Depois de um longo período afastado dos estúdios, o Anthrax concluiu as gravações de seu próximo álbum de inéditas — o primeiro desde For All Kings, de 2016. O novo trabalho, que já entrou na fase de mixagem, está programado para ter ao menos uma faixa divulgada ainda em 2025, antecipando a turnê de promoção que ocupará boa parte do ano seguinte.
Em recente entrevista, o baixista Frank Bello explicou que os atrasos se devem a uma série de fatores, entre eles o impacto da pandemia, a dedicação a projetos paralelos e o próprio ritmo diferente da banda, que hoje concilia a carreira com outras responsabilidades. Ainda assim, ele garante que o grupo está em sintonia e totalmente comprometido com o novo ciclo: “A gente levou o tempo que precisava, mas o disco está pronto e é algo que realmente nos representa.”
O álbum foi registrado no Studio 606, propriedade de Dave Grohl, na Califórnia, com produção de Jay Ruston, que já havia trabalhado nos dois últimos lançamentos do grupo. Segundo Bello, o repertório traz arranjos mais trabalhados, passagens vocais de destaque e ideias inéditas dentro da sonoridade da banda. Para ele, trata-se de um material que desafia cada integrante tecnicamente — o que o torna ainda mais empolgante para ser levado ao palco.
No início do mês, o vocalista Joey Belladonna disse à Rebel Radio 92.5 FM, de Chicago, que já havia encerrado suas sessões de gravação. Ele demonstrou satisfação com o resultado: “Estou feliz com o que fizemos. O disco está caminhando bem e acho que os fãs vão curtir bastante.” Ele explicou que, embora nem sempre participe diretamente das letras, se envolve profundamente na interpretação, buscando soluções vocais que reflitam sua personalidade e respeitem o espírito das composições.
Em 2024, guitarrista Scott Ian, revelou à Guitar World que o disco equilibra agressividade e ganchos melódicos — inclusive com algumas músicas entre as mais rápidas da carreira do grupo. Ele comentou ainda que há canções que remetem à energia de clássicos como Gung-Ho e Caught in a Mosh, e outras que soam completamente diferentes do que o Anthrax já apresentou. “É um disco com muita ênfase nos riffs e nas dinâmicas. A gente queria algo que funcionasse ao vivo, que fosse direto e empolgante”, destacou.
Segundo os músicos, a ideia é fazer do ano de 2026 um período inteiramente dedicado ao Anthrax, com uma turnê que vai priorizar a divulgação do novo material — embora exista a possibilidade de alguns compromissos ainda para o final de 2025, dependendo da confirmação de contratos. Bello chegou a sugerir que a banda pretende embarcar em uma turnê conjunta com outros nomes, sem revelar detalhes por ora.
Também em 2024, o baterista Charlie Benante apontou à Metal Hammer a existência de faixas com abordagem épica e até mesmo uma música composta antes da pandemia, que resistiu ao tempo por conta de sua força melódica. Para ele, o repertório mistura elementos familiares com direções inéditas, o que torna o disco único na trajetória do grupo.
Mesmo tendo passado por pausas e mudanças de formação em turnês recentes, o Anthrax segue firme com sua formação principal. No primeiro semestre de 2024, Dan Lilker, baixista original, chegou a substituir Bello em algumas datas — marcando um reencontro raro com os palcos da banda depois de quatro décadas.
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