KISS será homenageado no Kennedy Center Honors sob comando de DONALD TRUMP

O KISS será um dos homenageados da 48ª edição do Kennedy Center Honors, cerimônia que reconhece artistas com contribuições significativas para a cultura norte-americana. O evento marcará a primeira vez que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, atuará como presidente do conselho do Kennedy Center, além de ser o anfitrião e produtor do evento.

Além do grupo, também serão reconhecidos o cantor country George Strait, o ator Sylvester Stallone, a cantora Gloria Gaynor e o ator e cantor Michael Crawford. O anúncio foi feito por Trump em coletiva de imprensa no centro de artes. “Os homenageados da 48ª edição do Kennedy Center são pessoas extraordinárias, um grupo extraordinário — incrível. Mal podemos esperar para celebrar o Kennedy Center Honors, afirmou.

KISS | Fonte – Casablanca Records, via Wikimedia Commons.

O KISS reagiu com entusiasmo à escolha. Para Gene Simmons, “o KISS é a personificação do sonho americano. Estamos profundamente honrados em receber o Kennedy Center Honor. Paul Stanley destacou: “Desde nossos primeiros dias, o KISS incorporou o ideal americano de que tudo é possível e que o trabalho duro compensa. O prestígio do Kennedy Center Honors não pode ser subestimado e aceito este prêmio em nome do longo legado do KISS e de todos os integrantes que ajudaram a criar nossa icônica banda”.

O guitarrista Ace Frehley classificou o reconhecimento como “um sonho que se tornou realidade e que nunca pensei que se materializaria”. Já o baterista Peter Criss afirmou: “Sinto-me muito abençoado. Este é o maior reconhecimento de nossa carreira”.

A cerimônia anual é realizada tradicionalmente em dezembro, em Washington, e transmitida pela CBS. Esta será a primeira edição desde que Trump promoveu mudanças estruturais no Kennedy Center, removendo a antiga diretoria e preenchendo o conselho com aliados.

Ao longo dos anos, Gene Simmons expressou opiniões públicas sobre Trump, com quem conviveu antes da política e durante sua participação no programa The Celebrity Apprentice. Em entrevista ao podcast Club Random, de Bill Maher, ele relembrou: “Quando ele se candidatou em 2016 e venceu, fiquei feliz. Conhecia o cara de antes, encontrava em clubes e tal. Ele teve Bill e Hillary Clinton em seu casamento, e Howard Stern também. Não é um político. Pensei: ‘Um empresário vai assumir, entende como administrar as coisas’. Mas a pessoa que vi assumir o poder não era a mesma que vi um ou dois anos depois… Eu mudei, como muita gente mudou”.

Em conversa com a SPIN em 2022, Simmons foi mais crítico: “Olhe o que aquele senhor fez com este país e com a polarização — fez todas as baratas subirem à superfície. Antes, você se envergonhava de ser publicamente racista e espalhar teorias conspiratórias. Agora está tudo às claras, porque ele permitiu”.

O músico também declarou que Trump “não é republicano nem democrata, está por si mesmo, de qualquer forma que conseguir”. Ele acrescentou: “Na última eleição, mais de 70 milhões de pessoas compraram a ideia por completo”.

Já em 2021, ao Yahoo!, Simmons avaliou: “O mesmo homem que conheci antes de entrar na política é o que esteve na presidência. As listras de um tigre não mudam. E o que aconteceu nos últimos quatro anos foi além do que eu imaginava, não apenas dele, mas de toda a administração”. Ao lembrar um episódio pessoal, contou: “Estávamos em um restaurante, e ele disse: ‘Gene, você e eu somos iguais. Gostamos das garotas bonitas’. Talvez esse tenha sido o apelo e continue sendo”.

O baixista já havia defendido que todos merecem a chance de mostrar o que podem fazer após serem eleitos, mas revelou que o KISS recusou convite para se apresentar na posse de Trump em 2017 por considerar que “não era uma boa ideia”.

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KISS | Fonte: Casablanca Records, via Wikimedia Commons.