Categoria: Roadie News

  • NIGHTWISH: “Se a programação for mantida, teremos um novo álbum na virada do ano”

    NIGHTWISH: “Se a programação for mantida, teremos um novo álbum na virada do ano”

    A ‘Rock Hard Slovakia’ conduziu uma entrevista com o tecladista do NIGHTWISH, Tuomas Holopainen, antes do show da banda em 13 de novembro no Incheba Expo Arena em Bratislava, Eslováquia.

    Sobre o vindouro novo álbum do NIGHTWISH, Tuomas falou:

    “Eu estou terminando o processo de composição. Todas as músicas estão mais ou menos feitas agora. Elas estão escritas, mas eu ainda estou adicionando algumas letras. Mas isso é provavelmente coisa para o primeiro semestre de 2019. Eu só vou juntar tudo, arranjá-los o melhor que posso por mim mesmo, e então, em maio, vou fazer uma demonstração para os rapazes e garota da banda ouvirem. E então teremos o tradicional acampamento de verão do NIGHTWISH no início de julho, vamos passar três meses ensaiando, arranjando e gravando o álbum todo. Então, se a programação for mantida, nós esperamos ter um novo álbum na virada do ano – início de 2020, um dos dois”.

    O próximo álbum de estúdio do NIGHTWISH marcará o segundo álbum completo da banda com a vocalista Floor Jansen, que vem trabalhando com o grupo desde 2012.

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  • John Cyriis está de volta com o AGENT STEEL

    John Cyriis está de volta com o AGENT STEEL

    O AGENT STEEL está de volta com o vocalista original John Cyriis, e irá se apresentar no festival Keep It True em Lauda-Königshofen, Alemanha, no final de abril e no festival Metalheadz Open Air no dia 1 de junho em Oberndorf am Lech, Alemanha.

    De acordo com um comunicado de imprensa, Cyriis e seus novos companheiros de banda “estão prontos para entregar uma supernova speed metal para aqueles que escolherem participar deste poderoso dia de glória do metal. A nova banda AGENT STEEL entregará uma coleção de pedras preciosas escolhidas dos três álbuns clássicos do AGENT STEEL, bem como um bônus de quatro novas músicas, escolhidas a dedo, do novo álbum do AGENT STEEL intitulado 8 Lights Protocol, provisoriamente programado para um lançamento em setembro de 2019, conforme anunciará em breve a gravadora.”

    O AGENT STEEL é uma banda de speed metal de Los Angeles, Califórnia formada em 1984. Eles lançaram dois álbuns completos clássicos e um EP com Cyriis nos vocais – Skeptics Apocalypse (1985), Mad Locust Rising EP (1985) e Unstoppable Force (1987) – antes de se separar em 1988. Os vocais e letras sobre OVNIs, abduções por extraterrestres e antropologia diferencial de Cyriis davam um caráter único para a banda, e não eram coisa comum em composições de heavy metal na época.

    O AGENT STEEL se reuniu em 1999, sem Cyriis, mas os fãs da banda têm esperado por uma reunião desde sua partida.

    Cyriis retornou ao grupo em 2010, após 23 anos de ausência, e se apresentou no festival Thrash Domination em Tóquio. A aparição do cantor com o AGENT STEEL no festival Keep It True na Alemanha, em abril de 2011, foi cancelada. Em vez disso, o resto dos membros da banda se apresentaram sob o nome MASTERS OF METAL com o vocalista Rick Mythiasin (STEEL PROPHET). A banda tocou com Cyriis novamente na edição de 2011 do Sweden Rock Festival.

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  • WATAIN – 18 de janeiro de 2019, São Paulo/SP

    WATAIN – 18 de janeiro de 2019, São Paulo/SP

    Apoiando a promoção de seu álbum mais recente de estúdio – o esmagador Trident Wolf Eclipse (lançado em janeiro de 2018) – o sueco WATAIN chegou na Capital Paulista para fazer o primeiro grande show de black metal na cidade em 2019. A expectativa dos fãs era naturalmente grande: desde que lançou seu primeiro álbum completo de estúdio, Rabid Death’s Curse no ano 2000, o Watain foi trilhando seu caminho rumo ao topo do black metal, algo que conquistou em definitivo em 2010, ano do lançamento do insuperável Lawless Darkness, que conquistou honrarias antes impensáveis para um gênero musical tão extremo e inacessível. As críticas nem sempre justas ao álbum The Wild Hunt (2013) só serviram para tornar maior a expectativa pelo então novo álbum (o comentado Trident Wolf Eclipse), e depois de muitos elogios e de shows que percorreram vários cantos do mundo, era enfim hora dos brasileiros conferirem esta nova jornada do Watain, em uma noite que ameaçou um forte temporal em São Paulo, que acabou não se confirmando.

    Se a chuva torrencial e a tempestade de raios e trovões não se confirmaram, acertou quem apostou em mais um bom show dos suecos em solo nacional. Com o palco adornado com as tradicionais bandeiras e velas que costumam acompanhar todas as apresentações do grupo, o vocalista e líder, Erik Danielsson, foi o primeiro a tomar seu posto, o que bastou para acender a fogo e a fúria dos presentes. Com o time completo no palco, e já que falamos em tempestade, existia maneira melhor de começar a apresentação do que com a intensa e já clássica Storm of the Antichrist, de Lawless Darkness? Com um som bastante alto e muito bem ajustado, dava para sentir na carne cada batida que o baterista (que poderia ser Emil Svensson, Håkan Jonsson, ou ainda qualquer outro, confesso que do lugar onde estava e com a iluminação escolhida foi coisa impossível identificar o baterista) dava no surdo no pequeno e furioso ‘breakdown’ que inicia a segunda parte da música, um espetáculo de ódio e torpor negro.

    Já com a cabeça devidamente esmagada pela overdose de riffs rápidos, o clima ficou ainda mais denso com aquela que colocou o novo Trident Wolf Eclipse na jogada: Nuclear Alchemy, com seus riffs acelerados e cortantes, blast-beats violentos e viradas desconcertantes parecia prensar a plateia contra o chão, e era evidente que a pouca agitação da plateia se devia mais ao peso incessante e a aura musical negra do quinteto ao vivo, do que a falta de empolgação das pessoas que, afinal, estavam ali justamente para curtir essa sensação esmagadora. E, já que essa é uma ótima reação a um show de black metal, o clima continuou numa mistura de tétrico e embasbacado com The Child Must Die, única peça de The Wild Hunt apresentada nesta noite.

    Com o guitarrista Pelle Forsberg em uma noite verdadeiramente inspirada (a postura desse cidadão ao vivo é realmente assustadora), a soberba Puzzles of Flesh (uma das favoritas desse que vos escreve) chegou derrubando barreiras e almas, um arrebatamento de espíritos como só o black metal pode alcançar. Vendo uma plateia que parecia tomada por escalafrios, Danielsson bradou ao microfone: “São Paulo, agora é hora de ver se vocês são capazes de fazer outra coisa do que só apontar os seus celulares para o palco”, gritou, anunciando o carro chefe do novo álbum, a feroz Furor Diabolicus. A parte ‘engraçada’ da coisa é que a plateia reagiu aos brados justamente erguendo mais uma vez os celulares, o que causou um divertido cruzar de olhares entre Forsberg e Danielsson, sinal de que essa não foi a única vez que viram tal reação.

    Passada a primeira metade da apresentação, o aparente torpor dos presentes parece ter começado a ser dissipado. Sacred Damnation e Underneath the Cenotaph já contaram com recepções bem mais participativas, mas o que se viu na clássica Malfeitor (Lawless Darkness, 2010), talvez a mais conhecida música dos suecos, foi realmente impressionante. A reação convulsiva à música foi comandada pela voz de Danielsson e a performance sempre vigorosa do baixista chileno Alvaro Lillo (entre outras bandas, baixista e vocalista do ótimo Undercroft), sempre um destaque nas apresentações ao vivo do Watain.

    Para encerrar, após a quebradeira geral em Sworn To The Dark (Sworn to the Dark, 2007), a derradeira The Serpent’s Chalice, deu notas finais para a apresentação, enquanto o público ainda permanecia amontoado diante do palco, aguardando um bis que no fim das contas não veio. Sim, no fim das contas, foi uma apresentação protocolar, sem grandes arrombos de brilhantismo, mas também sem falhas, o que deixou todos muito satisfeitos. Uma hora exata de black metal, um tempo razoável, e que esperamos, seja muito em breve ampliado com outros ótimos nomes do cenário nacional e internacional.

  • CELLAR DARLING apresenta novo single, “The Spell”

    CELLAR DARLING apresenta novo single, “The Spell”

    Depois de surpreender seus fãs com Insomnia, o primeiro single de seu próximo álbum, os suíços do CELLAR DARLING – que apresentam em suas fileiras os ex-membros do ELUVEITIE, Anna Murphy (vocal), Merlin Sutter (bateria) e Ivo Henzi (guitarras, baixo) – lançaram uma nova música, e finalmente anunciaram detalhes aguardados sobre seu novo lançamento. Seu segundo álbum de estúdio será um álbum conceitual intitulado The Spell, e chegará em 22 de março pela Nuclear Blast.

    O CELLAR DARLING declarou: “Como alguns de vocês já perceberam, ao longo dos últimos 13 dias, nós revelamos o tracklist do nosso novo álbum, juntamente com artes incríveis criadas por Costin Chioreanu, que também está por trás de todos os belos vídeos animados para as novas músicas.

    “As 13 faixas de The Spell convidam você a testemunhar a jornada de uma garota que se apaixona pela morte. Na música lançada hoje, um feitiço foi lançado em nosso protagonista – por enquanto, seu amor não será cumprido …”

    A faixa-título The Spell pode ser ouvida abaixo.

    O álbum de estreia do CELLAR DARLING, This Is The Sound, foi lançado em junho de 2017 via Nuclear Blast. O disco foi gravado no New Sound Studio com o produtor Tommy Vetterli (CORONER, ELUVEITIE).

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  • Classic Metal Records assina com o FACING FEAR e o DANCING FLAME

    Classic Metal Records assina com o FACING FEAR e o DANCING FLAME

    O selo Classic Metal Records assinou contrato com as bandas Facing Fear e o Dancing Flame para lançamentos de álbuns. Ambas as bandas terão trabalhos lançados no primeiro semestre de 2019.

    A banda carioca Facing Fear terá o álbum de estreia “Ana Jansen” lançado pelo selo. O debut tem seu título e arte inspirados em uma lenda maranhense sobre uma mulher de forte poder político e influencia no estado, a Ana Jansen, que era conhecida por promover atrocidades com os escravos e que, após sua morte, seu espírito vaga pelas ruas de São Luís em uma carruagem fantasmagórica. O desenho da capa, que representa Ana Jansen com a carruagem e os dois cavalos sem cabeça com fogo pelas ruas da cidade foi feito pelo artista plástico Eduardo Untura.

    Já o Dancing Flame terá seu álbum de estreia de mesmo nome, lançado originalmente em 2009, relançado pela Classic Metal Records. Após 10 anos, o trabalho ganhará uma nova edição com músicas bônus que não entraram na época. O álbum está previsto para ser lançado pelo selo neste primeiro trimestre.

    Sobre o Facing Fear

    Formado em novembro de 2016, na cidade do Rio de Janeiro/RJ, o Facing Fear tem em suas influências bandas clássicas da NWOBHM e também da nova onda do Heavy Metal tradicional, como as bandas Angel Wicth, Satan, Iron Maiden, Accept, Demon,Judas Priest, Grim Reaper, Ambush e Skullfist.

    Fazem parte da banda atualmente: Terry Painkiller (Vocais), Raphael Dantas (Guitarra), Nathalia Souza (baixo ) e Vall Maranhão (bateria).

    A banda já tem em seus trabalhos lançados, o single “Enfrentando o Medo” (2017) e o EP ” Lutaremos pelo Metal cantados em português e disponibilizados no canal do Youtube do Facing Fear.

    Sobre o Dancing Flame

    Formada em 1995 na cidade de Volta Redonda, no Rio de Janeiro, o Dancing Flame busca transitar musicalmente entre os estilos Hard Rock e o Heavy Metal por meio de variação harmônica e melódica, juntando peso e melodia. Fazem parte da banda: Adriano Oliveira (vocais), Emerson Mello (guitarrista), Leonardo Necas (guitarrista) ,Raphael Martins (baixo) e Murilo Mansur ( bateria).

    Em sua discografia a banda já lançou os álbuns: Dancing Flame (2009) e o álbum Carnival of Flames (2014), este último contando com participações de Mark Boals ( exYngwie Malsmteen) na música “Follow the Sun” e D.C Cooper (Royal Hunt) na balada “Dry my Tears”. Também já participou de um tributo a banda paulistana Harppia chamado “Flight Without Back”, no qual gravou a música ” Salém Cidade das Bruxas” em 2015.

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  • SICK OF IT ALL: Confira o clipe de “The Snake (Break Free)”

    SICK OF IT ALL: Confira o clipe de “The Snake (Break Free)”

    O lyric video oficial de The Snake (Break Free), uma nova música das lendas do hardcore de Nova York, SICK OF IT ALL, pode ser visto abaixo. A faixa é tirada do décimo segundo álbum de estúdio da banda, Wake The Sleeping Dragon!, que foi lançado em 2 de novembro do ano passado pela Century Media. O sucessor do álbum The Last Act Of Defiance, de 2014, foi produzido por Jerry Farley (EVERY TIME I DIE, DEMON HUNTER) durante um período de duas semanas e meia no Nova Studios em Staten Island, Nova York. Mixado e masterizado por Tue Madsen (MESHUGGAH, THE HAUNTED, MADBALL), o álbum teve a arte da capa criada por Ernie Parada.

    Wake The Sleeping Dragon! conta com participações especiais do vocalista e guitarrista do RISE AGAINST, Tim McIlrath, e do vocalista do HOT WATER MUSIC, Chuck Ragan.

    Trabalhar com amigos é um dos fatores-chave que são muito importantes para o SICK OF IT ALL, então pedir a Parada pela capa foi uma escolha óbvia. “Não há razão para queimar pontes neste negócio”, diz o baterista Armand Majidi. “Nossa história com Ernie Parada remonta ao final dos anos 80, então, ao trabalhar com ele, há um parentesco que torna as coisas mais fáceis de se comunicar.”

    O cantor Lou Koller e Parada tiveram a ideia de fazer arte com estilo de antigos filmes de monstros. “O dragão escalando o Empire State era um conceito que eu sempre quis ver trazido à vida, então as duas ideias estavam destinadas a se unirem dessa maneira”, diz Lou.

    O SICK OF IT ALL e Tue Madsen, que mixou e masterizou Wake The Sleeping Dragon!, mantiveram um relacionamento duradouro baseado na compreensão, amizade e, o mais importante, bons resultados – três fatores com os quais qualquer banda ficaria muito feliz. Jerry Farley também se tornou uma parte muito importante da criação deste álbum. Depois de trabalhar com ele no Nova Studios em Staten Island, Nova York, eles se aproximaram mais desse álbum. “Esta é a primeira vez que tivemos um produtor envolvido do começo ao fim, incluindo o processo de composição”, diz a banda. “Seus pontos de vista e objetivos ajudaram a resolver muitos pequenos problemas que poderiam facilmente se tornar obstáculos, e as próprias canções acabaram se beneficiando delas.”

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  • KING DIAMOND: Confira o vídeo ao vivo para “Sleepless Nights”

    KING DIAMOND: Confira o vídeo ao vivo para “Sleepless Nights”

    Em 25 de janeiro, KING DIAMOND lançará um novo DVD / Blu-ray, intitulado Songs For The Dead Live, pela Metal Blade Records. Abaixo você pode assistir o clipe ao vivo para Sleepless Nights, retirado de Songs For The Dead Live.

    O set terá dois shows completos do KING DIAMOND, filmados em 17 de junho de 2016 no Graspop Metal Meeting em Dessel, Bélgica e em 25 de novembro de 2015 no The Fillmore em Filadélfia, Pensilvânia. A grandiosa filmagem da Filadélfia, com várias câmeras, foi dirigida por Denise Korycki, que já trabalhou com CANNIBAL CORPSE e KILLSWITCH ENGAGE.

    A turnê Abigail In Concert 2015 mostrou KING DIAMOND apresentando o clássico álbum Abigail, de 1987 na íntegra.

    Em uma entrevista de 2015 ao ‘Vanyaland’, o vocalista King Diamond falou o que ele acha que faz Abigail resistir ao tempo, e durar 30 anos após seu lançamento original com o status de clássico do metal: “Foi o primeiro show que fizemos. Fatal Portrait, metade do álbum, digamos, foi um mini-show. Mas isso foi O primeiro show em que nós pulamos com ambos os pés, sabe? Ele teve um grande impacto como tal, e foi o primeiro concerto de terror de todos os tempos. Eu não conheço nenhuma outra banda que teve um show de terror como um álbum. Nenhuma banda soa como nós até hoje, na minha opinião. Foi como a primeira vez que eu ouvi o BLACK SABBATH, eu nunca tinha ouvido nada parecido – uma banda tão pesada, o primeiro álbum, mas depois você faz o segundo, o terceiro, o quarto, o impacto é menor, embora os álbuns possam ser muito impressionantes. É assim que é, então tem muito a ver com isso, tenho certeza”.

    O KING DIAMOND lançou em 2002 o álbum Abigail II: The Revenge, que trazia a continuação da história do LP Abigail original.

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  • DREAM THEATER: Vídeo/entrevista sobre o novo álbum, “Distance Over Time”

    DREAM THEATER: Vídeo/entrevista sobre o novo álbum, “Distance Over Time”

    Um vídeo/entrevista de quase vinte minutos sobre o novo álbum do DREAM THEATER, Distance Over Time, pode ser visto abaixo.

    Distance Over Time, será lançado em 22 de fevereiro de 2019. O disco apresenta uma nova e recém-descoberta criatividade para DREAM THEATER, mantendo os elementos que atraem os fãs ao redor do mundo. O álbum também marca o primeiro na nova gravadora da banda, a InsideOut Music. A arte foi criada pelo colaborador Hugh Syme (RUSH, IRON MAIDEN, STONE SOUR). Distance Over Time foi produzido pelo guitarrista John Petrucci, mixado por Ben Grosse e masterizado por Tom Baker.

    Petrucci declarou: “Quando eu ouço de novo o álbum, posso recordar cada momento do processo de escrita; onde eu estava na sala, o que nos inspirou naquele instante e o significado por trás de cada música. Como produtor, meu objetivo foi tentar criar o disco do DREAM THEATER com a melhor sonoridade que já tivemos, para que os ouvintes possam ser envolvidos pela música. Eu realmente queria que essa gravação refletisse verdadeiramente o espírito, a alegria e a paixão que tivemos ao fazer o álbum e que pudessem sentir um pouco da natureza orgânica, personalidade e energia bruta que a banda capturou enquanto estávamos juntos no estúdio. Para mim, eu acho que realizamos isso, e espero que outras pessoas sintam o mesmo”.

    O DREAM THEATER dará início ao ciclo promocional de Distance Over Time com uma turnê norte-americana de seis semanas que será lançada em San Diego, Califórnia, em 20 de março. O pôster inclui o slogan “Comemorando 20 anos de Scenes From A Memory” uma referência ao aclamado álbum de 1999 do grupo, Metropolis Pt. 2: Scenes From A Memory, que a banda não apresentou ao vivo em sua totalidade em quase duas décadas. Não está claro neste momento se eles pretendem fazê-lo novamente em 2019.

    Para anunciar os detalhes de Distance Over Time, o DREAM THEATER contou com a ajuda de seus fãs para espalhar a notícia sobre o lançamento, e até mesmo para dar a notícia da data de lançamento do álbum, capa e compartilhar a primeira amostra do novo registro. Com este álbum, o DREAM THEATER esperava criar uma experiência de engajamento dos fãs diferente de qualquer outra previamente realizada.

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  • ROYAL RAGE: “Shred the World” é o novo clipe do grupo paranaense

    ROYAL RAGE: “Shred the World” é o novo clipe do grupo paranaense

    A banda de Thrash Metal curitibana ROYAL RAGE está divulgando seu novo vídeo clipe, “Shred the World”, em apoio à divulgação de seu debut, “Conquer”, lançado em outubro do ano passado. Formado atualmente por Pedro Ferreira (vocal/guitarra), Izumida Lee (guitarra), Tiago Kukler (bateria) e Sasquatch Senna (baixo) o ROYAL RAGE caminha a passos largos para se tornar um dos grandes nomes do estilo no Brasil. Lançado de forma independente, “Conquer” atrairá os fãs de um Thrash Metal rápido, pesado e agressivo, mas que ao mesmo tempo busca somar muitas melodias, levando a banda a chamar seu estilo como “Melodic Thrash Metal”.

    Assista ao clipe:

    https://youtu.be/7XcclstxACM

    Sobre a música que deu vida ao clipe, “Shred the World” é nada mais, nada menos, do que um retrato da realidade, e segundo Pedro Ferreira, “é uma crítica ao mundo moderno, englobando tanto os aspectos econômicos quanto ambientais. Tentamos fazer uma crítica direta ao consumismo e uso desmedido dos recursos naturais do planeta e como isso está nos encaminhando ao nosso fim.”.

    Ouça o álbum no Spotify:

    https://goo.gl/Ye3wvN

     Ouça no Deezer:

    https://www.deezer.com/br/album/75873312

    Contatos:

    Facebook: www.facebook.com/royalrageband

    Instagram: www.instagram.com/royalrageofficial

    Assessoria de Imprensa: www.wargodspress.com.br

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  • THE MIST – Celebração dos 30 anos de um dos ícones do metal mineiro

    THE MIST – Celebração dos 30 anos de um dos ícones do metal mineiro

    Muita gente foi pega de surpresa quando a banda mineira The Mist anunciou, no fim do ano passado, que estaria de volta em 2019 para uma turnê de celebração de três décadas de existência e de seu primeiro rebento, Phantasmagoria (1989). A formação atual possui três integrantes que gravaram o clássico The Hangman Tree (1991) – o vocalista Korg (The Unabomber Files, ex-Chakal), o guitarrista Jairo Guedz (ex-Sepultura, Overdose e Eminence) e o baterista Chris Salles (ex-Mayhem, banda mineira) –, além de Wesley Ribeiro (Hell’s Punch, ex-Drowned e Hammurabi). Nesta entrevista para a ROADIE CREW, Korg fala a respeito deste retorno do grupo, da atual cena do metal, do papel do heavy metal como resistência, de sua saída do Chakal, do projeto Unabomber Files e do que acha da aposentadoria do Slayer.

    Como se deu a decisão do retorno do The Mist e da turnê de 30 anos de comemoração desde o surgimento da banda e de seu debute, o Phantasmagoria.

    Korg – Eu já estava com essa ideia no ano passado. Estava querendo voltar a tocar, principalmente com o (baixista) Cello Dias (o Rapadura). Ele fez, inclusive, quatro músicas e as mandou para mim, mas não eram músicas do The Mist, eram uma coisa diferente. Já tinha a ideia de voltar com o The Mist, muito inclusive pela demanda que vi nos shows do Chakal. Nos 12 anos em que fiquei no Chakal vi o quanto os fãs me cobravam a volta do The Mist. Muito fã que é mais novo que os primeiros lançamentos da banda e que, por isso, nunca viu aquela formação ao vivo. Alguns até viram show com outra formação, mas não a formação do The Hangman Tree, que foi um álbum muito importante para a vida dessas pessoas. Cada integrante daquela época foi para um canto. E tomar a iniciativa era algo muito complicado para mim, até pela falta do Cello Dias, que é referência de composição. Temos uma intimidade lírica e estética, entre a música dele e as minhas letras. A gente conversa muito bem nesse sentido, mas ele mora em Los Angeles, está com outra banda também. Ele sonha em vir a Belo Horizonte e participar de alguns shows, vai produzir os teclados das introduções das músicas. Mas aí neste último ano comecei a formatar essa volta. Minha textura vocal é muito diferente no The Mist, no Chakal e no Unabomber Files. Claro que é mais madura do que na época em que cantei no The Hangman Tree, só que eu precisei ensaiar antes de todo mundo. Quando senti que ficou realmente bom é que chamei o Balão (Chris Salles). A gente checou o Jairo, ver como ele estava. Não queria tirar as pessoas de suas vidas para colocá-las novamente em um underground que não é fácil. Não queria atrapalhar a vida deles. Conversamos com o Jairo, ele topou, e ficamos um tempo como power trio, ensaiando sem baixo. E quando o Wesley chegou, nos surpreendeu. Ele está com tanto sangue nos olhos e já pegou quase tudo do material.

    Já chegou intenso, mostrando serviço então.

    Korg – Sim, ele é um cara muito bom no baixo. E o baixo no The Mist é um protagonista, não é só um acompanhamento.

    Sem querer fazer comparações com o Cello, a lacuna está bem preenchida então, certo?

    Korg – Está bem sim. Com a benção do Cello, inclusive. As coisas estão tranquilas nesse sentido.

    Foi uma escolha mútua? Todo mundo participou?

    Korg – Eu já conhecia o Wesley. No Hell’s Punch, ouvi como o baixo se sobressaía no disco (Burn it Down) e nos shows. Me lembro dele também no Drowned, quando o Chakal tocou junto com eles. No Hammurabi, eu prestava muita atenção na qualidade das guitarras e do baixo. Então é um achado para nós, sangue bom, nosso irmão caçula (risos).

    Quando começaram os ensaios para este retorno?

    Korg – Comecei a ensaiar em casa, sozinho, ouvindo os discos e buscando a textura vocal. Depois começamos a ensaiar na casa do Balão, pegando algumas coisas das músicas. Acho então que temos sete meses de ensaio já (entrevista concedida em janeiro deste ano). O Kiko Ianni (guitarrista), do Mutilator, participou de algumas sessões para nos ajudar. Inicialmente, o Jairo poderia até ir para o baixo, e o Kiko foi lá dar uma ajuda para a gente. Depois vimos que era melhor mesmo para o Jairo ficar na guitarra, mesmo ele sendo um excelente baixista também. Resolvemos procurar um baixista, cientes de que era mais difícil até por esse protagonismo no baixo. Aí chegamos ao Wesley. Estamos com quase tudo pronto, só repassando algumas partes, buscando mesmo a perfeição.

    E como foi para você particularmente revistar esse material, clássicos do Phantasmagoria e The Hangman Tree?

    Korg – Acho que agora está muito mais fácil. Estou em outra perspectiva. Antes (referindo-se à época em que aqueles discos foram concebidos) eu estava num momento triste. E as letras são tristes, são uma busca constante de alguma coisa, há muita coisa mais gótica ou depressiva. Era o jeito que eu escrevia na época. Hoje estou mais tranquilo (risos). Então tem um discernimento de como soar melhor e não tão passional. Achei interessante e cantando essas músicas de novo, mas é como se fosse pela primeira vez. É um ambiente psicológico melhor.

    Como é ver grande parte daquela mesma galera que gravou The Hangman Tree com você, agora todos mais maduros e mais velhos?

    Korg – É engraçado, porque eles estão maduros, mas ao mesmo tempo conseguimos fazer um recall da época em que éramos crianças. Nos ensaios tem algumas brincadeiras da época, algumas coisas da infância que ressurgiram (risos). Mas agora temos mais foco e responsabilidade do que precisa ser feito.

    Além disso vocês conhecem melhor o caminho das pedras. Você acredita que hoje há um profissionalismo maior, em questão de ensaios, shows etc? Levando-se em conta também que nenhum de vocês ficou parado ao longo desses 30 anos, todos fizeram muita coisa ao longo dos anos.

    Korg – Sim, você tem razão. Para a gente será inédito tocar com boas aparelhagens, o som vai sair bem melhor. Estamos mais maduros musicalmente, como artistas, com uma perspectiva melhor e mais pés no chão também. Estamos fazendo parte do cast do Abril Pro Rock (em Recife), ou seja, a gente já vai entrar com uma grande responsabilidade, diante de uma grande legião de fãs no Nordeste. Vamos abraçar todos os fãs. Sempre que fui para lá me cobraram muito a volta do The Mist. Temos responsabilidade com todos os fãs, a começar com os do Nordeste, que nos cobraram muito essa volta. O Abril Pro Rock é um senhor festival, já toquei lá uma vez, é um portfólio para qualquer músico, não só de metal, de rock..

    Como está a escolha do material para os shows deste ano? Vocês têm pelo menos dois discos que poderiam até ser tocados na íntegra.

    Korg – Já temos quase todas as músicas tiradas. Algumas que precisam de uma revisão apenas, como a primeira do The Hangman Tree, a God of Black and White Images. Temos que fazer outro apanhado dela, alguns detalhes a serem trabalhados. Inicialmente ela não estará no set list, mas todas as outras estão encaminhadas. Teremos um set list básico e vamos fazer um rodízio de músicas. Não temos intenção de fazer um show tão grande, tocando os dois discos na íntegra, queremos fazer um show que possa citar as épocas desses dois discos, de forma coerente e harmônica. O The Mist também sempre toca um cover, que faremos como surpresa.

    Outras datas estão encaminhadas?

    Korg – Estamos com vários pedidos de shows, de vários lugares diferentes. Por enquanto, no Brasil. Mas vamos precisar de um agente para cuidar disso tudo, até para concentramos mais na parte musical. Não somos tão maduros administrativamente, como o Alan (Wallace, guitarrista) do Eminence, por exemplo. Já fomos procurados por alguns agentes.

    Toda vez que uma banda anuncia uma reunião, emerge uma questão: será que também vem alguma coisa nova? Há planos para isso?

    Korg – Muitas pessoas nos perguntam isso. Não estamos pensando nisso agora. Estamos com pés no chão mesmo. Se nascer alguma coisa será dessa turnê.

    Além do conteúdo, as capas daqueles dois álbuns também chamavam bastante a atenção. Hoje em dia, você se impressiona com elas, seja em vinil ou em CD?

    Korg – Eu gosto das interpretações que os fãs fazem. Esteticamente gosto muito das capas em que não participei. Sou muito fã do Kelson Frost, um artista e pintor de verdade. Mas eu acho que a própria banda cortou um pouco da criatividade dele, nós direcionamos muito sua pintura (nas capas dos dois discos em questão). Uma coisa que não gosto de fazer, até porque também sou pintor, sou formado em artes plásticas. Acredito que deve ter sido um trabalho meio chato para ele. Eu gosto mais das capas em que eu não trabalho. Para mim a melhor é a do Ashes to Ashes, Dust to Dust (1993).

    Para quem está conhecendo a banda hoje e vê sua formação imagina que é uma seleção de metal, por toda a história de cada integrante. Você também vê dessa forma? E era assim na época?

    Korg – Acho que isso vem mais de fora para dentro. Eu conheço o Jairo mas não olho pra ele e digo ‘É o Jairo ex-Sepultura’. Para mim é o Jairo, apenas (risos). Eu o conhecia na época em que entrou no Sepultura e ainda o vejo como aquele menino. Não nos vejo como os ‘bam bam bans’.

    Você falou do apelo dos fãs pedindo a volta do The Mist. É algo que tem ocorrido com outras bandas clássicas, porque muitos fãs nunca viram tais grupos ao vivo. O quão importante é isso para os fãs, pelo que você nota, e para vocês como artistas?

    Korg – Nunca parei de fazer metal, sempre estou fazendo alguma coisa. Ninguém sabia que eu estava trabalhando com o The Mist, nós fizemos essa coisa muito bem escondido. O dono do estúdio também manteve segredo. Em outubro, por exemplo, a gente não divulgou nada, porque não éramos uma banda ainda. Não adianta chegar com o nome de uma banda de 30 anos de existência e botá-la na ativa de novo se não houver a honestidade de leva-la para frente. É muita responsabilidade. Senão, queima sua história. Estamos aqui para colocar o The Mist no topo das bandas de metal do Brasil novamente, nem que eu tenha que cuspir sangue. É minha proposta de honrar o desejo desses fãs. Quando vejo uma banda voltando eu penso:  ‘cara, que foda’. Porque não imagino que estejam voltando só para ‘tocar nos finais de semana’. Há toda uma história lá atrás. Como, por exemplo, o Mutilator, que tem uma história bacana pra caralho. Era a banda suporte do Sepultura, ensaiava com o Sepultura. Eles tinham um cara maravilhoso que era o Magoo (finado ex-guitarrista), que amava o Mutilator, que fez disco maravilhoso com eles. Esses caras têm um nome respeitado no mundo todo. Estão na história do metal underground. Eles não fazer algo sem razão de ser. Eles dão valor a isso, senão estariam manchando a história do Magoo, do Silvio SDN (ex-vocalista). Sabem dessa responsabilidade, não são bobos, conheço eles. Da mesma forma o Overdose. Olha a história do Overdose, eles não voltaram por causa do desejo de um só, há o desejo de cada um e uma responsabilidade no metal nacional.

    E falando do atual cenário do metal nacional, tem algo que te chama atenção ultimamente?

    Korg – Estou gostando muito do som das meninas. Torture Squad (referindo-se à vocalista May “Undead” Puertas), Nervosa, Hatefulmurder (referindo-se à vocalista Angélica Burns). O metal precisava de mulher encabeçando banda. Isso para mim já vale o que está acontecendo. Sobre a cena de BH, com respeito a todas as bandas, ainda está muito pobre, em termos de atitude. As bandas estão ainda naquela de ‘cada uma por si’, mesmo pregando uma união; só que eu não vejo essa união dando resultado. Não me parece um ‘joining forces’. Mas isso é uma opinião minha. E acredito que o metal nacional agora em 2019 vai ter uma nova força. Não porque o The Mist voltou. Porque a gente vê o Krisiun lotando dois dias no Sesc Belenzinho, o Nervosa representando o Brasil lá fora, outras bandas fazendo turnê pela América Latina, o Eminence tocando no Woodstock, no Rock in Rio e correndo atrás de uma carreira no exterior… E também por conta dessa nova ordem mundial fascistoide que está aparecendo, que acaba sendo boa para o metal. Explico: é péssimo para o mundo essa onda, mas é ótimo para o metal, porque o metal é a resistência que temos, para falar sobre liberdade, mandar esses caras fascistas tomarem no c*. E não precisa ficar postando isso em redes sociais, o metal em si já é uma resistência. Eu que vivi na época da Ditadura Militar, espero que o cenário de agora não seja como foi naquela época. A juventude brasileira atual não merece viver aquela época. Não estou criticando ninguém, mas sim dizendo que a nuvem fascista que existe no mundo todo é algo triste, não acho que a humanidade está avançando. E o metal sempre se posicionou de maneira de resistência a isso. Espero que se posicione novamente.

    O metal é underground e realmente sempre se posicionou desta forma que você frisou. E você nota isso na cena atual, dessa consciência?

    Korg – Vejo algumas coisas. Bandas inclusive que têm esse pensamento e cantam em português, por exemplo. Acho que vai haver um avanço nesse segmento, pessoas colocando isso na música. Acho que vai haver bandas com composições mais extremas, quanto a querer liberdade. E sabemos que vão haver segmentos extremistas da direita. Na verdade, eu odeio esse lance de direita versus esquerda. Acho que o caminho não está nem em um nem em outro. O caminho é onde todo mundo esteja junto e não separado.

    Em que pé está o Unabomber Files (projeto que reúne Korg, o baixista Paulo Xisto, do Sepultura, e o guitarrista Alan Wallace e o baterista Andre Marcio, ambos do Eminence)?

    Korg – O Unabomber Files não é uma banda, é um projeto. E nós gravamos tem mais um de ano o Enemy Of My Enemy Is My Best Friend. Está no Spotify, mas não fizemos divulgação ainda porque estamos esperando fazer algumas coisas, como lyric video. Sem pressa. Somos amigos que fazem música quando se encontram. O nome surgiu em um dia em que eu estava muito puto, um dia que fazia parte de um ano em que eu estava puto da vida. Era tanta coisa dentro de mim que parecia que eu tinha bombas interiores, que eu estava prestes a explodir. Aí veio Unabomber, um nome que poderia ser massa para uma banda. Coloquei Unabomber na pesquisa do Google e foi direto no link da página do FBI, que eram ‘files of the Unabomber’, arquivos que o FBI tinha contra um ‘Unabomber’. Achei legal e coloquei The Unabomber Files. As pessoas acham que temos alguma pretensão com esse projeto, que iríamos estourar porque somos caras de bandas conhecidas. Mas nós só queremos nos encontrar pra tocar, ir ao Nonô (bar tradicional no centro de Belo Horizonte) tomar um caldo de mocotó e rir das pessoas que falam mal da gente. Tem gente em redes sociais que diziam que eu saí do Chakal por causa do Unabomber, mas tinha nada a ver. Na verdade, o Unabomber era uma proposta minha e do Alan em unir Chakal, Sepultura e Eminence, mas que não conseguiu dar essa interação. Claro que vamos fazer clipe, lyric vídeo, tentar produtor de fora para nossas músicas… Se formos querer tocar, vamos tocar. No entanto, não estamos preocupados com esse lance de banda.

    Em redes sociais muita gente fala o que quer, inclusive sobre sua saída do Chakal, sem saber o que aconteceu. Queria que você nos falasse o que realmente ocorreu sobre seu desligamento da banda.

    Korg – Acho que a questão com o Chakal foi desconexão. De uma hora para outra a gente se desconectou. Eu não estava fazendo mais o que gostava. Estava ensaiando domingo, fazendo uns shows, mas não tinha mais aquela motivação. Queria fazer um disco foda como o Destroy! Destroy! Destroy! (2013) e fiz esse disco, que é um dos meus trabalhos de heavy metal em que mais me esforcei. Não tinha muita coisa para escrever para um próximo disco. Então não tinha mais nada para escrever para o Chakal. Fiz aquele insight de pegar cada música e falar de um personagem do terror. Então cada música é um personagem de terror. Em uma é sobre o vampiro, outra sobre o lobisomem, outra é o Dr. Jekyll and Mr. Hyde (O Médico e o Monstro)… Quando você abre o encarte do CD, para cada letra tem a imagem de um personagem de terror. Nesse disco eu senti que estava revisitando todas as partes do metal. Tem partes do metal tradicional, partes de metal progressivo, black metal, thrash metal… Pude passear por praticamente todas as escolas de metal. Foi um trabalho muito importante. Depois acabei saindo, falei que seriam meus últimos shows no Chakal e não ia gravar mais. Mais pra frente me ligaram falando que iam tentar continuar com o Chakal sem mim. Aí falei: ‘beleza’. Eu estava direcionado a fazer outras coisas, aceitei de boas. Eu não tinha mais aquela conexão, parecia que eu estava em um lugar da casa, e eles em outro. E não era culpa minha ou culpa deles. Simplesmente se diluiu a coisa.

    Você realizou vários sonhos em sua carreira. Tem algum que ainda não se concretizou?

    Korg – Cara, eu gostaria muito de gravar um disco ao vivo, algo que ainda não fiz. Um sonho que eu tenho. Quero gravar esse trabalho, e sem maquiagem, fazer um disco ao vivo true. Além disso, quero tocar mais um pouco. Tenho uns três ou quatro anos de energia para fazer isso.

    Por fim, como você é muito fã de Slayer, queria saber o que você achou da notícia da aposentadoria da banda?

    Korg – Quando o pessoal do Censo foi lá em casa e me perguntou se eu tinha religião, eu disse que sim: ‘Slayer’ (risos). Gosto muito do Slayer, é minha escola. Eu vejo com pesar essa história deles se separarem, mas entendo. Se estão desconectados, como eu estava no Chakal, por exemplo, então vejo que a melhor maneira é não continuar fazendo álbum. Isso é muita característica de banda honesta. Quem sabe nesta última turnê eles recuperam a energia de querer continuar. Acho que é o que acontece com o Ozzy, o Kiss, em que anunciam a última turnê, mas, de repente, se encontram e continuam. Eu abri para o Slayer no Chevrolet Hall (atual Km de Vantagens Hall, em Belo Horizonte, em 2006, em show que contou com abertura do Chakal). Foi uma experiência incrível. Ver o Slayer de perto deve ser como um cristão que vê o Papa no Vaticano. Eu vi o Kerry King de braços cruzados conferindo a gente tocando. Não pelo nosso som, mas porque nosso baixista da época, Giuliano Toniolo, usava uma roupa do exército americano da Segunda Guerra Mundial, e o King é louco com esse tipo de coisa. A gente estava passando para ir ao palco, e o roadie do Slayer olhou para o Giuliano e chamou o Kerry King para ver. Então na nossa primeira música o Kerry King ficou olhando pra nós. Eu cantava, olhava para ele e pensava: ‘que que eu faço?’ (risos). O Slayer é de uma linha de metal muito característica. Eram a resposta ao Metallica, por exemplo. Sempre era Slayer versus Metallica. E era bom isso. Adoro esse tipo de coisa, como Sepultura e Soulfly ou Sepultura e Cavalera Conspiracy. Porque nesse tipo de situação sempre vem discos ótimos das duas bandas. Eu como ouvinte e fã acho ótimo.