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  • ELOY CASAGRANDE quebra o silêncio e revela detalhes de sua troca de SEPULTURA para SLIPKNOT

    ELOY CASAGRANDE quebra o silêncio e revela detalhes de sua troca de SEPULTURA para SLIPKNOT

    Desde o anúncio do Sepultura sobre sua saída – segundo a banda, repentina -, até a oficialização como novo baterista do Slipknot, havia muita expectativa do público para saber do próprio Eloy Casagrande a sua versão dos fatos. No dia 1° de maio, Eloy fez uma postagem em suas redes sociais, apenas agradecendo a banda americana por acreditar em seu trabalho. No entanto, o baterista concedeu entrevista à Revista Veja – publicada na última sexta-feira (10) -, onde deu todos os detalhes dessa virada na carreira.

    Eloy, que admitiu que a decisão foi individual, revelou que o convite para uma audição com o Slipknot chegou em dezembro por meio do empresário deles, que lhe pediu que gravasse alguns vídeos tocando músicas do grupo. “Inicialmente foram três músicas, depois me pediram mais três”. O baterista prosseguiu: (…) e perguntaram se eu tinha algum plano de ir para os Estados Unidos, e eu tinha uma apresentação marcada lá em janeiro, com o meu projeto de música instrumental, Casagrande & Hanysz. Então eles adiantaram meu voo, e fiquei cinco dias em Palm Springs, ensaiando com a banda completa. Depois eles me pediram para estender a estadia em cinco dias, para a gente gravar algumas coisas”. Na opinião de Eloy, a banda queria lhe testar não apenas musicalmente. 

    Eloy Casagrande em show com o Slipknot

    O brasileiro detalhou que quando do convite para audição, recebeu um documento de confidencialidade em que não poderia comentar com ninguém seu compromisso com o Slipknot. Segundo ele, foi no início de fevereiro que recebeu a resposta positiva de que havia passado no teste. Eloy também contou que antes de embarcar para o teste recebeu uma lista com mais de 30 músicas que deveria aprender e que muitas de que ele já estava tocando não estavam inclusas. De acordo com Eloy, que contou ser fã do Slipknot desde sua adolescência, foi um desafio muito grande estar reunido com a banda completa e que devido a isso se sentiu bastante tenso. Apesar disso e de toda manhã receber uma nova lista de músicas para aprender, Eloy afirmou que foi tudo tranquilo e que recebeu o apoio de todos os integrantes do Slipknot.

    Sobre sua saída do SepulturaEloy garante que recebeu o convite do Slipknot após sua ex-banda anunciar a turnê de despedida. “O grande lance, da razão de eu ter aceitado fazer a audição, foi o final do Sepultura. A banda iria acabar, e eu não queria parar de tocar bateria aos 33 anos de idade. Rolou um papo com o Slipknot, perguntei sobre a agenda deles, se daria para conciliar as duas bandas, mas eles falaram que não, não teria como, eu seria exclusivo. Foi complicado, eu comuniquei eles quando tinha fechado o acordo, no dia 5 ou 6 de fevereiro. Logo nesse dia eu convoquei uma reunião e expliquei a situação. Foi isso, uma decisão individual.”.

    Eloy Casagrande já fez a sua estreia ao vivo no Slipknot. Com o brazuca atrás dos tambores, a banda americana de Iowa se apresentou para quase 1.000 pessoas no último dia 25 de abril no Pappy & Harriet’s Palace, em Pioneertown, CA. Esse foi um show de aquecimento para a estreia oficial da nova formação, que aconteceu em Las Vegas, no dia 27 de maio, pelo festival Sick New World, que teve como headliners Slipknot System of A Down.

    Leia a entrevista completa aqui.
    Foto: Jonathan Weiner/Divulgação
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  • Prestes a lançar seu primeiro álbum, KERRY KING estreia ao vivo com sua banda solo

    Prestes a lançar seu primeiro álbum, KERRY KING estreia ao vivo com sua banda solo

    Prestes a estrear seu primeiro álbum solo, The Hell I Rise, no próximo dia 17 de maio, via Reigning Phoenix Music, o guitarrista Kerry King finalmente realizou o primeiro show com sua banda. Aconteceu na última terça-feira, 7 de maio, no Reggie’s Rock Club, em Chicago (EUA). Kerry e seus parceiros, Phil Demmel (guitarra), Paul Bostaph (bateria), Kyle Sanders (baixo) e o vocalista Mark Osegueda, que há duas semanas tocou com seu Death Angel no Summer Breeze Brasil, fizeram um show longo. No set, a banda mandou onze músicas autorais, que deverão fazer parte do primeiro disco de Kerry King, além de vários covers do Slayer. Entre as músicas autorais, destaque para os singles previamente já revelados, Idle Hands Residue, que recentemente ganhou videoclipe. 

    Confira o setlist tocado por Kerry King e seus asseclas:
    • Diablo (Intro)
    1. Where I Reign
    2. Toxic
    3. Rage
    4. Repentless (Slayer)
    5. Two Fists 
    6. Residue 
    7. Hate Worldwide (Slayer)
    8. Idle Hands
    9. Trophies of the Tyrant
    10. Chemical Warfare (Slayer)
    11. Everything I Hate About You
    12. Disciple (Slayer)
    13. Shrapnel 
    14. Crucifixation
    15. Raining Blood (Slayer)
    16. Black Magic (Slayer)
    17. From Hell I Rise

    Confira neste link, o show completo de estreia de Kerry King e sua banda filmado por um fã que o dispobilinizou em seu canal Video Addiction Films

    Capa de “The Hell I Rise”, feita pelo brasileiro Marcelo Vasco

    Como já dito, o álbum de estreia de Kerry KingFrom Hell I Rise, será lançado no próximo dia 17 de maio. Confira o que disse King quando do anúncio do disco: 

    “Se você já gostou de algum (álbum do) Slayer ao longo de qualquer parte da nossa história, há algo neste disco em que você vai se identificar, seja punk clássico, fast punk, thrash ou apenas heavy metal simples. Mesmo com um disco na lata, ainda tenho  muitas músicas que precisam ser finalizadas. Isso é o que eu sei fazer… O número um sendo a música, o número dois sendo o metal. Faz parte da minha vida há 40 anos e não estou nem perto de terminar.”, garantiu o guitarrista.

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  • SUMMER BREEZE BRASIL 2024: DIA #1

    SUMMER BREEZE BRASIL 2024: DIA #1

    Acompanhe agora a cobertura do primeiro dia de shows do Summer Breeze Brasil 2024, com as apresentações na ordem em que aconteceram ao longo da sexta-feira, 26 de abril, nos palcos Hot, Ice, Sun e Waves. As coberturas de sábado (27) e domingo (28) você já pode acessar no link abaixo Sexta-feira (26) | Sábado (27) | Domingo (28) NESTOR (Ice Stage) Por Leandro Nogueira Coppi A abertura da segunda edição do Summer Breeze Brasil Open Air coube a uma das bandas mais peculiares da atualidade. Novo xodó dos fãs de hard rock que curtem a prolífica e inesgotável onda sueca do gênero, o Nestor tem uma história curiosa. O grupo foi formado em 1989, não lançou nada naquele período e, poucos anos depois, encerrou as atividades. Passadas três décadas, motivado pela quarentena a qual a humanidade foi obrigada a se submeter durante a pandemia da Covid-19, o Nestor foi reativado e encantou o mundo com seu álbum de estreia, “Kids in a Ghost Town” (2021). Adotando um visual retrô em seu retorno e uma sonoridade que flerta entre o hard rock e o AOR dos anos 1980, altamente inspirado pelo Journey, o grupo formado na cidade de Falköping logo conquistou fãs por todo o Planeta. Mesmo debaixo de um sol escaldante às 11h, o público brasileiro fez bonito e compareceu em ótimo número para conferir o que o Nestor tinha a mostrar. E que show absurdo Tobias Gustavsson (vocal), Jonny Wemmenstedt (guitarra), Marcus Åblad (baixo), Mattias Carlsson (bateria) e Martín Frejinger (teclado) fizeram! Faltando pouco para lançar seu segundo álbum, o já anunciado “Teenage Rebel”, que estará disponível no próximo dia 31 de maio, via Napalm Records, o Nestor surgiu ovacionado no Ice Stage depois da introdução. O grupo chegou tocando a própria “Kids in a Ghost Town”, e desta em diante foi acompanhado a plenos pulmões pelo público. Ficou claro que o Brasil já está conquistado por esse grupo de nome engraçado, inspirado nos quadrinhos de Tintin, especificamente no mordomo do Capitão Haddock. Pena que, no início da apresentação, a banda tenha sido prejudicada pela qualidade de som, que estava oscilante. Para a sequência, o Nestor mandou as contagiantes “Stone Cold Eyes” e “These Days”, que lembra muito “Right Now”, do Van Halen. Em seguida, o simpático Gustavsson perguntou se alguém ali já havia se apaixonado, e foi a deixa para a ótima “Perfect 10 (Eyes Like Demi Moore)”, e depois veio “On the Run”, talvez a mais comemorada pelos fãs. E como foi delicioso gritar, junto com a multidão e com a banda, ‘Call the police’ na paradinha que abre o refrão! Àquela altura, a qualidade de som já estava impecável. Gustavsson é um vocalista de voz encantadora, e os backing vocals da banda engrandecem ainda mais as composições, que são fortes principalmente no refrão. E também vale destacar o trabalho do guitarrista Jonny Wemmenstedt – aliás, que timbre esse cara extrai de sua guitarra! Dando um gostinho do que virá em “Teenage Rebel”, o Nestor nos brindou com a première de “Victorious”, primeiro single do novo disco. Na sequência, enrolado na bandeira do Brasil, Gustavsson anunciou outro single do álbum de estreia, “Signed in Blood”, e em seguida foi a vez da hard‘n’heavy “Firesign”. Outro grande momento do show foi “1989”, música que tem um dos clipes mais legais do Nestor. Para encerrar, o Nestor tocou seu contagiante cover de “I Wanna Dance With Somebody”, da saudosa Whitney Houston e que ficou fantástica ao vivo! Foi um show tão bom que passou rápido, e desde a apresentação do H.E.A.T, na edição anterior do Summer Breeze, foi muito bom ver o quanto o hard rock sueco cada vez mais tem caído no gosto do público brasileiro. O show do Nestor foi a prova definitiva disso. Que outras bandas da Suécia possam estar presentes na edição 2025 do festival. É garantia de sucesso para elas e para o evento!

    Setlist: Kids in A Ghost TownStone Cold EyesThese DaysPerfect 10 (Eyes Like Demi Moore)On the RunVictoriousSigned in BloodFiresign1989 I Wanna Dance with Somebody (cover de Whitney Houston)

    CULTURA TRES (Sun Stage) Por Daniel Agapito A abertura do Sun Stage, que receberia grandes nomes como The 69 Eyes, Dark Tranquility, Death Angel, Biohazard, In Extremo e Amorphis, ficou por conta do Cultura Tres, que conta com Paulo Xisto (Sepultura) em sua formação. Fazendo um sludge metal pesadíssimo e retratando os problemas sociopolíticos da América Latina há quase duas décadas, a banda prometia entregar um grande show e ótimo aquecimento para os três dias de festival que vinham pela frente. Apresentando-se no mesmo horário dos suecos do Nestor, o Cultura Tres atraiu boa parte do público que foi para ver os grupos mais pesados que tocaram naquele dia, como Exodus e Biohazard. Em pouco menos de uma hora, o grupo mostrou parte de seu repertório aos fãs – com destaque para “Camino de Brujos” (2022), seu quinto álbum, que cedeu seis das sete músicas do show. Sendo o novo trabalho, deu uma ideia de como é o som deles, mas ainda deixando aquele ‘gostinho de quero mais’. Apesar de o sol já estar fazendo jus ao nome do evento e do curto espaço de tempo alocado, o grupo aproveitou cada segundo, fazendo um show descrito por Alejandro Londoño, vocalista e guitarrista, como ‘uma seleção latino-americana jogando na Champions League’ – fora do Summer Breeze, o Cultura Tres tocou também no The Metal Bar, na quinta-feira antes do festival, no La Iglesia, na segunda-feira seguinte. Sobre o show, o batera Jerry Vergara comentou: ‘Minha experiência foi fantástica. Tocamos alto! Foi minha primeira vez no Brasil e não houve momento algum que não tenha sido inacreditável e energético. Foi tão energético que quebrei meu pedal de bumbo duplo’. Londoño acrescentou: ‘Achei incrível ter a oportunidade de tocar num festival top de um dos países que mais contribuíram para a cena do metal na América do Sul, ainda mais num espaço que justamente celebra a América Latina. É verdade que a música veio de muitos lugares do mundo, mas sem essa gente maravilhosa que assistiu não teria valor nenhum. Nesse dia, reafirmei que o rock não está morto. Ele está bem vivo aqui entre vocês’. Setlist: The World and its Lies, Time is Up, Proxy War, 19 Horas, Zombies, Day One e Signs. FLOTSAM AND JETSAM (Hot Stage) Por Daniel Dutra “Preciso lembrar de nunca mais usar roupa de couro no Brasil.” A declaração de Eric A.K. durante o show do Flotsam and Jetsam, o primeiro da banda americana no país em seus 43 anos, é um bom resumo de como o sol castigava bandas e público no fim da manhã e início da tarde no Memorial da América Latina – e foi assim durante os três dias da edição 2024 do Summer Breeze, diga-se. No entanto, isso não impediu o quinteto de responder com seu thrash metal melódico e furioso, abrindo o dia do Hot Stage com um setlist que privilegiou (mais) os três primeiros discos – “Doomsday for the Deceiver” (1986), “No Place for Disgrace” (1988) e “When the Storm Comes Down” (1990) – e (um pouco menos) os três últimos – “Flotsam and Jetsam” (2016), “The End of Chaos” (2019) e “Blood in the Water” (2021). O início, então, foi tanto um massacre sonoro quanto uma bênção aos fãs old school, com a trinca “Hammerhead”, “Desecrator” e “Dreams of Death” machucando pescoços e, também, trazendo uma saudável dose de nostalgia àqueles que compraram, nos anos 1980, a versão nacional de “Doomsday for the Deceiver” em vinil. Apesar de rapidamente ter conseguido aquele bronze “vermelho gringo”, Eric não apenas cumpriu com louvor seu papel de frontman (o cara é bom demais!), como também mostrou que, aos 59 anos, continua cantando como um garoto – sim, ele é um dos vocalistas mais subestimados do thrash metal. E isso, para fazer justiça, acompanhado de um instrumental de primeira linha, capitaneado pelo novato Bill Bodily (baixo), que acrescenta um toque mais orgânico ao tocar com os dedos; pela impecável dupla de guitarristas formada por Michael Gilbert e Steve Conley, com solos virtuosos tanto alternados quanto em conjunto, fora os riffs de tirar o chapéu; e o monstruoso batera Ken Mary (Fifth Angel, ex-Alice Cooper e House of Lords). Entre o material mais recente, não deixou de ser uma surpresa a inclusão (ou permanência) no set da ótima “Iron Maiden”, que, sim, é uma homenagem sonora com adição de whey protein à Donzela de Ferro. Só que o fim da apresentação… “Suffer the Masses”, com ótima participação do público, foi de arrepiar, e “I Live You Die” e “No Place for Disgrace” foram emoção pura para uma geração mais antiga de fãs. Em uma hora de show, o Flotsam and Jetsam mostrou, no mínimo, por que merece mais atenção quando falamos de thrash metal, porque é muito mais do que somente a ex-banda do ex-Metallica Jason Newsted. Ponto para o Summer Breeze Brasil por ter proporcionado a estreia do quinteto no Brasil, e que não tenha sido a última vez. Setlist: Hammerhead, Desecrator, Dreams of Death, Prisoner of Time, She Took an Axe, Iron Maiden, Brace for Impact, Suffer the Masses, I Live You Die e No Place for Disgrace. CLASH BULLDOG’S (Waves Stage) Por Daniel Agapito Enquanto o Flotsam and Jetsam começava os serviços do Hot Stage, palco principal, os cariocas do Clash Bulldog’s davam o pontapé inicial do serviço no Waves Stage, dedicado às bandas menores do cenário nacional. Mesmo com muitas pessoas ainda chegando ao Memorial da América Latina, eles animaram aqueles que estavam prestigiando o metal nacional naquele início de tarde. Com sua mistura flamejante de hard rock com elementos do metal moderno, com certeza impressionaram. O setlist deu grande destaque ao seu primeiro álbum de estúdio, “Bark Power”, que conta também com faixas gravadas com grandes nomes do rock e do metal, como Henrique Fogaça (Oitão), Mike Orlando (Adrenaline Mob, Noturnall) e Blaze Bayley (ex-Iron Maiden). Fora as autorais, tocaram também “Them Bones”, do Alice in Chains, e “Sad But True”, do Metallica, ambos clássicos que ajudaram a entreter o público. Apesar da estrutura relativamente menor do quarto palco, O Clash Bulldog’s usufruiu bem do espaço que tinha, com Marcelo Braune sempre correndo de um lado para outro, incentivando os fãs a cantarem e baterem palmas juntos. E ele acabou não se limitando ao espaço do palco, descendo algumas vezes, reforçando ainda mais o clima leve e intimista que rolava. Foi um ótimo aquecimento para o resto do festival, e ditou o padrão para os shows do Waves Stage: performances menores, mas incrivelmente animadas. Setlist: Intro/Prophets of time, Tears of Blood, Take the Liars Down, Sharp Teeth, Them Bones, Sad But True, Evil Within e Anger Grows. DR. SIN (Sun Stage) Por Samuel Souza Um dos maiores expoentes do hard rock nacional, o Dr. Sin subiu ao Sun Stage às 13h, horário um tanto ingrato para uma banda com mais de 30 anos de estrada. Com um público cativo, e que não se incomodou com o sol escaldante, a resposta do trio foi à altura, elevando ainda mais a temperatura. Animados e empolgados ao ver e ouvir seus fãs cantando em uníssono e aplaudindo a cada fim de canção, não faltaram clássicos como “Time After Time”, “Isolated”, a repleta de levadas em contratempos “Fly away” e a literalmente incendiária “Fire”. Além da precisão dos irmãos Andria (vocal e baixo) e Ivan Busic (bateria e voz), o destaque vai para o grande guitarrista Thiago Melo, que possui uma técnica invejável e extrai sons com uma naturalidade absurda. A banda ainda apresentou uma nova música, “Only the Strong Survive”, aproveitando para capturar imagens para um videoclipe, e a resposta da participação do público não poderia ter sido diferente. Apesar de alguns mais ansiosos pedirem por “Futebol, Mulher e Rock’n’Roll”, o Dr. Sin preferiu revisitar “Emotional Catastrophe”, que também foi o primeiro videoclipe da banda, figurando até mesmo no seriado Confissões de Adolescente, da TV Cultura. Mais um showzaço de uma banda que é sinônimo de autenticidade e de vida própria, com fãs fiéis tal qual o trio é com sua música e caminhada. EDU FALASCHI (Ice Stage) Por Antonio Carlos Monteiro Edu Falaschi entrou tranquilo em cena. Sorrisão na cara em resposta à ovação da plateia, tinha a certeza de que o jogo estava ganho. E estava mesmo. Ele só não sabia que ia ter que driblar alguns problemas. Nas primeiras músicas, as guitarras de Roberto Barros e Diogo Mafra mal eram ouvidas, enquanto o baixista Raphael Dafras e um roadie também digladiavam com o equipamento. Edu manteve o profissionalismo e seguiu o show, que começou com quatro temas do Angra, “Live and Learn”, “Acid Rain”, “Waiting Silence” e “Heroes of Sand”. Nas laterais do palco, duas enormes estátuas infláveis compunham a imponente decoração, enquanto Edu, após sanados os problemas com o som, começava a sofrer com outra questão. Apesar de agendado para o meio do outono, quando as temperaturas via de regra já estão mais amenas, o Summer Breeze Brasil acabou acontecendo em meio a uma forte onda de calor que assolou o estado de São Paulo, como já havíamos experimentado algumas vezes e devemos sofrer várias outras (isso, vai brincando com a natureza pra ver como ela te responde…). Pra piorar, o horário de show, pouco depois da uma da tarde, e o fato de o sol incidir diretamente sobre os músicos, certamente fizeram o vocalista se arrepender da indumentária escolhida para o show: todo de preto, incluindo um sobretudo na mesma cor. “Que calor” foi uma expressão que Edu repetiu várias vezes ao longo da apresentação. Ou seja, o palco em que se apresentou de ‘ice’ só tinha o nome… Mas nada que prejudicasse a apresentação. Falaschi sempre foi um excelente comunicador com a plateia e mostrou isso mais uma vez, comandando a enorme massa que assistiu a um show praticamente baseado no repertório que gravou com sua antiga banda – apenas “Sacrifice” e a faixa-título de seu último trabalho, “Eldorado”, compareceram no repertório. Além disso (e mais importante de tudo), mostrou que está com o vocal em dia, alcançando notas altas e com muito brilho na voz. Em cena, Roberto Barros mostrava toda sua exuberância técnica, enquanto Diogo Mafra, além de habilidoso, era totalmente performático. Raphael Dafras e Jean Gardinalli (que substituiu Aquiles Priester) mostraram toda a consistência que uma cozinha deve ter, ao passo que o tecladista Fabio Laguna, além das muitas e certeiras intervenções, era o único a ajudar com backing vocals – boa parte dos backings surgiam em bases pré-gravadas. Na introdução de “Rebirth”, o violão de Edu resolveu não funcionar. Enquanto os roadies tentavam resolver o problema, ele, já livre do sobretudo, improvisou, acompanhado apenas por Laguna, “Pegasus Fantasy”, da trilha de Cavaleiros do Zodíaco. Resolvido o problema do violão, “Rebirth” e “Nova Era” encerraram uma apresentação coesa, agradável e que mostrou que Edu Falaschi continua em plena forma. Para alegria de todos que gostam de boa música. Setlist: Live and Learn (Angra), Acid Rain (Angra), Waiting Silence (Angra), Heroes of Sand (Angra), Sacrifice, Millenium Sun (Angra), The Temple of Hate (Angra), Eldorado, Bleeding Heart (Angra), Spread Your Fire (Angra), Pegasus Fantasy, Rebirth (Angra) e Nova Era (Angra). ALCHEMIA (Waves Stage) Por Luiz Tosi Imagine uma banda que combina visualmente elementos de shock/horror rock, gótico e black metal, com vestimentas pretas, couro pesado e maquiagens ao estilo corpsepaint, apresentando-se às 13h30 em um dia tão ensolarado que seria possível fritar um ovo no asfalto. Pode parecer difícil, mas não para os paulistanos do Alchemia. Desde sua formação em 2018, eles se destacam pela dedicação e profissionalismo na gestão de sua carreira — seu álbum de estreia, “Inception” (2020), é uma prova disso. Embora tenham um visual impactante, o grupo realmente impressiona pela musicalidade: uma parede sonora robusta, pesada e harmônica, que combina com facilidade e bom gosto elementos de Judas Priest, Dimmu Borgir, Cradle of Filth, Marilyn Manson, White Zombie, Rammstein, Nine Inch Nails, trilhas de filmes e orquestrações clássicas, demonstrando muita identidade própria e personalidade. A banda teve tempo suficiente para apresentar seu ‘debut’ na íntegra (ainda que fora da ordem original), destacando-se o single “Ashes”, “Grind” (com seus vocais ao estilo Halford) e a espetacular e cativante “Haunting You”. Victor Hugo Piiroja (vocal), Rodrigo Maciel (guitarra), G.Morazza (baixo), Alex Cristopher (bateria) e Wally D’Alessandro (teclados) estão prontos para palcos maiores. Não por acaso, e merecidamente, são a única banda brasileira a se apresentar também na edição alemã do Summer Breeze no próximo mês de agosto.

    Setlist: IntroSacrifice, Save Us, Inception, Ashes, Mind Prison, Grind, If Nothing Is Sacred, Nightmares, Secret CallHaunting You

    BLACK STONE CHERRY (Hot Stage) Por Daniel Dutra Um terremoto passou pelo Hot Stage do Summer Breeze, indo das 14h30 às 15h45, o tempo em que o Black Stone Cherry esteve no palco, oito anos depois de sua primeira e então única visita ao Brasil. Não foi um terremoto literal, claro, mas a verdade é que o quarteto de Kentucky promoveu várias vibrações bruscas acima da superfície da Terra. “Logo hoje os equipamentos resolveram ficar caindo”, disse o guitarrista Ben Wells, diante dos problemas com Steve Jewell Jr. – o cabo do baixo deu pau, depois era a correia que não ficava presa… – e John Fred Young, que já não escondia os risos quando um estande de prato caía, sem contar a caixa que teve de ser trocada depois que a pele arrebentou… Mas trabalho mesmo tiveram os roadies, que corriam de um lado para o outro para consertar tudo, porque depois que Chris Robertson (vocal e guitarra) anunciou o começo com a maravilhosa “Me and Mary Jane”, que fez os fãs soltarem a voz, o que se viu no palco foi uma banda com um tesão absurdo de tocar e colocar um sorriso no rosto de quem estava na plateia. A presença de palco dos caras é tão alucinante que Jewell Jr. pôs um roadie para correr atrás dele para tentar prender a corda na parte de trás do baixo. Enquanto isso, Wells corria alucinadamente pelo palco, Young massacrava a bateria, e Robertson comandava a festa com solos arrebatadores e cheios de feeling, além de uma performance vocal sempre acima da média – sim, ele canta demais, o que já sabe quem acompanha o Black Stone Cherry e já viu o grupo mandar uma baita versão rock’n’roll de “Rolling in the Deep”, da Adele (procure no YouTube). Em um repertório que passeou por toda a carreira – a banda tocou ao menos uma música de cada um de seus oito álbuns de inéditas –, canções como “Burnin’”, “Again”, “Nervous” e “When the Pain Comes” – as duas últimas tiradas do trabalho mais recente, “Screamin’ at the Sky” (2023) – soaram ainda mais pesadas e energéticas ao vivo, enquanto a contagiante “Cheaper to Drink Alone”, que se encontra no meio do caminho na linha do tempo, só pecou pelo desnecessário solo de bateria. Nem tanto porque a performance enlouquecida de Fred Young já é um solo à parte nas músicas, e sim porque o tempo restrito de apresentações em festivais deveria ser preenchido com canções. Ainda mais no Brasil, onde o Black Stone Cherry aportava pela segunda vez, e quase oito anos depois de se apresentar no Maximus Festival, no qual tocou sem Ben Wells. Tudo bem que a versão jam session de “In My Blood”, um verdadeiro arregaço, já tinha dado habeas corpus para a performance solo do batera. E por falar em arregaço, a parte final do show foi um deleite até mesmo para quem não era familiar ao Black Stone Cherry, e eu apostaria que teve gente que chegou em casa e foi conferir os discos da banda. Com “Yeah Man” e “Blind Man” (sensacional!), dobradinha do segundo álbum, “Folklore and Superstition” (2008), o quarteto voltou à época em que seus integrantes ainda tentavam se livrar das espinhas no rosto enquanto já faziam música de gente grande. “Blame it on the Boom Boom” colocou os fãs para cantar o refrão, fazendo com que os novatos ao som do grupo se juntassem ao coro na plateia, e “White Trash Millionaire”, mais uma de “Between the Devil & the Deep Blue Sea” (2011) foi o esporro que precedeu o esporro. Isso porque a banda não tocou a bela e sempre emocionante “Things My Father Said”, que talvez não ficasse bem encaixada num set tão enérgico, então coube ao arrasa-quarteirão “Lonely Train” encerrar uma apresentação impecável mesmo diante dos problemas técnicos relatados. Passou da hora de o Black Stone Cherry vir ao Brasil com uma turnê para chamar de sua, e sem uma pandemia para cancelar tudo. Setlist: Me and Mary Jane, Burnin’, Again, Nervous, In My Blood, Like I Roll, Cheaper to Drink Alone (c/ solo de bateria), When the Pain Comes, Yeah Man, Blind Man, Blame it on the Boom Boom, White Trash Millionaire e Lonely Train. TYGERS OF PAN TANG (Sun Stage) Por Samuel Souza O Tygers of Pan Tang goza de uma admiração que vai além do simples status cult para os verdadeiros fãs da New Wave of British Heavy Metal. Afinal de contas, a banda não teve a projeção gigantesca que Saxon, Def Leppard e Iron Maiden conseguiram, mas se manteve em produção constante até mesmo nos últimos anos. E isso atraiu um bom público em frente ao Sun Stage para recebê-los às 14h30, sem descanso de sol ou clima ameno. E foi bacana ver que o quinteto atraiu um encontro de gerações, porque tinha uma rapaziada bem nova vibrando com uma sequência de clássicos, iniciando com “Gangland”, do disco “Spellbound”, e “Love Don’t Say”, de “Crazy Nights”, ambos lançados em 1981. Único remanescente da formação original, o guitarrista Robb Weir mantém a banda ativa já há algum tempo, e o vocalista Jacopo “Jack” Meille talvez seja uma de suas melhores aquisições, com aquela linha vocal típica do estilo e que não parava de manter um diálogo com os fãs. Antes de voltar aos clássicos, o grupo deu uma passada em álbuns atuais, como “Only the Brave” (“Tygers of Pan Tang”, 2016), “Fire on the Horizon” (“Bloodlines”, 2023) e “Destiny” (“Rituals”, 2019), faixas que só os mais devotos conheciam, ainda que tivessem sido músicas belamente agradáveis de ouvir ao vivo. A sonoridade do Tygers of Pan Tang tem uma vibração para se escutar numa autoestrada, queimando gasolina, contracenando com o ronco do motor, como a etílica “Suzie Smiled”. Para alegria dos fãs, disparam a pesada e clássica “Hellbound”, uma das faixas mais cultuadas do álbum “Spellbound”. Coberto de aplausos e com um gostinho de quero mais, a banda deixou o Sun Stage com o cover “Love Potion No. 9”, do The Clovers, presente em “The Cage” (1982). ELECTRIC MOB (Waves Stage) Por Antonio Carlos Monteiro Não tem outra maneira de começar este texto que não seja dizendo: que show, meus amigos, que show do Electric Mob!! Quem gosta de hard rock e ainda não conhece este quarteto curitibano está perdendo tempo. Renan Zonta (vocal), Ben Hur Auwarter (guitarra), Marcelo Leodoro (baixo, em substituição a Yuri Elero, que não pôde fazer o show) e Mateus Cestaro (bateria) já lançaram dois ótimos discos (“Discharge”, de 2020, e “2 Make U Cry & Dance”, 2023) e subiram no palco do Waves com a faca nos dentes – sim, se os discos são bons, o show é incendiário. Com Renan e Ben Hur comandando as ações em termos de performance, a banda apresentou um set curto, de apenas oito músicas, mas que serviu como um sensacional cartão de visitas do Electric Mob. Logo no começo, Renan perguntou quem não conhecia a banda e, diante de um grande número de braços erguidos, explicou: ‘Por isso a gente escolheu um monte de músicas com ô-ô-ô e na-na-na, que é pra vocês cantarem junto’. Emendou “By the Name (Na Na Na)” e já no segundo refrão não havia quem não estivesse cantando junto com ele. Ocupando muito bem o reduzido espaço do palco Waves, a banda ainda mostrou uma interessante identificação com a cor-de-rosa, que surgia no cabelo e no pedestal do microfone do vocalista, no lenço amarrado na cintura do guitarrista, no tênis e na correia do instrumento do baixista e na estampa da camiseta do baterista, gerando um visual bastante interessante. Lógico que não demorou para que a competência técnica e a garra com que os quatro se entregam à música fizessem o bom público (mas ainda diminuto perto do que os quatro merecem) cantar e dançar até o fim. No final, com a bluesy “Devil You Know”, Renan estava com a plateia completamente nas mãos, como convém a um frontman que se preze. Que logo o Electric Mob consiga o reconhecimento que merece. Setlist: It’s Gonna Hurt, King’s Ale, By the Name (Na Na Na), Black Tide, Sun is Falling, Love Cage, Upside Down e Devil You Know. EXODUS (Ice Stage) Por Daniel Dutra Decepção é a palavra que resume o Exodus no Summer Breeze Brasil, e decepção era algo inimaginável para este que vos escreve antes de qualquer show de um dos maiores nomes da história do thrash metal. Seria mais fácil dizer que, depois de uma apresentação insana, o Black Stone Cherry dificultou as coisas para o quinteto californiano, mas antes tivesse sido apenas isso. Justiça seja feita, o som, que só ficou bom mesmo a partir de “A Lesson in Violence”, não ajudou muito a performance de Gary Holt e Lee Altus, cujas guitarras começaram soterradas por nada (especialmente a de Holt), Jack Gibson, Tom Hunting e Steve “Zetro” Souza. Também é necessário falar que a presença de palco, com Holt e Altus comandando a cena, continua a mesma. Ou quase, porque é aí que reside o problema. E o problema tem nome, sobrenome e apelido: Steve “Zetro” Souza. O vocalista está puxando a banda para trás – ou para baixo, como queira – com movimentação e voz cansadas e sem brilho, reforçando o que o fraco “Persona Non Grata”, disco mais recente de estúdio, apontou quando foi lançado em 2021: foi um erro ter trazido Zetro de volta, e foi um erro ainda maior ter dispensado Rob Dukes. E olha que o Exodus montou um setlist de tirar o chapéu. Ou quase, porque “Prescribing Horror” e “The Beatings Will Continue (Until Morale Improves)”, mesmo sendo do último álbum, são completamente dispensáveis, especialmente quando “Scar Spangled Banner” e “War is My Shephard” ficam fora do repertório. Ainda assim, o início com “Bonded By Blood” e o encerramento com “Strike of the Beast” (incluindo o já tradicional ‘wall of death’) mostraram que a força coletiva do Exodus ainda compensa a latente deficiência de uma única peça, e a opção por pérolas como “Piranha”, “Brain Dead” e “Fabulous Disaster” reforçou a excelência do catálogo da banda – que hoje precisa apenas de alguém que faça justiça a ele com o microfone nas mãos. Exatamente o sentimento que veio à mente na hora da espetacular “Deathamphetamine”, única da fase Dukes no repertório – e ficou claro, por exemplo, por que “The Sun is My Destroyer” não foi tocada. Nem deve, mesmo. Mas ainda há que se destacar a brincadeira com “Raining Blood” (precisa explicar por quê?) antes de “The Toxic Waltz”, que resumiu bem o show: o som estava alto e claro, enfim, então vamos fazer a dancinha e nos divertir à espera de dias, quer dizer, shows melhores. Do nível do Exodus. Setlist: Bonded By Blood; Blood in, Blood Out; And Then There Were None; Piranha; Brain Dead; Deathamphetamine; Prescribing Horror; The Beatings Will Continue (Until Morale Improves); A Lesson in Violence; Blacklist; Fabulous Disaster; The Toxic Waltz; e Strike of the Beast. MASSACRATION (Sun Stage) Por Daniel Agapito Bruno Sutter não só é o apresentador do podcast oficial do Summer Breeze como é também o ‘chefe’ do Detonator, vocalista da ‘maior banda do mundo’ e ‘filho do Deus Metal’. Enquanto o lendário Exodus incentivava rodas punk vertiginosas e espalhava a palavra do mais puro thrash metal no Ice Stage, começava mais uma peregrinação ao Sun Stage, desta vez para ver o Massacration. Por volta das 16h30, a presença ilustre de Gilberto Barros, fazendo uma edição especial do Sextaço para entreter o público paulistano, porque a atração que todos queriam ver havia aparentemente se atrasado. A presença de Barros não durou muito, porque logo o clássico “Metal is the Law” soou pelo sistema de PA. Os clássicos ‘hermes-e-renatianos’ continuaram com “Metal Milkshake” (com uma ‘participação’ do Rei do Pop, Michael Jackson) para ensinar inglês ao público, de acordo com o vocalista, e “The Mummy”, cujo clima zoado ‘contou’ com Max Cavalera ajudando nos refrões. A performance da banda passou por boa parte dos grandes clássicos, dentre eles a comovente “The Bull”, a animada “Metal Milf” e “Let’s Ride to Metalland”. As interações com o público continuaram, e a zoeira seguiu dominando, fazendo um show caracteristicamente alto astral e leve. A apresentação seguiu com uma dobradinha de favoritas dos fãs, de duas eras da banda, sendo a primeira a recente “Metal is My Life”, lançada no ano passado e que contou até com batalha medieval no palco. Quando Detonator acabou a música com ‘metal is better than sex’, o resto da banda se dirigiu para fora do palco, fazendo o vocalista chamar os fãs de ‘punheteiros’. Poucos segundos depois, numa pequena quebra de personagem, o mesmo chama a banda de volta porque ‘esqueci que era festival. Tem que ser rápido’. Os músicos voltaram com uma tríade de faixas do álbum que os lançou para o mundo: “Evil Papagali”, “Metal Massacre Attack” e “Metal Bucetation”, pilar do repertório dos ‘maiores do universo’. Setlist: Metal is the Law, Metal Milkshake, The Mummy, Metal Milf, The Bull, Lets Ride to Metalland, Metal is My Life, Evil Papagali, Metal Massacre Attack e Metal Bucetation. Zumbis do Espaço (Waves Stage) Por Daniel Agapito Enquanto o Massacration espalhava a palavra do Deus Metal no Sun Stage, os veteranos do Zumbis do Espaço tocavam seu horror punk característico no pequeno Waves Stage. Tendo acabado de lançar seu décimo álbum de estúdio, “A Fúria Selvagem”, este show seria o primeiro da banda em São Paulo, e depois de tocar em Vila Velha, Espírito Santo, com o Ratos de Porão, que se apresentaria domingo no Sun Stage. Mesmo tendo que competir tanto com o Exodus quanto com o Massacration, uma boa quantidade de fãs foi prestigiar um pouco do melhor que a cena punk nacional tem a oferecer. Independentemente do lançamento de “A Fúria Selvagem”, o repertório contou com diversos clássicos da banda. Por exemplo, a performance foi iniciada com “Surf Sangrento”, “A Fúria Selvagem” e “Aos Vivos Fica a Maldição”, sequência inicial do novo projeto, e aí veio uma enxurrada de músicas de diferentes eras da banda: “Mato por Prazer”, “A Marcas dos 3 Noves Invertidos” e “Nos Braços da Vampira”, só para citar algumas. O novo álbum seguiu sem ser desprezado, com a envolvente “Ir, Seguir e Destruir” e “Noite das Bruxas” também fazendo parte do repertório de 16 músicas. “Noite das Bruxas”, em especial, merece ser destacada, uma vez que Natacha Cersosimo, vocalista do Toyshop, foi chamada para cantar suas partes, assim como faz na versão em estúdio. Ainda por cima, logo depois de tê-la convidado ao palco, Martin anunciou ao público que era aniversário da Natacha naquele dia, ocasionando um parabéns coletivo dos fãs. Ao todo, o Zumbis do Espaço entregou um show divertido e alto astral, digno de ter sido num palco maior. Mesmo em um horário complicado, animaram uma boa quantidade de pessoas que foram Waves Stage prestigiar um punk de qualidade. ‘Tocar no Summer Breeze é um grande orgulho para mim, pois o festival agrega as bandas brasileiras e as bandas estrangeiras. É um festival que dá grande visibilidade ao artista. Eu já tive oportunidade de trabalhar na maioria dos festivais do mundo, acompanhando Sepultura e Iggor Cavalera, e a nossa edição brasileira não deixa nada a dever aos maiores festivais do mundo, em organização e respeito ao artista. Que venham mais edições do Summer Breeze e demais festivais dessa grandeza para o Brasil’, disse o batera Guilherme Martin, que tocou também na edição do ano passado, com o Viper e o Brutal Brega. Setlist: Surf Sangrento; A Fúria Selvagem; Aos Vivos Fica a Maldição; Mato por Prazer; Dia dos Mortos; A Marca dos 3 Noves Invertidos; O Lobisomem Que Eu Sou; Nos Braços da Vampira; Que Venham os Mortos; Ir, Seguir e Destruir; O Mal Nunca Morre; Guardada Para Sempre; Noite das Bruxas; Onde os Fracos Não Tem Vez; Inspirado Pelo Cão; e Satan Chegou. SEBASTIAN BACH (Hot Stage) Por Leandro Nogueira Coppi Perto de lançar “Child Within the Man”, seu primeiro trabalho solo desde “Give ‘Em Hell” (2014) – o disco estará disponível no dia 10 de maio, via Reigning Phoenix Music –, Sebastian Bach voltou ao Brasil depois de oito anos. Já na ‘Signing Sessions’, o vocalista se mostrou animado por estar de volta ao país. Coheadliner do Hot Stage, ele foi a primeira das três últimas atrações do dia propícias aos fãs de hard rock, que ainda presenciariam Mr. Big, no Ice Stage, e a Gene Simmons Band, também no Hot, fechando o primeiro dia de Summer Breeze Brasil. Para histeria do público, Bach e sua banda surgiram no palco, mas, infelizmente, com uma falha terrível, o telão exibiu a imagem usada pelo Black Stone Cherry, que havia tocado anteriormente. O início se deu com a ainda ‘estranha’ (por ser nova) “What Do I Got to Lose?”, composta em parceria com o também vocalista Myles Kennedy (Alter Bridge, Slash) e um dos singles já apresentados de “Child Within the Man”. Depois dela, todo mundo se sentiu bem mais familiarizado com o repertório, porque Bach e cia. mandaram uma rajada de clássicos do homônimo álbum de estreia do Skid Row: “Big Guns”, “Sweet Little Sister”, “Here I Am”, a sempre aclamada “18 and Life” e “Piece of Me”. Se o repertório estava legal, com muitas músicas de sua ex-banda que há tempos não eram tocadas por aqui, apesar de o Skid Row ter se apresentado na primeira edição do Summer Breeze Brasil, o mesmo não dava para dizer sobre a voz de Sebastian. Como de costume nos últimos tempos, ela falhou miseravelmente. Atualmente, até falando a voz de Bach soa irritantemente aguda, muito diferente da daquele garoto que encantou o mundo no fim dos anos 1980 e decorrer dos anos 1990, cantando notas altíssimas e com uma tessitura muito bonita. Porém, da metade para frente do set, a voz do Tião – como os fãs brasileiros costumam carinhosamente chamá-lo – foi melhorando. De todo modo, as notas que hoje ele não mais alcança, ficavam para o público se virar e tapar o buraco deixado pelo artista. Como se não bastasse a questão da voz do esforçado Bach, sua banda, composta por Brent Woods – guitarrista que mais tarde tocaria com Gene Simmons –, Andy Sanesi (bateria) e Clay Eubank (baixista), estava nitidamente mal ensaiada. Em dado momento, o show até parecia um ensaio aberto, já que Sebastian e seus parceiros, no intervalo entre algumas músicas, conversavam para ver o que dava para tocar. Foi nessas que Bach até se arriscou cantando a capella “Wasted Time” (de “Slave to the Grind”, segundo álbum do Skid Row) e “By Your Side” (do álbum solo “Angel Down”). O frio na nossa espinha aumentou quando ele e banda tentaram “Tom Sawyer”, do Rush, e sorte que desistiram a tempo de não passarem vergonha com a complexidade vocal e instrumental da canção. E foi um alívio, também, quando Bach desistiu de “Children of the Damned”, do Iron Maiden. Ao menos em termos de repertório, ainda tivemos mais uma nova, “Everybody Bleeds”, e outras pérolas do Skid Row, como “Monkey Business”, “The Threat”, “Rattlesnake Shake”, “I Remember You” e a derradeira do set, “Youth Gone Wild”. Embora os fãs anseiam pela volta de Sebastian ao Skid Row, ainda mais agora que Erik Grönwall saiu, sejamos sensatos: não dá mais para ele cantar músicas tão difíceis quanto as que gravou com a banda. Uma pena. Setlist: What Do I Got to Lose?Big GunsSweet Little SisterHere I Am18 and LifePiece of MeEverybody BleedsSlave to the GrindAmerican Metalhead (cover do Painmuseum), Monkey BusinessThe ThreatRattlesnake ShakeWasted TimeBy Your SideI Remember YouTom Sawyer (cover do Rush), Youth Gone Wild. MINIPONY (Waves Stage) Por Daniel Agapito Com o hard rock dominando o dia pouco a pouco, com Sebastian Bach ainda no Hot Stage e Mr, Big e The 69 Eyes nos palcos Ice e Sun, respectivamente, o pequeno Waves Stage recebia o oposto: toda a fúria do Minipony, grupo de metal experimental do Equador. Conhecidos por toda a América Latina pelos shows enérgicos e animados, a primeira vinda do power trio prometia entregar uma experiência completamente única em relação ao hard rock que soava pelo sistema de som. Pouco depois das 18h, com o som passado pela própria banda, uma fumaça invadiu o pequeno espaço. Ao som da bateria de Carlos Sanchez e da pesadíssima guitarra de Amadeus Galiano, Emilia Moncayo assumiu o palco, cumprimentando os fãs. Com Moncayo fazendo um ritmo envolvente num tambor, foi dado o pontapé inicial com “Kill Like a Human”. Em estúdio, os equatorianos têm um som único, usando diversos timbres, samples e efeitos, ocasionando dúvidas em alguns fãs quanto à fidelidade do som ao vivo. Impressionantemente, os três conseguiram captar toda a essência da sonoridade de seus álbuns, a transmitindo perfeitamente ao vivo, com Galiano controlando um processador de efeitos com maestria, e Moncayo se responsabilizando também pelos samples e pela percussão adicional. Toda essa sinergia, não só entre a banda, mas também entre a banda e seus equipamentos, foi evidenciada perfeitamente com “Gatos”, que procedeu “Kill Like a Human”, por conta de sua mescla de elementos de gêneros eletrônicos como o breakcore com o djent experimental da banda. O som estava muito bem regulado, mas com os graves um pouco altos, tanto que um dos PAs da parte de fora acabou caindo com menos de três músicas completas. Fora isso, estava tudo perfeito em termos de sonoridade. Vocal claro, guitarra em um volume bom, bateria perfeita. O técnico do Waves realmente acertou em cheio. À medida que o tempo passava e o show seguia com “Imago”, “Irresponsible” e “The Meeting” – sendo a primeira e a última do álbum de estreia, “Imago” –, o prazer da banda em finalmente tocar no Brasil era claro. Moncayo cantava sorrindo, constantemente agradecendo aos fãs pela presença. Galiano, por sua vez, subia nos PAs em praticamente todas as músicas, se aproximando dos fãs. O apreço foi recíproco, com o público batendo cabeça, cantando (na medida do possível) e gritando o nome da banda. A massa de espectadores também só crescia, com mais e mais gente escolhendo não sucumbir ao hard rock, só tendo uma baixa significativa com o começo do show do Mr. Big. Justificável. Com as notas iniciais da enérgica “Dragònprincesa”, não demorou muito para os espectadores ficarem absolutamente frenéticos. Essa mesma faixa, outro grande destaque do “Imago”, serviu para mostrar perfeitamente a versatilidade vocal de Emilia Moncayo, que consegue transitar de um sussurro quase deftoniano a um gutural potente com uma facilidade impressionante. Já passando para a reta final do show, depois de “Fish Hanging Drain Big Red Space”, a banda não deu tempo nem para quem estava assistindo ao show respirar, tocando logo “Minipony Meat”, “Milkwithsilk”, “Don 18” e fechando o set com “Ajna”. “Minipony Meat”, faixa que destacou o grupo no cenário latino, seguiu no padrão do resto da noite: energia ímpar. No meio da música, tanto Moncayo quanto Amadeus Galiano se retiraram do palco, deixando apenas Sanchez tocando. Mesmo assim, o som da guitarra e do vocal continuava saindo dos PAs, e alguns segundos depois Galiano apareceu no meio do público, tocando na maior naturalidade e criando um pequeno circle pit no processo. Foram esses pequenos momentos de interação com o público e o clima intimista da performance, no geral, que consagraram os equatorianos como um dos grandes destaques do Waves Stage. “Don 18” foi introduzida pelo guitarrista como uma música para dançar, já que, de acordo com o mesmo, o que eles mais sabiam de nós brasileiros é que ‘dançamos pra caralho’. Alguns fãs até tentaram dançar os ritmos complexos da nona faixa do segundo álbum, mas a grande maioria apenas seguia batendo cabeça alucinadamente. O único grande problema dessa performance foi que acabou, mas, apesar disso, o Minipony saiu com os fãs na mão, tocando “Ajna”, que leva o título do segundo trabalho. Com pouco menos de uma hora de show, conseguiram usufruir perfeitamente de todo o espaço do palco (e da área dos fãs), de seu equipamento e do tempo alocado, se destacando entre os grupos do Waves e fazendo um show digno de palco principal. Como apontou um usuário no Instagram, ‘chegaram Minipony, saíram Bighorse’. Forjados no metal nacional. Setlist: Kill Like a Human, Gatos, Imago, Irresponsible, The Meeting, Dragònprincesa, Finish Hanging Drain Big Red Space, Minipony Meat, Milkwithsilk, Don 18 e Ajna. MR. BIG (Ice Stage) Por Daniel Dutra Com disco novo a caminho – “Ten” será lançado no dia 12 de julho –, fica difícil acreditar a turnê “The Big Finish” seja o canto dos cisnes do Mr. Big. A sensação fica ainda mais forte depois de presenciar o que Eric Martin (vocal), Paul Gilbert (guitarra), Billy Sheehan (baixo) e Nick D’Virgilio (bateria, ex-Spock’s Beard e Fates Warning) fazem em cima do palco. E registre-se: a entrada de D’Virgilio era o que a banda precisava. Com todo respeito a Matt Starr (Ace Frehley, Black Swan), que segurou a bronca num momento delicado, ocupar o espaço deixado pelo saudoso e extraordinário Pat Torpey é para poucos. Entenda-se: D’Virgilio não toca exatamente igual porque adiciona personalidade própria, mas os licks mais complicados estão lá; e Starr não toca exatamente igual porque Torpey estava muitos degraus acima, tecnicamente falando. Dito isso, o Mr. Big fez um show primoroso e, para o fã, emocionante. Ao tocar na íntegra seu disco de maior sucesso, “Lean Into it” (1991), em sua, hum, turnê de despedida, a banda apertou o botão da nostalgia ao voltar para a turnê do próprio álbum. Não à toa o set terminou com “Shy Boy” (composição de Sheehan no Talas) e “Baba O’Riley”, cover do The Who, assim como acontecia no início dos anos 1990 e está parcialmente registrado nos CDs ao vivo “Mr. Big Live” e “Raw Like Sushi II”, ambos de 1992. Com a restrição de tempo, afinal, o headliner de fato era a banda de Gene Simmons, o Mr. Big acertou em cheio nas amostras que separou de “A Lean Into it”, especialmente ao tocar “CDFF-Lucky This Time”, “Never Say Never” e “My Kinda Woman” para um público que provavelmente não terá a oportunidade de conferir de cabo a rabo um dos maiores clássicos do hard rock mundial. Ou seja, a opção por deixar fora “Voodoo Kiss”, “A Little Too Loose” e “Road to Ruin”, canções mais presentes no repertório ao longo dos anos, foi mais do que acertada. E o que falar de um show que, com um som cristalino, que apenas reforçou a impecável performance dos músicos – e se a voz de Martin naturalmente já não é mais a mesma, o cara continua tanto mandando bem quanto sendo um baita frontman – num set feito para fãs de verdade e fãs de ocasião. Ou seja, estes ganharam “To Be With You” e “Wild World”, cover de Cat Stevens, e ainda levaram, por força da ocasião, a mais bonita das baladas do Mr. Big: “Just Take My Heart”. Isso sem contar, para todos, aquela que talvez seja a maior obra-prima de Gilbert, Green-Tinted Sixties Mind. Claro, rolaram os solos individuais de Gilbert e Sheehan, que felizmente foram bem econômicos, e o guitarrista ainda tentou tornar o seu mais interessante ao executar trechos de “Nothing But Love”, balada presente em “Bump Ahead” (1993), e “Technical Difficulties”, instrumental do homônimo álbum do Racer X lançado em 1999. E se um show que termina com Shy Boy e Baba O’Riley não tem como não ser bom, um que também começa com o hino Addicted to That Rush, adiciona o rolo compressor chamado Colorado Bulldog e traz à lembrança os ‘iconic fills’ de Torpey, como bem disse Martin, na maravilhosa “Take Cover”… Bom, esse é um show para guardar com carinho na memória e no coração. Agora, que o Mr. Big retorne ao Brasil com uma turnê do novo álbum. Nem que seja pela última vez. Setlist: Addicted to That Rush; Take Cover; Daddy, Brother, Lover, Little Boy (The Electric Drill Song); Alive and Kickin’; Green-Tinted Sixties Mind; CDFF-Lucky This Time; Never Say Never; Just Take My Heart; My Kinda Woman; To Be With You; Wild World; Paul Gilbert Guitar Solo; Colorado Bulldog; Billy Sheehan Bass Solo; Shy Boy; e Baba O’Riley. THE 69 EYES (Sun Stage) Por Samuel Souza A noite chegava para aliviar o calor e, também, com os finlandeses do The 69 Eyes trazendo sua sonoridade gótica envolta num hard rock com um toque de new wave. Foi muito interessante ter esse tipo de banda no cast do festival, que à primeira vista poderia ser para atrair outro público, mas o que se via ali no meio da pista era uma boa parcela de gente experiente na cena, incluindo os bangers mais ‘true’, que no mesmo horário abriram mão do Mr. Big no Ice Stage. Depois da introdução com “Heartbreak Hotel”, de Elvis Presley, os ‘vampiros de Helsinque’ entraram com “Devils”, faixa-título do seu sétimo disco de estúdio. A figura sexy e provocativa do vocalista Jyrki 69 é a cereja do bolo. E por mais que possa ter um apelo performático, ainda que bem contido, ele tem uma voz limpa e apurada que faz jus à proposta de combinar tantos estilos diversos numa só camada sombria e pegajosa. Na sequência, do mesmo álbum veio “Feel Berlin”, mas foi com “Betty Blue”, de “Paris Kills” (2002), que o público realmente começou a se envolver. E do nada, o folclórico músico Supla apareceu no palco para dar um alô, e a galera até pensou que ele iria cantar algo, mas não foi dessa vez. A presença do brasileiro ali pode até parecer inusitada, mas ele é alguém que conhece bem o assunto, e o The 69 Eyes faz parte dessa sua pluralidade internacional, por assim dizer. Do álbum mais recente, tocaram “Death of Darkness”, com Jyrki até arriscando uns vocais mais black metal, e depois disso a coisa desandou… Não se sabe ao certo o que aconteceu, se foi alguma falha técnica ou uma aparente falta de comunicação acerca do setlist, mas a banda simplesmente deu uma longa pausa de quase 15 minutos ou mais. Impacientes, alguns fãs começaram a vaiar, outros gritavam o nome da banda como forma de apoio, mas o intervalo foi frustrante. Quando voltaram, a energia não era mais a mesma, mesmo que “The Chair” e “Dance D’Amour” tenham refletido um momento especial de se ver ao vivo, pois, apesar de serem de discos distintos, possuem a mesma frequência e encanto. A banda deixou o palco com a dançante “Lost Boys”, com muitos pedidos de “Gothic Girl”. Foi um show Ok, com boa iluminação para os fotógrafos fazerem fotos artísticas balanceando luz e sombra, mas para quem esperava um show mais energético, ficou realmente a sensação de certo desencanto. Uma pena! SIOUX 66 (Waves Stage) Por Antonio Carlos Monteiro No dia em que o hard rock predominou no Summer Breeze, ainda teve espaço para uma banda que em dez anos de atividades já contabiliza três discos completos e dois EPs, além de duas participações no Rock in Rio e aberturas para Aerosmith em São Paulo e de algumas datas da turnê Encontro – Todos ao Mesmo Tempo Agora, dos Titãs. O Sioux 66. Ou seja, mesmo com a correria dos vários shows a cobrir, era impossível não dar uma conferida no que Igor Godoi (vocal), Yohan Kisser (guitarra e vocal), Bento Mello (baixo) e Gabriel Haddad (bateria) tinham a oferecer. Agora com apenas uma guitarra, não dá pra dizer que a banda tenha tido qualquer perda em termos de peso ou de competência em cena, já que Yohan consegue preencher todos os espaços com sua guitarra. O orgulhoso pai Andreas Kisser comentaria com este repórter em outro momento que ‘ele está estudando bastante’. Pois é, ter um sobrenome estrelado nem sempre é suficiente… A banda vinha compondo em português, mas agora está apostando nas letras em inglês e o repertório do show mesclou temas nos dois idiomas, que conseguiram conviver harmoniosamente ao longo de um show em que o hard rock pesado da banda se mostrou ainda mais intenso. Sioux 66 é mais uma banda que apresenta um trabalho mais do que consistente e merece um maior reconhecimento. Que venha logo. Setlist: Paralisia, Caos, Virtual/Realidade, Down the Line, Drowning in My Vault, Aqui Estamos, Diante do Inferno, Seu Destino, Crash, Am I, Rolling Under, Nobody Knows You, Tudo que Restou, Outro Lado, Jaz, Calibre, Drive e In Your Sight. GENE SIMMONS BAND (Hot Stage) Por Daniel Dutra Da euforia à frustração. Do descaso à curtição. De maneira rasa, daria para resumir assim a apresentação de Gene Simmons e sua banda – Brent Woods (guitarra), Jason Walker (guitarra e vocal) e Brian Tichy (bateria e vocal) – no encerramento da primeira noite do Summer Breeze. A expectativa por escutar ‘deep cuts’ caiu por terra antes mesmo de o linguarudo chegar ao Brasil, graças a um show feito numa das filiais do restaurante Rock & Brews, em Ridgefield, Washington (EUA). Com um setlist lamentável – das 18 músicas, 12 vinham sendo apresentadas pelo KISS em sua turnê End of the Road –, Simmons acionou o modo preguiça ao tocar material composto por Paul Stanley – mas não “God of Thunder”, acredite – e covers absolutamente desnecessários. Para quem esperava ouvir canções do próprio baixista pouco ou nunca antes tocadas ao vivo, e nem mesmo obviedades como “Unholy” e “Domino” marcaram presença, foi um balde de água fria. Talvez, e aí vamos para o campo da especulação, a opção por clássicos como “Detroit Rock City”, “Lick it Up”, “Love Gun” e “I Was Made for Lovin’ You” – desnecessários num show da, veja bem, Gene Simmons Band – tenha sido para passar a mensagem ‘sabe aquilo que vocês viram com o KISS? Não era culpa minha’, porque Simmons não se furtou de provocar, em diversos momentos, seu parceiro de 50 anos na banda mais quente do mundo: “O que vocês estão vendo aqui são quatro caras tocando de verdade, cantando de verdade”. Além de também ter sido explícito sobre a não utilização de backing tracks/playback em seu show, é verdade que Simmons não puxou o freio de mão em seu próprio time, e o que se viu e ouviu foi uma banda tocando com o tesão e vontade do KISS na era “Revenge”. Imagine o baixista e vocalista mostrando para Tichy os vídeos de como Eric Singer tocava aquele material e dizendo ‘é para soltar os cachorros, como Eric fazia’. Sim, isso ilustra bem a performance dos músicos, e no caso de Tichy ainda com o bônus de o batera ser um grande fã de KISS. Ele soltou as mãos, tocando com um vigor de tirar o chapéu, e ainda assumiu o microfone em “Ace of Spades”, homenagem feita ao eterno Lemmy Kilmister – não sem antes Simmons como era amigo de Lemmy e que esteve em seu funeral. Enquanto Woods marcava presença agitando e tocando os solos originais lindamente nota por nota, mostrando-se um guitarrista completamente diferente daquele que pouco antes havia feito parte do engodo que foi o show do Sebastian Bach, Walker mandava muito bem ao cantar as músicas de Stanley sem querer soar como o Starchild. De fato, uma banda tocando com vontade única e deixando claro que Simmons estava verdadeiramente se divertindo diante de uma plateia que, em sua esmagadora maioria, não estava nem aí por ouvir as mesmices de sempre. Claro, “Parasite” foi uma bela inclusão, assim como a exclusão de “Weapons of Mass Destruction”, de “Asshole” (2004), segundo álbum solo de Simmons, não magoou ninguém. E foi interessante testemunhar a boa “Are You Ready”, musica que o dono da festa vendeu como ‘nunca antes tocada pelo KISS’, mas que, na verdade, é somente uma das inúmeras demos que ele apresentou e nunca foi considerada pela banda – você a encontra no megalomaníaco “Vault”, box com 11 CDs e 166 músicas lançado em 2017 pelo preço de dois rins. Com repertório preguiçoso e decepcionante, mas com o público na mão, Simmons e banda faziam um show mais do que correto – mesmo com errinhos aqui e acolá, como o baixista se perdendo em “Cold Gin” e sendo salvo por Tichy – até o desfecho constrangedor, especialmente por conta de “I Was Made for Lovin’ You”. Não bastasse ser desnecessária no setlist, a música contou com a risível participação de Miranda Kassin, e se você estiver perguntando ‘quem?’, acertou. Ficou na cara que a cantora, e aqui não estou julgando ou analisando o trabalho dela, foi empurrada goela abaixo por alguém. O silêncio ensurdecedor depois que Simmons perguntou se a conheciam foi seguido por uma resposta objetiva do baixista: ‘É, todo mundo quer fazer parte do show business’. Miranda entrou errado na música, não sabia a letra e, involuntariamente ou não, foi protagonista do maior mico do festival. O encerramento de fato tinha mesmo que ser com o hino máximo do rock’n’roll, e a compensação veio com Simmons chamando várias mulheres e meninas que estavam na plateia para subir ao palco e cantar o refrão de “Rock and Roll All Nite”. O show virou uma festa, quase uma reprodução da capa de “Asshole”, que poderia ter sido melhor, também, se o linguarudo evitasse suas lamentáveis piadas e gracinhas sexistas. No fim das contas, a Gene Simmons Band fez uma apresentação para morder e assoprar. Setlist: Deuce; Shout it Out Loud; War Machine; Detroit Rock City; Cold Gin; Calling Dr. Love; I Love it Loud; Parasite; Communication Breakdown; Lick it Up; Are You Ready; Ace of Spades; Love Gun; 100,000 Years; Let Me Go, Rock ‘n’ Roll; I Was Made for Lovin’ You; e Rock and Roll All Nite. BIOHARZARD (Sun Stage) Por Daniel Agapito Porradaria. Este é o melhor jeito de descrever a aula em forma de show que o Biohazard deu. Anunciados na terceira leva de bandas, junto de Anthrax, Avatar e Nervosa, a primeira vinda da formação original dos titãs do hardcore, depois de quase 15 anos, certamente era uma das atrações mais esperadas do festival para o público mais chegado ao hardcore e ao punk. Tocando no Sun Stage, no mesmo horário do lendário baixista do KISS, a banda arrematou grande parte do público que havia ido ao Memorial da América Latina para ver música extrema. A noite prometia trazer só a nata dos três primeiros discos da banda, todos incrivelmente bem quistos pelos fãs. O quarteto formado Billy Graziadei (guitarra, vocais), Evan Seinfeld (baixo, vocais), Bobby Hambel (guitarra) e Danny Schuler (bateria) não hesitou em começar o show já com o clima lá em cima, tocando a faixa-título de seu segundo álbum, a animada “Urban Discipline”, e criando uma grande roda. Com a conclusão desta, o carismático Billy falou uma pérola que resumiu o show muito bem, também mostrando um pouco de seu carisma e seu apreço incondicional pelos fãs brasileiros: ‘Oi, galera. Quem quer dar porrada à noite?’. Perpetuando a porrada, Seinfeld disse que naquele momento não existia nem preto nem branco, apenas “Shades of Grey”, para o delírio absoluto do público. O Bioharzard seguiu com “Tales from the Hard Side” e “Wrong Side of the Tracks”, fomentando cada vez mais as rodas, mas também constantemente interagindo com o público, deixando os fãs cantarem e agradecendo com um típico ‘oubrigadou’. O guitarrista não conseguiu se segurar e admitiu com todas as letras que adora o Brasil, até dizendo que alguns de seus filhos tiveram seu casamento em terras tupiniquins, e assim foi recebido calorosamente pelo público. Interagindo ainda mais com a plateia, a banda toda adorava incentivar rodas, ironicamente pregando pela paz depois de certas músicas, alegando certeiramente que o mundo necessita disso, e incentivando também que todos fizessem sinais de paz com os dedos. Durante a apresentação, a cidade de São Paulo recebeu comparações com o público pela alta criminalidade e riqueza da cena hardcore, dentre outros aspectos, evidenciando não só a situação complicada da capital paulista, como também o quanto a banda realmente gosta do local, chegando até a comparar a cidade com sua cidade natal. Eles relataram também que, em 1996, durante a primeira turnê da banda por terras brasileiras, a Polícia Federal os mandou voltar para os Estados Unidos e não retornar mais, devido ao alvoroço causado em sua apresentação no Monsters of Rock. Mesmo assim, o Biohazard voltou ao Brasil diversas vezes ao longo de sua carreira, possivelmente arriscando suas vidas. Era evidente que Seinfeld e Graziadei estavam novamente com uma relação amigável, por conta de sua dinâmica no show. Muitas vezes, ambos faziam papel de alívio cômico, deixando o clima do show bem leve e descontraído, apesar das vertiginosas rodas e temas sérios retratados nas músicas. Tal dinâmica pôde ser vista claramente depois de “Down For Life”, com Billy falando ‘calma, fiquem frios’ aos fãs. Depois, Evan o usou como seu tradutor, pedindo para que a plateia pulasse. O baixista/vocalista também não segurou certas alfinetadas ao público, pedindo para que o guitarrista/vocalista falasse em espanhol. O mesmo rapidamente negou e defendeu os paulistanos, alegando que estavam no Brasil, país da melhor seleção de futebol. Seinfeld alfinetou novamente, dizendo que a melhor seleção era a da Argentina, com Billy novamente saindo em defesa da seleção canarinho, dizendo que a Argentina não teve Pelé. E mudou de assunto rapidamente, dando o pontapé inicial em “Victory”. A energia daquela performance e a química entre os membros da banda, não só tocando, mas também interagindo entre eles e com os fãs, eram algo absurdo. Nem parecia que não tocavam juntos há quase uma década e meia. Outro aspecto imperceptível era a lesão de Evan Seinfeld. Durante sua turnê latino-americana, ele rompeu parcialmente seu menisco, por conta de sua presença de palco um tanto enérgica. Não obstante, continuou pulando e correndo pelo palco como se estivesse 100% bem. Em uma de suas brincadeiras com o público, mais para a parte final do tempo alocado, Evan disse a Billy que de todas as rodas punk da turnê mundial inteira, a do Chile tinha sido a maior e melhor. Antes de iniciar a 12ª música do set, pediu uma roda ‘mais grande’ aos paulistanos. “We’re Only Gonna Die”, música roubada e melhorada do Bad Religion, de acordo com o mesmo, foi dedicada a Supla, ao The 69 Eyes e ao Forbidden, que tocaria no dia seguinte. Defendendo a pátria e a fama do país como um dos melhores públicos não só da América do Sul, mas do mundo, um fã acendeu um sinalizador logo no começo da faixa, ocasionando um ‘Ok, you win’ do vocalista nem 30 segundos depois. Finalizando com “Punishment”, que viria a ser a penúltima música do set que fecharia aquele primeiro dia de festival, a banda comentou que teria de acabar logo o show, não só pelo tempo do festival estar acabando e pela necessidade de realizar o resto da turnê, que ainda passaria por Argentina e México, mas também porque iria entrar em estúdio para gravar um novo álbum, o primeiro do Biohazard desde 2012 e primeiro da formação original desde 1994, ou seja, em 30 anos. O show fechou mesmo com “Hold My Own”, faixa do disco homônimo, e, na reta final da música, Billy desceu do palco, ficando nas mãos da plateia, ainda tocando e mostrando o apreço recíproco dos fãs e da banda. Sexta-feira foi certamente dominada pelo hard, começando pelo hard rock e fechando com hardcore. Setlist: Urban Discipline, Shades of Grey, Tales from the Hard Side, Wrong Side of the Tracks, Black and White and Red All Over, Retribution, Five Blocks to the Subway, How it is, Down for Life, Victory, Love Denied, We’re Only Gonna Die, Punishment e Hold My Own.
  • SUMMER BREEZE OPEN AIR BRASIL 2024: MUITO MAIS QUE UM FESTIVAL

    SUMMER BREEZE OPEN AIR BRASIL 2024: MUITO MAIS QUE UM FESTIVAL

    Por Antonio Carlos Monteiro

    Fotos: Equipe MHermes Art

    Pouca gente sabe quem é Max Yasgur. A gente explica. Ele era o proprietário da fazenda onde aconteceu o Festival de Woodstock, em 1969. Convidado a falar algumas palavras à multidão que se acotovelava em sua propriedade, ele deu um depoimento que ficou na história: “Vocês provaram ao mundo que meio milhão de jovens podem reunir-se e ter três dias de diversão e música, e mais nada além de diversão e música.”

    A declaração de Yasgur cabe perfeitamente ao que se viu ao longo dos três dias da segunda edição do Summer Breeze Brasil: uma imensa confraternização de fãs de heavy metal em que não se viu qualquer tipo de problema que não fosse o sol forte. Além dos fãs, muitos músicos também circulavam pelo lugar, proporcionando uma interação única e poucas vezes vista na história do heavy metal brasileiro.

    Foto: Wellington Penilha/Divulgação

    O evento foi novamente realizado no Memorial da América Latina, na cidade de São Paulo, o que se mostrou uma decisão acertada, já que se trata de um local de muito fácil acesso, perto de estação de metrô, servida por diversas linhas de ônibus e ao lado de um terminal rodoviário. Esta edição do Summer Breeze ganhou mais um dia, a sexta-feira, e aconteceu nos dias 26, 27 e 28 de abril, reunindo 58 bandas.

    Lá dentro

    Dentro do complexo do Memorial, mais uma mudança. O palco Waves, que no ano passado ficou dentro do Auditório Simón Bolívar e tinha seu acesso restrito a quem havia comprado ingressos mais caros, foi transferido para a área externa e com acesso liberado a todo o público. Já os demais palcos permaneceram como no ano passado: em uma das alas do complexo, ficavam os dois principais, Ice e Hot, enquanto do outro, o já citado Waves e o Sun. As duas alas do lugar são ligadas por uma passarela que no ano passado se tornou ponto de concentração de fãs que queriam assistir aos shows por outra perspectiva, gerando problemas de circulação e de segurança. Uma proteção lateral bem mais alta foi instalada para resolver o problema.

    Na área em que se localizavam os palcos principais também ficava o Summer Lounge, área de alimentação e descanso para os fãs que adquiriram ingressos com direito a frequentá-lo. Também havia quiosques com comida e bebida nos espaços comuns a todo o público. Já na ala em que ficavam os palcos Sun e Waves, concentravam-se as atividades que transformavam o Summer Breeze Brasil numa autêntica experiência, como gastronomia, Feira Geek, Horror Expo, Signing Sessions, Expo Tattoo e Espaço Kids.

    Signing Session com Gene Simmons (Foto: Thiago Henrique)

    Na mesma área ficava o Artist Lounge, local com DJ (tocando metal, naturalmente!) e espaço para maquiagem e tatuagens. Lá era interessante ver artistas conhecidos batendo papo e tomando uma cerveja despreocupadamente, como Dan Lilker, Andreas Kisser, Luiz Mariutti, Edu Ardanuy e tantos outros. Por falar em Ardanuy, por acidente (óbvio) o guitarrista da Sinistra deu um banho completo de cerveja neste que vos fala… Faz parte.

    Enfim, há um ponto que é bom deixar bem claro: o Summer Breeze Brasil, em meio a tantos festivais que se pretendem de rock sem o ser, é mais que um festival de rock, é um festival de heavy metal! E já se tornou o maior do gênero na América Latina.

    Experiências

    Como já dissemos, o Summer Breeze ofereceu bem mais do que a música – apesar de ela ser a protagonista de tudo. Dentre os vários espaços disponibilizados, a Horror Expo e a Feira Geek estavam entre os mais concorridos. As duas feiras já haviam feito parte da edição de 2023 e Victor Hugo Piiroja, CEO dos espaços e também vocalista da banda Alchemia, que se apresentou na sexta-feira, comentava que “o ideal é estar sempre renovando as experiências” e citou como novidade a parceria com a Escape Time, empresa desenvolvedora dos chamados jogos de fuga. Na Horror Expo havia um bem interessante: o jogador entrava em um caixão e só saía de lá quando conseguisse decifrar um enigma. Também havia vários cosplays circulando pelo local, como Jason (do filme “Sexta-Feira 13”), Alien (“O Oitavo Passageiro”) e Freddie Krueger (“A Hora do Pesadelo”). Na área Geek havia uma vila medieval e exibições de luta de espadas. “A ideia foi trazer atividades diferentes porque isso engrandece o festival como um todo”, concluiu Piiroja.

    Por dentro da Horror Expo (Foto: Rapha Garcia/Divulgação)

    Nas semanas que antecederam o festival, o canal do Summer Breeze no YouTube apresentou várias entrevistas conduzidas pelo músico, radialista e humorista Bruno Sutter – que se apresentou com sua banda Massacration na sexta-feira. Dentre os muitos entrevistados, estava Felipe Postigo, head da Sportsbet.io, empresa de apostas virtuais que se tornou patrocinadora do festival. Como fã de heavy metal, Postigo esteve na edição 2023 e disse ter ficado “impressionado com a organização. Logo pensei: ‘Minha marca tem que estar junto de um projeto como este, extremamente competente e feito por pessoas de muito talento’”, disse ele. A empresa manteve um estande na área dos palcos principais e lançou uma promoção para levar três pessoas com acompanhante para o Summer Breeze que acontece na Alemanha em agosto próximo.

    Quem também estreou na organização nesta edição foi Marcio Sinzato, proprietário da tradicionalíssima loja de camisetas Consulado do Rock.

    Hora das compras

    Parte da área do Auditório Simón Bolívar foi usado para a instalação de estandes para comercialização de produtos, claro, voltados ao rock. A ROADIE CREW manteve um estande no local com CDs e edições da revista. Eliton Tomasi, que cuidava do espaço, comentou que recebeu “muita gente de fora de São Paulo querendo completar suas coleções da revista.” Os CDs das bandas que se apresentaram também tiveram grande procura, já que havia sessões de autógrafos com vários dos artistas que se apresentaram.

    Foto: Thiago Henrique

    Rolf Amaro, da Overload, também montou seu estande no local e colocou à venda livros, CDs e camisetas. “Pensei que eu venderia muito mais camisetas, mas as vendas estão bem equilibradas entre os três produtos”, afirmou. Também estavam nesse espaço a Voice Music, de Silvio Golfetti (ex-guitarrista do Korzus), a Classic Metal e vários outros expositores.

    Ainda no mesmo local estava instalada a Summer Expo Tattoo, espaço que reuniu 18 estúdios de tatuagem e piercing, com curadoria de Rodrigo Dias, do estúdio Venice Ink Tattoo, que comemorava o bom movimento verificado no lugar.

    Lá fora

    Ao lado do auditório, havia o espaço para a Signing Sessions, que reuniu nomes como Gene Simmons, Sebastian Bach, Within Temptation, Edu Falaschi, Gamma Ray, Ratos de Porão, Exodus, Nervosa, Lacuna Coil e diversas outras atrações do festival autografando discos, camisetas e vários outros artigos para os fãs.

    Na mesma área, havia o Espaço Kids, local em que os pais podiam deixar suas crianças por algum tempo enquanto curtiam algum dos shows. No local estavam instalados vários brinquedos infláveis e piso especial, além de instrumentos musicais cedidos pela escola School of Rock – tudo com total acompanhamento de monitores especializados. Segundo a monitora Leila Trinidad, o local atendeu a cerca de trinta crianças por dia.

    Foto: Rapha Garcia/Divulgação

    Em frente ao Espaço Kids havia o único lugar que ninguém que compareceu ao Summer Breeze Brasil queria frequentar: o posto médico. Que estava praticamente deserto quando lá estivemos para fazer esta matéria. O enfermeiro Claudio Lopes nos atendeu com toda calma do mundo, já que, segundo ele, a movimentação estava “bem tranquila. Praticamente tivemos apenas casos de cefaleia (dor de cabeça) causados pelo sol e pela cerveja.” É bom lembrar que o Summer Breeze aconteceu numa época em que a região onde se situa a cidade de São Paulo sofreu com uma forte onda de calor.

    Caminhando pela grande área em que se dividiam todas essas atrações, um exercício interessante era observar os headbangers ostentando camisas de times de futebol, o que dava para avaliar a abrangência do festival em termos geográficos. Assim, foram vistas camisas de Fluminense, Bahia, Sport, Atlético Mineiro, Fortaleza e vários outros times das mais diversas regiões do Brasil.

    Para beber e comer

    Em termos de comida e bebida, poucos eventos similares tiveram tanta diversidade. Havia vários tipos de cerveja e estandes da Jack Daniel’s, além de água, refrigerantes e energéticos para quem não fosse do álcool. A alimentação era mais variada ainda. Além dos tradicionalíssimos hambúrgueres, havia à disposição do público tacos, empanadas, baked potato, sanduíches alemães, pizza, opções veganas e muito mais.

    Jack Daniels com Coca-Cola para aplacar o calor (Foto: Diego Padilha/Divulgação)

    Uma reclamação que surgiu na edição de 2023 foi em relação aos banheiros. Naquele ano, foram disponibilizados banheiros químicos, sendo que alguns deles foram interditados, mas abertos à força, o que gerou grande vazamento perto da área do palco Sun. Em 2024 os terríveis banheiros químicos foram abolidos e substituídos por locais com vasos e pias de louça e sabonete e toalhas de papel sempre disponíveis. Detalhe importantíssimo: sempre havia alguém a postos para limpar esses locais. Aliás, a limpeza foi uma tônica dos três dias. Havia cestos de lixo em profusão por todo o lugar, mas se algum preguiçoso preferisse jogar seu copo plástico no chão logo aparecia um funcionário munido de vassoura e saco de lixo para recolher os dejetos da criatura. Em mais de cinquenta anos frequentando shows de rock, posso confessar que foi algo que jamais havia visto.

    A acessibilidade para os PCDs também recebeu críticas no ano passado e, de posse desse feedback, a organização resolveu a questão, inclusive instalando áreas próprias e com boa visibilidade para esse público.

    Outro aspecto que felizmente já vem mudando em se tratando de shows por aqui e o Summer Breeze não ficou atrás é o quesito pontualidade. Naturalmente, a coisa fica muito mais complicada em se tratando de um festival, situação em que há várias bandas se revezando por todos os palcos, mas não foi registrado nenhum atraso significativo.

    Mais baixo

    Uma situação que chegou até a figurar na imprensa no ano passado foi em relação ao volume do som, que teria gerado reclamações da vizinhança do Memorial da América Latina. De acordo com Claudio Vicentin, produtor do festival, nesta edição “não tivemos aqueles decibéis absurdos do ano passado, tanto que não houve reclamação da vizinhança, veja que coisa legal!” De acordo com ele, “nós trabalhamos muito nos PAs, trouxemos a d&b Audiotechnik da Alemanha para dar um suporte e trabalhamos com a Audio Bizz, que é uma das maiores empresas do ramo daqui do Brasil. Por isso tivemos essa super qualidade no som que saía dos PAs.”

    Foto: Wellington Penilha/Divulgação

    Claudio também fez uma comparação entre as duas edições do Summer Breeze Brasil: “A primeira edição foi o pontapé inicial. Testamos o mercado e sentimos como os fãs de metal reagiram. Depois, pegamos o feedback da primeira edição e melhoramos o que o público pediu, como os banheiros.” De acordo com ele, encerrada a segunda edição “vamos receber vários feedbacks novamente para melhorar ainda mais na terceira edição.” E completa: “O foco é sempre no fã, que vai lá, paga seu ingresso e faz tudo acontecer. Sem fã não tem festival, não tem banda, não tem nada. O foco é sempre no fã de heavy metal para oferecer sempre o melhor pra ele.”

    Consolidando

    Mesmo com o sucesso da mais recente edição, ele não vê o festival como consolidado: “Ainda está em processo de consolidação”, afirma. “Houve só duas edições e a gente sabe que festival no Brasil não é fácil, exige todo um processo de crescimento do nome e um trabalho que tem que ser feito de edição para edição, sempre melhorando.” E conclui: “Ele está em busca de uma consolidação, mas a segunda edição foi mais um passo para tornar o festival consolidado em breve.”

    A próxima edição do Summer Breeze Brasil já foi anunciada e vai ter dois dias, em 3 e 4 de maio de 2025, sendo que na sexta-feira, dia 2, acontecerá um warm-up (aquecimento). Claudio explica: “O warm-up provavelmente vai contar com quatro a cinco bandas, começando mais tarde, às 16h ou 17h, indo até as 22h. E sábado e domingo o festival acontece o dia todo. Vai ser um aquecimento para os outros dois dias e vai usar toda a estrutura do festival.” Ele diz ainda que não haverá mudanças no formato geral do evento e que “já temos de cinco a seis bandas fechadas, mas ainda não podemos divulgar os nomes.”

    Foto: Divulgação

  • MANTAS (VENOM INC., ex-VENOM) sofre segundo ataque cardíaco

    MANTAS (VENOM INC., ex-VENOM) sofre segundo ataque cardíaco

    Jeffrey Dunn, mais conhecido como Mantas, guitarrista original do Venom e atual Venom Inc., teve um ataque cardíaco no último dia 17 de abril. Foi o segundo sofrido por Dunn, de 63 anos, que em 2018, quando do primeiro ocorrido, foi submetido a uma cirurgia de ponte de safena. A informação do recente segundo infarto foi revelada por ele mesmo, na última sexta-feira (03), através de suas redes sociais, direto do hospital.

    Explicou Dunn, que atualmente reside em Portugal:

    “Na manhã de quarta-feira, 17 de abril, completamente do nada, sofri outro ataque cardíaco. Duas ambulâncias compareceram à minha casa e, uma vez que eles estavam satisfeitos de que eu estava estável, fui levado para a UCIC de Abrantes (Cuidados Intensivos Cardíacos). Eu fiz inúmeros exames de sangue, raio-X e ecocardiograma, e foi decidido que eu deveria ser levado para Lisboa para um angiograma assim que um slot estivesse disponível para determinar a causa e possíveis danos adicionais. O resultado do angiograma revelou que minha ponte de safena estava funcionando bem, no entanto, duas outras válvulas estavam comprometidas e se aproximando de uma falha completa, e a decisão foi tomada imediatamente de introduzir dois stents, (que foi) o que eles fizeram naquele momento. Todo o procedimento foi feito através do meu pulso esquerdo sob anestesia local.

    Quero aproveitar esta oportunidade para agradecer aos médicos cardiologistas e à equipe de enfermagem de Abrantes e Lisboa por sua excelente atenção e cuidado.

    Agora estou me recuperando em casa. Devo informar a todos vocês que, por um futuro previsível, não estarei tocando ao vivo com o VENOM INC. em nenhum evento imediato. Claro que continuarei fazendo música, é minha terapia, e provavelmente irei incomodá-los a todos com ela em um futuro não muito distante.

    Novamente, cada um de vocês tem minha gratidão eterna. Muito amor e respeito, Jeff”.

    Problemas graves de saúde têm sido uma constante na vida de Jeffrey Dunn. Em 2023 ele também se ausentou da turnê americana do Venom Inc. devido ao fato de sua esposa ter sido diagnosticada com câncer. Na ocasião, ele foi substituído por Mike Hickey (VenomCarcassCathedralCronos).

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  • Roadie Crew – Online Festival: Edição 50 (Maio de 2024)

    Roadie Crew – Online Festival: Edição 50 (Maio de 2024)

    Mais uma edição especial do “Roadie Crew – Online Festival”, headbangers!

    Chegamos a marca de 50 edições do programa!

    O “Roadie Crew – Online Festival” especial #50 estreia às 19h30 no canal da Roadie Crew no Youtube na próxima sexta-feira, dia 10 de Maio, e teremos a participação das bandas Marenna, Sacrifix, Loss, Electric Gypsy, Aske, Amazing, Darkship, Innocence Lost, Symphony Towers, Tellus Terror, Auro Control, Stone Wizard, Opus Profanus, Parasite Ego, Stout Inc. e Betty 57.

    Já se inscreve e ativa as notificações, se ainda não é inscrito.

    youtube.com/roadiecrewmagtv

    Curta também no Spotify a playlist “Viva O Metal” com 50 entre as melhores bandas que têm passado pelo festival:  https://diverge.lnk.to/VivaOMetal

    Até sexta que vem, headbangers.

    Viva o Metal do Brasil!

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  • Como já era esperado, ELOY CASAGRANDE é oficialmente o novo baterista do SLIPKNOT

    Como já era esperado, ELOY CASAGRANDE é oficialmente o novo baterista do SLIPKNOT

    Não é segredo para ninguém, porém o que é oficializado tem que ser noticiado. Os indícios foram confirmados e Eloy Casagrande, ex-Sepultura, é sim o novo baterista do Slipknot. O brasileiro assume a vaga que antes pertencia a Jay Weinberg e que originalmente tinha como dono o saudoso Joey Jordison.

    Em uma publicação nas redes sociais mostrando a homenagem da banda aos primeiros dias após a apresentação no Sick World, o Slipknot confirmou oficialmente que Eloy Casagrande é seu novo baterista.

    Embora a própria postagem nas redes sociais diga apenas “2024 1999“, Casagrande está marcado na postagem junto com os outros integrantes da banda.

    Casagrande se juntou ao Slipknot em fevereiro, substituindo o ex-baterista Jay Weinberg após a demissão surpresa do mesmo em novembro de 2023. Por sua vez, Casagrande também pegou a todos de surpresa e deixou o Sepultura pouco antes dos ensaios para a turnê de despedida da banda brasileira que completa 40 anos. Isso levou os fãs a montarem as linhas do tempo e pistas para descobrir que Casagrande era o novo baterista antes de seu primeiro show com o Slipknot. No momento, a identidade do tecladista do Slipknot após a saída de Craig Jones permanece desconhecida.

    A nova formação do Slipknot constitui de:

    Corey Taylor – vocal

    Jim Root – guitarra

    Mick Thompson – guitarra

    Alessandro Venturella – baixo

    Shawn Crahan – percussão

    Michael Pfaff – percussão e vocal de apoio

    Sid Wilson – DJ

    Eloy Casagrande – bateria

    “?” – teclado

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  • CAVALERA anuncia regravação do clássico álbum ‘Schizophrenia’; confira o clipe ao vivo de ‘Escape to the Void’

    CAVALERA anuncia regravação do clássico álbum ‘Schizophrenia’; confira o clipe ao vivo de ‘Escape to the Void’

    CAVALERA se tornou sinônimo de música metal extrema, um nome que até hoje ainda mantém o mais alto respeito, um legado familiar construído ao longo de décadas de agressão musical. Em 2023, Max e Iggor Cavalera alcançaram o que alguns diriam ser uma façanha impossível; eles revisitaram seus primeiros lançamentos, Morbid Visions e Bestial Devastation, e os regravaram com uma intensidade de quebrar ossos. Um risco que poucos se atreveriam a tentar, mas eles alcançaram seu objetivo de maneira artística e prolificamente através de seu som cru característico por meios que só poderiam ser descritos como magia ou viagem no tempo.

    Parece que a imensa pedra não vai parar de rolar tão cedo pois agora eles estão entrando no capítulo final de sua trilogia dos primeiros dias. Schizophrenia é um álbum icônico em termos de thrash e death metal iniciais, um nome familiar para aqueles, como nós, estamos envolvidos no metal extremo. Este foi o ponto em que os Cavalera refinaram suas músicas sombrias, sujas e influenciadas pela velocidade, em algo um pouco mais maduro, desenvolvido e técnico. Décadas depois, eles mais uma vez destrancaram o asilo que é Schizophrenia, abrindo as portas para aquela gravação banida e distorcida que será lançada para o mundo em 21 de junho pela Nuclear Blast Records.

    O primeiro gostinho do relançamento vem na forma do videoclipe ao vivo do single ‘Escape To The Void’. Os fãs poderão desfrutar das imagens filmadas por Costin Chioreanu e Olivia Chioreanu da arrepiante apresentação da banda no 013 Venue em Tilburg, Holanda, em 2023.

    Max Cavalera afirma: “A Trilogia do Terceiro Mundo está finalmente completa com SchizophreniaBestial Devastation e Morbid Visions, as três jóias do underground brasileiro! Para mim, Schizophrenia é a experiência definitiva de death/thrash! Fui inspirado a enfrentar o mundo e esta gravação mostra que meu compromisso é implacável! Esta é para todas as gerações desfrutarem! Toque no volume máximo!”

    Iggor Cavalera comenta: “1987 foi um ano muito progressivo para o metal, com lançamentos como Into The Pandemonium do CELTIC FROSTKilling Technology do VOIVOD e Under The Sign Of The Black Mark do BATHORY, então não foi surpresa a forma como abordamos Schizophrenia, empurrando nossos limites de um som black/death metal para uma estética mais thrash metal. Ainda tínhamos algumas ideias de Morbid Visions e algumas músicas novas. Estou muito orgulhoso da composição e ainda mais orgulhoso de nossas regravações.”

    Ouça o novo single ‘Escape To The Void’ em todas as plataformas agora em: https://cavalera.bfan.link/escape-to-the-void

    Pré-venda/pré-salve Schizophrenia: https://cavalera.bfan.link/schizophrenia

    Assista ao videoclipe ao vivo editado e dirigido por Costin Chioreanu para ‘Escape To The Void’, aqui:

    Famosos pelas suas colaborações com outros músicos, os irmãos Cavalera recrutaram Travis Stone (PIG DESTROYER) nas guitarras principais, e essa escolha se torna óbvia dentro da primeira música. A formação completa consistiria em mais ex-alunos da família Cavalera, já que Igor Amadeus Cavalera (GO AHEAD AND DIE, HEALING MAGIC) mais uma vez trouxe seus talentos no baixo para a banda. Trovejando e vibrando o baixo com força bruta, fica claro que a combinação dupla de Iggor e Igor é uma seção rítmica a ser reconhecida.

    Não deve ser surpresa que os irmãos CAVALERA sempre sentiram que essas músicas mereciam uma nova abordagem com produção moderna. Entre 15 de abril e 5 de junho de 2023, a banda regravou o álbum no Focusrite Room em Mesa, Arizona. A mixagem e a masterização foram feitas por Arthur Rizk (SOULFLY, GO AHEAD AND DIE, TURNSTILE).

    A capa do álbum Schizophrenia tem obcecado e fascinado os fãs por décadas. Os irmãos não deixaram pedra sobre pedra e nenhum detalhe despercebido, também recriada a arte da capa original do álbum foi restaurada em aquarela e pintada à mão pelo talentoso artista alemão Eliran Kantor.

    CAVALERA – Schizophrenia Data Lançamento: 21 de junho, 2024

    01. Intro – Re-Recorded 02. From the Past Comes the Storms – Re-Recorded 03. To the Wall – Re-Recorded 04. Escape to the Void – Re-Recorded 05. Inquisition Symphony – Re-Recorded 06. Screams Behind the Shadows – Re-Recorded 07. Septic Schizo – Re-Recorded 08. The Abyss – Re-Recorded 09. R.I.P. (Rest in Pain) – Re-Recorded 10. Nightmares of Delirium – Inédita, nunca lançada

    Com o impressionante catálogo que os irmãos CAVALERA criaram ao longo dos anos, você logo verá que Schizophrenia também estará entre suas maiores conquistas. Max e Iggor entregaram um álbum que por muitos anos ficou trancado atrás de portas enferrujadas de celas de ferro, barrado por camisas de força e assombrado pela loucura. Lá do passado surgem novamente as tempestades, pois Schizophrenia é solto no mundo mais uma vez!

    CAVALERA é: Max Cavalera | Vocais, Guitarra Iggor Cavalera | Bateria, Percussão Igor Amadeus Cavalera | Baixo Travis Stone | Guitarra Principal

    CAVALERA online:

    Website
    Facebook
    https://www.instagram.com/cavaleraconspiracy/
    Twitter
    TikTok
    Foto: Kevin Estrada

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  • Summer Breeze Brasil confirma edição 2025 e anuncia venda de Blind Tickets

    Summer Breeze Brasil confirma edição 2025 e anuncia venda de Blind Tickets

    A segunda edição brasileira do tradicional festival alemão, Summer Breeze, aconteceu no último final de semana de abril, entre os dias 26 e 28 de abril, no Memorial da América Latina (São Paulo). O festival contou com a apresentação de grandes nomes do rock mundial como Mr. Big, Gene Simmons Band, Lacuna Coil, Hammerfall, Epica, Within Temptation, Anthrax, Mercyful Fate, Killswitch Engage e entre muitos outros. Foram dias de muita alegria – o público sorriu, chorou de emoção, assistiu aos shows dos seus artistas favoritos e viveu momentos inesquecíveis.

    Além das atrações musicais, o festival contou também com diversas experiências e ativações que tiveram grande aceitação do público. Entre elas, feira geek, Summer Expo Tattoo, Horror Expo, venda de vinis, espaço kids com monitoria, áreas de descanso, entre outras.

    Com uma recepção calorosa do público, a organização do festival Summer Breeze Open Air Brasil confirma sua terceira edição com dois dias para 2025. O festival ocorrerá nos dias 3 e 4 de maio de 2025, e desta vez terá um Warm-Up no dia 2 de maio, ambos no Memorial da América Latina. O Warm-Up, popularmente conhecido como esquenta, será um evento com ingressos limitados que acontecerá antes do início das atividades oficiais do festival.

    A venda dos Blind Tickets (ingressos “às escuras”) estará disponível com desconto e vantagens a partir das 15h desta terça-feira (30), por tempo limitado através do site Clube do Ingresso.

    Os Blind Tickets contemplam o ingresso de pista intitulado Summer Card válido para os dois dias de festival, acesso preferencial ao Warm-Up que acontecerá dia 2 de maio no mesmo local do festival e 1 merch voucher no valor de R$100,00 (que poderá ser utilizado nas lojas oficiais da Consulado do Rock durante o festival).

    O valor único de R$1.200,00 pelo combo, isenta o consumidor da taxa de conveniência, possui parcelamento em até 6x sem juros e garante ao fã o acesso preferencial ao evento por meio de fila exclusiva.

    Entre na fila virtual para garantir seus BLIND TICKETS com benefícios exclusivos: 

    https://www.clubedoingresso.com/summerbreeze2025

    Outras informações: https://summerbreezebrasil.com/
    Foto: EQUIPE MHERMES ARTS @DiegoPadilha

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  • Com exclusividade, WHILE SHE SLEEPS fala de sua expectativa para o Summer Breeze Brasil

    Com exclusividade, WHILE SHE SLEEPS fala de sua expectativa para o Summer Breeze Brasil

    Um dos representantes do metalcore britânico, o While She Sleeps está na ativa desde 2006. De lá para cá, o grupo de Sheffield, Inglaterra, lançou seis álbuns de estúdio, sendo o mais recente, Self Hell, lançado agora no final de março. Conhecido por suas performances energéticas ao vivo e por sua dedicação aos fãs, o que lhe garantiu uma boa base de seguidores leais ao redor do globo, o While She Sleeps está de volta ao Brasil, dois anos após sua estreia em solo tupiniquim, desta vez sendo uma das atrações do Summer Breeze Brasil. A banda tocará no terceiro dia do festival, domingo (28), e com exclusividade à ROADIE CREW, comentou em entrevista na nova edição da revista, #279, sobre sua expectativa para esse reencontro com o público brasileiro.

    “Estar num dia com tantas bandas com som diferente do nosso faz com que sejamos um sabor diferente”, analisou o vocalista Lawrence “Loz” Taylor“Se o lineup tivesse Bring Me the HorizonArchitectsEnter Shikari, ainda que cada uma delas tenha um som distinto, ficaríamos meio perdidos, porque todos nós meio que vivemos no mesmo universo. Então, é perfeito que sejamos a única banda de metalcore no dia. Talvez pudéssemos tocar um pouco mais tarde, mas às vezes eventos assim precisam de uma banda com muita vitalidade e energia para começar a festa, e nós somos muito bons nisso! Faremos um show arrasador para depois curtir o resto do dia (risos). Mas posso esperar!”.

    Você pode conferir a entrevista completa do While She Sleeps na nova edição da ROADIE CREW. Para adquirir a edição #279 ou para fazer a sua assinatura, acesse https://roadie-crew.lojaintegrada.com.br/ ou entre em contato pelo telefone (11) 96380-2917 (whatsapp).

    WHILE SHE SLEEPS NO SUMMER BREEZE BRASIL

    While She Sleeps se apresenta no Summer Breeze Brasil no próximo domingo (28). O festival acontece entre os dias 26 a 28 de abril, no Memorial da América Latina, em São Paulo (SP).

    Os ingressos estão disponíveis de forma online, através do Clube do Ingresso.

    Mais informações em: www.clubedoingresso.com/evento/summerbreeze2024 Mais sobre o festival: https://linktr.ee/summerbreezebrasil Outras informações em: www.summerbreezebrasil.com Siga @summerbreeze.brasil  Siga o canal “Roadie Crew” no WhatsApp: https://whatsapp.com/channel/0029VaDAMivHQbSBJR6hmy45