O novo vídeo do grupo dinamarquês de power/progressive metal ROYAL HUNT, The Wishing Well, pode ser visto abaixo. A música é parte do 14º álbum de estúdio da banda, Cast in Stone, que foi lançado no Japão em 7 de fevereiro pela King Records e no resto do mundo em 21 de fevereiro pela NorthPoint Productions.
Formado em 1989, o ROYAL HUNT é uma criação do tecladista e principal compositor André Andersen, cujo objetivo era combinar os valores básicos do rock clássico com elementos musicais progressivos e atuais.
Andersen declarou: “Este álbum demorou um pouco para ser concluído… lembre-se, entre a ideia inicial e a mixagem final, nós fizemos duas turnês e lançamos dois álbuns ao vivo… então este álbum já está sendo feito há algum tempo. De qualquer forma, tem sido muito prático: você pode trabalhar nisso por um tempo, em vez de continuar fazendo outra coisa e depois voltar mais tarde para reavaliar o que foi feito antes. Como resultado, todas as músicas do álbum são sólidas e bem trabalhadas, mostrando todos os aspectos do ROYAL HUNT atual: originalidade, ganchos cativantes, melodias fortes, grande musicalidade e produção grandiosa. Nesse aspecto – a produção – nós definitivamente fizemos um bom trabalho: todas as partes vitais foram gravadas em analógico, como bem como a mixagem/masterização final, então não há nenhuma ‘guerra de volumes’ à vista, nenhuma parede de som limitada, comprimida e sem vida … o álbum respira como um álbum de rock verdadeiro. Eu poderia também continuar por horas elogiando a contribuição de todos – músicos e cantores – mas, como minha opinião será inevitavelmente muito tendenciosa, eu preferiria deixar o julgamento final para vocês… afinal de contas, este álbum foi feito para você aproveitar (apesar de estarmos gostando imensamente dele no momento)”.
O vocalista John Bush afirmou que “é a hora certa” para o ARMORED SAINT e o ANTHRAX fazerem uma turnê conjunta.
Membro fundador do ARMORED SAINT, Bush foi o vocalista do ANTHRAX entre 1992 e 2005, mas foi dispensado quando o ANTHRAX se reuniu com Joey Belladonna (vocalista nos álbuns clássicos da banda) para uma turnê comemorativa de 20 anos. Terminada a tour e com as relações se desestabilizadas com o próximo vocalista da lista, Dan Nelson, Bush retornou temporariamente ao ANTHRAX, mas saiu de cena em maio de 2010 para dar espaço ao retorno permanente de Belladonna.
Durante uma entrevista com o ‘Rock Titan’ realizada antes do show do ARMORED SAINT em 11 de julho em Sellersville, Pensilvânia, John foi perguntado sobre a possibilidade de as duas bandas excursionarem juntas em um futuro não muito distante.
“Acho que é a hora certa para que isso aconteça”, disse Bush. “Seria uma turnê bacana. Seria ótimo para o ARMORED SAINT, pois o ANTHRAX é uma banda muito maior, então seria ótimo para o ARMORED SAINT“.
Pressionado sobre a possibilidade dele subir ao palco com o ANTHRAX e interpretar algumas das músicas de sua época da banda, ele disse: “Quem sabe? Eu não sei sobre Joey Belladonna, se isso for algo que o deixaria desconfortável, eu certamente nunca faria isso. Mas, você sabe, somos todos veteranos. Muitas coisas já ficaram para trás agora”.
John também confirmou que o ARMORED SAINT está trabalhando em material para o sucessor do álbum Win Hands Down, de 2015. “Nós estamos escrevendo, e temos que escrever mais algumas músicas, porque escrevemos apenas meia dúzia”, disse ele. “Você precisa de pelo menos umas boas nove, dez, doze para um álbum. Mas, sim, acho que o que escrevemos já soa como um álbum matador”.
O quarto trailer de Attack On Titan, dos gigantes do metal sinfônico holandês EPICA pode ser visto abaixo. O EP será disponibilizado fora do Japão em 20 de julho pela Nuclear Blast Records.
Em dezembro passado, a banda de metal sinfônico holandesa EPICA surpreendeu os seus fãs com um EP de covers muito especial intitulado Epica vs. Attack On Titan. O lançamento, que só estava disponível no Japão, trazia versões metal das músicas tema do anime Attack On Titan. Recentemente, a banda anunciou que o EP estará disponível fora do Japão em 20 de julho pela Nuclear Blast Records. Abaixo você pode conferir a música Crimson Bow and Arrow.
O tecladista do EPICA, Coen Janssen comenta: “O EP Attack On Titan é um projeto muito próximo do meu coração. Mais do que nunca, eu estive envolvido no arranho e na produção, e estou muito orgulhoso do resultado! Muito legal ver como essas músicas de animes japoneses iam se transformando cada vez mais em músicas do EPICA, mais e mais a cada passo do caminho!!! Estou muito animado que nosso EP Attack On Titan estará disponível fora do Japão!”.
Epica vs. Attack On Titan foi gravado durante o verão de 2017 no Sandlane Recording Facilities por Joost Van Den Broek. As músicas originais, que foram influenciadas pela música do EPICA, foram compostas por Revo da popular banda japonesa LINKED HORIZON. Para o EP, as faixas foram adaptadas pelo EPICA e produzidas por Joost Van Den Broek.
O Aztlán acabou de lançar seu single nas plataformas digitais e dentro pouquíssimo tempo a banda vem conquistando muitos admiradores ao redor do mundo, com seu ótimo Death Metal muito bem feito nos traz um novo conceito lírico muito bem construído e posso dizer, muito bem estudado. O single “Blood Offering” é realmente um trabalho impressionante. Para nos falar mais à respeito convidamos o seu fundador Marcello Paganus Antunes, dotado de muita segurança e conhecimento o mesmo nos mostra que para ter uma ótima banda no estilo é preciso ir muito além da música…
Marcello Paganus Antunes, Foto por: Divulgação
O Aztlán foi fundado com uma temática lírica muito diferenciada. A ideia de fundar o Aztlán já vem desde as épocas que você pertencia a outras bandas? Conte-nos como essa ideia surgiu…
Marcello Paganus Antunes – Saudações a todos os que leem essa entrevista e a você, Éden, pela oportunidade dada em expor meu trabalho. Bem, a história do Aztlán foi iniciada há muitos anos atrás, quando eu ainda era vocal/baixo da banda Martyrdom, de Feira de Santana-BA. Para quem não me conhece, iniciei na banda no final de 1996 ocupando a função de baixista, entretanto, o tempo foi passando e fui me envolvendo ativamente no processo de composição da banda, inclusive assumindo também os vocais a partir do final do ano de 1998. Algumas das composições dessa época que ficaram registradas em gravações caseiras ou mesmo dentro da minha mente fazem parte do Aztlán hoje. E sim, a banda possui uma temática lírica bastante diferenciada. Estudo o universo da cultura dos Astecas há mais de 20 anos. Sou Economista, mas um historiador frustrado (hahahahaha), fascinado principalmente pela história americana, mais precisamente a Mesoamérica. Escolhi a cultura Asteca por alguns motivos. Primeiramente por ter sido uma cultura bélica, dominadora e ao mesmo tempo avançada e extremamente organizada, tendo uma das maiores cidades-estado do período medieval – Tenochtitlán, atual Cidade do México D.F. Só isso já torna tudo grandioso. Além disso, os seus ritos envolvem, imolação, oferendas de sangue, sacrifícios humanos e rituais antropofágicos de maneira genuína, dando uma ilustração bastante congruente com o conceito do Death Metal. Por fim, a luta dos Astecas contra a invasão catastrófica do cristianismo trazido por Hernán Cortez é um grande exemplo de resistência e inspiração a todos os povos latino-americanos que sofreram com a pilhagem de ouro e com a colonização brutal e desumana promovida pelos países europeus à época. O tema é algo tão forte para mim que dei à banda o nome Aztlán, que se refere à terra lendária ancestral dos antigos povos Nahuas, que deram origem ao povo Asteca (povo de Aztlán).
A temática lírica é algo inédito no Brasil. Como surgiu essa paixão pela cultura mesoamericana?
Marcello Paganus Antunes – Bem, como surgiu é algo estranho até para mim hahahaha. Quando era adolescente sempre tive uma orientação maior para a área de ciências humanas e da natureza. Geografia Política e História eram as matérias favoritas. O que tornou tudo interessante realmente foi começar a refletir sobre certas questões, como nossas raízes latino-americanas, os processos de colonização e seus impactos na nossa cultura atual. Incas, Astecas, Maias, tribos nativas norte-americanas, tribos brasileiras de diversas etnias. O que todos têm em comum e quais são suas conexões? Esse foi o processo inicial. Não sei o porque, mas em relação à mesoamérica, a paixão veio naturalmente. Sou fascinado pelo México pois assim como o Brasil, também é um caldeirão cultural e quando vemos de fora, conseguimos entender as marcas profundas do choque de dois mundos distintos (falando do processo de colonização). Sobre a escolha da temática, talvez seja inédita pelo fato de entrar no mundo asteca a fundo, considerando que as culturas politeístas são um prato cheio para se compor letras infinitamente, assim como muitas bandas falam sobre Sumérios, Egípcios, Celtas/Druidas. Mas posso ressaltar que há admiráveis bandas no Brasil que expõem a cultura meso e sulamericana em seus trabalhos como Miasthenia e Mythological Cold Towers.
Single “Blood Offering” 2018
Soube que houve uma visita sua ao México, como foi a experiencia de estar lá? Qual a reação dos mexicanos ao saberem do seu total interesse pela cultura asteca e levar todo seu conhecimento a respeito para sua música?
Marcello Paganus Antunes – Sim! Estive lá em 2012 (no ano do fim do mundo Maia, como dizem hahaha), na região Sul do país, que foi território do grandioso povo Maia. Infelizmente não tive tanto tempo para desbravar o país como gostaria, mas foi algo indescritível. Lugares como Chichen Itzá e Tulum são de arrepiar e te levam a um passado glorioso em questão de minutos. O povo Maia se estabeleceu lá há muito tempo e foi extremamente avançado, com escrita, astronomia, matemática, arquitetura e arte. Imaginem que acompanhavam os astros como ninguém e muito tempo depois queimavam pessoas na Europa medieval por dizerem que a terra não era plana! E tem gente voltando a acreditar nisso! Hahahahah. Bem, voltando… Fiz alguns contatos por lá e os tenho até hoje. Após ouvir o meu trabalho, algumas pessoas do México têm demonstrado bastante respeito, pois sabem que é feito com base em pesquisa e com grande paixão. Já ouvi agradecimentos, inclusive, por propagar a cultura do antigo México. Espero tocar para os headbangers de lá algum dia.
Precisamente em março de 2018 o Aztlán nos traz o seu primeiro registro, o ótimo single “Blood Offering”. Como está sendo a receptividade por parte do público?
Marcello Paganus Antunes – Tem sido excelente, embora “Blood Offering” represente apenas o início dessa jornada. Como componho/executo e promovo sozinho, o processo se torna um pouco mais lento, principalmente quando falamos de lançamentos oficiais. Tive a intenção e o cuidado de lançar esse primeiro registro com um video lyric bastante contextualizado e impactante. Porém, apesar de ter um contexto mais aprofundado, quero que as pessoas curtam o tipo de Death Metal que eu faço e realmente, estou muito satisfeito com essa receptividade.
Quando ouvi a música que leva o mesmo titulo do single, um excelente Death Metal muito bem executado que foi uma combinação perfeita para o conteúdo lírico. O que você me diz a respeito?
Marcello Paganus Antunes – ,,/ Obrigado! Na verdade, Aztlán tem algumas peculiaridades que aparecerão nos próximos registros. Faço Death Metal baseado em escolas antigas alternando os vocais, com dois tipos de guturais, além do vocal rasgado e cantado, sendo que cada um deles é utilizado de acordo com o clima que quero passar em determinado momento. Blood Offering descreve um ritual de sacrifício Asteca chamado Guerra Florida, na qual um cativo é amarrado em uma pedra e obrigado a lutar contra os melhores guerreiros utilizando um macuahuitl, que é uma arma poderosíssima com lâminas de obsidiana. Ao longo da música, narro reflexões da visão asteca sobre vida e morte, a captura, a luta e no final o sacrifício do guerreiro, que tem seu coração oferecido a Huitzilopochtli, um dos principais deuses do panteão asteca. Como sou um cara chato (hahaha), cuido para que as letras tenham essa combinação com os riffs, vocais e o próprio momento da história contada, justamente para que o ouvinte viaje junto, dando um tom épico para o trabalho. O toque final, que é uma marca de quase todas as músicas é a utilização do Nahuatl (língua asteca), tanto em forma de poemas, como o trecho em Blood Offering, como através de evocações de deuses e chamados para a guerra contra os invasores.
Também notei fortes influencias do heavy Metal Tradicional e também Black Metal…
Marcello Paganus Antunes – Claro. Sem o heavy metal tradicional Aztlán não existiria, apesar de que minha maior influência vem do metal extremo. Sou headbanger que faz música para headbanger. Quando componho, minha mente viaja como ouvinte. Imagino cada riff sendo gravado ou tocado ao vivo. Procuro expor todas as minhas influências na música, porém, sempre com a característica do Death Metal mais cadenciado. A sonoridade do Black Metal sempre me fascinou desde os anos 90, tanto com as bandas precursoras, como as que inovaram dentro do estilo. De qualquer forma, acredito que uma das principais características do Aztlán é unir muitos desses subgêneros do metal em cada música. É por isso também que as linhas de vocal variam tanto. Há sons em que eu canto em riffs Death Metal e faço vocais guturais em riffs mais heavy metal, também oferecendo o inesperado.
Quais as suas principais influências musicais?
Marcello Paganus Antunes – Se fosse listar aqui você estaria perdido (hahaahhaah). Tenho bastante influência do King Diamond, Mercyful fate, Judas Priest, Bathory em sua fase mais épica, Entombed, Paradise Lost, Dissection, Emperor e bandas como Samael, Rotting Christ e Septicflesh do início da carreira e, é claro Black Sabbath (BS Uber alles). Já como fã, sou um doente por Jethro Tull, Iron Maiden, Paradise Lost, Death, Obituary, Slayer, Testament, Bolt Thrower, Brujeria, Napalm Death. Chega!!! hahahaha
Voltando a falar deste ótimo single, como está sendo a divulgação?
Marcello Paganus Antunes – Tem sido feita de maneira totalmente independente e em meios digitais. Sou aquele cara que parou no tempo, na época em que mandava e recebia centenas e centenas de cartas por semana para divulgar a banda e expor meus propósitos. Contudo, está sendo incrível entender e utilizar as redes sociais como ferramenta de divulgação. Sei que o formato físico será necessário (eu mesmo consumo muito CD, LP), mas vivemos numa época em que a informação viaja em alta velocidade no mundo todo. Aztlán tem alcançado pessoas em praticamente todos os estados do país e em diversos lugares no mundo. O single está disponível nas seguintes plataformas digitais: Spotify, Deezer, Google Play, Soundcloud, Napster, iTunes e no YouTube através do video lyric. Temos também nossas páginas no Instagram, Facebook e Bandcamp (disponível para compra online).
Compilação “Darkness Sets In VOL.2”
Não houve proposta para o seu lançamento em formato físico?
Marcello Paganus Antunes – Tenho bons contatos até hoje no que se refere a selos e distros, mas não achei viável lançar um single em formato físico, sendo o primeiro registro profissional do Aztlán. Na minha opinião, o single físico funciona para quem já possui material lançado e um público mais consolidado, o que não é meu caso. Além disso, se lançasse fisicamente sem ser através de prensagem de fábrica, teria uma equivalência de ‘demo’, coisa que eu não teria intenção de fazer. Talvez lance um EP ainda esse ano ou ‘de cara’, o ‘debut’. Vamos trabalhar! O que posso adiantar e que já foi anunciado nas redes sociais é que Blood Offering fará parte do volume 2 da coletânea Darkness Sets In, da Black Order Productions, do irmão Lord Vlad (Malefactor). Na verdade, serão lançados simultaneamente os volumes 2 e 3 e contam com 22 excelentes bandas do metal baiano.
Vi que neste trabalho houve a participação de outros excelentes músicos, Fabio Maka na guitarra e o renomado Louis (Drearylands e The Cross) na bateria. Você como único membro oficial já pensou em efetivá-los como membros oficiais?
Marcello Paganus Antunes – De fato, o que posso dizer é que são grandes amigos e músicos extremamente gabaritados. Fábio Maka é muito conhecido dentro e fora da Bahia pelo alto nível técnico e pela identidade peculiar do seu trabalho com a guitarra. Além disso possui uma escola de música dedicada não somente à guitarra, mas também outros instrumentos e técnica vocal. Com esse cartão de visitas, podemos imaginar que a agenda dele é bem cheia hahahaha. Louis não apenas está tocando a bateria do Aztlán. Ele também está produzindo o meu trabalho, gravando, mixando e masterizando no estúdio ‘Den Studio’. E isso é muito bom para a cena metal de Salvador, pois ele também vem se destacando na produção de bandas como Drearylands, The Cross, Augustus, etc. Tenho gostado muito de trabalhar com ele e espero poder contar com ele em todas essas atividades. Fábio Maka criou e executou um solo insano para Blood Offering e além dele, haverá outras participações especiais em músicas da banda, enquanto não crio uma formação fixa.
Vão haver possibilidades do Aztlán para apresentações ao vivo?
Marcello Paganus Antunes – A resposta é SIM, em letras garrafais! Vontade eu tenho. Como disse anteriormente, componho pensando sempre como se estivesse no palco. Não acho que seria justo fazer um trabalho de qualidade sem poder executar ao vivo. Minha última apresentação foi em 2005 com a Deformity BR aqui em Salvador. Imagine a fome de shows do rapaz ahahaha! Tenho hoje o desafio de criar uma banda fixa com dois guitarristas e um baterista, pois sempre fiz baixo/vocal. A partir daí é ensaiar e poder bater cabeça com os irmãos do metal.
Você é um multi-instrumentista, músico de um conhecimento soberbo. Neste single você além de fazer os vocais, tocou guitarra, baixo e flauta. Sua vida na música já vem desde muito cedo? Quais outros instrumentos você também toca?
Marcello Paganus Antunes – Soberbo? Eu? Hahah. Éden, me considero mediano em quase todos os instrumentos que você citou. Acredito que o diferencial seja a aptidão para compor. Conheço músicos extraordinários que não compõem. Tive uma infância rica em termos de música. Meu pai comprava tudo o que era lançado em LP (de bom ou ruim hehehe). Lembro que minha irmã ganhou um violão do meu pai em 1990. Ela aprendia cifras enquanto eu me interessava mais em tirar músicas de ouvido ou explorar as cordas mais graves. Cinco anos depois comprei um baixo Giannini Sonic junto com um grande amigo, mas eu já era um metalhead e ficava tirando músicas de LP’s do Metallica e do Black Sabath. Ele percebeu que não iria a lugar algum e acabou me deixando com o instrumento. Isso foi o princípio. Aprendi guitarra quando estava no Martyrdom, para cobrir as ausências do guitarrista Alberto Britto (hahahaha. Ele vai ler isso e vai me matar!) e comecei a me interessar em compor riffs e fraseados. Toco flauta desde 1997 e também criei alguns arranjos para o Martyrdom nos teclados até a entrada de Elimar na banda. Acho que já tinha isso com a música. É mais percepção do que técnica no meu caso.
Na sua carreira você teve a experiência de tocar em bandas de diferentes estilos dentro do Metal Extremo, como Martyrdom, Deformity BR e também teve uma passagem muito importante dando um grande suporte ao Malefactor. Como você vê todas essas experiencias de sua passagem e contribuição para estas bandas?
Marcello Paganus Antunes – Uma coisa é certa: devo tudo a esses caras. Aos atuais e aos ex-membros de todas essas três bandas. Quando entrei no Martyrdom, tínhamos muitas influências de Samael antigo e do Black Metal mais cru e sujo, embora depois eu tenha incluído minhas influências do Black Metal grego. Pouco depois entrei no Deformity BR, o que foi um choque para mim, pois nunca havia tocado Brutal Death Metal antes e a exigência técnica era bem maior, principalmente pelo fato de o ‘beat’ acelerado das músicas demandar maior precisão. Nunca me envolvi no processo de composição da Deformity BR, mas adorava tocar as músicas, principalmente ao vivo. É destruidor! Enfim, foram duas contribuições diferentes para mim como músico. Quanto ao Malefactor, tenho amizade com o Lord Vlad desde 1997 e em pouco tempo conheci o restante da banda. Em 2001 pintou a oportunidade de ser ‘session’ na primeira tour da banda na Europa (The Darkest Tour), na época do lançamento do segundo álbum da banda, The Darkest Throne e sou grato até hoje, pois aprendi muito como músico e como pessoa. Estar na estrada aos 20 anos rodando por seis países da Europa, fazendo contatos valiosos que tenho ainda hoje também não tem preço. Foi uma passagem curta, mas um grande aprendizado.
O Aztlán, como já dissemos, lançou “Blood Offering” em 2018 que ao ouvir já nos perguntamos…. Quando teremos em mãos o Debut Álbum? Pode nos falar se já está trabalhando nisso?
Marcello Paganus Antunes – Com certeza. Apesar de ter divulgado apenas o single nesse momento, estou gravando um álbum completo, que terá entre oito ou nove músicas, todas compostas, necessitando apenas daquela lapidada que fazemos em estúdio mesmo. O álbum está sendo produzido por Louis (Den Studio) e contará com mais participações especiais de irmãos da cena metálica baiana. Em termos financeiros e de disponibilidade estou sozinho, então o processo é um pouco mais devagar, gravando uma música por vez, com todos os elementos que julgo necessários para poder lançar um material de qualidade. Estava programando para esse segundo semestre, mas houve problemas de força maior que causaram um adiamento, mas posso garantir com segurança que o debut será lançado oficialmente.
Vou te fazer uma pergunta que é frequente nas entrevistas que faço aqui. Qual a sua opinião a respeito da cena underground atual?
Marcello Paganus Antunes – Boa pergunta, Éden. Estamos passando por um momento delicado e gradativo, que está se manifestando como uma doença degenerativa na cena. Digo isso, pois há um crescente esvaziamento dos shows, redução no consumo da mídia física, material promocional e um baixo índice de renovação de público. Em Salvador, por exemplo, mesmo incluindo banda gringa como headliner, tenho visto shows com menos de 100 pagantes e normalmente são as mesmas caras que sempre estão nos shows de 10, 15, 20 anos atrás. A questão é que em algum momento houve mais público. E esse mesmo público se renovava com maior intensidade. Sou de Feira de Santana, cidade que fica a 100km de Salvador. Lembro que saíam caravanas para os shows entre essas cidades e para outras cidades do interior da Bahia. O processo gerado com a velocidade da informação com o advento da internet faz com que um garoto assista ao vivo um festival como o Wacken sem precisar sair de casa. Antes nos reuníamos em grupos grandes pra ouvir um LP lançamento na casa de algum amigo e batíamos cabeça e bebíamos até de madrugada. E hoje tudo é descartável. As bandas lançam discos ao mesmo tempo, baixamos tudo, ouvimos tudo ao mesmo tempo e esperamos o próximo lançamento em questão de semanas. Em 2005 fiz um trabalho acadêmico de conclusão de curso sobre os impactos econômicos da pirataria em mp3 no mercado fonográfico brasileiro. Eu já falava sobre processo de vendas online e plataformas digitais pagas, além da redução de preços das mídias físicas como atenuante. O que eu não previa era que a nova geração com consumo totalmente digital seria tão afetada no meio Heavy Metal. O que deixa isso em evidência é o fato de que nosso meio exige frequência em shows, aquisição de materiais de bandas underground, divulgação em zines, etc. Tudo isso faz parte do pacote e é o que diferencia uma pessoa que curte metal em um verdadeiro Metalhead. Temos um grande público ouvinte, mas não atuante. E, sinceramente, Éden, ainda ponho mais um ingrediente na receita. Há alguns anos atrás, um carinha adolescente não podia ir a um show que aparecia gente pra tomar camisa e dar porrada dizendo “você não é real”. Sempre achei isso uma atitude babaca que afastou muitos guris que tinham potencial na cena. Desde os anos 90 eu conheci um negócio chamado radicalismo consciente. Separar o joio do trigo. Mas isso pra mim quer dizer: isolem quem faz mal à cena, principalmente os rip-offs, os produtores escrotos, ladrões e afins infiltrados no metal. Gente mau caráter. Não aquele guri que em 1999 ia pra show undergound com camisa do Pantera ou do Metallica ou ousava se vestir de Darkthrone ou Mayhem. Se fosse falar o que penso aqui, viraria um livro hahaha. De qualquer forma, precisamos sempre discutir essas questões se quisermos continuar com a cena viva e renovada. Registro aqui um importante evento recente ocorrido em Feira de Santana-BA, que foi uma mesa redonda chamada Metal em Pauta, na qual participaram nomes bastante atuantes na cena metálica baiana, debatendo sobre o futuro do cenário underground de nosso Estado. São atitudes como essa que criam conexões, troca de experiências e fortalecimento na cena. Aos que leem essa entrevista, divulguem as bandas, vão aos shows underground, comprem os zines, as demos, os CDs. Incentivem aquele guri que vocês conhecem, seja apresentando materiais de bandas, seja incluindo nas redes sociais e convidando a conhecer o circuito de shows de sua região. Precisamos da cena metal e ela precisa muito de cada um de nós.
Meu amigo de longas datas Marcello “Paganus” Antunes, estou muito grato por você disponibilizar o tempo para esta entrevista, a Roadie Crew sempre estará atenta aos passos do Aztlán e conte sempre conosco… Mixpantzinco!!!
Marcello Paganus Antunes – Eu que tenho de agradecer pela grande oportunidade, Éden. O Aztlán é um trabalho de longa maturação e os frutos estão aparecendo agora. Espero que em breve todos possam bater muita cabeça com hinos de guerra e sacrifício. Convido a todos para seguir meu trabalho em www.facebook.com/aztlanalive e www.instagram.com/aztlanalive e poder acompanhar “La saga del Pueblo Mexica”! Ahmiquizmauhqui noyaz! Sem medo da morte eu irei! Saudações a todos!
Abaixo segue o lyric video de “Blood Offering”, assista e curta este ótimo trabalho do Aztlán:
O guitarrista do OPETH, Fredrik Åkesson confirmou para o ‘FaceCulture’ que a banda iniciou o processo de composição para o sucessor do álbum Sorceress, de 2016. “Estamos muito envolvidos com as demos”, disse ele. “Eu gravei muitos solos até agora. e Mikael [Åkerfeldt, guitarra/vocal] já escreveu quase 12 músicas para o novo álbum, então temos mais material do que suficiente para um álbum. Mas acho que tentaremos terminar pelo menos 15 músicas. Então, esperamos trabalhar em mais ideias de músicas muito em breve”.
De acordo com Åkesson, o OPETH planeja lançar seu 13º álbum de estúdio no primeiro trimestre de 2019. “Não tenho certeza se isso vai acontecer, mas estamos trabalhando para isso, e as composições vão muito bem”, disse ele. “Mikael tem sido muito produtivo nestes últimos… desde janeiro, basicamente. Nós fizemos o último giro de Sorceress em novembro”.
Em relação à direção musical do novo material do OPETH, Fredrik disse: “Comparado aos três últimos álbuns, eu diria que, se eu puder revelar qualquer coisa, este álbum é mais complexo, mais enérgico, e eu acho que vai ser ótimo”.
Sorceress foi lançado em setembro de 2016. Para este álbum, o grupo retornou ao Rockfield Studios no País de Gales, onde também foram gravados alguns dos principais lançamentos do QUEEN, RUSH e JUDAS PRIEST, e onde o OPETH registrou Pale Communion, em 2014, com Tom Dalgety.
Em um coquetel fechado para a imprensa, realizado no último dia 28 de junho, na loja Central Panelaço – de propriedade de João Gordo (Ratos de Porão) -, o grupo paulista Maestrick realizou o lançamento de seu novo álbum. Em um clima descontraído e amistoso, os simpáticos integrantes Fábio Caldeira (vocal e piano), Renato “Montanha” Somera (baixo e vocal), Heitor Matos (bateria e percussão) e o novo tecladista Neemias Teixeira (que já foi vencedor de um concurso promovido por Jordan Rudess do Dream Theater) receberam os profissionais para apresentar “Espresso Della Vita: Solare”. O novo ‘full lenght’ sucede ao debut “Unpuzzle!” (2011) e aos EPs “H.U.C.” (2010) e “Trick Side of Some Songs”, que inclui covers para clássicos dos Beatles, Yes, Pink Floyd, Queen, Rainbow e Jethro Tull – todos estes materiais foram bem aceitos pela crítica nacional e internacional. Nesse segundo álbum, o Maestrick contou com a produção do renomado Adair Daufembach (Project46, John Wayne, Hangar), que se encarregou também de gravar todas as guitarras.
Fábio Caldeira e Renato ‘Montanha’ Somera
“Espresso Della Vita: Solare” é a primeira parte de uma empreitada artística bastante ousada, que será complementada pelo subsequente e já anunciado álbum “Espresso Della Vita: Lunare”. “Conforme (Liév) Tolstói (escritor russo) falava: ‘pra você ser universal, você tem que pintar o seu quintal’. Então, com esse disco tentamos “pintar o nosso quintal”, com coisas que são reais pra gente, com pessoas reais”, disse Caldeira sobre à intenção da banda em lançar esses álbuns. O conceito, bastante instigante e complexo, diga-se, fala da experiência da vida humana por meio de metáfora baseada em uma viagem de trem que dura um dia inteiro, a qual só é possível saber o horário e o local de embarque. Dali até o desembarque tudo é uma incógnita, em que não é sabido nem ao menos o tempo de duração dessa jornada sem destino. “O “… Solare” fala das doze primeiras horas do dia, depois iremos gravar o “…Lunare”, que falará das doze horas da noite”, explicou o vocalista. “Dentro dessas doze horas, nós dividimos cada disco em três movimentos, pois a vida não se faz só de momentos bons. Fizemos, então, uma referência sutil à “Divina Comédia” (obra escrita pelo italiano Dante Alighieri no século XIV), em que as quatro primeiras músicas são temas felizes como a infância e representam o Paraíso, as quatro do meio o Purgatório e as quatro últimas o Inferno. Já o disco “… Lunare” vai começar pelo Inferno, passa pelo Purgatório e suas quatro últimas músicas falarão do Paraíso, formando um relógio de 24 horas”, complementou.
Maestrick e a artista plástica Juh Leidl
Musicalmente, “Espresso Della Vita: Solare” se mostra um álbum bastante rico em detalhes e arranjos, com direito a orquestrações, corais, uso de instrumentos dos mais variados, letras cantadas em inglês, em português e até em espanhol, referências da música regional brasileira, além da participação de diversos convidados. “Quisemos trabalhar o máximo possível em cima dos detalhes. Minha avó (Rosecler Aparecida Neves Caldeira) canta em uma música do disco (“Penitência”), meu avô (Eduardo Caldeira) fez uma narração em uma música (“Hijos de la Tierra”), tivemos músicos da América Latina… Todas as pessoas que participaram têm contato com a gente. A Cinthia Santibañes, que é uma cantora chilena, cantou comigo em uma das músicas (“Hijos de la Tierra”), tivemos flautista, percussionista erudito, um coro de mais de trinta vozes, uma orquestra de cordas, várias pessoas que tocaram ukulele, banjo, dobro, viola caipira, berrante, percussão afro-brasileira e latina…”, detalhou o frontman. E tão merecedora de elogios quanto a musicalidade de “Espresso Della Vita: Solare” é a sua condizente arte gráfica, um trabalho muito bonito, sublime e sofisticado, assinado pela artista Juh Leidl, que estava presente no evento e que tem em seu currículo exposições realizadas em galerias dos Estados Unidos e da Itália.
Dias após o coquetel de lançamento do álbum, Fábio Caldeira atendeu a ROADIE CREW para falarmos mais a respeito da temática que envolve os dois projetos conceituais, “Espresso Della Vita: Solare” e “Espresso Della Vita: Lunare”. O músico confirmou o que captamos do conceito, o qual, em nossa interpretação, abre margem à uma mensagem de reflexão ao ouvinte, sobre o fato de a vida ser curta e termos de aproveitar o máximo possível as ocasiões e as surpresas que ela nos reserva, incluindo os obstáculos que surgem em nosso destino: “Sem dúvida! É um dos motivos de termos dado tanta atenção a cada detalhe de cada música. Precisamos valorizar cada momento que vivemos, estando presentes e respeitando sempre todas as pessoas de todos os vagões. Como a própria “I Am Living” fala na letra: “Tem um senhor que acredita em milagres / sentado do lado de um outro sem crença alguma…”. Nós precisamos conviver com as diferenças e respeitá-las, porque não sabemos o que será de nós.”, concluiu o vocalista.
Com “Espresso Della Vita: Solare”, o nome do Maestrick, que desponta como uma das gratas surpresas do heavy/prog nacional, começa a ganhar maior projeção no exterior. O álbum, que já está disponível em formato físico (digipack) e nas plataformas digitais, vem sendo bem avaliado por veículos internacionais, como aconteceu, por exemplo, na lendária revista japonesa Burnn!, que lhe deu nota expressiva (86/100). Poucos dias antes de ter sido lançado no Brasil, o novo álbum do Maestrick chegou ao mercado asiático através da major Marquee/Avalon, a maior do ramo no Japão, e com a qual o grupo de São José do Rio Preto assinou contrato de cinco anos. Esses bons fluídos serão importantes para a banda, que após dois shows oficiais de lançamento, um elétrico e outro acústico, que serão divulgados em breve, embarcará em outubro para uma turnê europeia de divulgação de “Espresso Della Vita: Solare”, sendo duas datas na Rússia e outras dez em diferentes países do Velho Continente. Para estes shows, Fábio Caldeira contou à ROADIE CREW como o Maestrick fará em relação à guitarra, já que ainda não anunciou um integrante fixo para a função: “Os shows que fizermos até o final do ano serão com um guitarrista convidado, que já está ensaiando conosco. Preferimos que seja assim, sem pressa dessa vez, porque um anúncio é algo muito sério e que envolve muitas coisas”, concluiu.
No dia 10 de agosto, a banda alemã VAN CANTO lançará o seu sétimo álbum de estúdio, Trust in Rust, via Napalm Records. O videoclipe oficial para o novo single do grupo, Melody, pode ser visto abaixo.
O VAN CANTO comenta: “Melody expressa o que o VAN CANTO significa para os membros da banda: muitas vozes, mudanças dinâmicas e bateria, uma mensagem positiva e muitas melodias que, esperamos, serão acompanhadas por nossos fãs quando tocarmos ao vivo. “
Desde 2006, eles vez trazendo o poder do vocal puro para o mundo do metal. Agora composto por sete membros, Trust In Rust do VAN VANTO cobre uma ampla gama de estilos, do melódico ao bombástico, mostrando toque típico da banda em baladas, no hard rock e nos hinos do speed metal. As versões cover, desde Ride The Sky do HELLOWEEN (com a participação de Kai Hansen do HELLOWEEN e GAMMA RAY) até Hells Bells do AC/DC, dão aos ouvintes uma visão completamente nova da banda vocal. O som de Trust In Rust reflete as experiências variadas do VAN CANTO na estrada, com poder ininterrupto e paixão pela voz humana em heavy metal.
O VAN VANTO comenta sobre o novo álbum: “Se você lança sete álbuns em 12 anos, você não conseguirá enferrujar. No entanto, o novo álbum é mais áspero e mais metal. É um trabalho composto por todos os sete membros da banda, cheios de novas ideias mas sem perder o bom e velho estilo VAN CANTO. Ainda estamos animados com o que estamos fazendo e acreditamos em nós mesmos – Trust in Rust!”
Uma das bandas mais tradicionais do Black Metal mundial, os belgas do Enthroned se apresentam no festival Setembro Negro, que acontece nos dias 29 e 30/09, e também contará com as bandas Aeternus, Morbid Saint, Schirenc Plays Pungent Stench, Purgatory, Human Atrocity, Vulcano, At The Gates, Manger Cadavre?, Wolfbrigade, Amen Corner, Infested Blood, Decomposed God, Taake, Razor e Coven.
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Formado em 1993, em Brussels na Bélgica, o Enthroned logo caiu nas graças dos fãs de Black Metal do mundo inteiro, devido ao seu som brutal e ríspido.
A discografia do Enthroned contém 10 álbuns e 2 EP’s. “Soreveigns” é o mais recente, lançado em 2014. “Prophecies of Pagan Fire” (95), “Towards the Skullthrone of Satan” (97) e “The Apocalypse Manifesto” (99), logo se tornaram grandes clássicos do gênero.
O Enthroned é formado por Nornagest (vocal), Neraath (guitarra), Norgaath (baixo), Shagãl (guitarra) e Menthor (bateria).
Após uma ótima receptividade com o single “Deceived”, que marca o retorno do grupo gaúcho CARCINOSI às atividades, agora é a vez da nova formação encarar os palcos. Mantendo o formato original como um trio, Tiago Vargas (baixo e vocal), Bruno Petter (guitarra) e Alysson dos Santos (bateria) farão um apanhado geral nos mais de 20 anos de história do grupo porto-alegrense, revisitando sons das demos “Hyperdimension” (1997) e “Transfigured in Cancerous Atrocities” (1998), ao lado de material inédito.
“Deceived”, conforme explicou Tiago, foi originalmente criada em 1997 e consta na primeira demo da banda, e acabou sendo regravada por ser um som que define a identidade sonora do CARCINOSI fundamentada desde os idos de 1996. “Ao resgatar essa primeira versão percebeu-se que ela poderia e deveria ser melhorada. Isso foi feito de uma forma muito bem pensada, dentro do propósito da banda, em manter o desafio constante de inovar musicalmente e ao mesmo tempo conservar as origens do Death Metal.”.
O CARCINOSI surgiu numa época de efervescência no Metal gaúcho, num boom do Death Metal que acabou revelando Blessed (que logo depois mudou o nome para Rebaelliun), Nephasth (anteriormente conhecido como Interior Soul), Malediction, Necropsia, Abominattion (ex-Anesthesia), Mental Horror, e muitas outras bandas, dando uma cara única para o Death Metal gaúcho. Algo comparado às cenas da Flórida (EUA) e Gotemburgo (Suécia). Personagem bastante ativo desde daquela época, Tiago concorda com a comparação: “Assim como em SP e MG, no Rio Grande
do Sul também se instituiu um grande polo de bandas de extrema qualidade sonora. As bandas da geração desta época buscavam extrema excelência. O que possibilitou a criação de
um cenário musical muito forte no Rio Grande Sul. E tivemos aqui, com muito orgulho, a melhor escola Death Metal: O Krisiun. Inspiração e grande influência, que vai desde aquela época até os dias de hoje.”.
A primeira data dos giros está marcada para o dia 22/07 ao lado das bandas Losna e Khrophus, no Anexo 231 em Porto Alegre, e no dia 05/05 dividirão o palco com Nonconformity, Rotten Filthy, Outra Providência, Ossos e Kombativos Subversivos no Metal VS Frio IV no Signos Pub Rock em Porto Alegre.
Os Doom Metalers do Erasy lançarão oficialmente no dia 31 de Agosto o seu mais novo trabalho chamado “Under The Moonlight” que virá em um belíssimo 7”EP. Para realização deste trabalho a banda assinou com o selo norte americano Doom Stew Records.
Este 7”EP trarão 2 músicas inéditas e muito bem produzidas, a bela capa foi feito pelo excelente artista gráfico Hugo Silva (Abecrombie INK.).
Pra quem tiver interesse em adquirir este artefato entre em contato com a banda através do facebook, a pré-venda já está disponível. Corra pois serão apenas 200 cópias para todo território nacional. E para quem quiser conhecer mais trabalhos gráficos do artista Hugo Silva visite o Instagram através do link abaixo.