Autor: Éden Lozano

  • LAMMASHTA – Princípios coerentes e muita determinação

    LAMMASHTA – Princípios coerentes e muita determinação

    Oriundo de Maceió, esta banda vem em sua trajetória se tornando um exemplo de determinação e foco, nunca deixando de lado seus princípios e sua forte ideologia. Durante anos a banda vem se destacando no necro-underground subterrâneo e que esse ano comemora mais uma conquista, o seu novo álbum Anonymous the Curse of Lammashta em uma iniciativa ousada e muito incomum aqui no Brasil. Para sabermos mais sobre a carreira destes guerreiros convidamos o vocalista/baixista Doom Borges e o fundador da banda Borghyers Infamael que travaram uma luta constante para sobrepujar todas as dificuldades encontradas.

    Em nossas conversas, Doom, você me falou que sempre foi um admirador do Lammashta e que acompanha a banda desde o início. Você poderia nos relatar como surgiu a banda?

    2002 – Excommunicate Soul “Demo”

    Doom – Em primeiro Eden, obrigado pelo espaço de divulgação e oportunidade da entrevista! Isso mesmo, lembro de meu primeiro contato com a banda em 2002 na cidade de Maceió quando dividimos palco em um evento. Quando escutei a demo “Excommunicate Soul” fiquei muito surpreso pela brutalidade e pelas texturas musicais, desde então passei a manter contato e acompanhar os lançamentos da banda.  A banda Surgiu no ano de 2001 com a extinção da banda Kavy.

    Logo no ano seguinte a sua formação a banda divulga sua primeira demo, Excommunicate Soul, como foi a reação do público referente a este primeiro registro da banda?

    Infamael – O reconhecimento foi imediato e favorável, porém por não ter sido um processo de divulgação inclusivo por falta até de intimidade com o processo de divulgação no cenário da época e pela quantidade inferior de cassetes confeccionadas, um público seleto adquiriu esse material demonstrando e manifestando plena satisfatoriedade. Portando mediante ao reconhecimento instantâneo a proposta da banda estava se consolidando e intensificando. Trazendo respaldo e legitimidade no cenário.

    Doom Borges, Foto por: Thiago Warfiled
    2003 – Spiritual Immolation “Demo”

    Quando conheci de fato o Lammashta, foi quando estive em Maceió em meados de 2003 e conheci o Diego que na época trabalhava em uma loja especializada e nessa visita a loja, ele me passou a demo Spiritual Immolations. Fiquei muito impressionado com o som de vocês na época e a partir daí comecei a acompanhar de perto a carreira da banda. Essa demo foi o trabalho que deu mais visibilidade para banda na época? Como foi a divulgação desta demo?

    Infamael – Para ser sincero o Spiritual Immolation trouxe de certa forma uma significativa visibilidade sim, em especial pelo contraste das composições evidenciadas na demo, contudo tal campanha da demo foi potencializada a partir das apresentações ao vivo de certa forma bem peculiares, atraindo atenção dos apreciadores de metal extremo, principalmente por conta do discurso e performances enérgicas nos palcos. Resultando numa massifica aceitação desta demo.

    Depois de 4 anos vocês lançaram o primeiro álbum, Anonymous, como foi toda concepção deste trabalho?

    Infamael – Diferentemente dos anteriores, apesar de todo cuidado e maturidade nas composições junto à contextualização, esse material não atingiu resultados esperados na época, no sentido de aceitação. Porém toda intenção e concepção foram atingidas, fazendo com que percebêssemos mudanças evolutivamente significativas no processo de composição deste álbum junto à ascensão intelectiva, musical e individual dos integrantes frente às características do álbum. Visto que tínhamos como intenção um redirecionamento da temática abordada e novos contextos.

    2007 – Anonymous “Primeiro Álbum”

    Esse CD saiu de forma independente, vocês que decidiram lançar por conta sem o envolvimento de algum selo?

    Infamael – Certamente. Tínhamos um pouco de pressa, pois aguardamos um período substancial levando em consideração a situação estrutural e organizacional da banda naquele estágio. Logo decidimos fazer um a um os exemplares do Anonymous, pois até então não tínhamos resposta nem interesse de ninguém naquela altura.

    Mesmo tendo sido lançado de forma independente, a distribuição foi como esperada?

    Infamael – Por julgar um disco mal compreendido por alguns naquele período, e com muitos aspectos supostamente desconstitutivos, de forma alguma a distribuição foi como esperávamos. Apesar de todo nosso legítimo entusiasmo, a distribuição foi até certo ponto muito rudimentar e seletiva, poucos exemplares foram difundidos. Apenas os apreciadores, simpatizantes do metal extremo e pessoas próximas e excêntricas adquiriram esse material. Mais nem por isso abandonamos a campanha proposta por nós durante determinado período. Prosperamos bastante por conta desta experiência.

    E em 2009 vocês com muita força de vontade, lançaram o EP Rationality And Intolerance também de forma independente. Quais foram as maiores vantagens e desvantagens ao lançar seus trabalhos por conta própria?

    Doom – Eu acredito que lançar de forma independente deixa a banda mais livre e no controle quanto ao processo criativo e repasse dos materiais, porém vejo a desvantagem na logística de distribuição. Os custos de envio dos materiais pelo correio são altos para uma banda underground então quando se tem alguém ou algum selo como parceiro há uma divisão de “tarefas” o que facilita a distribuição de materiais e melhor divulgação.

    Borghyers Infamael, Foto por: Thiago Warfiled
    2009 – Rationality and Intolerance “EP”

    E ainda falando do EP que contem três músicas, vocês têm em mente pro futuro o plano de relança-lo para todos que ainda o procuram?

    Doom– No momento isto não é pauta para banda digamos, pois estamos nos passos iniciais para compormos um novo disco inédito e focando nisto, mas evidente que se alguém se interessar por ele podemos providenciar sem problema.

    Depois de todos esses anos de luta em prol do underground, vocês atacam em 2014 com segundo álbum The Pandemonium Begins Here ainda de forma completamente independente. Não houve nenhum interesse por parte dos selos para esse lançamento?

    Infamael– Em todo decorrer de 2014 não houve nenhuma manifestação de interesse por parte de selos, grupos, aliança etc. E seguramos bastante antes de tomar qualquer tipo de decisão precipitada relacionada ao lançamento independente. Só então num período de descrença resolvemos aos poucos distribuir artesanalmente o material gravado, foi quando então finalmente chegou às mãos certas e a aliança foi firmada, fazendo com que atingíssemos nosso objetivo até então.

    É um trabalho muito bom e que ao adquirir fiquei surpreso por ser independente. Em algum momento vocês não pensaram em montar um próprio selo?

    Doom – De fato o álbum Pandemonium tem qualidade bem aceitável em termos de produção sonora mesmo sendo todo gravado em casa e com poucos recursos. Veja Eden, devido a questões financeiras e de prioridades não seria vantagem para os membros enveredar neste caminho de montar um selo. tiraria o foco da banda.

    2014 – The Pandemonium Begins Here “Segundo Álbum”

    Depois de muito tempo fiquei sabendo que o Diego, um dos fundadores da banda, saiu do Lammashta. Qual foi o motivo que o fez sair?

    Infamael – Tomarei a liberdade de reorganizar esta informação. Veja, eu quando resolvi terminar nosso antigo projeto antes do Lammashta, o fiz por inconsistência de critérios causados por antigos envolvidos. Logo com o engrandecimento e consolidação de princípios singulares necessários para constituir essa esfera, resolvi fundar o Lammashta sob uma nova égide. Então a coisa foi restabelecendo, amadurecendo, consolidando e tornando uma banda com princípios coerentes e determinados. Então quando conseguimos atingir tais propostas ao decorrer dos anos durante nossa trajetória, alguns dos membros já não mais se identificavam com a organização mantida por anos, foi quando por motivos de incompatibilidade e auto-reconhecimento, alguns membros, incluindo Diego, decidiram se ausentar do Lammashta. Foi quando ele, através de sua sinceridade e auto-reconhecimento, encontrou o momento mais adequado pra se desligar da banda.

    E em 2016, Doom, você se integra a banda mesmo morando em outro estado. Como surgiu essa oportunidade de estar à frente do line-up?

    Doom – Com a saída do Diego após o lançamento do EP “Rationality And Intolerance”, no ano de 2011 houve contatos a respeito de minha entrada na banda, cheguei a receber letras e as tablaturas de baixo para ir treinando as músicas, porém eu estava envolvido em muitas atividades pessoais e com outras bandas o que estava tomando muito meu tempo, então acabou não rolando. Porém no ano de 2016 o Lammashta foi convidado para um evento aqui onde moro, e continuava sem vocalista e baixista. Então topei o desafio de memorizar todas as letras do set list do show para fazer o Vocal, e o Sandro um colega de longa data da banda tocou baixo. Após o show o Infamael propôs que eu voltasse a tocar baixo e cantar para facilitar a logística de possíveis novos shows ao vivo, topei o desafio e acabei efetivando na banda.

    E como mencionado acima, você mora em Aracajú no estado de Sergipe que é vizinho do estado de Alagoas, mas mesmo assim outro estado. Como tem sido para você estar nos ensaios e cumprido a agenda da banda devido à distância?

    Doom– Não é algo fácil realmente, pois eu tenho família, um trabalho fixo que toma muito o meu tempo, fora as outras bandas que toco. Porém a tecnologia facilita em termos de decisões internas da banda e troca de informações o que é diferente da época das cartas, há o fato da banda ter os materiais lançados então posso treinar em casa mesmo sozinho acompanhando o CD, porém em algumas ocasiões preciso ir até Maceió para ensaiarmos em conjunto e melhorar o entrosamento, principalmente quanto tem algum evento em pauta. Até o momento tem funcionado bem desta forma, mesmo com todas as dificuldades o amor ao Death Metal fala mais alto. Salve o metal da morte!!!

    Edyskull, Foto por: Thiago Warfiled

    Após a sua entrada é notório que houve uma evolução na sonoridade da banda. A proposta de implementar novos elementos à música do Lammashta partiu de você ou foi uma evolução natural?

    Doom – Acredito que de forma natural,  o Edyskull e o Infamael são excelentes músicos, dedicados e que sempre estão aprimorando suas técnicas, eles são os principais responsáveis pela estrutura musical da banda, mas evidente que tenho minha forma de compor as letras e encaixa-las nas músicas, sou meio paranoico com a métrica dos vocais na música bem como o cuidado com as palavras e refrãos, e isso acaba alterando um pouco como a banda está soando atualmente, mas creio que as pessoas que acompanham a  banda facilmente identificam características bem marcantes que permanecem fiéis como: a variação de andamentos em mid tempo, blast beats, climas densos e mórbidos.

    2018 – Anonymous the Curse of Lammashta “Terceiro Álbum”

    E este ano já com você assumindo a dois anos o baixo e o vocal, é lançado o mais novo trabalho, Anonymous, The Curse Of Lammashta sob as assinaturas dos selos Sociedade dos Mortos e Pictures From Hell Distro. Como surgiu a parceria destes grandes selos para este lançamento?

    Doom– Quando eu entrei na banda a parceria já havia sido firmada entre os envolvidos, e encaro o relacionamento com os selos como se fizessem parte interna da banda, eles foram peças fundamentais para que esses 2 discos. O Pandemonium e o Anonymous, tornassem realidade.

    Este novo trabalho é realmente um lançamento ousado e até inédito, pelo menos pra mim, já que se trata de uma completa releitura do primeiro álbum lançado em 2007, com suas músicas reescritas até mesmo nas letras. De quem partiu essa ideia? Como a banda reagiu a essa proposta?

    Doom – Realmente as letras tiveram que passar por uma reestruturação completa para que atingisse um patamar acima do tinha sido feito anteriormente, algumas foram feitas do zero e outras aproveitei os conceitos abordados e os temas. A essência de repugnância e ódio a hipocrisia dogmática as instituições religiosas, assim como o conceito de pós apocalipse e destruição de tudo que existe permanecem evidentes nesta “reconstrução” digamos.

    Você ficou satisfeito com o resultado? Afinal você deu seu toque e reconstruiu as músicas mais antigas. Inclusive você tinha me falado que adicionaram uma música antiga e que ainda era inédita. Nos fale também sobre essa música…

    Doom – Sim, ficamos muito satisfeitos com o resultado no geral do “Anonymous The Curse of Lammashta”, há muita nitidez e clareza nos riffs, na bateria e nos vocais, o Infamael fez um trabalho excelente de produção mixagem e masterização.  A música “Destroy de Dogmas of Centuries” é uma antiga música chamada “Black Side” da banda Kavy, essa música foi reestruturada e ficou bem diferente da composta originalmente. Compus uma nova letra e deixei a voz dela propositalmente mais densa, carregada e mórbida. É uma música muito representativa pois se trata de uma das primeiras composições dos membros banda.

    E voltando a falar dos selos envolvidos neste lançamento, como tem sido a divulgação e distribuição deste material? Está tudo dentro do esperado?

    Doom– Sim, com certeza o Gleison do Sociedade dos Mortos e o Santiago do Pictures from Hell tem feito trabalho muito importante em divulgar a banda fora do país entres os seus contatos, sem o apoio deles os 2 discos Pandemonium e o  Anonymous não teriam sido lançados de forma tão rápida, fora a questão financeira que pesa muito para banda fazer de forma independente e arcar com todos os custos sozinha.

    E ainda falando da divulgação, como estão sendo os shows para promoção deste novo trabalho?

    Doom– Fizemos poucos shows, não é o ideal, mas temos buscado com esse novo lançamento divulgar mais a banda para que desperte maior interesse de produtores de outras cidades. Temos consciência dos custos e logística para se organizar eventos, bem como a distância entre as cidades encarece a participação da banda em eventos em outras regiões. Mas aproveitamos para informar que estamos aberto a propostas de shows.

    Falando sobre a mensagem lírica da banda, quais são os temas abordados nas suas composições?  Quais as principais influências dos membros?

    Doom – Abordamos temas de morte, pós apocalipse, guerra, blasfêmia e heresia. Há uma preocupação da banda com esta questão lirica, estamos a bastante tempo nesta luta e vigilantes sobre as mentiras e a hipocrisia de uma sociedade de maioria cristã que impõe preceitos e conceitos que não são condizentes com a verdadeira vontade do indivíduo pensante. A maioria da sociedade não passa de rebanho que segue falsos profetas e promessas, massa de manobra para a mídia e para quem está no poder. Nossas letras são um reflexo atual de tudo isso, ou mesmo uma profecia de caos generalizado, guerra, destruição e morte onde toda a estrutura de mundo como conhecemos vire cinzas e nada mais como conhecemos exista. A letras são atos de heresia, de negação e rebelião contra todo um sistema de hipocrisia e falácia.

    A capa do álbum é muito interessante e sua contracapa também, nos fale, por que a escolha dessas imagens para representar este lançamento no visual gráfico?

    Doom – Elas representam o conteúdo lírico do disco, além de todo o nosso ódio aos dogmas do cristianismo, do “sistema social” são uma representação do medo que a “massa” tem do pecado, da morte, de não se adequar aos padrões.

    Hoje temos o Lammashta como um trio, você diria que hoje essa é a formação definitiva da banda? Quais suas impressões sobre a formação atual da banda?

    Doom – Não diria que seja o definitivo, para o momento tem suprido as atividades da banda mas há músicas que necessitam de 2 guitarras principalmente ao vivo por conta das melodias e de solos e temos discutido sobre isto, no caso sobre a inclusão de um segundo guitarrista.

    A cena underground de Maceió não é muito divulgada, ao contrário da cena de Aracajú a qual conhecemos grandes bandas como Mystical Fire e Scarlet Peace. Vocês têm alguma ou algumas bandas da cena de Maceió para nos apresentar?

    Doom – Talvez eu esteja preso no passado a esse respeito, pois lembro de bandas como Solv et Coagula (Black Metal) e o Goreslave (Death Metal) que cheguei a vê-los tocando ao vivo, como as minhas idas a Maceió são muito corridas e não tenho contato com outros brutais guerreiros e não tive ainda a oportunidade de ir a algum evento recente na cidade, infelizmente vou ficar devendo algo a este respeito.

    Já que estamos falando deste assunto, qual a sua visão a respeito da atual cena brasileira?

    Doom – Após meados da década de 2000 houve um avanço nas questões de recursos tecnológicos disponíveis, e uma maior acessibilidade destes pelo underground. Temos várias bandas lançando materiais dignos e bem elaborados nos vários estilos dentro do metal que não deve nada as bandas gringas.  Porém eu sinto falta de uma melhor estrutura de eventos para que as bandas possam demonstrar seus trabalhos, mas é evidente que as questões financeiras no geral tanto para produtores quanto para o público são desfavoráveis, o que inviabiliza um “circuito” de shows no Brasil como acontece na Europa e Estados Unidos por exemplo.

    Nobres Doom Borges e Infamael, muito obrigado por ceder o tempo de vocês para essa entrevista, espero vê-los em breve por aqui. Um fortíssimo abraço e as últimas palavras são suas…

    Doom – Ficamos muito agradecidos pelo interesse e pela oportunidade de divulgarmos nosso trabalho. Agradecemos a todos que adquirem nosso material e que vão aos nossos shows.  Abraço a todos e que a escuridão esteja conosco!

    Infamael –  Foi uma honra poder esclarecer os pontos abordados, obrigado pela entrevista!!

    Segue a abaixo com exclusividade a Lyric Video da música Transmutation, lançado hoje, faixa pertencente ao novo álbum Anonymous the Curse of Lammashta. Confira!
  • THE BLACK METAL UNHOLY CEREMONY VI – 10 de novembro de 2018, Salvador/BA

    THE BLACK METAL UNHOLY CEREMONY VI – 10 de novembro de 2018, Salvador/BA

    Texto por: Anton Naberius Fotos por: Giovan Dias Bandas: Mystical Fire, Eternal Sacrifice, Hecate e Arkhõn Tõn Daimoniõn
    Mystical Fire, Foto por: Giovan Dias

    Talvez essa tenha sido uma das noites mais esperadas do ano para o cenário do Metal Negro Nordestino. Com certeza, após 18 anos, Eternal Sacrifice e Hecate dividem o mesmo altar para celebrar os vinte e cinco anos de existência da horda Eternal Sacrifice. No mesmo ensejo, a Eternal Sacrifice lança seu terceiro álbum “Ad Tertivm Librvm Nigrvm”, um dos álbuns mais aclamados do ano nacionalmente e com indícios sólidos de surpresa da crítica especializada internacional.

    A noite inicia sob a mística chama Thelemica da horda Sergipana Mystical Fire, uma veterana e underground entidade que sobe ao altar a fim de destilar todo seu perverso trinar maligno. Os portais umbralinos se abrem com: Pelos Ritos da Magia Thelemica assolando o espaço Benholf, uma das raras casas noturnas soteropolitanas com estrutura adequada para eventos musicais. O público ainda estava tímido e adentrando ao espaço, quando Worshipping Shadow vocifera suas blasfêmias através de Infernal Majestic… e a casa começa a ser preenchida de demônios sedentos por aquelas apresentações repletas de magia ritual, morte, sangue, fogo e fumaça. Mystical Fire abre de forma triunfante com um Metal Negro ríspido e bem adornado por seus novos e velhos integrantes, mostrou toda sua tradição em hinos como: Hibrid Host in the Abismal Empire (que titula uma de suas demos mais aclamadas), In the World of Forbidden Dreams, Mystical Fire (da demo We: the decayed angels – outro clássico underground) fechando a noite com Satanic Ritual (música originalmente composta pela banda Death Altar e reeditada na demo We: the decayed angels). Grandiosa apresentação da Mystical Fire, abrindo os trabalhos da noite com a experiência de quem sabe fazer metal negro com excelência.

    Eternal Sacrifice, Foto por: Giovan Dias

    A segunda horda da noite é a Eternal Sacrifice, qual executou seu terceiro álbum na íntegra, um repertório ousado e inesperado para o público presente. Vale comentar toda a produção trazida pela horda que adornou sua apresentação, um cenário profano e maléfico assinado por artistas como Marcio Menezes (Blasphemator Arts), Renata Abad (Hatred Store), Lindemberg Borges (Totem Arts) e o próprio Anton Naberius, mostrando seus traços sombrios pagãos e a caminhada árdua nas trilhas da mão esquerda.

    Com a fumaça dos incensos e o entorpecer da escuridão a apresentação se inicia com uma carga negativa monstruosa sob o trinar de Introirvm seguida de uma das músicas mais perversas do álbum: CHAPTER I – The Three Mashu´s seals: The Conquest of the Ganzir and Arzir Gates (Hazred área), a música parece ecoar no espaço onde o público se transforma em verdadeiros demônios, girando no ar e debatendo entre si, num intenso frenesi aos berros, uma sensação indescritível… Os magos de mantos negros seguem seu culto às trevas com seus hynnos pagãos repletos de magia e sortilégio. Entre os hynnos mais aclamados da banda estava: CHAPTER III The Amulet, the fire and the seals of wisdom in the course of a triple life.

    Eternal Sacrifice, Foto por: Giovan Dias

    Um daqueles que possuem uma pegada intensa e destruidora, aclamando por intensa vociferação e riffs potentes emanados por Charles e Orias (Guitarras), por marcações ritualísticas do Frater Deo Sóror e o novo baixista da horda: Frater Nigrvm Ayangá Ilasha, e a sinfonia sinistra de Sado Baron Szandor Kastiphas (Teclados). O público se mostra insano, verdadeiramente possuídos por toda aquela atmosfera perversa. Com o hynno: CHAPTER VII – The emptiness, the guard of the sortileges and the time in which the dust takes the rites. A banda chega ao auge de sua apresentação, com um feeling soberbo e a surpreendente participação do público que cantou todas as músicas do álbum junto com a banda e nesta não poderia ser diferente. De fato o público desta noite foi um protagonista a parte. Encerrando a noite, a banda executa um hynno de uma horda soteropolitana em forma de homenagem ao seu aniversário de 25 anos, Evil Assenssion é executada, deixando todos muito surpresos por se tratar de uma música da banda Anubis (R.I.P.), que foi uma das bandas contemporâneas da Eternal Sacrifice e que ficou pelo caminho, deixando um legado muito importante na história da banda e da cena baiana, com esta a horda Eternal Sacrifice finaliza sua apresentação deixando aquela sensação indescritível e revigorante.

    Hecate, Foto por: Giovan Dias

    A terceira horda da noite é a Hecate, e eles chegam com o que mais era esperado por todos, toda sua sombria e perversa atmosfera pagã. E começa com a Intro – A Sombria e logo em seguida com um dos seus hynnos mais perversos: Dianus Lucifero (música que abre seu EP V.I.T.R.I.O.L.) fazendo o público mergulhar em seu reino de chamas pagãs. A performance de palco e toda a postura da horda hipnotiza a todos, com hynnos poderosos como: Entrar no Prazer Eterno, A Celebração, Anjo Caído e Leviathan (música de um dos splits LPs mais fantásticos que participou – Invocando antigos demônios).

    Hecate faz uma apresentação irrepreensível e soberba que, com toda certeza, deixou todo o público muito satisfeito com o que viu e vivenciou, certamente é uma das bandas mais completas do metal negro nacional, daquelas que sabe aliar música obscura, ideologia e lirismo em perfeita harmonia, sem citar a verdade passada através de sua performance. A apresentação prossegue com hynnos do split com Mausoleum Triunfal Aliança, músicas novas e mais hynnos do Ep “V.I.T.R.I.O.L.” fechando sua longa apresentação nesta noite maldita e aclamados pelo público presente.

    Arkhõn Tõn Daimoniõn, Foto por: Giovan Dias

    Fechando a noite, sobe ao altar, aproximadamente as 3h da manhã de domingo a veterana Arkhõn Tõn Daimoniõn e seu power trio infernal, trazendo músicas de sua história de resistência dentro do metal negro. Renounce The Most Holy Trinity abre a apresentação soberana da Arkhõn, mostrando eficiência e bestialidade peculiar dos seus hynnos há anos. Uma boa aquisição da banda, certamente, foi o ingresso do baterista Count Mortus Infernalium que deu uma dinâmica muito boa ao som da banda, equilibrando muito bem os riffs perversos de Grim e o baixo pesado de Musifin. A apresentação da Arkhõn se mostra bem pautada em suas demos oficiais e nas participações das coletâneas como as músicas: Assembly at Honor of Evil, A Beautiful Witch Consecrate High Priestess in Black Art e Brotherhood of Sathanas. O público se manteve firme até as 4:30 da manhã, quando a Arkhõn encerra sua apresentação nesse, que foi considerado um dos festivais mais marcantes dos últimos anos em terras Soteropolitanas, especificamente para o Metal Negro e contou com um excelente público que lotou a casa e caravanas que vieram do interior do estado e de pessoas que vieram de cidades como Aracajú (SE), Brasília, Rio de Janeiro, Porto Alegre (RS), Campina Grande (PB) etc…

    Que outros eventos como esse possam acontecer, com potencial idêntico ou superior. Aproveitando para parabenizar a produção do evento pelo respeito ao público e as bandas, por uma boa aparelhagem e as instalações da casa que fizeram a diferença para que as apresentações fossem perfeitas.

    Anton Naberius
  • RATOS DE PORÃO – Santo André de Múltiplos Tons

    RATOS DE PORÃO – Santo André de Múltiplos Tons

    NOME DO EVENTO: Ratos de Porão Santo André de Múltiplos Tons DATA DO EVENTO: 25-11-2018 ATRAÇÕES: Ratos de Porão, Subviventes, Autovoid Redemption, Letall, Idade da Pedra, Cranial Crusher, Audiokaos, BlackWall e MxDxI SITE/FACEBOOK DO EVENTO: https://www.facebook.com/coletivorockabc ENDEREÇO DO EVENTO: Parque da Juventude Ana Brandão. Av. Capitão Mário Toledo de Camargo s/n, Jd. Ipanema CIDADE: Santo André ESTADO: São Paulo HORÁRIO: 10h as 19h LOCAL DO EVENTO: Parque da Juventude Ana Brandão VALOR DO INGRESSO: Gratuito OBSERVAÇÕES: Santo André de Multiplos Tons Skate Rock apresenta:

    -RATOS DE PORÃO -SUBVIVENTES -AUDIOKAOS -AUTOVOID REDEMPTION -CRANIAL CRUSHER -LETALL -MOLLOTOV ATTACK -MxDxIx -IDADE DA PEDRA. -BLACKWALL

    O Coletivo Rock ABC e a Secretaria de Cultura da Prefeitura de Santo André, através do Projeto Santo André de Múltiplos Tons, apresenta a Edição Rock Skate com:

    -Feira de Merchandises, arte, artesanatos e acessórios de Skate e Rock, Discos de Vinil, HQs e Fanzinada! -Praça de Alimentação com food trucks e cervejas artesanais; -Live Painting com Milton Toller; -Exibições de Luta Livre com a Equipe Trupe do Trovão. -Durante todo dia você pode participar de exibições na pista de skate com premiação da melhores manobras de skate “best trick” com brindes oferecidos pela loja de Skateware Ratus. -Arrecadação de ração para cães ou gatos destinada a animais abandonados!

    Dia 25 de Novembro a partir das 10hrs da manhã. Local: Parque da Juventude Ana Brandão. Avenida Capitão Mário Toledo de Camargo s/n. Jd. Ipanema, Santo André-SP(Próximo a Parada Pedro de Toledo da linha TR101).

    Realização: Secretaria de Cultura da Prefeitura de Santo André/Santo Andre de Múltiplos Tons e Coletivo Rock ABC.

    Apoio Cultural: Loja Skateware Ratus, Decons Trucktion Skate Bord, Rock Graf, Salute Centro Educacional, Orion Estudio, Programa Pancadaria Sonora do Container Pub, Metal Music, Imprensa Metal, Rádio Epaminondas, Dark Radio, Programa Sanhain e Power Thrashing Death, Thrash Attack ABC, Metal Commando, Rising Power Studio, Over Metal.

    Confirmem presença! https://www.facebook.com/events/2102746323077023/?ti=cl Curtam! https://www.facebook.com/coletivorockabc #coletivorockabcpelosanimais #crabc #coletivorockabc
  • MEGA RATO no Rio: O Retorno

    MEGA RATO no Rio: O Retorno

    NOME DO EVENTO: Mega Rato no Rio: O Retorno

    DATA DO EVENTO: 09-12-2018

    ATRAÇÕES: Cara de Porco, Dark Tower, Tamuya Thrash Tribe e Maya

    ENDEREÇO DO EVENTO: https://www.facebook.com/events/490226391476326/

    CIDADE: RIO DE JANEIRO

    ESTADO: RJ

    HORÁRIO: 16h ás 22h

    LOCAL DO EVENTO: Local: Sport Clube Mackenzie (Nova estrutura de palco) Rua Dias da Cruz – Nº561 – Méier (ao lado do Prezünic)

    VALOR DO INGRESSO: R$20 até às 17h – R$25 após ás 17h

    OBSERVAÇÕES: Vendas somente no local e no dia do evento.
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    PATROCÍNIO
    Undergound Rock Wear
    https://www.facebook.com/requiem.rock.store/
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    Requiem Rock Store
    https://www.facebook.com/Underground-Rock-Wear-184093662526236/

  • QUEIRON – Endless Potential Of A Renegade Vanguard [10/10]

    QUEIRON – Endless Potential Of A Renegade Vanguard [10/10]

    O Queiron é uma banda que nunca desaponta e a cada trabalho nos impressiona pelo seu amadurecimento que eles vêm adquirindo com o passar do tempo. Uma banda em constante evolução e quando achamos que estão no ápice de suas composições, eles vêm e nos mostram que sim, estão cada vez melhores.

    Este álbum é surpreendente, um trabalho que mostra uma banda renovada e com muito a oferecer, Death Metal brutal e notadamente permeados por passagens em riffs que nos remetem ao metal tradicional em músicas muito bem construídas.

    A qualidade deste quinto álbum de sua carreira é soberba, um trabalho tão bem gravado e produzido que conseguimos assimilar cada palhetada, cada riff, cada palavra cantada… Impecável!!!

    Estes guerreiros da escuridão conseguiram fazer um trabalho que ouso dizer que é o melhor de sua carreira e um dos melhores lançamentos deste ano. Definitivamente magnífico.

    Logo de cara o CD nos chama a atenção pela belíssima e brutal concepção gráfica, uma capa infernal, que já nos dá uma ótima impressão de todo seu conteúdo e não podia ser diferente, a capa ficou a cargo do renomado artista gráfico Alcides Burn que tem em seu curriculum trabalhos feitos para muitas bandas renomadas. Um artista talentosíssimo!

    E não para por aí, a banda contou com outro artista, o Emerson da Silva Maia, um desenho caótico e demoníaco que se encaixou muito bem neste material e no contexto da banda.

    Endless Potential Of A Renegade Vanguard é um trabalho que acabou de sair do forno e já se torna um clássico do Death Metal mundial, com seus climas intensos e muito satânicos, músicas que gravitam entre a mais extrema e bestial brutalidade, com suas ótimas guitarras que vão do extremo ao tradicional em composições que não descaracterizam sua identidade e  sim, nos apresentam uma banda evoluidíssima.

    E em meio a toda o extremismo arrebatador, conseguimos ouvir melodias cativantes, o que diferencia essa banda, eles provam que para fazer música extrema não significa fazer um disco barulhento com aqueles três ou quatro riffs muito comuns no estilo, este material é uma aula de como se faz metal extremo de qualidade. Músicas que a cada acorde vemos um trabalho intenso de seus músicos, músicas bem pensadas e que com certeza não será tarefa fácil tocá-las ao vivo.

    E este trabalho também marca um Queiron um pouco mais cadenciado e aberto as influências de outros gêneros do metal, como já dito acima, do heavy metal dando assim dando um toque mais especial em suas composições.

    Mas não se engane quando mencionei acima sobre a notória influencia do metal tradicional, essa é uma de Death Metal extremo e bestial, com blastbeats arrasadores e vocais muito brutais, o Marcelo Daemoniipest Grous além de ser um ótimo guitarrista, tem um vocal vindo das profundezas do inferno, um gutural poderosíssimo.

    Neste CD a banda nos traz nove músicas com o real significado Death Metal, obscuro e definitivamente forjado sob a bênção da morte.

    O CD inicia com uma belíssima música (intro) Imperia Caedes com uma execução muito bem feita com violões acústicos e melodias clássicas, que logo nos surpreende com o peso absurdo e abismal com uma atmosfera muito densa e que fica ainda mais densa quando entra a vociferação negra e maléfica recitando palavras de morte, dor, sofrimento, sangue, angustia e febre… onde o cheiro da morte se espalha pelo ar…

    E a morte realmente vem com sua foice afiada em Pestis Pain numa brutalidade intensa, sem nenhuma piedade e apresenta uma incrível versatilidade, uma execução impecável entre o extremismo de bestiais e ultra rápidos blastbeats com partes mais cadenciadas que faz esse material se destacar logo na segunda música.

    E como o Queiron é conhecido por seus trabalhos impiedosos e matadores, claro que essa característica está neste álbum, e vem a impressionante Denial Upon The Heavenly Scorn, uma brutalidade absurda, uma atmosfera de puro caos e que tem em parte de seu início uma passagem notoriamente calcado na velha escola na veia Slayer, mais aí logo após um clima caótico e voraz vem com seus bumbos incessantes e blastbeats ainda mais rápidos.

    Destaco aqui Unholy Perverse Rapture, uma música que mostra toda competência e versatilidade desta banda que consegue compor sem se prender a limites, limites são coisas que não encontramos aqui. E mesmo com toda rapidez e brutalidade ouvimos belas melodias e duetos muito bem construídos entre suas guitarras.

    E para fechar a banda vem com a faixa título do CD, Endless Potential Of A Renegade Vanguard, que o nome já fala por si e é a mais real tradução deste trabalho, um potencial infinito desta banda que está na vanguarda do nosso honrado Death Metal.

    Esse é um álbum que não é fácil destacar quais as melhores músicas, são todas grandes composições em um material que traz uma banda muito mais madura, uma evolução que com certeza influenciará muitas bandas e construíra novos rumos ao nosso Death Metal.

  • AMEN CORNER – Anuncia o lançamento de seu novo álbum

    AMEN CORNER – Anuncia o lançamento de seu novo álbum

    O novo álbum do Amen Corner intitulado “Under the Whip and the Crown” está com seu lançamento previsto para Dezembro deste ano pela Mutilation Records.

    O álbum terá 7 músicas novas e uma regravação da música Heir of Lust Heir of Pleasure do seu primeiro trabalho” Fall Ascension Domination ” lançado em 1993.

    A belíssima capa foi revelada e contou com trabalho artístico do renomado Marcos Miller que segundo palavras do vocalista Succoth Benoth: “Passamos todas as informações do novo álbum e o Marcos Miller absorveu tudo tão bem que o resultado está aí, um trabalho perfeito!”.

    E as surpresas não param por aí, a banda convidou o Fernando Nahtaivel que participou de duas intros e assumiu os teclados na regravação da música “Heir of Lust Heir of Pleasure”. O mesmo soltou uma nota nas redes sociais declarando o seu apoio e sua participação neste novo álbum do Amen Corner.

    “Grande prazer ter participado com duas Intros e também teclados para a Heir of Lust Heir of Pleasure no novo álbum do Amen Corner. Me sinto honrado por ter sido convidado por uma banda que sou fã desde sempre. Ansioso para ouvir o trabalho completo que com certeza está foda. Valeu!!! 666!”

    Esse será o sétimo álbum da carreira destes ícones do Black Metal, com certeza mais um trabalho marcante na história do underground brasileiro.

  • INNER CALL – divulgado teaser de seu primeiro vídeo clipe

    A banda baiana de Heavy Metal Tradicional INNER CALL dando prosseguimento à promoção de seu EP “Elementals” gravou o vídeo clipe da música “The Night Queen”, segunda do track list, confira abaixo ponderações do baterista Luiz Omar sobre o mesmo:

    “ ‘The Night Queen’ é o segundo single do EP e vem recebendo diversos elogios nas redes sociais da banda. A música, rápida e direta convida o ouvinte a criar sua própria Rainha da Noite…”

    Confira:
  • THE CROSS – banda divulga capa e track list de “Still Falling” e muda seu logotipo

    O THE CROSS comemora neste ano de 2018 exatamente vinte e cinco anos do lançamento da lendária demo “The Fall”, para comemorar a banda decidiu regravar todas as musicas com mudanças significativas nos arranjos e ainda trazendo participações especiais de outros vocalistas: Camila (Eminent Scorn), Sergio Balloff (Headhunter DC), Lord Vlad (Malefactor),  Alexandre Habigzang (Dying Suffocation).

    Alem destas releituras o track list trará a demo em seu formato original, mas remasterizada, como fora relançada no EP “Flames Through Priests” (2015), além de uma música inédita.

    O conceito e a toda arte gráfica foi desenvolvida pelo baixista Mário Baqueiro que também é designer e já atuara como diretor de arte no mercado publicitário de Salvador confira abaixo um pouco de sua concepção sobre a arte de “Still Falling”:

    “Quis fazer uma capa que fosse, como nas músicas, uma releitura de “The Fall”. Apesar disso não queria simplesmente repetir o tema…. Durante as pesquisas, testes e brainstorms visitei diversos artistas. Alguns clássicos e frequentemente referenciados em outras capas de Doom Metal e afins como Gustave Dore, Hieronymus Bosch, mas minha principal referência foi Goya, que é um dos artistas mais sinistros e perturbadores que já existiram.”

    Track list: 01. Intro (1993) 02. Flames of Deceit (1993) 03. The Fall (1993) 04. Scars of an Illusion (1993) 05. Intro, The Wicth last Conjuration (2018) 06. Flames of Deceit (2018) 07. The Fall (2018) 08. Scars of an Illusion (2018) 09. Unto the Deep (bonus track) O vocalista Eduardo Slayer através de um vídeo comenta o processo de gravação, veja: https://youtu.be/vIGbgSIv-Ow
  • BRAIN STORM FEST – 10 de novembro de 2018, Itapecerica da Serra/SP

    BRAIN STORM FEST – 10 de novembro de 2018, Itapecerica da Serra/SP

    Essa foi uma noite memorável onde o underground mais uma vez se mostrou muito forte, mesmo acontecendo grandes shows no mesmo dia, o público compareceu em massa para prestigiar esse evento que colocou a cidade Itapecerica da Serra abaixo.

    A produção deste evento está de parabéns, tudo estava muito bem organizado tornando-se assim um exemplo a ser seguido. Em uma conversa com o produtor Douglas Tenório, mais conhecido entre todos como “Kisharan”, o mesmo nos informou que Itapecerica da Serra agora vai entrar na rota de shows dentro do estado São Paulo, pois a pretensão da organização é realizar eventos mensais e assim abrindo mais um ótimo espaço para que as bandas possam de forma descente mostrar o seus trabalhos.

    E de fato, foi o que encontramos ao chegar no local, uma estrutura apesar de pequena, muito eficiente. E vale ressaltar, muito acolhedor também, pois bandas e público puderam compartilhar do mesmo espaço com muito respeito e claro! Muita diversão!

    Hellven, Foto por: Rancho do Rock

    Já era quase meia noite quando subiu ao palco o Hellven com seu Death Metal calcado na velha escola do estilo conquistando o público presente, fazendo todo lugar agitar muito. Uma apresentação feita com uma energia arrebatadora. O vocalista Edu Possessed sempre muito cativante, mostrava muita interação com público.

    A banda iniciou sua apresentação com uma introdução e a partir daí foi apresentada seu setlist, com músicas como Insane Moments 2 de primeira demo First Sin, Between Reality And My Dreams com sua pegada furiosa e fazendo o público agitar muito. Então chega a hora de incendiar de vez o local tocando a clássica Remember The Fallen do Sodom.

    Executaram ainda as faixas Insane Moments 1, Execution Is The Solution e Abducted que serviram para mostrar uma banda muito afiada realizando um show muito bem executado. E pra finalizar eles presenteiam o público com mais um clássico, dessa vez foi um cover impressionante do Death, Pull The Plug.

    Hellven, Foto por: Eden Lozano

    Depois de uma pausa para recarregar as energias com umas cervejas estupidamente geladas, vem a vez da banda muito aguardada por todos, o Thrashterror que começa uma apresentação surpreendente e como era de se esperar, Thrash Metal violentíssimo.

    A energia tomou conta do público logo nos primeiros acordes, uma fantástica apresentação que fez a todos os presentes extravasarem suas emoções num headbanging frenético e incessante.

    Foi um show apoteótico, marcante em todos os sentidos, uma performance que deixou a todos de queixo caído. Sentíamos em muitos momentos intensas trocas de energias entre a banda e o público que estava em completo êxtase.

    E como declarado pelo baterista Jeferson “Jeff” Romão em nota já publicada neste site, realmente foi uma homenagem a todo legado perpetuado dos anos oitenta. O vocalista Walter Nascimento foi um show a parte, com seu timbre único conduziu toda a apresentação de forma extraordinária.

    Walter Nascimento – Thrashterror, Foto por: Eden Lozano

    E não parou por aí, o guitarrista Nelson com seu virtuosismo fez uma apresentação impecável e uma performance de tirar o fôlego e o baixista Toninho deixou a todos estupefatos como ele conseguia tocar tão bem e não parar de banguear um só minuto. Uma apresentação avassaladora com um profissionalismo acima da média.

    Aí você deve estar se perguntando, e o baterista?… o Jeff com seu jeito único de tocar, com sua pegada e viradas otimamente bem encaixadas completava todo instrumental pesado e rápido peculiar ao estilo. Um baterista que evoluiu muito ao longo de sua carreira e que, mesmo tomando conta de seus tambores e por trás de seus pratos, conseguia também instigar a todos os presentes.

    E como a banda está comemorando seu primeiro EP We Shall Revenge lançado este ano, a banda focou seu setlist nas músicas pertencentes ao mesmo. E então começam com Hell’s Pub que já mostra ao público logo de primeira a grande apresentação que estava apenas se iniciando.

    Em plena divulgação do EP a banda contra-atacou em seguida com March To Kill e Deliver Us To Metal fazendo a festa para os amantes do metal oitentista que estavam ali esperando ansiosos.

    Thrashterror, Foto por: Eden Lozano

    Neste interim, houve um pequeno problema técnico na guitarra e que para nossa surpresa o mestre Doco Lima, o mesmo que assinou a produção do EP, estava presente e gentilmente ajudou a sanar o problema com todo seu conhecimento e fez com que o Thrashterror voltasse ainda com mais sede de muito metal.

    Depois de apresentar seu setlist devastador a banda toca a faixa título de seu novo trabalho We Shall Revenge numa explosão metálica marcando essa noite na história e víamos as bandas presentes junto ao público apoiando como irmãos uns aos outros. Admirável e emocionante!

    E a para fechar com chave de ouro a banda não poupou esforços e mandaram seu último som, Deathmaker. O vocalista Walter Nascimento desceu do palco e agitou junto ao público com tanta energia que por um momento parecia inacreditável e fazendo deste show uma celebração com o mais puro espirito underground.

    Thiago – Evil Sense, Foto por: Eden Lozano

    E depois desse ataque o thrash metal não parou. Entra no palco a renomada Evil Sense com seu peso e muita agressividade. Banda que lançou no ano passado seu primeiro full-length Fight For Freedom que teve ótimas críticas na mídia especializada em todo o mundo. Tendo toda sua primeira prensagem esgotada em muito pouco tempo.

    E com todo seu know-hall a banda fez uma apresentação que o público agitou e cantou junto. Seu setlist foi inteiramente baseado no álbum que embalou com peso e maestria todos os headbangers.

    Com muitos anos de carreira a banda mostrou que o metal corre em suas veias, numa performance digna da grande banda que ali estava executando suas músicas de maneira incansável. Foi bonito de ver!

    A banda começa o show com a ótima e instrumental Travelling By Warriors Land, assim iniciando a apresentação com essa composição que é uma das músicas que mais se destaca em seu CD. Um início perfeito!

    Depois das empolgantes melodias ultra metálicas da música mencionada acima, a atmosfera thrashing toma conta do lugar sem nenhuma piedade com No More Lies e Embrace Of Death, com local quase indo a baixo pela energia destruidora de suas músicas a banda vem e destrói tudo.

    Evil Sense, Foto por: Eden Lozano

    Destrói tudo no bom sentido, pois para surpresa de todos eles fizeram uma ótima homenagem ao Slayer com o eterno clássico Season In The Abyss de forma impecável e que levou a todos ao delírio. Foi arrepiante ouvir todo público cantando com junto em só voz cada frase desta música.

    E continuando a apresentação a banda não deixou por menos e logo tocaram Thrash Anger, Evil Sense e para finalizar mandaram a faixa título de seu CD Fight For Freedom que em seu refrão ouvíamos todos cantando juntos em alto e bom som. Fight… Fight… Fight…

    As horas se passaram que nem percebemos dentre essas ótimas apresentações e já eram um pouco mais das 4 da manhã quando entra ao palco a Might Execution, com seu Thash/Death Metal esmagador.

    O show deles foi muito empolgante e junto ao público que apesar da hora estavam ali resistentes e incansáveis e acenderam todo o Rancho do Rock com suas músicas pesadas e muito bem construídas.

    Glauber – Might Execution, Foto por: Eden Lozano

    A banda estava comemorando o lançamento neste ano do seu primeiro álbum Sceptic And Controversial. E também o retorno do baixista Luiz Henrique que esteve afastado da banda por oito anos. E que foi alvo de uma bonita homenagem de seus amigos e companheiros da banda e também de todos os presentes.

    E como era de se esperar este excelente músico não decepcionou, fez um show a parte assumindo as quatro cordas da banda.

    O Might Execution com sua formação estabilizada e afiada fizeram um show arrebatador apresentando ao público seu setlist focado no seu debut álbum, mas também com músicas inéditas e mandaram logo de cara a ótima intro Quasar, em seguida a inédita Black Hole que já nos deu aquela curiosidade, será que virá em breve um novo álbum?

    E a continuação do show foi uma celebração de seu debut com as músicas Obsession, Eyes Of Damn, You Are Coward e Catch The Liar promovendo em grande estilo seu primeiro álbum e trazendo a todos uma noite muito especial com muito metal de altíssima qualidade.

    Daí eles apresentam mais música inédita, One Word To Say, que trouxe ao conhecimento do público mais uma nova composição e já nos enche de esperança de um novo trabalho futuro.

    Might Execution, Foto por: Eden Lozano

    E com o dia já quase amanhecendo a banda toca Revelations e finaliza seu show com uma das faixas mais marcantes seu trabalho, What Is Destiny que fecha o festival em grande estilo.

    Os músicos do Might Execution estão de parabéns pela apresentação, mesmo também terem sofrido um pouco com um problema técnico no microfone e que rapidamente foi resolvido, a banda não desanimou e fez um show devastador.

    O público presente também está de parabéns, ficaram até o fim em uma prova de resistência e amor ao underground, apoiando, cantando, agitando e participando de cada apresentação de uma forma muito bonita e respeitosa. Foi uma noite que vou lembrar sempre, foi uma magnifica demonstração de UNIÃO.

  • ROTTING CHRIST – Ícones do Black Metal em mais um relançamento exclusivo para o Brasil

    ROTTING CHRIST – Ícones do Black Metal em mais um relançamento exclusivo para o Brasil

    O sétimo álbum da carreira do Rotting Christ será relançado no Brasil em uma edição de luxo com slipcase (luva) em edição limitada e ainda contará com uma faixa bônus para comemorar este feito.

    Quem assina essa reedição histórica é a gravadora Cold Art Industry que em parceria com as gravadoras Rising Records e Metal Understore trazem para os fãs brasileiros este clássico e marcante trabalho do Rotting Christ.

    Um belíssimo presente aos fãs desta grande e muito conceituada banda grega que é um ícone do Black Metal mundial.

    E a gravadora também anunciou que a pré-venda já está disponível através do seu site e pelo seu canal no facebook e salienta que para os compradores que adquirirem este CD na pré-venda ganharão adesivos e brindes exclusivos.

    Seguem os links para você não ficar de fora dessa:

    https://coldartindustry.loja2.com.br/ https://www.facebook.com/coldartindustry2