Categoria: Roadie News

  • STEVE TUCKER: “A opinião dos outros nunca importou para o MORBID ANGEL”

    STEVE TUCKER: “A opinião dos outros nunca importou para o MORBID ANGEL”

    Jake Patton, do Wani do Metal, realizou recentemente uma entrevista com o baixista/vocalista Steve Tucker do MORBID ANGEL. Entre outros assuntos, o vocalista comentou a reação negativa dos fãs ao disco de 2011 do grupo, Illud Divinum Insanus. Confira:

    Perguntado se a resposta negativa ao álbum Illud Divinum Insanus de 2011 deixou o MORBID ANGEL com certo temor em experimentar novas sonoridades no último trabalho da banda, Kingdoms Disdained (2017), Tucker respondeu: “Não, cara. Eu acho que o MORBID ANGEL sempre foi uma banda que experimenta. Acho que uma das coisas que diferenciaram o MORBID ANGEL desde o início, é que a MORBID ANGEL sempre foi uma banda que, quando um novo álbum sai – cada vez e todas as vezes – é sempre um choque para as pessoas, pois sempre é um álbum diferente. Penso que o último álbum Illud Divinum Insanus teve uma mudança muito mais drástica do que o normal. Mas ainda é sempre death metal, há apenas um novo tipo de vibração. Eu ainda não li, de verdade, qualquer comentário ou qualquer coisa sobre ele – eu nunca faço isso. Então, de verdade, a influência das opiniões de outras pessoas, cara, nunca foi um grande problema no MORBID ANGEL. É por isso que contamos com álbuns tão diversos. Eu acho que é realmente tudo uma combinação da vibração do momento e as pessoas envolvidas. Em Domination (1995), a combinação de David Vincent [vocal/baixo] e Erik Rutan [guitarra] juntos de Trey Azagthoth [guitarra] e Pete Sandoval [bateria], resultou em uma coisa. E então Formulas Fatal To The Flesh (1998) foi um álbum completamente diferente. Quer dizer, é um monstro completamente diferente, porque a química envolvida é completamente diferente. E eu penso o mesmo com Illud e Kingdoms Disdained; Eu acho que a química das pessoas envolvidas é simplesmente diferente e, portanto, o resultado é diferente”.

    Kingdoms Disdained foi lançado no dia 1 de dezembro. O disco foi gravado no Mana Studios em São Petersburgo, Flórida e produzido pelo MORBID ANGEL com Erik Rutan (CANNIBAL CORPSE, HATE ETERNAL, SIX FEET UNDER, BELPHEGOR).

  • 70000 TONS OF METAL – A cobertura

    70000 TONS OF METAL – A cobertura

    Por Chris Alo  –  Fotos: Makila Crowley Eu adoro mashups (N.T.: quando se mistura duas coisas, em geral músicas, aparentemente inconciliáveis). Principalmente quando essa prática invade o território do heavy metal. É algo ao mesmo tempo estranho e instigante quando um DJ mistura duas músicas vindas de mundos completamente diferentes para criar algo novo. Como, por exemplo, fundir o vocal de Debbie Harry (Blondie) em Call Me com Phantom of the Opera, do Iron Maiden. Tem tudo pra dar errado, mas funciona e o resultado é bem divertido. E é exatamente assim que me senti sobre o 70,000 Tons of Metal Cruise. É um formato europeu de festival de metal, com cerca de sessenta artistas num luxuoso cruzeiro com destino ao Caribe, com mais de três mil headbangers a bordo, vindos de 75 diferentes países. É um negócio maluco, aparentemente impossível de dar certo, mas no fim das contas é uma experiência daquelas pra levar pelo resto da vida.
    Sepultura
    Eu e minha esposa Denise já tínhamos feito três desses cruzeiros, incluindo a primeira edição do 70,000 Tons of Metal, em 2011. Hoje os navios são maiores e as bandas também, mas fora isso pouco mudou. É uma imensa festa flutuante que dura quatro dias e a programação foi bem semelhante à das edições anteriores. O primeiro dia é dedicado principalmente ao embarque, então os shows começam mais tarde. Já o segundo dia é uma jornada de nada menos que vinte horas de música. No terceiro dia você acorda na ilha que era o destino da viagem, então não há muitas apresentações. Mas último dia volta a ter show atrás de show, mais vinte horas de música. O navio sai de Fort Lauderdale, na Flórida, e longas filas se formam no porto. Mas tudo é tremendamente bem organizado. A ansiedade antes de ingressar no navio é quase elétrica e quando você finalmente entra no The Independence of the Seas a emoção é de tirar o fôlego. É todo grandioso lá dentro, dos lustres pendurados nos tetos abobadados incrivelmente altos até as escadarias com corrimões dourados. É realmente impressionante. E fica inevitável pensar: será que esse ambiente luxuoso é de fato o ideal para se ouvir músicas como I Cum Blood (Cannibal Corpse) ou Fucked by Satan (Goatwhore)? Tem tudo para ser uma experiência no mínimo bizarra. Mas, enfim, a palavra é mashup… Mille, meu amigo Como é de hábito quando você faz um cruzeiro, uma vez lá dentro a primeira providência é procurar algo para comer. Havia um enorme bufê à disposição dos passageiros e logo que me servi e me acomodei, percebi que estava ao lado de ninguém menos que Mille Petrozza, vocalista do Kreator. Meu primeiro impulso foi falar com ele e logo lembrei olhando seu prato que ele é vegano. Mas em seguida pensei melhor e resolvi deixá-lo comer em paz com seus amigos.
    Exciter
    Tudo bem, não falei com Mille, mas isso não queria dizer que não ia encontrar com outros rockstars. Em outras idas ao restaurante ao longo da viagem, conversei com Snake (Voivod) e L. Ben Falgoust II (Goatwhore). Também perdi as contas da quantidade de vezes que cruzei com Schmier (Destruction). E fica a dúvida: se ele come tantas vezes ao dia quanto eu, como consegue permanecer tão magro? Enfim, essa possibilidade de encontrar com vários de seus músicos favoritos é uma das grandes vantagens do 70,000 Tons of Metal. Não há bastidores, nem camarins para os músicos se aprontarem, muito menos área VIP. Os músicos são passageiros como você durante toda a viagem. Então, chega uma hora em que você até acostuma a cruzar com músicos do Korpiklaani ou com o vocalista do Dark Tranquility ao longo dos quatro dias de viagem, o que te possibilita tirar uma foto ou até dividir uma cerveja com eles. Que venha o metal! Sim, havia muito que comer e beber, mas não podemos esquecer nossa prioridade: a música. A primeira banda que eu vi foi o Primal Fear no palco Studio B. Começando o set com Final Embrace, os alemães se mostraram cheios de energia e a galera entrou no clima do show logo de cara. O local, em estilo de anfiteatro, tinha 760 cadeiras e espaço para mais algumas centenas em pé – e todos estavam se divertindo a valer com o Primal Fear, que pareceu a banda perfeita para dar início aos trabalhos. O vocalista Ralf Scheepers aparentemente não deixou de ir um dia sequer à academia desde a última vez em que o vi – o cara está realmente forte!
    Destruction
    Seus conterrâneos do Destruction foram os próximos a se apresentar no Studio B e o clima não arrefeceu. Começando com Curse the Gods, o power trio mostrou que seu thrash metal continua soando fantástico. Só que eles só eram vistos quando alguém tirava uma foto com flash porque, por algum motivo, quem estava cuidando da iluminação deixou a banda o tempo todo numa penumbra avermelhada, eventualmente ligando uma luz estroboscópica. Ou seja, ficava difícil ver a banda – um completo contraste com o Primal Fear, que ficou o tempo todo sob as luzes. E isso se tornou uma espécie de padrão para todas as bandas de thrash, black ou death metal – todas foram mal iluminadas. Quem pagou pelo ingresso queria ouvir e ver a banda e espero que isso seja corrigido no futuro. Esse foi um dos pequenos problemas que não deixaram a viagem ser absolutamente perfeita. Encerrado o show do Destruction, houve um intervalo de quinze minutos antes da apresentação do Kreator, que aconteceu no Alhambra Theatre, um espaço enorme, com três andares e assentos para mais de duas mil pessoas. Mesmo assim, tinha muito mais gente que isso – parecíamos sardinhas em lata! E o lugar veio abaixo assim que a banda começou com Phantom Antichrist e Hordes of Chaos. À medida em que Mille & Cia. desenvolviam seu set, dava para perceber a energia emanando no lugar. E não era apenas uma banda fazendo seu trabalho, já que dava pra sentir o balanço do navio sob nossos pés. No mud! E foi assim que passei minhas férias de inverno: correndo por um navio lotado atrás das próximas atrações. Peguei um pedaço do show do Benediction, comi algo rapidamente no bufê e desabei escada abaixo para chegar a tempo de ver o Metal Church. Só que, ao contrário de um festival open air como Wacken ou Hellfest, se quiser você pode relaxar num dos decks e tomar uma bebida à beira da piscina. O Independence of the Seas tem nada menos que trinta bares a bordo – melhor de tudo, eles nunca fecham! E eu juro: em absolutamente todas as vezes em que dei uma passada pelo Schooner Bar para pegar uma bebida antes de voar para o show seguinte, os caras do Cannibal Corpse estavam lá, conversando e bebendo com os fãs. Como eu disse, se você quer ter a experiência de estar num verdadeiro festival de metal sem o desconforto que isso normalmente representa, esse é o lugar certo. Não vai ter que pisar em lama ou urina, comer cachorro-quente o tempo todo ou ficar fedendo suor. No fim do dia, você tem uma cabine quatro estrelas esperando você, um chuveiro quente e comida de qualidade. Isso sem mencionar as piscinas, o cassino a bordo, o serviço de quatro e muito mais.
    Dark Tranquillity
    Talvez isso ajude a deixar o clima tão amistoso e agradável a bordo. Durante todos os dias, a atmosfera foi simplesmente maravilhosa, até difícil de descrever. É um navio com milhares de pessoas de dezenas de países diferentes. Mas você não vê um clima ruim, assuntos como política ou religião ficam em terra firme e todo mundo tinha apenas uma preocupação: se divertir. Todos comungavam um mesmo intuito, que era curtir heavy metal. Pra deixar tudo melhor, os membros da tripulação se mostravam extremamente simpáticos e solícitos o tempo todo. Pode soar como um clichê, mas não era um navio com três mil estranhos, mas com três mil fãs que nunca haviam se encontrado antes. Será que era isso mesmo? Ou será que era o álcool funcionando? Praia e mais shows Quando chegamos ao nosso destino, você acorda se dando conta de que o navio está ancorado na ilha de Grand Turk, que é a capital das Ilhas Turcas e Caicos (N.T.: território britânico ultramarino localizado no Caribe). Há vários passeios para se fazer por lá – incluindo um encontro casual com os caras do Messhuggah na praia. Tudo bem que a ideia de mergulhar com alguns de seus ídolos pode parecer uma ideia sensacional, mas depois de três dias de muita bebida, comida e heavy metal, preferi ficar sentado naquela praia maravilhosa, admirando o mar de águas transparentes e tomando minha piña colada, enquanto observava o pessoal do Enslaved e do Witchery passeando sob o sol inclemente com suas peles absolutamente brancas. No fim das contas, acho que meu dia favorito da viagem foi o último, quando fiquei um bom tempo aproveitando o sol perto do palco da piscina – que era o maior palco já construído dentro de um navio. Poder ver a reunião do power trio canadense Exciter com a banda tocando Pounding Metal e Long Live the Loud numa manhã ensolarada foi algo que beirou o inacreditável. Após mais algumas cervejas, assistir o Leaves’ Eyes foi perfeito para que o sangue voltasse a correr em velocidade normal nas veias. Foi a primeira vez que vi Elina Siirala à frente da banda e deu para ver que músicas como músicas novas, a exemplo de Dragonhead e Across the Sea, mantêm a tradição do grupo.
    Primal Fear
    Bateu a fome e lá fomos nós novamente ao restaurante. Mais uma vez, trombei com o pessoal do Korpiklaani – e, eu juro, parecia que eles eram uns doze e nenhum deles trocou de roupa durante os quatro dias do cruzeiro! Devidamente alimentado, foi o momento de conferir um show repleto de energia dos suecos do Sabaton. Mais tarde, uma corrida escadas acima para assistir à última apresentação do Kreator. O set dos alemães no último dia foi tão furioso quanto o primeiro. Na verdade, foi até melhor, já que eles incluíram alguns clássicos como Awakening of the Gods e Total Death, mas eu já estava entregando os pontos. Quatro dias de muita comida e bebida, dormindo tarde e acordando cedo e correndo pelo navio atrás dos shows acabou com minha resistência. Assim que o Kreator encerrou seu set com Pleasure to Kill, minha mente me dizia para esticar a noite na festa de heavy metal karaokê, mas meu corpo implorava para ir para a cama. O corpo ganhou. Eu poderia falar muito sobre o quanto estava exausto, mas também sobre o quão estimulante foi essa versão do 70,000 Tons of Metal Cruise. É um evento único sob qualquer aspecto que você o analise e algo que todo mundo precisa experimentar ao menos uma vez na vida. Janeiro de 2019 nem está tão longe assim, então se sua ideia é fazer uma viagem para não esquecer pelo resto da vida (dessa vez com uma parada em Labadee, no Haiti, também no Caribe), comece a juntar seu suado dinheiro desde já. Site oficial – https://70000tons.com/ Pacotes com a Roadie Crew – escreva para [email protected] 

  • Confira trecho do show ‘secreto’ do AT THE GATES

    Confira trecho do show ‘secreto’ do AT THE GATES

    Um dos grandes pioneiros do death metal melódicos da Suécia, o  AT THE GATES fez um show “secreto” em 2 de março no Bastard Club em Osnabrück, na Alemanha. Um documentário de três minutos sobre o show, que também contou com a banda THE BURNING DARKNESS, pode ser visto abaixo.

    O novo álbum do AT THE GATES, intitulado To Drink From The Night Itself, será lançado no dia 18 de maio via Century Media. Produzido ao lado do britânico Russ Russell (AMORPHIS, NAPALM DEATHTHE HAUNTEDDIMMU BORGIRSAMAEL) no Parlour Studios de Kettering na Inglaterra, o sucessor de At War With Reality(2014) contará com arte conceitual criada por Costin Chioreanu, proprietário da Twilight 13 Media, e que já trabalhou ao lado de bandas como ARCTURUSCARACH ANGRENENSLAVEDDARKTHRONE e muitos outros, além de ter assinado também a arte do disco anterior do AT THE GATES.

    O vocalista Tomas Lindberg comenta:

    “Mais uma vez foi um prazer absoluto trabalhar em parceria criativa com Costin. Nós tivemos muitas ideias para o que queríamos fazer com a arte desta vez. Em geral elas estavam, nenhuma surpresa, relacionadas com o conceito geral do álbum. O que é ótimo com Costin é que ele entende a banda. Ele sabe o que somos e de onde viemos. E eu e ele também temos uma forte conexão artística”.

    “Eu nunca conheci ninguém que se mergulha tão profundamente no mundo das minhas letras e conceitos”, continuou Tomas. “Quando escrevi para ele pela primeira vez descrevendo minhas ideias, fiquei preocupado com o fato de minhas observações serem talvez muito longas e muito confusas, apenas para voltar com uma resposta também longa e muito inspirada…”

    “A inspiração para a capa atual foi tirada do Altar de Pergamon, exibido no museu de Pergamon em Berlim. É claro que está intimamente ligado ao conceito em que todo o álbum é baseado, falarei mais sobre isso mais tarde. Mas vou lançar um nome para os interessados, Peter Weiss.

    “Eu mal posso esperar para ter todo o álbum em minhas mãos, pois esta é apenas uma das muitas obras fantásticas que Costin criou para nós em To Drink From The Night Itself…”

  • Lenda do death metal de Nova York SKINLESS anuncia novo álbum

    Lenda do death metal de Nova York SKINLESS anuncia novo álbum

    Um dos principais nomes da cena death metal de Nova York, o SKINLESS está de volta com seu sexto álbum de estúdio, intitulado Savagery. Gravado por Tom Case no Doomsday Bunker Studio em Nova York e por Dave Otero (PRIMITIVE MAN, CATTLE DECAPITATION, CEPHALIC CARNAGE) no Flatline Audio no Colorado, Savagery traz consigo dez machadadas nas vísceras, e dejetos sonoros espalhados em seus 37 minutos do mais puro, maldito e execrável death metal old school. Savagery promete ser o topo da carreira do SKINLESS, que hoje dispõe de mais de 25 anos de reinado intocável no terror do death metal estadunidense, e vem malditamente acondicionado em um uma embalagem que destaca a arte doentia do renomado artista de tatuagem Jesse Levitt.

    Você pode conferir a faixa título, Savagery logo abaixo.

    Savagery será lançado no dia 11 de maio em CD, LP e formatos digitais via Relapse Records. Os pacotes físicos estão disponíveis via Relapse.com e todos os serviços de download / stream digital.

  • Nervous Breakdown: Hardcore & Punk #2 [THE GERMS]

    Nervous Breakdown: Hardcore & Punk #2 [THE GERMS]

    Poucas bandas precisaram de tão pouco tempo de música para se tornar tão bem sucedidos quanto é o caso dos norte-americanos do THE GERMS. E o início não foge muito daquele que conhecemos de tantos outros atos punks ao redor do globo: após a expulsão de Darby Crash (Jan Paul Beahm) e Pat Smear (Georg Ruthemberg) da University High School (ou “Uni”, como é popularmente conhecida) por ‘comportamento antissocial’ – alegadamente por usufruírem de ‘controle mental’ sobre os outros estudantes – não tardou para que a dupla assumisse os vocais e a guitarra (respectivamente) em uma recém fundada nova banda, o Sophistifuck and the Revlon Spam Queens. Segundo reza a lenda, a dupla abandonou esse ‘belíssimo’ nome logo que perceberam que nunca conseguiriam colocar todas essas letras em uma camiseta. Já em 1977 o caos começava a tomar proporções mais sérias com a entrada da baixista Lorna Doom (Teresa Ryan), enquanto o posto de baterista ainda permanecia o problema central da formação.

    O primeiro single, Forming chegou ainda em 1977, e é considerado por muitos como o primeiro disco de punk verdadeiro lançado por uma banda de Los Angeles, o que em pouco ou nada mascara toda a precariedade com que o registro foi gravado. E quem liga? Com o trio acima mencionado e a baterista Donna Rhia (Becky Barton) dando uma mãozinha,  os meros três minutos e seis segundos da faixa foram encarados com estrondo desde o lançamento, e ainda hoje são dignos de grande apreciação não apenas dispensada pela mídia especializada, mas pelos fãs, que se recusam a deixar esse primeiro hino dos GERMS cair no poço do esquecimento.

    Mas isso ainda era pouco. Pouquíssimo. Todo aquele papo de comportamento antissocial e principalmente o tal ‘controle mental’ era algo grande demais para Crash e Smear deixarem de lado. Pensando bem, aquilo era um excelente tema para uma canção, só precisava da motivação certa. E não demorou para as peças se encaixarem.

    Já no ano seguinte, 1978, o GERMS estava de volta, com apenas umas poucas mudanças. O vocalista, Jan Paul Beahm, que no single anterior havia aparecido sob o pseudônimo Bobby Pin, agora assumia de vez aquele pelo qual se tornaria icônico, Darby Crash. A bateria, antes ocupada por Donna Rhia, era agora esmurrada por Nicky Beat, que você passou a conhecer melhor alguns anos depois sob o nome Nickey Alexander, baterista do debut da banda de hard rock de Los Angeles L.A. Guns. De resto, estavam lá Pat Smear (guitarra) e Lorna Doom (baixo), time que seria responsável pelo maior clássico de toda a carreira do grupo, o EP de três faixas Lexicon Devil.

    Para encenar a sua peça de maior triunfo, o vocalista Darby Crash ofereceu uma perturbadora visão em primeira pessoa de um dos mais tirânicos líderes mundiais já vistos, Adolf Hitler, que ganhava voz em versos de comando e torpor cantados na voz rouca e doentia de Crash. O agora inocente ‘controle mental’ de que fora acusado quando estudante era levado ao extremo na persona de um sedutor e maníaco líder mundial, que enganou o seu próprio povo em busca de seus objetivos sórdidos: “eu sou um diabo léxico  com o cérebro maltratado”, cantava Crash na faixa título que abre o disco, “o mundo é o meu objetivo, então dê-me sua mão, dê-me sua mente”, ele clamava de forma repetitiva, quase hipnótica. “Eu quero soldadinhos de brinquedo que possa manipular, eu quero encrenqueiros armados para tomar os clubes”, ele dizia, em uma analogia histórica tão perfeita que assusta.

    A abertura com Lexicon Devil já seria todo o necessário para colocar o GERMS no hall dos monstros sagrados da música punk, mas o EP ainda trazia outras duas canções, Circle One e No God, todas juntas totalizando os menos de seis minutos deste EP histórico.

    Darby Crash não viveu para ver o triunfo soberbo de sua obra, pois cometeu suicídio no dia 7 de dezembro de 1980, aos 22 anos de idade. Talvez o mundo cada vez mais afoito para se jogar novamente nos braços de um diabo léxico tenha sido demais para o vocalista e compositor. Mal sabia ele que quarenta anos depois, as pessoas estariam se perguntando se Hitler era de direita ou de esquerda, ao invés de se preocupar em não cair na conversa sedutora de messias políticos de ambos os lados…

  • FIVE FINGER DEATH PUNCH divulga informações da pré-venda do seu novo álbum

    FIVE FINGER DEATH PUNCH divulga informações da pré-venda do seu novo álbum

    O FIVE FINGER DEATH PUNCH lançará o seu sétimo álbum completo de estúdio, And Justice For None, em 18 de maio. O álbum físico já está disponível para pré-venda nos seguintes formatos: CD padrão (13 faixas), CD deluxe (13 faixas + 3 faixas-bônus + arte deluxe), vinil (13 faixas + 3 faixas-bônus + arte de luxo). A banda também oferece aos fãs uma variedade de novos pacotes de CD + merchandise. A pré-venda do álbum digital para And Justice For None será lançado em 6 de abril. Os fãs que adquirirem o novo álbum na pré-venda também receberão um código de ingresso exclusivo para a América do Norte para uma das 32 datas da recém anunciada turnê norte-americana, que contará com o BREAKING BENJAMIN.

    Tracklist da edição regular de And Justice For None:
    1. Fake
    2. Top Of The World
    3. Sham Pain
    4. Blue On Black
    5. Fire In The Hole
    6. I Refuse
    7. It Doesn’t Matter
    8. When The Seasons Change
    9. Stuck In My Ways
    10. Rock Bottom
    11. Gone Away
    12. Bloody
    13. Will The Sun Ever Rise
  • CREMATORY ameaça aposentaria caso “fãs preguiçosos” não comparecerem aos shows

    CREMATORY ameaça aposentaria caso “fãs preguiçosos” não comparecerem aos shows

    A banda alemã de gothic metal CREMATORY chamou a atenção com uma postagem um tanto quanto curiosa em sua página no facebook. Nela, a banda chama seus fãs de ‘preguiçosos’, e ainda ameaça o encerramento das atividades da banda caso os fãs não compareçam aos shows e comprem o novo álbum Oblivion, que tem lançamento marcado para o dia 13 de abril. Confira:

    “O fim do CREMATORY? Oblivion será o último álbum de estúdio, e a turnê em maio, o final?

    “O novo álbum de estúdio da CREMATORY, Oblivion, será lançado na sexta-feira, 13 de abril de 2018. Estamos planejando promover o álbum com uma turnê, que começará em 27 de abril de 2018 e continuará durante todo o mês de maio na Alemanha. Isso só acontecerá se vocês fãs levantarem seus rabos preguiçosos e começarem a comprar os ingressos para os shows anunciados. As pré-vendas são horríveis e cancelaremos a turnê completamente se os números não aumentarem radicalmente.

    “O mais importante é que você compre nosso novo disco em CD ou vinil duplo, pois quando eu olho para nossas estatísticas de vendas, eu poderia começar a vomitar! Hoje nós vendemos muito mais downloads e streams do que o produto original, e esta será a morte de todas as bandas, porque você quase não ganha dinheiro a partir desta merda em comparação ao que consegue levantar com o CD. Então, de fato, uma banda dificilmente ganhará dinheiro suficiente para colocar um bom álbum no mercado.

    “O pior é que a transmissão no iTunes, Spotify, Deezer, Napster e todas as outras plataformas de merda não pagam nada para a banda. Nosso último álbum, Monument, teve 1,5 milhão de streams e não vendemos nem 1% disso em vinil ou CD’s originais.

    “Isso não pode continuar assim! Não é apenas o CREMATORY quem está sofrendo com tudo isso, mas só nós temos bolas para nos defender e dizer a verdade. Acordem, metalheads, e comecem a honrar o valor da música de verdade e voltem a comprar os produtos. Nós não queremos música apenas sendo armazenados em HD’s, USB’s e cartões SD em qualidade de MP3 miserável.

    “Esperamos que vocês entendam o quanto isso é importante para nós, porque lhe daremos algo especial com o novo álbum, Oblivion, então, pense duas vezes antes de comprar o download de merda ou o steam ainda pior.

    “Todo CD e LP vem com um vale de mercadorias de € 10 que você pode usar em nossos shows ou em nossa loja no site do CREMATORY. Isso faz com que cada CD ou LP incluindo o vale seja ainda mais barato do que um download e você obtém um ótimo digipack com livreto, letras, fotos e poster.

    “Então, por favor, queridos fãs, comprem CDs e LPs e esqueçam os downloads, porque, de outra forma, não haverá outro álbum do CREMATORY. Não faça de Oblivion o álbum final e nos dê seu apoio na tour. Comecem a comprar os ingressos agora, então poderemos ter ótimos shows juntos. Mesmo depois de 27 anos de CREMATORY, ainda estamos com fome para continuar, mas tudo isso está em suas mãos.

    Acredite em você e especialmente em CREMATORY!”

    Markus Jüllich
  • ORPHANED LAND: documentário “All Is One” do Rockpalast está disponível online

    ORPHANED LAND: documentário “All Is One” do Rockpalast está disponível online

    O programa de TV alemão “Rockpalast” produziu um documentário de uma hora intitulado All Is One, sobre a banda de metal progressivo israelense ORPHANED LAND. O filme, que contém imagens de show do ORPHANED LAND e CARCASS (que têm uma aparição no documentário), pode ser visto abaixo.

    All Is One é mais do que o nome de um dos álbuns do ORPHANED LAND, é a filosofia do quinteto, alegando que os três grandes grupos religiosos – cristãos, muçulmanos e judeus – provêm da mesma origem. Os cineastas alemães Ingo Schmoll e Conny Schiffbauer visitaram Israel para trilhar o caminho da banda e obter uma visão pessoal da vida dos músicos, visitando os membros da banda em casa, conhecendo suas famílias e aprendendo sobre sua rotina diária.

    “No documentário, tentamos levar ao público algo além das intermináveis ​​discussões sobre os conflitos no Oriente Médio, dando uma abordagem muito mais humana para tudo”, explicam os cineastas.

    O ORPHANED LAND incorpora influências do Oriente Médio em quase todas as suas músicas e é considerada a principal banda de metal em Israel. Eles também criticam regularmente a religião e a política, com o cantor Kobi Farhi dizendo ao New Statesman em uma entrevista recente que ele evita a adoção de posições políticas diretas. “Olha, eu não gosto do atual governo israelense”, ele explicou, “mas as pessoas cometem o erro de pensar que somos da ala esquerda. Nós não somos. Também não somos da direita. Não gostamos dos políticos e da corrupção deles”.

    O ORPHANED LAND possui um grande séquito de fãs entre judeus e árabes. Além disso, a banda fez em 2013 uma turnê ao lado da banda de metal palestina KHALAS. As duas bandas compartilharam o mesmo ‘tour bus’, o palco e também juntas o prestigiado prêmio Metal Hammer.

    Perguntado pelo New Statesman se ele acredita que ser israelense o coloca em uma posição privilegiada em relação aos palestinos, Kobi disse: “Ser judeu não é privilégio! Olhe a nossa história. Somos boicotados em todo o Oriente Médio. Temos fãs em Egito, mas não podemos tocar para eles”

    O ORPHANED LAND existe desde 1991 foi a banda de suporte do METALLICA em Israel. Em 2012, os fãs do ORPHANED LAND começaram uma petição on-line para nomear a banda para o Prêmio Nobel da Paz.

    O último álbum do ORPHANED LAND, Unsung Prophets & Dead Messiahs, foi lançado no dia 26 de janeiro via Century Media.

  • Nita Strauss, sobre ALICE COOPER: “Tenho 31 anos e ele me supera todas as noites”

    Nita Strauss, sobre ALICE COOPER: “Tenho 31 anos e ele me supera todas as noites”

    A guitarrista Nita Strauss, da banda de ALICE COOPER concedeu uma entrevista para Elliott Fullam de Little Punk People na sexta-feira, 9 de março, no Mayo Performing Arts Center em Morristown, Nova Jersey.

    Perguntada sobre qual seria “a coisa mais valiosa” que ela aprendeu até agora na banda de Alice, Nita disse: “Acho que o mais valioso é definitivamente como tratar as pessoas. Tocar com Alice é uma experiência incrível porque ele ama o que ele faz. Ele acabou de completar 70 anos e ver alguém que tem essa idade … Tenho 31 anos e ele me supera todas as noites. É incrível. E a maneira como ele trata as pessoas, como ele trata seus fãs, como ele trata as pessoas que se aproximam dele na rua … Ele faz um meet-and-greet … Eu vejo outras bandas fazer o seu meet-and-greet e eles apenas trazem as pessoas e ‘Hey, foto, pra você já está feito, próximo. Hey, foto, certo, próximo’. Alice senta e conversa com as pessoas cerca de cinco ou dez minutos. Às vezes, estamos esperando por ele no ônibus, tipo, por uma hora ou duas, porque ele continua lá, passa o tempo com as pessoas e gosta disso, e eu acho que isso é algo realmente valioso “.

    Antes de se unir a banda de ALICE COOPER, Nita Strauss fez parte do THE IRON MAIDENS, FEMME FATALE e LA KISS, e então, em 2014 se juntou a Alice para substituir a guitarrista Orianthi.

  • PEARL JAM confirma a gravação de seu novo álbum

    PEARL JAM confirma a gravação de seu novo álbum

    O PEARL JAM confirmou que seu primeiro álbum de estúdio em quase cinco anos está a caminho. Uma música chamada Can’t Deny Me” do próximo disco foi lançada de surpresa, disponível para download para membros ativos do fã clube da banda, e desde então foi disponibilizado para compra no PearlJam.com e através de todas as lojas digitais e serviços de transmissão via internet.

    Can’t Deny Me foi coproduzida pela banda e Brendan O’Brien, e foi gravado em Seattle em fevereiro. A música foi escrita pelo guitarrista Mike McCready e a letra é do vocalista Eddie Vedder. A arte para o single foi criada pelo baixista Jeff Ament e pelo videógrafo Kevin Shuss. A música parece ter como alvo direto o presidente Donald Trump – embora sem mencionar seu nome.

    PEARL JAM inicia uma turnê sul-americana ainda nesta semana, e é uma das atrações confirmadas do festival Lollapalooza Brasil 2018, que acontece nos dias 23, 24 e 25 de março no Autódromo de Interlagos em São Paulo. O PEARL JAM tocará no palco Budweiser no sábado, 24 de março.