Categoria: Destaques

  • ANGRA lança “Tide of Changes”, single com participação da cantora VANESSA MORENO

    ANGRA lança “Tide of Changes”, single com participação da cantora VANESSA MORENO

    POR ASSESSORIA 

    Após Ride Into the Storm, o Angra lançou no início desta sexta-feira (15) em todas as plataformas de streaming o segundo single de seu próximo álbum de estúdio, Cycles of Pain. Tide of Changes foi a música escolhida da vez  para mostrar mais um pouco do 10° álbum de estúdio do grupo, que está agendado para ser lançado no Japão no dia 01 de novembro pela JVC e em 03 de novembro no resto do mundo através da Atomic Fire Records.

    O baixista Felipe Andreoli comentou o novo single  do Angra“Essa música ganhou vida muito rapidamente. Depois que eu brinquei com o riff inicial, todas as partes subsequentes se encaixaram perfeitamente”, recordou. “É uma música cheia de dinâmica e texturas diferentes, com um olhar para o futuro enquanto também acenamos para o passado, principalmente na seção intermediária. O Fabio (Lione, vocalista) fez um trabalho brilhante com as linhas vocais e teve uma performance muito inspirada. A introdução surgiu enquanto eu trabalhava em algumas harmonias, aí o Fabio entrou e a mágica aconteceu”.

    Rafael Bittencourt, guitarrista e fundador do Angra, complementou: “A letra de Tide of Changes foi a primeira que compus para o álbum Cycles of Pain, e retrata exatamente o que o título denuncia. Vivemos um momento de grande instabilidade e, enquanto nosso ego busca a zona de conforto e controle, é fundamental adaptar-se a essa impermanência, surfarmos nas ondas do destino e não nas nossas expectativas. São as dores e frustrações que nos moldam e fortalecem, a ponto de podermos bater no peito e dizer, ‘‘Que venha a próxima onda de dificuldades. Quer levar outro pedaço de mim? Vamos, esperei por esse momento!’”.

    Foto: Lorena Dini

    Tide of Changes conta com a participação especial da cantora Vanessa Moreno. A brasilidade de Vanessa, considerada uma das maiores revelações da MPB e vencedora do Prêmio Profissionais da Música de 2017 e 2018, não esconde a influência do rock e do metal em sua obra. Essa fusão única de gêneros musicais é o que dá uma dimensão extraordinária à sua arte, cativando tanto os aficionados tradicionais da MPB quanto os amantes de estilos mais enérgicos.

    Sua voz poderosa e versátil transmite uma variedade de emoções, desde a melancolia profunda até a euforia contagiante. Vanessa Moreno não se prende a rótulos ou limitações artísticas, e é justamente essa abordagem destemida que a coloca no cenário musical como uma artista inovadora e destaque da nova geração.

    Tide of Changes vem acompanhada de videoclipe com direção do renomado Leo Liberti, da Libertà Films, que já trabalhou com gigantes como Dee Snider, Europe Megadeth. O trabalho com o diretor repete a fórmula de sucesso que resultou no clipe de Black Widow’s Web e do recém-lançado Ride Into the Storm.

    Ouça Tide of Changes nas plataformas de streaming: https://angra.afr.link/tideofchangesPR

      Cycles of Pain

    Diversos temas serviram de inspiração para a parte lírica do trabalho. Dores pessoais dos membros da banda, como morte, doença de familiares, perda de Andre Matos e também a pandemia são alguns dos tópicos abordados em Cycles of Pain. Para a composição, os músicos se isolaram em uma intensa imersão, que resultou em uma grande interação criativa. Após criarem as músicas em uma casa em Campos de Jordão, realizaram as gravações no estúdio Sonastério, em Belo Horizonte, e no Elephant Office, na região de Florianópolis.

    O álbum Cycles of Pain marca uma nova era na carreira do grupo, e trará diversas participações especiais, incluindo a cantora Amanda Somerville e a pianista Juliana D’Agostini em Tears of Blood, a lenda da MPB Lenine, em Vida Seca e Vanessa Moreno em Tide Of Changes – Part II e em Here in the Now.  O disco foi produzido, mixado e masterizado por Dennis Ward, que  trabalhou em álbuns clássicos do Angra como Rebirth e Temple of Shadows. A capa foi inspirada em experiências com a Inteligência Artificial e posteriormente finalizada por Eric Pasqua, enquanto Jonathan Canuto cuidou do layout.

    Vivendo um momento inspirado da carreira, o Angra atualmente é formado pelos guitarristas Rafael Bittencourt e Marcelo Barbosa, o baixista Felipe Andreoli, o vocalista Fabio Lione e o baterista Bruno Valverde.

    Foto: Marcos Hermes
  • Está no ar o episódio #28 do BATALHA DE ÁLBUNS da Roadie Crew no YouTube; assista ao vídeo

    Está no ar o episódio #28 do BATALHA DE ÁLBUNS da Roadie Crew no YouTube; assista ao vídeo

    Já está no ar, pelo canal da Roadie Crew no YouTube, o episódio #28 do quadro Faixa a Faixa – Batalha de Álbuns. No Faixa a Faixa, os comentaristas colocam três grandes discos lado a lado em disputa. Com a mesma quantidade de músicas na track list, uma a uma, na ordem, vão sendo confrontadas. O objetivo final dos apresentadores é montar um imaginário disco com a track list perfeita, formada pelas músicas vencedoras.

    Nesse episódio, os apresentadores Luiz Tosi, Ricardo Campos e Tony Monteiro põem em jogo músicas de três clássicos álbuns do mestre do shock rock Alice CooperLove it to DeathSchool’s OutMuscle of Love. Assista: 

    E não se esqueça de se inscrever em nosso canal, deixar seu like e clicar no Hells Bells (?) para receber todas as notificações dos próximos vídeos: https://www.youtube.com/roadiecrewmagtv 

  • Álbum tributo ao TYPE O NEGATIVE será lançado este mês e reúne bandas de gêneros extremos; ouça-o

    Álbum tributo ao TYPE O NEGATIVE será lançado este mês e reúne bandas de gêneros extremos; ouça-o

    Bandas de gêneros extremos como grind, crust, D-beat, powerviolence e death metal se reuniram para um tributo ao Type O Negative. Intitulado Blast No.1 – Blastbeat Tribute to Type O Negative será lançado no próximo dia 22 de setembro. O projeto, meticulosamente curado pela 783Punx, reúne 19 covers fascinantes de algumas das bandas mais voláteis do mundo.

    Em um tributo único, as bandas pegam músicas icônicas, muitas vezes mais arrastadas, do Type O Negative e as transformam em faixas aceleradas em versão grindcore. “Pegue uma música do Type O Negative lenta e longa e a converta em uma música grindcore curta e super rápida, mas tente mantê-la mais reconhecível possível”, disse Edi da 783Punx. Bandas como HellbastardSchismopathicProletar Abaddon Incarnate estão entre todas que colaboraram.

    Ouça o álbum em primeira mão na playlist abaixo: 

    Um destaque especial do lançamento físico é seu elemento visual, misturando o estilo clássico do Type O Negative com símbolos familiares a todos os fãs de blastcore. Ada, do Bite the Dust, é creditado pela arte.

    O tributo vem em vários formatos e edições, incluindo um CD padrão, um box set com CD deluxe e várias edições de fita e LP. Cada oferta inclui recursos exclusivos, como encartes de 24 páginas, adesivos especiais e até um pacote de camisetas.

    CD: jewel case com encarte de 24 páginas com fotos da banda e interpretações especial da capa do álbum Boxset CD Deluxe: Caixa de pizza “7 contendo um CD deluxe, dois cartões postais e uma camiseta colorida estampada frente e costas e de origem ética. Fita: vem em duas versões – varejo e exclusiva da banda – embalada em uma caixa de plástico com um adesivo hype e J-Card. LP Deluxe: 180g, preto, alojado em um pesado formato gatefold, com impressão de tela no lado D. Além disso, vem com adesivos e cartões postais de 12x12cm. Todas essas variantes podem ser pré-encomendadas agora no Linktree do 783Punx. Confira o tracklist:  01. KANNIBAL KRIS (Germany) – Are You Afraid 02. TASK FORCE BEER (Germany) – Prelude To Agony 03. SCHISMOPATHIC (Poland) – I Don’t Wanna Be Me 04. HELLBASTARD (England) – We Hate Everyone 05. DISHELL (Poland) – Xero Tolerance 06. VERANO’S DOGS (Italy) – Love You To Death 07. HERIDA PROFUNDA (Poland) – All Hallows Eve 08. BOTTOM (Poland) – Be My Druidess 09. GENDO IKARI (Scotland) – Kill You Tonight 10. PLAGUE BEARER (Poland) – Creepy Green Light 11. PROLETAR (Indonesia) – Angry Inch 12. BOYCOTT THE BAPTIST (England) – Everything Dies 13. WILL COPE (Lithuania) – Some Stupid Tomorrow 14. ASSUR (Belgium) – Christian Woman 15. EMISSAIRES OF SIN (Wales) – Black No. 1 (Little Miss Scare-All) 16. HOT COPS (England) – My Girlfriend’s Girlfriend 17. SKITZO (USA) – Unsuccessfully Coping With The Natural Beauty Of Infidelity 18. ABADDON INCARNATE (Ireland) – Dead Again 19. THE ATROCITY EXHIBIT (England) – Der Untermensch Kill Devil Hill photographed at the rehearsal studio in North Hollywood on 12/12/11.
  • AC/DC anuncia o baterista MATT LAUG no lugar de PHIL RUDD para o festival “Power Trip”

    AC/DC anuncia o baterista MATT LAUG no lugar de PHIL RUDD para o festival “Power Trip”

    O AC/DC está a todo vapor para sua volta aos palcos desde 2016. A maior banda australiana da história será uma das atrações do segundo dia do aguardado festival americano “Power Trip”, em 7 de outubro, no Empire Polo Club,  que fica localizado em Indio, Califórnia. Para esta apresentação, o AC/DC não terá a presença de Phil Rudd na bateria, mas sim de Matt Laug, músico que trabalhou com Alice CooperSlash’s SnakepitAlanis Morrissette e outros. Laug, de 55 anos, já dividiu palco com o próprio AC/DC. Foi em 2001, quando ele estava tocando com Slash e o AC/DC divulgava o álbum Stiff Upper Lip.

    Nas últimas duas décadas, Laug tem tocado e gravado com o ex-guitarrista de Tom Petty and the HeartbreakersMike Campbell, no Dirty Knobs“Tenho muita sorte de poder trabalhar com amigos que são grandes músicos. Acho que quando você tenta ser o melhor que pode ser, isso atrai outros que fazem o mesmo”, disse o bateria em uma entrevista em 2020. “Procuro ser profissional, o que significa ter uma atitude humilde, conhecer as músicas antes de ir para os ensaios, chegar aos ensaios e shows a tempo e dar o meu melhor”. 

    Matt Laug

    Em suas redes, o AC/DC compartilhou um áudio de ensaio para o “Power Trip” e mencionou o retorno do baixista Cliff Williams e a contribuição de Matt Laug:

    “PWR UP (prepare-se) para o Power Trip! Ouça o ensaio dos garotos se preparando com Cliff Williams, que está saindo da aposentadoria para o festival, e Matt Laug na bateria”.

    Ainda não está muito claro se Phil Rudd está fora ou não do AC/DC de modo definitivo. Ele se juntou ao grupo em 1975, saiu em 1983 e retornou em 1994. Em 2020, Rudd retornou mais uma vez para o AC/DC para as gravações de álbum mais recente da banda, Power Up. Entre 2015 e 2016, ele teve que lidar com as consequências legais de sua prisão em 2014, por ameaçar matar um ex-funcionário. A sentença foi de oito meses de prisão domiciliar. Enquanto isso, durante a “Rock or Bust World Tour”, o AC/DC contou com os serviços de Chris Slade, seu baterista no período de 1989 a 1994.

    Ressentido, em 2020, em entrevista à Rolling StoneChris Slade revelou que “Ninguém nunca me ligou e disse: ‘A propósito, você não é o baterista atual’ ou “A propósito, Phil está na banda há três anos’; ninguém nunca disse isso. No que me diz respeito… Deus, eu sou filosófico o suficiente para perceber que Phil pode muito em estar de volta à banda. Não faço ideia. Eu não tinha ideia nenhuma da última vez quando me ligaram antes da (turnê) Rock or Bust. Estou aberto a todas as possibilidades. É assim que as pessoas devem ser, de mente aberta”. E parece que a declaração de Chris não pegou bem com seus antigos parceiros de AC/DC, visto que dessa vez a banda optou por Laug e não por ele para ocupar o lugar de Rudd no festival Power Trip. De sua parte, Slade desejou boa sorte a Matt Laug em suas redes no último domingo (10), porém não perdeu a oportunidade para cutucar o guitarrista Angus Young:

     

    “Conheço Matt, é um cara muito legal desde a época em que eu morava na Califórnia. Ele é um baterista muito capaz e abstêmio, e colocará a bateria exatamente onde Angus quer: no fundo do palco. Desejo-lhe toda a sorte

     

    Para o AC/DC, a apresentação no festival “Power Trip” será histórica. Além de a apresentação ser a primeira ao vivo da banda em sete anos e com um baterista diferente, marcará o retorno de Cliff Williams da aposentadoria e a volta do vocalista Brian Johnson aos palcos desde que foi substituído por Axl Rose nas últimas 23 datas da turnê “Rock or Bust”, já que na ocasião corria o risco de perder por completo sua audição caso permanecesse fazendo shows barulhentos com a banda”.

    O “Power Trip” acontecerá nos dias 6, 7 e 8 de outubro terá também como atrações MetallicaIron MaidenGuns N’ RosesTool Judas Priest (que entrou no lugar de Ozzy Osbourne).

     
  • BEYOND THE BLACK: TRABALHO E MATURIDADE

    BEYOND THE BLACK: TRABALHO E MATURIDADE

    Com seu novo e autointitulado álbum, o quinto numa história que começou logo ali atrás, em 2014, o Beyond the Black apresenta uma maturidade que já distancia o grupo alemão do rótulo ao qual foi colocado, o de metal sinfônico. E a responsabilidade é da vocalista, instrumentista e compositora Jennifer Haben, hoje acompanhada por Chris Hermsdörfer e Tobias Lodes (guitarras), Kai Tschierschky (bateria) e, ao vivo, Linus Klausenitzer (baixo). Com um número já considerável de mudanças na formação, a banda é o retrato da sua líder, que, nesta entrevista, mostra que tanto não perdeu a simpatia quanto, numa época de estrelas instantâneas e sazonais, sua agradável timidez.

    Como você está, especialmente depois da fase mais grave da pandemia?
    Jennifer Haben: Muita coisa aconteceu, muita coisa mudou, mas há sempre uma oportunidade na mudança, e eu sempre olho para isso. Então está tudo bem por aqui. Ver o copo meio cheio é o que sempre tento fazer.

    A pandemia atingiu duramente a indústria musical, especialmente os artistas, que não puderam sair em turnê. Mas acredito que isso deu a você tempo para trabalhar de forma mais relaxada no novo material, certo?
    Jennifer: Claro! Eu costumo dizer que é sempre bom ter um pouco mais de tempo para compor as músicas e pensar no que queremos fazer, por isso acredito que essa é uma das razões pela qual o novo disco soa tão confiante. Passamos bastante tempo pensando nas questões básicas e sabíamos exatamente o que queríamos antes de começarmos a compor e a gravar. Isso nos ajudou por um lado, ainda que tenha sido péssimo por outro.

    E me parece que a letra de “Is There Anybody Out There?” está diretamente relacionada à pandemia…
    Jennifer: Sim, está, mas preciso dizer que tudo no novo álbum está de alguma forma relacionado com o que sentimos durante a pandemia. Mesmo que sempre tenhamos momentos assim nas nossas vidas, creio que desta vez, com a pandemia, todos sentimos as mesmas coisas ao mesmo tempo. Foi algo singular, e acredito que é uma razão por que talvez agora você possa pegar essa música e perceber ‘Ok, eu senti exatamente isso!’, ou seja, se sentir sozinho com os seus pensamentos, pensar que está enlouquecendo e aí descobrir que todo mundo estava se sentindo exatamente assim. Você deve se lembrar de falar com amigos e familiares por videochamadas e perceber que todos estavam falando sobre as mesmas coisas, as mesmas sensações, e isso fazer você se sentir compreendido. Foi assim que eu me senti. É claro que parece fácil falar disso quando há pessoas por aí que não tinham quem os ouvisse ou com quem pudessem falar, então quis abordar esse sentimento, também.

    Beyond the Black
    Jennifer Habben (Foto: Heilemania/Divulgação)

    Exatamente, e minha questão é exatamente nesse sentido, porque a letra se encaixa no que muitas pessoas passaram depois de ficarem confinadas por tanto tempo. Houve um problema de saúde mental…
    Jennifer: Eu tive a sorte de ter mais gente perto de mim nesse período do que nos anos anteriores, então isso foi muito bom. Também foi bom ter mais tempo para estar com outras pessoas, mesmo que não fosse pessoalmente, porque todos podíamos nos conectar, afinal, todos tínhamos tempo e disposição para isso. Claro que foi tudo foi muito difícil, especialmente para as pessoas que costumam fazer muitas turnês e que estão sempre por aí. Eu tentei fazer com que esse trabalho, agora de volta ao mundo normal, pudesse ajudar também quem não teve companhia por perto naquele período.

    E em que sentido a letra de “Free Me” se encaixa nesse contexto, porque ela parecer ser bastante pessoal…
    Jennifer: O disco inteiro é sobre se encontrar, e isso é algo muito pessoal: encontrar o que você realmente quer, todas as coisas que podíamos pensar a respeito naquele período. Essa música teve uma sensação Shakespeariana enquanto a compusemos, mas o resultado ficou ótimo, inclusive com o videoclipe, que mostra duas Jennifers se conectando de alguma forma, no qual há dois mundos diferentes, porque, no fim das contas, você encontra as respostas sobre tudo o que você está buscando dentro de si mesmo. Foi algo que descobri sobre mim mesma durante aquele período, de uma maneira bem intensa, então tentei dar continuidade ao contar para outras pessoas.

    Mas se “Winter is Coming” não for sobre “Game of Thrones”, ainda mais com aquele videoclipe, você realmente precisa me explicar o significado dela (risos)…
    Jennifer: (rindo bastante) Sim, é! A música foi escrita antes de começarmos esse álbum, então não diz nada sobre autoconhecimento (risos), mas se pensarmos nela como uma metáfora, ainda assim foi perfeita para a época, porque sempre temos de encarar certas coisas. A ideia da canção foi do guitarrista, só que eu realmente adorei porque sou uma fã nerd de “Games of Thrones” (risos).

    Então aqui vai a pergunta de um milhão de dólares: você gostou do desfecho da série?
    Jennifer: Ah, não faça essa pergunta! (risos) É muito doloroso! (risos) Não, eu não gostei! Prefiro até pensar que não aconteceu, porque não consigo entender por que fizeram um fim como aquele. Talvez eles quisessem que ficássemos comentando a respeito o tempo todo, embora tenha sido a pior coisa que poderiam ter feito. É a única razão que vejo para terem feito aquilo envolvendo a Khaleesi.

    Falamos muito breve sobre videoclipes, e o Beyond the Black você já fez seus para o novo álbum, todos muito bem produzidos. Eu costumo dizer que o YouTube é a nova MTV, mas qual a importância para a banda?
    Jennifer: Boa pergunta. Eu realmente gosto de fazer vídeos incríveis, que não pareçam baratos, que pareçam caros… Bom, na verdade, eles são bem caros (risos), mas calculamos como distribuir os custos entre os clipes. Decidimos qual é o que mais vale a pena, é assim que é feito. O mais importante é que a ideia principal seja boa e que possamos fazer tudo para dar corpo a essa ideia com o orçamento que temos, mostrando para as pessoas que Beyond the Black está aqui, porque dominaremos o mundo! (risos) Usamos esses grandes efeitos, como no de “Reincarnation”, que foi algo muito divertido de fazer! Pessoalmente, também é muito importante para mim interpretar esses papéis, poder fazer um pouco de cosplay aqui e ali, porque é algo que amo fazer. Não disse a você que sou nerd? (risos) Não sei por que não tínhamos nada disso antes, mas agora senti que era a hora de fazer. É bom poder combinar tudo isso no novo disco.

    Esse lado de atuação é uma novidade para mim. Você já pensou em tentar um papel num filme ou numa série?
    Jennifer: Eu amo atuar, realmente, e adoraria tentar! Gosto desse elemento da atuação que é poder demonstrar diferentes sentimentos com expressões faciais. Não sei o quão boa eu sou para aprender letras sem que tenham as melodias junto (risos), mas acredito que me daria bem num papel que exigisse estar totalmente apaixonada e morrer por isso, algo bem dramático. Creio que poderia fazer isso bem! (risos)

    Curiosamente, dois dos videoclipes são de duas das minhas três músicas favoritas em “Beyond the Black”, e “Dancing in the Dark”, por exemplo, ainda é a abertura perfeita para os shows. Apesar de estar no meio do setlist… (risos)
    Jennifer: É muito legal você dizer isso, porque tive o mesmo pensamento enquanto estávamos terminando o disco e pensando em quais músicas tocaríamos ao vivo. Quando combinamos isso com os elementos que precisam preencher um show, como solo de bateria e efeitos visuais para o deleite da plateia, temos de imaginar de uma forma diferente. Porém, musicalmente falando, “Dancing in the Dark” é a música perfeita para abertura, de fato. Como primeira música, poderíamos bater palmas junto com o público, fazer com que ele entre no ritmo do show, então imagine a primeira música fazendo o público dançar? Seria incrível! Sempre acreditei que a canção de abertura deve ser aquela que mexa com as pessoas na plateia no sentido de colocá-las para dançar, e nunca tivemos isso. Agora eu preciso pensar a respeito, sobre onde a colocarei nos próximos shows (risos).

    E como eu mencionei uma, farei o mesmo com as outras duas, a começar por “Reincarnation”. Os elementos de música celta são o molho principal da canção…
    Jennifer: É como se fosse a apresentação do disco para os ouvintes, porque se eu tivesse de mostrar do que se trata o “Beyond the Music” em apenas uma música, seria “Reincarnation”. De certa forma, ela está baseada em tudo que apresentamos, e o tema também trata do que queríamos falar nas demais letras, que é se encontrar e fazer o melhor por si mesmo.

    Por último, “Not in Our Name”, especialmente porque o groove e o toque de metal moderno trazem um ar de novidade ao estilo da banda. E ainda tem a letra…
    Jennifer: E mais uma vez há um elemento nerd na nossa conversa (risos), porque eu estava assistindo a filmes, séries e animes, então talvez você encontre algo sobre “Demon Slayer” nela (risos) (N.R.: no Brasil, a série de anime da Netflix se chama “Demon Slayer: Kimetsu no Yaiba”). Foi uma grande inspiração porque assisti a todas as temporadas direto durante a pandemia, e também teve alguns filmes com trilhas sonoras do Hans Zimmer. E como pensamos muito nos nossos fãs, criamos alguns grupos no Facebook para conhecê-los melhor, para tentar entender quem estava ouvindo nossa música, e descobrimos que o mais importante é que eles são bastante confiantes ao demonstrar suas emoções, então ter criado uma grande comunidade, onde isso pudesse ser feito, foi responsável pela sensação geral durante a composição de “Not in Our Name”. Somos essas pessoas, temos essas emoções, estamos aqui juntos.

    Beyond the Black
    Tobias Lodes, Kai Tschierschky, Jennifer Haben e Chris Hermsdörfer (Foto: Heilemania/Divulgação)

    Uma pergunta inevitável: por que dar o nome da banda ao novo álbum?
    Jennifer: Ah, isso aconteceu durante o processo de composição, e a vontade de chamá-lo simplesmente de “Beyond the Black” veio do questionamento ‘o que é o Beyond the Black?’, então a resposta é o disco, são os temas que falamos nas letras, é a música que criamos para ele. A sensação foi a de que nos encontramos, porque é o trabalho que melhor define o Beyond the Black, mais do que qualquer coisa que fizemos antes, então não poderíamos ter outro título que não fosse o nome da banda. E ele também é um novo começo para nós, porque é o primeiro álbum em nosso novo selo, temos uma nova equipe trabalhando conosco. No começo, tínhamos o pessoal da Universal nos países que falam alemão, e a Napalm cuidava do restante do mundo, sendo que nós sempre estávamos conectados com o pessoal da Universal, então o novo disco foi uma mudança completa de time. Eu tinha 18 anos quando começamos a reunir a equipe original, não sabia nada sobre a parte de negócios e fui descobrindo quais são as minhas forças, o que eu realmente não entendo, coisas assim, e era difícil encontrar o meu lugar numa equipe que crescia tanto. Agora, com essa nova equipe da Nuclear Blast eu senti um ‘Ok, este é o meu espaço. Eu faço isso, e você faz aquilo!’ (risos), e isso é libertador! Não que o time antigo fosse ruim ou algo assim, nada disso, é só que agora há algo novo até mesmo para mim. Essa é outra razão por que o disco soa tão bem, porque se trata de um novo começo.

    Depois do lançamento de “Heart of the Hurricane” (2018), eu perguntei a você sobre as mudanças na formação. Quase seis anos depois, você provou que o Beyond the Black é mesmo uma banda, certo?
    Jennifer: Definitivamente! E é como a minha família. Não poderia imaginar fazer isso sozinha, porque sempre quis ter comigo pessoas que tivessem os mesmos objetivos, então sinto que nós quatro agora estamos olhando para a mesma direção, e essa é uma ótima sensação!

    E considerando que Chris, Tobias e Kai continuam ao seu lado, é a prova de que não é difícil trabalhar com você (risos)…
    Jennifer: (rindo) Eu não sei se é difícil trabalhar comigo, mas sempre penso em todo mundo. O que mais aprendi durante o período de mudanças é que a comunicação é a coisa mais importante, e essa é uma das razões de a primeira formação não existir mais. Para completar, eu tinha 18 anos à época. Não sabia de absolutamente nada, mas aprendi muita coisa ao longo desses anos, o que foi muito bom para mim.

    E quando falamos sobre o Brasil, você me disse que adoraria vir ao país para curtir o carnaval. Ainda está na sua lista de desejos?
    Jennifer: Com certeza! Isso é um desejo absolutamente pessoal! (risos) Eu adoraria ir ao Brasil no período do carnaval porque parece ser uma festa incrível, e um dia eu realmente estarei. Depois da pandemia, pensei que estaríamos um pouco mais seguros para dar prosseguimento a alguns rumores sobre possibilidades de tocar no seu país, mas tudo ficou ainda um pouco confuso sobre biossegurança. No momento, tudo o que posso dizer é que existem outras possibilidades, mas eu espero um dia aproveitar o carnaval no Brasil, mesmo que como turista. Sei que muitos fãs de heavy metal não curtem a música do carnaval brasileiro, mas eu também não gosto da música que toca na Alemanha durante o carnaval (risos). Então, se eu não curtir, tudo bem, porque o que gosto mesmo é de me fantasiar. É muito divertido! (risos)

    O Beyond the Black ainda não chegou ao décimo aniversário, mas já acumula várias conquistas. Como você descreveria o trajeto de Songs of Love and Death (2015) até agora?
    Jennifer: A jornada toda teve muitos altos e, também, muitos baixos, mas no momento parece que só vai subir, o que causa uma sensação maravilhosa. O novo disco veio acompanhado de muitos comentários positivos, e isso é o melhor de tudo, é a melhor sensação do mundo!, porque sempre penso nos haters: ‘Onde eles estão?’. Onde estão vocês, haters? (risos) Eu amo o que estamos fazendo agora, e isso é o que mais importa. Acredito que estamos no caminho certo!

    Obrigado pelo papo, Jennifer, e o espaço final é todo seu.
    Jennifer: Obrigada a você por me receber mais uma vez, Daniel, e espero ver todos os fãs brasileiros muito em breve. Desejo que todos se cuidem e se mantenham saudáveis e seguros!

  • Summer Breeze confirma MR. BIG, SEBASTIAN BACH, DEATH ANGEL e DR. SIN para 2024

    Summer Breeze confirma MR. BIG, SEBASTIAN BACH, DEATH ANGEL e DR. SIN para 2024

    Considerando o estrondoso sucesso da primeira edição no Brasil do festival alemão Summer Breeze Open Air, realizado em 2023 no Memorial da América Latina (São Paulo/SP), a segunda edição segue confirmadíssima para os dias 26, 27 e 28 de abril do próximo ano. Mais atrações acabam de ser confirmadas pela produção do festival.

    São elas:

    Death Angel: contando atualmente com Mark Osegueda (vocal), Rob Cavestany (guitarra) da formação original, ao lado de Ted Aguilar (guitarra), Damien Sisson (baixo) e Will Carroll (bateria), o grupo americano de thrash metal Death Angel surgiu na Bay Area de São Francisco no começo dos anos 80. Na época, ficaram conhecidos como os prodígios da Bay Area. A demo-tape “Kill As One” (1986), produzida por Kirk Hammett (Metallica), levou ao contrato com a Enigma, que lançou o debut “The Ultra-Violence” (1987) e “Frolic Through The Park” (1988). Após a primeira turnê mundial e a mudança para a major Geffen, veio o cultuado “Act III” (1990). Apesar do ótimo desempenho musical, havia problemas com o ‘managment’. A situação piorou após um acidente com o ‘tour bus’, que acabou fazendo com que Andy Galeon ficasse inapto a tocar bateria por um longo período. A inesperada tragédia, somada aos problemas judiciais existentes, levaram ao encerramento das atividades. Os anos foram passado e as ofertas para shows foram animando os músicos. Assim, o grupo retomou sua carreira em 2001. Desde então, lançaram os álbuns “The Art of Dying” (2004), “Killing Season” (2008), “Relentless Retribution” (2010), “The Dream Calls for Blood” (2013), “The Evil Divide” (2016) e “Humanicide” (2019).

    Dr. Sin: se o power trio Dr. Sin conta com um histórico de respeito quando o assunto é a presença em grandes festivais, entre eles o Rock in Rio, Hollywood Rock, M2000 Summer Concerts, Live N’ Louder, Skol Rock e Monsters of Rock, agora irá incluir o Summer Breeze Open Air Brasil em 2024. Afora isso, o trio, que conta hoje com os irmãos Andria Busic (vocal e baixo), Ivan Busic (bateria e vocal) e Thiago Melo (guitarra), já dividiu o palco com Steve Vai, Joe Satriani, Yngwie Malmsteen, Deep Purple, Pantera, Ian Gillan, Bon Jovi, AC/DC, Glenn Hughes e Kiss. Promovendo “Back Home Again” (2019) e tendo lançado o CD/DVD “Acústico Dr. Sin”, gravado ao vivo no Teatro Safra (SP), o grupo também celebra os 30 anos do álbum de estreia, “Dr. Sin”.

    Mr. Big: A banda americana de hard rock Mr. Big se destacou nos anos 80 e 90 com sua abordagem única do gênero, incorporando elementos de classic rock, virtuosismo instrumental e melodias cativantes. Eric Martin (vocal), Paul Gilbert (guitarra), Billy Sheehan (baixo) e o saudoso Pat Torpey (bateria) alcançaram grande sucesso comercial com o segundo álbum, “Lean Into it” (1991), notavelmente pela balada “To Be With You”. Um dos fatos marcantes da banda ocorreu justamente no Brasil, quando tocou em 1994 para cerca de 100 mil pessoas no festival M2000 Summer Concerts, em Santos (SP). Idolatrado no Brasil, o grupo tem nove álbuns lançados, com destaque ainda para “Mr. Big” (1989) e “Bump Ahead” (1993). Seu mais recente de estúdio é “Defying Gravity” (2017), que trouxe Matt Starr substituindo Torpey, falecido em fevereiro de 2018 por complicações da doença de Parkinson. O retorno da banda foi anunciado em 2021, com planos de shows em 2023, e Nick D’Virgilio foi oficializado como baterista para a “The Big Finish Tour 2023-24”. Espere por uma apresentação cheia de sucessos, pois a carreira do Mr. Big traz aos montes: “Addicted to That Rush”, “Wind Me Up”, “Alive and Kicking”, “Daddy, Brother, Lover”, “Little Boy (The Electric Drill Song)”, “Lucky This Time” e outras.

    Sebastian Bach: os fãs curtiram e vibraram com a presença do Skid Row na primeira edição do Summer Breeze Open Air Brasil. Porém, muitos foram os pedidos para que a organização fosse atrás do ex-vocalista da banda: Sebastian Bach. Até 1995, Bach e o Skid Row lançaram “Skid Row” (1989), “Slave to the Grind” (1991) e “Subhuman Race” (1995), desfrutando do sucesso. Depois disso, em meados de 1996, se separaram e Bach seguiu em carreira solo, gravando os álbuns “Bring ‘Em Bach Alive!” (1999), “Angel Down” (2007), “Kicking & Screaming” (2011) e “Give ‘Em Hell” (2014). “Posicionar-me atrás do microfone e sair gritando até não aguentar mais. É isso que eu sou, é isso o que faço melhor. Sou Sebastian Bach, o ‘Youth Gone Wild’ original dos EUA“, declarou certa vez à revista Roadie Crew.

    Sobre os outros nomes já confirmados:

    Amorphis: Com 15 álbuns de estúdio em sua discografia, a banda finlandesa atualmente formada por Tomi Joutsen (vocais), Esa Holopainen e Tomi Koivusaari (guitarras), Olli-Pekka Laine (baixo), Jan Rechberger (bateria) e Santeri Kallio (teclados), promove o álbum “Halo” (2022), lançado pela gravadora alemã Atomic Fire Records. No entanto, nenhum trabalho do Amorphis estaria completo sem a narrativa imaginativa e poética do renomado letrista Pekka Kainulainen. “Desde o primeiro dia, Pekka sempre foi um letrista entusiasmado e produtivo para o Amorphis”, diz Joutsen. “É um processo lento traduzir a poesia finlandesa arcaica para o inglês e adaptá-la aos nossos ritmos progressivos. Felizmente, Pekka faz tudo na hora e com muito cuidado.” Desde “Silent Waters” (2007), Kainulainen navega pelas águas mitológicas de sua terra natal com grande habilidade e respeito. Em “Halo”, ele se superou mais uma vez. “‘Halo’ é um disco temático solto, cheio de contos de aventura sobre o Norte mítico, dezenas de milhares de anos atrás”, explica ele. “A letra fala de uma época antiga em que o homem vagava por essas fronteiras boreais abandonadas após a era do gelo. Ao descrever o renascimento de uma cultura seminal em um mundo de novas oportunidades, também tento alcançar as forças sempiternas da mente humana.”

    Angra: Uma dos grandes nomes do metal brasileiro, o Angra está a todo vapor divulgando o recém-anunciado “Cycles of Pain”, décimo da discografia iniciada há 30 anos com “Angels Cry”. Rafael Bittencourt (fundador e guitarrista), Fabio Lione (vocal), Marcelo Barbosa (guitarra), Felipe Andreoli (baixo) e Bruno Valverde (bateria) assinaram um contrato com a gravadora alemã Atomic Fire Records e lançaram recentemente o clipe “Ride Into The Storm”, trazendo diversas analogias sobre o passado e o futuro promissor que os aguarda. Na época do lançamento, a banda comentou: “‘Ride Into The Storm’ é uma peça implacável e agressiva que captura a essência do Angra. Com seu ritmo acelerado e toque moderno, a música mantém o DNA da banda, ao mesmo tempo em que entrega passagens intricadas e tecnicamente desafiadoras; a fusão de elementos tradicionais e progressivos empurra os limites sem sacrificar o estilo característico da banda. ‘Ride Into The Storm’ é mais um passo na evolução da banda, incorporando agressividade, velocidade, modernidade e habilidade em um pacote coeso e envolvente.” Muito aguardado pelos fãs, “Cycles of Pain” será o começo de um novo ciclo para um nome que é considerado por músicos e críticos um dos mais importantes para o power metal mundial e que sempre primou pela excelência e ousadia ao se aventurar por diversos territórios na música.

    Anthrax: a influente banda de thrash metal de Nova York é conhecida por performances sempre intensas e enérgicas. A formação original remonta a 1981, mas o debut, “Fistful of Metal”, saiu somente em 1984. A entrada de Joey Belladonna como vocalista no posto de Neil Turbin marcou uma fase de sucesso, com álbuns como “Spreading the Disease” (1985) e “Among the Living” (1987), que apresentaram clássicos como “Madhouse”, “Indians” e “I’m the Law”. Afora isso, o Anthrax também experimentou com rap e fez sucesso com “I’m the Man”. Outros álbuns notáveis incluem “State of Euphoria” (1988), “Persistence of Time” (1990) e “Sound of White Noise” (1993), já com John Bush nos vocais e trazendo o hit “Only”. Depois de alguns anos tumultuados, Belladonna retornou definitivamente em 2010 e a banda participou da turnê “Big Four” com Metallica, Megadeth e Slayer, além de lançar os álbuns “Worship Music” (2011) e “For All Kings” (2016), um EP de covers e vários DVDs ao vivo. A turnê de 40 anos foi adiada para 2022 devido à pandemia, mas a live feita em 2021 rendeu o ao vivo “XL”. Agora, o grupo planeja lançar um novo álbum em 2024, ano em que se apresentará no Summer Breeze Open Air Brasil.

    Avatar: banda sueca formada em Gotemburgo em 2001 e conhecida por sua mistura de dark heavy’n’roll, fará um retorno triunfal ao Brasil no Summer Breeze Open Air Brasil após a abertura para o Iron Maiden em 2022. O ano de 2023 tem sido significativo, pois o single “The Dirt I’m Buried In”, faixa do álbum “Dance Devil Dance”, conquistou o primeiro lugar na Billboard. O vocalista Johannes Eckerström descreve o álbum como uma jornada artística intensa e especial para eles, comparável ao lançamento de sua primeira demo. O Avatar, conhecido pelo uso de maquiagem de palhaço por Eckerström, fez sua estreia oficial em 2004 com dois EPs. O debut, “Thoughts of No Tomorrow”, foi lançado dois anos depois, mas o sucesso veio com “Black Waltz” (2021), que alcançou o 25º lugar nas paradas. Desde então, o grupo tem participado de turnês pelos EUA, de grandes festivais ao redor do mundo e lançado álbuns de impacto, como “Avatar Country” (2018) e “Hunter Gatherer” (2020). Sua presença no Summer Breeze Open Air Brasil, promovendo “Dance Devil Dance”, será mais uma conquista em sua carreira em ascensão.

    Biohazard: embora tenha sido criada em 1987 no Brooklyn, a banda nova-iorquina Biohazard se tornou sinônimo de música pesada dos anos 90 ao mesclar hardcore, rap e thrash metal com muito groove e agressividade. A formação clássica, que durou de 1988 a 1995, trazia Evan Seinfeld (vocal e baixo), Bobby Hambel (guitarra), Billy Graziadei (vocal e guitarra) e Danny Schuler (bateria), músicos que registraram os álbuns de maior impacto da banda: “Biohazard” (1990), “Urban Discipline” (1992) e “State of the World Address” (1994). O ingresso no mainstream contou com auxílio da gravadora Warner e a música saída das ruas Brooklyn entrou nas disputadas paradas da Billboard. Os trabalhos seguintes – “Mata Leão” (1996), “New World Disorder” (1999), “Uncivilization” (2001), “Kill or Be Killed” (2003), “Means to an End” (2005) e “Reborn in Defiance” (2012) – vieram com mudanças na formação. Porém, em meio a uma separação, uma reunião em 2008 e um período de inatividade de sete anos, a formação clássica com Seinfeld, Graziadei, Hambel e Schuler se reuniu em 2022 e vem realizando shows com frequência.

    Eclipse: Banda de hard rock da Suécia que conta com Erik Mårtensson (vocal), Magnus Henriksson (guitarra), Victor Crusner (baixo) e Philip Crusner (bateria) e atualmente promove o álbum “Megalomanium”, que será lançado oficialmente no começo de setembro pela Frontiers Music. “‘Megalomanium’ é o Eclipse prestando homenagem aos fãs através dos elementos que se tornaram marcas registradas no catálogo da banda, mas também ousando se aventurar em novos territórios inexplorados e sons. É um álbum repleto do DNA completo da banda, um mergulho destemido no fundo da piscina – ou, neste caso, no Lago Siljan, que cerca a ilha no centro da Suécia, onde gravamos toda a nossa música”. O Eclipse gerou mais de 100 milhões de reproduções online e aproximadamente meio milhão de ouvintes mensais nas principais plataformas de música, tornando-os uma das maiores bandas de rock a surgir da Suécia nos últimos anos – o novo single, “Got It!”, acumulou mais de 97 mil reproduções apenas no Spotify. Fundado em 1999, o grupo tem lançado álbuns memoráveis e continua a evoluir no cenário mundial com trabalhos recentes, como “Wired” (2021), “Paradigm” (2019) e “Monumentum” (2017). A banda já acumula clássicos em sua carreira, como “Viva La Victoria”, “Roses On Your Grave”, “Runaways” e “Saturday Night (Hallelujah)”.

    Forbidden: o grupo americano Forbidden, originalmente formado como Forbidden Evil em 1985, ganhou destaque na cena do thrash metal da ‘Bay Area’ de São Francisco com dois álbuns emblemáticos: “Forbidden Evil” (1988) e “Twisted into Form” (1990). Apesar de serem considerados clássicos, a banda enfrentou problemas internos e mudanças de formação ao longo dos anos. Após lançar “Distortion” (1994) e “Green” (1997), que não conseguiram igualar o sucesso dos primeiros, o Forbidden ressurgiu com força em “Omega Wave” (2010). No entanto, em 2012, a banda se separou, e parecia que o fim estava próximo. Foi somente quando Norman Skinner entrou em cena para ajudar nos ensaios e se apresentar com o grupo em 2022, que o Forbidden renasceu. Agora, com Skinner nos vocais, juntamente com Craig Locicero, Steve Smyth, Matt Camacho e Chris Kontos, a banda está pronta para fazer sua estreia no Brasil no Summer Breeze Open Air. Essa reunião não é apenas uma volta, mas um renascimento que traz entusiasmo e positividade, conforme expressado por Locicero.

    In Extremo: banda alemã conhecida por seu estilo “Middle Age Metal”, combinando elementos do rock e metal com influências medievais e folclóricas, está preparada para encantar o público do Summer Breeze Open Air Brasil. Sua música única incorpora instrumentos tradicionais medievais, como flautas, alaúdes, tambores, gaitas de fole e harpa, junto com guitarras elétricas, baixo e bateria, criando um som cativante e distintivo. Originários de Berlim, começaram tocando versões de baladas medievais antes de focar em material autoral em alemão, mantendo uma presença de palco marcante e shows pirotécnicos em grandes festivais. Com um histórico notável, seu nono álbum, “Sängerkrieg” (“Guerra dos Cantores”), liderou as paradas na Alemanha e se destacou como o 41º mais vendido em 2008.

    Nervosa: promovendo o álbum “Jailbreak”, a banda liderada por Prika Amaral já vinha do sucesso de “Perpetual Chaos”. O novo álbum marca a estreia da guitarrista como vocalista permanente e apresenta Helena Kotina como segunda guitarrista, além de ter Hel Pyre no baixo e Michaela Naydenova na bateria. Mantendo o estilo calcado no thrash e death metal, o novo álbum destaca os singles “Endless Ambition”, “Seed of Death” e “Jailbreak”. Criada por Prika e a baterista Fernanda Terra em 2010, e já com Fernanda Lira (atual Crypta) no vocal e baixo, a banda gravou a demo “Time of Death” em 2012 e soltou o videoclipe de “Masked Betrayer”, que atraiu a atenção da gravadora austríaca Napalm Records. Até chegar à formação atual, a Nervosa soltou os álbuns “Victim of Yourself” (2014), “Agony” (2016), “Downfall of Mankind” (2018) e “Perpetual Chaos” (2021), e passou por diversas mudanças, tendo a presença das bateristas Fernanda Terra, Jully Lee, Pitchu Ferraz, Luana Dametto, Eleni Nota e Nanu Villalba; a vocalista Diva Satanica e a baixista Mia Wallace, além de Fernanda Lira. A banda agora pretende manter a boa fase obtida com “Perpetual Chaos”, que não apenas garantiu suas primeiras posições nas paradas, mas também foi capaz de levá-la a se apresentar nos maiores festivais da Europa, como Summer Breeze, Copenhell, Resurrection, MetalDays, Wacken Open Air e outros. E em 2024 será a vez de marcar presença no Summer Breeze Open Air Brasil!

    Ratos de Porão: um dos grupos mais icônicos da cena punk/hardcore e crossover brasileira, o R.D.P. está pronto para trazer sua energia e brutalidade para o Summer Breeze Open Air Brasil em 2024. Com mais de quatro décadas de carreira desde sua formação em 1981, o R.D.P. quebrou barreiras, passou por mudanças de formação e seguiu sem olhar para trás, atravessando a era do “Grito Suburbano” pelos caminhos mais estreitos e tortuosos do underground. Após marcar presença nas coletâneas “SUB” e “O Começo do Fim do Mundo” veio o álbum de estreia, “Crucificados Pelo Sistema” (1984). Mesclando metal e punk seguiu com “Descanse em Paz” (1986) e a trilogia crossover: “Cada Dia Mais Sujo e Agressivo” (1987), “Brasil” (1989) e “Anarkophobia” (1990). João Gordo (vocal), Jão (guitarra), Juninho (baixo) e Boka (bateria) promovem atualmente seu 11º álbum. Com “Necropolítica” (2022), o R.D.P. mantém sua presença nos palcos do mundo, entregando seu crossover e continuando a abordar abertamente os aspectos mais bizarros e cruéis da vida cotidiana no Brasil.

    The Night Flight Orchestra: formado em 2007 por Björn “Speed” Strid e o saudoso David Andersson, o The Night Flight Orchestra fará sua estreia no Brasil no Summer Breeze Open Air. Apesar de suas raízes no metal, a banda se propõe a resgatar a melodia clássica dos anos 70 e início dos anos 80, mesclando elementos de classic rock, AOR e influências de funk, soul e disco music. Ao longo dos anos, o grupo lançou álbuns aclamados, incluindo “Amber Galactic” (2017), “Sometimes the World Ain’t Enough” (2018), “Aeromantic” (2020) e “Aeromantic II” (2021). O The Night Flight Orchestra é liderado por Strid e atualmente conta com Sebastian Forslund (guitarra, congas e percussão), Sharlee D’Angelo (baixo), Jonas Källsbäck (bateria), John Lönnmyr (teclado) e Åsa Lundman e Anna Brygård (vocais de apoio).

    Within Temptation: Banda holandesa que tem em seu DNA elementos de metal sinfônico, gothic metal, metal alternativo, doom e música pop, e é liderada pelo casal Robert Westerholt e Sharon den Adel (Robert praticamente ficou em casa cuidando dos filhos até 2011 e não fazia parte da formação ao vivo). Sharon era, portanto, a líder quando saiu “Mother Earth” (2000), que obteve sucesso e destacou a faixa “Ice Queen”, que se tornou a terceira música mais ouvida na Holanda na época de seu lançamento. A partir deste momento, o Within Temptation se tornou um fenômeno mundial, lançando álbuns premiados, começando por “The Silent Force” (2004). A fusão entre o metal e elementos diversos do pop atingiu proporções grandiosas em “The Unforgiving” (2011), seguido pelo bem-sucedido “Hydra” (2014). Atualmente, a banda, que já recebeu diversos prêmios internacionais, incluindo World Music Award, MTV Europe Music Awards e Metal Hammer Award, promove seu 9º álbum, “Bleed Out”, que sucede “Resist” (2019). “Uma nova era para a banda. Mantivemos o nosso DNA vivo, mas construímos e evoluímos a nossa música com riffs mais poderosos, breakdowns contemporâneos e refrãos épicos”.

    Novas atrações para a segunda edição do Summer Breeze no Brasil serão anunciadas ao longo das próximas semanas por aqui e nos canais oficiais do festival.

    Os ingressos da pré-venda e venda geral estarão disponíveis de forma online, através do Clube do Ingresso e pontos de venda sem taxa de conveniência. Mais informações serão divulgadas em breve.

    https://www.clubedoingresso.com/evento/summerbreeze2024

    Outras informações em: www.summerbreezebrasil.com

    Siga @summerbreeze.brasil

     
  • JOEY BELLADONNA no JOURNEY? Vocalista do ANTHRAX diz que “adoraria esse desafio”

    JOEY BELLADONNA no JOURNEY? Vocalista do ANTHRAX diz que “adoraria esse desafio”

    Uma coisa Joey Belladonna nunca negou: apesar de ser um vocalista de thrash metal, sempre foi fã incondicional do Journey, banda que é referência no gênero AOR. Sua devoção pela banda do guitarrista Neal Schon é tamanha, que quando não está em turnê ou trabalhando em um novo álbum com o AnthraxBelladonna se diverte apresentando-se com sua banda tributo ao Journey, chamada Beyond Frontiers.

    Em recente entrevista à 100 FM the Pike, Belladonna não hesitou em responder quando questionado se aceitaria uma vaga no Journey caso um dia recebesse um convite.

    “Sabe, definitivamente eu estaria realmente interessado em fazer isso. Isso seria ótimo. Não que eu ache que isso vai acontecer, mas, sim, seria ótimo. Eu adoraria esse desafio”.

    Na entrevista, Belladonna falou também de seu lado fã do Journey, começando pelo trabalho com sua banda tributo ao grupo. 

    “Bem, eu tenho cantado coisas do Journey ao longo dos anos, porém nunca tive uma banda que eu pensasse que estaria, sabe, disposta a fazer isso corretamente e por muito tempo, onde eu pudesse mantê-la funcionando. Sempre gostei muito da música. Eu sou dono de toda a música”.

    Embora grande parte dos fãs de Journey venerem a fase com o consagrado ex-vocalista do grupo, Steve JourneyBelladonna afirmou ser fã desde antes da entrada de seu colega de microfone. “Eu gostava de Journey muito antes de Steve chegar. Eu tenho todos esses discos, então eu gostava muito da banda. Mas, é claro que, quando Steve apareceu, eu estava cantando ao vivo em algum lugar. E apenas disse que queria fazer uma noite inteira (do repertório) dele. Pensei que seria divertido, e parecia muito divertido. E nós curtimos muito fazer isso”. 

    Veja abaixo Joey Belladonna cantando o maior clássico do JourneyDon’t Stop Believin’:

  • MEGADETH: veja vídeos do primeiro show com o substituto temporário de KIKO LOUREIRO

    MEGADETH: veja vídeos do primeiro show com o substituto temporário de KIKO LOUREIRO

    Nesta última quarta-feira (06), o Megadeth realizou seu primeiro show com Teemu Mäntysaari substituindo temporariamente o guitarrista Kiko Loureiro, que no dia anterior havia comunicado que por questões familiares precisaria se ausentar (leia aqui) da etapa atual da turnê “Crush The World”, pela qual a banda divulga seu novo álbum, The Sick, The Dying… And The Dead!. Mäntysaari é um músico e professor de guitarra finlandês de 36 anos que desde 2004 toca na banda de melodic death metal Wintersun, além de ter seu nome interligado também aos grupos ImperanonInduction Smackbound.

    O primeiro show do Megadeth sem o guitarrista brasileiro foi também o primeira da banda desde a volta de uma excursão pela Europa, em agosto. A apresentação aconteceu no Revel Entertainment Center, em Albuquerque, Novo México (USA), tendo como banda de abertura os americanos do Toxic HolocaustO setlist apresentado por Dave Mustaine (vocal e guitarra), Teemu Mäntysaari (guitarra), James LoMenzo (baixo) e Dirk Verbeuren (bateria) você confere abaixo: 

    1. Hangar 18
    2. Dread And The Fugitive Mind
    3. Wake Up Dead
    4. In My Darkest Hour
    5. Sweating Bullets
    6. Angry Again
    7. We’ll Be Back
    8. The Conjuring
    9. Dystopia
    10. A Tout Le Monde
    11. Trust
    12. Tornado Of Souls
    13. Symphony Of Destruction
    14. Peace Sells
    15. Holy Wars… The Punishment Due
     

    Em alguns vídeos filmados por fãs na plateia do Revel Entertainment Center é notável que Teemu não deixou o nervosismo tomar conta e nem atrapalhar a sua performance, visto que o músico finlandês não apenas executou as músicas corretamente, como também auxiliou nos vocais de apoio. Confira: 

     
  • EXTREME lança novo clipe do álbum “Six”, agora para a música “The Mask”; confira

    EXTREME lança novo clipe do álbum “Six”, agora para a música “The Mask”; confira

    Enquanto os mestres do hard rock funkeado conhecidos como Extreme iniciam a etapa australina de sua “Thicker Than Blood Tour”, acompanhados de outra banda especialista no gênero, o Living Colour, o grupo de Boston lança mais um videoclipe de seu novo álbum, Six, dessa vez para a música The Mask.

    Liricamente, The Mask é uma música que pondera sobre a dualidade da natureza humana. “Somos todos ficção e somos todos fatos / Nós somos todos bons e todos nós somos maus”.

    Nuno Bettencourt, o guitarrista mais famoso da história de Portugal, comentou a música: The Mask é sobre sermos nós mesmos sem medo e abraçarmos quem somos. Lá no íntimo. E se tivermos coragem de tirarmos as máscaras, perceberemos que todos somos pecadores e santos e faremos o que a letra narra (…) Podemos realmente parar de julgarmos uns aos outros, pois não somos melhores”

    Confira o videoclipe de The Mask, que foi produzido pelo próprio Nuno:

    Six foi lançado no dia 9 de junho e recebeu aclamação universal, provando que o Extreme mantém seu poder de impressionar e emocionar seus fãs. “Estamos tão apaixonados quando no primeiro dia”, afirma Cherone“Estamos dando ao nosso público o que o Extreme sempre foi e será“. 

    O novo álbum do Extreme está disponível aqui para compra ou stream.

             
  • WACKEN OPEN AIR 2023

    WACKEN OPEN AIR 2023

    Por Tiago Claro e Marco Trindade 

    Não tem como não dizer que esse Wacken foi especial. Afinal, dias antes do evento, já se via uma grande mobilização por parte dos organizadores em função do alerta de chuvas torrenciais, com avisos ao público através do aplicativo do festival e também das redes sociais. Isso acabou gerando um clima (no próprio trocadilho) de tensão por parte de muitos, até surgindo a hipótese de um cancelamento, mesmo isso não oficialmente cogitado pelos organizadores.

    A situação estava tão crítica que os organizadores emitiram alerta para que as pessoas evitassem chegar de carro ao camping do festival, tendo em vista a lama que se criava ao redor do local e o congestionamento que se formava a quilômetros da entrada (muitos demoraram cinco ou seis horas para percorrer pequenos trechos), pois realmente o acesso ao festival ficou quase totalmente intransitável.

    Por conta disso, diversas bandas foram canceladas e o festival teve seu início um dia após o inicialmente previsto.

    Quarta-feira, 2 de agosto de 2023

    Chegamos ao festival na quarta-feira  para fazer o credenciamento e, mesmo com uma garoa fina, de todas as condições citadas e de alguma preocupação no ar, havia certa animação por parte dos jornalistas e convidados.

    Após nos instalarmos no camping de imprensa, tivemos uma noção do que estava por vir: tratores entrando no camping para levar alguns carros para o estacionamento e retirando lama, muita lama. Ali tivemos a certeza de que realmente seria um desafio.

    A área do festival estava praticamente intransitável. Eram milhares de pessoas tentando se locomover escorregando na lama, se apoiando no amigo ou atolando os pés – realmente, uma cena que pouco vi na vida. 

    Com tudo isso, o primeiro show que assistimos foi o Skindred no palco Harder. Foi uma apresentação empolgante, com o público participando praticamente em todas as músicas. Via-se nas pessoas a vontade de esquecer aquilo e curtir esse belo show, e a banda sobre aproveitar isso muito bem.

    Na sequência e no mesmo palco (coisa não muito comum em festivais, a não alternância de palco), o Broilers, banda alemã, apresentou seu pop/HC/ska competente. Apesar de iniciar o show um pouco frio (talvez pelo estilo diferente), foi conquistando o público e com o carisma da baixista e de seu bom vocalista, conseguiram animar boa parte dos que ali estavam. Até um cover de Breaking the Law do Judas Priest numa versão diferentona foi executada.

    A dificuldade foi grande para atravessar o mar de lama e chegar ao palco Louder, onde a banda finlandesa Battle Beast voltaria a se apresentar no Wacken. Às 20h45, com o sol brilhando forte (o que trouxe um clima de alegria a todos ali), a banda começou a despejar seu power metal potente, podendo dizer que o som ao vivo soa muito melhor que em seus álbuns de estúdio. Músicas como Familiar Hell, Beyond the Burning Skies e Eye of the Storm levantaram a galera que não parou de cantar e agitar durante a uma hora que durou o show. O destaque ficou por conta dos guitarristas Juuso Soinio e Joona Bjorkroth e pela vocalista Noora Louhimo, que conseguiu mesclar voz potente, carisma e presença de palco ímpar, mantendo o público na mão durante toda apresentação. 

    Finalizando o primeiro dia, Doro fez um show especial. Comemorando quarenta anos de carreira, antes mesmo de subir ao palco já fora homenageada por diversos astros do rock/metal: Rob Halford, Klaus Maine, David Coverdale e muitos outros mandaram mensagens mais que merecidas à rainha do metal. E o show? No mínimo excelente! Músicas como I Rule the RuinsBurning the Witches, Hellbound e diversas outras do Warlock além de grandes participações como Udo, Joey Belladona, Mikkey Dee (este tocando covers do Motörhead, como Love Me Forever e Ace of Spades) e Hansi Kursh, participaram desta grande festa ao lado da Metal Queen. Vale destacar a performance  do guitarrista brasileiro Bill Hudson que detonou e, claro, a homenagem a Lemmy Kilmister com a projeção de seu nome e de sua banda no céu. Simplesmente inesquecível.

    Quinta-feira, 3 de agosto de 2023

    No segundo dia a cena era um pouco melhor, já que o sol havia saído e deixou o solo um pouco melhor, apesar de a chuva ainda assim continuar caindo. Chegando ao festival, conseguimos ver de longe a Nervosa que, mesmo com alguns problemas técnicos, colocou fogo no Wacken com uma apresentação muito energética e surpreendente. É muito legal ver uma banda  formada no Brasil e por mulheres chegar onde chegaram. E tem muito pela frente ainda, porque agora com Prika Amaral assumindo os vocais com muita competência a banda trilha um futuro ainda mais sólido. Showzão.

    E o que dizer sobre o Uriah Heep, banda com mais de cinquenta anos de estrada e que em 2023 lançou seu 25° álbum de estúdio, o ótimo Chaos & Colour e que voltou ao Wacken para mais uma grande apresentação? A veterana banda inglesa começou com Against the Odds, da fase do excelente vocalista Bernie Shaw. Between Two Words, de Sonic Origami (1998) foi outra dessa fase, mas daí pra frente, para delírio dos fãs, só mandaram clássicos, a maioria da fase do ex vocalista David Byron. Músicas como Gypsy, Stealin’, Rainbow Demon, Easy Livin’ e as fantásticas Sunrise, July Morning e Lady in Black fizeram com que todos cantassem junto com a banda. O guitarrista Mick Box, único membro fundador do Heep, como sempre mandou muito bem, enquanto o tecladista Phil Lanzon foi outro grande destaque – o time se completa com os competentes Russell Gilbrook na batera e Dave Rimmer no baixo. Com certeza, os fãs do Uriah Heep saíram satisfeitos.

    Após esse grande show, voltamos para dar aquela descansada no Wacken United (área de imprensa do festival) quando nos deparamos com um pocket show exclusivo do Rage. Sim,  Peavy Wagner, Vassilius Lucky e Jean Bormann estavam ali fazendo uma apresentação só para a imprensa e convidados.  E fizeram um grande show, com muito carisma, simpatia e uma baita perfomance. Ver uma banda desse nível fazendo um show incrível para nós (cerca de cem pessoas) foi um grande presente. Shame on You, End of All Days, Nevermore e Higher than Sky foram alguns dos temas executados com perfeição.

    Voltando ao palco Faster, a banda de power metal Hammerfall composta por Joacim Cans nos vocais, Oscar Dronjak e Pontus Norgren nas guitarras, Fredrik Larson no baixo e David Wallein na bateria fez um show coeso e com bastante energia. Uma multidão presenciou a excelente apresentação dos suecos, que conseguiram agitar a galera em músicas como Hearts of Fire, entre outras. Nem mesmo uma chuva passageira que cismou em cair durante a apresentação desanimou o público. Mais um ótimo show do Hammerfall.

    O Kreator também fez um grande show. Confesso que os vi no Summer Breeze Brasil e achei uma apresentação beirando a perfeição. E talvez por ter me surpreendido tanto, o do Wacken curti bastante, mas achei um pouco mais frio. Mesmo assim, foi excelente. People of the Lie, Satan Is Real e Violent Revolution estavam no set.

    A última banda do palco Harder neste dia foram os mestres do Helloween, que mais uma vez fizeram um show incrível. Não tem como ouvir  Eagle Fly Free, Future World, Save Us e muitos clássicos da voz de Michael Kiske e não se emocionar, além, óbvio, de ter Kai Hansen no palco. Claro que muitas músicas da fase Andi Deris foram tocadas com muita perfeição, como Power e a lindíssima balada Forever and One (Neverland), com Kiske dividindo os vocais com Deris. O medley com Kai nos vocais foi também executado. No bis ainda mandaram I Want Out, ou seja foi aquele show pra lavar a alma. 

    Sexta-feira, 4 de agosto

    Na sexta feira a chuva praticamente parou e o sol de rachar tomou conta, o que deixou o “solo sagrado” bem melhor e transitável, possibilitando ao público circular em praticamente todas as áreas do festival. 

    O Amaranthe foi a primeira  banda do palco Faster e fez um show interessante, com destaque para a vocalista Elise Ryd  que tem uma grande voz e carisma.

    O Trivium também fez um grande show, com a galera abrindo rodas e muito peso no som. O vocalista tem ótima presença, o que contribuiu bastante para agitar o público. Down from the Sky, Becoming the Dragon (tocada pela primeira vez desde 2018), The Heart from Your Hate e In Waves estavam no repertório.

    Os alemães do Santiano fizeram uma apresentação bacana mostrando seu som que mistura rock e folk irlandês. Mesmo com a diferença de sonoridade com a banda anterior, o público respeitou bastante e o grupo arrancou aplausos de muitos.

    Aí veio o que, pra mim, foi o melhor show do Wacken: que showzaço fez o Megadeth! Dave Mustaine e companhia levantaram o público! O início foi com Hangar 18, seguida pela clássica Wake up Dead, In My Darkest Hour e Dystopia até chegar em Angry Again. A lindíssima A Tout le Monde foi cantada por todos e quando iniciou a música seguinte, Trust, este que vos escreve e que estava curtindo o show bem próximo ao palco e com uma cerveja na mão, foi surpreendido ao ver Marty Friedman correndo de um lado para o outro como nos velhos tempos e com seu jeito único de tocar. A essa hora o jogo já estava ganho. Que felicidade ver Friedman ao lado de Mustaine e Kiko Loureiro desfilando hits do heavy metal! Foram só quatro músicas: a citada TrustTornado of Souls, Symphony of Destruction e a espetacular Holy Wars… The Punishment Due, porém foi um momento que ficará por muito tempo na memória. 

    Na sequência, no palco Harder, podemos falar que estava ali a maior e mais esperada atração do festival, o gigante Iron Maiden. Eu, como grande fã e depois de ver quase uma dezena de vezes a banda, posso falar que fizeram um show ótimo, porém não foi o melhor que vi. O que se via era o público mais apreciando clássicos como Caught in Somewere in Time, Stranger in a Strange Land, The PrisonerCan I Play with Madness?, a tão aguardada Alexander the Great, Fear of the Dark, The Trooper e Wasted Years do que agitando da forma mais calorosa como estamos acostumados. Claro que tudo ali estava perfeito: perfomance dos músicos, produção maravilhosa e Bruce Dickinson cantando absurdamente. Porém, foi um set diferente, maravilhoso para uns e talvez faltando mais clássicos para outros. Mesmo assim, foi lindo ver mais uma vez. Esse é o típico show que pode tocar qual música quiserem que não tem como ser no mínimo ótimo. Vale ressaltar também que a banda proibiu a transmissão pelo canal do festival, o que deixou muitos fã que não estavam ali desapontados.

    Sábado, 5 de agosto

    No sábado acordamos cedo, tomamos nosso café  alemão e fomos ver o Masterplan, que entrou no palco às 11h30 da manhã. E que show eles fizeram! Mesmo com o público acordando e ainda chegando ao festival, os músicos já entraram com muita energia com Eighlight Me, passando por Back from My Life, Soulburn, Spirit Never Die, Heroes e Crawling from Hell. Roland Grapow e sua turma se apresentaram com muita empolgação e sorrisos no rosto e o público respondeu muito bem. Pra mim, entrou na lista de grandes shows do festival. Vale destacar também a galera com a bandeira do Brasil próximo ao palco, o que mostrou que a banda tem seus admiradores na nossa terra. 

    Logo depois veio o Delain, que fez um bom show com seu gótico metal de muita qualidade. Na sequência, fomos conferir o merchandising e conseguimos ver um pouco do show de Marty Friedman, que se apresentou no Wet Stage com sua banda desfilando músicas de sua carreira solo com lindos temas, ótimo timbre e muito bom gosto. Não tem como, o cara é muito, mas muito diferenciado. 

    Após nossa primeira visita ao metal market para pegar umas cervejas no Headbangers Stage, fomos ver Jag Panzer, que está na turnê de divulgação do ótimo disco The Hallowed, lançado em 2023. Com os vocais competentes de Harry Conklin e os solos certeiros do guitarrista Ken Rodarte, a banda fez a galera agitar durante os 45 minutos de show. Já o guitarrista Mark Briody não se limitou apenas em tocar em cima no palco: desceu até a grade onde tocou e tirou selfies com a galera – completando o time, temos o baixista John Tetley e o batera Rikard Stjernquist. Músicas Stronger than You Know e Pray, do novo álbum, fizeram os presentes curtirem e agitarem bastante. Em resumo, foi um ótimo show mostrando que esses veteranos ainda têm muita lenha para queimar.

    Na sequência, corremos para o palco Harder porque ali iria tocar uma das grandes revelações do metal mundial dos últimos anos. Impressionante como o Jinjer vem crescendo e cada vez ganhando mais e mais fãs. O vocal de Tetiana Shmailyuk é absurdo, transitando entre o gutural e o limpo com uma facilidade poucas vezes vista, e a performance espetacular dela vocalista três excelentes músicos da banda faz com que o show fique sempre lá em cima. E isso sem falar na qualidade de som impecável que conseguiram. Grande show, para entrar facilmente na lista dos destaques.

    Logo após fomos comer aquele currywurst (salsicha alemã) com fritas e de quebra vimos The Answer, banda de hard rock que fez um show bacana e que,  apesar de pouca conhecida, atraiu um bom público ao Headbangers Stage.

    O Kataklysm tocou na sequência no palco Louder apresentando seu death metal muito técnico, porém pesado e com muita energia por parte dos músicos. 

    Na sequência, vimos o Killswitch Engage mandando bronca no palco Faster. O público curtiu o show mesmo com o guitarrista Adam D. ostentando um visual bem diferente. Óbvio que a versão de Holy Diver, de Dio, foi tocada junto com músicas como This Fire, The End of Heartache e In Due Time

    Logo após corremos para o palco Louder a fim de ver o Possessed, que fez um show impecável. Era clássico atrás de clássico sem pausa nem muita falação. Um show direto com o público bangueando sem parar e Jeff Becerra não deixando ninguém ficar parado. Músicas como Pentagram, Graven, Death Metal e Burning in Hell foram executadas. Foi mais um excelente show. 

    Mesmo com mais shows que iriam acontecer no dia, devido à nossa logística para voltamos a Hamburgo. Com o mau tempo que se esperava para o fim da noite e no dia seguinte, nosso último show foi o Evergrey. E posso falar que pra mim fechou com chave de ouro. Que showzaço! Setlist legal, som numa qualidade excelente e perfomance arrasadora por parte da banda. Save Us, Caugh out the Dark, A Silent Arc e Touch of Blessing foram executadas com maestria. Tom Englund com seu carisma ímpar conseguiu levantar todos que estavam assistindo em ótimo número, tendo em vista que estavam tocando no Headbangers Stage, um palco menor e um pouco afastado. Que nos próximos anos estejam no palco Faster ou no Harder porque um show deste nível merece. 

    Conclusão

    Encerrando nossa visita ao Wacken, não podemos deixar de citar algumas coisas: a empatia da grande maioria do público, com todos se ajudando pelas condições difíceis em decorrência a chuva. Eu mesmo tive o “prazer” de atolar o pé na lama e ter um casal me ajudando a sair dali. E mesmo com todos esses problemas o público levou tudo na esportiva, se divertiu e entrou no espírito do festival. Não podemos deixar de dar os parabéns aos organizadores, que fizeram de tudo para o bem estar de todos, sempre avisando pelas redes sociais as condições em que estava o local. Mesmo assim, quem não pôde comparecer foi comunicado que receberia o dinheiro do ingresso de volta, o que nunca aconteceu na história do festival – pra ver como realmente essa edição foi diferente. E com isso entramos na história participando dela. Que venha o próximo!