O anúncio da volta do Rush aos palcos em 2026, com Anika Nilles assumindo a bateria (leia aqui), já está entre os assuntos mais comentados do ano no rock. A decisão de Geddy Lee e Alex Lifeson de retomar a estrada após mais de uma década encerra um longo período de incertezas desde a morte de Neil Peart em 2020 — e introduz ao público uma musicista cujo nome começa a ganhar mais destaque no cenário. Em agosto último, Anika passou pelo Brasil e realizou uma clínica para amantes de bateria e percussão. Veja vídeo:
Quem é Anika Nilles?
Nascida em Aschaffenburg, na Alemanha, em 29 de maio de 1983, Anika Nilles cresceu em um ambiente cercado por música, conforme noticiou o Loudwire. O pai, dois tios e um primo eram bateristas, e foi o próprio pai quem a ensinou os primeiros ritmos quando ela tinha apenas seis anos. Apesar de iniciar cedo, Nilles só se profissionalizou aos 26, depois de uma trajetória pouco convencional: atuou como professora de educação infantil antes de decidir seguir definitivamente o caminho da música.

Com a decisão tomada, ingressou na Universidade de Música Popular e Negócios da Música de Mannheim, onde se graduou em música popular. Desde então, construiu uma sólida carreira tanto como instrumentista quanto como educadora. Lecionou em conservatórios, deu aulas no Drumeo e no Nexus ICA, além de contribuir com artigos e tutoriais para publicações especializadas como Modern Drummer, DRUM! Magazine e Music Radar. Sua versatilidade e técnica refinada lhe renderam prêmios em diversas categorias, incluindo “melhor baterista de fusion”, “melhor educadora” e “melhor clínica de bateria”.
No campo autoral, Anika Nilles lançou quatro álbuns de estúdio: Pikalar (2017), For a Colorful Soul (2020), Opuntia (2022) e False Truth (2025). Sua sonoridade combina elementos de funk, jazz fusion, pop e rock progressivo, com composições instrumentais marcadas por grooves elaborados e melodias acessíveis. Ela também ganhou notoriedade internacional ao integrar a banda de Jeff Beck, com quem tocou em mais de 60 apresentações.
Ao apresentá-la como parte da turnê “Fifty Something”, Geddy Lee afirmou que Nilles representa um novo capítulo na história do Rush, trazendo frescor e personalidade sem perder o respeito à herança deixada por Neil Peart. Segundo o baixista, a decisão de voltar aos palcos surgiu após um longo processo de reflexão e de saudade do palco, culminando na escolha de uma musicista capaz de se conectar à essência do grupo.
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