PARADISE LOST revela que “Shades of God” e “Icon” influenciaram o novo álbum “Ascension”

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Em entrevista ao portal indiano Sinusoidal Music, o vocalista Nick Holmes comentou o processo criativo de Ascension, 17º álbum do Paradise Lost, lançado em 19 de setembro pela Nuclear Blast Records. O disco marca o retorno da banda após cinco anos desde Obsidian (2020), e teve produção do guitarrista Gregor Mackintosh com mixagem e masterização de Lawrence Mackrory.

Segundo Holmes, a prioridade da banda continua sendo a própria exigência artística. “Quando escrevemos músicas, é sobre o que gostamos como fãs de música. Nós mesmos colocamos a barra lá em cima e somos nossos maiores críticos. Se estou escrevendo letras, preciso gostar de lê-las, e as reviso constantemente até ficar satisfeito”, afirmou. Ele contou ainda que várias ideias iniciais foram descartadas até que o grupo encontrasse o rumo definitivo para o novo trabalho.

Sobre o intervalo maior entre os álbuns, o vocalista destacou que o período da pandemia e os projetos paralelos atrasaram o processo. Além do lançamento do Host, parceria de Holmes e Mackintosh, a banda também regravou o clássico Icon para celebrar seu 30º aniversário.

Mackintosh, em entrevista ao canal Rauta, contou que revisitar Icon influenciou diretamente a concepção de Ascension. “Reaprender aquelas músicas nos colocou no estado mental de 1992, 1993. Mais da metade do álbum carrega essa atmosfera de Shades Of God e Icon, mas com o olhar atual”, disse o guitarrista. Ele revelou ainda que chegou a compor seis ou sete faixas para o disco três anos atrás, mas descartou tudo por não estar satisfeito: “Se você não sente, não adianta insistir. Tivemos a sorte de poder trabalhar sem pressão de gravadora e só lançar quando estivéssemos confortáveis.”

A capa de Ascension traz a pintura The Court of Death (1870–1902), do artista britânico George Frederic Watts, em exposição na Tate Gallery, em Londres. A obra, que retrata a morte como um anjo entronizado cercado por figuras alegóricas do silêncio e do mistério, reflete a atmosfera sombria do álbum, em que versos melancólicos se entrelaçam a riffs pesados e sombrios.

Para celebrar o lançamento, o Paradise Lost promoveu sessões de autógrafos em Birmingham e Londres, além de um show especial no Brudenell Social Club, em Leeds. Durante o verão europeu, a banda também dividiu o palco com King Diamond em festivais, antes de iniciar a primeira parte da turnê “Ascension Of Europe” neste outono.

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