Categoria: Roadie News

  • Confira a nova música do CREMATORY, “Cemetary Stillness”

    Confira a nova música do CREMATORY, “Cemetary Stillness”

    A banda alemã de gothic metal CREMATORY disponibilizou um novo ‘lyric video’, para a faixa Cemetary Stillness, e você pode conferi-lo abaixo. A música é parte do 13° disco da banda, Oblivion, que será lançado no dia 13 de abril, via Steamhammer.

    “Em particular, o som e a seleção de músicas refletem o impacto que nossos três novos integrantes tiveram na banda”, comenta o baterista Markus Jüllich. “Tosse [Basler] é um fantástico guitarrista rítmico, que adiciona ainda mais diversidade ao material com seus vocais limpos, e nosso guitarrista Rolf [Munkes] aprimora o disco com seus solos. Jason [Matthias, baixo] adicionou muito impulso às frequências mais graves, e é por isso que conscientemente optamos por uma mixagem alta das partes de baixo.”

  • Lendária banda norueguesa TNT prepara novo álbum

    Lendária banda norueguesa TNT prepara novo álbum

    A lendária banda norueguesa de hard rock TNT lançou um pequeno teaser para o seu próximo álbum de estúdio, XIII, que será lançado em 8 de junho pela Frontiers Music Srl. O clipe de 20 segundos inclui uma primeira amostra da música Get Ready For Some Hard Rock, que será apresentada no disco. Espera-se que a faixa completa seja disponibilizada até o final desta semana.

    O vocalista espanhol Baol Bardot Bulsara fez sua estreia ao vivo com o TNT em novembro passado no Oslo Spektrum em Oslo, Noruega, onde a banda se apresentou como o ato de apoio para os SCORPIONS.

    O TNT disse em um comunicado: “Este será um novo capítulo para o TNT e nós desejamos boas-vindas ao nosso novo vocalista, Baol Bardot Bulsara. Estamos ansiosos por um novo ano com muitos shows e um novo álbum chegando em breve!”

    Baol afirmou em uma mensagem de vídeo: “Estou muito feliz e muito grato por estar aqui, por agora fazer parte da família TNT. Este é um sonho se tornado realidade, de verdade, pois eu sou fã do TNT desde a minha adolescência. Pode-se dizer que eu cresci ouvindo a banda. Então isso é um tipo de karma estranho para mim, vocês sabem. Eu só queria dizer que eu estou aqui para continuar com o legado e espero ver todos vocês num futuro próximo, em turnê, para nos divertirmos juntos”.

  • ANGELUS APATRIDA apresenta novo videoclipe, “Downfall of the Nation”

    ANGELUS APATRIDA apresenta novo videoclipe, “Downfall of the Nation”

    O mais importante nome do thrash metal espanhol, o quarteto ANGELUS APATRIDA, disponibilizou um videoclipe para a nova música Downfall of the Nation. Você pode conferir o vídeo abaixo.

    Downfall of the Nation é parte do novo disco da banda, Cabaret de la Guillotine, que tem lançamento marcado para 4 de maio, via Century Media. O novo álbum será o sexto disco completo de estúdio dos espanhóis, em uma vitoriosa carreira que chega aos 18 anos.

    A banda comentou a nova música, e a temática que permeia o vídeo: “É assustador ver como o extremismo se torna uma coisa normal hoje em dia. Pessoas perigosas que se apossam dos símbolos patrióticos de um país e os tornam suas próprias premissas intolerantes que soam como “comigo ou contra mim”; É uma completa involução, o triunfo do absurdo e a parte mais negra da raça humana”.

    O mais recente disco de estúdio do ANGELUS APATRIDA, Hidden Evolution, foi lançado em 2015. O novo álbum foi mais uma vez mixado e masterizado pelo português Daniel Cardoso, baterista do ANATHEMA, e que já trabalhou ao lado de AVA INFERI e CORPUS CHRISTII, entre outros. A capa é um trabalho do badalado artista húngaro Gyula Havancsák (ANNIHILATOR, DESTRUCTION, GRAVE DIGGER, EDGUY, ENSIFERUM, NIGHTINGALE, JUNGLE ROT e muitos outros).

  • KATAKLYSM: Confira o ‘lyric vídeo’ de “Guillotine”

    KATAKLYSM: Confira o ‘lyric vídeo’ de “Guillotine”

    A banda canadense de death metal KATAKLYSM disponibilizou o ‘lyric video’ da nova música Guillotine, e você pode conferi-lo abaixo. Guillotine é parte do novo álbum da banda, Meditations, que tem lançamento marcado para o dia 1 de junho, via Nuclear Blast Records.

    A arte de capa de Meditations, foi criada pela colombiana Surtsey , que também criou a arte do disco anterior do KATAKLYSM, Of Ghosts And Gods (2015).

    O vocalista Maurizio Iacono comentou: “Este é um álbum muito pessoal para mim com velhas feridas sendo revisadas – senti um grande desejo de esvaziar a minha alma neste lançamento. Os caras e eu estávamos isolados sob o mesmo teto durante o processo de escrita, assim como nós fazíamos nos velhos tempos… sem preocupações, exceto divertir-se, ser honesto e entregar um álbum sério que nos representa hoje, mas respeitando o nosso passado. Nossa nova história está chegando e estamos ansiosos para compartilhá-la com você!”

    Dagenais afirmou anteriormente sobre a decisão da banda de trabalhar com Jay Ruston: “Este álbum tem tanto a oferecer que decidimos procurar alguém fora do costumeiro. Alguém que vem com uma nova perspectiva e que não trabalha com bandas de metal extremo ou death metal. Queríamos alguém com um sentimento mais ‘orgânico’, mas que ao mesmo tempo pudesse adicionar a ele o poder e a definição que merece. Quando Jay aceitou trabalhar conosco, sabíamos que era justamente isso que ele iria fazer”.

    O álbum está disponível em pré-venda em vários formatos, cores e pacotes. Em CD, Meditations vêm com um DVD bônus especial ao vivo! Filmado em 21 de outubro de 2017 em Munique, Alemanha, na turnê A Moment in Time, o KATAKLYSM tocou 2 de seus álbuns clássicos, Shadows & Dust (2002) e Serenity in Fire (2004) na íntegra. O show foi gravado por várias câmeras, diante de uma casa cheia de fãs do mundo inteiro. Mixado pelo guitarrista da banda, J.F. Dagenais, o DVD também inclui entrevistas com os membros da banda sobre essa turnê muito especial e o novo álbum Meditations. Um presente para os fãs como bônus do novo álbum.

    O disco trará dez novas composições, e foi produzido pelo guitarrista da banda, Jean-François Dagenais (que também já produziu discos de bandas como o MISERY INDEX, NEURAXIS, MALEVOLENT CREATION e DESPISED ICON) e pelo baterista Oli Beaudoin, e foi mixado por Jay Ruston (ANTHRAX, STONE SOUR). O trabalho de masterização foi confiado ao renomado Paul Logus (CRADLE OF FILTH, SATYRICON, PANTERA, ANTHRAX, etc).

  • DEVILDRIVER: “Outlaws ‘Til The End” traz versões para clássicos da country music

    DEVILDRIVER: “Outlaws ‘Til The End” traz versões para clássicos da country music

    O aguardado novo álbum do DEVILDRIVER, Outlaws ‘Til The End, será lançado no dia 6 de julho pela Napalm Records, e trará a banda executando clássicos da música country. O disco é descrito em um comunicado de imprensa como “uma bola de curva surpreendente e uma declaração feroz de individualidade de uma banda que tem sido uma força constante e eficaz no mundo do heavy metal há quase duas décadas”

    “Eu acho que música real sempre me atraiu, seja blues ou até mesmo música gótica como BAUHAUS e SISTERS OF MERCY, além de grandes nomes do country como Johnny Cash, Wayne ‘The Train’ Hancock e Willie Nelson“, declarou o vocalista e líder do DEVILDRIVER, Dez Fafara. “Essa coisa sempre me atraiu […], o blues e o country fora da lei são as bases do rock’n’roll. Eles estavam por aí antes do rock ‘n’ roll … e na minha cabeça, eu sempre ouvi essas músicas pesadas “.

    Desde os segundos iniciais de Country Heroes de Hank Williams III, Outlaws ‘Til The End é simplesmente um dos discos mais revigorantes que DEVILDRIVER fez até agora. Mais importante, essas canções evocativas e irresistíveis foram totalmente reconstruídas a partir do zero, alimentadas pelo som clássico do DEVILDRIVER e transformadas pelo inconfundível rugido feroz de Fafara.

    Outlaws Til The End foi produzido, mixado e gravado por Steve Evetts (SEPULTURA, THE CURE, THE DILLINGER ESCAPE PLAN), ao lado do guitarrista do DEVILDRIVER, Mike Sprietzer. O álbum foi masterizado pelo renomado engenheiro Alan Douches (CANNIBAL CORPSE, ABORTED, CRYPTOPSY).

  • RED FRONT: banda fala sobre seu retorno

    RED FRONT: banda fala sobre seu retorno

    Considerado uma das maiores promessas nascidas no Brasil, o RED FRONT superou as expectativas e com muito trabalho, turnês internacionais e muito talento se firmou como uma realidade e mais uma banda “tipo exportação” das terras brazucas.

    Como nem tudo são flores, o grupo se dissolveu, se reestruturou, mas acabou dando uma pausa, que felizmente acabou e o RED FRONT voltou com força total e mostrando que não está pra brincadeira.

    A primeira amostra dessa nova e promissora fase é o single recém-lançado, ‘No Escape’. O trabalho foi disponibilizado em formato de lyric video e pode ser conferido abaixo.

    ‘No Escape’ foi gravada no estúdio Lamparina, produzida por Tiago Hospede e o lyric video ficou nas mãos de Thiago Curti. A música serve também como prévia para o vindouro novo álbum da banda, previsto para esse ano.

    O RED FRONT celebra e comenta essa nova fase:

    “Depois de um longo hiato, voltamos com força total e estamos preparando CD com uma porrada atrás da outra. Estamos ansiosos também para cair na estrada e colocar novas ideias em prática.”

    Em breve mais novidades sobre o novo álbum, ainda sem título anunciado, serão apresentadas.

    Contato: [email protected]

    Sites Relacionados:

    www.facebook.com/redfrontofficial

    www.metalmedia.com.br/redfront

    Fonte: Metal Media

  • POWERWOLF: Confira detalhes do novo álbum da banda alemã

    POWERWOLF: Confira detalhes do novo álbum da banda alemã

    A banda de power metal alemã POWERWOLF revelou a capa e o título de seu próximo álbum do estúdio, que deverá ser lançado ainda este ano, via Napalm Records.

    The Sacrament of Sin será o nome do sétimo disco completo de estúdio dos alemães, que também revelaram a arte da capa do vindouro novo álbum. Veja a imagem em detalhes abaixo.

    O guitarrista Matthew Greywolf comenta:

    “Estamos orgulhosos de finalmente revelar o título do álbum junto com a capa incrível de The Sacrament of Sin. Enquanto estamos na fase final de mixagem do álbum no Fascination Street Studios, mal podemos esperar para soltar este monstro e celebrar este novo capítulo junto com todos vocês – espere nada menos que uma massa sonora mais intensa do que nunca, trazendo alguns elementos novos para a liturgia, ao mesmo tempo que é tão selvagem e lupino quanto possível!”

    O vocalista Attila Dorn comentou o processo de gravação dos vocais para o novo álbum: “Está na hora de dizer a vocês como estamos felizes com o próximo álbum! Enérgico, selvagem e épico! As gravações dos vocais foram incríveis e mal podemos esperar para mostrar-lhes o novo álbum, ao vivo e no seu aparelho de som!”

    O POWERWOLF lançou seu último disco de estúdio em 2015, com o título Blessed & Possessed. No ano seguinte, a banda lançou o seu segundo disco ao vivo, The Metal Mass – Live que traz a apresentação que a banda fez no Turbinenhalle, de Oberhausen (Alemanha) em 2 de outubro de 2015.

  • THE ABSENCE: Confira o video de “Misery Trophies”

    THE ABSENCE: Confira o video de “Misery Trophies”

    O quinteto de death metal melódico da Flórida (EUA) THE ABSENCE lançou um videoclipe para uma nova música chamada Misery Trophies. A faixa, que também está disponível para download e streaming via plataformas digitais, é parte do próximo álbum da banda, A Gift For The Obsessed, lançado no dia 23 de março pela M-Theory Audio. O clipe foi dirigido e filmado por Deidra Kling e Jeramie Kling, e editado por Tommy Jones (SLAYER, TESTAMENT) da VideoHammer.

    Misery Trophies é o segundo videoclipe produzido pelo THE ABSENCE para o disco A Gift For The Obsessed. Em janeiro, o grupo postou um clipe para a faixa-título do álbum.

    Misery Trophies é sobre as pessoas tóxicas que todos nós temos em nossas vidas”, explica o vocalista Jamie Stewart. “As pessoas que não podem esperar para ser portadoras de más notícias – indivíduos tão desprovidos de alegria, que se deleitam com a entrega da miséria aos outros.”

    A Gift For The Obsessed é o primeiro full-length do THE ABSENCE em oito anos, mas os membros da banda têm se mantido ocupados, especialmente em turnê. O baixista Mike Leon está atualmente em turnê com o SOULFLY enquanto o grupo faz a turnê especial tocando Point Blank do NAILBOMB, e vai pegar a estrada com a banda novamente em abril e maio enquanto eles fazem uma turnê com o NILE. Jeramie Kling, enquanto isso, está tocando bateria com o VENOM INC, em sua turnê europeia ao lado do SUFFOCATION. Finalmente, o guitarrista Joey Concepcion está ao junto do SANCTUARY enquanto o grupo viaja pela América do Norte com o ICED EARTH.

     A Gift For The Obsessed foi produzido por Jeramie Kling e Taylor Nordberg no Smoke & Mirrors Studios em Tampa, Flórida; mixado por David Castillo no estúdio Ghost Ward da Suécia (KATATONIA, OPETH) e masterizado por Thomas “Plec” Johansson no The Panic Room (WATAIN, SCAR SYMMETRY). A capa foi criada pelo artista russo Stray Child.

  • CRADLE OF FILTH – São Paulo/SP, 24 de março de 2018

    CRADLE OF FILTH – São Paulo/SP, 24 de março de 2018

    Longe de mim querer bancar o Jonathan Harker nesse capítulo da história, mas alguém precisa registrar os estranhos acontecimentos que abalaram a noite de sábado, 24 de março, no Carioca Club, em São Paulo. Uma noite tão negra quanto a morte, e que em contraponto, fulgurava como a alma dos que não podem morrer, em um espetáculo de horror e sombras cujo nome é CRADLE OF FILTH. Aqueles que lá estiveram, muito irão recordar desses eventos que doravante dou testemunho. E se, dentre vós, existirem daqueles que não creem no sobrenatural, eu vos peço que atentem: eles estão entre nós!

    Sim, meus caros, o poderoso CRADLE OF FILTH mais uma vez tocou o solo paulistano, e trouxe consigo a praga vampírica que semeia pela Europa há quase trinta anos. Hipnotizados pela aura densa e maligna expelida pela presença dos demônios ingleses, um imenso séquito de acólitos se amontoou na casa de shows, com seus estranhos trajes fúnebres, rescendendo ao odor de terra e sangue, enquanto no palco não se via nada além de névoa e a imagem de uma bela dama de pé sobre seu esquife, indiferente enquanto o sangue lhe escorre pela pele. O espetáculo de terror não demoraria para ter início. Aquele estranho ser que atende pelo nome Marthus foi o primeiro a trocar contato com o público, e sentou-se atrás de seu kit, de onde não sairia por todo o decorrer da apresentação. Ele foi seguido por todos os outros acólitos do mestre, o tcheco Ashok (guitarra, ex-ROOT) e Daniel Firth (baixo, ex-MAN MUST DIE), o desmorto Richard Shaw (guitarra, NG26) e a diva satânica Lindsay Schoolcraft (teclados, DAEDALEAN COMPLEX), todos precederam a entrada do mestre, o legítimo herdeiro do mal eterno que ainda hoje aflige e amedronta os habitantes dos Cárpatos e da antiga Valáquia, um medo que nunca abandona os habitantes da Moldova e Bucovina, e que tem as garras e dentes cravados no coração gelado da Transilvânia: o Filho do Grande Dragão, o Dracul de nossa era, Dani Filth adentrou o palco para o júbilo de seu séquito, que recebeu como prêmio por sua devoção a primeira oferenda da noite, Gilded Cunt (Nymphetamine, 2004).

    A emoção era visível, e tanto os mestres do horror quanto os fãs ali presentes compartilhavam de uma mesma empolgação, ainda mais presente no impacto profundo de Beneath the Howling Stars, um velho clássico que transformou Cruelty and the Beast em um dos discos mais amados pelos fãs do CRADLE OF FILTH. Embora Dani Filth tenha apresentado aquela performance intensa de costume, é preciso salientar a qualidade do trabalho de Bernard Shaw e Lindsay Schoolcraft, que praticamente deram o tom de como deveria ser a apresentação. Agitando os cabelos de forma ensandecida, gesticulando para o público, interagindo com a galera postada à frente do palco, os dois foram um espetáculo à parte, e muito fizeram para que a apresentação fosse o espetáculo que de fato foi.

    A maldição começou a ganhar contornos mais modernos com Blackest Magic In Practice (Hammer of the Witches, 2015) e alcançou a plenitude com Heartbreak and Seance, primeira das duas faixas do novo álbum Cryptoriana – The Seductiveness of Decay (2017) a aparecer na noite, e convenhamos: contém um dos melhores trabalhos de guitarra de toda a carreira do CRADLE OF FILTH. Como que para provar a fé de seus acólitos, Filth tinha reservado uma sequência especial, que prometia não deixar nenhum coração vacilar: Bathory Aria – a poderosa obra em três atos que apresentou os ingleses para muitos de seus fãs há exatos vinte anos atrás – veio seguida pela clássica Dusk and her Embrace, que por sua vez, preparou o caminho para a fantástica The Death of Love (Godspeed on the Devil’s Thunder, 2008), talvez a melhor música já composta sobre a relação Joana D’Arc/Guilles de Rais em todos os tempos.

    Parecia que não tinha mais para onde ir, mas o CRADLE OF FILTH é uma banda ativa e estimada até hoje principalmente pela sua capacidade quase incontrolável de compor clássicos. Então, quem poderia estranhar que ainda tivesse mais por vir? Com Shaw se movendo pelo palco como um morto vivo – ou um boneco comandado pelo mestre das marionetes – e Lindsay mostrando todo o seu talento como vocalista, veio Nymphetamine (Fix), que conta com os vocais de ninguém menos do que a norueguesa Liv Kristine (ex-THEATRE OF TRAGEDY) na sua versão original. Ademais? Ainda tinha Born In a Burial Gown, que conta com um dos melhores videoclipes da história da banda, Her Ghost In the Fog (nem comento, deixo você imaginar) e From the Cradle to Enslave para encerrar.

    Saldo final? O que se pode dizer do convívio com aqueles que entre nós transcenderam o físico e tocaram o divino e o maldito? Como um mortal transcreve em palavras e resume todo o terror que correu como gelo pela sua espinha enquanto uma noite de medo e pecado tomava forma diante dos mestres imortais do CRADLE OF FILTH? Nunca um DVD vai poder capturar algo que vai além das imagens. Vampiros não aparecem em filmagens, e é isso que eles são. Esses shows têm uma aura única, uma interação tão intensa entre banda e público que é impossível reproduzir fora daquele ambiente. Talvez você perca a sua alma em um show desses caras. Mas, talvez, ganhe a imortalidade. E quem sabe um dia seja o seu nome sendo sussurrado pelos ventos que congelam as almas da Transilvânia…

  • BACKYARD BABIES / KRUEGGERS – São Paulo/SP, 25/03/18

    BACKYARD BABIES / KRUEGGERS – São Paulo/SP, 25/03/18

    Finalmente, o Backyard Babies quebrou o jejum! A banda sueca deu uma pausa nas gravações de seu novo álbum (que deverá ser lançado entre o fim de 2018 e início de 2019) e, após 16 anos de sua primeira passagem pelo Brasil e de estrear em solo argentino, desembarcou em São Paulo, onde realizou no domingo, 25 de março, outro show inesquecível. Na primeira vez em que o grupo oriundo de Nässjö esteve em terras tupiniquins, se apresentou com as paulistanas Shed e Forgotten Boys e com a carioca Mustang (de Carlos Lopes, da Dorsal Atlântica) no palco do finado Hangar 110. Na época, para divulgar o terceiro álbum, “Making Enemies is Good” (2001), que ainda é o de maior sucesso no Brasil – naquela época, o grupo ganhou bastante exposição por aqui, porque a nossa MTV ainda tinha força e exibiu exaustivamente os clipes de “Brand New Hate” e de “The Clash”. Nessa nova visita de Nicke Borg (vocal e guitarra), Dregen (guitarra – Michael Monroe/The Hellacopters), Johan Blomqvist (baixo) e Peder Carlsson (bateria), quem os recebeu foi o Manifesto Bar, que em fevereiro já havia aberto suas portas para outro grupo sueco, o Mile.

     

    O ‘opening act’ para esse novo show do Backyard Babies ficou com a banda paulistana Krueggers, que às 20h começou a esquentar os amplificadores com seu som pesado e moderno, que traz muita influência do grunge, além de referências de metal industrial. Para o começo do set, Randy Fiora (vocal e guitarra), Rafael Fioramonte (guitarra), Rikke Galla (baixo e backing vocals) e Anthony Juno (bateria) mandaram, com boa presença de palco, algumas músicas novas, que farão parte de seu terceiro álbum, “Degraded by Generation”. No decorrer da primeira delas, “Lying Machine”, os guitarristas tiveram problemas com o som que sumiu dos amplis, mas assim que tudo foi ajustado o show correu tranquilamente. Depois de apresentar material de seu próximo álbum, com destaque para a instrumental “Neanderthal”, que alternava entre partes aceleradas e cadenciadas, o quarteto mandou uma sequência composta apenas de músicas de seu mais recente álbum, “Hysterical Cold Side and Dark Memories” (2015), agora contando com um quinto integrante em cena. Garga entrou para sentar paulada num velho tonel de gasolina que, até então, ornamentava o palco. Confesso que não achei esse elemento algo funcional para as músicas, ao menos ao vivo, já que, sem estar microfonado e com algum tipo de efeito, não surtiu o resultado efetivo que deveria, causando apenas barulho, ainda que não tenha sido tocado exageradamente, mas em determinadas partes de cada música.

    Perto do fim do set a banda agradou os fãs de Sepultura com um cover para “Propaganda”, do poderoso álbum “Chaos A.D.” (1993). A despedida com “Bullshit” teve inserção de “Rusty Cage”, música que o Soundgarden gravou em seu clássico álbum “Badmotorfinger” (1991). Já a saída de palco do Krueggers lembrou os shows do Nirvana, pois os músicos destruíram seus equipamentos, inclusive quebrando uma das guitarras e desmoronando a bateria, posicionada abaixo do praticável da do Backyard Babies. Após o evento, Galla comentou com a ROADIE CREW a importância que foi para o Krueggers tocar com o Backyard Babies: “Atualmente, a Suécia é um grande celeiro de bandas de rock, se destacando como uma alternativa de qualidade ao eixo dominante, Estados Unidos/Inglaterra. Então, de certa forma, o Backyard Babies e esse movimento que está acontecendo na Suécia nos últimos anos são uma grande inspiração para nós que tocamos rock no Brasil continuarmos seguindo em frente, mesmo em um país dominado por outros gêneros”, afirmou. “Quem sabe revivamos um pouco do que aconteceu no começo dos anos 90, quando tínhamos bandas como Sepultura, Angra, Viper e Dr. Sin, dentre outras, em alta com grupos desta nova geração, assim como aconteceu este forte ‘revival’ do hard rock na Suécia nas últimas décadas?”, indagou o baixista.

     

    Demorou cerca de uma hora até que a atração principal desse as caras. Entretanto, pra quem teve que esperar dezesseis anos pelos suecos, isso não foi nada, até porque o som mecânico da casa estava bem legal. Clássicos do punk rock, de Ramones, Dead Kennedys e Sex Pistols, se revezam com os do hard rock de Mötley Crüe, Guns N’Roses, Skid Row, Hardcore Superstar, Poison, Aerosmith e alguns outros. Eles eram cantados em uníssono pelo público. Aliás, era muito legal e divertido quando o DJ diminuía o volume no refrão das músicas para que a galera toda, que àquela altura já marcava presença em ótimo número no Manifesto, cantasse. Montar um playlist com bandas punk e hard foi algo bastante inteligente por parte dos DJs Edu Roxx e Paula Baker, pois é exatamente essa a mistura sonora do Backyard Babies.

    Assim que a introdução começou a rolar, o público entrou em polvorosa, principalmente quando Nicke Borg, Dregen, Johan Blomqvist e Peder Carlsson tomaram seus postos e descarregaram uma trinca formada por “Made Me Madman” e “U.F.O. Romeo”, músicas do segundo álbum, “Total 13” (1998) – que acabou sendo o mais representado da discografia da banda -, e “Dysfunctional Professional”, de “People Like People Like People Like Us”, de 2006.

    Tive a oportunidade de estar no show que o Backyard Babies realizou no país naquele 20 de julho de 2002 e posso garantir aos que não estiveram naquela estreia que, mesmo após tanto tempo e com os quatro integrantes estando hoje com ou perto de completar 45 anos de idade, a energia com que tocam continua a mesma. Assim como aconteceu no Hangar 110, o palco do Manifesto Bar ficou pequeno para o Backyard Babies, pois os caras pareciam estar ligados no 220, tamanha a empolgação e visceralidade com que tocavam. Ainda que mostrando certa timidez, Borg comandou a festa, se comunicando com a plateia e, assim como seus companheiros, demonstrando estar bastante feliz. Mas quem roubou a cena mesmo foi Dregen, que falava até mais do que Borg e se portava tão insano quanto na primeira vez que aqui esteve. O músico trajava um visual punk a lá The Clash – incluindo uma camiseta bem bacana da Safety Pin Records, gravadora espanhola especializada no gênero -, e no meio da mencionada “Dysfunctional Professional” até parou de tocar por alguns segundos, empurrou sua guitarra para o lado e caiu no pogo! Recebendo a vibe que vinha da banda, o público incendiou a pista ainda mais quando o Backyard Babies tocou, em sequência, os hinos “The Clash” e “Brand New Hate”, do aclamado “Making Enemies is Good”, que também foi bastante lembrado. E a coisa só melhorou com a rajada de hits como “Abandon”, “Highlights”, “A Song for the Outcast” e “I’m on My Way to Save Your Rock’n’Roll”. Após mais algumas outras músicas, o quarteto resolveu dar uma pausa e foi tomar um fôlego no camarim, principalmente porque, como bons suecos, os músicos não estavam acostumados com o calor absurdo que fazia na casa. Falando nisso, Dregen adorou se refrescar durante o show com nossa tradicional caipirinha, a qual ele considerou “deliciosa”.

    Após o break, a banda voltou para o bis, cumprimentando o público. Carlsson, baterista de pegada forte e com ‘punch’, deu até alguns autógrafos para os fãs que estavam na primeira fila. Os figurões reiniciaram com uma das músicas mais legais de seu álbum mais recente, “Four by Four” (2015): “Th1rt3en or Nothing”. Essa é um hardão com direito a refrão contagiante e cowbell martelando e ditando o ritmo da batera. Pra encerrar, dispararam mais três clássicos: “Nomadic”, “Minus Celsius” e “Look at You”.

    Dias depois do show, conversei com o simpático Dregen, que primeiramente falou do que guardou na memória sobre a primeira vez que o Backyard Babies esteve no Brasil: “Pra ser honesto, sinceramente eu não me lembro muito de nada daqueles dias (risos). Lembro-me apenas que nós tocamos ao vivo em alguma rádio em São Paulo e que o show e os fãs foram incríveis! Assim sendo, só tenho boas memórias!”. E, analisando os dezesseis anos em que a banda demorou para retornar ao país, o guitarrista falou do que mudou entre aquela primeira apresentação e essa mais recente: “Hoje somos umas banda melhor, com um catálogo maior de grandes músicas, e eu acho que temos melhorado bastante também como banda ao vivo”, concluiu.

    Voltando a falar do show do último domingo, não vou dizer que a espera valeu a pena pra não soar clichê, mas foi tão bombástico quanto o que o Backyard Babies fez no Hangar 110 em 2002. A banda toca em palcos pequenos como se tivesse tocando nos de grandes arenas, de tanto que os caras agitam ao vivo. Aliás, poucas vezes vi no Manifesto Bar o público pirar tanto do começo ao fim do show quanto nesse. Mas, convenhamos: ninguém merece esperar tantos anos para ver ao vivo uma banda de que gosta muito. Sorte que, para alívio dos fãs, Dregen e Nicke Borg garantiram que o Backyard Babies voltará ao Brasil para divulgar seu próximo álbum. Então, que venha logo o oitavo full lenght desse grupo que é o pioneiro da nova geração do efervescente cenário hard rock sueco.

     

    BACKYARD BABIES – Set list:

    Intro

    Made Me Madman

    U.F.O. Romeo Dysfunctional Professional The Clash Brand New Hate Abandon Highlights A Song for the Outcast Heaven 2.9 I’m on My Way to Save Your Rock’n’Roll Painkiller Star War Ghetto You Bombed (Out of My Mind) Th1rt3en or Nothing Nomadic Minus Celsius Look at You   KRUEGGERS – Set list: Intro Lying Machine Neanderthal 60 Seconds to Nothing Virtual Sucker Dark Parade Hysterical Cold Side and Dark Memories I Set Myself Overreaction Propaganda (cover do Sepultura) Bullshit