QUIET RIOT: Sem otimismo, FRANKIE BANALI segue em sua árdua batalha contra o câncer

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O líder do Quiet Riot, o veterano Frankie Banali, baterista tarimbado e altamente influenciado pelo saudoso John Bonham (Led Zeppelin), segue arduamente a sua luta contra o câncer de pâncreas, estágio IV, que já dura um ano e dois meses. Recentemente, Banali, músico que também tocou no W.A.S.P., Faster Pussycat, Heavy Bones, Blackthorne e Hughes/Thrall, revelou ao Of Personal Interest as condições atuais de sua saúde, a sua rotina diária quanto ao severo tratamento e quais as suas expectativas em relação à cura da doença.

Frankie Banali é submetido a 18 horas diárias de bolsa intravenosa para seu tratamento de câncer

Banali começou respondendo sobre como anda se sentindo atualmente: “Bem, fui diagnosticado originalmente com câncer de pâncreas no estágio 4, que metastatizou meu fígado, em abril de 2019. Nesse ponto, o prognóstico era de que eu, provavelmente, morreria em outubro do ano passado. Eu tinha basicamente uma janela de seis meses. Portanto, quando você considera o fato de estarmos aqui conversando, em junho de 2020, isso significa que consegui superar a linha de um ano. Ainda estou muito consciente do fato de estar no estágio 4 com um dos cânceres mais mortais que existem. Meu prognóstico para sobreviver de um a cinco anos é de apenas 10%”, revelou. “Então, continuo lutando a boa luta. Mesmo enquanto estamos conversando agora, estou ligado à um IV (bolsa intravenosa) que tenho que fazer por dezoito horas todos os dias no momento… A razão pela qual esse tratamento leva dezoito horas, é devido à sua enorme quantidade de volume, ou seja, é a maior bolsa intravenosa que já vi. Portanto, ele deve ser monitorado com uma bomba digital, pois só pode ser administrado um pouco de cada vez. Tenho mobilidade se eu quiser carregar a bolsa, mas, na maioria das vezes, estou muito atado a essa coisa”.

Sobre seu pragmatismo quanto à sua situação de saúde, Banali comentou: “Acho que sempre fez parte do meu DNA, de minha composição psicológica. Sempre disse às pessoas que não sou otimista ou pessimista. Sou realista. Olho para os fatos como eles me são apresentados e tento examinar essas informações o máximo possível, porque mesmo com todos os avanços que foram feitos na medicina em relação ao câncer, não houve muito progresso quanto ao câncer de pâncreas. Então, sou realista sobre isso e tento tirar o máximo proveito de todos os dias. Encontro algum tipo de alegria em tudo o que eu olho. E todos nós iremos morrer um dia, certo? Não há dúvida sobre o que acabará me matando. A única questão realmente é, quando isso acontecerá?”.

Frankie Banali foi diagnosticado com câncer de pâncreas após ir ao pronto socorro sentindo falta de ar, dor nas pernas e perda de energia. Uma varredura de seus pulmões capturou uma imagem de seu fígado, onde os primeiros pontos foram vistos. Assim foi descoberto um tumor em seu pâncreas. Seu tratamento começou no ano passado e recentemente ele Banali deu início à sua 21° rodada de quimioterapia, com a esperança de ao menos diminuir ou controlar o câncer.

Ao revelar sobre sua doença em outubro de 2019, o baterista explicou que o tratamento o fez perder vários shows com o Quiet Riot. Nesse período, ele vinha sendo substituído ao vivo ou por Johnny Kelly (Danzig, Type O Negative, A Pale Horse Named Death, Silvertomb, Kill Devil Hill, Black Label Society) ou por Mike Dupke (W.A.S.P.).

Os shows do Quiet Riot no ano passado com Kelly ou Dupke marcaram a primeira vez na história que a banda se apresentou sem nenhum dos membros de sua formação clássica, ou seja, Banali, o saudoso Kevin DuBrow (vocal), Carlos Cavazo (guitarra) e Rudy Sarzo (baixo). Vale lembrar que o primeiro guitarrista do grupo foi ninguém menos do que o também saudoso Randy Rhoads, que depois integrou a banda solo de Ozzy Osbourne.

O primeiro show de Banali com o Quiet Riot após ser diagnosticado com câncer, aconteceu em outubro do ano passado, no Whisky A Go Go, em West Hollywood, Califórnia. Ele ressuscitou o Quiet Riot em 2010, três anos após a morte de DuBrow, que faleceu por decorrência de uma overdose de cocaína, analgésicos e álcool. O mais recente álbum do grupo é Hollywood Cowboys, lançado em novembro último pela Frontiers Music Srl.

Você ainda pode contribuir para com a campanha do GoFundMe para ajudar Frankie Banali com suas despesas médicas, que são bastante pesadas.

Formação clássica do Quiet Riot: Carlos Cavazo, Frankie Banali, Kevin DuBrow e Rudy Sarzo