GLENN HUGHES diz que “Chosen” pode ser seu último álbum de rock da carreira

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Prestes a lançar o disco Chosen, previsto para 5 de setembro pela Frontiers Music Srl, o vocalista e baixista Glenn Hughes deu sinais de que o novo trabalho pode marcar uma transição definitiva em sua carreira. Em recente entrevista à Now Spinning Magazine, o músico inglês refletiu sobre sua trajetória e indicou que esse pode ser seu último álbum voltado ao hard rock.

Segundo Hughes, a turnê que acompanha o lançamento tem papel fundamental em sua decisão sobre o futuro. Após anos centrando os shows em clássicos do Deep Purple, ele afirmou que está encerrando esse ciclo: a nova turnê deve contar com apenas uma música da antiga banda no repertório. Em seu lugar, três faixas do novo álbum ganham destaque nos palcos. A proposta, segundo ele, é deixar de olhar para trás e abrir espaço para um novo capítulo artístico.

Apesar de deixar em aberto a possibilidade de continuar lançando discos, Hughes comentou que Chosen pode ser seu último registro no universo do rock. A partir de agora, o foco tende a ser mais voltado para os vocais, com menos peso nas guitarras. O artista mencionou discos anteriores como Feel e First Underground Nuclear Kitchen como referências para essa nova direção. “Sempre foi sobre a voz”, resumiu, destacando o desejo de explorar esse elemento com mais pureza e protagonismo nos próximos trabalhos.

Essa valorização do vocal não é novidade em sua carreira. Hughes recordou sua participação em um tributo ao tecladista Jon Lord, no qual cantou acompanhado apenas por uma orquestra sinfônica, sem bateria ou guitarra. A experiência, que descreveu como um retrato fiel de sua essência musical, reforçou a ideia de que seu legado está diretamente ligado ao poder da voz — um dom que ele considera um presente divino.

Com mais de cinco décadas de trajetória, Glenn Hughes é reconhecido por sua habilidade de fundir hard rock com elementos de soul e funk, algo que ele faz desde os tempos de Trapeze, nos anos 1970. A partir de 1973, ganhou projeção global ao integrar o Deep Purple, ao lado de David Coverdale, marcando presença em discos como Burn, Stormbringer e Come Taste the Band.

Ao longo das décadas, Hughes também colaborou com nomes como Tony Iommi, Gary Moore, John Norum, além de integrar projetos como Black Country Communion, California Breed e The Dead Daisies. Seu último trabalho com Iommi, aliás, foi retomado recentemente com a faixa Rocket, lançada em maio em parceria com Robbie Williams. O cantor também se uniu a Joe Satriani e Steve Vai no projeto SatchVai, emprestando sua voz ao single I Wanna Play My Guitar.

A turnê de divulgação de Chosen, intitulada “The Chosen Years”, terá início no dia 2 de setembro, em Zoetermeer, na Holanda, e passará por diversos países da Europa e América do Sul até o fim de novembro, quando encerra em Bogotá, na Colômbia.

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Foto: Leo Baron