O melhor dos anos 80 revisitado de forma magistral, este é o primeiro EP desta banda que foi formada em 2007 e com uma carreira muito promissora.
Uma banda feito para os amantes do verdadeiro metal oitentista, pois encontramos aqui composições muito bem construídas e com muita essência do metal feito no passado.
E também destaco aqui que apesar da veia sonora estar calcada nos primórdios como dito acima, essa banda conseguiu fazer tudo isso como muita originalidade, não se tornando um plágio do que já foi feito em outrora.
Este EP é altamente indicado para fãs de clássicas bandas como Overkill, Exodus e principalmente Metal Church, pois sua música furiosa nos remete muito a estes clássicos de todos os tempos.
Estes quatro membros são músicos fantásticos, conseguiram nos trazer através deste trabalho uma empolgação que está se tornando coisa rara hoje em dia com muitas soando iguais, e também sentimos ao ouvirmos que dentro das execuções das músicas existe algo primordial, a paixão e amor pelo que fazem, o que torna este EP ainda mais especial.
As composições são muito bem trabalhadas com guitarras rasgando riffs violentos todo o tempo e com uma execução de bateria muito competente, cheios de viradas extraordinárias e muito bem encaixadas.
O trabalho do baixo também não fica para trás, pois ouvimos belos fraseados e um encaixe perfeito em todas as músicas e… o vocal é um show… com seu timbre peculiar ao estilo que completa as composições com perfeição, dando ainda mais aquele toque característico de uma banda que não faz somente um som baseado nos anos 80, e sim, uma belíssima homenagem ao legado das clássicas e imortais bandas que perpetuaram o metal no mundo.
Este EP já começa sem firulas, inicia com um verdadeiro contra ataque Thrash Metal violentíssimo com a música Deliver Us To Metal, que já manda seu recado seu enrolação, metal feito para headbangers absolutamente.
E em meio a essa tempestade thrashing by metal vem as ótimas faixas March To Kill e Hell’s Pub que nos passa muita energia e demonstram que o Thrashterror não veio até aqui para brincar. Músicas que também mostram muita criatividade com solos furiosos e muito bem executados, e especialmente em March To Kill o baixista nos deixou boquiabertos com seu virtuosismo e que junto com seus guitarristas e o baterista formam um quarteto com um entrosamento absurdo.
Esta banda paulistana é uma grande promessa, tenho certeza que ainda vamos ouvir falar muito deles. Pois para sua primeira apresentação oficial este EP é um ótimo inicio.
E para fechar em grande estilo, destaco aqui a faixa que nomeia este trabalho We Shall Revenge, com seus riffs rápidos e afoitos, solos de tirar o folego, vocais raivosos e uma bateria energética e impecável, nos deixa com muita vontade de ouvir mais e mais… e sem falar que nessa música eles conseguiram no final uma ótima transição entre todo peso a dedilhados harmoniosos e com belas incursões de fraseados clássicos. Um final soberbo!
Estreou essa semana o novo Lyric Video da música Praise the Empty Christ do mais recente álbum Sodomized By Divine Order e que contou com uma super produção da MS Motion Design, confira:
X FESTIVAL BIGBANDS – 10 ANOS – PROGRAMAÇÃO 10º FESTIVAL BIGBANDS 2018
Resistência, inovação e diversidade são valores do FESTIVAL BIGBANDS. Na 10ª edição comemoramos sua trajetória “mudando sempre para ser o mesmo”. Esse slogan define o espírito do festival que agrega 04 casas de shows, produtores 6 Selos/Distros e 12 bandas [BA (10), SP (1) e EAU (1)]. É uma ação radical de independência sem patrocínios ou verba pública. Conta com a colaboração e a cooperação dos agentes e atores da cena. O Festival segue seu caminho de agregar as artes e as tribos. Nessa edição o rock se une para comemorar a manutenção da cena e, em especial, a perseverança da casa Groove Bar, com 10 anos de estrada e rock in roll sem parar. 2018 é um ano especial para e as novidades são o retorno do Cine Clube Bigbands, a Expo Comemorativa de Cartazes e o Faça Você Mesma: Produção Feminina no Underground Vol.1, com curadoria, produção de coletivos de mulheres. A tradição de oferecer atividades e atrações do Bigbands Kids, para inspirar a garotada e viabilizar a presença dos responsáveis, também continua além de muito shows e intercâmbios intermunicipais e estaduais. Nos últimos 4 anos o Festival tem expandido as fronteias nacionais e, após receber bandas da Africa do Sul, Italia e Uruguai, a Nervecell, dos Emirados Arabes Unidos (EAU), é a nossa atração internacional.
PROGRAMAÇÃO X FESTIVAL BIGBANDS 2018NervochaosX FESTIVAL BIGBANDS – 10 ANOS GROOVE BAR Data: 9 a 11/11
Local: Groove BAR
Hora: 20h abertura da casa
Acesso: R$ 20.00 1º LOTE, R$ 50.00 PASSAPORTE PARA OS 03 DIAS, PRIMEIRO LOTE.
Programação:
09/11 GIGITO – BA; BEHAVIOR – BA; NERVECELL – EAU; NERVOCHAOS – SP
10/11 SOFT PORN – BA; IORIGUN – FSA/BA; ROSA IDIOTA – BA; THE HONKERS – BA
11/11 DJ BIGBROSS – BA; UTEROS EM FÚRIA – BA; MARIA BACANA – BA
CINE CLUBE BIGBANDSData: 18/11
Hora: 15h
Local: MERCADÃO CC
Acesso: Gratuito
Data: 21/11
Hora: 19h
Local: FREEDOM SOUL
Acesso: R$ 2.00
Grade de Filmes: The Dead billies – Loucura Perde, de Alexandre Guena; Úteros Em Fúria – Uma Videobiografia, de Chico Castro Jr e Malefactor – 25 Anos sob a Lei da Espada, de Sergio franco Filho
EXPO 10 ANOS FESTIVAL BIGBANDS / TRINCALocal: Casa da Trinca / Bardo dos Bardos
Acesso: Gratuito
02/11 – MADAME RIVERA
03/11 – RIVERMANN
Novembro – Bardos Bardos
FAÇA VOCÊ MESMA: PRODUÇÃO FEMININA NO UNDERGROUND VOL.1
Conceito e Curadoria: Mosh like a girl, Crust or die distro, label and collective
Data: 17/11/2018
Hora: 13h
Local: : Mercadão. CC
Acesso: Gratuito
Programação: Oficinas, Cineclube, Shows e Bate Papo
Oficina DJ: Sica (Simone)
Cineclube Bigbands: docs– União de Mulheres do Underground brasileiro– banda eskröta (sp)– Calcinhas do Metal (Belém – PA)– Metaleiras negras (RJ)– Girls to the front (Fortaleza – CE)– Underground Blasfemme (Brumado- BA)– Imprensa Marginal (SP – Itália)Bate Papo: A produção feminina no underground baiano com Luciana Rangel (Rango Vegan, Colaboradora da cena punk baiana), Nancy Viegas (bandas: Crack e Nancyta e os Grazers), Sista Katia (Gorda, Vegan, Graffiteira e Feminista) Tatiana Trad (Mãe, Produtora musical, musicista e pesquisadora) e Jardelice Santa Isabel (Loja Punks Not Dead, “Pioneira nos anos 80”, Professora/Letras, Mãe, Avó e frequentadora da Cena Punk)
BIGBANDS KIDSData: a confirmar
Local: Feira da cidade
Hora:
Programação: Djs Mirim tocando o melhor do rock mundial. Estúdio de “Tatuagem”- Faça a sua tatuagem removível Oficina Orquestra Rock Oficina de desenho rock
Acesso: Gratuito
Evento
Local
Acesso
Data – Hora
Programação
Origem
Show
GROOVE BAR
R$ 20.00
(1º LOTE)
R$ 50.00 PASSAPORTE 03 DIAS
09/11
GIGITO
BA
BEHAVIOR
BA
NERVOCHAOS
SP
NERVECELL
EAU
10/11
SOFT PORN
BA
IORIGUN
FSA/BA
ROSA IDIOTA
BA
THE HONKERS
BA
11/11
DJ BIGBROSS
BA
HAPPY HOUR UTEROS EM FÚRIA
BA
MARIA BACANA
BA
CINE CLUBE BIGBANDS
MERCADÃO CC
E FREEDOM SOUL
Gratuito
18/11 – 15h
The Dead Billies – Loucura Perde, de Alexandre Guena
21/11 19h
Úteros em Fúria – Uma Videobiografia, de Chico Castro Jr
Malefactor – 25 Anos sob a Lei da Espada, de Sergio franco Filho
EXPO
Casa da Trinca / Bardo Bardos
Gratuito
10 ANOS FESTIVAL BIGBANDS / TRINCA
Show
02/11
MADAME RIVERA
BA
03/11
RIVERMANN
BA
Faça você mesma: produção feminina no underground vol.1
Conceito e curadoria
Ana Lima (mosh like a girl) Debora Molina ( crust or die ) e Jamile Marques
Mercadão. CC
Gratuito
17/11/2018
OFICINA DJ – SIKA (SIMONE)
CINECLUBE BIGBANDS: – União de Mulheres do Underground Brasileiro
Show
BANDA ESKRÖTA
SP
CALCINHAS DO METAL
Belém (PA)
METALEIRAS NEGRAS
RJ
GIRLS TO THE FRONT
Fortaleza (CE)
UNDERGROUND BLASFEMME
Brumado (BA)
IMPRENSA MARGINAL
SP/Itália
Bate papo sobre a produção feminina no underground baiano
LUCIANA RANGEL (Rango vegan, colaboradora da cena punk baiana)
NANCY VIEGAS (banda crack e nancyta e os grazers)
SISTA KATIA (Gorda / vegan / graffiteira / feminista )
TATIANA TRAD (Mãe, produtora musical, musicista e pesquisadora)
JARDELICE SANTA ISABEL (Loja punks not dead “pioneira nos anos 80” professora – formada em letras, mãe, avó e frequentadora da cena punk)
BIGBANDS KIDS
Feira da cidade
Data a confirmar
Djs Mirim tocando o melhor do rock mundial.
Estúdio de “Tatuagem”- Faça a sua tatuagem removível
Oficina Orquestra Rock
Oficina de Desenho Rock
A organização sob o comando da promoter Paula Ribeiro escalou um time de peso para a oitava edição do já tradicional Hell Banger Fest que será realizado na cidade de Salto, interior paulista.
O evento terá em seu cast grandes bandas do cenário brasileiro e terá como headline a renomada banda Miasthenia que teve ótimas criticas nas mídias especializadas do mundo inteiro com seu álbum Antípodas laçando no ano passado.
Este festival contará também com as bandas Cemitério, Flagelador, Deathgeist, Infector, Mortage, Absyde, Profane Creation e Madness. Ótimas bandas que trará a este festival o melhor do Death e Black Metal.
O evento iniciará as 13 horas com previsão de se estender até a 1 da manhã e os ingressos já estão sendo vendidos antecipadamente no valor de 40,00 uma ótima vantagem para quem adquirir antes do dia do show, na portaria o valor será de 50,00.
O festival será realizado no seguinte endereço, Rua Batalha do Tuiuti, 1850 – Galpão.
A banda Eternal Sacrifice assinou com a Blasphemy Productions para mais um relançamento histórico em sua carreira, o aclamado EP lançado originalmente em 2004 ganha uma reedição merecida quatorze anos depois em dois formatos, em K7 e em CD. Um belo presente para os fãs que não tiveram acesso a esse material na época.
Este ano foi de fato muito importante para o Eternal Sacrifice, além do seu novo álbum Ad Tertivm Librvm Nigrvm que é considerado o melhor lançamento de 2018, a banda ganhou uma ótima reedição do seu primeiro álbum Musickantiga… e para fechar o esse ano com glória também será relançado o EP.
Um merecido reconhecimento a está banda que está na ativa desde 1993 com uma história imaculada e cheias de vitórias. Sempre firme e fiel ao seu estilo e mantendo sempre seu estilo único e original.
Finalmente uma versão em CD e o melhor nacional deste clássico absoluto de 1988, e o melhor de tudo é que a gravadora manteve as características originais da época. Uma belíssima produção que resgata a velha guarda nos dias de hoje trazendo aos que não conheciam o extraordinário Metal feito no passado.
E esse feito histórico trouxe para nós um material impecável com seu encarte muito bem feito, com letras e fotos da época, tudo feito com muito cuidado mantendo a qualidade soberba das produções internacionais.
E ao ouvirmos este belíssimo CD nos deparamos com muito peso e uma energia esmagadora, para ser o primeiro trabalho dessa ótima banda percebemos que eles estavam a frente do seu tempo.
Riffs rápidos e frenéticos num Power/Thrash Metal de tirar o folego, uma obra que com certeza estará nas coleções daqueles que realmente amam o glorioso metal. E mesmo tendo sido concebido em 1988 como falamos acima, este trabalho é muito atual e um verdadeiro marco de todos os tempos.
Além das clássicas faixas que compõem este disco, foram inseridas mais três faixas bônus para celebrar este relançamento com honra, são três musicas ao vivo que ao ouvi-las ficamos imaginando como deve ter sido estes shows na época… nos leva a uma verdadeira viagem…
Neste álbum é difícil destacar a melhor faixa, são todas muito boas e como já dito aqui, clássicas. São oito faixas que se completam tão perfeitamente entre si que realmente não torna uma tarefa fácil falar apenas de algumas delas.
Posso afirmar com veemência que este LP fez parte minha formação no passado e agora tendo em CD com esta belíssima produção, me fez muito feliz e com isso trouxe muitas ótimas recordações.
Para quem já conhece este álbum desde a época de seu lançamento, também posso afirmar que vocês ficarão impressionados pela qualidade do áudio, a remasterização foi muito bem feita e trouxe muito mais qualidade e o mais importante não tirou a velha essência deixando moderno demais. Tudo feito com precisão cirúrgica.
E para a nova geração que não conhece este maravilhoso material, ouçam e vejam que tudo que é feito hoje veio dessa época onde que para fazer metal em qualquer lugar do planeta a banda tinha que ter sangue nos olhos e muita determinação.
E dentre as ótimas músicas aqui destaco para vocês Beginning Of The End com sua pegada mais heavy/power inicia este álbum com muita energia oitentista de verdade. Meliah Rage é a música que dá nome a banda que começa com um dedilhado muito bonito e dá forma a uma música cadenciada e também pesada em todo seu início, até vir uma guitarra rasgando riffs que chama a música para um lado muito mais furioso com viradas empolgantes e um instrumental muito característico da época que este trabalho foi concebido.
E The Pack é uma música que mostra todo virtuosismo destes músicos, mas que a bateria é um show à parte, aqui a bateria também sola. Isso mesmo uma música rápida com guitarras furiosas com riffs fucking thrash metal e uma execução raivosa da bateria que faz dessa música uma das mais viscerais deste álbum, o vocal dá ainda mais aquele toque especial que a esperamos em uma composição como essa, um toque de revolta e raiva. Um verdadeiro clássico do estilo.
Então para você que não conhecia a dica está dada, então corra, pois, este relançamento será sold-out em muito pouco tempo. E para os mais velhos que já conheciam, volto a afirmar, vocês também ficarão impressionados.
Este é o primeiro álbum desta banda de Guarapuava que faz um som direto, Black Metal bem cru e para os verdadeiros amantes do estilo. Neste trabalho a banda mostra que com eles não existe meio termo com sua sonoridade obscura e cheios de climas infernais.
A gravadora fez um trabalho impecável na produção deste CD, um digipack muito bem feito e que chama a atenção pela sua beleza, são três painéis onde estão distribuídas as informações de forma muito competente e claras.
São nove músicas impiedosas, um massacre incessante faixa após faixa, sentimos aqui que esta banda veio para cortar pela cabeça toda imundície cristã e exaltar o poder das trevas.
São músicas com guitarras obscuras, gélidas e cortantes que dominam todo o trabalho de forma magistral, e a impecável bateria são como tambores de guerra executadas com extrema violência.
E o vocal com seus rasgados dá um toque ainda mais caótico às músicas aqui presentes, uma atmosfera venenosa e muito tóxica.
Este artefato inicia suas blasfemações como uma Intro que parece ter vinda do limbo e que logo sentimos essa máquina de guerra vir com sede sangue em Sathing My Wrath, com bumbos muito rápidos em meio às heresias proferidas sob as odiosas melodias com riffs muito maléficos em sua essência.
E destaco aqui uma música que é de fato arrebatadora, Eternal Flames, com seu clima funesto e frio faz dessa composição um destaque neste negro e diabólico artefato, com passagens hora soturnos e melancólicos que se misturam com o caos de seus blastsbeats e incursões de riffs que mais parecem lâminas afiadas de espadas prontas para batalha final.
O Poisonous é uma banda que está na luta pelo verdadeiro underground por muitos anos e sua batalha travada com muita honestidade é reconhecida nos quatro cantos do planeta.Vivendo e se proliferando como uma praga no subterrâneo, essa horda vem se destacando mais e mais entre aqueles que realmente vivem nas trevas, com seu novo álbum a caminho e com título revelado, convidamos o seu mentor Alex Rocha para trazermos aos nossos leitores uma tomada geral de toda sua carreira. Essa é uma banda que já perpetuou seu nome e que honrosamente declara que a cada trabalho a responsabilidade aumenta e com os pés no chão, pois nada está ganho.
Alex Rocha, Foto por: Divulgação
O Poisonous foi formado por você quando sua outra banda o ImpetuousRage deu-se por acabado. A ideia de formar a banda já vinha mesmo antes do rompimento das atividades do Impetuous Rage? Como foi o início do Poisonous?
Alex Rocha – Antes quero agradecer pelo espaço cedido ao Poisonous e o seu suporte a banda Éden!!! Nós nos conhecemos de longas datas e esse contato é uma honra para mim, que assim como você, transita no underground há um bom tempo nessa terra devastada!!!
Bem, a resposta pra sua pergunta é sim e não. Vou explicar! A idéia de compor algo diferente do que já tinha sido feito antes no Impetuous Rage já existia, algo natural até levando-se em consideração que eram outras pessoas criando as novas músicas, e querendo ou não são novas perspectivas, influências e posturas. De início não era nossa intenção mudar o nome da banda, já vinhamos fazendo um bom trabalho e iniciar do zero seria uma etapa a mais para se superar, foi então que percebemos que estava ficando muito diferente tudo e ficou impossível não tomar essa decisão de matar uma banda estabelecida e reiniciar outra vinda do leito de morte da anterior! Aqui estamos nós dez anos depois!
Falando um pouco no Impetuous Rage, essa banda também contava com o Alex Mendonça que passou por bandas renomadas como Carnified e Headhunter D.C., qual foi o motivo de uma banda tão promissora acabar depois do ótimo debut lançado “Inverted Redemption”?
Alex Rocha – Na verdade a grande maioria daquelas músicas que estão no “Inverted Redenption” foram feitas pela primeira formação da banda, que tinha em sua line up além de mim, Bhruno, Daniel e Isaías, daí a diferença nas novas composições, o que levou ao término da mesma.
2009 – Poisonous “Demo”
Voltando ao nosso foco, o Poisonous, a banda em 2009 lançou uma demo que leva o mesmo nome da banda e que contou com a apoio da Genocide Productions. Como foi para vocês divulgarem o primeiro registro da banda? O suporte da Genocide Productions foi satisfatório?
Alex Rocha – Foi algo fácil, pois já tínhamos experiência, o que não quer dizer que não tenha sido trabalhoso. Justamente por saber como funciona todo processo foi que dessa vez nos empenhamos mais ainda e os resultados foram alcançados. Fechamos parcerias com vários selos ao redor do mundo e a Genocide nos deu um apoio fundamental, não foi por acaso que o mesmo permaneceu ativo para que fosse possível continuar o trabalho no primeiro disco também.
Essa demo foi fabricada em apenas 66 cópias, qual o motivo para este restrito número de materiais a serem distribuídos?
Alex Rocha – 66 tapes é um número simbólico para nós, pelo formato tape em si ser de muita importância!!! O grande número de materiais espalhados foram em CD, quase 1000 cópias espalhadas pelo mundo, e nas mãos que nós julgamos como as certas.
A repercussão desta demo foi mesmo muito boa, tanto que no ano seguinte a banda lança também pela Genocide Productions o seu primeiro Full Length “Perdition’s Den” com uma belíssima produção. Como foi a repercussão deste debut álbum?
Alex Rocha – Este álbum nos abriu portas, conseguimos lançá-lo em diversos formatos e até hoje ele tem sido re-editado constantemente. O lançamento da Genocide foi o primeiro e então depois disso não paramos, sentimos muito orgulho de toda dedicação e empenho empregado neste álbum. Fomos entrevistados por diversos zines de expressão mundial, falo do real underground e obtivemos bons reviews.
Evil Tyrant, Foto por: Divulgação
Quanto aos shows, houve muitos shows para divulgação deste álbum?
Alex Rocha – Não foram muitos shows! Alguns em especial com o Queiron, Benediction, Assassin, Mystifier… Não costumamos tocar por tocar, tem que realmente valer a pena em todos os aspectos!
Acredito que a tiragem desta vez foi bem maior, pois vejo que um material solicitado por bangers de todo o mundo. Nos fale sobre as re-edições…
Alex Rocha – Sim! O “Perdition’s Den” foi liberado em LP pela Blood Harvest, com uma versão Die-Hard com nossa demo em um 7EP, na Bolívia saímos em tape pela Raw Blackult, digipack CD nos USA pelo Metal Hit, aqui fomos re-ditados pelo Soul Erazer, Tribulacion, Impaled, e recentemente na Europa pelo Caverna Abismal. Tudo isso nos deu possibilidade de criar uma base sólida e infernal em volta do nosso nome, o que nos deixa muito orgulhosos, mas com os pés no chão de que nada está ganho e que a responsabilidade só aumenta! Bom que seja assim!!!!
Confesso que quando tive acesso a esse material fiquei de fato impressionado com a essência obscura que o álbum me transmitiu. Como foi toda concepção deste álbum? Qual a veia lírica por trás do “Perdition’s Den”?
Alex Rocha – Foram tempos difíceis, mas vencemos. Esse álbum é 95% criação minha e muita gente não sabe disso. Não acredito que isso seja uma vantagem, mas é a verdade. Divido com Evil a letra de “Worthless Christ” e tem a participação de Michael com uns três ou quatro riffs no disco todo. Não quisemos chamar atenção no disco para isso, então colocamos que tudo foi feito pelo Poisonous, sem destacar um ou outro, e de certa forma acredito nisso porque por mais que eu tenha concebido a criação o resultado final são eles tocando, fomos nós três que demos vida a aquele ato de mortandade negra.
2010 – Perditions Den “Debut Álbum”
Nele realmente quisemos espalhar a peste negra em forma de música no mundo! Músicas como “Subterranean Rules” Fala do real espírito podre e negro de cultuar o verdadeiro metal extremo negro da morte e suas referências, “Creeping Impurity” é uma visão da idolatria louca da raça humana e foi baseada no filme “Seven”, “Under the Blessing of Death” eu a fiz assim que voltei de um funeral, é realmente um retrato daquela experiência… Tudo isso aliado à uma música podre, negra e pesada!!! Essa foi e é a nossa concepção!!!
Falando de participações neste álbum, vi que o grande amigo Sérgio Baloff Borges participou da composição da letra de “Demons” e também participa deste trabalho cantando essa música. Como foi a experiência de tê-lo como parceiro na composição e na gravação?
Alex Rocha – Baloff (Headhunter D.C.) é uma entidade, um combatente quando o assunto é Death Metal, e em se tratando desse cenário como um todo é um cara que está sempre antenado com as coisas, sejam elas novas ou antigas, então é um irmão, parceiro meu que nos ajudou muito, e ainda emprestou seu talento ao Poisonous, o que com certeza agregou um valor pesado ao disco!!! Agradecimentos eternos Nekro!!! Hails!!!
A capa deste álbum foi feita por você e pintada pelo Fenriz, se trata do lendário Fenriz do DarkThrone?
Alex Rocha – Não! O Fenriz em questão é um tatuador amigo de Evil que desenha muito bem. Eu criei a capa no computador e ele deu vida a ela no papel. Todo respeito aos dois Fenriz, mas esse não é o norueguês.
Vi que a mixagem e masterização vocês contaram com um nome de peso, o Jera Cravo, a idéia de trabalhar com este renomado produtor partiu de você? Quais as suas impressões ao ouvir o trabalho finalizado por ele?
Alex Rocha – Jera é um estudioso do assunto uma pessoa aplicada e competente, com experiência internacional. Tivemos referências dele por trabalhar com outras bandas locais e gostamos do que ouvimos. É um produtor que não nos deu dor de cabeça. Chegávamos pra ele com a proposta e obtínhamos o resultado! Nosso último trabalho, o “Coronation” tem a sua produção. Mesmo ele estando no Canadá nós captamos tudo aqui e ele deu o acabamento final!!!
Poisonous, Foto por: Divulgação
Recentemente tive a notícia que o Michael Hellriff deixou definitivamente a banda depois de ter se afastado algumas vezes no passado. O que de fato aconteceu para o seu desligamento por definitivo?
Alex Rocha – Antes de tudo somos gratos a ele! Agora, relacionamento interpessoal humano é complicado. O que foi exposto sobre sua saída é baseado em fatos e se esses mesmos forem argumentados publicamente, se isso for possível, com certeza iremos promover a justiça regularizando todo e qualquer mal-entendido. Nosso comprometimento é com a verdade, e sempre será!!! Mas isso é passado e não existe mágoa, pelo contrário!
Nós estávamos praticamente com o segundo disco 90% pronto, e chegamos a iniciar a gravação do mesmo, mas demos uma parada para rever alguns aspectos, foi então que todo planejamento foi interrompido de forma inesperada e com isso nos vimos na obrigação de ter que criar mais músicas novas, nada que o tempo e a dedicação de sempre não superem as barreiras criadas!!! Estamos vivos e apodrecendo com o Metal da Morte, fato!!!!
Ao Vivo no Kill Again Metal Fest em 2017, Michael Hellriff à direita. Foto por: Divulgação
Agora falando de futuro e planos, nós estamos com dois amigos como live session, enquanto não encontramos alguém em definitivo, mas se por caso aparecer algum show, são eles: Danilo Coimbra (Malefactor, Divine Pain) e George Lessa (Headhunter D.C., God Funeral), George até chegou a tocar com a gente no passado por um período breve e se lembra das músicas, isso não quer dizer que a banda terá dois guitarras ao vivo, não! Não é isso!!! Estou falando de possibilidades para honrar compromissos, será um ou outro, dependendo da agenda dos dois!
Estamos bastantes e infernalmente motivados!!! Prova disso é que retomamos em julho, ao mesmo tempo do Poisonous, a nossa outra banda chamada CAIXÃO!!! Eu sobre o pseudônimo de Iron e Evil Tyrant, Only two guys band!!! Essa banda é mais na linhagem do Warfare Noise com algo de Bathory, Sodom, Hellhammer, é uma banda menos polida ou mais primitiva como queiram chamar, mas com a essência nos sete círculos do inferno. Acabamos de lançar uma demo com o título de “Black Coffin Entities” e a mesma estará disponível em breve no formato Pro-tape pelo selo Diabolous Productions da Bolívia, e ainda estamos em negociação com alguns selos europeus!!! Quem tiver curiosidade para escutar basta ir ao seguinte endereço e lá você terá sua alma possuída pelas entidades negras e seu corpo sem vida jogado em um caixão nos túmulos amaldiçoados da escuridão!!! Join us – https://caixao.bandcamp.com
A banda já recrutou alguém para assumir os vocais e a guitarra?
Alex Rocha – Ainda não! As pessoas que estão nos dando suporte agora como session members tem outras responsabilidades, mas mesmo assim estão empenhados em nos ajudar, e isso foi acertado de antemão. Somos eternamente gratos a eles!!! Com relação a um novo demônio em nosso círculo estamos sem pressa, pois tem que ser alguém compromissado com a causa de verdade! Não queremos apenas mais um e sim a pessoa certa. Não temos pressa se for para acertar na escolha. A voz Evil irá assumir!!!
Como a banda encontra-se hoje?
Alex Rocha – Estamos reorganizando as estruturas das músicas, fazendo algumas novas, criando e encaixando as letras, respondendo entrevistas…!!! Nesse meio tempo estamos mantendo contatos com pessoas, selos…, e dando seguimento ao Caixão também, que acabou de lançar sua demo, e muito provavelmente entrará no estúdio para um material novo no próximo ano!!! Estamos trabalhando muito!!!
2014 – Death Apparitions Of The Damned Souls “Split”
Voltando um pouco pra trás, em 2014 vocês participaram de um split produzido pelo selo peruano Crypts of Eternity onde também participou a banda americana Daemonic, em um LP limitado em 500 cópias. Como surgiu essa oportunidade de participar do split?
Alex Rocha – Através de cartas! Ricardo, dono do selo, é um grande apoiador do cenário Death Metal mundial! O seu zine de mesmo nome do selo, é um dos melhores do mundo dedicado a esse estilo de vida. Da mesma forma se deu com o Daemonic! Nos reunimos com a proposta em mente e então começamos a planejar a capa, concepção e tudo mais. O resultado está aí, e no ano passado esse split teve sua versão em CD (Digipack/Regular) liberado pelo Crypts of Eternity e pelo Dark Recollections do México, que são os dois selos por traz desse lançamento.
Essa participação trouxe ainda mais visibilidade ao Poisonous fora do Brasil em sua opinião?
Alex Rocha – Com certeza! Quando se está no meio certo com pessoas certas por mais que demore a resposta chega. Hoje não somos nem um grande nome, mas com certeza nós temos mundo a fora um certo alicerce que nos deixa em uma situação tranquila para poder focar nos novos trabalhos, e isso é necessário porque a cada trabalho que fazemos a responsabilidade aumenta.
Neste mesmo ano, 2014, vocês são convidados para participar do volume 1 do grande tributo ao Headhunter D.C. Como você recebeu esse convite? Qual o seu sentimento ao participar deste tributo?
Alex Rocha – Participamos com a música “Hallucinations” do álbum Punishment At Dawn!!! O Headhunter D.C. é um ícone do metal nacional, assim como Vulcano, Sepultura, Genocídio, Impurity, Mystifier, Mutilator…, dentre tantas outras, e nós como brasileiros temos que valorizar quem realmente dá vida a música nacional extrema ou underground, sendo novos ou velhos atuantes ( zines, selos, metal webs, metal heads…) reais, porque são essas pessoas que caminham com a nossa bandeira sobre esse vale da morte que é o planeta terra! Somos nós quem jogamos aos quatro cantos do mundo a realidade nua e crua, somos como pesadelos para sociedade doente, então esse é nosso sentimento, o de satisfação de homenagear a todos que compartilham da mesma jornada!!! Sobre o convite, Baloff é meu amigo pessoal, e sabe do meu apoio!
2017 – Coronation “EP”
E em 2017 o selo Crypts Of Eternity lançou o 7” EP “Coronation” contendo 2 músicas. Como foi lançado em apenas 300 cópias, não houve a idéia de lança-lo em versão nacional?
Alex Rocha – Esse material teve uma ótima aceitação no cenário Death Metal e ficou sold out em pouco tempo. Ele foi liberado apenas na versão 7” EP, nasceu com esse intuito! Aqui no Brasil nenhum selo se interessou para liberar nesse formato, nós estamos aqui dispostos caso alguém se interesse em viabilizar esse lançamento, podemos conversar.
Este EP foi sold-out em muito pouco tempo no Peru, vocês tiveram a oportunidade de tocar em nosso país vizinho para celebrar este trabalho?
Alex Rocha – Sim! Esgotou rapidamente!!! Não chegamos a tocar no Peru, fomos ao Chile em março de 2017 onde fizemos dois shows diabólicos com os hermanos!!! Um saludos ao Metal Chileno. Provavelmente o Peru será em breve, já temos algumas coisas acertadas nesse aspecto.
Há possibilidade deste EP vir como faixas bônus de um próximo material ou mesmo uma repressagem?
Alex Rocha – Não descartaria essa possibilidade, apesar de não existir nada de concreto sobre esse assunto.
Cartaz do Kill Again Metal Fest Edição 2017
Por falar em um novo material, agora em 2018 vocês entraram em estúdio para gravar o novo álbum que já tem nome “Doomed Pillars”. Como está sendo todo processo deste novo álbum?
Alex Rocha – Tivemos que adiar nossos planos com relação ao novo álbum, mas nada que nos dê como vencidos, pelo contrário, estamos mais focados, determinados, e temos o tempo a nosso favor! Fazemos por devoção!!! Na hora certa irá acontecer, estamos empenhados nisso!!!
Para o lançamento de “Doomed Pillars” a banda contará com apoio de qual selo?
Alex Rocha – Nós recebemos um convite para uma avaliação de contrato de um grande selo norte americano, e se isso realmente acontecer será uma grande conquista! Por enquanto preferimos deixar em off para evitar especulações, fora esse, nós temos contatos na Polônia, Suécia, Itália, América do Sul!!! Costumo dizer que a sua música é quem irá abrir portas, pois é uma parceria! O selo quer qualidade musical dentro do campo do metal extremo e nós o suporte para propagar o caos!!! É assim que funciona!
O que podemos esperar neste novo trabalho?
Alex Rocha – DEATH METAL!!! Aliado com a escuridão, morte, teorias do caos, insanidade…, basicamente isso, com um som feito da forma mais honesta possível e com os pés no chão, sem querer atrair holofotes desnecessários!!!! Pelo DEATH METAL apenas!!!
Cartaz do Eternal Hatred Festival
Mudando de assunto, tenho uma pergunta que faço a todos aqui e você não vai ficar de fora. Como você vê a atual cena underground em nosso país?
Alex Rocha – Vejo com um olhar crítico, o que não quer dizer que seja pejorativo! Já rodei esse mundo todo tocando e conheço outras realidades. Nem tudo é ruim aqui, nós temos grandes bandas, um grande público que precisa de certa forma de apoio para poder apoiar mais. Precisamos mudar um pouco essa concepção de que a iniciativa principal tenha que vir do público, nós somos quem temos que dar o atrativo maior e fazer crescer o interesse e a procura e isso é possível investindo em qualidades básicas do tipo: Demonstrar respeito iniciando os shows nos horários previstos, por uma qualidade sonora para que as bandas possam desempenhar bem o seu papel, (Obs: Eu Já toquei em alguns eventos que o som da sala de ensaio tinha uma qualidade melhor do que o som do show). No início você vai deixando passar essas coisas pela devoção ao underground, mas com o passar do tempo começa a não funcionar mais porque existe empenho e dedicação no bagulho todo, as bandas não estão brincando. Promover parcerias também é outra boa iniciativa…, ou seja, agregar valor e estima aos eventos!
Recentemente o Poisonous tocou em um festival, o Kill Again Metal Fest, e tudo isso foi respeitado!!! Resultado disso foi a casa cheia, vendas elevadas de merchandising, cerveja do lugar esgotada e por ai vai!!! Isso foi em 2017, o desse ano já aconteceu e foi vitorioso mais uma vez!!!! Que assim seja sempre!!!
Cartaz do show em Santiago/Chile
Importantíssimo também é valorizar a nova safra de bangers, lembre-se essa é a renovação, a manutenção do legado e um dia já fomos novos. Certo dizer que alguns dos novos ficaram pelo caminho, mas nós estamos aqui para provar que vale a pena apoiar quem está chegando!!! Tive apoio de muitas entidades do cenário aqui de Salvador quando novo e agradeço a eles por tudo!!! Hoje somos grandes amigos e lutamos juntos em prol da mesma causa!!! Metal Forever!!!!
Não quero ser o dono da verdade, mas é apenas uma humilde opinião de quem já vive isso por mais de 20 anos. Discordando ou não toda e qualquer idéia é válida quando o resultado esperado é a manutenção do cenário como um todo, estamos aqui para evoluir enquanto existir o caminho da mão esquerda e do pé de lodo!!!
Falando do lado ideológico e lírico, qual a posição que a banda adota perante ao underground? E falando da parte lírica, o que ou quem mais tem influenciado você nisso?
Alex Rocha – Nossa conduta é a de maníacos metal-heads, vivemos isso!!! Nós falamos de pesadelos, medos, insanidades, destruição, genocídio, hecatombes, inferno, caos, multiverso e suas peculiaridades, temas científicos, enxofre fétido, doença espiritual e tudo isso influenciado por filmes, livros, textos, documentários, bandas, vivencias pessoais!
Grande Alex Rocha muito obrigado pela entrevista cedida a este site e conte sempre com nosso apoio. As últimas palavras são suas…
Alex Rocha – Nós que parabenizamos você irmão pelo empenho e iniciativa!!! Como dito antes, nos conhecemos há bastante tempo e hoje mais velhos, gordos, carecas, com filhos e família, mesmo assim ainda estamos aqui, com uma fome de Metal maior ainda, é isso irmão obrigado por tudo!!! “Subterranean Rules”!!!
Abaixo segue o Lyric Video oficial da música Unmerciful Coronation faixa integrante do 7″ Vinyl EP lançado pela Crypts Of Eternity Productions:Ouça abaixo a primeira demo do Caixão “Black Coffin Entities”, atual projeto paralelo do Alex Rocha (Iron) e Evil Tyrant que em breve estará disponível em K7:
Este trabalho tem uma energia fantástica, um ótimo Heavy/Doom Metal de altíssima qualidade. Com sua pegada pesada e vocais que chega a nos remeter ao god Ronnie James Dio em sua magnifica passagem pelo glorioso Black Sabbath.
O Unholy Outlaw conseguiu aqui dosar na medida certa o peso, ritmo, cadencias e melodia. E por falar melodias, elas não são pegajosas e maçantes, tudo feito com extrema competência.
Esses músicos de Mogi das Cruzes vão longe, todos eles são excelentes em suas funções e fizeram um álbum para nos deixar boquiabertos. Impossível não balançar nossas cabeças escutando este ótimo trabalho.
A produção gráfica apesar de ser bastante simples, é muito bem-feita, senti falta das letras apenas. Pois com estas músicas soberbas dá muita vontade de cantar junto.
Já a produção no que se refere a gravação está com altíssimo nível, eles acertaram em cheio. É uma qualidade que dá gosto de ouvir, todos os instrumentos estão claramente audíveis e mixados de forma primorosa.
Me pergunto como essa banda ainda não explodiu, eles estão definitivamente prontos para ganhar o mundo e nos brindar com ótimos álbuns, Dark Wings é a prova do que estou falando.
As músicas TortureCircus e Truck inicia este CD com muita energia eletrizando e headbanger, aquela pegada que é inevitável agitar. Além de sua composição pesada e totalmente cativante, essas músicas nos tomam de assalto.
Mas quando vem Eternal Gardens Of Pleasures aí a consagração é absoluta, definitivamente uma das melhores músicas desse álbum e a que se destaca pela cadencia e pelo clima mais Doom Metal.
Este álbum apesar de ter sido lançado em 2016 merece ser comentado e recomendado para aqueles que procuram ouvir uma banda com muita originalidade e que faz um trabalho digno das melhores bandas do estilo.
E para finalizar em meio a essa viagem sensacional que esta obra nos traz, destaco aqui a faixa que dá título a este álbum, Dark Wings que é uma música belíssima e nos remete demais aos gloriosos tempos do Candlemass em sua melhor fase.