A banda Capadocia, que vem conquistando seu espaço na cena underground do Brasil, está prestes a lançar o álbum de estreia, “Leader’s Speech”, que sairá em outubro. Com letras dissertativas que abordam desde situações de abuso de poder, corrupção e desvios de conduta até casos e descasos do cotidiano a nível pessoal, o grupo pretende expandir sua música e mensagem por todo mundo. Como parte da divulgação e do lançamento deste trabalho, o grupo irá se apresentar em seis cidades ao lado do Cavalera Conspiracy, dos irmãos Max e Iggor Cavalera. O guitarrista e vocalista Baffo Neto falou sobre seu novo projeto.
Como surgiu o Capadocia? Baffo Neto: Nossa história se confunde com a história de outra banda chamada Retturn, que eu montei com o Palmer (baterista do Capadocia) alguns anos atrás. Com esta outra banda tocamos muito no Brasil, depois nos mudamos para a Europa. Ainda na Europa houve a saída do Palmer, mas continuamos e tocamos por alguns anos, conseguimos uma gravadora legal e tudo mais, mas esbarramos em problemas burocráticos, problemas com o mercado também, porque naquela época estava havendo a transição do CD para o MP3.
Desde quando vocês estão juntos? Baffo: O Capadocia é uma banda que vem tocando desde 2011 e estabilizou seu line up com o passar dos anos. Hoje a banda conta comigo na guitarra e vocal, Marcio Garcia (guitarra), Palmer de Maria (bateria) e Gustavo Tognetti (baixo), todos do ABC Paulista.
A banda fará uma longa turnê com o Cavalera Conspiracy. Como surgiu essa turnê conjunta e quais as expectativas para esses shows? Baffo: Sim, esta será uma excelente oportunidade de mostrar nossa banda para a galera em várias cidades diferentes pelo Brasil. Foi meio que assim: Ainda no ano passado a Gloria Cavalera tinha manifestado ao nosso agente Alex Palaia da GW entertainment, que é representante do Soulfly e do Cavalera Conspiracy na America Latina, o interesse em trazer o Cavalera de volta ao Brasil e América do Sul em Setembro deste ano em uma turnê que fosse relativamente extensa. Como na América do Sul é um pouco complicado de realizar esta operação devido ao alto custo de logística, nosso agente recorreu a nossa manager Damaris Hoffman para examinar algumas opções e me chamaram para a conversa também. Eu notei que eu poderia ajudar a conseguir shows para a banda e que eu gostaria muito de tocar com eles em alguns dos shows caso isto fosse possível. Depois de muita conversa conseguimos colocar em pé uma das mais extensas Turnês de uma banda de Heavy Metal pela América latina já realizada até hoje, e aqui estamos nós, tocando em vários destes shows. Isso é uma grande conquista para um headbanger como eu que começou a tocar metal com 11 anos e vive do metal até hoje.
