Autor: Éden Lozano

  • INNER CALL – Heavy Metal visceral feito para os verdadeiros amantes do estilo

    INNER CALL – Heavy Metal visceral feito para os verdadeiros amantes do estilo

    Inner Call é uma banda que preserva em sua música a verdadeira essência do Heavy Metal, nos dias de hoje com tantas bandas soando iguais, o Inner Call se destaca pela sua personalidade e amor ao que fazem. Definitivamente não é uma banda fabricada para tentar fazer sucesso a todo custo, essa banda é um exemplo a ser seguido em nossa cena, afinal eles conseguiram uma identidade própria e hoje são reconhecidos em muitas partes no mundo. Não me espanto pela estrondosa receptividade e ótimas criticas por todos aqueles que escutaram o seu trabalho, a competência é um dos pontos fortes que dessa banda. Convidamos aqui o seu fundador e excelente baterista, Luiz Omar para falar da trajetória do Inner Call para sabermos mais sobre essa banda que vem conquistando o planeta.

    Ao Vivo no Palco Do Rock, Foto por: Divulgação

    A banda surgiu em meados de 2008 em Salvador e foi formada por músicos de outras bandas que queriam fazer um Heavy Metal visceral. Conte-nos como foi esse início e quem eram esses integrantes?

    Luiz Omar – Olá, Eden. Primeiramente, nosso muito obrigado pela oportunidade de falar com os fãs através de um veículo tão conceituado entre os bangers como é a Roadie Crew. Eu fui baterista e vocalista na primeira formação da Slavery, que contava também com David na guitarra e Fábio no baixo, que nasceu como uma banda de Thrash Metal (com grandes influências de Sepultura, Helloween e Megadeth) e pouco à pouco, foi se encaminhando para o Death Metal, que era a grande influência do David e o som em evidência no mundo à época, quando de minha saída da banda. Chegamos a registar uma demo com quatro músicas, que nunca veio à público. Posteriormente, fundei a Postmortem, que também fazia o modelo de thrash mencionado acima e cuja primeira demo foi resenhada na Rock Brigade, com excelente repercussão, vendendo muito bem na Europa. Após um grande hiato à essas duas bandas que participei como membro fundador, fui convidado a tocar na Facção, uma excelente banda Heavy Rock, também de Salvador, de onde saiu o baixista da formação original do Inner Call, Márcio Farias. O Inner Call foi criado, num primeiro momento como “On the rocks”, e além de mim, contava com Márcio Farias, Roberto Índio nos vocais, João Paulo (atualmente “A casa”) e Aritana nas guitarras.

    Em 2009 a banda lançou seu primeiro registro a demo “On The Roads”, como foi a receptividade do público? E para a banda, essa demo abriu muitas portas para que vocês estivessem em bons festivais e shows?

    Luiz Omar – A demo “on the roads” foi gravada no stúdio caverna do som, já foi sob o nome Inner Call. Tinha cinco faixas: Inner Call, famous triad, bad minds, i’m back (this is rock’n’roll) e a balada It’s all in the heart, cujas músicas já executávamos nos shows e que sempre obtinham excelente receptividade do público, o que nos animou a registrá-las. Porém, confesso que a receptividade da demo nos surpreendeu, com ótimas resenhas em diversos zines e blogs, dando bastante visibilidade à banda o que culminou com convites para diversos eventos. Infelizmente, pouco tempo após o lançamento da demo eu estaria me mudando para São Paulo.

    Ao Vivo no Palco Do Rock, Foto por: Divulgação

    A banda por um tempo centrou suas atividades no Sudeste, firmando sede em São Paulo. Essa mudança foi benéfica para a carreira da banda?

    Luiz Omar – Eden, sou analista de TI e a necessidade de aprimoramento na carreira meio que forçou a mudança para São Paulo. E essa mudança, logo de cara, forçou uma ruptura na banda, pois estávamos num momento ascendente de nossa, até então, curta trajetória, divulgando a demo recém lançada. Durante um período pausamos as atividades da banda até termos uma definição de meu momento profissional. Porém, uma coisa era certeza: não havia como os demais membros abandonarem seus respectivos trabalhos para seguirmos com a banda na capital Paulista. Dessa forma, com o consenso e aval dos demais membros fundadores, recrutei novos integrantes e demos prosseguimento das atividades em um maior mercado, que é o maior da América Latina para o Heavy Metal, mais oportunidades foram aparecendo e tornando a banda mais conhecida. Então, afirmar se a mudança foi negativa ou positiva é um exercício que não pode ser feito sob o mesmo prisma, foram momentos e situações distintas. Sim, foi ruim termos quebrado uma ótima sequência que vínhamos tendo com a divulgação de “On the roads”, porém, as conquistas e experiências obtidas em São Paulo também foram benéficas para a banda. Então, eu prefiro aceitar que foram decisões necessárias no momento e que tudo acabou dando certo.

    Quais as maiores dificuldades encontradas por estar aqui no Sudeste?

    Luiz Omar – Primeiramente, fazer Heavy Metal é uma dificuldade em qualquer lugar do Brasil (acho que por isso nossas bandas têm tanta gana, o que se traduz em peso, metal bruto) e São Paulo não seria diferente. É o lugar das oportunidades, sem dúvida. Mas, em uma cidade de 10 milhões de habitantes, também há mais gente buscando seu lugar ao sol, “disputando” com você o mesmo músico, o mesmo espaço para tocar, a mesma vitrine. A maior dificuldade foi formar o novo time, ensaiamos por um tempo sem vocalista e com apenas uma guitarra, até que encontramos o Fábio e o Renato. O Inner Call, nessa época era formado por Fábio Lima nos vocais, Renato Passero e Rafael Perera nas guitarras, Régis Farina no baixo e Eu na bateria. Fechado o time, concentramos em terminar as composições para iniciar as gravações do álbum debut, “Inner Call”, que foi concluído em dezembro de 2013.

    2015 – Inner Call “Debut Album”

    O Debut álbum “Inner Call” foi lançado em 2015, como foi a repercussão deste trabalho no seu ponto de vista?

    Luiz Omar – O álbum “Inner Call” já trouxe repercussão positiva para a banda antes mesmo de chegar ao mercado. Como uma das estratégias de lançamento (e, claro), até mesmo como suporte financeiro às despesas decorrentes desse processo, organizamos uma campanha de crowndfundig que trouxe muita visibilidade para a banda. Atingimos um público que não sabíamos ter, conhecemos diversas pessoas que passaram a admirar a banda e também atingiu parte do objetivo principal. Em suma, a banda saiu dessa campanha, bem mais conhecida do que entrou. Até o presente momento, “Inner Call” já vendeu mais de 280 cópias de forma direta. Eu recebi solicitações do álbum de lojas da Galeria do Rock em São Paulo, Belo Horizonte e Fortaleza e pessoalmente fiz as entregas. “Inner Call” foi vendido em países como Alemanha, França, Itália, Grécia, Inglaterra, Espanha e Estados Unidos. A banda virou matéria de página inteira em jornais como o “A Tarde”, de Salvador, um dos maiores do Nordeste em circulação, além de inúmeras resenhas com excelentes notas na mídia especializada no Brasil e exterior. Então posso considerar que ele cumpriu bem o seu papel

    Houve uma boa divulgação desde trabalho por parte da gravadora?

    Luiz Omar – A MS Records, que agenciava a banda à época do lançamento de Inner Call, divulgou o álbum na mídia especializada local e fizemos em conjunto um trabalho de divulgação no exterior, visando tornar a banda mais conhecida nesse mercado, principalmente Europa e Japão. Recebemos várias notas altas em diversos blogs, zines e webzines de diferentes mercados.

    Luiz Omar, Foto por: Divulgação

    Em 2015 a banda volta para Salvador e com isso entraram novos integrantes, qual o ganho na parte musical da banda com a entrada deles? Quem eram eles?

    Luiz Omar – Mais uma vez o trabalho interfere na arte….ou seria o contrário? Acabei sendo transferido à Salvador, para a implantação de um novo projeto e, outra vez, a mudança ocorria num momento de ascensão da a Banda, que já contava com diversos shows de divulgação marcados. Num primeiro momento, fiquei na ponte área São Paulo x Salvador por um tempo. Mas acabou se tornando inviável, tanto pessoal quanto financeiramente. Dessa forma não houve alternativa, uma vez que o investimento financeiro é todo meu, não tive outra alternativa, senão retornar com as atividades da banda para Salvador e viver novamente todo o processo de recrutamento de músicos. Por sorte, o processo correu de forma rápida e com a volta do vocalista original, Roberto Índio. Como ele já estava mais integrado à cena de Salvador, sua ampla rede de contatos facilitou a composição da nova formação da banda que passou a contar com Alexandre Vitorino (Behavior/Vermis Mortem), Uiliam Rocha (Sarkoma), Roberto Índio (Scream for Maiden/Inner Call) e Benson Lisboa (Scream for Maiden). Benson Lisboa, infelizmente, ficou por pouco tempo em função de suas atividades profissionais, sendo substituído por Vinicius de Moraes (Arcantis) e esse, posteriormente, foi substituído por Gabriel Heiligen. O principal ganho musical com essa formação foi uma maior frequência de ensaios, uma vez que todos estavam na mesma cidade/estado e com essa frequência o entrosamento. Como prova de fogo, enfrentamos a edição 2016 do Palco do Rock – PDR, no primeiro dia, num show intenso e vibrante, para mais de 20.000 pessoas, cujo registro está em nosso site (www.innercall.com.br).

    Você foi vocalista da banda quando ainda se chamava On The Rocks, como foi que se deu a sua transição de vocalista para baterista? Foi fácil essa adaptação?

    Luiz Omar – Na verdade, eu fui vocalista (e baterista) em duas bandas anteriores, na primeira formação da Slavery e posteriormente na Postmortem. Eu venho de uma escola de grandes bateras/vocalistas como Ventor do Kreator, Dan Beehler do Exciter, Deen Castronovo, Roger Taylor (Queen), Peter Cris (Kiss), que sempre me inspiraram e tentei por um bom tempo assumir as duas funções. Como o cigarro acabou com minha (já pouca) voz, resolvi me dedicar exclusivamente ao instrumento e hoje faço somente backings em algumas músicas.

    Palco Do Rock, Foto por: Divulgação

    Acredito que a volta para Salvador foi muito boa para a carreira da banda, pois a banda fez uma ótima participação no renomado palco do rock e a banda teve uma página inteira no maior jornal do estado da Bahia, o jornal “A Tarde”. Como a banda recebeu esse convite de estar em destaque neste grande jornal? E quanto ao palco do rock, como foi este show para mais de 20.000 pessoas?

    Luiz Omar – Não há como negar que houve um enorme ganho (sob todos os aspectos) para a banda. Com os ensaios mais frequentes a banda foi se tornando mais coesa e confiante e há também o quesito composições. Estamos mais próximos, o que nos permite testar melhor as idéias para composição de novas músicas. Para se ter uma idéia, nesse quesito, hoje temos “na fila” 09 músicas para trabalharmos, visando um possível próximo álbum. Com relação à matéria do “A Tarde”, estávamos escalados para tocar no Palco Do Rock (mais uma evidência do quanto o festival é grande e repercute as bandas) e recebo uma ligação do jornalista Chico Castro, agendando uma entrevista e solicitando material da banda. É claro que isso nos deixou extremamente contentes. Enviei o material e fizemos a entrevista posteriormente, que foi amplamente divulgada em nossas mídias (fica aqui nosso muito obrigado ao jornalista Chico Castro por sempre abrir espaço para as bandas de metal da Bahia). O Palco Do Rock é o nosso caso de amor. Estamos presentes desde a edição de 2016, a cada ano com um repertório mais variado e consistente. Porém, é importante frisar: a edição de 2016 era nossa reestreia em casa, após longos 06 anos fora, na primeira noite e para um grande público: o frio na barriga era intenso. Foi uma noite perfeita, um ótimo show. Valeu demais

    Logo depois o Benson Lisboa deixa a banda e foi substituído por Gabriel Heiligen, quais foram os motivos para o Benson deixar a banda? Como foi a adaptação do Gabriel no line-up da banda?

    Luiz Omar – Benson tinha outras atividades profissionais e muitas vezes a banda conflitava com essas atividades. E pior (ou melhor) muitas vezes ele tentava de todas as formas cumprir os compromissos com a banda, ainda que se prejudicasse um pouco com suas atividades. Isso não era justo com ele. A opção foi substituí-lo, de forma amigável e a amizade continua sólida até hoje. Benson, inclusive, é um dos nossos melhores “representantes”, sempre tem material da banda à venda em seu bar, o “Eddie caldos e espetos”, ponto de encontro da galera Headbanger em Salvador. Com a sua saída, tivemos a entrada de Vinicius de Moraes, que realizou alguns shows e, posteriormente, Gabriel Heiligen, que ficou na banda até Abril/2018.

    Ao Vivo no Curvelo Motoshow, Foto por: Divulgação

    Em 2017 a banda volta ao palco do rock e a banda alçou voo ainda mais longe, vocês foram convidados para participar do grande “Curvelo Motoshow” em Minas Gerais. Esse evento reuniu um publico de mais 40.000 pessoas. Qual foi a sensação de tocar para um publico tão grande? Como surgiu essa oportunidade grandiosa de estar como atração neste evento?

    Luiz Omar – 2017 ficará gravado em nossas memórias. Participamos pela segunda vez do Palco do Rock, sempre com grande e fiel público, que todas as noites lota o evento. E tocamos pela primeira vez em Curvelo, em um dos maiores eventos motociclísticos do Brasil, o “Curvelo Motoshow”, para um público, como você citou, superior a 40.000. Não há palavras que possam descrever a emoção de tocar com produção e estrutura de primeira linha, para público tão grande e que não se limitou a participar intensamente do show, simplesmente esgotou nosso merchandising.

    E ainda em 2017 vocês passaram em mais cidades, quais foram essas cidades? E como foram essas apresentações?

    Luiz Omar – E ainda em 2017, antes da pausa para a gravação do novo álbum, fizemos diversos shows em cidades como Serrinha e Feira de Santana. Foram apresentações insanas em eventos bem organizados e que, com certeza, voltaremos a tocar.

    2018 – Elementals “Segundo Álbum”

    Em 2018 temos uma grata surpresa, foi lançado o segundo álbum “Elementals” que pra mim é um trabalho surpreendente. Senti a banda ainda mais visceral que o primeiro álbum. Qual sua opinião à respeito deste álbum?

    Luiz Omar – Eden, ainda estamos digerindo o impacto que é “Elementals”. Tínhamos consciência do peso das músicas e como queríamos que esse álbum soasse. No entanto, o excelente trabalho do pessoal do stúdio Revolusom elevou isso a outro patamar. Estamos surpresos e muito felizes com os resultados que esse álbum está obtendo, com ótimas resenhas de publicações como France News, da França, a RockHard da Alemanha, a própria Roadie Crew e inúmeros outros sites, zines, blogs e webzines no Brasil. É fantástica a recepção desse trabalho!!! Com ele mantivemos a “presença” em países como Alemanha, Itália, USA, Japão, Espanha, Grécia e Holanda e alcançamos países que ainda não havíamos chegado com o “Inner Call”, como Rússia, Portugal, Canadá, Bélgica, Peru, Argentina, México, Dinamarca, Irlanda do Norte, Filipinas, dentre outros. Como eu disse, estamos muito felizes com o resultado e sim, estamos soando mais viscerais que no primeiro álbum. Isso é resultado de muito trabalho e dedicação de todos da banda.

    Vocês fazem um Heavy Metal feito para quem gosta de peso, feito para headbangers de verdade, sem aquela coisa chata que maioria das bandas incorporam em suas músicas como uso de melodias maçantes. De quem de vocês partiu essa atitude de fazer esse Heavy Metal pesado, rápido e diferente do se faz hoje?

    Luiz Omar – Eden, para nós ouvir suas palavras é mais que um receber um grande elogio, é uma honra enorme saber que honramos a bandeira do metal. O primeiro plano na banda é que a música agrade internamente. Temos referências e influências diversas no universo Inner Call e sempre haverá algo em nossas músicas que estão nascendo, que não nos agradará. Esse é o ponto onde mais procuramos trabalhar, de forma que a música agregue as referências de todos, mesmo quando a música tem um único compositor. A música do Inner Call é o reflexo de seus componentes, é o tipo de metal que queremos ouvir, que gastaremos grana comprando um CD. Talvez seja esse o ponto de fusão ideal como compositores. Trabalho todos têm, se não tivermos prazer na execução de uma música, ela não soará honesta, não terá feeling

    Ao Vivo no Palco Do Rock, Foto por: Divulgação

    Para fortalecer ainda mais a divulgação da banda, vocês aliam-se ao The Metal Vox do grande Jaime, um dos percussores Metal no Nordeste. Como está sendo trabalhar ao lado dele? O trabalho feito pela The Metal Vox está atingindo suas expectativas?

    Luiz Omar – Cara, já conheço o Jaime de longas datas e sei da história do Jaime na cena. Antes de fecharmos a parceria eu conversei bastante com ele, expus tudo que esperava de uma parceria, o que precisava e ouvi o que ele tinha para me propor. Posso dizer para você que estou muito satisfeito com o trampo do Jaime e The MetalVox, está atingindo todas as expectativas, de forma que projeto um futuro longo para nossa parceria.

    Para a divulgação de Elementals a banda fez uma turnê pelo Brasil?

    Luiz Omar – Infelizmente não excursionamos ainda, fizemos somente shows isolados. Não por falta de oportunidades e sim questão de logística mesmo. Como temos nossos trabalhos para o sustento da família fica um pouco complicado alinhar folga de todos em períodos de 7, 10 dias para emendarmos 4, 5 shows consecutivos. Por três vezes quase fechamos uma tour envolvendo SP e MG, com quatro datas. Mas, está bem madura a ideia e os contatos e deverá acontecer muito em breve.

    Qual a temática lírica no álbum Elementals?

    Luiz Omar – Elementals não é um álbum conceitual, temos temas distintos no mesmo. A faixa título, “Elementals” versa sobre os elementos ar, terra, fogo e água e sua ação na natureza em resposta ao comportamento humano, 2012 é uma mensagem baseada na maldição Maia sobre o fim do mundo. “Hades” e “There’ll Be Hell” versam, cada qual com sua visão, sobre o inferno e The Night Queen deixa o ouvinte bem à vontade para criar sua própria rainha.

    Vocês também participaram de uma coletânea que foi lançado no Japão e Estados Unidos. Li muitas ótimas reviews à respeito de vocês na mídia especializada europeia. A banda já teve alguma proposta de se apresentar lá fora? Você tiveram ciência da ótima repercussão dessa coletânea lá fora?

    Luiz Omar – Na verdade foram duas coletâneas, ambas da Imperative music, os volumes XIV e XV com Hades e 2012, respectivamente. E sim, tenho ciência da grande repercussão sobre a banda e estamos aproveitando ao máximo o momento para capitalizar isso de forma que se transforme em shows brevemente. Recebemos retornos muito positivos sobre nossa participação. Chegaram muitas mensagens, contatos de distribuidoras e gravadoras. Estamos pavimentando o caminho para que isso aconteça já em 2019

    Ao Vivo no Curvelo Motoshow, Foto por: Divulgação

    Voltando a falar do álbum Elementals, a capa é show à parte, quem foi o artista que ficou responsável por esta magnifica arte?

    Luiz Omar – Todo o conceito visual gráfico é responsabilidade minha. Mas, o Mago que colocou a ideia no papel foi João Duarte. Foi muito legal trabalhar com o cara, que mesmo sendo um artista super-renomado no metal no Brasil e exterior, é um cara muito simples, muito bom de trabalhar, parceiro mesmo.

    Referente a atual cena underground no Brasil, como você tem visto a cena nacional?

    Luiz Omar – A cena está viva, pulsando. O momento financeiro não é propício, com um elevado nível de desemprego, o que momentaneamente tira um pouco do público. Mas, a cena está viva como nunca. Bandas novas surgindo, com excelentes trabalhos e as antigas mantendo a fidelidade ao metal. Nossa cena vai continuar resistindo forte.

    Quais os planos do Inner Call para o futuro?

    Luiz Omar – Num curtíssimo prazo vamos liberar nosso primeiro vídeo clipe oficial, que está sendo finalizado nesse momento. Já tínhamos feito dois lyrics vídeos e agora sairá o primeiro clipe. Aguardem. Temos algumas datas marcadas nesse último trimestre de 2018, como o festival Suíça Baiana, dia 20/10 em Vitória da Conquista, um dos maiores festivais da Bahia. Também estamos trabalhando na possibilidade da tour europeia para 2019 e trabalhando também novas músicas, que comporão um novo registro em 2019.

    Meu amigo Luiz Omar, muito obrigado pelo seu tempo cedido a esta entrevista, espero vê-los aqui em São Paulo em breve. As últimas palavras são suas…

    Luiz Omar – Eden, mais uma vez agradeço a concessão do espaço. O Inner Call conhece e reconhece a sua luta em prol da bandeira do underground. Com certeza estaremos em São Paulo muito em breve, será um grande prazer tocar na cidade novamente. Um grande abraço e “…listen to the inner call”.

    Abaixo segue o muito bem produzido Lyric Video da música “Hades”: Abaixo uma mostra da performance ao vivo do Inner call, vídeo gravado no Solar da Boa Vista em Salvador/Ba:
  • QUEIRON – Lança lyric video da faixa “DENIAL UPON THE HEAVENLY SCORN” de seu mais novo álbum

    A extrema banda Queiron acabou publicar nas redes sociais o lyric video de “DENIAL UPON THE HEAVENLY SCORN”, faixa integrante de seu mais novo álbum “Endless Potential of a Renegade Vanguard” que está com lançamento previsto para novembro deste ano pela gravadora Heavy Metal Rock. Confiram:

  • BAPTISM – The Devil’s Fire [8,0/10]

    BAPTISM – The Devil’s Fire [8,0/10]

    Este é o quinto álbum desta banda finlandesa que faz um Black Metal muito bem produzido. A gravadora My Dark Desires Records trouxe aos seguidores desta suprema arte uma produção impecável, um CD que logo de cara nos desperta curiosidade apenas por ver a belíssima capa. A música encontrada aqui não fica atras, uma obra maligna muito bem executada.

    As músicas, além de serem muito bem construídas, estão em um nível altíssimo de qualidade da gravação. Posso dizer que este trabalho do Baptism é de longe o melhor de sua carreira.

    Como mencionado acima, a capa é de fato um trabalho artístico extraordinário que foi assinado pela Misanthropic Art Illustrations e o encarte muito bem acabado contendo todas as letras ficou a cargo do Artem Grigoryeu.

    Destaco aqui a intro “Natus Ex Ignis” que tem um clima sombrio, uma atmosfera muito negra e, ao mesmo tempo, angustiante. “Satananda” começa uma incursão de bateria de nos deixar boquiabertos que logo se funde as suas guitarras extremamente pesadas e empaladoras, com seus riffs muito bem construídos exalando a verdadeira essência do obscuro Black Metal.

    “The Sacrament Of Blood And Ash” já começa numa pegada tipica do estilo, rápido, frio e avassalador, uma música empolgante que nos cativa por definitivo. As partes com vocais limpos combinam muito bem com o vocal extremamente blasfemo do Lord Sargofagian, que fez um trabalho muito competente aqui.

    “Devil’s Fire” é uma faixa que que definitivamente se destaca neste material, não é atoa que o mesmo nomeia este álbum. Riffs impregnantes executados com primor. Dá pra sentir ouvindo essa música o alto nível técnico destes integrantes e posso dizer que eles conhecem de fato o que se propõem a fazer.

    Destaco aqui também as ótimas músicas “Abyss”, “Cold Eternity”, “Malignant Shadows” e a faixa que fecha este opus maligno “Buried With Him” que demonstram o potencial desde trabalho que está sendo espalhado por todo planeta e agora aqui no Brasil. São músicas que gravitam entre o brutal e o melancólico em uma sinfonia majestosa e infernal

  • DAWN – terá o álbum Slaughtersun lançado no Brasil

    DAWN – terá o álbum Slaughtersun lançado no Brasil

    A gravadora My Dark Desire Records anuncia que em breve estará lançando o CD “Slaughtersun (Crown Of The Triarchy)” em uma ótima edição nacional e limitado em 500 cópias.

    Pra brindar este lançamento a gravadora está estudando a possibilidade de incluir um belíssimo e um slipcase, vamos torcer para que tudo dê certo e possamos ter uma edição de luxo e exclusiva para nós brasileiros.

    Aguardamos ansiosos por este lançamento!
  • Thrash Till Death

    Thrash Till Death

    NOME DO EVENTO: Thrash Till Death

    DATA DO EVENTO: 2018-10-26

    ATRAÇÕES: Tamuya Thrash Tribe e Carraz

    ENDEREÇO DO EVENTO: www.facebook.com/events/310282576441066

    CIDADE: São Paulo

    ESTADO: São Paulo

    HORÁRIO: 21 horas

    LOCAL DO EVENTO: Espaço Som

    VALOR DO INGRESSO: R$ 20,00

    OBSERVAÇÕES: Tamuya Thrash Tribe – Banda do Rio de Janeiro, thrash metal
    Carraz – Banda de São Paulo, thrash metal

  • SCARLET PEACE – hiato de quatorze anos chega ao fim, lançado segundo álbum

    SCARLET PEACE – hiato de quatorze anos chega ao fim, lançado segundo álbum

    A banda de Doom Metal sergipana SCARLET PEACE acaba de lançar o sucessor do seu primeiro álbum, “Into the Mind’s Labyrinth” (2004). Trata-se de “Tempus Fugit”, cujo track list fora composto entre os anos de 2005/2009 e músicas gravadas em 2010. Somente em 2016 finalmente a SCARLET PEACE recomeçou o processo mixagem e masterização e negociação com atuantes selos do underground nacional: TheMetalVox Recs & Distro, Odicelaf, Black Order Productions, Nuktmeron Productions, The Voice of Steel, Eclipsys Lunarys.

    A parte gráfica ficou sob a tutela do talentoso Paulo Frade, renomado artista plástico e professor de artes visuais. Frade produziu uma  pintura realista retratando a passagem entre a vida e a morte com o barqueiro conduzindo uma alma recém-morta através do Rio Styx para o mundo dos mortos, posteriormente a pintura fora manipulada e tratada pelo designer e batera Alexandre Alcântara.

    A temática lírica gravita em torno de variados temas relacionados entre a vida e a morte como o estado de coma, o estado moribundo, lembranças de vida, angústia e decepção, ganância, sofrimento e dor e sonhos e pesadelos terríveis que nos assolam…

    Track list: 1-      Tempus 2-      Entre a razão e a fé 3-      Remembrances of Pain 4-      You Lose 5-      So Silent 6-      Peaceful Agony 7-      Dark Passage 8-      Presente Moribundo 9-      Falling Pedidos: [email protected] https://www.facebook.com/MetalVox https://themetalvox.loja2.com.br/
  • DEFORMITY BR – banda em breve lançando dois clipes

    DEFORMITY BR – banda em breve lançando dois clipes

    A Deformity BR, banda de Spllater Death Metal, está trabalhando junto à Canguru Filmes para o lançamento de dois vídeos clipes ao vivo. Com esse formato, a banda pretende mostrar o desempenho da atual formação e divulgar as musicas “Confessions of a Perturbed Mind” e “Torturing Unfortunate People”, ambas pertencentes ao EP com mesmo título desta última. Mais informações serão disponibilizadas dentro em breve.

  • INNER CALL – banda escalada para tradicional festival Suíça Baiana

    INNER CALL – banda escalada para tradicional festival Suíça Baiana

    A banda baiana de Heavy Metal Tradicional INNER CALL foi escalada para integrar o cast de um dos principais festivais musicais do interior da Bahia, o Suíça Baiana, realizado na aprazível cidade de Vitória da Conquista.  Este festival chega a sua sexta edição e reúne bandas dentro do Universo do Pop Rock ao Heavy Metal, caso particular do INNER CALL e Erasy (Feira de Santana/BA).

    INNER CALL marcará sua participação no Palco Desordem da Concha Acústica do Centro de Cultura no Sábado dia 20 de Outubro, confira a grade:

    16:00 h Social Freak (BA) 17:20 Mórficos (BA) 18:40 INNER CALL (BA) 20:00 Erasy (BA) 21:20 Febre Séptica (BA)
  • THE CROSS – participações encerradas com vocalista do Dying Suffocation

    A banda baiana THE CROSS, pioneira no Brasil quando se trata de Doom Metal, está regravando a lendária demo “The Fall” para comemorar os vinte e cinco anos de seu lançamento. Para isto alguns seletos vocalistas foram convidados para abrilhantar ainda mais as novas versões.

    O “escalado” para participar da regravação da música “Scars of an Illusion” foi nada mais nada menos que Alexsandro Habigzang  da banda paranaense de Death/Doom Dying Suffocation. No link abaixo Alexsandro Habigzang  comenta sobre sua participação, além de podermos conferir um trecho da sua participação:

  • AD ASTRA PER ASPERA – Volume Two (Compilation) [9,0/10]

    AD ASTRA PER ASPERA – Volume Two (Compilation) [9,0/10]

    Este CD é uma ótima compilação de bandas que fazem parte do cast da gravadora Hammer Of Damnation. Neste trabalho a gravadora apresenta aos fãs do metal extremo de todo o mundo um pouco das bandas que estão sendo apoiadas pela HOD.

    Logo quando recebemos o material, a apresentação gráfica nos chamou atenção por sua capa muito bem feita e apesar do encarte ser simples, todas as informações necessárias estão aqui para aqueles que se interessarem em conhecer mais das bandas presentes.

    Esta gravadora vem se destacando pelo ótimo trabalho e por estar sempre atuante no cenário brasileiro e do exterior, assim promovendo as bandas de forma muito profissional e honesta. Ao iniciar nossa audição já nos deparamos com grandes bandas que vamos deixar aqui nossas impressões.

    1 – ETERNAL SACRIFICE – The Three Mashu’s Seals, The Conquest Of The Ganzir and Arzir Gates (Hazred Area): O CD inicia com esta banda oriunda de Salvador e que já fincou definitivamente sua bandeira entre os maiores nomes do black metal nacional. A música aqui apresentada faz parte do seu novo trabalho recém lançado pela HOD e que está tendo excelentes criticas ao redor do mundo, afinal estamos falando de uma banda que detém muito conhecimento musical e lírico. Uma faixa digna de estar abrindo essa compilação e mostrando todo seu poder. O Eternal Sacrifice realmente se destaca e abrilhanta de forma honrosa esta compilação. “The Three Mashu’s Seals…” é uma música que nos faz viajar entre seus climas majestosos, apresentando trabalhos de guitarras maravilhosamente bem executadas, teclados soberbos, bateria muito bem encaixada e os vocais do Naberius que é um show a parte, entre seus rasgados e vocais limpos podemos dizer que essa banda tem de fato uma sonoridade única.

    2 – EXTERMÍNIO – Alcateia Macabra: A faixa abre com uma introdução no mínimo perturbadora e que logo é seguido por uma música ríspida e crua em uma velocidade absurda que combina com suas partes mais lentas. Dá pra notar que essa banda é influenciada pelos mestres do grande Sarcófago. Sua música é realmente fria, crua, obscura e brutal com vocais que passam a sensação do caos absoluto que se encaixa com perfeição à sua proposta musical. Banda oriunda do Mato Grosso do Sul que está na ativa desde 2004.

    3 – EVIL – Uralter Hass: Está faixa é bem crua e essa música foi tirada do K7 “The Fall From Endless Grave”. Uma sonoridade direta, um trabalho simples e perfeita para os amantes do Black Metal subterrâneo.

    4 – GOAT PRAYERS – Bringdown The Celestial Lair: Ótima banda que faz um Black Metal muito bem executado. O seu inicio nos remete aos gloriosos e antigos trabalhos do Mayhem. No decorrer da música, vem partes cadenciadas que tornam essa música de fato muito empolgante e em meio a frieza de suas guitarras com riffs cortantes, notamos um clima muito mórbido com seus teclados. E também encontramos aqui belos dedilhados em meio a trovões que logo o caos toma conta de tudo e o torna uma excelente participação nesta compilação.

    5 – HAMMERGOAT – The Black Death, The Bubonic Plague: A participação desta banda trás um peso absurdo a está compilação, um som brutal e altamente recomendado para fãs do Blasphemy. Direto e reto em sua mensagem, fazem um som devastador, uma faixa curta porém muito expressiva.

    6 – SULPHURIS OBLIVIO – Endvra: Essa música quando inicia ficamos bem surpresos, contrasta com tudo que vinhamos ouvindo até aqui. O trabalho apresentado é um som depressivo e com uma melodia muito soturna. Os amantes do Doom Metal vão gostar muito desta participação. Confesso que achei a música um pouco repetitiva, mas não deixa de ser uma ótima música e é uma banda de fato interessante.

    7 – TOTEMTABU – Caixão De Lotus: Essa banda executa um som que se assemelha muito o Dark Metal e nos remete demais ao Bethlehem. Pois flutua entre o brutal e o depressivo, com vocais enlouquecidos e desesperados que dá uma sensação de muita angustia e dor. Realmente recomendo para amantes do Dark Metal feito no passado.

    8 – WALSUNG – Ashes To Ashes: Essa faixa foi uma participação primorosa, um pesadíssimo Pagan Black Metal com muita influencia de velho Doom Metal envolto em muita melodia mórbida e um clima muito negro. Essa música é muito bem feita e sua execução é impecável.

    9 – OPUS BELICO – Opening The Wargates Of Ares: Essa participação já inicia com guitarras extremamente contantes e depois a banda mistura partes cadenciadas com blastbeats ultra rápidos,. A musica em si não fica só nisso. Tem muitas passagens diferenciadas e dá pra sentir que é uma banda com muito conhecimento musical. A gravação deixou um pouco a desejar, pois com certeza se fosse gravada com um pouco mais de esmero, seria uma das melhores músicas apresentadas aqui. O vocal é muito forte e potente entre seus guturais e rasgados, o ponto fraco é que a voz está muito alta e por isso fica um pouco fora de tudo. Não deixa de ser uma boa participação, espero ouvir mais dessa banda em breve, pois essa música é bem construída apesar da gravação.

    10 – RAVENDARK’S MONARCHAL CANTICLE – Holocausto Manicomial: A música inicia com muita melancolia e depois vem uma brutalidade bestial que toma conta de tudo. O ódio com certeza é um dos fatores que faz parte desta composição e o torna revoltoso. Gostei muito desta faixa, me remeteu as várias vertentes do metal extremo em uma só música como Grind, Death Metal, Black Metal com uma pegada dos clássicos dos anos 90.

    11 – CARPATUS – From a Dreadful Past: Introspectivo, misantrópico e gélido. Foram essas as sensações ao ouvir esta ótima música. Essa banda consegue unir a rispidez do Black Metal com melodias intensas e obscuras, como uma forte névoa em uma noite fria e muito escura. Essa é uma participação que se destaca aqui, música muito bem feita e bem executada por todos os membros que formam essa grande banda.

    12 – DETHRONED CHRIST – Wolves: Trovões e Lobos sedentos por sangue uivando sob a luz da lua que anuncia o caos, de fato é o que essa música nos trás, o caos em um som completamente negro e sanguinário. O CD fecha aqui com uma demonstração do poderio bélico que compõe o Cast da gravadora. Essa banda fecha com honra a compilação, com muita maldade, brutalidade e um som que não foi feito para os fracos. Nota-se aqui a influencia do extremo feito em nosso país nos anos 80 e 90 por bandas como Sexthrash e Sarcofágo.

    Considerações finais: Esta compilação é uma demonstração de que o subterrâneo nacional está mais vivo do que nunca e com grandes bandas.

    O próprio material já nos alerta em seu encarte: BLACK METAL FOR PASSION – NOT FOR FASHION!