Categoria: Roadie News

  • Mike Portnoy e Jordan Rudess se juntam no palco durante o ‘Cruise To The Edge’

    Mike Portnoy e Jordan Rudess se juntam no palco durante o ‘Cruise To The Edge’

    Em 8 de fevereiro, o ex-baterista do DREAM THEATER, Mike Portnoy, e seu ex-colega de banda, Jordan Rudess, se reuniram no palco durante o cruzeiro Cruise to the Edge para tocar Instrumedley do DREAM THEATER / LIQUID TENSION EXPERIMENT. Eles se juntaram ao guitarrista da NEAL MORSE BAND, Eric Gillette, e ao baixista do HAKEN, Conner Green.

    No sábado, Portnoy escreveu no Facebook: “Meu show do MP & Friends ontem a bordo do Cruise To The Edge foi uma noite para recordar!! Eu não posso acreditar que já faz quase 9 anos desde que Jordan e eu tínhamos tocado juntos… e instantaneamente senti como se nem um dia tivesse passado!”

    Instrumedley contém trechos de The Dance of Eternity, Metropolis, Erotomania, A Change Of Seasons, Ytse Jam e Hells Kitchen do DREAM THEATER, além de Paradigm Shift e Universal Mind do LIQUID TENSION EXPERIMENT.

    Na terça-feira (5 de fevereiro), Portnoy twittou: “Noite absolutamente incrível assistindo meu amigo @Jrudess tocar um concerto solo maravilhoso e depois tivemos um ótimo jantar juntos #Oncefamilyalwaysfamily @cruisetotheedge”

    Em abril de 2015, tanto Portnoy quanto Rudess se juntaram à banda de metal progressivo britânica HAKEN no palco em Nova York. Três meses antes, eles foram fotografados no que pareciam ser brincadeiras amigáveis no show NAMM 2015 em Anaheim, Califórnia.

    Um pouco mais de um ano atrás, Portnoy postou uma foto dele saindo com o guitarrista do DREAM THEATER John Petrucci, em um movimento que representou claramente um degelo de tensões entre os dois músicos que eram amigos há mais de três décadas.

    Na quarta-feira passada, Rudess discutiu seu último encontro com Portnoy durante uma aparição no “Trunk Nation” da SiriusXM, que é apresentado por Eddie Trunk. O tecladista disse: “Eu acho que é realmente bom. Pessoas cuja música você ama, você quer vê-los se dando bem. Então, mesmo da minha perspectiva, eu vejo John e Mike juntos, e eu fico, sim, isso faz sentido. Eles estavam tão próximos. Eles fizeram muita música juntos.”

    Ele continuou: “Eu disse a Mike a outra noite. Eu disse: ‘A maneira como eu vejo nosso relacionamento é que fizemos várias turnês pelo mundo várias vezes, escrevemos todas essas músicas juntos, estivemos juntos em ônibus de turnê por todos os lugares. Quantas pessoas nesta vida em que estamos, você pode estar tão perto e ter tantas experiências?”

    Em novembro de 2017, Mike disse a Loud que ele deixou o DREAM THEATER porque queria expandir seus horizontes musicais. “Eu não queria ir para o meu túmulo e ser apenas o baterista do DREAM THEATER“, disse ele. “Eu sabia que eu tinha muito mais para oferecer.”

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  • GRAND MAGUS: Novo álbum, “Wolf God” chega em abril

    GRAND MAGUS: Novo álbum, “Wolf God” chega em abril

    A banda sueca GRAND MAGUS lançará seu novo álbum, Wolf God, em 19 de abril, através da Nuclear Blast. O sucessor de Sword Songs (2016) foi gravado no Sweetspot Studio, na Suécia, com o produtor Staffan Karlsson (ARCH ENEMY, FIREWIND, SPIRITUAL BEGGARS).

    De acordo com um comunicado de imprensa, Wolf God “engrandece majestosamente a cena do heavy metal e permite que os riffs da guitarra falem por si mesmos.

    “O groove e peso que foram apresentados no predecessor de sucesso também podem ser encontrados no novo e nono álbum de estúdio, que mais uma vez contém uma série de futuros clássicos”.

    “Como a maioria das músicas foram gravadas na primeira tomada, elas têm um som honesto, diversificado e ao mesmo tempo realista que envolve o verdadeiro poder do trio.”

    A arte da capa foi criada pelo aclamado artista Anthony Roberts.

    A banda comenta: “Pela terceira vez, a habilidade mágica e imaginação de Anthony Roberts deu origem à capa do álbum GRAND MAGUS. Desta vez a floresta, a lua e obviamente o lobo ocupam o centro do palco. Não apenas um lobo qualquer… fique atento à sua fúria. Este é o ‘Deus Lobo’!”.

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  • SACRED REICH está gravando um novo álbum de estúdio

    A veterana banda de thrash metal SACRED REICH entrarou no estúdio para começar a gravar seu tão esperado novo álbum. O disco marcará o primeiro lançamento da banda desde o retorno do baterista Dave McClain.

    Um pequeno vídeo clipe de Dave, que registra as faixas de bateria para o novo álbum do SACRED REICH, foi postado na página da banda no Facebook.

    https://www.facebook.com/sacredreichofficial/videos/527609474397552/

    McClain foi membro do SACRED REICH de 1991 a 1995. Tocou no EP A Question (1991) e nos álbuns Independent (1993) e Heal (1996) antes de sair para se juntar ao MACHINE HEAD.

    O baixista / vocalista do SACRED REICH, Phil Rind, disse recentemente que o retorno de Dave à banda foi “o melhor cenário que poderíamos ter esperado. Dave é o melhor!” ele acrescentou. “Um grande baterista e uma ótima pessoa, e estamos muito animados por recebê-lo de volta à banda.”

    Dave acrescentou: “Estou muito animado em voltar a me reunir com meus irmãos no SACRED REICH. Ter a oportunidade de fazer e tocar música com uma das minhas bandas de metal favoritas de todos os tempos foi algo que eu esperava que pudesse acontecer. Eu mal posso esperar para que todos ouçam o novo álbum que estamos gravando e para vir nos ver na estrada em 2019-2020″.

    McClain deixou o MACHINE HEAD em novembro, depois de completar a turnê Freaks & Zeroes Tour.

    No ano passado, o SACRED REICH recrutou o baterista Tim Radziwill como substituto temporário de Greg Hall.

    Hall anunciou sua saída do SACRED REICH em janeiro de 2018, explicando em comunicado que foi demitido “de forma abrupta e por telefone”.

    Formado em 1986, o SACRED REICH faz parte da segunda onda do thrash, junto com o TESTAMENT, DEATH ANGEL, e DARK ANGEL. Ao longo dos anos, o SACRED REICH produziu um catálogo de canções agressivas politicamente carregadas que resistiram ao teste do tempo.

    O último álbum de estúdio do SACRED REICH, Heal, saiu em 1996. A banda se separou em 2000 e permaneceu inativa até 2006, quando recebeu ofertas para tocar em festivais europeus.

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  • Após cerca de três décadas, EXHORDER está gravando um novo álbum

    Após cerca de três décadas, EXHORDER está gravando um novo álbum

    O EXHORDER, pioneiro do thrash metal em Nova Orleans, entrou no OCD Studios, em Metairie, Louisiana, com o produtor Duane Simoneaux, para começar a gravar seu primeiro álbum em quase três décadas. O disco, ainda sem título, será lançado no final do ano pela Nuclear Blast Records.

    O EXHORDER agora conta com os membros fundadores Vinnie LaBella (guitarra) e Kyle Thomas (vocal) junto com Jason Viebrooks (HEATHEN) no baixo, Marzi Montazeri (ex-SUPERJOINT RITUAL, PHILIP H. ANSELMO & THE ILEGALS) na guitarra e Sasha Horn (FORBIDDEN) na bateria.

    LaBella comentou: ‘Poderíamos ter feito esse disco em quase qualquer lugar que quiséssemos. Nós escolhemos fazê-lo – a gravação principal – em Nova Orleans com Duane Simoneaux. Você ouviu o trabalho de Duane em muitos trabalhos do CROWBAR. Ele fez um pequeno trabalho com DOWN, eu acho, e um monte de coisas locais. Ele é um talento extremo, e está me ajudando a produzir. Ele é uma mente brilhante, cara. Eu não conseguia pensar em um lugar melhor ou em uma pessoa melhor para capturar essas faixas do que aqui mesmo em nossa própria cidade natal. Então, estamos tentando manter isso o mais local possível.”

    O EXHORDER lançou dois álbuns no início dos anos 90 através da gravadora Roadrunner – Slaughter in the Vatican, de 1990 e The Law, de 1992 – antes de encerrar atividades, com Kyle passando a integrar o FLOODGATE, e também aparecendo ao vivo como vocalista do TROUBLE, a quem mais tarde ele juntou em tempo integral (ele ainda integra a banda).

    O EXHORDER é citado por muitos como o criador da abordagem de riffs repletos de groove popularizada pelo PANTERA.

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  • Confira o título e a capa do novo álbum do FEAR FACTORY

    Confira o título e a capa do novo álbum do FEAR FACTORY

    O FEAR FACTORY definiu Monolith como o título do seu tão esperado novo álbum, provisoriamente previsto para o final deste ano.

    O esforço, que será novamente disponibilizado via Nuclear Blast, marcará a primeira coleção de novas músicas da banda californiana desde o álbum Genexus, de 2015.

    A notícia do título do novo álbum do FEAR FACTORY foi revelada pelo vocalista Burton C. Bell durante uma entrevista com Jose Mangin, da SiriusXM, na abertura de Headbangers Con, em novembro, em Portland, Oregon. (Nota: o vídeo da entrevista acaba de ser enviado para o YouTube.)

    FEAR FACTORY, temos um novo álbum”, disse Bell. “Está feito. E entregue para a gravadora. E nós temos algumas dificuldades técnicas, e uma vez terminado, o disco sairá. Vai ser chamar Monolith. É um ótimo disco.”

    Burton também revelou a capa do álbum Monolith através de seu smartphone. Você pode conferir abaixo. (Nota: O título e o trabalho artístico podem mudar antes do lançamento do álbum).

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  • AXECUTER: Título, capa, ‘preview’ e pré-venda de novo álbum são liberados, confira!

    AXECUTER: Título, capa, ‘preview’ e pré-venda de novo álbum são liberados, confira!

    Muito perto de ser lançado, o novo álbum da banda AXECUTER, intitulado “Surrounded By Decay”, acaba de ter mais informações reveladas. Confira a capa, assinada pelos artistas Paulo Kalvo e Márcio Aranha: https://sanguefrioproducoes.com/upload/imagens/mediaset/f200df076641b79055d7d96199f9a984.jpg O AXECUTER também divulgou um ‘album preview’ contendo trechos de todas as faixas que integrarão este material, assista:

    https://youtu.be/m9Pb6lxYuqM Em paralelo, o grupo liberou a pré-venda do CD, por R$ 20 (+ frete). Quem adquirir até 15/03 receberá, de forma exclusiva e antecipada, três músicas por e-mail, são elas: – “Rise and Fall” (faixa inédita de “Surrounded by Decay”);

    – “Mental Pride” (cover inédito da antiga banda curitibana Septic Brain);

    – “Disembody To The Abyss” (cover do Sabbat, que está presente no CD “Hellfire – A Brazilian Tribute to Sabbat”); “Surrounded by Decay” estará disponível para envio a partir da última semana de março, sem atrasos. Adquira agora escrevendo para [email protected] ou diretamente pelo Facebook em www.facebook.com/axecuter. Contato para shows: [email protected] Contato para assessoria de imprensa: www.sanguefrioproducoes.com/contato Sites relacionados: https://www.facebook.com/axecuter/ https://axecutermetal.bandcamp.com/ https://www.sanguefrioproducoes.com/bandas/Axecuter/24 Fonte: Sangue Frio Produções

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  • IMPERADOR BELIAL: Anunciando versão norte-americana de “Curse Of Belial” com faixa bônus exclusiva

    IMPERADOR BELIAL: Anunciando versão norte-americana de “Curse Of Belial” com faixa bônus exclusiva

    Enquanto “Curse Of Belial” não chega no formato físico ao Brasil, o IMPERADOR BELIAL segue anunciando diversos formatos de lançamento do mesmo no exterior. Agora o álbum será lançado oficialmente nos Estado Unidos, pelo selo Black Metal Underground Records e ganhará uma faixa bônus exclusiva, intitulada “Ikú, a Morte Soberana”, que até então, sairá somente nesta versão norte-americana, confira: https://sanguefrioproducoes.com/upload/imagens/mediaset/fb1661dddff13e88a0fac23f999d8b32.jpeg

    Para mais informações acesse: https://www.facebook.com/blackmetalundergroundrecords/ Em outras notícias, “Curse Of Belial” está concorrendo ao prêmio “Melhores de 2018 – Nacional” pelo site da Roadie Crew. Para votar é muito fácil, basta acessar o link a seguir e escolher ‘IMPERADOR BELIAL – Curse Of Belial’, mas lembre-se, para chegar a sessão dos ‘nacionais’, primeiro é preciso escolher os melhores ‘internacionais’, e não se esqueça de terminar sua votação para validá-la: https://roadiecrew.com/melhores-de-2018/ Ouça “Curse Of Belial” na íntegra aqui: https://youtu.be/FM2KqKrv2aY Contato para shows: [email protected] Contato para assessoria de imprensa: www.sanguefrioproducoes.com/contato Sites relacionados: https://www.facebook.com/imperadorbelial666 https://www.twitter.com/imperadorbelial https://www.sanguefrioproducoes.com/artistas/ImperadorBelial/51 Fonte: Sangue Frio Produções

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  • OVERLOAD BEER FEST – OVERKILL / TANKARD / R.D.P. / D.F.C. / SURRA / BLASTHRASH – 03 de fevereiro de 2019

    OVERLOAD BEER FEST – OVERKILL / TANKARD / R.D.P. / D.F.C. / SURRA / BLASTHRASH – 03 de fevereiro de 2019

    Cerveja, thrash metal e hardcore. Na verdade, mais thrash metal e hardcore do que cerveja. Em síntese, foi isso que rolou no “Overload Beer Fest”. A ideia da produção de reunir dois nomes icônicos das poderosas escolas americana e alemã do thrash, respectivamente Overkill e Tankard, mais as bandas brasileiras Ratos de Porão, D.F.C., Surra e Blasthrash foi certeira. Proporcionar ao público a venda de cervejas artesanais então, não só foi condizente com o nome do evento, como foi uma sacada que veio a calhar para esse início de ano em que as altas temperaturas têm ultrapassado os 30°C. Pena que, para um festival que carrega ‘beer’ no nome e que tinha a favor do seu marketing os beberrões do Tankard como parte do cartaz, a quantidade de cerveja foi aquém da procura e deixou os apreciadores na mão em poucas horas. Às 14h as portas do Carioca Club já estavam abertas, entretanto, às 18h, ou seja, quando ainda restava pouco mais de cinco horas de festival, já não havia mais artesanais disponíveis para o público, que, por sinal, lotou a casa – segundo a Overload, foram vendidas quatro mil cervejas, um recorde do Carioca Club desde que passou a receber shows de rock/metal há pouco mais de dez anos. E, convenhamos, a Overload merece crédito, pois, humildemente, se desculpou nas redes sociais por ter “subestimado a sede” do público e afirmou que, com a lição aprendida, se esforçará para que a próxima edição seja ainda mais satisfatória. Agora vamos aos shows…

    Pontualmente às 15h00, o Blasthrash inaugurou o “Overload Beer Fest” com a cortante Radiation Death, de seu segundo e mais “recente” álbum Violence Just For Fun (2008). No repertório havia músicas desse e do debut No Traces Left Behind (2005), entre outras. 21 anos de existência e o status de ser uma das bandas de thrash metal mais cultuadas do underground sul-americano explicam o apoio que o grupo teve do público, que começou tímido e em pequeno número, mas depois foi aumentando e se soltando. O circle pit rolou solto após as viscerais Radiation Death, Nudity on T.V. e Violence Just for Fun, quando o Blasthrash apresentou a nova Fake News, em que aproveitou para captar imagens para o videoclipe. Essa, aliás, possui uma parte cadenciada sinistra no decorrer – propícia para trilha de filme de terror – e guitarras gêmeas. A propósito, a nova dupla formada por Jhon França e Diego Rocha mostrou bom entrosamento com os veteranos Dario Viola (vocal), Diego Nogueira Sábio (baixo) e Rafael Sampaio (bateria).

    Blasthrash

    Dois pontos interessantes do show aconteceram em Assassin, em que Sábio assumiu os vocais (função que exerce no Anthares) e Viola os backings, e na derradeira Possessed by Beer, que foi encerrada com trecho do hino Princess of the Night do Saxon, que inflamou o público. Encerro sobre o Blasthrash com um puxão de orelhas no grupo: Quando teremos um novo álbum?

    Meia hora era o tempo que a equipe de palco dispunha para deixar tudo arrumado entre uma atração e outra. Ponto positivo para os profissionais, pois não houve atrasos. Assim sendo, às 16h00 o Surra já estava no palco. E era impressionante o peso que esse grupo santista estava sendo capaz de proporcionar através de seus únicos três integrantes, Leeo Mesquita (vocal e guitarra), Guilherme Elias (baixo e vocal) e Victor Miranda – todos ex-membros do Like A Texas Murder. Isso é fruto da experiência de uma banda que já fez mais de 250 shows por todo o Brasil, além de ter rodado por mais de dez países, tendo em seu currículo shows ao lado de Sepultura, Dead Fish, Claustrofobia, Garage Fuzz, Project 46, das internacionais D.R.I. e Dr. Living Dead, além dos próprios D.F.C. e Ratos de Porão, que em instantes também estremeceriam as estruturas do Carioca Club.

    Em pouco tempo de palco, o trio descarregou seu hardcore com músicas velozes e agressivas de Tamo na Merda (2016), seu único ‘full lenght’ até o momento, e também de seus dois EPs, Bica na Cara (2012) e Ainda Somos Culpados (2018). A banda ganhou o público, embora muitos ali já fossem fãs de carteirinha e sabiam as letras de cor, tanto que em O Peso da Responsabilidade dois garotos subiram no palco para cantar com a banda. Já em 7 a 1 foi dada a largada para os stage divings que rolaram durante alguns shows. Destaque para a divisão dos vocais que havia em certos momentos entre Mesquita e Elias e também para Miranda, batera visceral e preciso. A banda saiu ovacionada, com Mesquita informando que se tudo der certo em abril tem disco novo do Surra na área.

    D.F.C.

    Antes de a próxima atração dar continuidade ao evento, Leeo Mesquita retornou ao palco e fez as honrarias. Disse que o D.F.C. foi uma das bandas responsáveis por mudar sua vida – não à toa, o Surra homenageou o grupo brasiliense no EP Bica na Cara ao gravar Pau no Cu do Capitalismo em Posições Obscenas/Sou o Mesmo FxDxPx. E foi exatamente com Pau No Cu do Capitalismo… que Túlio (vocal), Miguel (guitarra), Leonardo (baixo) e Bruno (bateria) iniciaram a pancadaria. Foi um pandemônio na pista! 26 anos de estrada e discos clássicos como Igreja Quadrangular do Triângulo Redondo (1996), O Massacre da Guitarra Elétrica (2002), O Mal Que Vem Para Pior (2005), entre outros álbuns e afins, fizeram do Distrito Federal Caos nome forte do crossover brasileiro. Tendo como tônica músicas curtas, muitas com menos de um minuto de duração (!), o quarteto executou uma cacetada delas.

    O ponto comum entre as bandas nacionais que tocaram no evento eram os discursos contra nosso atual presidente Jair Messias Bolsonaro, no entanto, Túlio foi o único que falou exatamente o que eu penso, ao apresentar uma das músicas: “independente de esquerda ou de direita, uma coisa acontece lá (em Brasília): Todos Eles te Odeiam!”. Túlio, que integrou outra ótima banda, o Possuído Pelo Cão (nome de uma música do D.F.C.), à todo instante ia se “hidratar” com cerveja e quando se pronunciava arrancava risos com suas tiradas engraçadas. E foi consciente ao pedir que as garotas no evento fossem respeitadas. Outro que chamou atenção foi Bruno, que teve uma performance cavalar. Pena que foi um show curto. Tivessem dado mais dez minutos para o D.F.C., teríamos tido, talvez, mais umas quinze músicas. Estou brincando, claro, mas não é de se duvidar!

    Surra

    A última atração nacional a se apresentar foi o Ratos de Porão, que na metade de 2018 viveu um grande momento, tocando no continente asiático pela primeira vez em sua carreira. Com a casa já lotada, João Gordo (vocal), Jão (guitarra), Juninho (baixo) e Boka (bateria) foram muito bem recebidos pelo público, assim que começaram o baile com Pensamentos de Trincheira, música de Cada Dia Mais Sujo e Agressivo (1987). Curiosamente, apesar de o ‘backdrop’ ilustrar a capa de Século Sinistro, mais recente álbum do Ratos, nada desse material foi tocado. A bola da vez foi o clássico Brasil, que em 2019 está completando 30 anos de seu lançamento. E dá-lhe clássicos desse que liricamente continua sendo atual no que diz respeito à política do país – o que não é nenhuma surpresa. Pedradas como Amazônia Nunca Mais, Lei do Silêncio, Crianças Sem Futuro, Farsa Nacionalista, Herança e Beber Até Morrer foram comemoradas pelos fãs e se uniram a outras pancadarias como Crocodila, Crucificados Pelo Sistema, Morrer, Herança, Crise Geral e etc…

    Em termos de performance, se por um lado João Gordo hoje se movimenta menos no palco, até porque estamos falando de um cara de 54 anos de idade, Jão continua afiadíssimo na execução de seus riffs e Boka e Juninho seguem sendo uma das cozinhas mais afiadas do hardcore. Isso sem contar que, no caso do baixista, é sempre impressionante vê-lo saltar pelo palco. Voltando a falar de Brasil, Gordo antecipou que a partir de março o Ratos tocará o álbum na íntegra e que para isso só precisam ensaiá-lo. Espero não só conferir isso de perto, como também, quem sabe, um novo material de inéditas do Ratos de Porão, afinal, lá se vão cinco anos desde que Século Sinistro foi lançado.

    Ratos de Porão

    Voltando ao evento, após o ótimo show do Ratos de Porão, as atenções se viraram para as atrações internacionais. E você já parou pra pensar que o “Overload Beer Fest” teve a proeza de, numa tacada só, trazer ao Brasil as duas bandas de thrash metal que mais gravaram discos na história? Se duvida disso, aponte-me outra que assim como o Overkill esteja chegando ao seu 19° álbum ou como o Tankard, que em 2017 lançou o seu 17° – ambos pela Nuclear Blast. Após a insólita El Condor Pasa (Simon & Garfunkel) rolar no som mecânico como introdução, os fanfarrões Andreas “Gerre” Geremia (vocal), Andreas “Andy” Gutjahr (guitarra), Frank Thorwarth (baixo) e Olaf Zissel (bateria) invadiram o palco tocando One Foot in the Grave, que dá nome ao mais recente álbum, lançado em 2017. Ao final dessa, o sempre divertido Gerre falou da satisfação de estar de volta ao Brasil após três anos – vale dizer que na noite anterior a banda tocou em Limeira (SP). Ao perguntar se todos estavam preparados para clássicos old school, ele e sua banda mandaram uma dobrarinha de quebrar pescoços: os hinos The Morning After  e Zombie Attack, dos álbuns de mesmos nomes, lançados, respectivamente, em 1988 e 1986.

    Durante a apresentação do Tankard, os seguranças tiveram bastante trabalho com os ‘thrash maniacs’ que subiam no palco pra se divertir em stage divings – e os homens de terno não foram nada simpáticos com alguns que pulavam no pit pra arriscar a escalada. Som bem mais alto do que o das bandas de abertura, calor insano e muito circle pit na pista, assim seguia o show do Tankard. Para aliviar o calor dos fãs, em alguns momentos Gerre pegava um balde e atirava gelo na plateia, enquanto que alguns sortudos pegavam as latas de cerveja que eram atiradas pelo generoso Frank. Falando em gelo, calor, cerveja e Gerre, não pense que o bonachão degustou de nossas louras geladas, pois o que se via era o frontman a todo instante indo ao canto do palco tomar Coca-Cola (!) – acredite se quiser. Senti falta de minha música favorita do Tankard, Under Friendly Fire, de Beast of Bourbon (2004), porém rolou várias outras ótimas como Die with a Beer in Your Hand, Minds on the Moon, Rectifier, Chemical Invasion, A Girl Called Cerveza e a excepcional (Empty) Tankard, que encerrou em alto nível a apresentação desse que é um dos poderosos representantes do chamado “The Big Teutonic 4”, que é completado pelo trio de ferro Sodom, Kreator e Destruction.

    Tankard

    Finalmente, era chegada a hora de matar saudade do Overkill, que desde 2012 não retornava ao país. Estive presente em todas as cinco vezes que o grupo tocou em São Paulo e fui uma das 100 testemunhas que presenciaram o Overkill tocando no improvável CTN (Centro de Tradições Nordestinas) em sua última passagem pela cidade. O motivo de tão pouca gente foi a fraca divulgação. A espera teria sido menor se em 2015 os shows que a banda faria em São Paulo e Curitiba não tivessem sido cancelados. E parece sina, pois sempre acontece algo negativo com o Overkill no Brasil. Em uma das vezes que a banda esteve aqui, o guitarrista Derek Tailer se irritou com o espaço reduzido do palco da Clash Club e se retirou em algumas músicas. Em outra ocasião, o show acabou antes do esperado e gerou troca de farpas entre a equipe do Overkill e a produtora através da comunidade do evento no falecido Orkut. Como se não bastasse, em sua estreia no Brasil em 2001, o Overkill foi convidado a tocar no Espírito Santo, no “Festival de Alegre”, e dividiu palco com ninguém menos do que Ivete Sangalo, Capital Inicial e um desconhecido grupo de pagode chamado Garotos da Praia! E não seria agora que banda se livraria dessa maré de azar…

    Bobby “Blitz” Ellsworth (vocal), Tailer e Dave Linsk (guitarras), D.D. Verni (baixo) e o estreante Jason Bittner (bateria – Shadows Fall / ex-Flotsam and Jetsam e Toxik) aguardaram a sinistra introdução mecânica e entraram arregaçando com Mean, Green, Killing Machine, música de seu mais recente álbum The Grinding Wheel (2017). Ás vésperas de lançar no próximo dia 22 o novo The Wings of War (que eu já tive o prazer de resenhar para a próxima edição da ROADIE CREW, e afirmo que é excelente!), o quinteto utilizou-se no palco de adereços ainda relacionados a The Grinding Wheel. Infelizmente, o som estava muito aquém dos outros shows: extremamente alto, guitarras abafadas e, em vários momentos, o microfone de Blitz com soava baixo – em dado momento o vocalista se submeteu a cantar no mic de apoio de Tailer. E não houve melhoras significativas. Por sua vez, os músicos deram o seu melhor e tiveram uma performance impecável. Tailer e Linsk totalmente consistentes nos riffs, dispunham do apoio de Verni, que considero um dos melhores baixistas de thrash metal de todos os tempos. Blitz é um frontman de qualidade irretocável, tanto em termos de voz, quanto de comunicação e também de presença de palco. Já Bittner mostrou que merece o posto que ocupa. O cara é um motor atrás de seu kit!

    Overkill

    Pra uma banda com mais de trinta anos na estrada e tantos álbuns lançados, certamente é difícil escolher o repertório de um show. De minha parte, senti falta de pérolas como Necroshine, Powersurge, Horrorscope, E.vil N.ever D.ies, Thunderhead, The Years of Decay, Spiritual Void, Thanx for Nothing e tantas outras. Mas não dá pra reclamar de um set que nos brindou com as ótimas In Union We Stand, Rotten to the Core, Hello from the Gutter, Coma, Infectious, Wrecking Crew, Hammerhead, Elimination, além de algumas mais recentes, que também se tornaram fundamentais nos shows do Overkill, como Ironbound, Electric Rattlesnake e Goddamn Trouble. Para dar um gostinho do que virá no próximo álbum, o grupo mandou Head of a Pin, música de riffs instigantes. O final com o já esperado cover do The Subhumans para Fuck You, que tem o furioso refrão que diz ‘We don’t care what you say / Fuck you!’, ficou sensacional tendo a versão de Sonic Reducer do Dead Boys sendo intercalada. Ao som do tema original do lendário e antigo seriado Batman, o Overkill se despediu do público brasileiro antes de partir para o Paraguai. Espero que o Overkill não demore mais sete anos para tocar aqui e torço para que essa energia negativa que permeia a banda a cada vez que toca no Brasil não a acompanhe mais.

    O pessoal da Overload merece elogios pelo cast coerente que ofereceu ao público, pelo cumprimento à risca do cronograma, pela escolha do horário de início e de encerramento do evento, que possibilitaram ao público que dependia de transporte público um retorno tranquilo para casa e, principalmente, pela sabedoria de reconhecer os erros que ocorreram e se desculpar pelos mesmos. Fico na expectativa de uma próxima edição, na certeza de que os organizadores farão de tudo para que os erros sejam sanados.

  • Robb Flynn (MACHINE HEAD) divulga vídeo dos bastidores do ‘Stars To The Rescue XXVIII’

    Robb Flynn (MACHINE HEAD) divulga vídeo dos bastidores do ‘Stars To The Rescue XXVIII’

    O frontman do MACHINE HEAD, Robb Flynn se apresentou no Stars To The Rescue XXVIII em 26 de janeiro no Lesher Center For The Arts em Walnut Creek, Califórnia. Junto dele no evento estavam Craig Locicero (DRESS THE DEAD, FORBIDDEN) na guitarra, Andy Galeon (DEATH ANGEL) na bateria, Harald O. (D.R.I.) no baixo e Kayla Dixon (DRESS THE DEAD, WITCH MOUNTAIN) no vocal, entre outros.

    Abaixo, você pode conferir um vídeo dos bastidores do evento.

    A renda do evento, que foi organizado pela Tony La Russa’s Animal Rescue Foundation, permite que a ARF salve cães e gatos que ficaram sem espaço em abrigos públicos e leve adiante programas para melhorar a vida de animais e pessoas.

    Em novembro passado, o MACHINE HEAD completou sua turnê final com o guitarrista Phil Demmel e o baterista Dave McClain. Demmel, que tocou pela primeira vez com Flynn no VIO-LENCE no final dos anos 80 e início dos anos 90, disse em um comunicado que era “simplesmente hora” de ele “se afastar e fazer outra coisa musicalmente”.

    Em uma mensagem de vídeo, Flynn culpou as saídas de Demmel e McClain pelo fato de que ele e seus colegas de banda se distanciaram como pessoas. “Musicalmente, nós nos distanciamos. Eu segurei muito as rédeas desta banda, eu tenho sufocado esses caras”. Ele continuou dizendo que suas “arestas” deram ao MACHINE HEAD o sucesso que tem, mas “elas também machucaram as pessoas ao meu redor. Eu tenho muita força, mas também tenho muita raiva e ira. E esse meu direcionamento alienou as pessoas da banda”, disse ele.

    O último álbum do MACHINE HEAD, Catharsis, foi disponibilizado em janeiro de 2018 através da Nuclear Blast.

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  • DREAM THEATER: Confira o novo vídeo, “Paralyzed”

    DREAM THEATER: Confira o novo vídeo, “Paralyzed”

    O novo vídeo do DREAM THEATER, Paralysed, pode ser visto abaixo. A faixa é tirada do próximo e 14º álbum de estúdio da banda, Distance Over Time, que será lançado em 22 de fevereiro de 2019. O disco apresenta uma nova e recém-descoberta criatividade para DREAM THEATER, mantendo os elementos que atraem os fãs ao redor do mundo. O álbum também marca o primeiro na nova gravadora da banda, a InsideOut Music. A arte foi criada pelo colaborador Hugh Syme (RUSH, IRON MAIDEN, STONE SOUR). Distance Over Time foi produzido pelo guitarrista John Petrucci, mixado por Ben Grosse e masterizado por Tom Baker.

    O novo vídeo foi criado por Wayne Joyner, que anteriormente já havia trabalhado no vídeo para Fall Into The Light.

    Sobre Paralysed, o guitarrista John Petrucci comentou: “A música é uma reflexão introspectiva sobre o impacto negativo que ser obstinado ou determinado pode ter em relacionamentos importantes”

    Petrucci declarou: “Quando eu ouço de novo o álbum, posso recordar cada momento do processo de escrita; onde eu estava na sala, o que nos inspirou naquele instante e o significado por trás de cada música. Como produtor, meu objetivo foi tentar criar o disco do DREAM THEATER com a melhor sonoridade que já tivemos, para que os ouvintes possam ser envolvidos pela música. Eu realmente queria que essa gravação refletisse verdadeiramente o espírito, a alegria e a paixão que tivemos ao fazer o álbum e que pudessem sentir um pouco da natureza orgânica, personalidade e energia bruta que a banda capturou enquanto estávamos juntos no estúdio. Para mim, eu acho que realizamos isso, e espero que outras pessoas sintam o mesmo”.

    O DREAM THEATER dará início ao ciclo promocional de Distance Over Time com uma turnê norte-americana de seis semanas que será lançada em San Diego, Califórnia, em 20 de março. O pôster inclui o slogan “Comemorando 20 anos de Scenes From A Memory” uma referência ao aclamado álbum de 1999 do grupo, Metropolis Pt. 2: Scenes From A Memory, que a banda não apresentou ao vivo em sua totalidade em quase duas décadas. Não está claro neste momento se eles pretendem fazê-lo novamente em 2019.

    Para anunciar os detalhes de Distance Over Time, o DREAM THEATER contou com a ajuda de seus fãs para espalhar a notícia sobre o lançamento, e até mesmo para dar a notícia da data de lançamento do álbum, capa e compartilhar a primeira amostra do novo registro. Com este álbum, o DREAM THEATER esperava criar uma experiência de engajamento dos fãs diferente de qualquer outra previamente realizada.

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