Kiko Loureiro está prestes a lançar seu sexto álbum solo de estúdio, ainda sem título, mas previsto para sair em 18 de outubro. Para promover o trabalho, o guitarrista acaba de revelar o novo single “Mind Rise”.
Gravada por Adair Daufembach, a música foi mixada e masterizada por Jacob Hansen e conta com a participação de Felipe Andreoli (baixo) e Bruno Valverde (bateria). Este é o mesmo time que gravou Open Source (2020), disco anterior, e os dois instrumentistas trabalharam com Kiko no Angra.
Ouça a seguir.
“Mind Rise” é uma composição de ritmo mais lento, que explora riffs diretos. Em nota, Loureiro destaca:
“Inspirado pela minha trajetória com shows em grandes arenas, busquei traduzir essas vivências numa conexão emocional mais profunda com o ouvinte. Foi um processo de produção muito enriquecedor. Ter controle total do som que eu queria alcançar e contar com Adair como co-produtor me permitiu explorar novas sonoridades e texturas que ainda não havia experimentado em meus trabalhos anteriores.”
Sobre a parceria com os ex-colegas de Angra, ele afirma:
“Trabalhar com o Felipe e o Bruno foi especial. Eles são músicos extraordinários e contribuíram para dar vida à música, trazendo a energia que a faixa pede.”
O Journey acrescentou um capítulo extra a seus tumultuados bastidores dos últimos anos. Desta vez, porém, não há burocracias relacionadas. O show realizado pela banda no Rock in Rio 2024, no último dia 15 de setembro, gerou repercussão mundial devido à performance de Arnel Pineda.
O vocalista filipino de 57 anos, membro do grupo desde 2007, apresentou uma série de falhas durante sua performance, em especial para atingir as altas notas das canções gravadas originalmente por Steve Perry. Era visível que ele enfrentava problemas técnicos, ao constantemente colocar a mão em seu fone de retorno in-ear (como se não estivesse se ouvindo), cantar atrasado em relação ao instrumental e até mesmo perguntar à plateia se dava para escutá-lo bem junto de seus colegas.
Porém, críticas negativas repercutiram nas redes sociais, assim como recortes de vídeos da apresentação. Já no dia seguinte ao evento, Pineda publicou uma mensagem nas redes sociais em que reconhecia suas falhas.
“#RockInRio2024 #VocêsTodosSãoTãoBelos #SeuBarulhoÉIncrível #BarulhentoEOrgulhoso #QueSonho #NãoFomosPerfeitos, especialmente eu, mas vocês arrasaram junto de nós, com todas as suas forças, e derramaram todo o seu amor em nós sem hesitação… espero que minha primeira vez com vocês não seja a última… eu e o Journey sentimos muita falta de vocês. #VivaBrasil #VivaRockInRio2024”
Uma semana depois, contudo, ele desabafou ao se deparar com um vídeo que recortava somente suas falhas em “Don’t Stop Believin’”. Na ocasião, o cantor chegou a se dispor a deixar o Journey caso recebesse 1 milhão de comentários desejando sua saída.
Em meio a agradecimentos aos fãs que realmente o apoiam, um trecho da postagem diz:
“Ninguém mais do que eu neste mundo se sente tão devastado em relação a isso. É realmente incrível como mil coisas certas que você fez serão esquecidas só por causa disto… e em tantos lugares para acontecer, acontece justo no Rock in Rio… Aqui está o acordo aqui agora… eu estou oferecendo a vocês (especialmente aqueles que me odiaram e nunca gostaram de mim desde o começo) uma chance agora para simplesmente mandar uma mensagem de texto dizendo ‘VÁ’ ou ‘FIQUE’. Se a opção ‘VÁ’ chegar a 1 milhão, eu vou sair de vez. Vamos jogar, pessoal? Vamos começar.”
A situação preocupou não apenas fãs, como também colegas de outras bandas. Michael Sweet, vocalista e guitarrista do Stryper, declarou na seção de comentários: “Você é um dos meus cantores e pessoas favoritas. FIQUE!”. Já o brasileiro Aquiles Priester, baterista de Edu Falaschi e W.A.S.P., afirmou: “Fique! Você é a pessoa certa para o trabalho! Não dê ouvidos a eles — eles não fizeram nada, e você é quem está levando adiante o legado do Journey!”.
Colegas de Journey se manifestam
Dois colegas de Arnel Pineda no Journey se manifestaram. Um deles foi o guitarrista Neal Schon, único membro fundador remanescente.
Em post no Facebook, ele divulgou uma filmagem mostrando os aplausos e gritos de fãs satisfeitos no Rock in Rio. E aproveitou a ocasião para culpar pelos problemas técnicos o headliner da noite, Avenged Sevenfold — que não se manifestou. Schon diz:
“Este vídeo é do Rio, embora tenhamos descoberto muito depois que ficamos extremamente limitados pelo Avenged Sevenfold — o que significa que quase nenhum som consegue sair do PA (sistema de caixas de som) para o público. É uma jogada de merda. Dê uma olhada no público. Eles adoraram. O resto é porcaria fabricada.”
Por sua vez, o baterista Deen Castronovo destacou em texto nas redes que trabalhar com a voz envolve um aspecto de imprevisibilidade e que o público deveria compreender isso. Ele também criticou pessoas que não ligam em ofender os outros na internet.
Em um trecho (via site Igor Miranda), Castronovo afirma:
“A voz é um INSTRUMENTO BIOLÓGICO, sujeito ao clima, cansaço, vírus, bactérias, jet lag etc. Às vezes, ela NÃO coopera, NÃO PODE ou NÃO VAI cooperar quando necessário. Então, qual é o sentido de martelar um ser humano por algo que ele não tem controle? […] Para os trolls, vocês são muitos abençoados. Podem cantar na poltrona e destruir os poucos que fazem o que ele faz todas as noites. […] Esta é a América, onde todos e qualquer um pode expressar sua opinião. Quando fizer isso, considere: É GENTIL? É VERDADEIRO? É NECESSÁRIO?”
Arnel Pineda agradece apoio
Diante dos comentários majoritariamente positivos, Arnel Pineda recuou de seu desafio que envolvia uma possível saída do Journey. Em vídeo postado nas redes, o vocalista declarou (via G1):
“Os comentários positivos foram a maioria no meu post e agradeço a todos vocês. Eu não fiz isso por egoísmo, para alimentar meu ego. Isso foi uma jornada espiritual para mim, para que eu entendesse qual era o sentimento sobre isso [continuar na banda, após receber críticas], se era ruim ou bom. Pessoas se escondem atrás de telas para falar palavras de ódio e discriminação racial contra mim. Isso tem acontecido desde 2007… Mas desta vez pessoas boas me resgataram. Meu post atraiu uma generosidade sincera de muitas pessoas.”Foto: Erik Kabik
Os próximos shows do Journey acontecem em outubro, no Japão. A banda emendaria uma turnê no Reino Unido, mas as datas foram canceladas sem justificativa clara.
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Doug Aldrich, guitarrista do The Dead Daisies conhecido especialmente pelas passagens anteriores por Whitesnake e Dio, foi diagnosticado com um câncer de garganta tratável. Uma cirurgia será realizada nesta semana.
Porém, devido ao tratamento, ele não poderá participar da próxima turnê europeia do The Dead Daisies. Um ex-colega de Whitesnake o substituirá: Reb Beach, também notório pelo trabalho com o Winger.
A informação foi confirmada pela banda em comunicado nas redes sociais. O texto afirma:
“Olá a todos os fãs do Daisies. Temos uma péssima notícia para compartilhar… Infelizmente, Doug foi diagnosticado com um câncer de garganta tratável e precisa passar por uma cirurgia esta semana. Daqui para frente, Doug não estará disponível para a próxima turnê e, posteriormente, o bom amigo e companheiro de banda de longa data dos dias do Whitesnake, Reb Beach, estará substituindo Doug nas próximas datas europeias. Junte-se a nós para desejar a Doug tudo de melhor para uma rápida recuperação. Estamos ansiosos para tê-lo de volta muito em breve. Manteremos vocês informados!”
Doug Aldrich e The Dead Daisies
Com passagens ainda por Lion, House of Lords, Bad Moon Rising, Hurricane e Glenn Hughes, Aldrich é o integrante mais duradouro do The Dead Daisies com exceção do também guitarrista David Lowy, único membro fundador remanescente. O americano de 61 anos integra desde 2016 o grupo, notório por suas constantes mudanças de formação — rendendo inclusive a descrição de “coletivo musical” para justificar as alterações.
Além de Lowy e Aldrich, o The Dead Daisies conta com John Corabi nos vocais, Michael Devin no baixo e Tommy Clufetos na bateria. Light ‘Em Up, álbum mais recente, saiu no último dia 6 de setembro.
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O Linkin Park confirmou uma apresentação no Brasil para o próximo dia 15 de novembro. O show, no Allianz Parque, em São Paulo, acontecerá no mesmo dia em que a banda disponibiliza From Zero, seu primeiro álbum com a cantora Emily Armstrong e o baterista Rob Bourdon nas vagas do saudoso Chester Bennington e de Rob Bourdon, respectivamente.
Também foram confirmados compromissos em Paris, na França, e em Dallas, nos Estados Unidos. Serão poucos os compromissos do grupo na estrada em 2024.
As pré-vendas exclusivas do fã-clube do LP Underground começam em 25 de setembro. No dia 26 de setembro, clientes Santander Select e Private, portadores dos cartões Unique Infinite; Santander Unlimited Infinite; Decolar Santander Infinite; GOL Smiles Santander Infinite; American Express®️ Gold Card Santander; American Express®️ Platinum Card Santander; American Express®️ Centurion Card Santander; Santander Unique Black; Santander Unlimited Black; Santander / AAdvantage®️ Black, poderão comprar os ingressos em pré-venda exclusiva, com parcelamento em até 5 vezes sem juros. Já a pré-venda para os demais clientes do banco acontece no dia 27 de setembro. Neste caso, todos os cartões são elegíveis, exceto os de viagens e PJ. O público geral poderá comprar a partir de 30 de setembro e parcelar com cartão em até 3 vezes sem juros ou de 4 vezes a 8 vezes com juros.
Tanto na pré-venda quanto na venda geral os ingressos estarão disponíveis a partir das 10h pelo site da Ticketmaster ou a partir das 11h na bilheteria oficial (Shopping Ibirapuera, sem taxa de serviço). Será permitido comprar até quatro ingressos por CPF, limitados a duas meias-entradas.
Foto: James Murchin III
Além de Armstrong e Brittain, fazem parte do Linkin Park os integrantes veteranos Mike Shinoda, Brad Delson, Dave “Phoenix” Farrell e Joe Hahn. Delson, guitarrista, é substituído nos shows por Alex Feder.
Também nesta terça-feira (24), o grupo lançou o single “Heavy Is The Crown”. A faixa foi escolhida como o tema do Campeonato Mundial de League of Legends de 2024, marcando a primeira colaboração da banda com a Riot Games.
Assista abaixo.
A volta do Linkin Park
Sem expectativas, Shinoda, Delson, Farrell e Hahn começaram a se reunir discretamente nos últimos anos. A intenção deles era simplesmente passar mais tempo juntos e reconectar-se com a criatividade e a camaradagem que sempre estiveram no núcleo de sua amizade desde os tempos de faculdade.Durante esse período, convidaram vários amigos e colaboradores para se juntarem a eles no estúdio; entre os convidados, encontraram uma afinidade especial com Armstrong e Brittain. Uma química natural atraiu esses músicos de volta ao estúdio, onde passaram cada vez mais horas juntos. Foi o som de músicos de longa data redescobrindo a energia incontrolável de um novo começo. E foi ao longo dessa fase que o projeto From Zero nasceu.Sobre a nova fase, Shinoda declara:Antes do Linkin Park, o nome da nossa primeira banda era Xero. O título deste álbum refere-se tanto a esse início humilde quanto à jornada que estamos atualmente trilhando. Sonoramente e emocionalmente, é sobre o passado, o presente e o futuro, abraçando nosso som característico, mas de uma forma nova e cheia de vida. Foi feito com um profundo apreço por nossos novos e antigos colegas de banda, nossos amigos, nossa família e nossos fãs. Estamos orgulhosos do que o Linkin Park se tornou ao longo dos anos e empolgados com a jornada à frente“.Shinoda acrescenta:“Quanto mais trabalhávamos com Emily e Colin, mais apreciávamos seus talentos de classe mundial, suas companhias e as coisas que criamos. Sentimos uma grande força com essa nova formação e com o vibrante e energizado novo som que criamos juntos. Estamos tecendo os elementos sonoros pelos quais somos conhecidos, mas ainda explorando novos territórios“.“FROM ZERO” – tracklist:
From Zero (Intro)
The Emptiness Machine
Cut The Bridge
Heavy Is The Crown
Over Each Other
Casualty
Overflow
Two Faced
Stained
IGYEIH
Good Things Go
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Aconteceu no último domingo (22) o primeiro show do Slayer desde novembro de 2019, quando a banda concluiu — o que deveria ter sido — sua turnê de despedida. A apresentação desta nova era foi realizada no Riot Fest, em Chicago, nos Estados Unidos. Rob Zombie, NOFX, Sublime, Lamb of God, Mastodon, entre outros tocaram no mesmo dia.
A reunião de Tom Araya (vocal e baixo), Kerry King (guitarra), Gary Holt (guitarra) e Paul Bostaph (bateria) trouxe ao todo 20 músicas. O álbum Seasons in the Abyss (1990) foi o mais representado, com seis faixas, seguido por Reign in Blood (1986), com quatro. Outros oito discos foram contemplados na escolha do set, incluindo a estreia Show No Mercy (1983) e o derradeiro Repentless (2015).
Em meio a clássicos do porte de “Angel of Death”, “Raning Blood”, “Dead Skin Mask”, “War Ensemble”, “Seasons in the Abyss” e “South of Heaven”, a performance contou com duas faixas pouco lembradas ao longo dos anos. “Reborn”, oriunda do álbum Reign in Blood, foi tocada pela primeira vez desde 2014. Já “213”, única representante de Divine Intervention (1994) na noite em questão, foi resgatada após 26 anos de exclusão dos setlists.
O próximo compromissos da curta turnê de reunião do Slayer é o festival Louder Than Life em Louisville, Kentucky, na sexta-feira (27). Já em 10 de outubro, eles tocam no Aftershock, em Sacramento, Califórnia. Não há outros compromissos previstos.
Veja abaixo o setlist completo e alguns vídeos da apresentação no Riot Fest.
SLAYER ao vivo em 2024
01. South Of Heaven
02. Reborn (primeira vez ao vivo desde 2014)
03. Blood Red
04. Postmortem
05. Repentless
06. Payback
07. Temptation
08. Jihad
09. Seasons In The Abyss
10. Born Of Fire
11. War Ensemble
12. Hate Worldwide
13. Disciple
14. Dead Skin Mask
15. Hell Awaits
16. 213 (primeira vez ao vivo desde 1998)
17. Mandatory Suicide
18. Raining Blood
19. Black Magic
20. Angel Of Death
https://www.youtube.com/watch?v=Ip7SgD5ZfMo
https://www.youtube.com/watch?v=brkGDSpD0NA
https://www.youtube.com/watch?v=coQbXxftLsU
https://www.youtube.com/watch?v=FW332tVli50
https://www.youtube.com/watch?v=WJlPDGfczlA
Recentemente, Gary Holt apareceu no podcast Scandalous(transcrição via Blabbermouth) e falou de sua expectativa para os novos shows do Slayer:“A sorte é que eu estava livre nesses dias. (Risos) Não, vai ser divertido. Eu precisei aprender novamente muito do material. Faz cinco anos. E minha abordagem é tentar estar pronto pra qualquer canção que Kerry e Tom quiserem tocar, então precisei aprender todas de novo, mesmo se formos tocar uma porção pequena do catálogo que conheço; eu não conheço todas. Mas é claro que aprendi os hits, aquelas cuja presença é garantida. Não existe dúvida que vamos tocar Angel of Death.”
Holt também revelou que não vê os outros integrantes em pessoa desde o último show do Slayer, em 2019. Ele disse:“Estou empolgado de ver os caras de novo, pois a pandemia aconteceu e não vejo ninguém desde então. A gente se falou, mas não estive no mesmo ambiente que nenhum deles desde que fui para o aeroporto após o último show.”
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Ao que tudo indica, houve melhora na relação deEdu Falaschicom Rafael Bittencourtnos últimos anos. Após muitas brigas, os dois se reconciliaram ao menos na parte empresarial — e, agora, vocalista ex-Angraaté mesmo fez um elogio público ao antigo companheiro.Em entrevista ao Ibagenscast, Falaschi foi perguntado sobre os grandes guitarristas com quem trabalhou durante a carreira. Ele não poupou elogios a Bittencourt, que o entrevistador sequer havia citado como exemplo.Ele falou:“O Rafa, né, cara… O Rafael pra composição é surreal. Dá até medo. O que o cara conhece. O Bittencourt é bizarro, o jeito que ele constrói as estruturas das músicas, a noção melódica e harmônica dele pra construção de voz, corais. Eu aprendi muito, ficava sempre de olho, vendo os caminhos que ele seguia.”O comentário foi feito após uma pergunta que, originalmente, discutia a parceria de composição do cantor com Kiko Loureiro (no Angra), Marcelo Barbosa (no Almah) e Roberto Barros (na carreira solo). Sobre os três, ele pontuou, destacando o atual parceiro:“Comparar é f#da. Os três são muito bons. Cada um com sua característica. E teve também o Rafa. Sempre tive bons guitarristas, também o Demian Tiguez, do Symbols, o Paulo Schroeber (no Almah). […] Todos são bem especiais. O Roberto é um cara completo. Além de tocar violão muito bem, ele toca jazz muito bem, conhece muito de harmonia, compõe. […] Se preciso de uma parada meio moderna tipo djent, ou worship, de música de igreja, ou jazz meio tradicional, ou violão clássico… ele tem a linguagem. Fiquei meio mal acostumado [risos], porque você fica sem limites.”
Acertando as diferenças
Edu Falaschi já havia mencionado durante um episódio do Flow Podcast em dezembro que ele e Rafael Bittencourt estavam a caminho de acertar suas diferenças. O vocalista deixou o Angra em 2012 após problemas de refluxo gástrico que afetaram sua performance, e sua saída gerou brigas com relação à parte burocrática.Em um episódio de junho de seu podcast Amplifica, Bittencourt discutiu a reaproximação dos dois. O músico comparou a relação com um casal separado.“Eu e Edu Falaschi estamos nos entendendo sim. É uma coisa de maneira mais racional, esse lance dos direitos e licenças. Começa com isso, é o principal. Eu faria uma comparação quando um casal se separa.”A fala veio relacionada ao desejo dos fãs do Angra de uma reunião com o antigo vocalista. Segundo Rafael, existe a possibilidade de fazer shows comemorativos, mas ambos os lados estão fazendo seus próprios trabalhos e produzindo música de qualidade, então a separação fez bem.Fotos: Bel Santos e Roberto Sant’Anna / Roadie Crew
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O Body Count disponibilizou nesta sexta-feira (20), pelas plataformas digitais, uma versão para “Comfortably Numb”, do Pink Floyd. Como diferencial, a faixa traz participação do guitarrista e vocalista David Gilmour, um dos autores da canção original do álbum The Wall (1979).
O comunicado destaca que a banda liderada por Ice-T ofereceu uma nova letra, escrita pelo próprio rapper, cantor e ator, à música em questão. A releitura estará presente em Merciless, próximo álbum do lendário grupo americano, que chega em 22 de novembro pela Century Media Records.
Ouça a seguir:
Ice-T e David Gilmour comentam versão
Em nota, Ice-T destaca:
“Para mim, ‘Comfortably Numb’ é uma música introspectiva — sou eu reconhecendo que estou mais velho agora. Estou dizendo à geração mais jovem, você tem duas escolhas: você pode manter a chama acesa ou pode desistir. Sou eu tentando dar sentido ao que está acontecendo, mas também apontando que estamos todos em um lugar onde não temos que encarar a realidade. Temos TVs de tela plana e pipoca, e podemos simplesmente sentar e assistir ao caos do mundo como se fosse um programa de TV. Não parece real até que apareça na sua porta. Eu também estou um pouco entorpecido (‘numb’) — todos nós estamos.”David Gilmour, por sua vez, acrescenta:
“A versão de ‘Comfortably Numb’ do Body Count é bem radical, mas a letra realmente me impressionou. Fico surpreso que uma música que escrevi há quase 50 anos esteja de volta com essa ótima nova abordagem. Eles a tornaram relevante novamente. O contato inicial do Ice-T foi para permissão para usar a música, mas pensei em me oferecer para tocar nela também. Gosto da nova letra, eles falam sobre o mundo em que vivemos agora, o que é bem assustador. Ice-T e o Body Count tocaram em Londres recentemente, infelizmente não pude ir, mas se surgisse outra oportunidade de tocar com eles, eu a aproveitaria.”Foto: Dirk Behlau
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Sharon Den Adel tem se manifestado cada vez mais, independente do tema. Isso ajudou a colocar o Within Temptation em um grande patamar artístico, transcendendo a questão musical. Às vezes, porém, uma parte do público reage negativamente a algumas declarações.Em entrevista à Radio Bob! da Alemanha (transcrição via Blabbermouth), a vocalista foi perguntada sobre a marca de 400 mil seguidores atingida pela banda no Instagram. Den Adel aproveitou a ocasião para chamar atenção para um incidente que, na verdade, reduziu o público do Within Temptation na rede social.Ela disse:“Bem, para ser honesta, não tenho certeza se deveria falar isso no rádio, mas fiquei chocada com nosso público de certa maneira, porque na realidade nós chegamos a 420 mil e perdemos 20 mil, porque fizemos um anúncio sobre Pride [o evento anual de aceitação e visibilidade da comunidade LGBTIQ+] nos Países Baixos. E perdemos 20 mil seguidores por causa de um post falando sobre igualdade…”Entretanto, Sharon aponta que não importa perder essa fatia de público. Foi só a surpresa da resposta dessa porção da plateia que a desagradou.“Não ligo para perder essas pessoas, mas foi um choque para mim. Tantas pessoas ficaram horrorizadas por aquela mensagem, a ponto de eu me questionar para onde esse mundo está indo? Fiquei triste por isso. Tudo porque eu disse algo sobre igualdade e como vemos pessoas e as tratamos. Uau, foi um choque…”
O post, feito no início de agosto, traz a seguinte legenda:
“Esta semana celebramos a igualdade, a tolerância, a empatia e o mais importante: ORGULHO. Para aqueles que se recusam a esconder quem são… ESTA É A SUA BANDEIRA! Feliz dia do Orgulho, Amsterdã e, claro: o resto do mundo!”
Sharon Den Adel ainda apontou como é estranho ver reações negativas a pedidos por mudanças na sociedade. Entretanto, ela não se arrepende de apoiar a causa LGBTQIAPN+ — vale lembrar que o conceito de Orgulho LGBT+ defende que as pessoas não tenham vergonha de ser quem são e que todos tenham os mesmos direitos.Ela conclui:“Mesmo assim, não me arrependo. Fico feliz pelo que aconteceu porque limpa o campo um pouco. [Risos] Quem não quer apoiar igualdade a todos? Convenhamos.”Foto: Bel Santos / Roadie Crew
Within Temptation e as temáticas políticas
O Within Temptation tem discutido temáticas políticas em seus trabalhos desde o início, a exemplo do álbum The Silent Force (2004), que traz alguma inspiração no assassinato do político neerlandês Pim Fortuyn. Todavia, a pauta se tornou mais recorrente em entrevistas e lançamentos recentes — a exemplo de Bleed Out (2023), seu último álbum, que aborda assuntos como a invasão russa à Ucrânia, protestos no Irã após a morte de Mahsa Amini e o direito ao aborto.A cantora já discutiu em entrevista ao Summa Inferno que vê o seu papel como artista musical igual ao de bardos de tempos mais antigos, responsáveis por preservar eventos históricos e mudanças na sociedade através de canções. Já ao site IgorMiranda.com.br, destacou a abordagem direta das letras recentes, disponíveis em Bleed Out:“São músicas urgentes e creio que seja por causa do tema. As pessoas sentem que as letras estão mais diretas. Neste caso, quando é dito ‘we go to war’ (‘vamos para a guerra’), realmente significa isso. Não há nenhuma metáfora aí. Essa urgência ocorre porque as pessoas sentem o mesmo tipo de tensão. O mundo está observando o que está acontecendo e como as pessoas estão lidando com isso. Se você realmente lê jornais e se informa por fontes diferentes, não apenas de um lado, você pode ver claramente que está muito claro onde as coisas dão errado — e com quem elas dão errado.”
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Fãs de Opeth precisarão esperar mais um pouco para ouvir The Last Will and Testament. O 14º álbum de estúdio da banda sueca será lançado em 22 de novembro, não mais em 11 de outubro.
A gravadora responsável segue sendo a Reigning Phoenix Music. Em nota, o vocalista e guitarrista Mikael Åkerfeldt informa que atrasos imprevistos no processo de fabricação do produto físico levaram à decisão tomada.
O frontman declara:
“Nos esforçamos para entregar o produto da mais alta qualidade possível e, para isso, precisamos de um pouco mais de tempo para garantir que o lançamento final atenda aos nossos padrões.”
O texto completa:
“Entendemos que isso pode ser uma decepção, mas agradecemos sinceramente sua paciência e apoio contínuo. Mal podemos esperar para compartilhar essa nova música com vocês e estamos confiantes de que valerá a pena esperar.”
The Last Will and Testament
Conceitual, The Last Will and Testament será o primeiro disco do Opeth com o baterista Waltteri Väyrynen (Abhorrence, ex-Paradise Lost, Bodom After Midnight e Bloodbath, entre outros), que em 2022 assumiu a vaga do veterano Martin “Axe” Axenrot, demitido no ano anterior.O líder, vocalista e guitarrista Mikael Åkerfeldt explica o conceito de The Last Will and Testament: “Tornei-me bastante interessado em família e na ideia de que o sangue nem sempre é mais espesso do que a água. Fiquei interessado em como os membros da família podem se voltar uns contra os outros. Vi uma entrevista com um cara cuja família havia se voltado contra ele por causa de herança, então escrevi uma música sobre isso no último álbum (In Cauda Venenum, de 2019). A ideia ficou na minha cabeça, e então surgiu o programa de TV Sussession, que eu adorei. Isso também estava na minha mente. Pareceu um tópico interessante que você poderia torcer e transformar um pouco”.
Opeth na estrada
Atualmente, o Opeth, que atualmente é formado pelo fundador, vocalista e guitarrista Mikael Åkerfeldt (vocal e guitarra) e completado por Fredrik Åkesson (guitarra), Martin Méndez (baixo), Waltteri Väyrynen (bateria) e Joakim Svalberg (teclado) realiza uma turnê pela América do Norte em outubro. Entre fevereiro e março do próximo ano, o grupo excursiona pela Europa e Reino Unido.
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O Metallica confirmou a expansão de sua turnê M72 para o ano que vem. Iniciada em 2023 como parte das atividades que promove o álbum 72 Seasons, a excursão ganhou mais 21 shows pela América do Norte entre abril e maio.
Na maior parte das cidades, o formato será o mesmo que se viu até o momento, com a chamada No Repeat Weekends. Isso significa que o grupo se apresenta na mesma cidade duas vezes, com repertórios e atrações de abertura inteiramente diferentes. Já algumas localidades recebem apenas uma performance.
Rumores apontavam que o Metallica passaria pela América do Sul com a M72 ainda em 2024. Todavia, até o momento, isso não se concretizou. A última visita do quarteto formado por James Hetfield (voz e guitarra), Lars Ulrich (bateria), Kirk Hammett (guitarra) e Robert Trujillo (baixo) se deu em maio de 2022, para shows em Porto Alegre, Curitiba, São Paulo e Belo Horizonte.
Mais informações sobre a turnê de 2025 podem ser conferidas no hotsite oficial. Veja abaixo o itinerário:
12 de abril: Las Vegas, NV Sick New World @ Las Vegas Festival Grounds
19 de abril: Syracuse, NY JMA Wireless Dome *
24 de abril: Toronto, ON Rogers Centre *
26 de abril: Toronto, ON Rogers Centre +
1 de maio: Nashville, TN Nissan Stadium *
3 de maio: Nashville, TN Nissan Stadium +
7 de maio: Blacksburg, VA Lane Stadium *
9 de maio: Columbus, OH Sonic Temple @ Historic Crew Stadium
11 de maio: Columbus, OH Sonic Temple @ Historic Crew Stadium
23 de maio: Filadélfia, PA Lincoln Financial Field +
25 de maio: Filadélfia, PA Lincoln Financial Field *
28 de maio: Landover, MD Northwest Stadium *
31 de maio: Charlotte, NC Bank of America Stadium *
3 de junho: Atlanta, GA Mercedes-Benz Stadium *
6 de junho: Tampa, FL Raymond James Stadium +
8 de junho: Tampa, FL Raymond James Stadium *
14 de junho: Houston, TX NRG Stadium *
20 de junho: Santa Clara, CA Levi’s Stadium +
22 de junho: Santa Clara, CA Levi’s Stadium *
27 de junho: Denver, CO Empower Field at Mile High +
29 de junho: Denver, CO Empower Field at Mile High *
* = Pantera e Suicidal Tendencies abrem
+ = Limp Bizkit e Ice Nine Kills abrem
Foto: Tim Saccenti
Estrutura do Metallica na M72
Segundo uma reportagem da rede de TV americana WCCO-CBS sobre a passagem recente da turnê M72 por Minneapolis, a equipe de produção carrega consigo cerca de 6 mil palhetas por apresentação. Algumas delas são utilizadas por James Hetfield e Kirk Hammett, mas a maioria é distribuída entre fãs.
No quesito instrumentos, o Metallica leva consigo 64 guitarras e baixos para cada show — e 36 deles precisam estar sempre prontas caso necessário usar no palco.
Perguntado sobre a razão para tantos instrumentos, o coordenador da turnê, Jon-Michael Marino, enumerou os eventos que levam a tal necessidade (transcrição via Blabbermouth). Ele disse:
“Ao longo de, digamos, 15 ou 16 músicas, existem várias afinações. Existem também coisas que acontecem naturalmente, como cordas arrebentando e guitarras desafinando que precisam ser trocadas na hora.”
A generosidade não vale para outros tipos de lembrança. Lars Ulrich usa uma média de 25 baquetas por show, que são depois presenteadas aos fãs. Ou seja, fãs bateristas têm bem menos oportunidade de ganhar souvenirs comparado a admiradores guitarristas.
Foto: Tim Saccenti
Estrutura do METALLICA em turnê
Quanto à estrutura da turnê, cada show precisa de quase 400 pessoas para montar tudo. A equipe da banda conta com 156 funcionários, auxiliados por 148 membros da produção local, 40 metalúrgicos e 92 motoristas de caminhão.
Entre o palco e a estrutura audiovisual do espetáculo em si, leva 12 horas para montar tudo. As oito torres de vídeo que auxiliam o público a ver todos os ângulos do show demoram mais 36 horas.
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