Neil Young voltou a se posicionar contra o poder das grandes corporações. O músico canadense anunciou a retirada de seu catálogo da Amazon após divulgar, no último dia 10 de outubro, um manifesto em seu site oficial, o Neil Young Archives, no qual defende o consumo local e critica o que chama de “era do controle corporativo”.
No texto, o artista cita empresas como Amazon, Whole Foods e Facebook como exemplos de conglomerados que, segundo ele, “venderam os Estados Unidos”. Young pede que o público pare de consumir produtos de grandes marcas e volte a apoiar o comércio de bairro, reforçando que sua decisão busca incentivar uma mudança cultural e econômica.
O músico afirma que a iniciativa é parte de um esforço maior para “salvar a América” dos efeitos do poder concentrado nas mãos de poucas empresas, que, em sua visão, comprometem a renda, a segurança e a saúde da população. O manifesto termina com um apelo direto: “Take America Back” — “Retomem a América”.
Ainda não está claro se a exclusão das músicas do artista abrangerá apenas a loja digital da Amazon ou também o serviço de streaming Amazon Music. A atitude representa mais um capítulo na conturbada relação de Young com as plataformas digitais. Em 2022, ele retirou suas canções do Spotify em protesto contra a disseminação de desinformação, migrando temporariamente para o Amazon Music. Dois anos depois, voltou ao Spotify, justificando que a ausência de alternativas viáveis o impedia de alcançar grande parte de seus ouvintes.
Atualmente, as canções de Neil Young continuam disponíveis na Apple Music.
Reconhecido por sua postura crítica e por uma carreira que atravessa seis décadas, Neil Young é um dos grandes nomes do folk e do rock norte-americano, conhecido por obras como Harvest, After the Gold Rush e Rust Never Sleeps. Além da música, ele tem se destacado como ativista ambiental e defensor da independência artística frente ao mercado corporativo.
Recentemente, Young anunciou uma série de shows acústicos em formato intimista, programados para o início de 2026, nos quais pretende revisitar faixas clássicas de seu repertório e apresentar novas composições inéditas.

