Quando Luiz Artur (vocal), André Buck e Gustavo Polidori (guitarras) e Lucas Emidio (bateria) finalizaram a produção de “Metaphor“, a primeira faixa promovida foi “At Tannhauser Gates”, com letra baseada na obra do diretor Ridley Scott, Blade Runner (1982) e nos manuscritos de Phillip K. Dick, ‘Do Androids Dream of Electric Sheep?’, de 1968. Agora, o Hatematter apresenta o videoclipe para “Blackout Afterglow“, faixa que é ligada ao mesmo conceito. “Com o single ‘At Tannhauser Gates’, nós abordamos o plot principal do longa ‘Blade Runner 2049’ (2017), sequência do clássico de 1982, tendo a visão e direção de Denis Villeneuve. Na letra, acompanhamos os desdobramentos apocalípticos que acometem o mundo após o fim do primeiro filme, e a jornada do replicante Agente K’ em busca de um sentido para sua própria existência”, detalhou o guitarrista Gustavo Polidori.
Veja o clipe de “Blackout Afterglow”, produzido pela Domínio Mediacraft e com cenas captadas no estúdio Espaço Som (SP), em https://youtu.be/zN7Y5LdNw0A
Mantendo a tradição de explorar letras filosóficas e futuristas, tendo a ficção científica, além de histórias realistas e cotidianas, como referência, “Metaphor” também conta com o lyric video de “They Arrive” e o videoclipe de “Agonizing Wail”. “Filmes como Blade Runner (1982), A Chegada (2016) e San Junípero, da série Black Mirror serviram como base de algumas letras, criadas junto com Thiago Ribeiro, que já havia trabalhado conosco em ‘Foundation’”, explicou o baixista André Martins.
Veja o clipe de ‘Agonizing Wail‘ em https://is.gd/TjJnII
Gravado no estúdio Casanegra por Rafael Augusto Lopes, e produzido, mixado e masterizado nos EUA por Brendan Duffey, “Metaphor” teve a arte de capa criada por Rafael Tavares (Metal Allegiance, Torture Squad, DyingBreed e Blood Red Throne). O sucessor de “Foundation” (2014) figurou em décimo lugar na lista dos 20 melhores discos de 2018 pela revista Roadie Crew.
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Trinta (e um) anos depois do lançamento do primeiro álbum, “Vivid”, o Living Colour continua uma força sem igual. Durante todo esse tempo, o trabalho de Corey Glover (vocal), Vernon Reid (guitarra), Doug Wimbish (baixo) e Will Calhoun (bateria) continuou incomparável e intocável. São todos músicos extraordinários, sem dúvida, mas é a obra sem barreiras, num horizonte artístico ilimitado, que mantém a banda relevante num cenário que muda de humor a todo instante. Rumo ao Brasil pela oitava vez, pouco mais de um ano depois da última passagem, quando fez um solitário show em São Paulo, o Living Colour volta à capital paulista (dia 14 de junho), mas incluiu no roteiro o retorno ao Rio de Janeiro depois de dez anos. Um verdadeiro presente para os fãs cariocas, que receberão o grupo nova-iorquino mais uma vez no Circo Voador, dia 13 – vamos combinar que a apresentação no Palco Sunset do Rock in Rio em 2013 não conta, afinal, a banda foi muito mal escalada no mesmo dia de Ivete Sangalo, David Guetta e Beyoncé. E se a música do quarteto é única e formidável nos discos, em cima do palco ela ganha proporções ainda melhores. Para falar disso e mais um pouco, conversamos com Calhoun, então coloque o “Vivid” para rodar – sim, eles vão tocá-lo na íntegra! –, aproveite o papo e se prepare para os espetáculos.
Vamos começar falando dos próximos shows no Brasil. O Living Colour esteve no país em 2018 para uma única apresentação em São Paulo, e agora há uma data no Rio de Janeiro, onde a banda não toca desde 2009… Quais são as expectativas? Will Calhoun: Deixe-me começar agradecendo a você pela oportunidade de fazer essa entrevista. Amamos o Brasil e estivemos aí no ano passado, é verdade, mas estamos ansiosos por esses novos shows, para agradecer a todos os nossos fãs pelo apoio durante todos esses anos. É o trigésimo aniversário do “Vivid”, então montamos uma combinação interessante de músicas para essas apresentações.
É o que eu iria perguntar, porque andei olhando os setlists de shows recentes da Vivid 30th Anniversary Tour, mas a banda não está tocando o “Vivid” na íntegra… Will: Mas agora planejamos tocar algumas canções de discos variados e também o “Vivid” da primeira à última faixa. Queremos dar aos brasileiros um show de aniversário realmente fantástico, com músicas variadas (N.R.: o Living Colour realmente tocou as 11 faixas do disco de estreia na primeira noite da turnê sul-americana, em Santiago, no Chile).
A primeira vez do Living Colour no Brasil foi em 1992, como headliner do Hollywood Rock. Doug Wimbish havia acabado de substituir Muzz Skillings, mas ainda não era integrante fixo, e a banda foi eleita por público e crítica como o melhor show do festival. Quais são suas lembranças? Will: Aqueles shows foram incríveis! Não esperávamos ser tão bem recebidos no Brasil, até porque era nossa primeira vez. Particularmente, eu estava ansioso para visitar seu país porque o meu filme favorito na infância era “Orfeu Negro” (N.R.: também conhecido como “Orfeu do Carnaval”, produção ítalo-franco-brasileira do cineasta francês Marcel Camus, o longa foi lançado em 1959). Depois de assistir àquele filme, eu queria desesperadamente conhecer o Brasil, por isso fiquei aí por um mês depois daquelas apresentações. Aluguei um carro e fui com um amigo brasileiro de São Paulo para a Bahia, e essa viagem mudou a minha vida. Tive a oportunidade de visitar escolas de samba, conhecer e me divertir com Carlinhos Brown e os músicos da Timbalada. Fui apresentado a Lenine e Marcos Suzano, a uma comida maravilhosa, ao ritmo do maracatu e a tantas outras coisas maravilhosas da cultura brasileira.
E vocês não demoraram a voltar. Já no ano seguinte, em 1993, mas para um único e incrível show em São Paulo. O local estava eletrificado, e lembro-me do Corey Glover se jogando três vezes na plateia… Will: Toda a turnê do “Stain” em 1993 foi mágica, mas o público naquele show foi inacreditável, então nós ficamos ainda mais empolgados para tocar no Brasil novamente.
Mas aí a banda encerrou as atividades ou, como eu costumo dizer, entrou num hiato de 1995 a 2000. Como foi para você? Will: Aquele foi um período muito desafiador… Eu tive de me adaptar a não estar mais numa banda, mas o tempo livre permitiu a mim a maravilhosa oportunidade de viajar para pesquisar sobre música. Voltei ao Brasil e fiquei aí durante três meses, desta vez no Recife. Visitei um incrível escola chamada Centro de Educação e Cultura Daruê Malungo, fundada e gerida por um grande amigo e músico, o Mestre Meia-Noite (N.R.: como é conhecido o capoeirista, bailarino e educador Gilson Santana). Ele e sua adorável família tomam conta da escola, e eu fiquei impressionado em como os jovens aprendiam no local a focar na própria cultura. Fiquei impressionado com todas aquelas belas crianças criando fantasias, aprendendo danças tradicionais e se reconectando com sua ascendência angolana. Aliás, fiz um pequeno documentário sobre essa viagem e o lançarei no próximo ano. Também viajei e estudei no Marrocos, Mali, Senegal, Belize, China e partes limitadas do Caribe, e o que fez com que nos reuníssemos foi o tempo. Ao retomarmos a banda, todos trouxemos experiências musicais muito especiais que colocamos na mesa para criar um novo capítulo musical para o Living Colour.
“Collideøscope” foi lançado em 2003, e no ano seguinte a banda voltou ao Brasil. Vocês esperavam ser tão bem recebidos depois de tanto tempo? Will: Não! Nós apenas torcemos para que fosse incrível como havia sido nas vezes anteriores, e foi!
E continua sendo. Falando especificamente sobre a cidade onde moro, o Rio de Janeiro, o último show completo na cidade ficou marcado por uma noite em que vocês tocaram por três horas. Will: Sim! Todos as nossas apresentações no Rio foram maravilhosas, mas não tínhamos planejado tocar por três horas naquele dia (N.R.: 16 de outubro, terceira das quatro datas da perna brasileira da turnê do “The Chair in the Doorway”). Acontece que vocês foram tão espetaculares que não queríamos sair do palco (risos).
Vamos falar um pouco do álbum mais recente, “Shade” (2017). Oito anos o separaram de “The Chair in the Doorway”, e isso é muito tempo. O que houve que deixou o processo tão demorado? Will: E não levamos oito anos para gravá-lo, porque em boa parte desse tempo nós não trabalhamos no “Shade”. Foram apenas três anos em cima do disco. Gravamos muitas músicas, usamos vários estúdios, experimentamos diferentes produtores e engenheiros de som. Esse processo acabou expandindo o tempo de gravação, mas também trocamos de empresário, de agentes e de advogados durante esse período, além de termos estudado oportunidades em outras gravadoras. No fim das contas, estávamos tentando criar a melhor situação possível para lançar o “Shade”.
E foram sete estúdios diferentes, incluindo até mesmo um no Reino Unido. Como foi essa experiência? Will: Interessante e longa… No entanto, ter opções demais às vezes pode causar problemas.
“Shade” tem 13 músicas, sendo que no EP “Who Shot Ya?” (2016) há duas que poderiam facilmente ter entrado nele, “Regrets” e uma versão fabulosa de “This Place Hotel” (N.R.: composição de Michael Jackson em sua época no The Jacksons). Quantas vezes vocês mudaram o track list? Will: (rindo) Foram muitas mudanças, em minha opinião, porque nós continuamos compondo mesmo durante as gravações de “Shade”. De certa forma, não estávamos satisfeitos com todas as canções que tínhamos, então ficamos compondo e gravando sem parar.
A propósito, “Who Shot Ya?” saiu apenas no formato digital. Alguma chance de o EP ser lançado em CD? Will: (empolgado) Absolutamente!
Ótimo! Como citei “This Place Hotel” anteriormente, gostaria de falar dos outros covers. “Who Shot Ya?” (N.R.: The Notorious B.I.G.) é autoexplicativa, mas como surgiu a ideia de regravar “Preachin’ Blues” (N.R.: Robert Johnson) e, especialmente, “Inner City Blues” (N.R.: Marvin Gaye), que ficou fantástica? Will: Obrigado! Decidimos gravar “Preachin Blues” porque havíamos tocado essa música durante a comemoração do aniversário de cem anos do Robert Johnson, no Apollo Theater, em Nova York, num evento com vários outros grandes artistas (N.R.: batizada de “Robert Johnson at 100”, a celebração aconteceu no dia 6 de março de 2012). Acontece que fomos aplaudidos de pé, então vimos ali que iríamos fazer uma versão de estúdio. Gostamos tanto dessa música que ele precisava entrar no “Shade”, enquanto “Inner City Blues” foi uma decisão do Vernon Reid e do produtor Andre Betts.
Bom, tem uma faixa que chamou minha atenção, “Program”, porque é interessante que seja uma canção composta pelo produtor e outros dois coautores fora da banda. Qual a história por trás dela? Will: Nunca gostamos dessa música por completo, então tentamos várias coisas diferentes. Usamos vocalistas de apoio, cordas, metais, teclados, loops e até mudamos a letra, então decidimos eventualmente pela versão que está no disco.
Eu poderia falar sobre todo o álbum, mas o que você pode dizer da belíssima “Two Sides”? Will: Ela simplesmente lida com problemas… Há apenas dois lados, a verdade e a mentira, e as pessoas escolhem um deles conforme afeta particularmente seu resultado.
Mencionei “Who Shot Ya?” anteriormente, e é triste como ela ainda é atual (N.R.: gravada em 1995 pelo rapper Notorious B.I.G., assassinado dois anos depois, ela foi usada pelo Living Colour como uma canção contra as armas e a violência policial). Inclusive no Brasil, onde um caso recente ilustra um dos problemas que vivemos: o do músico negro Evaldo Rosa dos Santos, fuzilado com mais de 80 tiros pelo Exército enquanto ia com a família a um chá de bebê. Isso porque seu carro foi confundido com um usado por assaltantes… Will: Eu li sobre esse terrível incidente e sinto muito, mesmo. É algo que está acontecendo no mundo todo, não é uma situação nova. O mundo está mudando rapidamente… É como o meu grupo favorito de rap, o Public Enemy, declarou de maneira clara e inteligente no disco “Fear of a Black Planet”, de 1990: essas mudanças são uma grande ameaça a muitas políticas estabelecidas. A estrutura de poder conservadora está e sempre continuará tentando barrar qualquer mudança positiva que ameace o seu controle colonial.
Para terminar, depois de mais de 30 anos de Living Colour, o que você pode dizer sobre cada disco da banda? Quero dizer, o que eles representaram à época e o que significam hoje para você. Suas lembranças, e começamos com “Vivid”. Will: Nosso primeiro álbum. Ensaiávamos cinco ou seis dias por semana e tocávamos constantemente em casas locais, então a banda estava muito entrosada quando fez “Vivid”, que representa o mundo para mim! Foi ele que trouxe atenção internacional para o Living Colour. De Mick Jagger e Rolling Stones a ser empossado no Museu Nacional de História e Cultura Afro-Americana, em Washington D.C., incluindo a oportunidade de fazer música honesta e de verdade num nível supremo, com um produtor fantástico, Ed Stasium. E a turnê do “Vivid” foi um desafio, pois estávamos desbravando novos territórios para nós mesmos e definido um movimento… Com ajuda do Bad Brains e do Fishbone. Foram precisos alguns shows para as pessoas entenderem nossas reais intenções, mas éramos e ainda somos uma banda muito poderosa em cima do palco. Nossa música ao vivo é mais progressiva do que nos discos.
E o segundo álbum, “Time’s Up” (1990)? Will: A banda havia acabado uma turnê com o Rolling Stones e terminado uma turnê própria sem tempo para respirar. Começamos a gravar o disco em Los Angeles, que não é a minha cidade favorita para ficar num estúdio depois de meses na estrada. Prefiro Nova York, então levou um tempo para eu me ajustar a um novo ambiente e sistema. Mas assim que começamos a finalizar as músicas, as gravações ganharam forma e caráter próprios. Estávamos um pouco exaustos das turnês, por isso nossos humores estavam ainda mais afiados para criar arte, e foi um período interessante na indústria musical. Eu adorava o “Time’s Up” quando o fizemos e gosto ainda mais dele agora, e a sua turnê foi ótima. Fomos convidados para o primeiro Lolapalooza.
E chegamos ao “Biscuits” (1991). Will: Foi um EP para colocarmos algum material novo sem que fosse preciso lançar um disco completo. Tínhamos muitas músicas ao vivo e faixas de estúdio inacabadas para escolher, e as canções de estúdio foram finalizadas em apenas um dia.
“Stain” (1993). Will: Doug Wimbish, nosso baixista, se juntou oficialmente à banda. Nosso som havia mudado, então mudamos de produtor, usando o Ron St. Germain. Estávamos entrando numa cena cujo som era mais pesado. Tínhamos uma sala de ensaios só nossa para trabalhar no “Stain”, então passamos muito tempo compondo e ouvindo nossos próprios conceitos. Eu amo esse disco, e as turnês foram fenomenais. A produção, a iluminação e a equipe técnica eram apenas nossas, o que nos permitiu dar aos fãs uma experiência mais pessoal do que era o Living Colour ao vivo. Pessoalmente, estava lidando com o fato de o meu irmão mais velho lutar contra o vício em drogas, e foi isso que me inspirou a compor “Nothingness”.
“Collideøscope” (2003). Will: Foi um álbum muito difícil de fazer. Havíamos voltado depois de quase seis anos separados, então ainda lutávamos para nos libertar de vários problemas. Não é o meu disco favorito da banda, mas é um que tivemos de fazer… Foi quase como uma terapia. Gosto das músicas, mas a produção não é tão forte como a dos três primeiros trabalhos. Excursionar para promover “Collideøscope” foi muito desafiador, porque não estávamos todos de acordo com o direcionamento musical do Living Colour àquela época.
“The Chair in the Doorway” (2009). Will: Grande parte do disco foi feita em Praga (N.R.: capital da República Tcheca), e foi mais uma vez estranho gravar fora de Nova York. Desafiador, mas não tão ruim quanto em “Collideøscope”. Ainda não estávamos todos na mesma página, mas as coisas estavam melhorando. A produção é boa, mas não ótima, e gosto das músicas. No entanto, eu preferia mesmo que tivéssemos gravado em Nova York. Mas tivemos grande ajuda do Pierre de Beauport, um querido amigo e técnico de guitarra do Keith Richards. Usamos seu estúdio (N.R.: The Library, em Greenfield, Massachusetts) para finalizar algumas músicas. Uma delas é “Not Tomorrow”.
Por último, “Shade” (2017). Will: Comecei a sentir que estávamos voltando a um grande som e a uma grande produção. Querido amigo da banda, Andre Betts, que é do Bronx como eu, fez um trabalho formidável em “Shade”. Foram três duros anos para completar esse disco, por causa das muitas mudanças no nosso time… Empresário, gravadora, advogados, produtores, estúdios e engenheiros de mixagem. Nós também interrompemos os trabalhos algumas vezes para sair em turnê, na maioria das vezes na Europa, e gravamos tantas músicas que tivemos um demorado processo de eliminação até decidirmos quais eram as que precisavam estar no CD. Mas assim que começamos a turnê, vimos que tínhamos a seleção perfeita de canções para antigos e novos fãs. Além disso, muitas das letras fazem referência ao nosso atual clima político.
E espero que o sucessor de “Shade” não leve oito anos para ser lançado. Vocês já pensam no próximo disco? Will: Sim! Já estamos planejando o novo álbum. Na verdade, já começamos o processo.
A essa altura, a chance de você já ter assistido a “The Dirt” é muito grande, mesmo que na casa de um amigo que tenha Netflix, plataforma de streaming onde a cinebiografia do Mötley Crüe estreou no dia 22 de março. Ou pelo menos foi de alguma maneira envolvido pelo longa, porque o barulho não foi pequeno. A história de Vince Neil (vocal), Mick Mars (guitarra), Nikki Sixx (baixo) e Tommy Lee (bateria) para as telonas – baseada no best-seller “The Dirt: Confessions of the World’s Most Notorious Rock Band”, lançado em 2001 – rendeu até mesmo um especial com destaque de capa na ed. #243 da ROADIE CREW. Faltava falarmos com algum integrante para fechar o pacote, e foi o que aconteceu: conversamos com Neil para saber suas impressões sobre o filme e as músicas inéditas que compõem a trilha sonora e, principalmente, colocaram o quarteto junto num estúdio depois de mais de quatro anos – a última canção gravada pela banda havia sido “All Bad Things”, em 2015. Infelizmente, no entanto, o vocalista pôde responder apenas seis das 26 perguntas que estavam na pauta – e que levariam o papo muito mais a fundo na carreira do Mötley Crüe e, diga-se, do próprio Neil. Mas como alguma coisa é melhor do que nada, confira o que ele teve a dizer.
O Mötley Crüe em 1982: Nikki Sixx, Tommy Lee, Vince Neil e Mick Mars (Foto: Mark Weiss/Divulgação)
Qual foi a sua reação ao assistir à versão final de “The Dirt” pela primeira vez? Vince Neil: Fiquei surpreso com o quão bom é o filme! Quando comecei a assistir, pensei que passaria o tempo todo criticando, tipo ‘Isso não aconteceu dessa maneira’ ou qualquer coisa parecida, mas bastaram os primeiros 15 minutos para eu esquecer até mesmo que era sobre nós. No fim, percebi que se trata de um ótimo filme, simples assim, porque eu havia mesmo assistido a um ótimo filme de rock’n’roll! Fiquei realmente impressionado com os atores (N.R.: Daniel Webber interpretou Neil, enquanto Douglas Booth fez o papel de Nikki Sixx; Iwan Rheon, de Mick Mars; e Colson “Machine Gun Kelly” Baker, de Tommy Lee) e com a maneira como a nossa história foi contada, uma vez que “The Dirt” ficou de fato preso ao livro. Obviamente, é muito difícil colocar dez anos de loucura em apenas duas horas, mas todos fizeram um grande trabalho ao escolher e trabalhar as coisas certas para o roteiro.
Especificamente sobre Daniel Webber, você deu a ele alguma orientação? Alguma cena e interpretação dele o fizeram ficar arrepiado? Vince: Não tive uma chance sequer de aparecer para assistir às gravações, mas pude conversar algumas vezes por telefone com Daniel, que fez o dever de casa direitinho ao me estudar, incluindo meus movimentos e minha personalidade. Ele deve ter visto muitas, mas muitas filmagens e entrevistas minhas! (risos) Todas as cenas me deixaram arrepiado, porque ficaram perfeitas. Por exemplo, sabe a cena do primeiro show, quando eles começam a tocar? Os movimentos que ele fez no palco são absolutamente iguais aos meus! Até mesmo o meu comportamento na cena do primeiro ensaio, quando entrei para a banda, foi exatamente daquela maneira. Foi impossível não ficar arrepiado vendo aquele cara me interpretar.
Cena em “The Dirt” que reproduz o primeiro show do Mötley Crüe (Foto: Divulgação/Netflix)
Vamos falar das novas músicas, mas começando por uma questão mais abrangente: as pessoas podem achar que foi óbvio ou até mesmo obrigatório registrar material novo para a trilha sonora, mas me parece que o processo foi bem orgânico. Vince: A verdade é que nós não nos separamos, apenas paramos de fazer turnês. Ainda somos uma banda, ainda somos quatro caras que têm uma empresa muito legal chamada Mötley Crüe. A ideia de compor novas músicas começou a nos rondar assim que nos reunimos para discutir o filme, então vocês sempre estarão ouvindo falar de nós. De uma maneira ou de outra.
A respeito de “The Dirt (Est. 1981)”, a participação de Machine Gun Kelly deu um sabor diferente à música. Apesar de ele interpretar o Tommy Lee, acredito que foi ideia deste convidá-lo… Você sabe, por causa do lance hip hop. Vince: Nós procuramos o MGK, para que ele acrescentasse suas partes, quando estávamos trabalhando na versão final da música, mas algo me diz que ele e Tommy queriam fazer algo juntos já havia um tempo (risos). De qualquer maneira, funcionou perfeitamente.
“Ride With the Devil”, com um groove e refrão ótimos, é a minha favorita, até porque me remeteu ao Mötley Crüe dos anos 80. O que você acha disso? Vince: No geral, acredito que todas as músicas ficaram muito, muito legais. Bom, com Bob Rock no comando não tinha como ficarem ruins, porque se trata de um ótimo produtor. Ele sabe extrair o melhor de cada um de nós (N.R.: Rock havia trabalhado com o Mötley Crüe nos álbuns “Dr. Feelgood”, de 1989, e “Mötley Crüe”, de 1994, além das faixas inéditas da coletânea “Decade of Decadence”, de 1991).
Por último, “Crash and Burn” soa para mim como uma evolução natural de “Saints of Los Angeles” (2008). Vince: Não acho que exista uma correlação direta entre ele e “Saints of Los Angeles”, mas nós definitivamente queríamos que as novas músicas passassem aquele sentimento de serem canções orgânicas do Mötley Crüe. Além disso, procuramos que elas refletissem tanto o filme quanto o livro.
A banda de heavy metal suíça BURNING WITCHES recrutou Laura Guldemond, vocalista da banda de metal sinfônica holandesa SHADOWRISE, como sua nova vocalista. Ela se junta ao grupo como substituta de Seraina Telli, que saiu do BURNING WITCHES no início deste mês.
Guldemond fez sua estreia ao vivo com o BURNING WITCHES no início desta semana no Sweden Rock Festival em Sölvesborg, na Suécia.
O BURNING WITCHES disse em um comunicado: “A triste notícia já se espalhou por todo o mundo, Seraina deixou o BURNING WITCHES.
“Às vezes há coisas além do nosso controle que você não vê chegando e são muito perturbadoras. No entanto, a banda seguirá em frente com todos os próximos shows e já está trabalhando no terceiro álbum.
“Tivemos algumas semanas muito difíceis, por isso, nestes momentos de tristeza e confusão, temos o prazer de receber nossa nova WITCH,Laura, da Holanda em nosso círculo.
“Nós também temos a boa notícia de que decidimos dar aos fãs um teaser especial e apreciação na forma de uma nova música que lançaremos esta semana para estrear a Laura!”
“Por favor, leia as próximas declarações da banda e deseje boa sorte a Seraina para seu futuro.”
Criada em 2015, a banda BURNING WITCHES lançou dois álbuns de estúdio completos, Burning Witches, de 2017, e Hexenhammer, de 2018.
Hexenhammer saiu em novembro passado pela Nuclear Blast Records. O disco foi produzido no Little Creek Studio na Suíça pela mesma equipe de seu antecessor: V.O. Pulver (PRO-PAIN, DESTRUCTION, NERVOSA, PÄNZER) e o vocalista do DESTRUCTION, Schmier, que ajudou e aconselhou como um amigo próximo da banda.
A banda Ted Marengos se prepara para uma turnê de três meses nos Estados Unidos de divulgação do novo álbum “Timeless Beat”, que será lançado oficialmente no dia 26 de junho em todas as plataformas digitais. O giro conta com 33 shows e começa em Los Angeles, dia 26 de junho.
Os músicos vão passar por casas tradicionais como Springwater (Nashville), onde a banda Black Keys gravou um de seus videoclipes famosos, além de locais espetaculares como Fais Do-Do, Central Saloon, Redwood Bar & Grill, White Eagle Saloon, Barley House e Homestead Bowl.
Ted Marengos apresentará músicas do disco “Timeless Beat”, como “I’m Not Going Back”, “All In The Same Beat”, “Steady Grandma”, “Eternally Fab”, “A Message” e “Savage Rock And Roll”.
Com o intuito de atingir o público norte-americano, a banda tem se empenhado para realizar um bom show e conquistar o público com grande afinco. Para mostrar a rotina desta viagem, criaram um blog em seu site oficial (https://www.tedmarengos.com/blog) para falar sobre cada cidade e show apresentado.
Além disso, os músicos também criaram um financiamento coletivo para a turnê onde o fã que participar da campanha, tem a chance de comprar uma guitarra Epiphone Lucille assinada pelo B.B. King. Confira no site https://www.kickante.com.br/campanhas/ted-marengos-usa-tour.
“O Rock’n’Roll é um estilo musical que surgiu nos Estados Unidos no final da década de 40 e início dos anos 50. Teve suas raízes nos estilos musicais norte-americanos como: country, blues, R&B e gospel, que rapidamente se espalhou para o resto do mundo”, disse o vocalista Julio Starace.
Antes do Rock and Roll, a música foi categorizada por raça, nacionalidade, localização, estilo, instrumentação, técnicas vocais e até mesmo religião. No entanto, com toda popularidade e sucesso comercial de Elvis Presley em 1956, o Rock and Roll se tornou um objeto angular da indústria musical americana. Nunca mais a música foi definida e categorizada da mesma forma, e hoje é ainda um dos estilos musicais mais consumidos nos Estados Unidos.
Confira as datas da turnê:
Junho
26 Los Angeles CA – Fais do do
27 San Diego CA – Bar Pink w/Tennessee Sons
28 Phoenix/Tempe AZ – Time Out Lounge w/Blu Joy, Headstrum,
29 Tucson AZ – Sky Bar w/Silver Cloud Express, Tropical Beach,
30 Santa Fe NM – Boxcar l
Julho
03 Albuquerque NM – Red Velvet Underground w/Plumb Crazy
04 El Paso TX – B17 (US Holiday 4th of July)
05 TBD Visit Sonic Ranch studios
06 Fort Stockton TX – The Garage
07 San Antonio TX – Sams Burger Joint w/Terra Ferna,
Formado em 2011, Ted Marengos nasceu da união de ideias e influências dos irmãos Júlio Starace (vocais e guitarra), Luiz Pimentel (baixo) e Thomaz Ayres (bateria). Com uma boa recepção, a banda já se apresentou em diversas cidades brasileiras, além de no exterior, com a turnê “Dare From Brazil”, na qual fizeram 40 shows em 80 dias, em Londres, Nova Iorque, Nashville e Los Angeles.
Ted Marengos é uma banda que se preocupa em modernizar o Rock and Roll, mas mantendo seu estado puro e tradicional, com timbres orgânicos e gravações analógicas. A língua adotada para as composições é o inglês, por ser tratar do idioma em que o gênero foi inventado. Para uma banda brasileira ter destaque, na cena norte-americana, é um grande desafio, que se bem-sucedido gerará credibilidade e maior alcance no resto do mundo.
A banda divulgou recentemente o novo videoclipe “Eternally Fab”. A música, escrita por Julio Starace (vocalista e compositor da banda), em parceria com o músico Beto Iannicelli, é inspirada e dedicada a uma das maiores bandas de rock de todos os tempos: The Beatles. Esta faixa será apresentada ao vivo na turnê norte-americana.
“Em 2001, aconteceu algo inusitado comigo. Eu cheguei em casa, peguei o violão e essa música surgiu na minha cabeça. Comecei a toca-la normalmente, como se já estivesse pronta. Os acordes, a melodia, o arranjo, tudo desabou de forma completa… foi mágico! Depois de muitos anos, eu mostrei para o Júlio e perguntei se ele não gostaria de fazer uma letra. Minha única exigência: que ela procurasse passar o imenso amor que eu sinto pelos Beatles e que eu já tinha a letra do refrão: “Eternally Fab, forever within my heart”, disse o vocalista.
O mais recente álbum do Necrofobia, “Membership”, foi avaliado por um dos redatores da revista mais importante do país. A Roadie Crew edição 244, apresenta ao leitor, através do redator Valtemir Amler, uma resenha positiva e nota 8,5 para aquele que já figura entre um dos melhores lançamentos de 2019.
O álbum lançado oficialmente em abril desse ano, pode ser conferido em todas as plataformas de streaming e adquirido fisicamente através das redes sociais do Necrofobia. Confira abaixo as palavras proferidas para essa obra-prima do Thrash Metal brasileiro.
A atual edição da revista Roadie Crew, nº 244, apresenta ao leitor um especial sobre grandes álbuns lançados em 1989. Além de reviver uma época nostálgica e que apresentava ao mundo, inúmeros clássicos da música pesada, traz várias bandas nacionais sendo entrevistadas no quadro cenário e resenhas positivas sobre as obras de outros tantos artistas nacionais e internacionais.
Uma banda que recebeu destaque e figura como uma das principais na atual edição é o Corram Para as Colinas. O trio curitibano que executa um poderoso Stoner Metal cantado em português, concedeu uma entrevista muito pertinente a seu atual momento, onde revela detalhes sobre o novo material de estúdio que está sendo gravado e de quebra, na mesma edição, é apresentado ao leitor, uma resenha sobre o primeiro trabalho da banda “Desalmado (Do boquera ao Largo).
A atual edição da Roadie Crew está à venda em todas as bandas do país e além do destaque que o Corram Para as Colinas receberam, você leitor terá uma avalanche de excelentes matérias, resenhas, entrevistas em uma das maiores mídias impressas da América Latina. Corra até as bancas e adquiria agora mesmo uma edição.
Formação:
Gustavo Slomp – vocal, baixo
Marcio D’avila – vocal, guitarra
André Wlodarczyk – bateria
O TURILLI/LIONE RHAPSODY – com os membros originais do RHAPSODY, Luca Turilli e Fabio Lione, ao lado dos ex-integrantes do RHAPSODYDominique Leurquin, Patrice Guers e Alex Holzwarth – lançarão seu álbum de estreia, Zero Gravity (Rebirth and Evolution) em 28 de junho através da Nuclear Blast. (King Records no Japão e demais países da Ásia).
Abaixo você confere o novo single de Zero Gravity (Rebirth and Evolution), com o lyric video de D.N.A. (Demon And Angel), que conta com a participação especial da vocalista do AMARANTHE, Elize Ryd.
Composto por 10 faixas, o disco foi produzido por Luca e Fabio, enquanto Simone Mularoni (Domination Studio, San Marino) cuidou de sua gravação, engenharia, mixagem e masterização. As participações de Elize Ryd (AMARANTHE) e Mark Basile (DGM), entre outros, completam o primeiro álbum de estúdio do TURILLI/LIONE RHAPSODY. A arte da capa foi projetada por Stefan Heilemann (EPICA, PAIN, LINDEMANN), que trabalhou anteriormente em ambos os registros do LUCA TURILLI’S RHAPSODY.
Luca afirma: “Zero Gravity (Rebirth and Evolution) é muito mais do que um título de álbum. É um verdadeiro mantra da banda, sublinhando a evolução de uma grande colaboração artística, uma abordagem moderna e a intenção de evoluir o som do grupo para uma nova fronteira, conceitualmente, musicalmente e liricamente.
“Este álbum de estreia apresentará definitivamente as múltiplas faces da nossa nova banda: guitarras modernas ultra-pesadas, uma montanha-russa vocal inspirada nas obras-primas do QUEEN, arranjos dramáticos, paisagens sonoras repletas de fôlego, enriquecidas por elementos de música étnica de diferentes continentes, com aquelas que são certamente as mais emocionais e intensas letras que já tivemos. A arte realizada por Heile representa a síntese de tal evolução e a profunda e sincera mensagem relacionada a ela.”
Fabio acrescenta: “ Zero Gravity (Rebirth and Evolution) representa a perfeita evolução de uma visão musical que tivemos, uma grande colaboração artística para criar um novo som com ideias incríveis, grande produção, trabalho duro de grandes músicos e pessoas envolvidas e mais importante, um começo fantástico para esta nova banda. A nova arte realizada por Heile representa a síntese de tal evolução na música e um trabalho incrível que sublinha a aventura musical que você terá e sentirá ao ouvir o disco.”
Um dos principais nomes do deathcore, o norte-americano CARNIFEX lançará seu novo álbum, World War X, em 2 de agosto, via Nuclear Blast Records. World War X foi produzido pelo CARNIFEX ao lado de Jason Suecof (DEATH ANGEL, CHELSEA GRIN e JOB FOR A COWBOY). O álbum foi gravado e mixado por Jason no AudioHammer Studio em Sanford, Flórida. Os vocais para o álbum foram gravados por Mick Kenney (ANAAL NATHRAKH, BLEEDING THROUGH) no The Barracks Studio em Huntington Beach, Califórnia. A arte do álbum foi criada por Blake Armstrong.
Abaixo você confere o vídeo oficial para No Light Shall Save Us. O vídeo foi dirigido por Scott Hansen, e produzido pela Digital Thunderdome com Scott Ian Lewis & Nikhil Potdar.
No Light Shall Save Us conta com a participação especial da vocalista Alissa White-Gluz, da banda sueca ARCH ENEMY.
Além de Alissa, World War X ainda conta com outra participação especial, com o guitarrista Angel Vivaldi (I LEGION) participando da música All Roads Lead To Hell. O sétimo álbum completo de estúdio do CARNIFEX será lançado em 2 de agosto.
A banda britânica GLORYHAMMER lançou seu mais novo álbum de estúdio, Legends from Beyond the Galactic Terrorvortex, em 31 de maio, via Napalm Records. O vídeo oficial para Hootsforce, pode ser conferido abaixo.
Considerado uma das grandes revelações do power metal sinfônico, o GLORYHAMMER lançou seu primeiro álbum, Tales from the Kingdom of Fife em 2013. Recordando em momentos a sonoridade clássica do estilo, os britânicos rapidamente chamaram atenção dos fãs que sentiam saudade dos anos de glória do power metal, e em 2015 eles lançaram seu aclamado segundo álbum, Space 1992: Rise of the Chaos Wizards.
Sempre com letras que evocam bravura e batalhas épicas, o GLORYHAMMER entrou em 2019 prometendo um novo álbum, que agora viu a luz do dia. Legends from Beyond the Galactic Terrorvortex traz uma era de bravura, coragem e força de volta, em 11 canções repletas de riffs, teclados extasiantes e vocais dignos dos grandes guerreiros do passado. Legends from Beyond the Galactic Terrorvortex foi produzido por Lasse Lammert (SVARTSOT, ALESTORM, HALCYON WAY), e tem capa criada por Dan Goldsworthy (ACCEPT, HELL, XENTRIX, CRADLE OF FILTH).