O guitarrista e fundador do Iced Earth, Jon Schaffer, concedeu sua primeira entrevista após ser sentenciado a três anos de liberdade condicional e 120 horas de serviço comunitário por sua participação na invasão ao Capitólio dos EUA, em 6 de janeiro de 2021. Posteriormente, ele foi perdoado pelo então presidente Donald Trump, junto com outras 1.500 pessoas acusadas de crimes relacionados ao evento.
Em uma longa entrevista de mais de duas horas ao podcast It Is Later Than You Think, da igreja Cornerstone Church, em Indiana, Schaffer afirmou que sua intenção nunca foi defender especificamente Trump, mas sim lutar contra o que chamou de tirania. “Eu teria ficado igualmente irritado se tivessem roubado a eleição dos democratas, porque isso significaria o fim da nossa república, que na verdade foi sequestrada há muito tempo”, disse. Ele também reconheceu que sua atitude não foi a mais inteligente: “Agora percebo que meu comportamento não foi o melhor e não foi a coisa mais esperta que já fiz, mas foi uma armadilha – cem por cento”. O guitarrista relatou que foi levado pela energia da multidão e acreditava que estava participando de um protesto pacífico. Segundo ele, muitos dos participantes eram cristãos e estavam lá por amor à liberdade. O envolvimento de Schaffer com o cristianismo se aprofundou após o incidente. Ele contou que, durante o tempo em que ficou isolado, começou a refletir sobre sua vida e passou a ler a Bíblia. Ele mencionou que frequentou algumas igrejas antes de encontrar a Lakeview Church, na Flórida, onde decidiu se batizar. “Foi uma escolha que eu quis fazer. Nada mais que isso”, explicou. Sobre sua relação com os Oath Keepers, um grupo extremista, Schaffer negou envolvimento ativo, afirmando que apenas apoiou a organização no início. “A narrativa criada sobre os Oath Keepers foi para pressionar as pessoas a delatarem outras. Mas eu sou um músico de heavy metal em turnê, não o líder de uma milícia”, declarou. Por fim, Schaffer criticou o que considera uma perseguição política contra os participantes do evento no Capitólio e elogiou Trump por manter sua palavra ao conceder os perdões. Ele também afirmou que pretende voltar à música, mas sem pressa. “Só quero fazer algo que seja realmente grandioso e que glorifique a Deus”, concluiu.JON SCHAFFER fala sobre sua participação no Capitólio e sua jornada religiosa
