Categoria: Roadie News

  • Após tocar em show do MEGADETH, MARTY FRIEDMAN falou de um possível retorno: “As portas estão abertas”

    Após tocar em show do MEGADETH, MARTY FRIEDMAN falou de um possível retorno: “As portas estão abertas”

    Na última segunda-feira (27), aconteceu no Japão o emocionante e tão aguardado reencontro ao vivo entre Marty Friedman e o Megadeth. Em show realizado na arena Budokan, em Tóquio, o guitarrista surgiu no decorrer da apresentação do Megadeth e após 23 anos de sua saída do grupo se uniu a Dave Mustaine no palco, participando das músicas Countdown to Extinction – que não era tocada desde 2013 -, Tornado of Souls Symphony of Destruction. Esse ‘reunion’ fez a alegria não só dos 8.000 fãs que estiveram no local, como também de milhares de pessoas espalhadas no mundo que pagaram para assistir a transmissão em tempo real. Passada a reunião de Marty com seu velho parceiro Dave Mustaine, em companhia dos membros atuais – Kiko LoureiroJames LoMenzo Dirk Verbeuren -, comentários e especulações inundaram as redes sobre um possível retorno do virtuoso guitarrista à banda que o consagrou. Muitos fãs empolgados vislumbraram inclusive o Megadeth como quinteto, com Mustaine, Friedman e Kiko Loureiro formando um poderoso trio de guitarras. Em entrevista concedida nesta terça-feira (28) ao site ConsequenceMarty falou de sua participação no show e não fugiu da conversa quando questionado sobre a possibilidade de retornar ao Megadeth em algum momento futuro. 

    “Foi como um ponto de exclamação perfeito sobre tudo o que tínhamos feito juntos até este momento. Não se poderia escrever uma maneira melhor para a coisa toda se desenrolar (como foi). Foi simplesmente um momento perfeito, apenas uma maneira muito natural e orgânica de acontecer”, disse Friedman

    Sobre sua relação atual com Dave MustaineMarty Friedman foi só elogios e ressaltou que nunca houve cara fechada de uma parte para a outra: “É ótima (nossa relação). Sempre foi ótima. Acho que se houve alguma coisa, algum tipo de estranheza, provavelmente estava nas mentes das pessoas que são fãs ou apenas pessoas que estão lendo coisas da mídia. Conversamos de vez em quando e é sempre muito bom. Não temos… Talvez, na época em que eu deixei a banda, possa ter havido alguns sentimentos estranhos entre nós, mas acho que naquele tempo Dave entendeu por que eu saí. E na época entendi por que eu coloquei a banda em uma situação difícil possivelmente. Mas isso foi há muito tempo. Desde então, não houve nada além de contato amigável e normal – e, ocasionalmente, falaremos sobre algo que talvez precisemos que o outro comente. Mas absolutamente nada além de completa simpatia”. 

    Agora vamos ao que você leitor está mais interessado em saber. Questionado sobre se voltaria ao Megadeth caso houvesse essa abertura, Friedman respondeu de forma que certamente fará com que as especulações aumentem nas redes e nas mesas de bar: “Sim, a porta está aberta. Acho que a porta sempre esteve aberta. É realmente apenas uma questão de fazer algo que tenha significado para tal. Significado para eles e uma coisa boa para mim e que agregasse valor a isso, então sou totalmente a favor”. No entanto, Friedman fez questão de enfatizar que enxerga o Megadeth vivendo uma grande fase e que por agora a banda não necessita de seus serviços: “No que me diz respeito, a banda deles está simplesmente detonado atualmente, não posso imaginá-los precisando de mim para nada (risos)”. Entretanto, Marty deixou algo para o futuro no ar: “O Budokan foi maravilhoso. Há outras coisas no futuro. Minha porta está aberta, estamos em ótima sintonia e eu amo todos os caras da banda. É (algo) muito casual”.

    Em 2015, antes de Kiko Loureiro e Chris Adler entrarem na banda e gravarem o álbum Dystopia, ventilou-se a oportunidade de a formação clássica do MegadethMustaine, Friedman, David Ellefson Nick Menza – se reunir, no entanto, na ocasião Friedman não viu sentido em ganhar menos dinheiro no Megadeth do que ganha como um artista solo renomado no Japão (onde vive há 20 anos). Menza também recusou os termos e no ano seguinte acabou falecendo. 

    Megadeth e Marty Friedman nos bastidores do Budokan antes do show que marcou o reencontro entre as partes após 23 anos

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  • QUEENSRÿCHE lança clipe de “Realms”, mais um do novo álbum, “Digital Noise Alliance”

    QUEENSRÿCHE lança clipe de “Realms”, mais um do novo álbum, “Digital Noise Alliance”

    Queensrÿche, um dos maiores nomes da história do prog metal, segue forte na divulgação do bem recebido Digital Noise Alliance, 16° álbum de estúdio da banda, lançado em outubro de 2022, via Century Media. Depois de In ExtremisForestBehind the Walls, agora é a vez de a música Realms ganhar videoclipe. 

    A banda explicou o conceito de Realms: “Esta trilha envolve os escândalos em curso de políticos e os encobrimentos não transparentes que tentam salvar as carreiras políticas deles”.

    Confira o clipe de Realms, produzido por Thomas Crane da killDevil Films:

    Em março, o Queensrÿche sairá em turnê pelos Estados Unidos tendo como atrações para os shows de abertura o guitarrista Marty Friedman e a lendária banda Trauma, onde o saudoso Cliff Burton tocou antes de ingressar no Metallica

    QUEENSRŸCHE line-up: Eddie Jackson – baixo Michael Wilton – guitarra Todd La Torre – vocal Casey Grillo – bateria Mike Stone – guitarra

    QUEENSRŸCHE online: www.queensrycheofficial.com https://www.facebook.com/QueensrycheOfficial https://www.instagram.com/Queensrycheofficial/ https://twitter.com/Queensryche https://www.youtube.com/QueensrycheOfficial

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  • Saudoso NICK MENZA (MEGADETH) ganha action figure “Atomic Disintegrator”´de edição limitada; veja o vídeo

    Saudoso NICK MENZA (MEGADETH) ganha action figure “Atomic Disintegrator”´de edição limitada; veja o vídeo

    O saudoso ex-baterista do Megadeth Nick Menza acaba de ganhar seu próprio action figure “Atomic Disintegrator”. O simpático boneco foi desenvolvido pela 4.fans.figurines e estará disponível a partir do próximo dia 21 de maio, quando marcará sete anos da morte de Menza. Um limite de 50 unidades está disponível na pré-venda, exclusivamente aqui.

    Cada figura é pintada à mão, numerada e vem com certificado de autenticidade. Feito de resina em corpo inteiro, a miniatura de Nick Menza fica em uma base de 9,5cm X 7,5cm e mede 19,4cm de altura, com baquetas cruzadas de 7,50cm. Está é oficialmente uma edição limitada colecionável com apenas 250 exemplares feitos. Uma vez que o estoque se acabar, nunca mais o action figure de Menza estará disponível.

    Confira o trailer apresentado pela irmã de NickDonia Menza:

    https://www.youtube.com/watch?v=K9puJI0Y6zA

    Atomic Disintegrator é o nome de um projeto musical / graphic novel que Menza criou e começou a trabalhar em 2013. Em uma entrevista em vídeo de 2013, conduzida pelo jornalista de rock Lucas H. GordonMenza falou da direção sonora de seu projeto: “É muito pesado e eu estou muito empolgado, mas o estilo é mais contemporâneo como MeshuggahOpethGojira. Estou fazendo algum progresso em encontrar alguns outros músicos, porque agora sou apenas eu fazendo tudo e não posso fazer isso tão bem sozinho. No entanto, definitivamente, posso lançar algumas faixas e ver para onde a coisa vai a partir daí”. 

    Menza prosseguiu: “Estou tentando fazer um desenho animado para a TV e uma história em quadrinhos, que é muito legal. O conceito tem algumas coisas governamentais, conspiratórias e alienígenas. É principalmente sobre coisas atuais que estão acontecendo no mundo. A ideia é lançar um episódio para cada música. É uma graphic novel radicada baseada em um baterista de heavy metal chamado “Atomic Disintegrator” com superpoderes que são habilidades sobre-humanas e sobrenaturais, que percorre o mundo em esforço para eliminar ameaças terroristas, armas biológicas e arsenais nucleares.

    Menza se juntou ao Megadeth em 1989 para a gravação de Rust in Peace e pelos próximos nove anos viu-se associado com à era “clássica” e mais lucrativa da banda. O falecido músico legitimamente ganhou seu lugar como um dos bateristas mais ferozes do heavy metal durante o pico de dez anos do Megadeth no topo. O ponto alto de sua carreira, dizia Nick, foi tocar Rock In Rio diante de mais de 100 mil pessoas. O ponto mais baixo foi ser demitido por Dave Mustaine, enquanto ele ainda estava em uma cama de hospital após a cirurgia para remover o que os médicos temiam ser um crescimento cancerígeno.

    No final da noite de 21 de maio de 2016, Nick desmaiou atrás de sua bateria após sofrer um ataque cardíaco durante um show com o também ex-Megadeth Chris Poland e com Robertino “Pag” Pagliari em sua banda OHM no The Baked Potato, em Studio City, Califórnia. Nick Menza foi declarado morto ao chegar ao hospital. O Departamento de Médico Legista do Condado de Los Angeles disse que Menza morreu de doença cardiovascular hipertensiva e aterosclerótica.

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  • ENFORCER | THUNDEROR – São Paulo (SP)

    ENFORCER | THUNDEROR – São Paulo (SP)

    Por Marcelo Gomes

    Fotos: André Santos

    Com show único no Brasil, São Paulo recebeu nesse final de semana,  mais uma banda do movimento nova onda do heavy metal tradicional (NWOTHM). Dessa vez, foram os suecos do Enforcer que encabeçam o movimento e estão prestes a lançar seu mais novo trabalho, Nostalgia com lançamento previsto para maio de 2023. O show aconteceu no tradicional Hangar 110 no último dia 25 de fevereiro. O evento teve ainda como convidados, os canadenses do Thunderor, formado por membros do Skull Fist e Annihilator.

    Os primeiros a subirem ao palco foram os canadenses do Thunderor, formado por JJ Tartaglia (Skull Fist) na bateria e vocais, Jonny Nesta (ex-Skull Fist) na guitarra e Oscar Rangel (ex-Annihilator) no baixo. O trio, que veio promover seu debut, Fire It Up (2022), recrutou o Chuluc das bandas Álcool e Trovão para o baixo em sua estreia no Brasil. O público ainda estava chegando quando a banda começou o show às 20h15; aliás, muitos nem sabiam que a banda era canadense.

    O trio abriu a apresentação com a faixa-título do álbum, um som um pouco diferente do Skull Fist e com a presença de teclados. JJ, por sinal, mostrou que mesmo acumulando a função de vocalista não economiza nem um pouco na bateria. Então, emendam com On The Run e All Or Nothing, que seguem aquela sonoridade bem anos 80. Tartaglia então diz que se sentiam muito honrados de estar no Brasil e tocam talvez a mais diferente do repertório, Dangerous Times, um som mais progressivo que vai na linha de Supertramp com teclados e sintetizadores.

    A pancadaria volta com a ótima Thunderor, que se aproxima mais da sonoridade do Skull Fist, já que é mais pesada, rápida e tem mais solos de guitarra. O público, que até então estava mais prestando atenção, começou a bater cabeça e os músicos conseguem arrancar aplausos. Como todo bom show de metal, não pode faltar um solo de guitarra. Jonny Nesta então executa Into The Storm, faixa instrumental do debut, com direito a pausas propositais para interação com a plateia. Sem delongas, tocam We Can Make It, som com várias partes, solos virtuosos e mudanças de andamento que agradaram os presentes. Tartaglia então faz uma levada na bateria para o público acompanhar nas palmas e aproveita para agradecer a presença de todos. Então, para finalizar, tocam a empolgante How We Roll.

    Com quase 40 minutos de apresentação e tocando oito das nove faixas do debut, Fire It Up, o trio conseguiu aquecer os fãs, aguardavam ansiosamente pelo Enforcer. Quem porventura estava esperando ao similar ao Skull Fist pôde presenciar um ótimo show, mesmo com músicas com uma pegada diferente das bandas que os integrantes fazem ou fizeram parte. Por sinal, não há o que falar dos músicos, que são muito bons e entregam uma bela performance dentro do que se propõem fazer. “Tocar com o Thunderor foi uma experiência desafiadora (no bom sentido). Fui convocado para essa missão cerca de 10 dias antes do show, e foi esse o tempo que tive para tirar todas as músicas do set e, além disso, tivemos apenas um ensaio”, contou Chuluc. “Foi muito legal dividir o palco com o Jonny e com o JJ, sou fã do Skull Fist desde que comecei a curtir metal, e poder colaborar com esse projeto foi sensacional. Fico muito honrado por terem confiado esse papel a mim, e mais feliz ainda por terem gostado e por todos ótimos feedbacks”, acrescentou.

    Às 21h30, no horário previsto, a versão de Diamonds and Rust feita pelo Judas Priest começa a ecoar e dava indícios do início do show, com as luzes totalmente apagadas. O Enforcer, que vem consolidando o movimento nova onda do heavy metal tradicional (NWOTHM) desembarcou no Brasil com a missão de levar a bandeira do metal aos paulistanos. As cortinas se abrem ao som de Destroyer, e o Enforcer, que atualmente conta com Olof Wikstrand na guitarra e vocal, Jonathan Nordwall na guitarra, Jonas Wikstrand na bateria e Garth Condit no baixo, chegou sem dó, mandando uma pancada logo de cara. Emendam com Undying Evil sem deixar o público respirar. Nas duas primeiras, a altura do som da casa variou um pouco, mas ao abaixar o volume logo o problema foi resolvido.

    Ao final do segundo som, o público já gritava o nome da banda. Olof faz uma pausa para conversar com os fãs: “Nós somos da Suécia e viemos quebrar tudo! É muito bom estar de volta ao Brasil, terra do verdadeiro metal”. Com aquele refrão grudento, From Beyond fez todo mundo cantar até a parte dos solos. Mesmo as faixas do controverso Zenith (2019) não faltaram e os presentes não deixaram de cantar Die for the Devil, que é bem hard rock. Mas o que dizer de Live for the Night, que veio na sequência? Apesar de ser uma faixa curta, se não fosse pelos vocais de Olof, esse som poderia tranquilamente fazer parte de Kill ‘Em All do Metallica. Um thrash/speed que proporcionou um belo mosh pit, assim como Death Rides This Night, que começa com uma intro (Bell of Hades) cheia de suspense, mas logo vira um speed com um poderoso riff de guitarra.

    Mais uma de Zenith, Zenith of the Black Sun, trouxe uma levada mais arrastada para nenhum banger botar defeito. Olof então disse que tinham um novo som para tocar e mandam o single Coming Alive, que será lançado no próximo trabalho, Nostalgia. A música é uma pancada e resgata o som que vem consagrando o Enforcer nos últimos anos. Muitas pessoas já conheciam, apesar de ter saído recentemente. Ao final, Jonas Wikstrand aproveita para fazer um curto solo de batera antes de terminar a música.

    Um show que resgata o conceito do metal tradicional tem solo de guitarra e Jonathan aproveitou para mostrar suas habilidades com o instrumento, sem ser maçante. Aí emendam com a semi balada Below The Slumber sob as luzes dos celulares. A banda não estava para brincadeira e mandou, sem intervalos, uma trinca de respeito: Mesmerized By Fire, Running In Menace e aproveita Take Me Out of This Nightmare para fazer aquele duelo que desafia as habilidades vocais do público. E os fãs, que estavam afiados, não fizeram feio e a banda saiu do palco sendo ovacionada.

    Os presentes não arredaram o pé até serem atendidos. “Eu estava indo tomar banho quando ouvi vocês gritando e voltei”, brincou o vocalista. Para encerrar em alta, mandam duas pedradas, Katana e Midnight Vice. O público eufórico agitou, cantou e pulou com o final eletrizante. Apesar de ser uma banda underground, os suecos fazem um show apoteótico como se estivem num estádio. A entrega, presença de palco intensa e proximidade com os fãs solidificam seu público e consagra cada vez mais a banda como líder do movimento nova onda de metal tradicional.

    Set list Thunderor:

    01) Fire It Up

    02) On the Run

    03) All or Nothing

    04) Dangerous Times

    05) Thunderor

    06) Into the Storm

    07) We Can Make It

    08) How We Roll

    Set list Enforcer:

    01) Destroyer

    02) Undying Evil

    03) From Beyond

    04) Die for the Devil

    05) Live For the Night

    06) Bells of Hades / Death Rides This Night

    07) Zenith of the Black Sun

    08) Coming Alive

    09) Below the Slumber

    10) Mesmerized By Fire

    11) Running in Menace

    12) Take Me Out of This Nightmare

    13) Katana

    14) Midnight Vice

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  • HELLLIGHT – São Paulo (SP)

    HELLLIGHT – São Paulo (SP)

    Por João Messias Jr. | Fotos: Augusto Roberto do Nascimento

    O último dia 25 de fevereiro (sábado) entra para a história para este que vos escreve. Afinal, a data acima se trata de um retorno aos shows de rock depois de quase três anos. E os amantes de música pesada sabem tão bem que ouvir as músicas que você gosta em casa é uma sensação maravilhosa, mas assistir a uma apresentação de uma banda que gosta ao vivo é muito melhor. Desta forma, tive a oportunidade de ver in loco a apresentação de um dos maiores nomes da música soturna nacional: o HellLight.

    O trio atua no cenário underground desde 1996 e, durante a sua caminhada, já soltou sete álbuns de estúdio, além de ter se apresentado com diversos nomes da música nacional e internacional, como Therion, Candlemass, Unholy Outlaw, Eternal Sorrow; além disso, recentemente se apresentou na Bélgica.

    Até aí, tudo beleza, mas confesso que imaginei que realizar um evento num dia de apresentação de blocos de carnaval era algo que poderia ser um tiro no pé. Porém, felizmente a má impressão logo foi deixada de lado pelo bom número de camisas pretas pela região, seja no Sodom Bar, próximo ao templo do metal, capitaneado por Walcir Chalas, responsável por ser a porta de entrada para muitos no cenário da música pesada, seja com os lançamentos do selo Woodstock ou pelo Comando Metal, que era transmitido na 89FM.

    Com um excelente público, banda preparada, era só aguardar o início do evento na icônica loja. Previsto para 15h, a celebração a música soturna teve início quarenta minutos depois, com as bênçãos de Walcir  Chalas, que, em seguida, passou o microfone para o vocalista e guitarrista Fabio de Paula, que contou de forma rápida a experiência de tocar na Bélgica e assim teria início a apresentação. Teria, pois um pequeno problema fez a banda iniciar as coisas novamente, e aí eu e o bom número de pessoas tivemos a experiência de vivenciar uma experiência lúgubre, densa e intimista que, num ritmo hipnótico, tornaram música e banda praticamente uma coisa só. A primeira do set foi Until the Silence Embraces, faixa-título do mais recente trabalho, lançado em 2021, que apesar do rótulo “funeral doom”, para situar o leitor, o estilo praticado é um mix de doom/death e muitos elementos atmosféricos.

    As músicas longas, que ultrapassam os dez minutos de duração, não foram um problema para os presentes, que vibravam a cada sensação emitida pelas  notas/acordes/batidas emanadas por Fabio de Paula (vocal e guitarra), Alexandre Vida (baixo) e Renan Bianchi (bateria e backing vocals). O set seguiu com uma pequena volta ao tempo com Dive in the Dark e Distant Light That Fades, de Journey Through the Endless Storms (2015). Ali todas as dúvidas foram sanadas sobre o fato de um show de doom metal ser cansativo, devido aos andamentos mais lentos, o que de cansativo nada teve, pois tudo foi muito coeso e os samplers foram o recheio necessário para que tudo funcionasse perfeitamente.

    Ainda foram executadas durante o set de aproximadamente 90 minutos as músicas Shades of Black, The Dead Moment, While the Moon Darkness, que conectou o presente e o passado da banda, seguramente o melhor momento da carreira. Time, do já citado Journey Through the Endless Storms, deu números finais ao evento, que merece os parabéns em todos os aspectos. O som estava com uma boa qualidade e a banda executou o repertório com maestria. Além disso, tivemos muitas pessoas prestigiando, o que é um fator determinante para que iniciativas como essa capitaneada por Walcir Chalas continuem sendo propagadas e captem mais pessoas – desde jovens ávidos por shows até os tiozões que acham que a magia ficou nos anos 80. E que a magia dos espetáculos continue viva em nossos corações. Não pretendo ficar mais três anos sem shows de jeito nenhum!

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  • METAL DAZE reunirá BITER, SWEET DANGER, ARMADILHA e HELL ON WHEELS em São Paulo

    METAL DAZE reunirá BITER, SWEET DANGER, ARMADILHA e HELL ON WHEELS em São Paulo

    POR ASSESSORIA 

    A nova edição do já tradicional Metal Daze – Heavy Metal Night, com apoio da Caveira Velha Produções, será realizada no dia 2 de abril (domingo) na House of Legends, em São Paulo (SP). O evento, com início a partir das 16h, contará com a presença das bandas Biter, Sweet Danger, Armadilha e Hell on Wheels. “Metal Daze é um evento que tem como intuito celebrar e disseminar o heavy metal autoral do nosso underground nacional”, comentou Alan Magno (Caveira Velha Produções). Celebrando dez anos de estrada, o Sweet Danger conta com Adriano Conde (vocal), Marcelo Araújo e Felipe Sotnas (guitarras), Allan Brasil (baixo) e Bruno Morais (bateria), músicos que promovem o Split-CD com o Bitter, “Danger at First Bite” (2002), e o álbum “Women, Leather and Hell” (2016). Com um nome autoexplicativo, tirado de uma música do Angel Witch e que se conecta com a NWOBHM, o grupo paulistano iniciou suas atividades com a proposta de produzir heavy metal tradicional calcado nos anos 80. Formado no ano de 2015 na cidade Indaiatuba (SP), o Biter foca o seu som no metal dos anos 80, tendo influências da New Wave of British Heavy Metal e speed metal. Brian Adriano (vocal e baixo), Diego Alcon (vocal e guitarra), Jimmy Walcker (guitarra) e Anderson Bregantin (bateria) atualmente promovem o split com a banda Sweet Danger, “Danger ate First Bite”, lançado pela Classic Metal Records, mesmo selo que lançou o debut “The Eyes of the Biter” (2017). Entre as suas diversas turnês, a banda chegou a se apresentar ao lado de bandas internacionais, como Iron Angel, Nuclear Warfare, Ambush e Evil Invaders. O Armadilha foi criado em 2010 com o objetivo de resgatar a tradição do heavy metal oitentista cantado em português, seguindo a tradição de bandas como Stress, Azul Limão, Centúrias, Salário Mínimo e outras. Pedro Zupo (vocal), Denys Garcia (guitarra), Lucas Vieira “Alemão” (baixo) e Marcelo S.O.S (bateria) farão um show especial, celebrando os dez anos do lançamento do debut, “Choque Elétrico”, que foi seguido por “Sangue de Ferro” (2021). Já o Hell on Wheels, que conta com Deca Cast (vocal), Reinaldo Padua e Emanuel Ueverton (guitarras), Amílcar Rizk (baixo) e Glauco Silva (bateria), foi formado em 2018 para prestar um tributo à banda belga Acid. Tendo o reconhecimento da vocalista do Acid, Kate de Lombaert, o Acid Tribute se tornou o Hell on Wheels, que é o título de uma faixa do debut do Acid, lançado há 40 anos. O grupo, que já realizou a abertura para bandas como Aura Noir (NOR) e Whiplash (EUA), atualmente se encontra em estúdio compondo seus primeiros sons autorais.
    Serviço – Metal Daze – Heavy Metal Night: Atrações: Biter, Sweet Danger, Armadilha e Hell on Wheels Data: 2 de abril (domingo) Horário: a partir das 16h Local: House of Legends Endereço: Rua Inácio Pereira da Rocha, 367 – Vila Madalena, SP/SP Ingressos 1º Lote: R$ 30,00 (+ R$ 3,00 taxa) Ingressos antecipados pelo pix entrar em contato com: (11) 94844 3403 Ingressos online pela Sympla em https://www.sympla.com.br/evento/metal-daze-biter-sweet-danger-armadilha-e-hell-on-wheels/1859758 

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  • SOUR BRANDY lança single “Flood” com videoclipe

    SOUR BRANDY lança single “Flood” com videoclipe

    POR ASSESSORIA 

    A banda paulista Sour Brandy lança o single “Flood”, que chega acompanhado de um videoclipe gravado e editado por Johannes Sato, mostrando toda a energia e atmosfera sonora que a banda quer transparecer. Sour Brandy tem proposta de trazer a mentalidade e estética do no velho-oeste, com uma sonoridade atemporal que mescla as diversas influências da banda. “‘Flood’ é contada e composta para denominar o conceito de raiva, da vontade que temos de falar algo, de agir de uma certa forma que muitas vezes nós seguramos, e assim, muitas vezes essa raiva não se esvai com o tempo, ela fica ali se alimentando de mais e mais coisas que acontecem no decorrer do tempo, sendo no final a única coisa que se torna real, é o mais puro ódio“, conta a banda. Este é o segundo single do álbum de estreia ‘Unglory’, que será lançado em abril, embora tenha sido composto há 2 anos. “Começamos no início de 2020, porém com a pandemia, houve adiamentos até a conclusão no final de 2022. Esses adiamentos nos deram oportunidade de acrescentar algumas ideias tanto de composição quanto de mixagem”, comenta a banda. A promoção do disco conta com mais 2 singles e videoclipes, que serão lançados em breve.

    Assista o vídeo de ‘Flood’: 

    Ouça “FLOOD” AQUI!

    Sour Brandy foi formado em 2017 na cidade de Atibaia-SP pelos integrantes Adrian Godoy (guitarra e vocal), Luis Victor (baixo) e pelo ex-integrante Jonas Oliveira (bateria), que saiu da banda recentemente, dando lugar para o baterista Gustavo Gumerato. A banda deu uma nova roupagem ao stoner e heavy metal, tendo influências de bandas como Black Sabbath, Black Label Society, Motorhead, Pride&Glory, Pantera, Black Stone Cherry, Mudvayne, Blues Saraceno, The Devil Makes Three e muito mais.

    A banda chama atenção pelo som e pelas características visuais, nas composições artísticas de palco e em vestimentas, sendo baseadas no velho-oeste com toque rústico dos moto-clubes. Em 2019 lançam o primeiro trabalho intitulado ‘Along’, EP de seis faixas que foi lançado em mídia física e digital. O conceito do EP foi tratar das mudanças de emoções do cotidiano, desde a felicidade extrema, como na faixa “Rise Your Beer”, até o ódio extremo no caso de “Hate”.

    De 2017 a 2019, houve um trabalho intenso de shows, tanto em apresentações no meio underground, onde participam com frequência dos eventos promovidos pela revista Rarozine, quanto nos shows promovidos por moto-clubes. O ápice e um dos últimos eventos foi a abertura do show do cantor Supla em 2019 em Atibaia-SP.

    O álbum de estreia ‘Unglory’ marca uma nova etapa na história do Sour Brandy, com o novo integrante, a mudança na identidade visual e as metas e objetivo mais conciso para estabelecer uma forte identidade e fincar o nome no cenário da música pesada. A banda também conta com o mascote Austin Weston, sendo um chamariz autêntico e mais um elemento para que o público se lembre da banda. A história de Austin Weston seria construída e contada em algumas músicas do álbum, sempre tendo alguma menção à sua história de forma discreta, ajudando assim, no engajamento dos trabalhos.

    Gênero:  Groove Metal

    Gravação:  Rafael Freitas (Lunchbox music)

    Produção:  Rafael Freitas (Lunchbox music)

    Masterização: Rafael Freitas (Lunchbox music)

    Mixagem:  Rafael Freitas (Lunchbox music)

    Arte da Capa: Alcides Burn

    Fotografia:  Matheus Candido

     

    SOUR BRANDY é: Adrian Godoy (guitarra e vocal) Luis Victor (baixo) Gustavo Gumerato (bateria)

     

    SOUR BRANDY online: FACEBOOK    INSTAGRAM  

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  • MARTY FRIEDMAN sobe ao palco com o MEGADETH após mais de 20 anos; veja vídeos

    MARTY FRIEDMAN sobe ao palco com o MEGADETH após mais de 20 anos; veja vídeos

    Nesta segunda-feira, no Japão, aconteceu o que milhares de fãs de Megadeth esperaram por muitos anos. Finalmente, após 23 anos de separação, a banda subiu ao palco da arena Budokan, tendo a participação especial de seu ex-guitarrista, o virtuoso e aclamado Marty Friedman, que há 20 anos reside no país.

    Localizado no Kitanomaru Park, em Tóquio, o Budokan recebeu 8.000 felizardos, que testemunharam o momento histórico que aconteceu nessa visita do Megadeth ao Japão em divulgação de seu novo álbum de estúdio, The Sick, The Dying… And The Dead!, de 2022.

    O show “They Only Come Out at Night – Live at Budokan” teve transmissão mundial e ficará disponível ‘on demand’ por dois dias. Os fãs que adquiriram ingressos para a transmissão tiveram acesso VIP virtual ao pré-show do Megadeth, com um vídeo exclusivo dos bastidores capturando a viagem de Dave MustaineKiko LoureiroJames LoMenzo Dirk Verbeuren pelo Japão e os bastidores do encontro com Marty Friedman.

    No setlist, a banda incluiu clássicos e duas músicas de The Sick…, Soldier On! e o single We’ll Be Back, que foi indicado ao GRAMMY® desse ano. Porém o ponto alto foi quando após o hit A Tout Le Monde os telões mostraram trecho da audição de Marty Friedman tocando Wake Up Dead junto com MustaineDavid Ellefson e o saudoso Nick Menza, antes de ser oficializado como novo guitarrista do Megadeth e gravar o clássico quatro álbum do grupo, Rust in Peace, de 1990. Ao final do vídeo, Mustaine convocou seu antigo guitarrista, dizendo: “Perguntei a Kiko se ela gostaria de ter um convidado e ele prontamente concordou, dizendo: ‘Marty é um grande guitarrista, de todas as maneiras’”. E em quinteto, a banda entregou o primeiro presente aos fãs, a música Countdown to Extinction – do álbum de mesmo nome lançado em 1992 -. que não era tocada ao vivo há dez anos. Na sequência, Friedman permaneceu no palco para mais duas: Tornado of Souls, onde brilhou na hora do solo que compôs para esse clássico de Rust in Peace e que se tornou um dos mais aclamados solos do heavy metal, e também o megahit Symphony of Destruction. Ao final da participação de Friedman, ele e Mustaine trocaram um abraço emocionante, sob aplausos do público nipônico. 

    Essa apresentação do Megadeth no Budokan fez justiça ao que aconteceu no mesmo local em 1993, durante a turnê do mencionado Countdown to Extinction, quando o grupo interrompeu sua apresentação após pouco mais de 15 minutos por “problemas de saúde” entre os membros. 

    Essa nova visita do Megadeth ao Japão, começou com show no último dia 24, no Toyosu PIT, também em Tóquio, e se encerrará nesta terça-feira (28), no Grand Cube, em Osaka.

    Assista vídeos, gravados por fãs, da participação de Marty Friedman no show do Megadeth e também um vídeo captado dos bastidores antes do show apresentado na transmissão:

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  • RANKING CREW: edição #15 do programa de álbuns ranqueados da Roadie Crew está no ar; assista ao vídeo

    RANKING CREW: edição #15 do programa de álbuns ranqueados da Roadie Crew está no ar; assista ao vídeo

    Já está no ar, pelo canal da Roadie Crew no YouTube, mais um episódio do programa “Ranking Crew”. Neste 15° episódio, os apresentadores Luiz Tosi, Ricardo Campos e Antônio Carlos Monteiro listam seus álbuns favoritos e comentam a discografia do Queen.

    Assista, comente, concorde ou discorde e escreva o seu ranking pessoal do Queen nos comentários do vídeo abaixo! Estamos aqui para nos divertir e reviver grandes álbuns da nossa cena.

    *E não se esqueça de se inscrever em nosso canal, deixar seu like e clicar no Hells Bells (?) para receber todas as notificações dos próximos vídeos: https://www.youtube.com/roadiecrewmagtv 

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  • MICHAEL SWEET (STRYPER) e DAVE MUSTAINE (MEGADETH) tiveram conversas para compor músicas juntos

    MICHAEL SWEET (STRYPER) e DAVE MUSTAINE (MEGADETH) tiveram conversas para compor músicas juntos

    Amigos de longa data, os vocalistas, guitarristas e líderes de suas respectivas bandas, Michael Sweet do StryperDave Mustaine do Megadeth andaram tendo conversas sobre comporem músicas juntos. Foi o que disse Sweet ao podcast australiano “Scars and Guitars”. “Acho que (isso) seria um pouco único e muito legal”, opinou Sweet.

    Falando propriamente da conversa, Michael Sweet revelou: “Falamos sobre isso em mensagens de texto – e por telefone. Acho que (foi) uma conversa que tivemos. Mencionei como eu adoraria escrever coisas com ele, e ele disse que tinha um monte de ideias que ele construiu ao longo dos anos, e ele poderia me apresentar algumas ideias, ideias de riffs. Não sei se ele gostaria que isso tivesse ficado em segredo, mas meio que atirei isso pela janela agora, então, se isso acontecer, as pessoas saberão”, antecipou.

    Michael Sweet também deu seu parecer sobre Dave Mustaine: “Respeito Dave como compositor e artista e, acho – ou pelo menos espero – que ele (também) me respeita. Acho que seria muito interessante para ele e para mim colaborarmos e compormos algo juntos. Acho que seria muito bom; seria realmente ótimo”, visualizou. Confira abaixo a entrevista completa de Michael Sweet ao “Scars and Guitars”.

    Embora agora haja expectativa para essa parceria, Dave Mustaine nunca foi muito de se envolver em projetos paralelos ao Megadeth, exceto o MD-45, que formou com o vocalista da lendária banda punk F.E.A.R. e que em 1996 lançou o álbum The Craving. Já Michael Sweet, nos últimos anos lançou álbuns em conjunto com músicos como George Lynch (Dokken, Lynch Mob), Tracii Guns (L.A. Guns) e mais recentemente com membros do Whitesnake e do Inglorious, com quem montou a banda Iconic.

    Dave Mustaine, Michael Sweet e suas respectivas famílias

    Artisticamente, Mustaine Sweet já tiveram seus caminhos cruzados. Em 2013, o frontman do Stryper lançou sua biografia, Honestry (lançada no Brasil pela EV7 Press), e Mustaine, que assim como Michael é cristão, foi uma das personalidades a escrever a respeito do colega de profissão na contracapa do livro: “Temos muito em comum. Passamos pelas mesmas dificuldades e tribulações, os mesmos problemas com bandas e os mesmos problemas de relacionamento. Felizmente, ambos acreditamos no mesmo Jesus e servimos ao mesmo incrível criador. Somos ambos vitoriosos na vida”. No ano seguinte, Sweet contou também com a filha de Mustaine, a cantora Electra Mustaine,no cover de Neil Young para a música Heart of Gold. Confira o videoclipe:

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