Os veteranos mineiros do Black Metal, LUVART, finalizaram as gravações e toda a produção de seu novo álbum, Ruler of Chaos. O álbum será novamente lançado pela Drakkar Productions – South America (Drakkar Brasil), com distribuição na Europa via Drakkar Productions (França) e, na América do Norte, via Drakkar USA, com previsão de lançamento para o início do mês de agosto de 2018.
Toda a gravação, mixagem e masterização foi feita no Metropolis Studio, pelo produtor Rodrigo Itaboray. Já o design gráfico e capa foram criados pelo artista Rubens Snitram (Vulturine, Spell Forest, Cruor Cultum, Valhalla). Confira abaixo a capa (acima) e tracklist do álbum:
Categoria: Roadie News
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Tony Iommi falará sobre documentário “The End of the End” no Whitley Bay Film Festival
O aclamado guitarrista do BLACK SABBATH, Tony Iommi, comparecerá como convidado especial em uma exibição do documentário The End Of The End, em 19 de agosto no Whitley Bay Film Festival, no Reino Unido. O célebre diretor do filme, Dick Carruthers, também será um convidado. O evento acontece no The Exchange em North Shields, apresentado pelo Whitley Bay Film Festival e pelo historiador da música e autor Chris Phipps.
Tendo vendido mais de 100 milhões de discos em todo o mundo, o guitarrista do BLACK SABBATH forjou seu lugar na história da música como o “Master of Metal”. A diretora do festival, Ema Lea, disse: “Estamos extremamente honrados em receber uma lenda como Tony Iommi. Sua música tem sido massivamente influente e popular (…) Tony falará sobre sua vida e sobre a importância do documentário que captura o show final da banda. “
Chris Phipps disse: “A banda tirou seu nome do filme clássico de terror de Boris Karloff de 1963, ‘Black Sabbath’, dirigido por Mario Bava. Eles ficaram intrigados com o fato de que as pessoas realmente pagavam para ter medo – assim como seu público fez durante décadas”.
O Whitley Bay Film Festival não é estranho ao mundo do rock. Em 2015, eles exibiram Tommy, de Ken Russell, no Whitley Bay Playhouse, e o cantor Roger Daltrey do THE WHO esteve presente.
O programa completo do festival, agora em seu nono ano, será anunciado no início de julho.
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SUICIDAL TENDENCIES promete lançar novo álbum em setembro
De acordo com Dave Lombardo, baterista do SUICIDAL TENDENCIES, a banda lançará um novo álbum completo em setembro.
O último lançamento do SUICIDAL TENDENCIES foi o EP Get Your Fight On!, que saiu em março. Foi o segundo lançamento do grupo com Lombardo, Ra Diaz no baixo e Jeff Pogan na guitarra. O trabalho incluiu novas faixas, uma versão cover para a clássica I Got A Right, de IGGY POP, e o trabalho artístico de Mike Strachan.
O vocalista e líder do SUICIDAL TENDENCIES, Mike Muir, disse ao ‘SCENEzine’ sobre Get Your Fight On!: “O ponto é que muitas vezes, especialmente hoje em dia, as pessoas não querem se comunicar, elas só querem gritar e não querem ouvir o que os outros têm a dizer. Eles só querem ouvir o que querem, e são o tipo de pessoa cuja base de força é baseada em números.
“Meu pai sempre disse que existem dois tipos de lutas, uma onde você luta com os punhos e termina com cicatrizes, e aquelas em que luta com a mente, que são mais profundas, as batalhas que são realmente importantes. A vida é uma luta que você briga com a sua mente. Então, para nós, Get Your Fight On! é sobre ser mais esperto. É sobre fazer do seu jeito, é sobre saber quem você quer ser e sobre descobrir um caminho para chegar lá. É sobre não ser a vítima, é sobre ser vitorioso, é sobre a realização em um momento particular. Pode até não ser onde você queria estar na vida, mas isso é apenas uma oportunidade para lutar um pouco mais, ser um pouco mais forte. Ás vezes, não há nada de errado em dar um passo para trás, retomar as forças e elaborar um plano melhor, mas desistir nunca é um bom plano. Então, para conseguirmos essa abordagem, não repetimos a mesma coisa. Faça algo diferente, mas faça pela razão certa, porque você acredita que é bom, que tem alguma validade e você não precisa da confirmação de ninguém”.
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CARL PALMER’S ELP LEGACY – São Paulo/SP, 24 de maio de 2018
Minha mãe costumava dizer que existem bandas que têm um espectro musical eterno, e outras bandas que são um eterno espectro musical. Algumas bandas que, por mais que o tempo passe, sempre deixarão para trás um rastro de pioneirismo e qualidade, mas um rastro tão forte e intenso, que jamais será possível ignorar que elas estiveram ali. E também existem as bandas espectro, aquelas que, mesmo pioneiras e excelentes, parecem lutar uma batalha invencível, e mesmo quando bem sucedidas na sua época, acabam para sempre como apenas um resquício, uma memória fragmentada e quase que completamente ausente, evanescente com o passar dos anos. Bem, ao menos foi isso que entendi. Talvez ela só quisesse mesmo era me dizer que o progressivo é a eternidade do espírito, e que o death metal é, bem, o metal da morte. Mas o fato é que, após assistir a bela apresentação do eterno baterista Carl Palmer no Espaço das Américas, encontrei sentidos muito maiores naquela frase que ouvi há tantos anos, e que hoje significam ainda mais, após confrontadas com esta valorosa experiência.
Ter, diante dos olhos, a figura do lendário baterista Carl Palmer, um dos gigantes que há mais de quatro décadas ajuda a redefinir a forma como a bateria é tocada, é uma experiência mais do que sensorial, é etérea para aqueles que vivem a música, trabalhem com ela ou não. E vê-lo em uma circunstância tão especial quanto esta que vem sendo celebrada nesta turnê, chega a ser impossível descrever. Sim, somos saudosistas. Olhamos para o passado com saudade, mas não por um sentimento egoísta de orgulho por nossos velhos triunfos, mas por lembrarmos de quem estava ao nosso lado quando aqueles momentos aconteceram. Ídolos que se foram. Amigos. Talvez, até aquela mãe que te ensinou tantas lições que você jamais esqueceria. Carl Palmer também estava ali para celebrar, para não deixar a memória se esvair. Era hora de homenagear seus velhos companheiros Keith Emerson e Greg Lake (ambos falecidos em 2016), ao lado de quem Palmer formou o lendário ELP.
Mostrando que certas bandas têm um espectro musical eterno, o lendário baterista subiu no palco acompanhado de uma banda mínima, formada apenas pelos jovens Paul Bielatowicz (guitarra) e Simon Pitzpatrick (Chapman stick e baixo). Não haveria teclados, e os microfones só seriam usados para, vez ou outra, mandar um recado para a plateia. O ambiente do palco começava a cada vez mais contagiar as cadeiras, e aquele grande evento começou a tomar contornos cada vez mais intimistas quando enfim a música se fez ouvir, com Abaddon’s Bolero, uma música que sempre imaginei ser inconcebível sem os teclados. Embora o nosso lado saudosista estivesse doido para irromper aos berros, em uma tempestade de críticas motivadas pela ausência dos nossos ídolos, a competência de Bielatowicz e Pitzpatrick não deixavam dúvidas de que até Emerson e Lake aprovariam. Nada como começar com uma ótima primeira impressão.
A sequência seria ainda mais surpreendente, sempre no bom sentido: Karn Evil 9: 1st Impression, Part 2 foi um deleite para os fãs de Brain Salad Surgery (1973), e era perceptível a emoção de muitos ali presentes, seja pela atuação irretocável do baterista, seja pela forma como Pitzpatrick recriava no baixo as mais intrincadas partes do teclado de Emerson, e a maneira como Bielatowicz usava sua guitarra para frisar as partes mais melódicas. Para aqueles que antes diziam que este seria ‘o show de uma única estrela’, estava aí a prova de que Carl Palmer não estava sendo acompanhado por meros coadjuvantes.
Tank abriu a sequência do álbum de estreia do grupo, Emerson, Lake & Palmer (1970), mas uma vez consagrando a dupla das cordas, mas foi com a pesada Knife-Edge (que contou até com Carl Palmer explicando a origem da canção antes de iniciar) que experimentamos um dos momentos de maior êxtase da noite. O ritmo pesado, que mescla partes fortes de bateria, baixo e guitarra trouxe à tona as eternas menções ao trabalho do ELP por parte das bandas do moderno Prog Metal. Trilogy (do álbum de mesmo nome, 1972) colocou fim na primeira parte da apresentação, mas sabíamos que ainda tinha muita coisa por vir, e coisa especial.
Falando em ‘coisa especial’ claro que Canario (Love Beach, 1978) foi celebrada, mas ouvir este trio incrível tocando 21st Century Schizoid Man, clássico absoluto do King Crimson, foi sensacional. Tão sensacional quanto ela, talvez apenas o emocionante momento em que a tão esperada Lucky Man deu as caras, com mais uma performance irretocável de Palmer, e com a plateia cantando os versos da canção, sem saber disfarçar a emoção. Se falamos antes em saudosismo, neste momento a saudade chegava a doer, ao mesmo tempo que a música oferecia um alívio para a alma.
Tarkus chegou para dar os tons finais à apresentação, e qualquer coisa que eu possa falar será pífio se comparado à beleza de Fanfare for the Common Man, uma das mais belas músicas que já foram escritas. O show precisa chegar ao fim, mesmo para as bandas que têm um espectro musical eterno. Novamente, o tempo vence. Saímos intimamente amaldiçoando o tempo, que levou nossos ídolos, que levou aqueles que amamos, que fez o show terminar tão rapidamente… Mas lá dentro, no nosso íntimo, sorríamos: pois este mesmo tempo tinha curado as feridas de Carl Palmer, e dado para ele a coragem de homenagear seus amigos de tão bela maneira. O mesmo tempo que mostrou-me que, mais uma vez, minha mãe estava certa: o espectro musical do ELP é eterno.








