“Metal Mark” Garcia, ou para quem o segue a mais tempo, “Big Daddy” do Metal Samsara. Hoje, Marcão está à frente do conceituado Blog Heavy Metal Thunder do Brasil. Profundo conhecedor de metal em geral, Garcia ainda colabora com outros veículos respeitados, como a revista eletrônica Rock Meeting e o site estrangeiro Metal Temple.
Conhecido por sua franqueza e senso de justiça sólido para o que é bom ou ruim no underground, tanto em matéria de comportamento como na música, o redator fez críticas positivas ao debut da banda paraense Broken & Boned, “Hypocrisy Hymns” (2018). “De Norte a Sul, de Leste a Oeste, o Metal ainda é o estilo mais cultuado no Brasil, uma vez que o mesmo não se encontra estagnado por limites regionais/estaduais. Ele chega a todos os cantos e move imensas quantidades de fãs. Por isso, um país onde o gênero possui tanto “appeal” tem que mostrar boas bandas. E de Marabá (PA) vem o BROKEN & BONED, um quinteto que mostra talento e peso em seu primeiro disco de estúdio, o feroz ‘Hypocrisy Hymns’”, escancara o jornalista no primeiro parágrafo da resenha.
Observador atento, o crítico musical repara detalhes na produção do álbum que, a seu ver, poderia ganhar mais atenção. “Um trabalho desse tipo precisa de uma qualidade sonora de alto nível, que consiga associar a crueza inerente da banda com uma boa noção de definição sonora. O grupo até conseguiu algo muito bom nesse ponto (…) Não está ruim, não é isso, mas sim que poderia ser melhor”, pontua.
Em linhas gerais, “Hypocrisy Hymns”, que arrancou elogios de repórteres de outras mídias como Roadie Metal, Roadie Crew e Whiplash, não poderia também deixar de fisgar o sincero Mark Garcia. “Em termos de composição, “Hypocrisy Hymns” mostra uma banda raçuda e com sangue nos olhos, com músicas cheias de energia e que são capazes de agradar os mais exigentes fãs de Metal extremo”, dispara e conclui, “No mais, o BROKEN & BONED é muito bom, e ‘Hypocrisy Hymns’ tende a esmagar ossos e pescoços sem dó.”
Para conferir a resenha na íntegra, acesse o endereço:
Violões e vocais guturais! Essa é a receita minimalista, porém ousada, de “Olhos Vermelhos”, o primeiro disco acústico de death metal da história que o Psychotic Eyes lança no próximo dia 13 de Dezembro, aniversário de 17 anos da morte de Chuck Schuldiner.
“Olhos Vermelhos” foi gravado, mixado e masterizado no estúdio HBC Records em Guarulhos/SP por Humberto Belozupko. O trabalho reunirá a faixa inédita “Olhos Vermelhos” – baseado num poema de Luiz Carlos Barata Cichetto – e também farão parte do álbum, em novos arranjos, “The Hand of Fate” – música presente no álbum de estreia – além de “Life” e “Dying Grief”, ambas de “I Only Smile Behind The Mask” (2011). A capa de “Olhos Vermelhos” é assinada pela artista plástica gaúcha Nua Estrela.
“Finalmente “Olhos Vermelhos” ficou pronto! Foram anos de trabalho, desde a concepção da ideia de um disco de Death Metal acústico, passando pela composição, arranjos, gravação, mixagem e masterização. Nesse período, as vidas dos integrantes sofreram todas as reviravoltas possíveis, paternidade, mudanças de emprego e de endereço. Ao mesmo tempo, descobrimos que a tarefa de gravar death metal de maneira acústica é algo assustadoramente difícil. Mas conseguimos! A agressividade e a violência do estilo estão lá, mesmo que não haja guitarras distorcidas, baixo pulsante ou uma bateria tocada em alta velocidade. Os vocais guturais e as melodias macabras dão conta do recado e mostram a riqueza do estilo, mesmo que a sonoridade esteja mais suave pelo uso de violões. Creio que conseguimos produzir uma música inédita, ousada e original, sem precedentes no estilo. Exatamente como foi a obra de Chuck Schuldiner, que queremos homenagear lançando o disco na data de sua morte. Um dos dias mais tristes da minha vida, quando o mundo perdeu um dos artistas mais geniais de todos os tempos. Um cara cuja falta sinto até hoje. Tenho certeza que ele apreciaria nossa ousadia em dar uma roupagem acústica e mais delicada ao estilo musical que ele ajudou a criar, a moldar e a definir, sempre expandindo fronteiras, rompendo parâmetros e preconceitos, usando de elementos inusitados, inovadores e, porque não, filosóficos.”, declarou Dimitri Brandi, vocalista/guitarrista/violonista do Psychotic Eyes. Completa a atual formação da banda o baixista/violonista/vocalista Douglas Gatuso.
“Olhos Vermelhos” será lançado apenas no formato digital e estará disponível nas principais plataformas de música.
Um vídeo com trecho das gravações de “Olhos Vermelhos” foi divulgado pelo grupo: https://youtu.be/V-6xJIGFA8M
O ex-guitarrista do MACHINE HEAD e VIO-LENCE, Phil Demmel, disse que está “muito honrado” por preencher temporariamente a vaga de Gary Holt em uma das últimas turnês do SLAYER.
Holt, que também toca no EXODUS, anunciou no último domingo que perderia o restante da atual turnê europeia do SLAYER para voltar para casa e estar com seu pai, que pode estar vivendo seus últimos dias.
Demmel fez sua estreia ao vivo com o SLAYER ontem (segunda-feira, 3 de dezembro) em Copenhague, na Dinamarca.
Ontem Demmel postou a seguinte mensagem em seus sites de mídia social: “Círculo completo. Karma. É tão louco como as coisas funcionam. Eu tenho uma notícia menos de 24 horas depois que eu toquei minha última nota com o MACHINE HEAD.
“Há 11 anos, tive que sair de uma turnê e voar para casa para estar com minha família quando meu pai veio a falecer. Alguns caras incríveis apareceram para me cobrir e ajudar a banda a seguir adiante.
“Estou cobrindo uma lenda que substituiu uma lenda em uma banda lendária em sua turnê de despedida.
“Apesar do fato de o SLAYER ser a razão pela qual eu queria tocar música pesada, é quase uma honra impossível ser convidado a fazer isso. Aprender 19 músicas (não apenas músicas – músicas do SLAYER) tem sido uma tarefa difícil e eu trabalhei muito duro para deixar Gary e todo o time orgulhoso.
“Obrigado a todos por seu apoio enquanto eu agarro o bastão para alguns shows, e levanto a bandeira da Bay Area no alto do palco.
“E por último, a maior heroína é Marta [a esposa de Phil Demmel] por ser tão abnegada, depois de ter seu parceiro em casa por dois dias, deixa-o para seguir esse sonho maluco. Todos saúdam a Rainha”.
Demmel se juntou ao MACHINE HEAD uma década depois que sua banda anterior, o VIO-LENCE, se separou. O VIO-LENCE contava com ele e Robb Flynn, vocalista e guitarrista do MACHINE HEAD. Robb fundou o MACHINE HEAD em 1992, e Phil se juntou a eles em 2003.
O guitarrista fundador do MORGOTH, Carsten Otterbach, morreu após uma longa batalha contra a esclerose múltipla. O guitarrista de 48 anos, que também liderou sua própria empresa de gerenciamento de artistas, a Direct Management, tocou nos dois primeiros EPs da banda, Resurrection Absurd (1989) e The Eternal Fall (1990), bem como nos três primeiros álbuns completos, Cursed (1991), Odium (1993) e Feel Sorry For The Fanatic (1996).
O cofundador da Century Media Records, Robert Kampf, cuja gravadora lançou todos os álbuns de estúdio do MORGOTH, divulgou a seguinte declaração em sua página no Facebook: “Com um coração muito pesado, tomei conhecimento que um amigo há 28 anos, Carsten Otterbach, faleceu. Carsten teve uma batalha de uma década com a MS (esclerose múltipla), por mais que ele fosse um soldado e tenha lutado duro por um longo tempo, foi uma daquelas batalhas que eventualmente o levaram a cair.
“Sempre me lembrarei de Carsten como um homem muito perspicaz, dono de boas leituras, experiente em negócios e, ao mesmo tempo, muito divertido, tolerante e simplesmente ótimo. Ele sempre viverá em meu coração.
“Carsten lutou muito por seus artistas e foi honrado. As lutas entre meu falecido parceiro Oliver Withöft e Carsten são lendárias. As lutas eram assustadoras se você estivesse no local, mas sempre tinha uma história divertida depois. Eles eram bons amigos e, infelizmente, não chegaram aos 50 anos.
“Adeus, Carsten. Você não será esquecido e será muito aclamado por seus amigos e por várias gerações de artistas do metal”.
O guitarrista do DEMOLITION HAMMER, Derek Sykes, também homenageou Otterbach, escrevendo: “Nossa primeira turnê foi em 1990 com OBITUARY e MORGOTH. Três jovens bandas de três diferentes culturas reuniram-se em um ônibus por dois meses explorando partes do mundo que apenas tínhamos ouvido falar. Todos nós formamos um vínculo durante aqueles meses que, mesmo décadas depois, ainda permanecem conosco de uma forma ou de outra. Dito isto, nós lamentamos a perda de Carsten Otterbach (guitarrista original do MORGOTH). Temos muitas ótimas memórias daqueles dias, e é claro que Carsten (assim como Frank Watkins do OBITUARY e, é claro, Vinny Daze do DEMOLITION HAMMER]) foram figuras centrais em todas elas. Descanse em paz, irmão e nossas condolências aos seus amigos e familiares”.
Após os últimos acordes do show deste domingo em Salvador, na Bahia, no dia 2 de dezembro, a banda finalizou em grande estilo, o 102º show da “ØMNI World Tour”. O Angra fez turnês por países e cidades da América do Norte (Estados Unidos e Canadá) e Europa, além de passagem bem-sucedidas por Japão, Taiwan e Coreia do Sul. Este pode ser considerado um dos melhores momentos da história da banda com fãs em todo o planeta reverenciando o álbum ØMNI e a formação atual
Aclamado por fãs e critica por estar entre os maiores nomes do heavy metal brasileiro no mundo, o Angra lançou aclamados álbuns e construiu uma gloriosa carreira. É também uma referência musical por seus interlúdios sinfônicos, instrumental altamente técnico e pela alquimia do metal com elementos regionais brasileiros, foi formada originalmente em 1991 e hoje em dia é um grande exemplo de versatilidade no meio musical. Neste momento, Fabio Lione (vocal), Rafael Bittencourt (guitarra), Marcelo Barbosa (guitarra), Felipe Andreoli (baixo) e Bruno Valverde (bateria) estão finalizando a tour do álbum “ØMNI”.
“Essa turnê foi um sonho realizado e uma confirmação de que esta formação do Angra se consolidou pra valer com os fãs. Nós inspiramos o público e os músicos aspirantes a profissionais e isto é muito importante num país onde a esperança de sucesso e prosperidade é massacrada por instabilidades morais e econômicas. Quero que o Angra seja um polo de união entre bandas e artistas fortalecendo a cena e o prestígio do metal nacional no mundo”, declarou o guitarrista Rafael Bittencourt.
O Angra se prepara para iniciar 2019 com muito trabalho e novidades para os fãs em todo o Brasil e no mundo e a tour do “DVD ØMNI LIVE” está confirmada entre os meses de Maio e Junho de 2019.
Em um clima propício a celebrações ao metal extremo, a produtora Bisho Extreme ofereceu aos presentes no Rock Bar Caverna Kilmister, mais uma noite insana de música pesada regada à cerveja e “hematomas” (mas não por briga e, sim, por diversão). Não é pra menos, pois o divertimento ficou por conta de duas excelentes bandas, Ethel Hunter de Curitiba, Paraná, apresentando o poder de seu Death Metal alinhado e grotesco, e Obscurity Vision de Criciúma, Santa Catarina, exalando toda a aura selvagem e tenebrosa de seu Death/Black Metal ríspido e coeso. Isso foi o suficiente para atrair gente de fora da cidade de Tubarão/SC, local do evento, com intuito de prestigiar o peso sonoro imposto por ambos os nomes, pois as “hordas” que detonaram nesta noite acumulam respeito e dedicação de seus seguidores, tanto aqui no sul do país como em outras localidades do Brasil.
Antes de iniciar a primeira parte do evento os bangers mais ansiosos se distribuíam à frente do palco que elevava-se a poucos centímetros do nível do chão, enquanto que o restante do quantitativo de fãs adentrava ao ambiente e se reencontrava, este era o momento para rever os amigos, trocar ideias e “calibrar o fígado” tomando aquela cerveja gelada no ponto zero. Pouco antes de o primeiro riff ecoar, uma horda despertou das profundezas, aumentando a expectativa do público e incendiando a noite. Já passava das 00h00 quando a Obscurity Vision abriu o set de forma soturna. A banda começou com uma intro soando como um mergulho em um mundo gélido, preparando a todos para um repertório cheio de maldade e agressividade. Apesar de a banda ser anfitriã, faltava a muitos presenciar os riffs cortantes e diretos, que atravessam os 52 minutos do álbum “Dark Victory Day”, debut lançado em 2017.
Com o novo baixista Thiago Junglaus, que passou a integrar a banda em setembro, os caras mandaram uma sonzeira sem frescura, sim, esta é a principal fórmula do quinteto completado por Rafael Vicente (vocal), Luiz e João Rodriguez (guitarras) e Luiz Trentin (bateria). Esteticamente caracterizada de forma peculiar, a banda estava em uma sintonia para ninguém botar defeito, dessa forma, com o som brutal executado por estes “demônios”, instintivamente despertaram a ânsia do público que iniciou a loucura no mosh pit. O empurra-empurra, cotoveladas, cabeçadas ao ar e passos desenfreados ganhavam mais reforços no decorrer do tempo. Vale destacar músicas que mais atingiram o espírito das pessoas, como “I Can See” (que possui videoclipe no youtube), “Violência” (que também dispõe de lyric video), “Obscurity Creation” e “Dark Victory Day”, todas de seu aclamado full length. Ótima apresentação da horda que cumpriu seu propósito perfeitamente e fez gear em pleno verão catarinense.
E para encerrar a noite apocalíptica, era a vez da brutalidade paranaense da Ethel Hunter, que estreou oficialmente em 2014 com o EP “No Man Is Truly Free”. Pela primeira vez por estes lados da região, a banda chegou com sua turnê nominada “Darkest Tour – SC”, excursão que, além de Tubarão, passou por outras cidades do estado visitado, como Rio Negrinho e Blumenau. A apresentação foi sinistra, todos ficaram admirados com a insanidade constante em suas músicas, realmente os caras têm sangue nos olhos!
Com as raízes cravadas no Death Metal old school e algumas influências do que há de melhor no Thrash Metal, o vocalista e baixista Hernan Rodrigo Borges espancava o baixo soltando um gutural infernal, o baterista Weliton Lisboa metralhava com um blast beat ensurdecedor, enquanto que os guitarristas Gerson Watanabe e Alexandre Walter descarregavam riffs poderosos, fazendo a alegria do público batedor de cabeça e que, de fato, foi o estopim para um dos moshes mais marcantes da noite.
Ao final do evento não faltavam elogios às bandas, produtora e organização, mais uma vez o público do Death e Black Metal sai dali com o sorriso estampado no rosto e com o pensamento de que o underground é, além de tudo, um estilo de vida, é ali que todos se esquecem dos problemas e das crises, não há dinheiro que pague pela energia recebida em lugares como este.
Agradecimentos à produtora Bisho Extreme e Caverna Kilmister, parceria que impulsionou a cena na região, às bandas Obscurity Vision e Ethel Hunter pelas excelentes apresentações e espera-se que o retorno ao palco do Caverna Kilmister seja em breve. Prosperidade!
Após uma série de apresentações realizadas nos últimos meses, os thrashers cariocas do FORKILL anunciaram os últimos shows de 2018, a serem realizados nas cidades de São Gonçalo e Cabo Frio, ambas no Rio de Janeiro. Os shows servem de combustível para o lançamento do segundo álbum do grupo, “The Sound of the Devil’s Bell”, que será lançado ainda no primeiro semestre de 2019. Conforme palavras do guitarrista Ronnie Giehl, os fãs podem esperar um set list forte e coeso, já com mais músicas novas: “Estamos adicionando músicas do novo disco no set list para testar o público e ver quais que causam mais “caos” nos shows! O material tá matador e esperamos que todos curtam! Ao mesmo tempo, já estamos trabalhando em ideias para o terceiro álbum… a máquina Thrash não pode parar!”.
Confira a agenda completa:
09/12 – Rock ‘n Beer (São Gonçalo/RJ)
16/12 – Sem Barreiras (Cabo Frio/RJ)
Sobre a temática do disco, Ronnie explica que as letras retratam todas as atrocidades da humanidade ao longo da história, e que, em relação ao título da obra, “o sino é um objeto sagrado de várias religiões”. E o título também serve como uma homenagem ao Mercyful Fate, uma das grandes paixões do guitarrista: “O sino sempre foi “badalado” para avisar que cidades estavam sendo invadidas, horas da missa, enterro, etc. Vendo hoje a humanidade e suas atrocidades, temos a impressão de que a coisa está tão feia que o diabo está martelando um sino de tanta desgraça. Liricamente, o som do sino do diabo é mencionado em três músicas do álbum, e o título é uma homenagem explícita ao Mercyful Fate e à música “At the Sound of the Demon Bell”.”.
O sucessor de “Breathing Hate” (2013) foi gravado e produzido por Daniel Escobar, no Estúdio HR, Rio de Janeiro, com a capa desenhada pelo renomado artista gráfico Rafael Tavares, que homenageia o clássico “Crusader”, dos bretões do Saxon. Na capa está o cavaleiro que representa a música “Warlord”.
O baixista Geezer Butler (BLACK SABBATH), o guitarrista Steve Stevens (BILLY IDOL, VINCE NEIL), o baterista Matt Sorum (GUNS N’ ROSES, VELVET REVOLVER) e o vocalista Franky Perez (APOCALYPTICA) uniram forças em um novo supergrupo, chamado DEADLAND RITUAL.
O DEADLAND RITUAL está agendado para aparecer no festival Hellfest em Clisson, França, no próximo verão (Hemisfério Norte). O grupo se apresentará no palco principal em 22 de junho de 2019, antes de outros atos como KISS, DEF LEPPARD e WHITESNAKE.
Depois que o BLACK SABBATH fez seu último show em fevereiro de 2017, Butler admitiu: “Eu me senti aliviado por ter acabado, por ter terminado, por termos feito um bom show e muito triste em pensar que nós nunca faríamos isso de novo. Realmente não foi tão ruim quanto eu pensava que seria, na verdade. Apenas parecia certo. Nós estamos aqui há 49 anos, e é hora de encerrar o turno”.
No ano passado, Butler disse à Rolling Stone que ele tinha “cerca de 120 riffs escritos” para seu próximo projeto musical, acrescentando que ele só precisava “escolher um guitarrista e classificá-los”.
O último álbum solo de Butler, Ohmwork, que foi lançado com o nome GZR, vendeu menos de 900 cópias durante sua primeira semana de lançamento em maio de 2005, de acordo com a Nielsen SoundScan. O primeiro projeto de Geezer sob o nome GZR foi Plastic Planet, de 1995. Black Science, de 1997, que foi creditado a GEEZER, contou com o vocalista Clark Brown, que também apareceu em Ohmwork.
Membro fundador do BLACK SABBATH, Butler é também o letrista de clássicos como War Pigs, Iron Man, Paranoid e outros.
A noite do dia 1° de dezembro estava chuvosa e fria, mas incapaz de tirar o ânimo ou diminuir a ansiedade do exército da banda Shaman que se formava do lado de fora do City Hall, sede belo-horizontina de mais um show do grupo paulista nesta tão emblemática reunião da formação original. Nas filas que se formavam, uma mescla de fãs que acompanharam o surgimento do conjunto na década passada e adeptos mais jovens, não só da capital mineira como também oriundos de várias partes do interior e até de fora do Estado. Todos sedentos para conferir in loco o material dos dois primeiros álbuns do conjunto paulista, Ritual (2002) e Reason (2005).
Mas antes do prato principal, o aperitivo ficou a cargo do Taverna. Só que este veio com prato cheio. Apesar da proposta de propagar músicas folclóricas, com o uso de instrumentos como violino, flauta e outros que remetam à cultura celta/irlandesa e sem a inserção de guitarras, a banda não enfrenta barreiras no público do metal. Muito pelo contrário. E, neste livre acesso, até faz questão de prestar algumas homenagens.
Taverna (Foto: Thiago Prata)
Para o número dessa noite tão singular, o Taverna impressionou ao efetuar com destreza uma versão magistral – e reduzida – de Hallowed be thy Name, do Iron Maiden, e até arrancou lágrimas de alguns em um tributo ao mestre Dio com a imortal Heaven and Hell, do Black Sabbath, ambas cantadas em uníssono pelos espectadores, que ainda ouviam, no fim, um trechinho de Perfect Strangers, do Deep Purple.
Após meia hora de um louvável “aquecimento”, era a hora de o Shaman entrar em cena. Passava das 22h30 quando Andre Matos (vocais), Luis Mariutti (baixo), Hugo Mariutti (guitarra), Ricardo Confessori (bateria) e Fábio Ribeiro (teclados) emergiram com “sangue nos olhos” e Turn Away. A partir dali, cumpririam o protocolo de executar, primeiramente, o disco Reason na íntegra, e, depois, partirem para todo o repertório de Ritual.
Logo de cara, percebia-se a qualidade sonora do City Hall, assim como a técnica de cada integrante da banda. O público compareceu em peso e cantou alto cada palavra da faixa de abertura do segundo disco. É aquela velha história: quando você junta uma boa casa de shows, fãs bastante entusiasmados e uma banda de alto nível, a vitória é garantida. Só que fica uma pequena ressalva – ínfima, talvez, e não o suficiente para tirar o brilho daquela noite, mas, ainda assim, capaz de levantar uma velha questão.
Shaman (Foto: Thiago Prata)
Depois de um começo devastador, com direito a Reason (a música), More (boa cover do The Sisters of Mercy) e um catarse espiritual em Innocence (que baita composição, diga-se de passagem), o clima deu uma “esfriada” na execução do “miolo” de Reason (o álbum). Não que canções como ScarredForever, In The Night e Rough Stone não tenham qualidade – até porque tem, certo? –, mas ficou notório que uma parcela dos fãs não acompanhou o mesmo entusiasmo de antes, aproveitando a deixa para sacar umas fotos de seus ídolos. Sejamos sinceros: isso não iria acontecer com o material de Ritual, um dos grandes clássicos do metal nacional – como realmente não veio a acontecer.
Iron Soul, Trail Of Tears e Born To Be levaram um pouco mais de impacto e, consequentemente, resultaram em mais empolgação da galera. Fim da primeira parte e alguns pontos importantes a destacar: ali, em cima do palco, estava uma seleção do metal, em que cada integrante é um craque. Mas Andre Matos vale um capítulo – e, pelo menos, um parágrafo à parte.
Antes do show em BH, conferi vídeos das apresentações anteriores do Shaman para saber como a banda estava ao vivo desde a reunião e acabei me deparando com comentários ríspidos feitos por alguns fãs no YouTube – estão lá, é só procurar que encontra – à performance de Matos. Bem, cada um tem sua opinião e deve ser respeitada, desde que os argumentos sejam justos. E aqui vai meu modo de ver as coisas: esse cara é um monstro como frontman.
Além de cantar muito bem e usar a experiência adquirida com o tempo a seu favor, Matos conseguiu, sim, alcançar notas muito altas nesse show, agregar sua musicalidade ao lado teatral e desfilar seu talento como tecladista/pianista. Em suma, teve o público em suas mãos.
Depois de uma pausa para um vídeo com imagens antigas do Shaman, veio o segundo tempo, e com ele os melhores momentos da noite. Sons da introdução Ancient Winds já eram capazes de deleitar os espectadores, que erguiam os braços nos primeiros riffs de Here I Am. O refrão, obviamente, foi cantado a plenos pulmões pelos fãs. Era bom que guardassem fôlego, porque ainda tinha muito pela frente.
Foto: Iana Domingos/Divulgação
Distant Thunder também surgiu de forma avassaladora, antes do ápice com For Tomorrow. Em tom de nostalgia, o próprio Andre Matos fazia questão de frisar o quanto essa música teve impacto no passado. Na verdade, até hoje, Andre! Todo mundo parecia tinha a letra na ponta da língua, em mais um espetáculo protagonizado pela simbiótica relação entre banda e público.
Time Will Come e Over Your Head também contaram com execuções impecáveis, seguidas por mais um momento épico que, provavelmente, vai perpetuar na memória de muita gente: a balada Fairy Tale.
O concerto seguiu com o poder de fogo de Blind Spell e Ritual em versões matadoras – ao vivo essas duas ganham ainda mais vida. A despedida se deu com Pride, com um show à parte de Luis, o Jesus do 666 no baixo e a certeza de que a chama do Shaman continua acesa. Andre Matos prometeu voltar no ano que vem com a banda. Serão muito bem-vindos!
Depois de uma turnê bem-sucedida pela América do Norte junto com o BEHEMOTH e o WOLVES IN THRONE ROOM, os pioneiros do death metal melódico sueco AT THE GATES não estão apenas começando uma pequena série especial de shows europeus na Grécia, mas também anunciando o lançamento de dois EPs para o início de janeiro.
Para melhorar o início de sua turnê europeia com o BEHEMOTH e WOLVES IN THE THRONE ROOM, o AT THE GATES lançará um EP estritamente limitado de sete polegadas intitulado The Mirror Black, e um EP digital especial intitulado With The Pantheons Blind em 11 de janeiro de 2019.
O EP de sete polegadas apresenta duas músicas, The Mirror Black e Daggers Of Black Haze do álbum atual do AT THE GATES, To Drink From The Night Itself nas versões que contam com os vocais do convidado especial Rob Miller (AMEBIX, TAU CROSS).
O EP digital With The Pantheons Blind contém todas as seis faixas bônus das sessões de gravação de To Drink From The Night Itself, agora disponíveis digitalmente pela primeira vez: Daggers Of Black Haze e The Mirror Black, com os vocais de Rob Miller (AMEBIX, TAU CROSS); The Chasm, com vocais de Per Boder (GOD MACABRE); A Labyrinth Of Tombs, com vocais de Mikael Nox Pettersson (CRAFT); uma versão demo de The Chasm e uma impiedosa versão regravada do clássico Raped By The Light of Christ, originalmente apresentada no segundo álbum do AT THE GATES, With Fear I Kiss The Burning Darkness, de 1993.