Categoria: Roadie News

  • ALCHIMIST: Show hoje e lançamento do single “Demonized”

    ALCHIMIST: Show hoje e lançamento do single “Demonized”

    A banda ALCHIMIST, de São Luís/MA, está lançando mais um single, desta vez para a faixa “Demonized”. A música foi gravada especialmente para participar de um concurso de mixagem com Denis Ward, renomado produtor alemão. “Demonized” faz referência a própria cultura do Heavy Metal que muitas vezes é “demonizada” por religiões e pelo tradicionalismo da sociedade. O single foi gravado no Estúdio KM4 e possui um conceito individual, usando como referência Aleister Crowley, mas não fará parte do vindouro debut, embora muito provavelmente entre como bônus track.

    Ouça no Youtube:

    https://youtu.be/1oNaBOoXr1E

    Cássio Marcos (vocal), Daniel Azevedo e Ruan Cruz (guitarras), João Lobo (baixo) e Dã Carneiro (bateria) também anunciam uma turnê no mês de agosto, passando por diversas cidades.

    Confira as datas:

    02/08 – Curitiba (PR)

    03/08 – Festival Agosto Negro – Laguna (SC)

    08/08 – Moto Garage – Santa Maria (RS)

    09/08 – Signos Pub – Porto Alegre (RS)

    10/08 – Galera’s Rock Bar – Lajeado (RS)

    11/08 – Cachoeira do Sul (RS) – (TBA)

    16/08 – Mercearia 400 – Belém (PA)

    17/08 – Inconveniência Rock Bar – Castanhal (PA)

    Antes disso, porém, o ALCHIMIST tocará no festival “Toque Rápido ou Peça Perdão”, que será realizado em São Luís/MA no dia 06/07, sábado, com as bandas Pancreatite Noise, Escrotos, Overdose Brain, Kick Head, Black Jack Romeo, Açoite, Leopard Machine e Evil Machines. O evento, que chega a sua sexta edição, celebra o Dia Mundial do Rock, e curiosamente é um festival piauiense, organizado em Teresina, e que aportará nesta edição especial na terra do JACKDEVIL, SCHOOL THRASH, TANATRON e do próprioALCHIMIST.

    Mais informações sobre o “Toque Rápido ou Peça Perdão”:

    https://www.facebook.com/events/2126452824312401

    Contatos: Site oficial: www.alchimist.net

    Facebook: www.facebook.com/alchimistofficial

    Twitter: www.twitter.com/alchimistband

    Instagram:  www.instagram.com/Alchimistofficial

    Assessoria de Imprensa: [email protected]

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  • MEMORIAM: Confira o lyric video de “Requiem For Mankind”

    MEMORIAM: Confira o lyric video de “Requiem For Mankind”

    O MEMORIAM – que conta com Karl Willets (BOLT THROWER) nos vocais, Frank Healy (BENEDICTION, CEREBRAL FIX) no baixo, Scott Fairfax (CEREBRAL FIX) na guitarra e Andy Whale (BOLT THROWER) na bateria – lançou seu terceiro álbum de estúdio, Requiem For Mankind, em 21 de junho via Nuclear Blast.

    Abaixo, você confere novo single do novo álbum dos ingleses, Requiem For Mankind.

    Enquanto o álbum de estreia do MEMORIAM, For The Fallen (2017), era pesado, dotado de uma energia depressiva e marcado pela memória da perda do amigo Martin Kearns (ex-baterista do BOLT THROWER, falecido em 14 de setembro de 2015), o segundo trabalho, The Silent Vigil (2018), mostrou um lado implacavelmente agressivo. Foi sem dúvida outro grande álbum, criado por músicos que entendem do seu ofício, confiam cegamente na sua arte, mas que não se repetem. Isto também se aplica a Requiem For Mankind. Mais uma vez, o peso é monstruoso, os riffs são implacáveis e a atmosfera é opressiva, paralisante e igualmente esmagadora. Os vocais agressivos de Willetts são sempre empolgantes e implacáveis.

    A banda afirma: “Bem, aqui estamos nós com o nosso terceiro álbum, Requiem For Mankind. Nos nossos álbuns anteriores, nós experimentamos diferentes estilos musicais e vocais que finalmente nos levaram ao aqui e agora, com aquele que pensamos ser o álbum definitivo do MEMORIAM. É death metal. É tudo o que sabemos. Parece que os álbuns anteriores foram uma escada para este novo registro. Nós finalmente conseguimos os ingredientes certos em um só lugar. Para frente!”

    Requiem For Mankind foi gravado no Parlor Studios em Kettering, Reino Unido, com o renomado produtor Russ Russell (NAPALM DEATH, DIMMU BORGIR, AT THE GATES, AMORPHIS). A impressionante arte do álbum foi mais uma vez criada por Dan Seagrave (BENEDICTION, DISMEMBER, HYPOCRISY, SUFFOCATION).

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  • Ouça “Viagem Ao Fundo do Ego”, novo single do IGNISPACE

    Ouça “Viagem Ao Fundo do Ego”, novo single do IGNISPACE

    Formada na cidade de Piracicaba/SP em 2018, a Ignispace é a soma da jovem e talentosa vocalista Larissa Zambon, com três músicos experientes vindos da genial banda progressiva Ansata: o baixista Rafael Romani, o guitarrista Rafael Benato e o baterista Thiago Siqueira. O EP “Rise Beyond”, lançado também em 2018, é a primeira amostra de que o quarteto sabe disponibilizar a experiência do passado a serviço do presente. Não obstante o saber técnico-musical, com o Ignispace eles sabem bem onde querem chegar: fazer metal que seja acessível para o máximo de pessoas possíveis, não exclusivamente para metalheads! “Rise Beyond” tem proposta estética baseada no metal, porém com elementos de outros segmentos, como a música eletrônica, por exemplo. O objetivo dualístico do grupo é de tanto explorar artisticamente como o de construir uma identidade musical plural que permita a aproximação e a fruição a todo tipo de pessoas.

    Sucedendo o EP virá o álbum cheio de estreia da Ignispace que está sendo gravado no Ignisound Studio em Rio das Pedras/SP, com previsão para lançamento no segundo semestre de 2019. O título do álbum já está definido: “The Inner Source”. O disco reunirá 11 faixas e, musicalmente, pretende aprimorar a proposta apresentada em “Rise Beyond”. Antes, porém, o quarteto está lançando o primeiro single do álbum: “Viagem Ao Fundo do Ego”. A música é uma canção original do grupo carioca Egotrip, lançada no álbum homônimo de 1987. A versão do Ignispace, mais pesada, conta com a participação muito mais do que especial de ninguém menos que Nando Chagas, guitarrista/vocalista do Egotrip e um dos compositores da música (ainda faziam parte da genial formação da banda o saudoso baixista Arthur Maia, o saxofonista José Rubens, o guitarrista Francisco Frias e o baterista Pedro Gil, filho de Gilberto Gil, também já falecido).

     O guitarrista Rafael Benato explica a ideia de regravar “Viagem Ao Fundo do Ego”. “Lembro-me de quando eu tinha seis ou sete anos. Na época era exibida a novela “Mandala” na Rede Globo. Essa música, “Viagem Ao Fundo do Ego”, fazia parte da trilha-sonora da novela e tocava muito nas rádios. Ela me chamou atenção de cara! Me atreveria dizer que foi a primeira música que gostei na vida! Obviamente eu não entendia o contexto da letra, porém a melodia, harmonia e o refrão, principalmente, me chamavam muito a atenção e me empolgava demais. As frases “Coragem pra encarar… Coragem pra enfrentar…” despertavam e ainda despertam em mim algo inexplicável. Talvez de forma subconsciente eu já imaginasse o que estava por vir, ou ainda, o que está por vir. Agora na fase adulta, o contexto Jungiano e Platônico fazem sentido. Fiquei muito empolgado quando o Rafael Romani sugeriu que fizéssemos uma versão dessa música. Ter a participação do Nando Chagas é algo que fez correr algumas lágrimas… Me pego aqui agora no auge dos meus 38 anos pensando “uma música que foi tão emblemática e mexia comigo, sendo regravada por nós, e com a participação de um dos compositores…”. Gostaria muito de voltar no tempo e dizer para o meu Eu de seis anos de idade: “Você gosta demais dessa música não é? Daqui uns 30 anos você vai regrava-la!”. Tudo que posso dizer é que é uma emoção, satisfação e orgulho muito grandes ter a oportunidade de fazer esse trabalho. Espero que vocês curtam na mesma proporção que curtimos fazer isso. Foi feita com muito amor.”. Ouça no Youtube a versão de “Viagem Ao Fundo do Ego” do Ignispace: https://youtu.be/_Uka8daocHY Ouça também o EP “Rise Beyond” na íntegra nas principais plataformas digitais: Spotify: https://spoti.fi/2E7iWJ5

    iTunes: https://apple.co/2E3aGJQ Soundcloud: https://bit.ly/2zIJvkC CD Baby: https://bit.ly/2ATWWOh

     

    Também não deixe de ver o vídeo oficial para a faixa título do EP “Rise Beyond”: https://youtu.be/dMte_SzXWjA Mais Informações:  www.facebook.com/ignispaceofficialpage www.instagram.com/ignispaceofficial

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  • NARNIA: banda lança novo single do álbum “From Darkness To Light”

    NARNIA: banda lança novo single do álbum “From Darkness To Light”

    A banda sueca Narnia lançou neste dia 05/07, a faixa “You Are The Air That I Breathe” que é o segundo single do vindouro álbum “From Darkness To Light” que será lançado no dia 02 de agosto, pouco antes do início da turnê pela América Latina juntamente com as bandas Tourniquet e Stryper.

    “A Crack In The Sky” obteve imediata atenção e resposta positiva tanto de fãs como crítica especializada pelo mundo e o mesmo é esperado para “You Are The Air That I Breathe”, composta pelo guitarrista e produtor CJ Grimmark e que teve o seu vídeo clipe novamente produzido por Mats Vassfjord (220 Volt, Impera) e que leva a banda a um novo patamar musical e com a expectativa de atrair novos ouvintes.
    A música já está disponível em todas as plataformas digitais através de uma parceria do Narnia com a gravadora Sound Polution e  assim como o clipe anterior, o vídeo clipe também recebeu versões oficiais legendadas em português e espanhol, visando assim um maior envolvimento com o público sulamericano antes da já citada tour que vai começar no dia 07/09 e vai passar por Paraguai, Peru, Chile, Argentina e Brasil.
    “From Darkness To Light” será o 8º álbum de estúdio do grupo e tem produção de CJ Grimmark, guitarrista da banda, mixagem por Viktor Stenquist e masterização feita por Jens Bogren (Sepultura, Extol, Symphony X, James LaBrie entre outros) e será lançado no Brasil através de uma parceira Voice Music/Musik Records no mesmo dia do lançamento internacional.
    “You Are The Air That I Breathe” – vídeo clipe legendado em português
    “You Are The Air That I Breathe” –  plataformas de streaming
    Pré venda versão nacional “From Darkness To Light” (2019)
    Venda cd nacional Narnia (2016) com bônus
    Foto por Mats Vassfjord
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     SERVIÇO Stryper + Narnia e Tourniquet
    São Paulo
    Data: 14/09/2019
    Local: Tropical Butantã
    Endereço: Av. Valdemar Ferreira, 93. Butantã, São Paulo/SP
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    Rio de Janeiro
    Data: 15/09/2019
    Local: Circo Voador
    Endereço: Rua dos Arcos, s/n – Lapa, Rio de Janeiro/RJ
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    Brasília
    Data: 17/09/2019
    Local: Toinha Brasil Show
    Endereço: SOF, Quadra 9, Guará, Brasília/DF
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    Belo Horizonte
    Data: 19/09/2019
    Local: Mister Rock
    Endereço: Av. Tereza Cristina, 295 – Prado, Belo Horizonte
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    Narnia é:
    Christian Liljgren – Vocal
    CJ Grimmark – Guitarra
    Jonatan Samuelsson – Baixo/Backing Vocal
    Martin Härenstam  – Teclados
    Andreas “Habo” Johansson – Bateria
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    Contato:
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  • ABERRATIO se apresenta no ‘Festival de Inverno Julho Fest 25 Anos’ em Poços de Caldas/MG

    ABERRATIO se apresenta no ‘Festival de Inverno Julho Fest 25 Anos’ em Poços de Caldas/MG

    Na cidade de Poços de Caldas, no sul de Minas Gerais, é realizado o festival de inverno que completa 25 anos e conta com atrações artísticas diversas, desde teatro, circo, músicas e outras linguagens – o Julho Fest – com um mês de atrações por toda a cidade. Há alguns anos o dia do rock (13/07) é comemorado num Parque Municipal com bandas de rock e metal, bandas de diversas vertentes já se apresentaram no dia do rock do Julho Fest, mas faltava uma banda de Death Metal tradicional, mesmo porque o festival se destaca por estilos de metal mais alternativos. Nesse ano de 2019 a banda Aberratio se apresentará, dividindo palco com Climatic, Devil’s Blues Booze, The Morning View e Songs of Yesterday. De acordo com Yuri Almeida, baterista da banda, a ideia é começar a levar um som tradicional para as novas gerações que estão tendo contato com rock e metal, pois segundo o mesmo, “nós do metal tradicional reclamamos que a molecada nova só escuta metal moderno, mas não oportunizamos para eles conhecerem a tradição que temos dentro do metal.” O Dia do Rock acontecerá no Parque Municipal em Poços de Caldas no dia 13/07/19 a partir das 14h e a entrada é gratuita. Assista ao vídeo de “Nitimur in Vetitum”: https://www.youtube.com/watch?v=0HdzW0MSZPU Sites Relacionados: www.aberratio.com.br/ www.facebook.com/AberratioAD/ www.facebook.com/songsforsatan/ www.soundcloud.com/aberratiodeath www.instagram.com/aberratio_official/ www.youtube.com/channel/UC7rhTmAVeTNbmupiitoY9qA Assessoria de Imprensa: www.cangacorockcomunicacoes.com/ www.facebook.com/cangacorockcomunicacoes/ www.instagram.com/cangaco_rock_comunicacoes/ Fonte: Cangaço Rock Comunicações

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  • COM MUSICAIS DE QUEEN E METALLICA PETROBRAS SINFÔNICA FOI A ATRAÇÃO DO FIM DE SEMANA EM SÃO PAULO

    COM MUSICAIS DE QUEEN E METALLICA PETROBRAS SINFÔNICA FOI A ATRAÇÃO DO FIM DE SEMANA EM SÃO PAULO

    A Orquestra Petrobras Sinfônica, do Rio de Janeiro, realizou nos dias 29 e 30 de junho, dois memoráveis espetáculos no Allianz Parque Hall, do estádio Allianz Parque, da Sociedade Esportiva Palmeiras. No sábado, a OPES, sob a regência do maestro Felipe Prazeres, apresentou uma versão inédita da trilha sonora de “Bohemian Rhapsody” (2018), longa-metragem que retrata a trajetória de Freddie Mercury e do Queen. Já no domingo, seguindo a ‘Série Álbuns’, que desde 2016 já homenageou clássicos como Dark Side of the Moon do Pink Floyd e Thriller de Michael Jackson, o mote foi Metallica, quinto e comercialmente mais bem sucedido álbum do Metallica, lançado em 1991 e mais conhecido como “Black Album”. Os dois concertos da Petrobrás Sinfônica fazem parte de um pacote de iniciativas que visam popularizar a música clássica, renovando o público do gênero. Criada em 1972 pelo saudoso maestro Armando Prazeres, a OPES tem como compromisso a democratização do acesso à música clássica.

    Os fãs de Queen, que lotaram o Allianz Parque Hall no sábado (29), foram presenteados com um repertório recheado de hinos do grupo britânico, todos rearranjados por Alexandre Caldi. O espetáculo teve dois atos, com um intervalo de 20 minutos entre eles. Pontualmente, às 21h, os 31 músicos que compunham a sinfônica postaram-se no palco e assim que o maestro surgiu, todos foram bastante aplaudidos. A ovação foi mais contundente ainda quando Felipe Prazeres abriu o blazer e exibiu sua camiseta estampada com a capa do álbum Queen II. Simpático, o maestro falou da felicidade de estar de volta a São Paulo, um ano depois de trazer o citado musical em homenagem ao Pink Floyd. Falou também que a outra missão da OPES é apresentar o universo de uma orquestra sinfônica e sua diversidade de instrumentos, timbres e dinâmicas. Ele ainda explicou como seriam feitas as adaptações que substituiriam os arranjos originais de voz e solo, por exemplo, sendo que as linhas vocais de Freddie Mercury passariam pelas madeiras. Por fim, Prazeres pediu que alguns músicos demonstrassem o som de seus instrumentos, com e sem distorção, e arrancou gargalhadas ao comentar que a orquestra também tinha seu próprio Freddie Mercury: o baixista, que se levantou e revelou o cabelo e o bigode parecidos com os do saudoso cantor.

    As primeiras músicas da noite, Another One Bites the Dust, Now I’m Here e Who Stop Me Now?, foram muito bem recebidas, mas foi em Radio Ga Ga que rolou maior participação do público, que cantou o refrão, fazendo o famoso acompanhamento nas palmas. Em retribuição, a orquestra se levantou e saudou os presentes. Under Pressure, que saiu em single em 1981 e, no ano seguinte, no álbum Hot Space do Queen, agradou fãs de Freddie Mercury, Brian May, John Deacon e Roger Taylor, e do também saudoso cantor britânico David Bowie.

    Se Keep Yourself Alive ganhou uma versão eletrizante, Who Wants to Live Forever emocionou a todos, principalmente no decorrer, em que a orquestra proporcionou à música um momento de tensão. Crazy Little Thing Called Love ficou ainda mais parecida com música de baile dos anos 50, principalmente pelo naipe de metais.

    Na volta do intervalo, o público foi surpreendido com uma das mais aguardadas da noite, a própria Bohemian Rhapsody. A euforia foi geral, ainda mais na parte agitada da música. I Want to Break Free manteve a euforia no topo, com todos na plateia cantando-a do início ao fim. Em oposto, houve um silêncio respeitoso na belíssima e comovente versão de Love of my Life, que veio a seguir. Aliás, nesta e em outras lentas e emotivas, a plateia era um espetáculo à parte quando iluminava a arquibancada com celulares. The Show Must Go On e Somebody to Love ficaram geniais. Elas antecederam duas das mais comemoradas e cantadas: We Will Rock You e We Are The Champions. E se na primeira delas a orquestra se levantou e aplaudiu a plateia, na segunda a retribuição foi imediata.

    Entusiasmado, o maestro Felipe Prazeres ofereceu a todos um bis no qual algumas músicas do repertório foram reprisadas. Curiosamente, em todas elas o público esteve mais empolgado do que quando foram tocadas na primeira parte do show. Todos comemoraram e vibraram com Bohemian Rhapsody e seu solo contagiante de violino, muitos dançaram em Crazy Little Thing Called Love e ninguém mais sentou durante I Want to Break Free e Radio Ga Ga, que foi a escolhida do público quando o maestro perguntou se queriam essa ou Under Pressure. Foi uma noite emocionante, em que, certamente, Mercury, May, Deacon e Taylor se sentiriam honrados com o espetáculo em si e com os arranjos executados pela Petrobrás Sinfônica. Como se costuma dizer ao final de uma boa apresentação de música clássica: Bravo, bravíssimo!

    No domingo, foi a vez de a orquestra capitaneada pelo maestro Felipe Prazeres executar a íntegra do “Black Album”, do Metallica. Apesar de o próprio Metallica já ter se apresentado neste formato e, inclusive, lançar o álbum S&M, cuja regência ficou a cargo do saudoso Michael Kamen, havia certa curiosidade sobre como a orquestra soaria e como os fãs deveriam se portar, já que se tratava de um show mais “comportado”.

    Assim como na noite anterior, o maestro Felipe Prazeres apresentou cada seção da orquestra, explicando quem estaria responsável pela interpretação dos instrumentos usados pelo Metallica. O destaque ficou com os dois violinistas principais, responsáveis por executar os solos de Kirk Hammett – ambos usavam violinos elétricos, com distorção e, principalmente, o indispensável e tão característico pedal wah-wah. Definitivamente, os dois foram um show à parte.

    Como em um verdadeiro show do Metallica, a introdução foi ao som de The Ecstasy of Gold, de Ennio Morricone, seguida pela ovacionada Enter Sandman. O sinal verde para a diversão foi dado pelo maestro quando, como um verdadeiro frontman, pediu para que o público cantasse junto. O show seguiu com o peso de Sad But True. Nela, ficou evidente o único pecado cometido pela orquestra: “o baterista”. Um músico de orquestra lê e toca tudo o que está na partitura, cada nota, cada tempo e cada detalhe escrito ali. O problema, se assim pode ser dito, é que ele parecia nunca ter ouvido aquelas músicas e apenas tocou o que estava escrito, tirando, assim, todo o feeling de partes tão marcantes e que são essenciais em “Black Album”, referência de som para grande parte dos bateristas do mundo.

    A rápida Holier than Thou antecedeu um dos momentos mais emocionantes do show na música seguinte, The Unforgiven, quando o Allianz Park foi iluminado pelos celulares e o público cantou junto. Wherever I May Roam também fez o público cantar, contrastando com Don’t Tread on Me, que apenas os mais fanáticos conheciam, assim como Through The Never.

    Outro momento de muita emoção, com o Allianz Park novamente tomado pelas luzes dos celulares, ocorreu em Nothing Else Matters, que foi repetida no bis. A partir de então, Of Wolf and Man, The God that Failed, a espetacular My Friend of Misery e a última e extremamente complicada The Struggle Within fizeram a alegria dos verdadeiros fãs. Porém, foi no bis que o espetáculo ganhou ares de show de metal. Todos em pé cantando a plenos pulmões Master of Puppets (que só rolou até a metade), a reprise de Enter Sandman, Nothing Else Matters e Sad But True, além, novamente, da primeira parte de Master of Puppets.

    Uma escolha louvável da Orquestra Petrobras Sinfônica, que mostrou não ter preconceito com nenhum estilo, incluindo o heavy metal na pauta de espetáculos. Ao contrário do que muitos pensam, “Black Album” não é um disco simples de se tocar, algo que ficou nítido no esforço que todos os músicos e o maestro Felipe Prazeres empenharam para que tudo soasse da melhor forma. De fato, James Hetfield, Lars Ulrich, Kirk Hammett, Jason Newsted e o produtor de Metallica, Bob Rock, ficariam orgulhosos em ver a obra deles ser revista desta maneira.

  • Sensação do hard rock finlandês, SANTA CRUZ confirma show em São Paulo

    Sensação do hard rock finlandês, SANTA CRUZ confirma show em São Paulo

    Sensação do hard rock/glam metal da Finlândia, o Santa Cruz logo extrapolou as fronteiras escandinavas e ganhou fama ao redor do mundo já com o disco de estreia, Screaming for Adrenaline (2013). Atualmente, com nova formação, experiência de ser atração principal de festivais europeus, dois singles recém-lançados e uma sonoridade pesada que resgata elementos tradicionais do gênero, a banda enfim estreia no Brasil numa mini-tour de três shows, com São Paulo na rota, dia 10 de agosto. O show, no Manifesto Bar, terá a abertura da local Inluzt. A produção é da Onstage Agência. O Santa Cruz está tão em alta no hard rock que é já tem no currículo feitos como gravar músicas para comerciais de carros (Mercedes-Benz) e para canais esportivos (ESPN). Na sua terra natal, é mencionada na imprensa como precursora de uma nova geração glam na Finlândia. De fato, o quarteto leva a proposta a um nível de extremo bom gosto e profissional. A banda está no radar de fãs de Reckless Love, Crashdiet e Hardcore Superstar, mas que também é, hoje, idolatrada por fanáticos de Guns n’ Roses, Skid Row e Hanoi Rocks. O vocalista/guitarrista Archie Cruz, remanescente no Santa Cruz, desembarca na capital paulista com os novos integrantes Pavel Cruz (guitarra solo), Toxy Cruz (baterista) e Ero Cruz (baixista), o mesmo agrupamento que gravou o grudento single “Tell Me Why”, que funciona como prévia do novo disco, Katharsis. A música é a síntese da vitoriosa trajetória da banda: com atitude, de riffs fortes e melodiosos, mais fraseados com ganchos cativantes, além do refrão altamente viciante, para se cantar junto, os chamados gang vocals. Formado em 2007 na capital finlandesa Helsinque, o Santa Cruz tem uma discografia de três álbuns: o debut Screaming for Adrenaline (2013), o homônimo (2015) e o poderoso Bad Blood Rising (2017), disco este que cravou a banda de vez no alto escalão do hard rock/glam/sleeze mundial.

    SERVIÇO Santa Cruz (Finlândia) pela 1ª vez em São Paulo Evento: https://www.facebook.com/events/1201140746754345/ Data: 10 de agosto de 2019 (sábado) Horário: a partir das 18 horas (abertura da casa) Local: Manifesto Bar (rua Iguatemi, 39 – Itaim Bibi, SP/SP) Classificação etária: 18 anos (Menores de 18 anos apenas acompanhados por responsável legal) Venda online: https://bit.ly/SantaCruzSP
    1º Lote – R$ 100,00 Reais (Ingresso promocional com 1kg de alimento não perecível) 2º Lote – R$ 110,00 Reais (Ingresso promocional com 1kg de alimento não perecível)
    1º Lote – R$ 200 Reais (Ingresso Inteira) 2º Lote – R$ 220 Reais (Ingresso Inteira)
    *Os ingressos são limitados [INGRESSO MEIA-ENTRADA – QUEM TEM DIREITO?] Válido para estudantes, doadores de sangue, acompanhantes de cadeirantes, funcionários da rede pública, maiores de 60 anos. [INGRESSO PROMOCIONAL – QUEM TEM DIREITO?] Qualquer pessoa mediante a doação de 1kg de alimento não-perecível na entrada do evento.
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  • AXECUTER: Banda é destaque no programa True Rock e divulga ‘Live in Studio’, assista!

    No dia 02/07/2019 o AXECUTER fez uma transmissão ao vivo em sua página do Facebook. Trata-se de um ‘Live in Studio’ com o setlist completo, além de um bate papo com o pessoal do programa True Rock. Gravado no Studio Boom Design, em Curitiba, a apresentação de quase uma hora inclui uma entrevista e o mais puro Heavy Metal, com as músicas tocadas durante os shows da “Surrounded By Decay Tour 2019”, assista:

    https://www.facebook.com/axecuter/videos/466008610884266/ Em paralelo, foi anunciado recentemente a passagem da atual turnê do AXECUTER pelo Norte do Brasil, banda estará entre os dias 08 e 11 de agosto em quatro shows que estão servindo de suporte ao atual trabalho “Surrounded By Decay”, sendo 3 deles no Pará e um no Amazonas, confira as datas: https://sanguefrioproducoes.com/upload/imagens/mediaset/AXECUTER_Norte.jpg Organização:

    Dark Abyss Produções: https://www.facebook.com/darkpabyssprod/ Mandrake Produções: https://www.facebook.com/mandrakeproducoeseeventos/ Adquira “Surrounded By Decay” em CD por R$ 20,00 (+ frete) e as camisetas oficiais por R$ 40,00 (+ frete) pelos contatos [email protected] ou pelo Facebook https://www.facebook.com/axecuter. Contato para shows: [email protected] Contato para assessoria de imprensa: www.sanguefrioproducoes.com/contato Sites relacionados: https://www.facebook.com/axecuter/ https://axecutermetal.bandcamp.com/ https://www.sanguefrioproducoes.com/bandas/Axecuter/24 Fonte: Sangue Frio Produções

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  • DREARYLANDS comemora 20 anos no Rock Concha

    DREARYLANDS comemora 20 anos no Rock Concha

    Uma das principais bandas do cenário heavy metal na Bahia, o grupo DREARYLANDS comemora 20 anos e carreira durante o festival ROCK CONCHA no dia 13 de julho (sábado), às 17 horas. E a celebração não poderia ser melhor, já que acontece justamente no mesmo local em que a banda fez seu primeiro show: a Concha Acústica do Teatro Castro Alves. Juntamente com a Drearylands se apresentam as bandas Malefactor, Ratos de Porão (SP) e Camisa de Vênus.

    Com um som marcado pela mistura de melodia, agressividade, peso e melancolia, com letras em inglês e português abordando questões que afligem a humanidade e a sociedade em que vivemos, a Drearylands começou as comemorações com o lançamento do videoclipe da canção “Efígie” (https://youtu.be/rPT1LclL_r0), pontapé inicial para o próximo álbum, que será produzido agora no segundo semestre.

    Nos palcos, além da apresentação no Rock Concha, o quinteto formado por Páris Menescal (guitarra), Rafael Syade (guitarra), Marcos Cazé (baixo), Louis (bateria) e Leonardo Leão (voz) continuará celebrando o aniversário com uma série de shows em cidades baianas e uma turnê por outros estados. “Vamos voltar a cidades onde já tocamos nesses 20 anos e estamos programando viagens para locais que nunca estivemos como Recife, Campina Grande e Fortaleza, que têm se destacado com fortes cenários de rock e heavy metal”, afirmou o vocalista Leão.

    A Drearylands sempre foi uma das bandas mais ativas no interior baiano, inclusive se apresentando em municípios que não tinham histórico de shows de rock. “Sempre valorizamos as cenas dos municípios e desbravamos alguns lugares. A banda já passou por cidades como Valente, Sapeaçu, Conceição do Coité, Ipirá, além de Camaçari, Feira de Santana, Itabuna, Serrinha e Alagoinhas, entre outras”, lembra Leão, destacando que a banda já esteve em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, além de Sergipe. “Mas falta rodarmos o restante do Nordeste e encararmos uma temporada no Sul do país”.

    HISTÓRIA – Surgida em 1999, após o fim da banda Shadows, que contava com Leão e Louis em sua formação e foi uma das mais atuantes no cenário metálico da década de 1990, a Drearylands, ao longo dos primeiros anos, lançou os discos “Some Dreary Songs” (2000) e “Heliopolis” (2003), que tiveram ótima repercussão no Brasil, Canadá, Japão e Europa. Entretanto, o grupo sofreu um hiato e só voltou aos registros fonográficos com o disco “No Poetry Lasts” (2017), seguido do single “Redemption” (2018). Agora, a banda se prepara para um novo álbum de inéditas e mais uma temporada de shows, começando com o festival Rock Concha. Todos os lançamentos da Drearylands estão disponíveis nas principais plataformas de streaming.

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  • STEVE HOGARTH – 2 de julho de 2019, Rio de Janeiro/RJ

    STEVE HOGARTH – 2 de julho de 2019, Rio de Janeiro/RJ

    “Eu te amo!”, gritou uma menina assim que Steve Hogarth entrou no palco do Theatro Net Rio, e o vocalista retribuiu com beijos direcionados à plateia. Foi esse o clima, de leveza e descontração, durante as duas horas de um show intimista, parte da turnê H Natural, que pode ser explicado com o título de uma das músicas do Marillion que fizeram parte do repertório – você sabe do que estou falando. “Tudo bem? O que vamos fazer?”, disse ele, já sentado ao piano, antes de iniciar uma versão única de Easter, com direito a uma interpretação vocal livre, principalmente no fim da canção. Alguém até pode perguntar como uma apresentação de piano e voz consegue fazer barulho, porque a resposta veio em seguida, com a performance visceral de Hogarth em Hollow Man.

    Aliás, o que esse cara canta é um absurdo. Ele simplesmente fez queixos caírem em Instant Karma!, de John Lennon, e não apenas pela técnica, mas também pela alta carga emocional que coloca em suas interpretações. “Como você está?”, perguntou um fã. “Fantástico, afinal, estou no Rio de Janeiro. Vocês têm sorte de viver aqui”, respondeu Hogarth, dizendo o quão incrível é o sentimento de ver a cidade pela janela do avião momentos antes da aterrissagem. “Minha primeira vez aqui foi em 1990, e ainda estou me recuperando”, brincou, arrancando risos do público e errando na conta. Ao se referir ao Hollywood Rock, em sua primeira turnê como vocalista do Marillion, Hogarth disse que esteve no Rio em quatro oportunidades, mas foram sete no total (as seis anteriores, com a banda).

    Steve Hogarth

    Algo me diz que ele repensaria a sorte dos cariocas se morasse na cidade durante algum tempo, mas como o foco aqui é a música, You’re Gone foi simplesmente de arrepiar. Lembra-se da mistura de técnica com sentimento? Exatamente. Uma das vantagens do formato é ouvir músicas que o Marillion normalmente não tocaria no Brasil, como a belíssima Estonia, do fabuloso This Strange Engine (1997), um dos discos favoritos deste que vos escreve. E por falar em álbuns favoritos, Seasons End foi mais uma joia da obra-prima homônima lançada em 1989 e que marcou a estreia de Hogarth na banda inglesa, numa versão despida tão maravilhosa que mereceu os aplausos mais efusivos até então.

    “Alguém quer falar comigo? Vamos conversar”, convocou o vocalista, e a primeira manifestação da plateia veio na congratulação pelos 30 anos no Marillion. “Trinta anos, e eu imaginava que iria durar dois anos, talvez dez”, disse Hogarth, bem-humorado e lembrando como não nos damos conta de certas coisas. “Meu Deus, já se passaram dez anos da morte de Michael Jackson, mas parece que ele se foi há apenas dois anos. Tempo é algo muito estranho.” Em seguida, um fã perguntou quando um Marillion Weekend seria realizado no Rio de Janeiro, e o vocalista não se fez de rogado. “Bem, quantas pessoas temos aqui?”, questionou, arrancando risos de quem sabe que a cidade virou um cemitério para shows de rock, mas enaltecendo quem ainda apoia. “Não é sua culpa, porque você veio. Mas não tenho certeza de que os números batem.” Não, não batem mesmo, e imaginar que o Rio ficaria fora do roteiro da H Natural na América do Sul e, por isso, muita gente reclamou, uma vez que o Marillion levou bom público nas três vezes em que tocou no Vivo Rio nesta década. Mas reclamar é o que público carioca mais tem feito atualmente, porque comparecer aos shows é outra história.

    Steve Hogarth

    Em mais um momento cômico da noite, um fã gaiato perguntou “Brasil ou Argentina?”, lembrando que as duas seleções jogavam naquele instante por uma vaga na final da Copa América. “Você quer saber quem eu acho que vai vencer? O jogo está acontecendo agora, então não sabemos, certo? Honestamente, espero que seja o Brasil. Mas vou para a Argentina amanhã à noite, e se me perguntarem lá, vou dizer que torci para eles.” Entre risos, um pedido por The Uninvited Guest ganhou de resposta “Mas como tocá-la no piano?”, e aí sim alguém foi atendido: The Great Escape, bonita por natureza, fez a felicidade de outro fã e antecedeu dois outros ótimos momentos: Runaway e The Model, esta um cover do Kraftwerk que, com o perdão da sinceridade, ficou melhor que o original. No mesmo pacote de EstoniaNo One Canfoi um deleite e aumentou a esperança por The Party, outra favorita de Holidays in Eden (1991), o que infelizmente não aconteceu. Mas tudo bem, porque Maybe I’m Amazed, do Wings – ou de Paul McCartney, como queira – foi emocionante. E houve nova pausa para uma interessante seção de perguntas e respostas – confundida com pedidos, diga-se, resultando numa explicação direta de Hogarth: “Não, não peçam músicas agora. Perguntem-me algo, como a cor da minha cueca, o que eu comi no café da manhã, de que é feita a minha jaqueta”. Na verdade, no entanto, a pausa foi para a ótima resposta a uma pergunta simples: “Qual foi a sua maior influência musical?”. Hogarth não poupou esforços para contar sua história.

    “Tudo começou com os Beatles, depois veio o The Kinks e alguma coisa de Rolling Stones. Quando cresci um pouco mais, descobri o Yes, mas não peçam para tocar nada deles (risos). Aos 17 anos, conheci o Genesis, e foi naquela época que assisti ao Yes nas turnês do Fragile (1971), Close to the Edge (1972) e Tales from Topographic Oceans (1973)’; e ao Genesis nas turnês do Nursery Cryme (1971), Foxtrot (1972), Selling England By the Pound (1973) e The Lamb Lies Down on Broadway (1974). Mas foi quando vi o The Who na turnê do The Who By Numbers(1975) que eu pirei, porque eles me deixaram maravilhado! Nunca mais fui o mesmo depois daquilo. Aprendi muito naquela noite, porque os caras subiram ao palco como se a vida deles dependesse daquilo. O sentimento que tive foi de que era entretenimento, mas que também era importante. Tudo a respeito do Who dizia que o que estava acontecendo era importante, e se você não parasse para escutar, eles desceriam do palco para sacudi-lo (risos). A energia era inacreditável! Eles me ensinaram que entrar num palco e ficar de frente para uma plateia é um grande privilégio, e você deve sempre fazer por merecer. Nunca dê nada como certo, porque cada noite tem de ser a coisa mais importante que já aconteceu para você. Tem sido assim para mim desde então, e sempre será. Não pode haver preguiça, e se alguém não estiver escutando, desça e chute a cadeira onde ele está sentado. Eu já fiz isso, tive de fazer, apesar de não precisar mais (risos). Se tivesse de chutar essas cadeiras onde vocês estão sentados, eu provavelmente quebraria a minha perna (risos). Ou seja, fui inspirado pela honestidade e pela energia do Who; pelas composições e também pela energia do Kinks; e sempre haverá os Beatles. Mas também por David Bowie, que tinha uma habilidade para usar camisas interessantes (risos).”

    Steve Hogarth

    E foi neste momento que outro gaiato gritou Life on Mars?, e a resposta foi um “ainda não (risos)”. “É complicado tocar essa música. Poderia deixá-la para o fim, até vocês não se importarem mais (risos)”. E música brasileira? “Não conheço nada, exceto Tom Jobim. Mas é apenas isso, porque sou inglês, ou seja, um estúpido (risos). Não se ouve música brasileira na Inglaterra.” E novas bandas que vêm fazendo um bom trabalho? “Hum…”, murmurou Hogarth, fazendo uma careta e ouvindo um fã que não entendeu a pergunta berrar “Rolling Stones” lá do fundo. “Mas eles não são uma nova banda, e é um milagre que ainda estejam vivos! (gargalhadas). Eu costumava tocar Ruby Tuesday, mas não lembro mais…”, disse H, que até tentou. “Não consigo, e é uma vergonha eu não ter ensaiado essa música (risos), mas acho que não falei todas as minhas influências. Tem a Joni Mitchell com sua poesia e honestidade, mesmas razões por que incluo o Prefab Sprout; o The Blue Nile, por causa de sua inacreditável crueza emocional, e porque Paul Buchanan é um ótimo cantor; o Daryl Hall, do Hall & Oates, que é o cantor mais incrível… Bom, ele seria uma influência se eu menos conseguisse chegar perto dele, já que ele é fora de série, tecnicamente falando, mas sou influenciado também por Peter Gabriel e Massive Attack, uma banda que gosto muito. É o tipo de música que escuto hoje em dia, na verdade, e coisas como dub reggae, R&B… Ah, Radiohead é maravilhoso. Tenho muito respeito por eles. Quando as pessoas me perguntam como eu definiria o som do Marillion, porque elas não têm ideia, eu digo: ‘Olha, se o Pink Floyd e o Radiohead tivessem um bebê, mas um que ficasse em contato com seu lado feminino, seríamos nós (risos).”

    Depois de sete minutos de bate-papo, Hard as Love voltou a encher o teatro de música, e o trecho a partir de ‘It makes you hungry and it makes you high’ até ‘It makes you guilty and it makes you lie’ foi de arrepiar. Em seguida vieram Beyond YouCage, do primeiro disco solo de Hogarth, Ice Cream Genius (1997); e House, mas para recuperar o fôlego antes de The Sky Above the Rain, que foi emocionante, e da aplaudida 80 Days, mais uma grande surpresa outra de This Strange Engine – literalmente, uma vez que Hogarth soltou um “Bom, não era para eu fazer isso, mas…”. E se era para surpreender, então toma uma bonita versão de Cloudbusting, de Kate Bush, emendada com um “Obrigado e boa noite” que não fez ninguém levantar para ir embora, uma vez que ainda havia o protocolar bis.

    Steve Hogarth

    Enrolado a uma bandeira do Brasil, entregue por uma fã na beira do palco, Hogarth sentou novamente ao piano e perguntou: “O que vamos fazer?”. Atender a pedidos, começando com Beautiful – e só não gosta dessa música quem é muito de mal com a vida – e terminando com Afraid of Sunlight, que está no rol das músicas perfeitas do Marillion. Em ambas, H mostrou que a lição aprendida com o The Who ainda vive, porque cantou como sua vida dependesse de uma performance espetacular. Entre elas ainda teve espaço para Fantastic Place, e depois para uma bela canção de “quando eu era criança…” – se alguém souber nome e autor, por favor, entre em contato – antes do encerramento com a sempre bem-vinda Neverland (e que letra belíssima!), numa noite em que talento e simpatia deram o tom de um espetáculo sem igual.

    Setlist
    1. Easter
    2. Hollow Man
    3. Instant Karma!
    4. You’re Gone
    5. Estonia
    6. Seasons End
    7. The Great Escape
    8. Runaway
    9. The Model
    10. No One Can
    11. Maybe I’m Amazed
    12. Hard as Love
    13. Beyond You
    14. Cage
    15. House
    16. The Sky Above the Rain
    17. 80 Days
    18. Cloudbusting
    Bis
    19. Beautiful
    20. Fantastic Place
    21. Afraid of Sunlight
    22. (Desconhecida)
    23. Neverland