qualidade – até porque tem, certo? –, mas ficou notório que uma parcela dos fãs não acompanhou o mesmo entusiasmo de antes, aproveitando a deixa para sacar umas fotos de seus ídolos. Sejamos sinceros: isso não iria acontecer com o material de Ritual, um dos grandes clássicos do metal nacional – como realmente não veio a acontecer.
Iron Soul, Trail Of Tears e Born To Be levaram um pouco mais de impacto e, consequentemente, resultaram em mais empolgação da galera. Fim da primeira parte e alguns pontos importantes a destacar: ali, em cima do palco, estava uma seleção do metal, em que cada integrante é um craque. Mas Andre Matos vale um capítulo – e, pelo menos, um parágrafo à parte.
Antes do show em BH, conferi vídeos das apresentações anteriores do Shaman para saber como a banda estava ao vivo desde a reunião e acabei me deparando com comentários ríspidos feitos por alguns fãs no YouTube – estão lá, é só procurar que encontra – à performance de Matos. Bem, cada um tem sua opinião e deve ser respeitada, desde que os argumentos sejam justos. E aqui vai meu modo de ver as coisas: esse cara é um monstro como frontman.
Além de cantar muito bem e usar a experiência adquirida com o tempo a seu favor, Matos conseguiu, sim, alcançar notas muito altas nesse show, agregar sua musicalidade ao lado teatral e desfilar seu talento como tecladista/pianista. Em suma, teve o público em suas mãos.
Depois de uma pausa para um vídeo com imagens antigas do Shaman, veio o segundo tempo, e com ele os melhores momentos da noite. Sons da introdução Ancient Winds já eram capazes de deleitar os espectadores, que erguiam os braços nos primeiros riffs de Here I Am. O refrão, obviamente, foi cantado a plenos pulmões pelos fãs. Era bom que guardassem fôlego, porque ainda tinha muito pela frente.
Foto: Iana Domingos/Divulgação
Distant Thunder também surgiu de forma avassaladora, antes do ápice com For Tomorrow. Em tom de nostalgia, o próprio Andre Matos fazia questão de frisar o quanto essa música teve impacto no passado. Na verdade, até hoje, Andre! Todo mundo parecia tinha a letra na ponta da língua, em mais um espetáculo protagonizado pela simbiótica relação entre banda e público.
Time Will Come e Over Your Head também contaram com execuções impecáveis, seguidas por mais um momento épico que, provavelmente, vai perpetuar na memória de muita gente: a balada Fairy Tale.
O concerto seguiu com o poder de fogo de Blind Spell e Ritual em versões matadoras – ao vivo essas duas ganham ainda mais vida. A despedida se deu com Pride, com um show à parte de Luis, o Jesus do 666 no baixo e a certeza de que a chama do Shaman continua acesa. Andre Matos prometeu voltar no ano que vem com a banda. Serão muito bem-vindos!
Depois de uma turnê bem-sucedida pela América do Norte junto com o BEHEMOTH e o WOLVES IN THRONE ROOM, os pioneiros do death metal melódico sueco AT THE GATES não estão apenas começando uma pequena série especial de shows europeus na Grécia, mas também anunciando o lançamento de dois EPs para o início de janeiro.
Para melhorar o início de sua turnê europeia com o BEHEMOTH e WOLVES IN THE THRONE ROOM, o AT THE GATES lançará um EP estritamente limitado de sete polegadas intitulado The Mirror Black, e um EP digital especial intitulado With The Pantheons Blind em 11 de janeiro de 2019.
O EP de sete polegadas apresenta duas músicas, The Mirror Black e Daggers Of Black Haze do álbum atual do AT THE GATES, To Drink From The Night Itself nas versões que contam com os vocais do convidado especial Rob Miller (AMEBIX, TAU CROSS).
O EP digital With The Pantheons Blind contém todas as seis faixas bônus das sessões de gravação de To Drink From The Night Itself, agora disponíveis digitalmente pela primeira vez: Daggers Of Black Haze e The Mirror Black, com os vocais de Rob Miller (AMEBIX, TAU CROSS); The Chasm, com vocais de Per Boder (GOD MACABRE); A Labyrinth Of Tombs, com vocais de Mikael Nox Pettersson (CRAFT); uma versão demo de The Chasm e uma impiedosa versão regravada do clássico Raped By The Light of Christ, originalmente apresentada no segundo álbum do AT THE GATES, With Fear I Kiss The Burning Darkness, de 1993.
Um documentário de cinco minutos produzido por Sebastien Paquet sobre a produção de Damned If You Do, 12º álbum de estúdio do METAL CHURCH, pode ser visto abaixo. Com lançamento em 7 de dezembro pela Rat Pak Records, o trabalho também estará disponível na Europa via Nuclear Blast e no Japão pela King Records. O último lançamento é o sucessor de XI de 2016, que mostrou o retorno do lendário vocalista Mike Howe.
O vocalista, Mike Howe, comenta o primeiro videoclipe do novo álbum, para a faixa que dá nome ao disco, lançado no mês passado: “Espero que os fãs gostem deste primeiro vídeo, ele realmente define o tom para o álbum inteiro. Estamos fazendo o nosso melhor para manter o metal vivo, no estilo METAL CHURCH. Malditos de nós se não o fizéssemos!”
O baterista Stet Howland acrescenta: “Desde a minha primeira audição da demo de Damned If You Do, eu fiquei impressionado. Da introdução de Mike ao riff de guitarra de Kurdt [Vanderhoof] até o refrão contagiante, eu fui fisgado! Eu não poderia estar mais animado”.
Damned If You Do será lançado no dia 7 de dezembro pela Rat Pak Records. O trabalho também estará disponível na Europa via Nuclear Blast e no Japão via King Records.
Vanderhoof comenta: “Eu sinto que este álbum é uma declaração muito poderosa sobre o que o METAL CHURCH sempre foi. Um disco de metal antigo e agressivo, mantendo um nível de musicalidade e sensibilidade melódica”.
A banda ucraniana JINJER lançará um novo EP de cinco músicas, Micro, em 11 de janeiro de 2019, através da Napalm Records.
O baixista Eugene Abdiukhanov comenta: “Quase dois anos e meio desde o lançamento e turnê do nosso álbum King Of Everything, todos nós tivemos a vontade de começar a escrever novas músicas. A paixão de criar novas músicas cresceu mais do que você imagina e convertemos toda essa energia em algo especial e novo… E parece que criamos um monstro e mal posso esperar para que todos vocês escutem!”
O ‘lyric video’ da música Dreadful Moments pode ser visto abaixo
No começo do ano, Abdiukhanov disse à rede francesa ‘Loud TV’ que a banda entraria no estúdio no outono para começar a gravar novas músicas. “Nós vamos gravar um EP – quatro ou cinco músicas, absolutamente novas”, disse ele. “Vai ser uma direção diferente, será uma abordagem diferente, mas ainda JINJER. Vai ser progressivo”.
O terceiro álbum do JINJER, King Of Everything, foi lançado em julho de 2016 pela Napalm Records.
O segundo LP da banda, Cloud Factory – que foi lançado em 2014 – foi reeditado no começo do ano com duas faixas ao vivo.
A banda Angra confirmou um dueto inesperado entre Fabio Lione e May Undead, vocalista do Torture Squad no Angra Fest que acontece no próximo sábado (1 de dezembro) em São Paulo.
Há pouco mais de 5 anos May Undead (Mayara Puertas) surgiu como vocalista da banda Necromesis e rapidamente chamou atenção por sua versatilidade vocal, e em 2015 assumiu o posto de frontwoman da veterana banda Torture Squad.
Frequentemente citada pela crítica e público como uma das principais vozes da música pesada, May compartilha com frequência em suas redes sociais práticas voltadas para vozes extremas como “Gutural”, e recentemente divulgou trechos onde estaria se dedicando também a vozes “limpas” com a ajuda de sua coach Iara Vila. Em sua conta do instagram (@mayundead) também há vídeos em que interpreta canções do Angra dos Álbuns “Temple of Shadows” e Ømni.
A banda de thrashcore santista, Tosco, acaba de lançar o videoclipe de “Cala A Boca Globo”, música que já virou hino no cenário underground, graças a sua singela letra. O videoclipe foi gravado durante o show que eles realizaram com a lenda CJ Ramone, em Santos, no dia 18 de novembro. A direção/edição do vídeo é de Lucas Siqueira da 20.Age.
“Revanche”, o disco de estreia do Tosco, vem sendo considerado um dos grandes destaques de 2018 por sua mistura brutal de Thrash e Hardcore, com letras extremamente ácidas e diretas. O Tosco desponta como uma das maiores revelações do Metal/Hardcore underground da atualidade.
Confira a participação da banda no programa É Noize da AllTV:
O LAST IN LINE lançará seu segundo álbum, II, em 22 de fevereiro de 2019, via Frontiers Music Srl. Assim como em 2016, com Heavy Crown, o novo disco foi produzido pelo baixista do DOKKEN e FOREIGNER, Jeff Pilson.
O videoclipe oficial do primeiro single do álbum, Landslide, pode ser visto abaixo.
“Landslide foi a primeira música que escrevemos para este álbum”, disse o vocalista Andrew Freeman. “Foi muito fácil escrever, pois todas as partes se encaixaram rapidamente. O título Landslide é uma metáfora relacionada com as lutas do dia-a-dia que todos nós passamos como pessoas. Tentando manter o curso ao lidar com adversidade, manipulação através da mídia e da liderança. É para inspirar força e resolução”.
Mais cedo neste ano, Vivian Campbell definiu o próximo trabalho do LAST IN LINE como “um grande disco”, dizendo: “Estamos muito animados com isso, porque mostra um grande crescimento para a banda. As músicas são muito mais complicadas, mais intrincadas, os arranjos são muito mais complexos”.
O próximo disco do LAST IN LINE marcará o primeiro lançamento da banda com o baixista Phil Soussan, que se juntou ao grupo há dois anos como substituto de Jimmy Bain. Jimmy faleceu em janeiro de 2016, aos 68 anos. Ele sofria de câncer de pulmão.
“Alguns meses depois da morte de Jimmy, nos reagrupamos e fizemos alguns shows com Phil Soussan“, disse Vivian. “Então o Phil tem feito parte do processo criativo agora, e isso realmente funcionou bem; realmente trouxe uma dimensão totalmente diferente para a banda. Ele é um músico incrível. Quer dizer, eu normalmente não me empolgo com o baixo – desculpem, baixistas. Você sabe, é um instrumento realmente fundamental, mas Phil meio que pensa fora da caixa. Ele tem ótimas linhas nesse álbum”.
De acordo com Campbell – que é membro do DEF LEPPARD há mais de 25 anos – o LAST IN LINE decidiu adiar a data de lançamento de seu novo álbum porque “nós realmente queremos ser capazes de fazer uma turnê quando o álbum sair. Eu tenho shows [com DEF LEPPARD] até dezembro, eu acho”.
Campbell, Bain e o baterista Vinny Appice fizeram parte da formação original do DIO, e se reuniram em 2012 ao lado de Freeman para lançar o LAST IN LINE.
Quando o LAST IN LINE se formou, a intenção era celebrar os primeiros trabalhos de Ronnie James Dio, reunindo os membros da formação original da banda DIO. Depois de tocar em shows que apresentavam um setlist composto exclusivamente do material dos três primeiros álbuns do DIO, a banda decidiu seguir em frente e criar novas músicas na mesma linha.
A banda de thrash metal da Bay Area de San Francisco DEATH ANGEL postou uma recapitulação em vídeo do evento de lançamento em 24 de novembro da Caster Of Shame IPA, sua parceria com a cervejaria ativa mais antiga de Oakland, na Califórnia.
O DEATH ANGEL entrou recentemente nos estúdios da AudioHammer em Sanford, Flórida, para começar a gravar seu nono álbum. O sucessor de The Evil Divide, de 2016, está sendo mais uma vez produzido por Jason Suecof, que trabalhou anteriormente no último disco do DEATH ANGEL, bem como em Relentless Retribution de 2010 e The Dream Calls For Blood, de 2013.
O novo álbum do DEATH ANGEL será o quarto da banda a apresentar sua formação atual: Mark Osegueda (vocal), Rob Cavestany (guitarra), Ted Aguilar (guitarra), Will Carroll (bateria) e Damien Sisson (baixo).
The Evil Divide foi lançado em maio de 2016 via Nuclear Blast.
Um dos nomes mais importantes do doom metal no mundo, os norte-americanos do SAINT VITUS terminaram de gravar seu novo álbum. O sucessor do álbum de 2012, Lillie: F-65 será lançado em 2019 via Season Of Mist.
Para promover o novo disco, o SAINT VITUS embarcará em uma turnê europeia em abril. O apoio na caminhada virá da banda DOPELORD.
Formado em 1979, o SAINT VITUS foi em grande parte influenciado pelo BLACK SABBATH, cuja música Saint Vitus Dance obviamente inspirou a escolha do nome dos americanos. Desde que seu álbum de estreia, Saint Vitus, foi lançado em 1984, os americanos lançaram mais sete álbuns completos e dois EPs que são sumariamente considerados clássicos de seu gênero.
O SAINT VITUS lançou um álbum ao vivo, Live Vol. 2, em setembro de 2016, via Season Of Mist. O show foi gravado durante a turnê de Lillie: F-65, em 19 de março de 2013 no Kulturfabrik em Esch-sur-Alzette, Luxemburgo.
No mês passado, foi revelado que o baixista original do SAINT VITUS, Mark Adams, está com a doença de Parkinson.
Adams esteve ausente de algumas das recentes turnês do SAINT VITUS. O ex-CROWBAR e atual baixista do DOWN, Pat Bruders, tem assumido as funções de baixista.