A opinião de KIKO LOUREIRO sobre o fim do SEPULTURA

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O Sepultura confirmou sua aposentadoria dos palcos após uma turnê de despedida, encerrando 40 anos de carreira. O anúncio trouxe com sigo polêmicas, homenagens e opiniões de outros músicos famosos sobre a decisão. O mais recente a falar sobre o assunto foi Kiko Loureiro. Em entrevista à Loud TV (via Blabbermouth), o guitarrista discutiu sua carreira solo pós-Megadeth e o que o futuro lhe reserva. No meio dessa conversa, o tópico relacionado ao Sepultura surgiu e o instrumentista comentou o caso. Ele disse: “Eles tiveram 40 anos, certo? Uma banda incrível e muito bem-sucedida. E não vejo como sendo uma questão de velhice. Acho ter mais a ver com saber haver outra vida – digamos, se você tem 50 anos, você sabe que vai viver até 100. Então vira uma questão de ‘O que posso fazer com meu futuro?’.” Loureiro comparou essa mentalidade à sua própria opção por deixar o Megadeth após oito anos. Segundo o guitarrista, ele gostava muito de fazer parte da banda, mas a partir de certo ponto começou a refletir se queria continuar naquela rotina por mais uma década. E ao lembrar ser o responsável pelo próprio destino, resolveu sair. “Então nesse aspecto, acho que pode ser a mesma coisa com o Sepultura. Eles podem fazer isso. Tudo está aberto para o futuro.”

Reunião do Sepultura?

Na opinião do ex-Angra, essa gama de possibilidades aberta pela decisão de parar inclui até a ideia de retornarem mais à frente. Loureiro apontou a liberdade criativa e o rejuvenescimento proporcionado pelo cenário.  “Talvez eles retornem em dez anos, dois anos, 20 anos, mas acho que falar: ‘Ok, isso é uma parada’, isso abre outro caminho, até mentalmente você pensa: ‘Ok, não precisa ter outro álbum ou turnê. Todo mundo entendeu que é uma parada, um adeus. Agora veremos’.” Entretanto, Kiko lembrou que parar é complicado para qualquer um. Por isso ele defendeu no mínimo dar a si o luxo de parar por períodos maiores de tempo. O guitarrista usou como exemplo o hiato de Miles Davis na segunda metade dos anos 1970. Quando o músico de jazz retornou à música, sua abordagem havia mudado completamente — e teve sucesso na década seguinte.
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