CIRCUS MAXIMUS – SÃO PAULO (SP)

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Por Thiago Rahal Mauro Fotos: Denis Svet A banda norueguesa Circus Maximus é uma daquelas joias que muitos amantes de metal progressivo deveriam conhecer. Após um período de hiato sem lançamentos e apresentações, eles voltaram aos palcos graças ao festival ProgPower USA, o que motivou uma breve turnê pela América Latina, com dois shows no Brasil (São Paulo e Limeira), além de apresentações em Santiago (Chile), Buenos Aires (Argentina), San José (Costa Rica) e Bogotá (Colômbia). Um detalhe interessante é que o tour manager da banda, Milton Mendonça, também é sócio do ProgPower, reforçando a conexão com o festival. É importante destacar a coragem de produtoras como a Overload, que apostam em bandas como o Circus Maximus, cujos custos logísticos são elevados devido à distância, e que, embora não tenham um grande público, contam com uma base de fãs extremamente fiel. Isso ficou claro no show no Hangar 110, que, mesmo competindo diretamente com o Deep Purple no Espaço Unimed, atraiu uma plateia dedicada. O show do Circus Maximus foi uma experiência íntima e especial, de fã para fã. Pontualmente às 21h, a introdução Forging sinalizou o início do show. A banda, composta por Michael Eriksen (vocal), Mats Haugen (guitarra), Glen Mollen (baixo), Truls Haugen (bateria) e Lasse Finbraten (teclado), abriu com a poderosa Architect of Fortune, faixa do álbum Nine (2012). A qualidade sonora foi impecável, com cada instrumento claramente audível, refletindo a tradição de shows de metal progressivo, conhecidos por sua excelência técnica e sonora. O Circus Maximus, sem dúvida, entregou uma performance à altura dessa reputação. O show prometia uma verdadeira viagem pela discografia da banda e a execução de Sin, do primeiro álbum, capturou esse espírito. O público agitou intensamente durante essa faixa, criando uma atmosfera de empolgação coletiva. Já em Havoc, do álbum homônimo de 2016, o destaque ficou para Michael Eriksen, que se conectou de forma marcante com os fãs, interagindo constantemente. A música, com uma sonoridade moderna mesmo para os padrões do prog metal, se revelou ainda mais impactante ao vivo, mostrando como o Circus Maximus consegue equilibrar inovação e tradição. Quando chegaram em A Darkened Mind, um dos grandes momentos da noite, a resposta do público foi imediata. A música, retirada do álbum Isolate, entregou uma performance emotiva, com seus riffs intrincados e passagens melódicas intensas. A complexidade da composição foi executada com precisão, destacando a coesão entre os músicos e o domínio técnico do grupo. A forma como a faixa transita entre momentos de tensão e explosões de energia fez com que a audiência se conectasse profundamente. Seguindo para Abyss e The One, o show tomou uma direção mais enérgica, com a banda explorando atmosferas sonoras mais felizes, mas, ao mesmo tempo, fazendo o público vibrar a cada solo. Em Namaste a fusão de melodias e estruturas progressivas trouxe um tom exótico ao set, enquanto Wither resgatou uma energia mais pesada e densa, equilibrando a intensidade da noite. I Am e Arrival of Love deram continuidade à montanha-russa de emoções, com momentos de virtuosismo instrumental e refrãos marcantes, que fizeram o público cantar muito. A épica Chivalry foi um dos ápices do show antes de Game of Life, que fechou o set principal com uma energia e complexidade técnica impressionantes. Game of Life é um dos hinos da banda e os fãs sempre esperam o show inteiro para cantar junto. Como foi dito anteriormente, o show é para o fã da banda. Com músicas de todos os álbuns, foi um prato cheio para aquele fã que nunca viu a banda ou que estava sedento pelo retorno.  Para o bis, Ultimate Sacrifice coroou a noite com uma performance épica, cheia de mudanças de tempo e dinâmica, encerrando o show em grande estilo. O Circus Maximus demonstrou, mais uma vez, sua maestria ao vivo, entregando um show que não apenas impressionou tecnicamente, mas também emocionou a todos presentes no Hangar 110. Que Michael Eriksen, Mats Haugen, Glen Mollen, Truls Haugen e Lasse Finbraten não demorem mais de oito anos para voltar ao Brasil. Resta esperar o que a banda vai fazer nos próximos anos. Um disco novo? Um álbum ao vivo? Só nos resta esperar! Setlist Forging Architect of Fortune Sin Havoc A Darkened Mind Abyss The One Namaste Wither I Am Arrival of Love Chivalry Game of Life   Bis Ultimate Sacrifice
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