O Sonata Arctica, um dos nomes mais importantes do atual cenário do heavy metal mundial, anunciou recentemente as primeiras datas da sua mais nova longa turnê pela América Latina.
A banda finlandesa, ícone do metal melódico mundial e já acostumada a colecionar discos de ouro, vai novamente protagonizar uma das maiores turnês já registradas por uma banda internacional no Continente.
Tony Kakko (vocal), Elias Viljanen (guitarrista), Pasi Kauppinen (baixo), Henrik Klingenberg (teclado) e Tommy Portimo (bateria) tem, até então, 17 apresentações confirmadas, passando por sete países diferentes. Esta é mais uma realização Dynamo Brazilie, em parceria com a produtora Till Dawn They Count (TDTC).
Um dos shows mais aguardados acontece no dia 11 de abril, na Audio, em São Paulo. Os ingressos já estão à venda pelo site da Ticket360 e pontos autorizados. Esta é mais uma experiência HonorSounds.
Todos os setores também estão disponíveis na modalidade ingressos social válido através da doação de 1 kg não-perecível para #campanhacontraafome. Mais informações no serviço abaixo.
A “The Raven Still Flies Over Latin America”, que tem como objetivo promover o novo álbum “Talviyö”, consiste nas seguintes datas:
SERVIÇO SÃO PAULOHonorsounds e Dynamo Brazilie orgulhosamente apresentam Sonata Arctica
Data: 11 de abril de 2020
Local: Audio – www.audiosp.com.br
End: Av. Francisco Matarazzo, 694
Hora: 19h30 (open doors)
Fone: (11) 3862–8279
Imprensa: [email protected] | 11 964.197.206
Classificação etária: XX anos
Possui área de fumantes e acesso para pessoas com deficiência.
# SETOR / PREÇOS
– Pista comum
Pista estudante – R$110,00
Pista solidária -R$130,00
Pista inteira – R$220,00
– Pista Premium
Pista estudante – R$150,00
Pista solidária -R$170,00
Pista inteira – R$300,00
– Mezanino
Estudante- R$150,00
Solidário – R$150,00
Inteira – 300,00
*Todos os setores também estão disponíveis na modalidade ingressos social válido através da doação de 1 kg não-perecível para #campanhacontraafome.
# VENDAS:
– Ingresso Online – www.ticket360.com.br
– Bilheteria da bilheteria Audio – das 13h às 20h – de segunda à sábado.
Cartões de crédito e débito: Elo, Visa, Mastercard, Diners e American Express | (Não aceitamos cheques).
– Comprem ingressos somente pelo canal oficial. ticket360 Não nos responsabilizamos por ingressos comprando de cambistas ou terceiros.
– A venda de ingressos é de responsabilidade da ticketeira e todas as dúvidas relacionadas ao assunto devem ser encaminhadas para o e-mail: [email protected]Uma experiencia HonoursoundsToured by Dynamo BrazilieObjetos proibidos: Câmera fotográfica profissional ou semi profissional (câmeras grandes com zoom externo ou que trocam de lente), filmadoras de vídeo, gravadores de áudio, canetas laser, qualquer tipo de tripé, pau de selfie, camisas de time, correntes e cinturões, garrafas plásticas, bebidas alcoólicas, substâncias tóxicas, fogos de artifício, inflamáveis em geral, objetos que possam causar ferimentos, armas de fogo, armas brancas, copos de vidro e vidros em geral, frutas inteiras, latas de alumínio, guarda-chuva, jornais, revistas, bandeiras e faixas, capacetes de motos e similares.
*Para a compra de ingressos para estudantes, aposentados e professores estaduais, os mesmos devem comparecer pessoalmente portando documento na bilheteria respectiva ao show ou nos pontos de venda. Esclarecemos que a venda de meia-entrada é direta, pessoal e intransferível e está condicionada ao comparecimento do titular da carteira estudantil no ato da compra e no dia do espetáculo, munido de documento que comprove condição prevista em lei;** A produção do evento NÃO se responsabiliza por ingressos comprados fora do site e pontos de venda oficiais.Edições avulsas, assinatura física e digital.Conheça a nossa Roadie Crew Shop – acessehttps://roadiecrew.com/roadie-shop
Acaba de ser oficialmente liberado em todas as plataformas digitais, o primeiro single da banda Ignited. A música “Ignition” exibe linhas de Heavy Metal Tradicional somadas a uma atmosfera mais moderna.
O single Ignition, estará presente no álbum “Steelbound”, que será oficialmente lançado em breve pela banda. Curiosos de plantão e na expectativa por finalmente ouvir a primeira obra liberada pela banda, agora podem consumir quantas vezes quiserem a música que está disponível no Spotify (link abaixo), Deezer, ITunes, Google Play, Napster, Tidal, Music Amazon, Amazon e várias outras.
O ator e cantor Alírio Netto acaba de divulgar a capa e tracklist do novo álbum ao vivo “The Journey So Far”, gravado no Teatro Porto Seguro, em São Paulo. “The Journey So Far” será lançado em todas as plataformas digitais no dia 28 de outubro com o show completo em áudio e vídeo. O material também conta com um documentário em vídeo filmado pela Foggy Films, de Junior Carelli e Rudge Campos, além de produzido no estúdio Fusão, pelo produtor Thiago Bianchi. No documentário, artistas e amigos de Alírio Netto como Fernando Quesada, Rafael Bittencourt, Livia Dabarian, Edu Falaschi e Adriano Daga comentam sobre a carreira do vocalista.
No show, Alírio Netto apresenta músicas de sua carreira solo, Age of Artemis, Khallice, Jesus Chris Superstar, além de músicas com a participação especial do Angra, Livia Dabarian, Fernando Quesada, Junior Carelli, entre outros. “Este show foi um marco em minha carreira, onde pude expressar com meus amigos todas os momentos de minha carreira de mais de 20 anos de estrada. Foi um show especial que agora posso liberar para quem curte o meu trabalho”, disse o vocalista.
A faixa solo “Breeze” é inédita e além do áudio conta com videoclipe gravado em Los Angeles, nos Estados Unidos.
“The Journey So Far” – Tracklist:
01 – Heaven on Their Minds – Jesus Christ Superstar
02 – Reasons – Khallice
03 – Truth In Your Eyes – Age of Artemis
04 – Take Me Home – Age of Artemis
05 – Retrato – Solo
06 – Back to the Light – Solo
07 – Make Believe – Feat. Angra
08 – Breeze – Solo
Alírio Netto conta com mais de 20 anos de carreira e protagonizou musicais como “Jesus Cristo Superstar” e “We Will Rock You”. Alírio já gravou álbuns com as bandas Khallice, Lince, Age of Artemis e solo com o álbum “João de Deus”. Em 2020, Alírio irá se apresentar em alguns shows com a grande banda brasileira Shaman e Queen Extravaganza, tributo oficial ao Queen, idealizado por Brian May e Roger Taylor.
Links relacionados:
https://www.alirionetto.com/
https://www.facebook.com/nettoalirio/
O Wacken completou a trigésima edição nesse ano de 2019. 30 anos de Wacken Open Air, 30 anos de loucura e diversão em metal. Foram 75.000 fãs presentes. Por quatro dias, foi a festa mais metal que o Wacken já viu, com mais de 200 bandas tocando suas músicas com muita energia. Seja Metal, Rock ou qualquer uma das inúmeras outras variações da música pesada – tudo pode ser ouvido em onze palcos por todo o terreno do festival.
Chegando na cidade de Wacken, distante uma hora ao norte de Hamburgo, chama atenção a emocionante recepção dos moradores aos visitantes. O evento é um marco para a pequena cidade de menos de dois mil habitantes, sendo a segunda principal atividade econômica depois da agricultura. Na chegada há um pouco de congestionamento para o acesso aos estacionamentos. Então no caminho, adultos e crianças aproveitam para vender bolos, salgados, água, refrigerante e cerveja.
Não foi possível registrar casos de briga, furtos ou consumo de drogas, algo que se esperaria de um estereótipo para os headbangers. Entre os brasileiros, estavam professores, médicos, empresários, funcionários públicos e pessoas de várias ocupações.
A representação brasileira estava em mais de 100 participantes através da excursão organizada pela Roadie Crew. O acampamento tinha infraestrutura de apoio como gerador, banheiro feminino, área de recepção, mesas de refeição e birita, tendas, carregamento de celular, freezer para guardar as latas de cerveja e carregador dos telefones de celular e um bom café da manhã, além de Makila e a equipe de apoio formada por João e Rafael.
As condições básicas são boas: muitas ofertas de alimentos / bebidas, água potável gratuita, a situação sanitária é boa, um supermercado especialmente para o festival, ofertas especiais para pessoas com deficiência … Eles estão fazendo muito para que os visitantes possam se divertir com mais conforto, e eles fazem alterações devido ao feedback, se for razoável. Mas a quantidade incrível de pessoas leva tudo a um limite às vezes, especialmente à noite.
Não há mais como ver os shows de perto, a não ser que você se prepare antecipadamente e chegue bem antes. Para quem não está com a pulseira da área VIP, pode pegar boas filas para comer e beber. E vamos torcer para que não chova, caso contrário, a lama chega e se torna a protagonista.
Ao mesmo tempo, ir pelo menos uma vez no festival, vale a pena.
Pode-se dizer que o Wacken é um grande festival de verão no qual muitos alemães estabelecem seus acampamentos, muitas vezes nem assistindo o festival, apenas para tirarem seus trailers da garagem, se reunirem com os amigos, se embriagarem, dar uma aliviada, e retornarem aos seus empregos. O Wacken, desse modo, é um destino de verão para muitos alemães, considerando ainda que a cidade está no norte do país e que dificilmente seria possível utilizar as praias devido ao frio. Assim, muitos optam por ir para o festival.
Beergarden
O próprio campo do festival é dividido em diferentes áreas: Campo interno com 3 palcos (abre na quinta-feira), Bullhead City, uma enorme tenda com 2 palcos, e a primeira tenda original do Wacken, onde acontece o Metal Battle, Beergarden onde é possível assistir bons shows, sentado em grandes mesas com petiscos e tomando uma cerveja Franziskaner, Vila Wackinger no estilo Viking e Idade Média, Wasteland, com o tema do Mad Max.
Todas os palcos têm um som fantástico. Existem muitos efeitos pirotécnicos e grandes telões, para que todos possam apreciar os shows. Muitos shows tiveram uma atenção enorme nas mídias sociais ou podiam ser vistos na transmissão ao vivo, para que todos pudessem acompanhar o evento, mesmo que não estivesse lá.
Quarta-feira, 31/07/2019
Mais uma vez, as festividades já começaram na quarta-feira, com bandas como Burning Witches, Axxis, The Adicts, Sweet, Rose Tattoo e Sisters of Mercy. Ou seja, dia mais voltado para as bandas do metal mais tradicional mais um pouco de punk e gótico. Até poucos anos atrás a quarta-feira se resumia ao Metal Battle e mais algumas poucas bandas, mas parece que agora está se tornando realmente mais um dia importante no festival. A impressão que fica é que mesmo tendo um dia com mais bandas legais, o pessoal chega em peso mesmo é no dia seguinte, quinta-feira.
Quinta-feira, 01/08/2019
Uriah Heep fez seu primeiro show no Wacken em 49 anos de história da banda, e a quantidade de pessoas que apareceu foi incrível. Eles ainda estão vivendo o sonho, e isso pode ser sentido durante todo o show de enorme qualidade. A banda Bloodywood se apresentou no palco W.E.T. e surpreendeu pela existência de um grande público e interesse no Wacken. Podemos dizer que o Bloodywood é uma revelação da Ásia, sendo a banda originária de Nova Delhi, Índia. Eles possuem um bom repertório incorporando instrumentos (flauta e tambor) e musicalidade indiana despertando a atenção e agradando grande público que lotou o circo onde se localiza o palco W.E.T.
Sabaton
O Sabaton fez um gigantesco show duplo – nos dois palcos principais simultaneamente! O primeiro de muitos destaques e o maior concerto que os suecos já fizeram. Não surpreende que o interior estivesse completamente cheio de metalheads furiosos. E chega a impressionar como o Sabaton está enorme na Europa, mas não com a mesma força nos Estados Unidos e nos países da América do Sil, incluindo o Brasil. A banda foi uma das headliners da edição de 30 anos do festival e comemoravam os vinte anos de atividade. O show começa com uma introdução épica ao estilo da banda, enquanto as cortinas estavam fechadas. Exatamente: duas cortinas! As duas cortinas ressaltavam o nome da banda. Os dois palcos estavam reservados para a banda. Mas qual seria a estratégia para ocuparem o segundo palco? Essa era a dúvida de muitas pessoas que foram ao Wacken assistir ao show do Sabaton. Quando as luzes se acendem, muita pirotecnia merecendo destaque uma bateria em forma de tanque e um palco cheio de fronteiras, trincheiras e arames farpados. Um verdadeiro show. A apresentação inicia com a Ghost Division destacando uma excelente performance da banda. Joakim Brodén se destaca como um dos principais vocalistas do Heavy Metal da atualidade. A segunda música foi Winged Hussars do album The Last Stand. Na audiência pode-se ver pessoas de todas as nacionalidades. O cuidado da banda em ressaltar questões históricas contribui para o grande respeito que a banda possui principalmente na Europa. Seguem as músicas: Resist and Bite, Fields of Verdun com a participação do ex-guitarrista da banda Thobbe Englund. Nesta música as chamas da caveira de boi do Wacken aparecem em grande destaque no palco. Eis então que um grande coral com vestes militares de época se posiciona no canto do palco cantando o refrão das músicas The Price of a Mile, Bismarck, Dominium Maris Baltici, The Lion From the North e Carolus Rex. Ocorre um intervalo e então Joakim Brodén destaca que a banda tocou no festival pela primeira vez a 11 anos atrás e que iriam fazer algo diferente usando os 2 palcos principais do Wacken. Então, de modo inovador, no palco Harder, o ex-guitarrista da banda Thobbe Englund reuniu os ex-membros da banda Rickard Sundén, Daniel Mÿhr, Daniel Mullback e executaram a música 40:1. Isto é totalmente inédito: uma reunião de ex-membros de uma banda desse modo, mostrando respeito entre a formação atual e as anteriores. Seguiram as músicas The Last Stand, Diary of an Unknown Soldier e The Lost Battalion, havendo um solo na bateria com formato de veículo militar. Na música Far From the Fame a apresentação segue nos dois palcos, com as duas bandas e o coral. Joakim Brodén fala da paixão da banda por tanques de guerra e anuncia a música Panzerkampf que narra a derrota da Alemanha na invasão a Rússia durante a Segunda Guerra Mundial. Fantástica essa música. Sirenes ressoam nos ares e então é executado Night Witches. Muitas explosões. A bateria de Daniel Mullback dispara vários fogos de artificio. Nesse momento dá para ver o cansaço de parte da audiência. Depois há um intervalo e a banda retorna com o bis Primo Victoria. Em seguida a contrabaixista Tina Guo entra no palco e executa a música Swedish Pagans e já bastante relaxados, ao final da apresentação, tomam uma cerveja no palco. É momento de celebração e êxtase. Há grande alegria por parte da banda com este momento histórico e então executam To Hell and Back com a participação de Tina Guo e os músicos nos dois palcos. Ao final uma foto oficial registrando este grande momento!
Within Temptation
Sexta-feira, 02/08/2019
A sexta-feira trouxe muitos shows bons: Body Count: Ice-T abalou o terreno do Wacken pela primeira vez em seu único show na Alemanha em 2019. O Demons & Wizards, projeto de Hansi Kürsch (Blind Guardian) e Jon Schaffer (Iced Earth), também deixaram sua marca no festival com um show memorável. Uma banda realmente afiada e que em breve vai lançar um novo álbum. O show do Queensrÿche teve início com boas condições de tempo com a apresentação da música Blood of the Levant. Foi possível já notar uma performance bem mais segura do vocalista Todd La Torre quando comparada com a última apresentação da banda no Wacken em 2015. Executaram NM 156 (do álbum The Warning). Já Walk in the Shadows do album Rage for Order, no seu refrão, teve uma grande participação do público. A apresentação do Within Temptation foi uma das maiores apresentações do Wacken. Foi possível ver muitas pessoas emocionadas com a apresentação da banda, em especial com a performance da vocalista Sharon den Adel que foi ganhando cada vez mais confiança ao longo da apresentação. Essa foi a terceira apresentação da banda no Wacken que foi crescendo após a primeira música Raise Your Banner, ainda não muito conhecida por todos, por ter sido lançada em 2019 como parte do álbum Resist. Todos destacam a evolução da banda holandesa o que pode ser notado na execução da composição In the Middle of the Night. Faster foi outra composição que alcançou destaque nas paradas holandesas, belgas e alemãs quando foi lançada em 2011. Foi muito bonito ver a relação de empatia entre a vocalista e o público ao longo da apresentação no palco Harder, mesmo palco onde o Slayer tocaria em seguida.
Body Count
E teve logicamente a despedida do ano aqui em Wacken: o Slayer fez seu último show ao ar livre na Alemanha. Vamos ser honestos aqui: todos nós tínhamos uma lágrima nos olhos, não? A caveira de boi em chamas entre os dois palcos foi acesa na apresentação anterior e dava ao show do Slayer uma cenografia toda especial. Após a cortina cair, como parte da cenografia, havia uma flâmula translucida que cobria todo palco onde foram projetadas imagens de cruzes que rodavam até ficarem invertidas. O set que se seguiu foi: Repentless, Evil Has No Boundaries, World Painted Blood, Postmortem, Hate Worldwide, War Ensemble, Disciple, Mandatory Suicide, Chemical Warfare, a pouco conhecida Payback. O repertório ainda teve muitas boas músicas como: Temptation, Born of Fire, Seasons in the Abyss, Hell Awaits, South of Heaven, Raining Blood, Black Magic, Dead Skin Mask e encerrando com a avassaladora Angel of Death. Pode-se dizer que o repertório do Slayer foi bem variado cobrindo toda a história da banda, sendo a apresentação mais esperada da noite. Para alguns fãs, como eu, era a banda preferida do festival. Merece destaque no Wacken o suporte cenográfico de explosões e chamas, o que dá uma vida especial para algumas apresentações. No palco havia chamas que se cruzavam formando uma cruz invertida, entre outros efeitos performáticos. Tom Araya, um dos músicos mais carismáticos do mundo, mostrou-se disposto durante a apresentação. Merece destaque Gary Holt, já no final do show, com um adesivo em sua guitarra escrito Hanneman Still Reining, uma menção e lembrança ao legado do guitarrista e compositor Jeff Hanneman. Todos devem a Hanneman, um dos maiores compositores do Heavy Metal.
Sábado, 3 de agosto de 2019
É possível esperar que haverá muitas rodas no show do Of Mice & Men, banda californiana de metalcore. É exatamente isso que acontece já na primeira música Warzone, com muitos mosh pits. Eles seguem as músicas Defy e Would You Still Be There. O vocalista Aaron Pauley substituiu Austin Carlile à altura. Aaron Pauley era o baixista da banda e agora assume a função de agitar a audiência. Tocam Earth & Sky. E na música How to Survive dá para ver um grande circle pit. Há muita fúria nesta música. Na música O.G. Loko ocorreu um grande wall of death e circle pit com muita poeira subindo. Aaron Pauley corresponde a atenção do público modulando seu vocal melódico e agressivo. Ainda executaram Unbreakable, On the Inside, Mushroom Cloud, Bones Exposed, Instincts, Pain, You Make Me Sick e The Depths. É redundante dizer que o show foi um dos mais destruidores do Wacken, com mosh pit, circle pit, wall of death. Muita gente deve ter levado para casa uns hematomas de lembrança dessa apresentação.
Anthrax
O Parkway Drive é uma banda australiana de metalcore. O show teve início com um vídeo intro bem interessante que se casa com a proposta da banda. Algo que surpreendeu na apresentação da banda é que eles vieram caminhando entre o público sob a luz de tochas e a proteção de seguranças. Isso chamou muito a atenção. A banda transpassa o alambrado de acesso e sobe ao palco. A primeira música que tocaram foi Wishing Wells. E junto o enorme circle pit. A segunda música, Prey, foi muito bem acompanhada pela audiência, a partir do refrão marcante. Winston McCall apresentou o baixista Jia O’Connor que estava com a perna quebrada. O baixista foi trazido pela mãe em uma cadeira de rodas. Sem dúvida uma cena difícil de imaginar em um show. A banda executa então Carrion. Merece destaque à música Vice Grip por sua musicalidade. Há muita alegria nessa música. Winston McCall agrada muito na sua forma de comunicação que muitas vezes lembra a musicalidade de algumas bandas e vocalistas alemães. O repertório da banda foi ótimo! Em Dedicated é possível ver a formação de um grande wall of death, a poeira subindo e muito circle pit. Winston McCall pede: não descansem, vem muito mais destruição. A próxima música: Absolute Power. Fácil perceber por que a banda era tão esperada. Foi mais de 1 hora e meia de um show sensacional.
Festivais proporcionam conhecer bandas desconhecidas. Isso foi o caso da banda Battle Beast para mim. Battle Beast é uma banda finlandesa que mescla power metal e hard rock, tendo a vocalista Noora Louhimo na sua formação desde 2012. A banda executou um setlist de pouco mais de 1 Tinha muita gente assistindo. Eles já haviam tocado no Wacken em um palco menor, mas dessa vez, como a banda ganhou relevância, tocaram no palco Faster para um grande público. Nota-se muita diversão por parte da banda, realmente eles fazem um show muito bom! Já excursionaram com o Sabaton como banda de abertura e o novo álbum deles está disponível no Brasil via Nuclear Blast – Shinigami em todas as lojas.
Hammerfall
No início do show é projetado um clipe do Hammerfall divulgando datas da turnê da banda em 2020. A banda sueca apresenta a mesma formação com Joacim Cans (vocais), Oscar Dronjak (guitarra), Pontus Norgren (guitarra) desde 2009, com a entrada do baterista atual, Fredrik Larsson, em 2014. O entrosamento da banda pode ser percebido no palco, ostentando canções bem conhecidas como Renegade e Riders of the Storm. É possível perceber influências do Judas Priest, apesar da banda já ter sua proposta musical bem definida. Eles continuam consistentes, merecendo admiração da audiência. Seguiram com a ótima Blood Bound e outras como talvez a melhor música da banda, Any Means Necessary, que não poderia faltar no set list. Em seguida a banda e os músicos convidados executam o tema de Game of Thrones de autoria de Ramin Djawadi. Esse foi um momento épico e de surpresa para muitos fãs. A banda se encerra com o clássico Hearts on Fire que teve grande participação do público com circle pits e todo tipo de agitação que pode haver.
O Wacken 2019 teve muitas bandas de metalcore. Uma das mais conhecidas é o Bullet For My Valentine do Reino Unido. A banda se destaca pelo guitarrista Matthew Tuck e o baixista Jamie Mathias que intercalam os vocais que modulam o melódico e o agressivo. Nesse estilo perfilam composições como Don’t Need You, Over It e 4 Words (To Choke Upon). Em No Way Out um wall of death destruidor acontece de maneira a fazer com que o show ganhasse energia. É uma celebração. O show do Bullet for my Valentine funcionou quase como uma despedida do Wacken. Dá para sentir o gosto do fim da festa e alguns aproveitam esses últimos momentos dessa apresentação consistente.
Muitos que foram ao Wacken queriam assistir a banda alemã Powerwolf. Eles são muito conhecidos na Alemanha e tem um público em cada lugar do planeta. A banda se apresentou no palco Faster às 20h30m. Tocaram inicialmente Fire and Forgive e Army of the Night. E teve Incense & Iron, com grande participação do público. Chama a atenção a maquiagem e o figurino da banda. Merece destaque a participação do teclado executado por Falk Maria Schlegel como pode ser observado na composição Armata Strigoi. O palco apresenta a cenografia de um velho castelo em ruinas. Tocaram também Stossgebet e em seguida talvez a música mais conhecida da banda: Blessed & Possessed do album homônimo de 2015. Para a execução de Where the Wild Wolves Have Gone, o vocalista Attila Dorn pede para que todos acendam a luz dos seus celulares, formando uma incrível imagem da audiência. Talvez esse tenha sido o momento mais emocionante do show. Em alemão, na abertura da música We Drink Your Blood, eles fazem uma espécie de comunhão cristã com uma taça de vinho e incensos. A música é muito celebrada e é bem guardada para encerrar essa apresentação quando a noite já havia chegado. O Powerwolf se confirma como uma das bandas mais consistentes do cenário do Heavy Metal atual, tendo lançado excelentes trabalhos nos últimos anos: Blessed and Possessed (2015) e The Sacrament of Sin (2018). Isso explica o interesse de tantas pessoas na apresentação da banda.
Ao final, boas avaliações sobre o festival, a programação e o acampamento da Roadie Crew. Algo que ajudou o evento foi a pouca quantidade de chuva, o que algumas vezes gerou a suspensão de apresentações e que em outras edições gerou dificuldades logísticas, como atolamentos.
Excursão Roadie Crew 2019
Os ingressos para a edição de 2020 terminaram no dia seguinte. Mais de 70 mil ingressos vendidos em poucas horas. Mas a Roadie Crew tem ingressos disponíveis para 2020. Apenas escreva para [email protected] e faça a sua reserva. E não somente para o Wacken, mas também para outros festivais como o excelente Summer Breeze que também fica na Alemanha próximo de cidades como Nuremberg, Stuttgart e Munique.
Quantas vezes você já ouviu falar em stoner rock nos anos 2010? A todo instante surge uma nova banda do estilo, cuja origem pode ser atribuída a Palm Desert. E a cidade californiana foi o centro de um movimento que deu ao mundo, em 1987, o Kyuss, formado inicialmente pelo baterista Brant Bjork ao lado de John Garcia (vocal), Josh Homme (guitarra) e Chris Cockrell (baixo) – este último substituído no mesmo ano por Nick Oliveri, fechando assim a formação clássica do grupo, que até 1990 atendeu por Sons of Kyuss. E foi a saída de Bjork, que fundou o grupo quando tinha apenas 14 anos, que mostrou com quem estava o espírito rock’n’roll que forjou o quarteto. Produtor e multi-instrumentista (além de cantar, também toca guitarra e baixo), o músico tem um currículo com mais de 30 discos e a alcunha de pai do stoner rock, e essa história que se apresenta pela primeira vez como artista solo no Brasil, em apresentação única no país, dia 17 de outubro, no Fabrique Club, em São Paulo. A ROADIE CREW bateu um rápido papo com Bjork, que comprovou ser um artista tão peculiar quanto a própria música, por isso mesmo interessante.
Vamos começar falando de seu “novo” álbum, Jacoozi (2019). Por que demorou tanto a lançá-lo, uma vez que as músicas foram gravadas em 2010? Brant Bjork: Levei todo esse tempo porque, quando o gravei, eu não tinha acordo formal com nenhum selo, nem mesmo uma data específica de lançamento. A intenção por trás de Jacoozi era mais a sua criação, não necessariamente o seu lançamento. Em 2010, não havia uma gravadora sequer com a qual eu me sentisse confortável para ceder o disco, à exceção talvez do meu próprio selo. Além disso, àquela época, eu não estava a fim de lidar com o lado dos negócios e da logística de lançar um álbum, então o mantive guardado. Durante esses nove anos, a cena do rock floresceu e as gravadoras começaram a aparecer, então o momento se mostrou apropriado. A companhia que considerei a melhor opção para lançar o Jacoozi foi a Heavy Psyche Sounds, e ela harmoniosamente sentiu a mesma coisa.
Bom, obviamente, eu usei aspas na palavra ‘novo’ porque as músicas não são novas, mas Jacoozi soa atual. Talvez porque seja algo que as pessoas não esperavam de você, mas, ainda assim, não é algo que se escuta atualmente. Brant: Isso é interessante. Sinto que Jacoozi é um disco muito cru e revelador. Ao improvisar, você insere atemporalidade, e muitas vezes os resultados são atemporais. E o que é atemporal sempre vai soar atual. Trata-se de um trabalho muito íntimo. Talvez soe diferente para alguns dos meus fãs, mas para mim é bastante orgânico. É o som de quando estou curtindo no sofá apenas de cueca (risos).
Tenho algumas músicas favoritas, como Oui, Mixed Nuts e Lost in Race, mas devo dizer que Guerilla Funk é viciante. Algo especial sobre ela? Brant: Não há muito que dizer a respeito dela, realmente, mas Guerilla Funk é suja. É livre. Seja lá o que for, é uma canção pura.
A propósito, Jacoozi nasceu da decisão de fazer jams com você mesmo, o que acredito ter sido um processo interessante. Como funcionou? Brant: O processo de gravação deste álbum seria o equivalente a jogar tintas numa tela. Foi pura expressão. Todas as músicas são uma primeira resposta, e a maioria saiu do primeiro take. Espontaneidade era a minha meta, sem pensar muito. Rock zen! (risos)
Você é um artista prolífico num cenário em que a queda nas vendas ainda é constante, mas com as plataformas de streaming matando o download ilegal, apesar de não pagarem bem. O que você acha disso tudo? Brant: O que eu acho do download ilegal e, agora, do streaming… Talvez o dinheiro não seja necessário para fazer um download ilegal, mas é necessário para fazer um disco. Sem grana, sem show. Artistas como Rolling Stones e Led Zeppelin talvez não sejam afetados por tudo isso, mas aqueles como eu têm de escorar em cada dólar para poder continuar fazendo sua arte.
Vamos falar um pouco de sua carreira. Por que você saiu do Kyuss depois do Blues for a Red Sun (1992)? Olhando para trás, você teria lidado com a situação de maneira diferente? Tem algum arrependimento? Brant: Tenho absolutamente zero arrependimento de ter deixado o Kyuss. Aquele foi o momento decisivo no qual é baseada toda a minha carreira musical, porque sou um artista. Não comecei a banda para ficar rico e famoso, mas para curar, expressar e inspirar. Foi lamentável ver uma banda tão boa virar, assim como muitas outras, uma vítima da mais mundana definição de sucesso. Acreditava que seríamos diferentes, e isso só mostra o quão ingênuo e idealista eu era. Mas eu tinha 19 anos de idade, e você deve ser idealista e ingênuo quando tem 19 anos. O rock é o som do idealismo ingênuo, então integridade era tudo para mim. Ainda é. Cheguei a uma encruzilhada e tive que mandar o “Diabo” se foder, e assim me livrei dele.
Em 2010, você montou o Kyuss Lives! (N.R.: com o vocalista John Garcia e o baixista Nick Oliveri, ambos também ex-integrantes do Kyuss), mas dois anos depois teve de mudar o nome da banda para Visto China. Ou seja, Josh Homme (N.R.: ex-Kyuss e atual Queens of the Stone Age) é mesmo um pé no saco… Brant: E o Kyuss Lives! foi destruído pela mesma coisa que destruiu o próprio Kyuss (N.R.: a razão foi uma ação judicial movida por Homme e Scott Reeder, que havia substituído Oliveri no Kyuss).
Está respondido. Como já se passaram seis anos do primeiro e único álbum do Visto China, Peace, qual o status atual da banda? Brant: Não há planos para o Vista Chino no momento.
Você é considerado um dos pais do stoner rock, então como vê o estilo atualmente? Recomenda alguma banda? Brant: O stoner rock é a continuação moderna do espírito original do rock’n’roll, que, em minha opinião, começou em 1965, quando artistas como Beatles, Bob Dylan e The Kinks passaram a dar mais atenção à guitarra elétrica enquanto fumavam uma maconha. Ser considerado o pai do stoner rock é uma grande honra, mas no contexto de ajudar a manter vivos os elementos do rock tradicional. E recomendo que escutem o Ecstatic Vision.
Você tem uma extensa discografia, então se tivesse de escolher cinco álbuns dela para mostrar ao público quem é o Brant Bjork músico multi-instrumentista e compositor, quais seriam? Brant: Se eu pudesse mostrar quem eu sou com apenas cinco discos, eu teria feito apenas cinco discos. Escolher apenas cinco do meu catálogo significaria desconsiderar muitos outros, o que não faz sentido para mim. É mais interessante sugerir que ouça qualquer uma das minhas músicas, talvez somente metade de uma delas. Se isso não mexer com você, então é melhor nem continuar. Não perca o seu tempo, porque isso pode fazer com que eu também desperdice meu tempo, e não gosto de pessoas que me fazem perder tempo.
A tão aguardada estreia do Brant Bjork no Brasil já é no dia 17 de outubro, com show único em São Paulo, no Fabrique Club. No início da década de 1990, Brant ajudou a fundar a mais emblemática banda de stoner rock de todos os tempos, o Kyuss, e teve ainda passagem pelo igualmente influente Fu Manchu, além de Mondo Generator (1997-2004), Visto Chino (2013-2014). O show de estreia no país, no entanto, é focado na sua brilhante e renomada carreira solo de 20 anos.
Desde “Jalamanta”, o primeiro disco da carreira solo de Brant, lançado em 1999, é possível escutar a sonoridade única criada pelo músico: é rock psicodélico, com groove e swing, sem abrir mão de partes mais pesadas. Desde então, foram diversos lançamentos que o fizeram rodar os Estados Unidos e Europa, inclusive em grandes festivais. Em recente entrevista à imprensa brasileira, Brant definiu tudo como um “balanço sonoro”.
Apesar de ser a estreia da banda Brant Bjork, o californiano já esteve no Brasil em outras duas oportunidades, como baterista do projeto do CJ Ramone (ex-Ramones) e também da sua ex-banda, o Kyuss.
A atual turnê mundial celebra 20 anos do debute “Jalamanta”, até hoje considerado um marco ao stoner rock. Em entrevista ao Portal R7, Brant comentou sobre seu sentimento em relação ao disco. “Quando ouço ‘Jalamanta’ e penso sobre a experiência, lembro de trabalhar rápido e sem pensar muito. Mas ali tem muito sentimento. Gravei o disco há 20 anos e fiz muitos trabalhos solo desde então”.
Sean Wheeler, outra lenda do desert rock, é o convidado especial de Bjork nesta turnê sul-americana, que além do Brasil, passa por Chile e Argentina. Wheeler ficou famoso na década de 1990 como vocalista/guitarrista do Throw Rag, mas é dono de uma extensa e expressiva discografia, que começou a ser moldada ainda nos anos 80.
O show é uma iniciativa conjunta das produtoras Abraxas, Obscur. e Powerline, e promete ser uma noite memorável tanto para os fãs do artista quanto para aqueles curiosos a respeito deste gênero musical (ou seria um estilo de vida?) que cada vez ganha mais espaço no cenário musical brasileiro.
BANDAS DE ABERTURA – As paulistanas Mother Trouble e Blackdust foram as vencedoras de um inédito e ousado concurso que as produtoras promoveram com apoio do site Tenho Mais Discos que Amigos e do programa A Hora do Chá, da Mutante Radio.
A escola fundada pelos patronos do rock’n roll Led Zeppelin, Black Sabbath, Cream e Jimi Hendrix mantém seu séquito de fiéis no século XXI bem representado pelo quinteto brasileiro Blackdust. A banda, formada em 2016, mescla tais influências em composições que abrangem desde o blues rock dos anos 70 até o stoner rock da atualidade. Os shows são marcados principalmente pela performance visceral e texturas instrumentais densas.
A Mother Trouble é uma banda de rock N’ Roll com influências da década de 70, numa roupagem moderna. O power trio, nome super novo da cena, apresentará as músicas que estarão no EP de estreia e o single “Reasons”, lançado durante a seletiva.
SERVIÇO Brant Bjork dia 17 de outubro em São Paulo Evento: https://www.facebook.com/events/457448158411949/ Data: 17 de outubro de 2019 Horário: 19 horas (abertura da casa) Local: Fabrique Club (rua Barra Funda, 1075 – Barra Funda/SP) Ingresso online: https://pixelticket.com.br/eventos/4060/brant-bjork-em-sao-paulo 2º lote: $120,00 (Meia entrada/Promocional), até a véspera do show Na porta: R$ 140 (Sujeito a lotação) Ingresso físico: Locomotiva Discos (rua Barão de Itapetininga, 37 – Loja 8 – República, São Paulo) Classificação etária: 16 anos
Quando você pensa em rock/heavy metal, qual é a primeira coisa que vêm à cabeça? São muitas as respostas possíveis, mas quem de nós não lembra quase imediatamente daquele riff incrível da nossa música favorita? Quem de nós não se empolga a ouvir um bom riff, e quem nunca ‘atacou a vassoura’ para reproduzir as linhas do seu guitarrista favorito?
Na edição #248 da ROADIE CREW, o destaque especial vai para as guitarras!
Em um universo musical extremamente marcado pelos riffs, a equipe da ROADIE CREW elegeu 100 grandes riffs do rock/metal, peças históricas que ajudaram a moldar estilos como heavy metal, thrash, death, black, prog… Do início com Tony Iommi e o BLACK SABBATH, até os novos dias, com Zoltan Bathory e Jason Hook (FIVE FINGER DEATH PUNCH).
Além da lista principal, a matéria de capa ainda conta com adendos importantes, um pouco da história de como os riffs se tornaram a marca indelével do metal, e um box especialmente dedicado ao rock/metal brasileiro e seus guitarristas incríveis!
Mantendo a temática, entrevistas especiais com JOHN 5, NITA STRAUSS, STEVE STEVENS e JOE SATRIANI, além de uma das mais novas usinas de riffs thrash metal, o HATRIOT!
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Kerry King em ação com o Slayer (Foto: Fernando Pires)
Formado por grandes nomes do heavy metal brasileiro, o Dream Theater Tribute se apresenta no próximo dia 17 de novembro no Kubrick, no Rio de Janeiro. O intuito é celebrar a obra da banda americana, considerada pioneira do gênero prog metal e dona de álbuns essenciais aos estilo. A realização é da Onstage Agência.
O Dream Theater Tribute é Alírio Netto (Queen Extravaganza) no vocal, Felipe Andreoli (Angra) no baixo, Marcelo Barbosa (Angra) na guitarra, Rodrigo Silveira (Andre Matos) na bateria e Daniel Jorge (ex-Angra, CPM 22) no teclado. Um verdadeiro dream team do metal.
A ideia nasceu da paixão dos cinco amigos pela banda que embalou suas adolescências e os inspirou a buscar o mais alto nível musical e técnico. Em seu mais recente show, a banda executa músicas dos mais icônicos álbuns do Dream Theater como Images and Words, Awake e Scenes From a Memory, além de outras surpresas.
Os fãs do quinteto americano, assim como os fãs dos trabalhos principais dos músicos, têm lotado os shows do Tributo, que são sempre recheados de técnica e virtuosismo sem abrir mão do entretenimento e da atitude inerente a um show de Rock. A capacidade individual dos integrantes é colocada à prova em músicas extremamente complexas e desafiadoras que se tornaram hinos de várias gerações de músicos e fãs.
[INGRESSO MEIA-ENTRADA – QUEM TEM DIREITO?]
Válido para estudantes, doadores de sangue, acompanhantes de cadeirantes, funcionários da rede pública, maiores de 60 anos
[INGRESSO PROMOCIONAL – QUEM TEM DIREITO?]
Qualquer pessoa mediante a doação de 1kg de alimento não-perecível na entrada do evento.
Classificação 18 anos (Menores de 18 anos apenas acompanhados por responsável legal.)
Pouco mais de uma semana após os shows bombásticos do trio Helloween/Whitesnake/Scorpions, era a vez de o Iron Maiden aportar em Porto Alegre para mais um show muito esperado. A terceira visita dos ingleses à capital coincidiu com o término da Legacy of the Beast Tour, turnê que teve início na Europa em 2018 com o intuito de promover o jogo de celular Legacy of the Beast. Composto de uma grande seleção de clássicos, a turnê serviu também para celebrar a cura de Bruce Dickinson sobre o câncer de língua que o acometeu em 2015, justamente na época em que The Book of Souls estava sendo lançado.
E falar de shows do Iron Maiden é uma tarefa complicada. Na turnê de Fear of The Dark, em 1992, a “donzela de ferro” estreou em Porto Alegre, fazendo um show arrebatador (segundo relatos) no Gigantinho. E 16 anos depois, em 2008, a banda estava de volta no mesmo local para outra grande apresentação, que na opinião deste redator, foi o melhor show de Heavy Metal já realizado em Porto Alegre. E é praticamente impossível separar o lado fã do redator num show do Iron Maiden. A partir do momento em que as introduções vão rolando no P.A., o sangue ferve e a empolgação vai crescendo a cada música tocada.
E para abrir esta data histórica em Porto Alegre, coube à prata da casa fazer as honras. O Rage In My Eyes, antiga Scelerata, possui um excelente histórico de shows e ótimos discos lançados. E foi divulgando o novo álbum, o primeiro com o nome de Rage In My Eyes, que Jonathas Pozo (vocal), Magnus Wichmann e Leo Nunes (guitarras), Pedro Fauth (baixo) e Francis Cassol (bateria) subiram ao enorme palco na Arena do Grêmio. Ice Cell, o novo álbum, tem chamado a atenção pelo uso de acordeons, portanto nada mais justo que levar o acordeonista Matheus Kleber para tocar um trecho de Forever and Ever (do CD Skeletons Domination, de 2008) emendada com Hole in the Shell e Death Sleepers, esta última anteriormente apresentada com um belíssimo video clipe.
O novo visual da banda, agora adaptado às características tradicionalistas gaúchas, fez jus ao excelente uso do acordeom, casando estes elementos de forma perfeita com seu Heavy Metal. Embora tenham sofrido com a acústica do local, foi uma apresentação vitoriosa e que com certeza agradou aos milhares de headbangers já presentes. Do novo álbum ainda foi apresentada a música Soul Gatherer e os tempos da Scelerata ainda foram relembradas In My Blood (do álbum The Sniper, lançado em 2012 e que contou com a participação do primeiro vocalista do Iron Maiden, Paul Di’Anno) e para finalizar, Enemy Within, faixa de abertura de Skeletons Domination. O Rage In My Eyes tem bagagem e experiência de sobra para conquistar lugares ainda mais altos no concorrido mercado mundial do Heavy Metal.
Na sequência veio o The Raven Age, mais conhecida por ser a “banda do filho do Steve Harris”. Se na turnê de 2008 foi a chance de sua filha Lauren Harris abrir os shows da banda do pai, desta vez foi a vez do guitarrista George Harris fazer as honras. Formado em 2009 e com dois discos a tiracolo, a banda pratica aquele Metalcore/Groove Metal manjado, apesar de os músicos serem excelentes. Sabe aquela receita já usada e abusada por centenas de bandas? Entretanto, é de se admirar a forte presença de palco dos músicos, bem como a qualidade técnica do show (vocês queriam o quê?). Das nove faixas tocadas, sete foram dedicadas ao mais recente lançamento, Conspiracy¸ destacando Fleur de Lis e Angel in Disgrace.
Com 40 mil fãs aguardando ansiosos pela apresentação, o Iron Maiden já entrou com o jogo ganho. Era meu quinto show da banda e o nervosismo estava à flor da pele. Nestes 44 anos ininterruptos de atividade, o chefão Steve Harris liderou a banda como poucos, fazendo da “donzela” muito mais do que uma simples banda. Para muitos, é um estilo de vida. E foi com essa premissa de longevidade e determinação com os fãs que o fanático torcedor do West Ham United se tornou um dos melhores baixistas do mundo e seu líder nato.Vinte anos após a volta definitiva de Bruce Dickinson e Adrian Smith, parece que a banda tem energia de sobra para pelo menos mais dez anos de atividades. Assunto de muitas entrevistas e declarações, está claro que o tempo é nosso inimigo e num futuro próximo já não teremos mais Bruce correndo pelo palco feito um louco ou Steve empunhando seu baixo como uma metralhadora. Até o momento, especula-se a gravação de um novo álbum e posteriormente uma turnê habitual.
Quando a clássica introdução com Doctor, Doctor, do UFO, irrompeu na Arena do Grêmio, a euforia tomou conta de cada individuo ali presente. Bruce Dickinson (vocal), Steve Harris (baixo), Dave Murray, Adrian Smith e Janick Gers (guitarras) e Nicko McBrain (bateria) entregam ao público uma experiência única, que vai além das músicas tocadas. É uma experiência que envolve nostalgia e ao mesmo tempo renova nossas energias. E como um avião Spitfire, da Segunda Guerra Mundial, pairando sobre o palco, Aces High abre o espetáculo, mostrando Bruce em plena forma, correndo de um lado para o outro, ficando impossível de acreditar que aquele senhor de 61 anos de idade acabou de se curar de um câncer! Sem tempo para descanso e ainda com a sonoplastia de metralhadoras ecoando nos altos falantes, Where Eagles Dare faz o marmanjo mais brutal chorar de emoção, isso quando não resistem e tocam bateria imaginária com aquelas linhas incríveis criadas pelo sempre divertido Nicko McBrain ou com os solos lindos do trio Murray/Smith/Gers. Os riffs de 2 Minutes to Midnight continuam afiados depois de 35 anos, assim como a língua (sem piadinhas…) de Bruce, que conversou com o público pela primeira vez, dizendo que este era o maior show da banda em Porto Alegre e fazendo as tradicionais brincadeiras, dizendo que antes haviam tocado no Rock in Rio e em São Paulo e que os shows tinha sido OK, arrancando as primeiras interações com o público. É importante citar que no momento em que Bruce fala sobre São Paulo o público vaia, deixando até o vocalista meio desconcertado… Atitude desnecessária dos presentes, no mínimo.
Da fase Blaze Bayley tivemos duas músicas, a primeira delas The Clansman, do injustiçado Virtual XI (1998). De teor épico, a música fala sobre William Wallace, o famoso nobre escocês que batalhava pela liberdade da Escócia perante a Inglaterra entre 1297 e 1305, ano de sua morte. Com seus nove intensos minutos, a história do guerreiro é celebrada com solos extraordinários, além é claro, de um refrão pra lá de grudento. Foi bonito ver 40 mil pessoas entoando “Freeeeeeedom” enquanto Bruce empunhava uma espada pelo palco. As indefectíveis The Trooper e Revelations vieram em seguida, não deixando a energia cair em nenhum momento.
A única faixa mais “recente” incluída no set list foi For the Greater Good of God, presente em A Matter of Life and Death, de 2006. Seu início muito bonito mostrou Bruce cantando de forma emotiva, abrindo caminho para a quebradeira característica da música. A veia progressiva do Maiden parece ter se intensificado a partir deste álbum, que de início havia dividido opiniões sobre sua qualidade, agora atestada pelo teste do tempo. The Wicker Man, faixa de abertura do disco de retorno de Bruce/Adrian foi celebrada com grande retorno do público. Para muitos, Brave New World (2000) foi a portada de entrada de muitos para o mundo do Maiden. A fase Blaze foi novamente representada com um clássico, e que nesta turnê recebeu um tratamento de palco adequado. Sign of the Cross por si só já é uma obra de arte, mas ao vivo fica ainda melhor. Minha vontade como fã era de poder entrar na música e ficar lá para sempre. A temática desenvolvida em cima do livro e filme “O Nome da Rosa” foi fielmente retratada não apenas na letra, mas em toda a aura da música, e no show, Bruce encarnou um monge de trajes negros e a cantou usando uma cruz como suporte, enquanto o cenário macabro deixava tudo ainda mais fascinante.
O grande presente veio com a galopante Flight of Icarus, não tocada ao vivo desde 1986. Com Bruce carregando um lança-chamas das costas e soltando fogo pelos braços e o pano de fundo mostrando o personagem da mitologia grega, tornou-se um dos momentos mais festejados da noite. E a cada música, um cenário diferente e uma troca de figurino de Bruce Dickinson. Em Fear of the Dark o vocalista surgiu encarnado no fantasma da ópera e portando uma lanterna fez todos cantarem cada verso deste clássico de 1992. Há quem não aguente mais ouvi-la, mas é inegável o poder que ela exerce sobre o público. Daí pra frente foi clássico atrás de clássico, com The Number of the Beast, Iron Maiden e a fantástica The Evil That Men Do, esta última já fazendo parte do bis.
Hallowed Be Thy Name tratou de acabar com a voz de quem ainda a tinha, e não raro marejando os olhos dos fãs mais exaltados (este que voz escreve, por exemplo!). É incrível o poder que uma música pode exercer na vida de uma pessoa, e nesse momento foi nítida a sensação de “revigoramento” a cada riff, solo e verso cantado. E é incrível saber que meia dúzia de sessentões ainda possuem tanta energia para encarar uma hora e meia de show com tanto pique. Eu não aguentaria meia hora tocando igual o Steve Harris ou o sempre performático Janick Gers.
O Iron Maiden entregou um show além das expectativas, e o encerrou com Run to the Hills, deixando aquele ar de profunda satisfação em cada um ali presente e ao mesmo tempo deixando uma dúvida no ar: será mesmo que Bruce vai prometer o que prometeu, dizendo que os veremos aqui outra vez? Só o destino dirá, então por enquanto o jeito é ir curtindo a infinidade de clássicos que eles forjaram nestes mais de 40 anos e torcer que ainda tenham saúde para continuar nesta jornada por mais algum tempo.
A banda japonesa de metal BABYMETAL lança seu terceiro álbum METAL GALAXY via Cooking Vinyl. Para comemorar, a banda fará um show, já esgotado, em Los Angeles no The Forum, onde estará trazendo sua enorme produção japonesa para a América do Norte pela primeira vez. O show é um dos últimos de sua turnê americana de um mês e meio. Ouça METAL GALAXY aqui.
O álbum, ambientado no universo das BABYMETAL, é sobre uma odisséia que a banda deve levar ao METAL GALAXY, um desafio que FOX GOD deu à elas. Cada música as aproxima do destino desejado, começando com as músicas “Distortion”, “Starlight”, “Elevator Girl”, “PA PA YA!!” com participação do rapper tailandês F.HERO e “Shanti Shanti Shanti”. O álbum também conta com o vocalista Joakim Brodén, da Sabaton, Alissa White-Gluz do Arch Enemy, os guitarristas Tim Henson e Scott LePage da Polyphia e o guitarrista japonês Tak Matsumoto do B´z.
Nos três anos desde o lançamento de seu último álbum, METAL RESISTANCE de 2016, a banda alcançou sucesso em todo o mundo, com centenas de milhões de streams e quase um bilhão de visualizações no YouTube. Elas tocaram para 110.000 pessoas ao longo de duas noites no enorme TOKYO DOME, apoiaram o Red Hot Chili Peppers em sua turnê de arena no Reino Unido / EUA e o Guns N ‘Roses no Japão.
Faltam poucos dias para o retorno da banda de Rock Progressivo APOCALYPSE ao Rio de Janeiro. Com uma quantidade crescente de shows em seu currículo, o grupo gaúcho chegará a terras cariocas nesta sexta e sábado com a missão de apresentar seu novo lançamento, o CD ao vivo “The 35th Anniversary Concert”, obra que abrange a fase mais recente de sua discografia e faz jus à sua importância perante a cena do Rock Progressivo brasileiro. Gustavo Demarchi (vocal), Ruy Fritsch (guitarra), Eloy Fritsch (teclados), Daniel Motta (baixo) e Rainer Steiner (bateria) planejam um set list composto por faixas como “Not Like You”, “Hard Long Road”, “Follow the Bridge”, “Set Me Free”, “Refuge” e “Find Me Now”.
O blog Cena Rock CP, do tradicional jornal gaúcho Correio do Povo, é conduzido pelos jornalistas Chico Izidoro e Ana Lécia e agora ganhou sua versão no Youtube e podcast, disponível nas plataformas digitais. Em entrevista para o canal do Youtube, o tecladista Eloy Fritsch falou sobre o disco ao vivo e também sobre o retorno aos palcos cariocas nos dias 18 e 19 de outubro, participando da terceira edição CaRIOca ProgFestival, evento que visa fomentar o Rock Progressivo no Brasil. Mesmo sem patrocínio, o festival promove, desta vez, mais do que o dobro de atrações dos anos anteriores. De 31 de agosto a 25 de outubro, o festival tem levado 12 bandas de todo o país, em 13 apresentações, para o Centro Cultural Justiça Federal (Centro), Centro da Música Carioca (Tijuca), Solar de Botafogo e Theatro Municipal de Niterói, onde o festival se inicia e termina.