A banda Behatredassinou com a gravadora Guttural Brutality Productions, para o lançamento do seu debut álbum, previsto para o primeiro trimestre de 2019.
A banda executa um Brutal Death Metal diretamente de Belém do Pará, na veia de Deeds of Flesh, Inveracity & Severed Savior.
Em breve sairá um single para mostrar esta nova fase da banda, mais madura, brutal e técnica, fiquem ligados!
Formação atual:
Ramon Andreas – VocalsAndré Vieira – GuitarsLucas Matos – GuitarsPedro Hoffmann – BassJhoni Rodrigues – Drums
Como escrito na review do Volume 2, esses dois novos volumes são realmente ótimos guias para todos que querem conhecer as ótimas bandas que a Bahia tem, e de diversos estilos.
Este volume 3 realmente se completa com o volume anterior pela extrema qualidade das bandas participantes, bandas as quais tem toda nossa admiração, pois sabemos das grandes dificuldades que as mesmas passam por estar em um estado onde o monopólio musical é vergonhosamente aceito.
Acredito que por esta situação e pela não conformidade das mentes verdadeiramente pensantes, as bandas realmente levam a sério o que fazem, sangue nos olhos mesmo. E é realmente incrível como a cena nesta terra é de fato fortíssima e proliferando bandas por todo o estado, que diga-se de passagem, bandas de um profissionalismo ímpar.
Não somente a Bahia, mas todo o Nordeste pode se sentir maravilhosamente bem representado, me dá muito orgulho em saber que o metal está realmente vivo e sendo levado a sério e mais orgulho ainda é notar através destas compilações que independentemente dos distintos estilos, estão todos unidos por uma só causa. Parabéns por mostrar a todo Brasil e pro mundo que podemos ser muito mais fortes juntos, vocês são o exemplo verdadeiro disso. Hail!
A Black Order Productions deu seu magnifico exemplo que espero muito que seja seguido por todo país.
Trago para vocês neste review o Volume 3 que mais uma vez me arrebatou e me fez viajar entre as bandas renomadas e novas promessas que farão a cena brasileira estremecer muito em breve.
BEHAVIOR – Ancient Cult Of The Obscene: Ótima banda que está na ativa desde 2008 e que já tem em sua bagagem dois trabalhos lançados e um split. Um grande representante da cena extrema da Bahia. Seu death metal permeia entre o brutal e o old school com riffs muito bem executados, uma faixa que foi muito bem escolhida para abrir esta terceira parte. Essa música também faz parte no ótimo CD Morbid Obsession.
DREARYLANDS – Redemption: Quando o assunto na Bahia é metal, saiba que por lá não tem firulas. Essa banda é prova disso pois faz um heavy/power metal pesado e com melodias muito cativantes, entre seus membros existem pessoas muito importantes no cenário local e que fizeram parte de minha formação como headbanger. Estou falando do ótimo baterista Louis que fez parte de diversas bandas e que está na banda desde os tempos do Shadows e especialmente o Leo “Lion” Leão que além de ser um vocalista talentosíssimo é um verdadeiro guerreiro na luta pela disseminação do metal baiano por todo estado e por todo Brasil, e também vale mencionar que o Leo é um radialista muito respeitado e que me apresentou muitas bandas novas em seu programa. Sim, eu era seu ouvinte assíduo de todas as semanas.
THE CROSS – Unto The Deep: Essa é a primeira banda de doom metal de toda a América do Sul, são percussores do estilo em nosso continente e que a sua volta às atividades deixou uma legião de fãs por todo mundo muito felizes. E nessa volta a banda veio com muito mais vontade e peso, pois seu doom metal é de fato único. Essa banda com certeza não poderia estar de fora dessa compilação, pois além de sua ótima música eles são grandes representantes e exemplo que de perseverança em nosso país. A faixa escolhida para acrescentar nesta coletânea é uma música inédita que fará parte de seu próximo EP Still Falling.
VEULIAH – The Edge: Essa é uma banda que faz death metal numa linha mais melódica, um trabalho excepcional feito pelos seus virtuosos integrantes. Essa banda com certeza bebeu da fonte dos antigos álbuns do Malefactor, notamos uma forte influência das linhas de vocais do Lord Vlad nesta música. E não é pra menos, essa banda conta em seu line-up com um ex-Malefactor, o Luciano Veiga nos seus competentíssimos teclados. Essa música faz parte do seu último álbum lançado em 2013 Chaotic Genesis.
PAPA NECROSE – Wake Up To Hell: Brutalidade degenerada, uma banda que faz um death metal cheio de riffs muito energéticos e que segue uma linha mais old school. Ouvindo essa banda tenho a sensação de estar ouvindo as clássicas bandas do passado dentro do estilo. Entre seus ótimos integrantes temos aqui o já comentado no volume 2 Marcio Jordanne e o virtuoso guitarrista Carlos Silva, que também é um luthier muito requisitado e também faz parte do line-up do grande Eternal Sacrifice sob o pseudo Charles Lucxor Persponne.
MORTIFERA – Hell Is Here: Agora é a vez da brutalidade extrema do sul do estado da Bahia, precisamente da cidade de Ilhéus. Essa banda apresenta um death metal empolgante e com uma qualidade muito boa, fiquei surpreso e impressionado ao ouvir essa faixa. No início até pensei que se tratava de um cover, já que o Headhunter D.C. tem uma música com mesmo nome. Espero muito conhecer mais desta banda muito em breve, sua participação nesta compilação foi absurdamente boa.
SECOND FACE – Religion Infanticide: Essa é uma banda antiga na Bahia, esses insanos de Itabuna fazem um grindcore muito bom, com seus riffs que nos remetem a grandes nomes do estilo como Napalm Death e até mesmo Defecation. Vocais e um instrumental bem encaixados que fazem desta participação uma grande contribuição e nos deixou com aquela sensação de querer ouvir mais dessa banda.
GODSLAYER – Viking Metal: Outra surpresa desta compilação, banda que com certeza é muito influenciada por Amon Amarth e Mithotyn, a música é muito bem construída e cheia de passagens que realmente nos remetem a era dos guerreiros que empunham suas espadas pela defesa da honra. Uma ótima participação aqui.
HUMAN – Evolution At Any Cost: Heavy metal glorioso, melodias maravilhosas e uma essência puramente oitentista. A música começa com um clima melancólico e lindo que se mescla a um pesado instrumental feito por membros que amam o que fazem. Ouvindo essa música viajei entre muitos clássicos imortais como Dio, Omen, Candlemass e a velha fase do Grave Digger. Nem preciso escrever aqui a minha felicidade ao ouvir esta participação, e essa música faz parte do seu ótimo álbum lançado em 2016 Sad Modern World.
BLESSED IN FIRE – The Rising: Liderada pelo renomado Sidiney “Grim” Falcão, músico e produtor musical muito competente, essa banda faz um estilo bem diferenciado chamado mystic metal, mas se você acha que pela nomenclatura se trata de algo como black metal e estilos parecidos, saiba que não. A banda nessa música viaja entre a melodia do heavy metal e o peso agressivo do power metal, e também com partes que a banda usa blastbeats de forma impressionante que surpreendentemente se encaixam perfeitamente na sua proposta musical. Posso dizer que é uma banda pioneira na composição e execução de seu estilo. Realmente único.
METALWAR – Follow The Sun: E pra fechar este volume 3 foi escolhido o ótimo power metal tradicional vindo de Feira de Santana, Metalwar, que executa com extremo profissionalismo seu estilo muito pesado. Em sua rede social a banda declara “No keyboards, No Balads”, então já deu pra sentir que a agressividade aqui é real. Com solos muito bem feitos e uma sonoridade que horas versam com o thrash metal, essa foi uma ótima escolha pra finalizar este volume 3.
Considerações finais:
Esta compilação assim como volume 2 nos mostraram como a Bahia é uma usina em plena produção de músicas pesadas e feitas com verdadeiro sentimento underground. Ouvimos aqui vários estilos dentro do metal que hora nos impressionou, hora nos arrebatou e nos emocionou. Grandes nomes junto às novas promessas que honestamente nos deixou muito felizes. Esperamos muito que o volume 4 venha nos apresentar mais bandas deste estado do nosso grande país que fazem suas músicas com raça, talento e muita determinação.
Parabéns para todas as bandas participantes, nossas sinceras congratulações a todo estado da Bahia. Estejam sempre firmes e fortes.
Fidelidade ao que acredita, esse é tradução mais adequada quando proferimos o nome Crucificator. Uma banda que ainda preserva a essência do verdadeiro underground nos dias de hoje. Convidamos o fundador e guitarrista Hategun para uma conversa para falarmos dos 31 anos de luta e resistência. E em nossa conversa o mesmo nos revelou que a banda já está trabalhando em um novo lançamento que ainda está sem título e que será lançado em breve pela gravadora Voz Da Morte.
Hategun, Foto por: Divulgação
O obscuro Crucificator foi formado em 1987 por você. Como surgiu a ideia de montar essa máquina de guerra?
Hategun – Bem, acredito que a idéia de uma banda naquela época fluiu naturalmente, pois eram outros tempos, não existia os acessos e facilidades de hoje. Montar uma banda naquele tempo era por verdadeira paixão ao metal, ainda mais se tratando de suburbanos e, um Estado como a Bahia.
Seu primeiro registro veio em 1991 quando foi lançado a demo “The Evilness” onde a banda contava com você gravando a guitarra, baixo e voz. Houve na época alguma dificuldade para encontrar membros adequados à ideologia da banda? Como foi a receptividade por parte do público a este primeiro registro divulgado?
Hategun – Dificuldade em encontrar componentes para o CRUCIFICATOR parece ser cultural, temos princípios de lealdade bastante firmes, logo não nos consideramos uma simples banda, mas sim uma família onde o convívio não se limita a simplesmente som. Acredito que o compromisso e seriedade assusta as pessoas que preferem se ater a folclore, que a realidade. A receptividade do publico ao nosso primeiro registro na época acredito q tenha sido boa, até porque não era uma coisa que nos importasse, acredito que o importante era alcançar o publico correto.
1991 – The Evilness “Demo”
Dois anos após o primeiro material lançado vocês atacam novamente e lançam a demo “Diabolism”. Houve uma boa divulgação deste material na época? Quais foram as maiores dificuldades encontradas na época para que essa demo fosse materializada?
Hategun – Como havia citado, a nossa preocupação na época era mais a quem divulgar o som, mas acredito que alcançamos o publico desejado. Eram tempos difíceis, éramos jovens e fazendo uma coisa nova aos olhos da sociedade em que vivíamos. As nossas dificuldades eram diversas, aceitação de estúdios para ensaiar, equipamentos, grana, e tantas outras na época…
Confesso que conheci de fato o Crucificator em 1993 com a Reh tape “Eyes Of Pandemonium” que apesar de ser a gravação de um ensaio de forma rudimentar, teve uma grande aceitação por parte de todos que inclusive ostentavam uma belíssima camiseta com a capa dessa tape estampada. Partiu de você a ideia de gravar este ensaio e divulgar?
Hategun – Eu era bastante resistente a essa ideia de gravação na época, acredito que a partir do momento que você comercializa e populariza, você não mais pertence ao underground e isto é fato. Na época então entramos em um consenso de gravar um ensaio a fins de registro, só que a gravação vazou, e apesar de bastante rudimentar houve uma boa aceitação do pessoal mais próximo. A camisa já existia antes dessa gravação, alias foi o que deu o titulo à fita.
1992 – Diabolism “Demo”
Como falei acima “Eyes Of Pandemonium” é um tape que foi muito aceito e muito divulgado. Você considera este trabalho como o material que difundiu completamente o nome do Crucificator na cena extrema no Brasil?
Hategun – Com certeza não! A cena underground era pequena na época em que começamos, nos contatávamos com o mundo todo por cartas (saudades do meu mundo…), existia uma verdadeira rede de comunicação no metal através desse recurso, logo o nosso nome foi inserido na cena nacional. Aquilo era mágico, era o underground puro, uma sensação foda de ter amigos que você nem sabia como era, mas estava contigo no front. Essa geração web nunca saberá o que é underground infelizmente…
Foi a partir deste material que o Crucificator teve a inserção de outros membros em seu line-up? Quem eram eles e qual foi o ganho musical e ideológico que estes membros trouxeram à banda?
Hategun – Caralhoooo… Se for enumerar cada membro que já passou por aqui, se assimilaria a uma lista telefônica!!!kkkkkk brincadeira! Na verdade os ex-“MEMBROS” foram poucos mas acrescentaram muito não só musicalmente, como em lições de irmandade, lealdade e coragem. Costumamos dizer que uma vez CRUCIFICATOR, você será CRUCIFICATOR por toda a vida. Vou citar alguns pilares em nossa jornada: Eden hangman (baixo), Diabolical Butcher (bateria), Agnostic (baixo), Leonardo Ballerith (guitarra) e Junior Lost Soul (baixo), esses são os verdadeiros imortais em nossa história. Agora tiveram participantes que também nada acrescentaram, por não se adequarem às nossas regras, à NOSSA LEI.
1993 – Eyes Of Pandemonium “Reh Demo”
Entre 1994 e 2004 a banda passou por longo hiato sem gravar, quais foram os motivos para que ao longo destes longos 10 anos a banda não registrasse mais nenhum trabalho?
Hategun – Na real irmão, além desse lance de gravar ser um saco, eu realmente não curtia essa de divulgação em massa. Após muitas e muitas conversas, fui convencido que os tempos haviam mudado, que independente de qualquer que fosse a condição o que deveríamos manter era a nossa lei. Foi a partir daí que começamos a abrir mais a mente.
Em meados de 1994 integrei ao Mortius e dividimos os palcos por duas vezes, e nessas apresentações sempre notei um lado bem radical adotado como postura da banda. Qual a ideologia adotada pela banda na época? Essa postura ainda mantém vivo até hoje?
Hategun – Sim velho Eden, lembro daquela memorável noite!!! Inclusive após sua saída cheguei a tocar teclados no Mortius Também!!! Mas voltando à pergunta! O que viria a ser radicalismo? Uma maneira diferente de pensar? Nunca acreditamos neste termo dentro do underground, cada um faz a sua lei, a sua verdade, e aquela é a nossa! Sempre acreditei que a nossa música é um reflexo do que somos (sem receita de bolo, claro!), somos firmes em nossas ideias e talvez isso seja encarado como radicalismo por algumas pessoas, mas para nós não, por ser a nossa VERDADE. As décadas se passaram meu irmão, mas não nos esquecemos quem somos e de onde viemos. STAY IN WAR!!
Malignum, Foto por: Divulgação
Quais as principais influencias musicais e líricas do Crucificator hoje em dia?
Hategun – Liricamente nos influenciamos na segunda grande guerra, conflitos militares da antiguidade, grandes lideres e estratégias históricas. Eu, o Malignum e o Hammer somos fascinados pela FEB*, a história daqueles caras, a coragem e honra não tiveram o devido reconhecimento. Quanto à inspiração musical é variada. Não posso negar ícones como Slayer, Possessed, Morbid Angel, Terrorizer, Carcass(old) e Dying Fettus.
Notei que os materiais mais antigos da banda tinham uma veia puramente diabólica e hoje em você estão mais focados em temas como destruição e guerras. É impressão minha ou de fato houve essa mudança na temática da banda?
Hategun – Já versávamos sobre guerras bem no início da banda, lembro-me da primeira música da banda que se chamava “WAR”, porém quando começamos, não existia divisões como hoje, ou seja, TUDO ERA DEATH METAL, e tínhamos realmente um viés diabólico bem explicito, mas optamos pelo lado WAR DEATH. Como disse, a música é um reflexo do que somos, e chegamos à conclusão que o satanismo dentro do metal é só um cristianismo inverso. Deixo claro que respeito a todos, mas tenho minhas ideias quanto a religião dentro do metal.
Eis que depois do hiato que já falamos aqui, em 2005 a banda contra-ataca com a poderosa Demo “No Trono Da Guerra” trazendo aos seus seguidores um Crucificator revigorado e com muita sede de sangue. Conte-nos como foi todo processo de composição deste material… e você acha que esse material é de fato um divisor de águas na carreira da banda?
2005 – No Trono Da Guerra “Demo”
Hategun – A “No Trono da Guerra” foi uma homenagem que fizemos à FEB*, na época muito criticada, até de nazistas nos titularam por conta da temática. Mais uma vez não foi uma demo muito divulgada, foram 100 cópias, e não foi uma gravação tão boa, ainda assim assinalou com certeza um novo rumo musical à banda.
Também notei uma mudança radical na formação que conheci em Salvador na época, você deixou os vocais a cargo do meu amigo de longas datas, o Malignum. Como foi essa integração dele ao line-up? E você se sentiu mais à vontade deixando os vocais para se dedicar por completo a guitarra?
Hategun – A verdade é que meu vocal é uma merda!! O Malignum foi uma aquisição fundamental em nossa linha de combate, um guerreiro com senso de liderança e com os mesmos princípios adotadas pelo nosso clã. Me livrando dos vocais com certeza me senti bem mais à vontade na guitarra!
Como foi a saída dos antigos membros? Tudo aconteceu de forma amigável?
Hategun – Uma vez Crucificator, Crucificator até à morte! São todos irmãos e nos ajudam até hoje! Esta é a diferença de tocar em família.
Lord Stabber, Foto por: Divulgação
Em 2016 eu já estabelecido em São Paulo por anos, fiz uma visita a Hammer Of Damnation na cidade Santo André me deparei com o debut “Sunrise In The Suicide Front” que me deixou muito impressionado pela qualidade técnica e pelo ótimo álbum produzido por vocês. Como surgiu essa parceria com a Hammer Of Damnation para o lançamento deste grande material?
Hategun – Tudo partiu da indicação de dois grandes amigos de São Paulo, a Faby Cannibal e o Luciano. Já estávamos gravando, mas não tínhamos um selo para distribuição, foi quando entrei em contato com o Luiz da HOD que nos abraçou. O cara fez um trampo foda, mesmo numa fase corrida da HOD, um ótimo profissional.
Neste álbum você escreveu todas letras, quais as principais inspirações para escrever estas letras tão caóticas e brutais?
Hategun– Neste álbum tem alguns sons bem antigos que resolvemos lançar, as letras versam o caos da guerra em todos os seus sentidos.
Neste material vi que meu xará, Eden Hangman fez um trabalho excepcional assumindo o baixo neste disco, pois conseguimos ouvir de forma clara sua ótima execução assim como todos os membros da banda executaram com extrema competência suas funções. A banda hoje não conta mais com o Eden, o que houve para que ele depois de tantos anos não estivesse mais na banda?
2016 – Sunrise in the Suicide Front “Primeiro Álbum”
Hategun – O Eden além de componente é meu primo, começou no CRUCIFICATOR com 16 anos numa fase em que para ser headbanger em Salvador, tinha de ter culhão e sangue no olho (vc lembra né!?!). O afastamento dele foi por conta de trabalho, ele além de professor , é também treinador de artes marciais (Muay Thai), a rotina de trampo dele o impossibilitou de nos acompanhar, as palestras por todo o País, aulas, acompanhamento de atletas, enfim… ainda assim ele ainda é um CRUCIFICATOR, opinando e participando de nossas reuniões quando possível.
A banda hoje conta com um novo baixista? Nos apresente este novo combatente…
Hategun – É o grande Lord Stabber! Um velho amigo que já nos acompanha a um tempo e acrescentou demais à nossa família! Um cara fechado e meio sisudo, mas um homem de honra e palavra, requisitos imprescindíveis para nós. Quanto ao lado musical?!? Aguardem e verão!!! kkkkkkkkkkkkkk….
Para divulgação deste primeiro álbum vocês fizeram muitos shows?
Hategun – Fizemos o show de lançamento aqui e mais um, desde então não surgiram propostas.
Atualmente a banda está trabalhando em um novo artefato, essa obra já tem nome para nos revelar?
Hategun – Sim, estamos em fase de composição do novo álbum! Ainda não temos um título.
Necroblaster, Foto por: Divulgação
Desta vez vocês contarão com a parceria para seu lançamento o selo Voz Da Morte Records. Como está sendo essa nova parceria? A parceria com a HOD foi mesmo finalizada?
Hategun – Sim, o Kito é um cara foda e bastante competente! A Voz da Morte é um selo que volta suas atenções para uma época de ouro no verdadeiro underground, simplicidade e um profissionalismo acima da media nos chamou a atenção!
Não, de forma alguma! Temos um extremo respeito pelo Luiz e a grande Hammer of Damnation, a parceria continua, afinal estamos do mesmo lado da guerra!!!
O que podemos esperar do Crucificator para este novo material?
Hategun – Ódio.
Mudando um pouco de assunto, eu sempre faço uma pergunta a todos que entrevisto aqui. Farei a mesma pergunta para você: Como você enxerga a atual cena underground no Brasil e no Mundo?
Hategun – Não existe mais underground. O que existe é um cenário hoje em dia. Eu sou um cara velho que ainda conserva algumas ideias do meu tempo. As coisas realmente mudaram, e não me vejo inserido no atual contexto. Costumo falar que o metal tem de ter sentimento, que a essência não está no que você quer mostrar e sim no que te completa. É muito triste ver e admitir que aquilo que vivemos não existe mais, que hoje vale muito mais a aparência que a essência. Que a verdade e franqueza hoje em dia, são os pregos que irão te crucificar em meio a uma multidão de zumbis. Enfim, é uma pena.
Hammer, Foto por: Divulgação
Existe a possibilidade de o Crucificator vir ao sudeste para divulgação do próximo material?
Hategun – Sim irmão, claro! Se acontecerem os convites, estaremos lá espalhando a praga!!!
Meu amigo Alex Hategun saiba que é um imenso prazer realizar esta entrevista com você e poder conversar contigo depois de todos esses anos. Transmita as minhas congratulações ao meu velho amigo Malignum o qual tive o imenso prazer de conhecer, não só ele como toda família dele que sempre me receberam com muita estima. As últimas palavras desta entrevista são suas… um forte abraço e espero vê-los aqui em São Paulo em breve.
Hategun – Velho Eden a honra é toda minha em reencontrá-lo, agradecemos a oportunidade desse bate papo na grande Roadie Crew. Que possamos celebrar em muito breve os dias vividos e a honra do nosso inviolável estandarte, o metal!!!! STAY IN WAR!!!!!
Obs.: O Hategun menciona nesta entrevista por duas vezes a sigla FEB, ele se refere a Força Expedicionária Brasileira, força militar brasileira participante da Segunda Guerra Mundial.
Abaixo segue a lyric video da música Tales Of War, faixa pertencente ao seu primeiro álbum Sunrise In The Suicide Front:
Depois de muitos anos após o Volume 1 essa maravilhosa compilação promovida pela Black Order Productions está de volta.
Meus parabéns ao Lord Vlad mentor deste trabalho que uniu várias bandas de muita qualidade, que fazem parte do cenário underground baiano, mostrando para o Brasil e para o mundo que a Bahia é também um celeiro de grandes grupos de metal, e uma cena que vem se renovando e se mantendo firme e forte.
A gravadora, de uma forma ousada, lançou simultaneamente dois volumes, sim, o Volume 2 e o Volume 3, que apresentam produções impecáveis. Essas coletâneas não devem ser vistas apenas como duas compilações e sim como dois ótimos guias para quem quer conhecer ótimas bandas que a Bahia tem, e de diversos estilos do metal.
O ponto mais notável é que nestas produções a gravadora não privilegiou essa ou aquela banda. Esse trabalho nos transmite muita honestidade com abertura de espaço para novas bandas que não possuem discos lançados e nos apresenta atrações que, com certeza, são agradáveis promessas para a cena brasileira.
Neste review estão as minhas impressões a respeito do Volume 2 deste lançamento.
MALEFACTOR – Sodom And Gomorrah: Essa banda liderada pelo mentor da compilação trouxe para esta coletânea uma faixa de seu mais novo trabalho Sixth Legion. Uma ótima escolha, essa música traz um Malefactor revigorado e muito mais visceral. Foi uma ótima escolha para começar a coletânea, pela qualidade técnica e musical da banda, e pela execução de forma primorosa.
AZTLÁN – Blood Offering: Essa música é perfeita na minha opinião, death metal feito com uma qualidade soberba. A temática aqui retratada pela banda é muito interessante e combina muito bem com sua música. Vale ressaltar que esta é uma “One Man Band” e seu membro fundador é um músico que tem muita história no underground baiano, e já passou por bandas renomadas como Malefactor (como session member), Deformity BR e Martyrdom.
INSAINTIFICATION – Cowards At War: Thrash/death metal maravilhoso, pesado e até mesmo brutal. A banda apostou em uma ótima faixa extraída de seu álbum Diseased e que com certeza foi uma ótima escolha. Vale ressaltar que o Insaintification tem entre seus ótimos membros os renomados Daniel Beans e Tony Assis que integram o Headhunter D.C.
VERMIS MORTEM – Inhuman Entities: A banda traz para essa coletânea um black metal de altíssimo nível e sua contribuição para nos traz a faixa pertencente ao single recém lançado. E que também tem em seu line-up o baterista Daniel Beans que demonstra muita versatilidade em sua função.
ERASY – Sea Of Madness: Esses feirenses fazem um esplendido doom metal e dão um toque todo especial a esta compilação com a música escolhida que foi extraída de seu primeiro álbum, The Valley Of Dying Stars. Uma música que nos faz viajar entre seus vocais rasgados e riffs verdadeiramente sabáticos.
INNER CALL – 2012: Essa banda tem me impressionado há algum tempo: heavy metal muito bem feito, sem melodias maçantes e chatas, e sim, pesado e visceral não deixando a veia dos anos 80 se perder. A música foi muito bem escolhida para fazer parte da compilação, pois se trata de uma faixa que também integra o ótimo CD Elementals lançado em 2017.
SUFFOCATION OF SOUL – Life Invader: Banda da cidade de Poções interior da Bahia que tem conquistado o mundo com seu thrash metal na veia oitentista executado com maestria. Essa música demonstra uma banda afiadíssima e merecedora de toda ótima repercussão que estão obtendo. A música selecionada para estar aqui faz parte do seu novíssimo EP Macabre Existence.
GOD FUNERAL – Where Everyone Is Equal: Death metal na veia dos velhos e saudosos tempos do estilo. Uma banda que vem arrebatando muitos fãs pelo mundo com sua música muito bem executada. Lançou recentemente o seu primeiro EP e está tendo uma grandiosa aceitação. O grupo tem entre seus integrantes o guitarrista George Lessa, que tem ótimas passagens em diversas bandas e que no God Funeral mostra o seu grande talento. A música escolhida para esta compilação é a faixa dá título ao seu EP.
MARTYRDOM – Tetragrammaton: Essa é outra ótima banda oriunda de Feira de Santana, celeiro de grandes nomes de nossa cena. Banda com muitos anos de experiência e que com certeza não poderia estar de fora desta celebração. Com seu death/doom metal permeado com climas obscuros e frios, a musica escolhida para marcar com honra sua participação foi retirado seu ótimo álbum Ritual Místico De Adoração À Sabedoria Ancestral, lançado este ano.
PROFANNO – Infiés: Ótima banda que faz um death metal brutalíssimo, cheio de técnica e uma execução de bateria impressionante feita por Marcio Jordanne, baterista que tem se tornado uma referência em todo país pela técnica e por trabalhos realizados junto a diversas bandas como Devouring, Rotten Cadaveric Execration e Papa Necrose. Não esquecendo que a banda conta também com outra persona muito grata e que tem uma carreira honrada, o Fulvio Alsan, que passou por grupos como Sower e Deformity BR.
SADES – The Snow: Despois de passarmos por diversos estilos nesta maravilhosa realização promovida pela Black Order Productions, agora chegou a hora de muita melancolia e um clima negro feito por almas certamente doentias. A música apresentada aqui gravita entre partes rápidas e brutais até o mais mórbido e doentio doom metal. Uma excelente escolha para fechar este volume 2 com louvor.
Considerações finais:
Apesar da fábrica que prensou este material ter errado feio trocando a ordem de algumas faixas, a Black Order Productions, por respeito ao publico e por ter uma extrema responsabilidade, anexou ao CD um flyer muito bem elaborado com a ordem correta das faixas e expressando a sua decepção e indignação pela falta de profissionalismo por parte da fábrica. Um flyer que se torna parte integrante do belíssimo material gráfico desta realização que foi assinado pelo importante Marcelo Almeida (Other World).
Inicialmente é importante informar que a revista Roadie Crew continua sendo editada e publicada em condições absolutamente normais.
A situação caótica que atingiu o país provocou o fechamento de muitas empresas e nos forçou a utilizar os serviços de impressão de quatro gráficas diferentes no período de um ano, mas mesmo assim conseguimos manter a qualidade na produção da revista.
No decorrer deste ano enfrentamos também as dificuldades na distribuição em bancas, em razão dos problemas enfrentados pela Dinap Distribuidora, do Grupo Abril, atualmente em processo de Recuperação Judicial.
Decidimos então tornar disponível a opção de compra de edições avulsas por um valor fixo de R$ 20,00, já incluído o custo de remessa da revista para o endereço do leitor.
Saindo nacionalmente o segundo álbum da banda Flesh Hunter and the Analassaulters batizado de “The Plague”. Um trabalho calcado na extrema violência. As músicas apresentadas são verdadeiras tormentas caóticas que vão agradar em cheio os amantes do estilo Black Metal com um toque Thrash Metal old school.
E também notamos o legado que o mestre Tom Warrior perpetuou com seus famosos “Uhhhh” nas músicas. Já as guitarras combinam muito com as levadas enlouquecidas do baterista Vaginal Rapist, que neste CD demonstra todo seu talento nas baquetas. E este trabalho definitivamente mostra que a cena chilena está com ótimas bandas, apesar dos brasileiros sempre focarem mais na Europa e Estados Unidos. Bom, a América do Sul está repleto de ótimas bandas extremas e esta banda é prova disso.
A música “The Entity” inicia com uma introdução muito mórbida e logo a destruição e o caos mostram sua força infame, “Born To Be Rat” com seus riffs a lá Hellhammer nos transmite muita energia e é impossível não destacar essa faixa como uma das melhores deste álbum.
Também destaco aqui as músicas “On The Path Of The Burning Ground”, “A Rising Flood Of Perpetual Chaos” e “Warriors Prophecy” que são composições que notamos muita criatividade em meio a toda bestialidade brutalmente incorporada, ouvimos claramente desde o mais cru Raw Black Metal até riffs que nos rementem às clássicas bandas do passado como Possessed, Slayer, Celtic Frost e Sodom.
Nesta versão nacional a gravadora adotou pelas cores vermelho e preto em todo material gráfico que combinou perfeitamente com as características desse álbum.
O novo álbum do Queiron será lançado em algumas semanas pela gravadora Heavy Metal Rock. O fundador, Marcelo Daemoniipest Grous, nos revelou que está com boas expectativas à respeito deste novo trabalho e para comemorarmos este feito convidamos o Marcelo para que pudéssemos fazer um apanhado geral de toda sua carreira. Uma entrevista que nos traz toda a história do Queiron até seus dias atuais.
Marcelo Daemoniipest Grous, Foto por: Kubo Metal
Em 1994 surge o Queiron, pela união dos membros fundadores, você e Marcelo Moretti. E dois anos depois se tornam uma banda de fato com a entrada de Oscar M. Vision em 1996. Como surgiu essa oportunidade dele se integrar ao Queiron? Como foi o início das atividades da banda?
Marcelo Daemoniipest Grous – Sim, foi isso mesmo o que aconteceu. No início, começamos a banda eu e o Moretti, e depois de 1 ano e meio o Oscar entrou. Eu já o conhecia, pois tínhamos tentado trazer ele pro Queiron logo no começo, mas os ideais não bateram e depois de um tempo ele se juntou a nós.
Meses depois a banda lança seu primeiro registro, “Crosses That Migrate To Hell” com 6 faixas. Como foi a aceitação? E como foi o processo de distribuição na época?
Marcelo Daemoniipest Grous – Não tínhamos experiência nenhuma em estúdio e decidimos enfrentar essa batalha, pois tínhamos o propósito muito forte de fazer esse trabalho e gravamos a demo em Salto, no estúdio HP RECORDS. Na época não tínhamos muitos recursos e o estúdio também não, mas até que conseguimos um bom resultado. Fizemos cerca de 500 fitas k7 e distribuímos todas. Naquela época o Brutal Death Metal estava começando a pegar forma no Brasil, mas mesmo assim os headbangers apreciaram e deram muito apoio ao QUEIRON que estava começando a colocar seu nome no cenário nacional.
Em 1997 a banda chegou a anunciar o lançamento de um 7”EP pela Godless Records que já tinha titulo: “You’d Better Light a Candle Instead Cursing The Darkness”. Mas tudo foi cancelado pela banda… O que de fato aconteceu com o Queiron e a Godless Records? O 7”EP com as duas músicas chegou a ser fabricado?
Marcelo Daemoniipest Grous – Sim, chegou a ser fabricado, mas ficamos insatisfeitos demais com o resultado, tanto na parte gráfica, e na “mexida” que a fábrica de discos deu na gravação e decidimos não lançar.
Houve alguma distribuição deste EP?
Marcelo Daemoniipest Grous – Na verdade, a Godless Records não cumpriu com seu papel e distribuiu de forma ilegal o material. Nós ficamos com a nossa parte.
Queiron – 1998, Foto por: Divulgação
Em meados de 1998 a banda lançou a demo “Blessed By Brutality Of Evil”. Nesse momento que conheci a banda. Quanto a divulgação, com certeza, foi a Demo que desbravou muitas fronteiras. Você acha que essa demo foi o trabalho mais importante até então feito pelo Queiron? Para a divulgação a banda contou com o apoio de algum selo/distro?
Marcelo Daemoniipest Grous – Sim, essa demo nos botou de vez no cenário. Fizemos 500 cópias também e distribuímos todas. Já tínhamos mais experiência com gravação, shows, zines e foi muito positiva a recepção. Fizemos a distribuição de forma independente mesmo.
Neste mesmo ano a banda recebeu o convite da Mutilation Records para participação de um split CD junto com Metal Horror. Como foi que a banda recebeu o convite?
Marcelo Daemoniipest Grous – Ficamos sabendo que a Mutilation estava procurando bandas do nosso estilo e fomos até lá fazer nossa proposta. A gravação desse EP não nos agradou muito, mas mesmo assim foi muito bem recebida ao lado do Grande Mental Horror.
1999 – Split Queiron/Mental Horror
Em 1999 sai oficialmente “Immortal Blood of Victory/Extreme Evolutive Taruma” via Mutilation Records. Esse material de fato abriu portas na carreira do Queiron? Nos fale também a respeito da concepção deste trabalho…
Marcelo Daemoniipest Grous – Foi tudo muito rápido, pois assim que fechamos com a Mutilation, logo em seguida gravamos e logo o EP saiu.
E para consagração da banda – neste mesmo período – vocês participam da coletânea “The Winds Of New Millennium #3” da extinta Demise Records. Como foi a receptividade do público quanto ao Queiron nessa época? Surgiram mais oportunidades para a banda divulgar sua música pelo país?
Marcelo Daemoniipest Grous – Essa coletânea foi de extrema importância para nós, pois a Demise fez um excelente trabalho com essa coletânea, e nos colocou de vez no cenário, tendo ótima críticas com a gravação da música “Blind Devouts”, que mais tarde seria regravada para o 1º CD oficial.
Quanto aos shows na época… fizeram muitos shows para promoção dos materiais os quais vocês participaram?
Marcelo Daemoniipest Grous – Fizemos alguns pelo interior de São Paulo, Grande São Paulo, e fomos nos fortalecendo cada vez mais.
Oscar M. Vision, Foto por: Kubo Metal
Para nossa surpresa um dos fundadores deixa a banda logo após esses lançamentos. Qual o motivo real dele ter deixado a banda?
Marcelo Daemoniipest Grous – Sim, foi divergências de pensamentos, comportamentos e atitudes, mas foi numa forma pacífica entre ambas as partes.
E logo após o Oscar deixa a banda. O que aconteceu neste período que a banda estava definitivamente fincando seu nome no underground brasileiro?
Marcelo Daemoniipest Grous – Sim, também por algumas divergências musicais, sendo que algum tempo antes o Tiago Furlan tinha assumido o posto de baixista da banda e notavelmente a banda ficava mais técnica e brutal. Também foi numa forma totalmente pacífica, tanto é que depois de alguns anos ele retornou a banda.
Já tendo anunciado seu novo baterista o Daniel Toledo, a banda assina um contrato com a Mutilation Records para 2 lançamentos com a Mutilation.
Marcelo Daemoniipest Grous – Foi muito positivo para a banda, pois a Mutilation deu todo suporte necessário em termos de custos para as gravações e realmente firmamos nosso nome na cena.
Em 2000 a banda lança uma previa do debut “Promo 2000” com uma música. Como foi o todo processo desta promo?
Marcelo Daemoniipest Grous – Na verdade gravamos essa promo pra mostrar a Mutilation a maneira como a banda estava soando naquele momento com a entrada do Daniel Toledo.
Tivemos notícias que o Oscar estava integrando o Zoltar, uma ótima banda de Death Metal que também estava produzindo um álbum. Houve alguma participação do Queiron no processo de gravação do Zoltar?
Marcelo Daemoniipest Grous – Sim, ele saiu do QUEIRON e logo em seguida entrou no ZOLTAR. Não, eles fizeram tudo sozinhos e tal, mesmo porque eles moravam longe da gente.
2002 – Impious Domination “Primeiro Álbum”
“Impious Domination” é um álbum avassalador e apresentou uma capa brutal e muito blasfema. Apresentava a banda oficialmente ao mundo com o Marcelo, Tiago Furlan e seu sucessor Daniel Toledo. A aceitação por parte do público foi positiva?
Marcelo Daemoniipest Grous – Sim, enfim lançamos nosso debut álbum. O estúdio onde gravamos não tinha experiência nenhuma com metal, então as partes de guitarra base deixaram um pouco a desejar, mas mesmo assim é um álbum avassalador, cheio de fúria e metal verdadeiro. A aceitação foi muito positiva, fizemos shows em vários lugares dentro e fora do estado.
De fato a brutalidade e as ótimas composições deste álbum colocou o Queiron no hall das bandas mais importantes deste país. Saberia nos falar como foi o processo de divulgação deste CD?
Marcelo Daemoniipest Grous – A divulgação em si pela Mutilation não foi plenamente satisfatória pra nós, pois eles estavam lançando muita coisa na época, então não teve um foco necessário, mas mesmo assim elevou o nome da banda de vez no cenário brutal death metal brasileiro.
O Queiron nesta mesma época adicionou mais um guitarrista que não durou muito tempo. O que aconteceu?
Marcelo Daemoniipest Grous – Sim, o André Neil, que hoje tem alguns projetos como Laconist, Gulag… ele entrou e logo saiu, pois não estava totalmente preparado para levar a banda.
Neste ano a banda lança “Templars Beholding Failures”. Para muitos esse é o álbum mais importante da banda e que tomou de assalto todos os fãs do estilo. Qual sua opinião a respeito deste segundo álbum?
Marcelo Daemoniipest Grous – Esse disco na minha opinião é o melhor junto com o novo que estamos lançando. Estávamos muito inspirados e brutais na época e a gravação já saiu muito melhor que o debut. Ele é realmente avassalador e consolidou de vez o nome da banda. Tanto é que a Mutilation o relançou recentemente.
Você pode nos falar a respeito da concepção deste álbum?
Marcelo Daemoniipest Grous – A intenção desse disco era ser brutal, técnico e avassalador com algumas partes cadenciadas, mas focadas também na brutalidade e na blasfêmia com letras fortes e marcantes.
Este álbum é adorado por todo underground até hoje.
Marcelo Daemoniipest Grous – Acredito que por ter saído com uma gravação de altíssimo nível pra época, chamou atenção de todos, pois é um disco rápido, pesado, brutal e com muita clareza nas definições de cada instrumento e contém refrões marcantes. Atribuo tudo a isso.
Depois deste ótimo lançamento o Daniel Toledo deixa a banda e o Oscar retorna ao seu devido lugar. Como foi que aconteceu a sua volta ao Queiron?
Marcelo Daemoniipest Grous – Daniel deixou a banda após 5 anos e passamos um período procurando bateristas que tivessem a pegada do QUEIRON. Depois de alguns meses Oscar voltou a banda, pois tinha acabado de sair também do ZOLTAR. Conversamos bastante e chegamos num comum acordo perante as composições que faríamos a partir daquele momento.
2007 – Promo CD
Em 2007 já com o Oscar assumindo novamente as baquetas, a banda lança a “Promo 2007” com 2 músicas. Como foi a aceitação dos fãs ao saberem que o Oscar voltou definitivamente pra banda?
Marcelo Daemoniipest Grous – Foi muito boa a aceitação e novamente gravamos uma promo para as gravadoras e público saber como estávamos naquele momento.
Após o lançamento dessa promo a banda assina com o renomado selo americano Butchered Records. Como foi essa parceria junto a esse selo?
Marcelo Daemoniipest Grous – Entramos em contato, pois sabíamos do potencial e do trabalho deles e eles eram muito fans do QUEIRON e de toda cena Brasileira. Foi muito bom pro momento em que estávamos passando, eles cumpriram corretamente com tudo que nos propuseram e deu tudo certo.
E em setembro 2008 é lançado o terceiro álbum “The Shepherd Of Tophet”. Como foi a distribuição deste CD fora do país já que foi lançado por um selo americano?
2008 – The Shepherd of Tophet “Terceiro Álbum”
Marcelo Daemoniipest Grous – Foi excelente, pois ele distribuiu em vários países europeus e por todo continente americano. A aceitação do disco foi excelente também, apesar de eu achar o som da bateria muito “limpa”, mas o resultado geral nos agradou muito. Tivemos a oportunidade de compartilhar os vocais do grande Baloff do HEADHUNTER D.C. na faixa “Impalent Ritual Aseembly” que é uma música cadenciada por inteira, coisa que até então não tínhamos feito, tocamos ela até hoje em nossos shows.
Houveram shows internacionais para divulgação deste álbum?
Marcelo Daemoniipest Grous – Não, infelizmente não foi possível.
Quanto ao Brasil como foi a divulgação do “The Shepherd Of Tophet”?
Queiron & Sergio Baloff Borges
Marcelo Daemoniipest Grous – A divulgação no Brasil foi feita por nós da banda e a Mutilation também pegou cópias com a Buchtered e nos ajudou nesse sentido.
A capa é magnifica, quem foi o mentor por traz dessa concepção?
Marcelo Daemoniipest Grous – A ideia no geral foi da banda, mas quem capturou e deixou ela maravilhosa foi o grande artista Alcides Burn.
Marcelo Daemoniipest Grous – Sim, depois de 10 anos ele deixou a banda por motivos familiares, mas numa forma muito amigável e é nosso parceiro até hoje.
Substituindo o Tiago a banda recruta o Lauro Nightrealm, hoje integrante do Nervochaos, e com ele a banda grava uma nova Promo e também participam da coletânea promovida pela Die Fight Records com a faixa “666-Bastards Still Bleeds”. Essa coletânea foi muito divulgada aqui no Brasil? E quanto ao Lauro Nightrealm, como foi a adaptação dele à banda?
Marcelo Daemoniipest Grous – Na verdade, atualmente o Lauro também já não está mais no Nervochaos. A aceitação do público com ele foi muito boa, ele rapidamente se adaptou e gravamos essa promo, participamos da coletânea que na minha opinião foi muito pouco divulgada.
2013 – Sodomiticvm per Conclave “Quarto Álbum”
No ano de 2011 com seu line-up renovado tendo um novo baixista e um guitarrista o Ricardo Pestiferus Grous, a banda entra em estúdio e para dar inicio ao seu novo álbum “Sodomiticvm Per Conclave”. E dessa vez o estúdio escolhido foi o Picolli e tendo a produção do próprio Ricardo Picolli. Como foi a experiência de trabalhar com ele?
Marcelo Daemoniipest Grous – Na verdade, o Ricardo já havia entrado na banda antes do Tiago sair. Sim, escolhemos o Picolli pelas gravações que ele estava fazendo naquele momento. Na minha opinião é um disco muito bom, mas o disco ficou muito “polido”. Quando você trabalha com diversos produtores, você corre esse risco. É um disco muito bem aceito com uma capa maravilhosa feita pelo Rafael Tavares.
E em novembro de 2012 é lançado “Sodomiticvm Per Conclave”, desta vez com a união de 4 importantes selos, Gallery Productions, Rapture Records, Impaled Records e Rising Records. Tendo o apoio destes quatro selos a banda teve uma distribuição satisfatória? Como surgiu essa parceria?
Marcelo Daemoniipest Grous – A distribuição foi muito boa, abrangendo o país todo e fora também.
Até o momento este ainda é o atual álbum do Queiron, como foi a divulgação deste álbum pelo Brasil e pelo mundo?
Marcelo Daemoniipest Grous – Foi legal, porque também foi lançado pelo selo italiano MURDHER RECORDS, sendo distribuído em vários países europeus.
Luciano Ferrnandes, Foto por: Kubo Metal
Em 2014 a banda é convidada a participar do tributo ao importantíssimo Headhunter D.C., gravando a música “Beyond The Deepest Lie”. Como foi homenagear essa grande banda para vocês?
Marcelo Daemoniipest Grous – Foi uma honra absoluta, pois se trata de uma banda de uma importância enorme para a cena brasileira. Escolhemos essa música, por ela ser brutal e nos demos muito bem com ela.
Nessa gravação a banda conta outro guitarrista, o Luciano Fernandes, assim substituindo o Ricardo Pestiferus Grous. Qual foi o motivo do mesmo sair da banda? E o Luciano Fernandes já vinha de alguma outra banda?
Marcelo Daemoniipest Grous – Ricardo deixou a banda por problemas pessoais também, mas de uma forma tranquila. Luciano está na banda até hoje, participou do novo disco que acabamos de gravar e ele veio de uma banda de Heavy Metal tradicional, chamada SQUADER.
E meses depois foi a vez do Lauro Nightrealm deixar banda. O Lauro saiu em Julho e depois de meses vocês recrutaram o Alex Grave para assumir o baixo. A banda continuou seus ensaios e shows mesmo sem baixista?
Marcelo Daemoniipest Grous – Não, demos uma parada nos shows até o Alex se adaptar e logos retornamos aos palcos e as composições novas.
O Alex Grave não ficou muito tempo na banda, por motivos pessoais o mesmo teve que se afastar. Como vocês lidaram com essa notícia? Foi muito difícil essa situação de perder um membro em tão pouco tempo?
Marcelo Daemoniipest Grous – Fazia quase 2 anos que ele já estava na banda quando teve que sair por problemas pessoais também, mas de uma forma completamente pacífica, pois ele é nosso irmão de guerra. Sim, foi um baque, e novamente corremos atrás de outro baixista.
Neste ínterim a banda consegue duas vitórias em meio a toda essa situação, A Murdher Records da Itália relança o “Sodomiticvm Per Conclave” na Europa e no Brasil o relançamento de “Templars Beholding Failures” com o apoio de 4 selos. Estes relançamentos deram mais motivação de vocês seguirem em frente mesmo sem baixista neste período?
Marcelo Daemoniipest Grous – Sim. Na verdade nunca desistimos dos nossos propósitos, e mesmo com esses lançamentos simultâneos ocorrendo, fomos atrás de alguns interessados para assumir o posto de baixista da banda
Realmente foram relançamentos com produções muito acima do esperado. O que você diz para estes selos que fizeram essa grande realização?
Marcelo Daemoniipest Grous – Foi muito importante para a banda ter o “Sodomiticvm” lançado na Europa, e o “Templars…” relançado em formato diferente com alguns extras. Foi de extrema importância para nós, pois de alguma forma a divulgação sempre eleva o nome da banda ainda mais.
Line-up atual: Marcelo, Luis, Oscar e Luciano. Foto por: Divulgação
Três anos se passam e a banda já conta com Luís Hellthorn em seu line-up.
Marcelo Daemoniipest Grous – O Luís se adaptou muito bem, tanto é que logo que entrou já tínhamos shows marcados e rapidamente pegou tudo e fizemos os shows. Ele fazia parte da banda de black metal SVARTLAND, e como tocamos juntos e ele também já conhecia a banda há tempos, foi fácil de chegarmos nele.
E neste mesmo ano a banda relança no Brasil a tão esperada versão nacional de “The Shepherd Of Tophet” agora com o apoio dos selos Brutaller Records, Cianeto Discos e novamente a Rising Records. Ficou realmente uma produção muito superior ao original na sua opinião?
Marcelo Daemoniipest Grous – Na verdade a única diferença é que veio em formato digipack, sem trazer novidades nenhuma em termos de bônus. E claro foi de uma importância grandiosa para a banda mais uma vez, ter um disco relançado e divulgado tão bem.
2018 – Endless Potential Of A Renegade Vanguard “Quinto Álbum”
Com a formação estabilizada com 4 membros a banda anunciou que muito em breve virá o quinto álbum oficial que já tem nome “Endless Potential Of A Renegade Vanguard”. Pode nos falar sobre esse novo álbum?
Marcelo Daemoniipest Grous – Eu tenho uma expectativa muito boa sobre esse disco, e particularmente acho o melhor da banda, ao lado do “Templars…” Trouxemos a brutalidade do “Templars… de volta com algumas partes cadenciadas, variadas, muito criativas e muito bem ensaiadas antes de gravar. Tenho uma enorme expectativa em relação a esse disco e espero que os headbangers apreciem muito, sem moderação.
Onde foi gravado? O álbum foi produzido por alguém em especial?
Marcelo Daemoniipest Grous – O disco foi gravado em Americana no estúdio RG RECORDS, pelos produtores Guilherme Malosso e Ricardo Biancarelli. Escolhemos eles novamente por acreditar em que as gravações que eles têm feito trazia muito do QUEIRON e fizemos a escolha certa.
O selo Heavy Metal Rock diz que a previsão de seu lançamento será para novembro deste ano. Como está sendo essa parceria com a Heavy Metal Rock?
Marcelo Daemoniipest Grous – Excelente. O Wilton é um velho amigo, de longa data, e que resolveu nos apoiar e fazer essa maravilhosa parceria. Ele faz um excelente trabalho com as bandas que lança e também temos certeza que fizemos a escolha certa para nosso atual momento.
Line-up atual: Luciano, Marcelo, Oscar e Luis Hellthorn. Foto por: Divulgação
O Queiron já tem planos para a divulgação do seu quinto álbum?
Marcelo Daemoniipest Grous – A Heavy Metal Rock tem planos de fazer uma divulgação bem legal pelo mundo todo, e nós também levaremos o nome do Queiron a todos se for possível.
E para este álbum a capa ficou por conta de quem?
Marcelo Daemoniipest Grous – Novamente com o grande Alcides Burn, que tem feito grandes trabalhos na cena brasileira.
Mudando de assunto, tenho uma pergunta que sempre faço a todos que entrevisto e vou fazer esta pergunta para você. Como você vê a cena atual no Brasil?
Marcelo Daemoniipest Grous – Cara, é uma pergunta muito propícia e ao mesmo tempo delicada. A cena do Brasil é e sempre foi muito forte. Mas atualmente com a expansão das redes sociais tenho tido algumas decepções. Não somente com as bandas, mas com todos no geral. Vejo uma certa “COMPETIÇÃO” sabe? Quem toca mais rápido, quem é mais brutal, quem é mais isso ou aquilo… e na minha opinião, metal não é competição. Metal deve ser união, fortalecimento entre bandas e público, lealdade com cada um no seu estilo, pois somos uma só legião e temos que nos unir… o metal sempre será forte e único… vamos nos unir mais….
Meu amigo Marcelo, obrigado por todo tempo dedicado a essa entrevista. Foi um imenso prazer por conversar com você e trazer aos nossos leitores essa entrevista detalhada a respeito da carreira do grande Queiron. Um forte abraço e as últimas linhas dessa entrevista são suas…
Marcelo Daemoniipest Grous – Agradecimento é todo meu Eden. Esse espaço tenho certeza que será de grande feito para o QUEIRON. Agradeço em nome de todos da banda e em nome da cena em geral, por todo seu trabalho e dedicação por todos esses anos… grande abraço… e juntos somos fortes… HAILZ EXTREME LEGIONZ…
Abaixo o lyric video de “Denial Upon The Heavenly Scorn” faixa que integra o novo álbum que estará disponível em novembro.
A banda Wolflust está prestes a lançar o seu primeiro EP que ainda não teve seu nome revelado. Um vídeo teaser, para sanar a curiosidade de todos que esperam ansiosos pelo primeiro trabalho da banda, foi lançado nesse momento.
Formada em 2017 por Mauro Trojillo, que se consagrou um dos melhores bateristas do Brasil integrando as importantes bandas Cauterization e Industrial Noise, e por Carlos Alberto Franco nas as seis cordas e vocais, que também tem uma vasta experiência. Ele já integrou bandas como Noblest e Hurtgen e atualmente toca nas bandas Defecal Goseofobia, Natanlived e Hideous Theory.
Mauro Trojillo define o Wolflust em suas palavras: “O Wolflust foi criado para resgatar o verdadeiro War Death Black Metal semeado outrora por grandes mestres como Sarcófago, Blasphemy e Hellhamer que nos inspiram até hoje e fizeram parte de nossa formação. O nosso EP virá com quatro músicas e um cover que não vamos revelar neste momento”.
Com uma sonoridade realmente caótica e original o Wolflust mesmo ainda prestes a lançar seu primeiro EP, já vem angariando uma legião de admiradores e fieis seguidores. A banda foi convidada recentemente para participar do festival mais old school realizado no Brasil, o importante São Caos festival que contará com participações de bandas renomadas que pertencem ao verdadeiro nekro underground brasileiro.
O evento será realizado na cidade de São Carlos nos dia 20/10 e terá seu início pontualmente às 14 horas. Abaixo o teaser produzido pela banda.
Essa é uma banda formada em 2005 na Itália pelo conhecido Lord Astaroth que já foi membro de muitas bandas como Provocator, Nagark, Bowel Stew, Horrid e Vulgaris. Ou seja um músico com muita experiência e knowhow no que faz. Satanization é o quarto álbum da carreira do Kurgaall que executa um black metal bem distinto da sonoridade das tradicionais bandas italianas como Evol e Opera IX por exemplo. O Kurgaall faz um som muito mais rápido e energético, os vocais do Lord Astaroth expressam a verdadeira maldade em seus rasgados tradicionais ao estilo, só que aqui feito com uma magnifica eficiência.
Os outros membros que compõem esta ótima banda também não ficam para trás, são ótimo músicos e que conseguiram trazer a este álbum uma sonoridade muito cativante.
Este álbum tem climas muito interessantes, com suas guitarras muito bem trabalhadas cheios de riffs que vão do tradicional black metal até fraseados com melodias intensas que nos faz perceber uma certa influência do Heavy Metal.
É um trabalho muito mórbido e penetrante e suas letras proferem palavras da mais absoluta maldade em sua música que soam como hinos de guerra. Um banho de sangue cristão em uma pálida noite mistica.
Para este lançamento a gravadora Hammer Of Damnation fez um trabalho excepcional, produziu um digipack luxuoso e muito bonito e nos chama a atenção pela alta qualidade em toda sua composição. Traz um encarte muito rico contendo letras, informações e muitas fotos. Falando das fotos, as mesmas são imagens que mostram o lado sodomítico do Lord Astaroth, isso mesmo, confira!
Entre suas músicas empaladoras, sanguinárias e blasfemas destaco aqui a ótima “Satanization”, música que nomeia este álbum e que inicia uma suave execução de piano e que logo o caos diabólico anunciado pela voz do Lord Astaroth toma conta de tudo, pois vem uma tormenta destruidora fazendo dessa música logo de cara uma das melhores deste álbum.
“Demystification Of Christ” também não soa muito diferente no que se referente ao caos, essa música remove qualquer esperança cristã referente a sua pseudo salvação em um instrumental impiedoso.
“Nox Diaboli” não se trata de uma música e sim de um hino em louvor as negras entidades que habitam entre o inferno e este mundo, ouvindo este hino além das letras ritualísticas sentimos a paixão e amor ao oculto nas asseverações proferidas pelo seu membro fundador, “…Nox Diaboli, Lucifer Rex Mundi…”.
“Widow’s Son” é uma música bem diferenciada de tudo que vinhamos escutado até aqui, seus vocais limpos e muito bem encaixados combinaram perfeitamente com todo instrumental e para minha surpresa essa música tem a participação de uma lenda, o Mortiis, que deu seu toque todo especial nessa composição.
Dadas as premissas acima, você vai encontrar neste excelente lançamento um black metal envolvente e muto bem feito, uma gravação muito profissional e hinos arrebatadores que vão de declarações de guerras até a mais oculta adoração aos cultos profanos em louvor a Satanás. Um trabalho feito com muito esmero que contou com o grande talento do Kurgaall e a extrema competência da Hammer Of Damnation para materializar este artefato.