Lançado no Brasil através da Morbid Tales Records o quinto álbum oficial desta banda que nunca decepciona, estou falando do poderoso Masacre que neste lançamento trás uma aula de brutalidade. Extremamente rápidos, técnicos e matadores fazem um Brutal Death Metal nos melhores moldes do estilo. Este lançamento brasileiro tem uma qualidade incrível, o encarte é riquíssimo além muito bem feito, o selo realmente foi muito cuidadoso neste trabalho.
Digo que a banda encontra-se em sua melhor fase neste trabalho, pois é um CD que é muito violento em sua essência.
As músicas aqui apresentadas são impiedosas e massacrantes, a sensação é de estar sendo atacado por tanque de guerra. O já inicia com pura crueldade, direto e reto, “La Guerra” é uma musica que já nos mostra que se trata de um material para os fortes, nada de firula e coisas mirabolantes, é um material de Death Metal para os verdadeiros amantes de Death Metal.
Destaco aqui as músicas ou como digo, hinos de guerra, que destaco deste material são “Mutilated”, “Bullets”, “War In Hell”, “Donde Habita El Mal” e “Satanic Peace Agreement” que possuem alto poder bélico. Guitarras extremamente bem executadas, bateria que é uma tormenta junto ao baixo e o Vocal que uma verdadeira
vociferação demoníaca. Com certeza este álbum vai estar entre os seus favoritos. E os solos apresentados em algumas musicas são navalhadas altamente cortantes. O poder deste CD é absoluto e o melhor em uma versão nacional de altíssima qualidade.
Prepare-se para o caos, são 10 faixas sangrentas e sendo que pra fechar este material sem nenhuma piedade a última faixa é ao vivo gravado no Altavoz Festival.
Death Metal Foreveeeerrr!!!!
Autor: Éden Lozano
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MASACRE – Brutal Aggre666ion [9,0/10]
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METAL DA MORTE FEST – Osasco devastada pelo encontro de 5 veteranos da brutalidade…
Ontem, dia 25 de agosto, a cidade de Osasco recebeu cinco nomes de peso em um festival de extremíssimo Death Metal. “Metal da Morte Fest” foi um evento memorável com grandes apresentações e algumas delas de tirar o fôlego. Ao chegar no local do evento “Mineiro Rock Bar”, me deparei com o público notoriamente ansiosos para verem as apresentações e de fato não se arrependeram de estar lá, pois as bandas literalmente devastaram o lugar.
Como mencionei acima a respeito do público, este foi um público pequeno pra um evento deste porte, foi um encontro de CINCO IMPORTANTÍSSIMAS BANDAS BRASILEIRAS. Ouso dizer que só mesmo o público fiel que apoia de verdade o underground brasileiro estavam lá. Uma pena, pois, foi uma belíssima apresentação e que contou com presença de um velho aliado na cena extrema nacional, o Max Kolesne, que estava lá prestigiando o evento.

Chaoslace, Foto por: Divulgação Por volta das 22:00 a banda que inicia o evento é o Chaoslace, que entrou cheio de ódio e violência no palco. Executou seus hinos de guerra com muita precisão, uma banda que vale a pena ver e dessa vez não foi diferente, pois notamos a garra e paixão pelo que fazem. A brutalidade exprimida pelo Chaoslace, assim como sua performance ao vivo é de tirar o fôlego. A primeira música executada foi a violentíssima Disciple Of Blasphemy God, que logo seguiu com “Blasphemy”, “Destroying The Catholic Epidemy”, “Manifesto Against The Pedophile Lords” e mais músicas que compõem o debut álbum da banda “Inhumane Terror Cult” lançado este ano pela Obskure Chaos Distro.

Genocídio, Foto por: Eden Lozano A segunda banda a entrar no palco foram os veteranos do Genocídio que fizeram um show muito bom. Banda iniciada em 1985, com seus 33 anos de carreira e muita experiência em shows, fizeram uma apresentação à altura de sua história. Iniciaram o show com uma Intro e em seguida “Requiescat In Pace” e “Under Heaven None” de seu novo álbum, sendo o oitavo disco. Sua performance no palco foi destruidora, e, a energia era realmente contagiante. Genocídio é uma banda que nos impressiona a cada apresentação. E além das faixas citadas acima o Genocídio nos trouxe doze músicas que foram uma viagem entre os álbuns mais antigos e os mais novos. E também houve uma ótima homenagem ao Sarcófago com o cover de Black Vomit. Foi uma apresentação pra ficar em nossas memórias.

Pentacrostic, Foto por: Eden Lozano Agora é hora de falar dos donos da casa, sim, uma banda veterana de Osasco que conquistou o mundo. Estou falando do grande Pentacrostic. A banda veio com tanta energia que levantou de vez o público. E o Marcelo Sanctum estava inspirado nessa noite, tocou e agitou muito com o público que já estava incendiado. Eles começam o show com um clássico de seu segundo álbum, “The Giants Of Nordic Flames” é uma musica maravilhosa e apostando mais uma vez no segundo álbum eles nos trazem “Cult Of Illusion” que aí foi a deixa para arrebatar a todos nessa noite insana. E para os fãs mais antigos que estavam ali esperando outro clássico, eles atacam com “Words In Corrosion” de seu debut álbum de 1992. Uma apresentação também que notávamos um certo nervosismo por parte da banda, algo não parecia estar legal entre eles. Mas mesmo assim apresentaram com muita competência adquirida em seus 29 anos de carreira um ótimo show. E em uma de suas guitarras agora está o Fábio Jhasko, …isso ele mesmo…, que fez parte do grande Sarcófago. Banda a qual tinha sido homenageado pelo Genocídio e que dessa vez foi também homenageado pelo Pentacrostic e com um ex-membro do Sarcófago na guitarra. A música escolhida foi justamente um clássico do álbum Laws Of Scourge, “Midnight Queen” que incendiou ainda mais o público que ecoou o seu refrão nas vozes de todos que estavam presentes, foi emocionante. Nunca me esquecerei desta noite.

Havok 666, Foto por: Eden Lozano Depois do público já ter incendiado com o Pentracrostic e quase colocar o lugar abaixo, vem uma dupla que decretou o caos absoluto no lugar, a sua apresentação foi uma sentença de morte aos fracos. O Felipe Wrecker e o André Brutaller atacaram Osasco com seu Death Metal forjado no fogo do inferno. Foi uma apresentação que notadamente todos estavam estupefatos de ver uma banda com apenas dois membros arrebentando tudo e que não sentíamos falta de mais nenhum integrante. Estou falando do poderoso Havok 666, que à propósito, esteve a pouco tempo em Cuiabá ao lado do Funeratus e o violento Kromorth. Os dois músicos que compõem essa máquina destruidora são dois músicos exímios e que nos deixam boquiabertos pelo domínio e pela destreza que esses demônios têm em seus instrumentos. Eles entraram no palco e não mostrando nenhuma piedade atacaram com um panzer “Apostasy Of Disciple Of Messiah”… esmagando todos que estavam ali, e para continuar o massacre vem “Scars Of Imposed Law” ambos de seu mais recente álbum Sodomized By Divine Order. Apresentando um set-list brutal de seis musicas o Havok 666 mostrou que com determinação e foco no que acredita tudo é possível. E como mencionei, eles colocaram a casa a baixo numa explosão demoníaca e blasfemadora.

Funeratus, Foto por: Eden Lozano Depois da devastação dos demônios vindo da cidade de Salto/SP, vem uma horda maligna para acabar de pulverizar o que ainda restava daquele local, oriundos da cidade de Mococa, interior de São Paulo e formado em 1993 eles tem uma história memorável no underground nacional e mundial. O importantíssimo Funeratus para fechar a noite. E vou te falar em verdade… caótico e destruidor, fez um show impecável que encheu de orgulho as almas impuras que ali estavam assistindo. Com seu Death Metal esmagador e seus vocais ecoado hinos de guerra e ódio fez Osasco em cinzas. Foi uma apresentação nefasta, Tocaram musicas de todos os seus álbuns e quando tocaram “Echos In Eternity”, “Storm Of Vengeance” e “Miserable Mortals” o público foi ao ápice do delírio, e que logo eles mandaram “Accept The Death” que foi muito bem recebido pelo público.
Espero muito que venham outros eventos como este e que a cena extrema esteja cada dia mais forte. E o publico precisa estar presente nestes eventos para sobrevivência de tudo isso. Parabenizo todas as bandas presentes e que fizeram dessa noite um marco na história. Força e honra sempre!!!! …And the fucking Death Metal never ending…
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HEADHUNTER D.C. & MALEFACTOR – The Darkest Cult – Act 1
22 de Setembro, um sábado à noite, é a data em que dois representantes do antigo e vivo metal baiano estarão se encontrando mais uma vez.Os pais do Death Metal nordestino Headhunter D.C., se aliam novamente aos pioneiros do metal profano e pagão no Brasil, Malefactor.
O encontro, nomeado The Darkest Cult – Act 1, acontece no Groove Bar, em Salvador, e as bandas prometem se unir ao final para executarem alguns clássicos do metal.
Prestes a gravar seu sexto disco, o Headhunter D.C. promete devastar seu público fiel, com a experiência de 31 anos de atividade, enquanto o Malefactor divulga seu disco mais novo, o matador “Sixth Legion” e um documentário sobre suas mais de duas décadas de atividade no underground.
Quer mais? Cerveja Itaipava Premium – R$6,00 Quer mais? Dose de Whisky Black & White – R$9,99 Ingressos: R$20,00 (www.sympla.com.br) R$25,00 (enviando e-mail com nome completo e rg para [email protected] até as 21 horas do dia 22/09/2018) R$30,00 Na portaria do evento Local: Groove Bar – Av. Almirante Marques de Leão, 351 , Barra Horário: 22 Horas (Abertura da casa) -

MERCY KILLING – Desde 1988 ecoando o seu poderoso Thrash Metal…
O Mercy Killing é uma banda que tem uma belíssima história de dedicação ao underground, iniciada em 1988 em Salvador e uma das precursoras do estilo no nordeste, hoje sediada em Curitiba, se mantém vivo até hoje ainda com a mesma violência sonora. O fundador e uma lenda viva Leonardo Barzi nos fala à respeito de toda a carreira da banda, como conseguiu superar todas dificuldades e consagrar a banda como uma das mais importantes do país. Perseverança é a palavra que define bem toda sua trajetória, afinal com muita sabedoria e maturidade o Leonardo conseguiu reerguer o Mercy Killing e continuar sua carreira sempre trilhando nos caminhos de sua proposta original, o seu poderoso Thrash Metal.

Leonardo Barzi, Foto por Divulgação Nascida na cidade de Salvador em 1988, O Mercy Killing foi uma das primeiras bandas que escutei na vida. Me chamou muito a atenção pelo som visceral que vocês ainda fazem até hoje. Nessa época em Salvador não era fácil montar uma banda e muito mais difícil era descolar espaços para tocar ao vivo. Nos fale sobre o início de tudo, o surgimento da banda, as dificuldades e as vitórias nessa época…
Leonardo Barzi – Em 1987, quando conheci Bruno “Cachorro Louco” Leal (hoje na Pandora) na Pounding Metal, loja de Metal no centro de Salvador, já existiam grandes bandas e grandes músicos, mas não tínhamos idéia de como começar. Apesar de termos planejado uma banda ainda nessa época só ensaiamos pela primeira vez em Maio de 1988, tocando covers de Assassin e Kreator e tirando as músicas que Bruno compôs. Ensaiávamos em qualquer lugar que fosse possível e isso acabou fazendo com que fossemos conhecidos no dia a dia, além dos estúdios e shows que frequentávamos. Nosso primeiro show foi em um evento com mais 10 bandas, entre as quais Sepulchral, Morbid Corpse e Mystifier, em que o público aprovou e sentimos que não éramos tão ruins como parecíamos. O que definiu o som da banda foi a pegada Heavy/Thrash de Bruno e a abordagem HC/Punk minha e de Iuri “Bonebreaker”, em um longo período como trio que nos integrou, musicalmente, e gravamos a demo Tales…, ao vivo. Fomos elogiados por revistas e fanzines especializados e os “pilares” do som da banda se desenvolveram com músicas mais longas e trabalhadas coexistindo com outras mais curtas e cruas.

1993-Toxic Death “Demo K7” Em 1993 a banda lançou a demo “Toxic Death”. Essa demo apresentou o Mercy Killing ao Brasil e que foi muito bem comentada nos zines da época. Me lembro bem que tempos depois o meu saudoso amigo Denival (Loja Coringa) me presenteou com essa demo e a partir daí comecei a acompanhar vocês em exatamente todos shows. Essa demo para você foi a mais importante da carreira da banda? Como foi a repercussão na época?
Leonardo Barzi – Eu realmente acredito que cada trabalho nosso tem uma importância fundamental e cada demo é totalmente contextualizada, mas na minha opinião a demo seguinte, Living in my Madness, representa mais nosso trabalho. Toxic Death tem dois problemas, para mim (o vocal ainda não estava maduro o suficiente e a batida invertida descaracterizou um pouco o som) mas mostrou uma banda eficiente. Uma curiosidade: sabia que essa gravação seria lançada em LP pelo selo/loja Bazar Musical, mas infelizmente o Júnior, responsável pelo selo, faleceu e o projeto foi abandonado.
Me lembro de ter visto vocês em pelo menos uns vinte shows e notava que na época vocês tinham muitos fãs muito fieis. Acredito que o Mercy Killing foi o precursor do Thrash Metal na Bahia, estou certo?
Leonardo Barzi – Algumas bandas tinham uma pegada Thrash, na época, como a Thrashmassacre, Signo Vince e Arquia, mas nós permanecemos tocando e gravando demos. Inclusive éramos considerados inferiores e posers por conta da explosão de bandas de Black e Death Metal. Mas influenciamos bastante bandas e músicos e tocamos com bandas de estilos diferentes, o que criou uma cena bem heterogênea e musical.

1995-Living In My Madness “Demo K7” No ano de 1995 a banda lança um assalto, a demo “Living In My Madness”. Uma superprodução na época, uma gravação muito boa e que arrebatou ainda mais fãs. Na sua opinião essa Demo foi a que fez o Mercy Killing difundir o seu nome no underground brasileiro?
Leonardo Barzi – Obrigado pelas palavras. Foram 500 cópias, todas as fitas gravadas, cortadas e montadas à mão, acabei ficando sem nenhuma cópia, para você ter uma idéia. Sim, essa demo foi a principal para difundir nosso trabalho, mas mesmo assim não foi suficiente para conseguirmos nenhum selo interessado pela gravação feita no ano posterior.
Como disse antes, eu acompanhava a banda em todos os shows em Salvador e nas cidades vizinhas. Teve uma noite que o Bruno vocalista e guitarrista na época notou que eu sabia cantar todas as músicas da Demo, em um show na cidade de Dias D’avila me deu o microfone e cantei junto com vocês as músicas “Living In My Madness” e “Agony’s Display”. Foi uma grande emoção para um garoto na época poder cantar com uma das bandas que mais gostava. Curiosidades à parte rsrsrsrsrs. Me diga, foi a partir dessa demo que houveram mais oportunidades de shows? Como foram os shows na época?
Leonardo Barzi – Eu lembro desse dia, saímos cobertos de terra pois o espaço era de chão batido! Foi uma honra para nós alguém saber as letras. Inclusive, muito obrigado! Fiquei boquiaberto. Na verdade nessa época passamos a participar mais ativamente das produções, mas sempre tocamos bastante até 1998, quando o movimento ficou bem mais fraco. Uma das coisas que me chamou atenção, e conversei bastante com o público na época, era a fidelidade sonora da banda ao vivo, sempre tirando timbres fieis às gravações, mesmo com equipamentos ruins.

Mercy Killing em Salvador, Foto por Divulgação Ainda falando dos áureos tempos, a banda conseguiu grandes feitos, como dividir o palco com grandes bandas como The Mist e Dorsal Atlântica, também com o as referências da Bahia na época o Zona Abissal e o grande Headhunter D.C.. Qual foi sua emoção de estar tocando ao lado dos grandes nomes dos anos 90? Tem alguma curiosidade que possa nos falar?
Leonardo Barzi – Sempre foi uma honra tocar com todas as bandas ao logo da nossa história e sempre tentamos fazer jams com outros músicos, o que me agrada bastante. Com o Headhunter D.C. tocamos várias vezes e, inclusive, Zé Paulo Lisboa chegou a ensaiar uma vez conosco, mas continuar a colaboração era complicado por conta dos compromissos deles. Tocar com o Zona Abissal era um sonho, pois a banda sempre foi incrível e nos inspirou. Uma vez Albertinho Carvalho esqueceu a sua correia, exclusiva para o baixo dele, e acabei emprestando o meu Dolphin Vermelho, o que foi uma honra indescritível (além do medo de não sair som nenhum, o que não aconteceu). O The Mist em Salvador foi produção da Sound+Vision e estávamos diretamente ligados, mas foi uma correria. Lembro, porém, da decepção da ausência de Vladmir Korg na banda. E o show com o Dorsal não foi dos melhores, pois apesar da ótima relação com o baixista e baterista o vocal teve um ataque de estrelismo e nos detratou na passagem de som.

Mercy Killing em 1994, Fotos por: Divulgação RSRSRSRSRSRS!!! Uma postura realmente ridícula, “ataque de estrelismo”… o Mercy Killing foi convidado para tocar junto com a banda Punk finlandesa Rattus e a lenda do Thrash Metal Exodus…
Leonardo Barzi – Duas bandas incríveis que sempre acompanhei! Com o Rattus foi corrido, mas teve um momento marcante: tínhamos decidido que não tocaríamos mais covers e alguém pediu Slayer, aí fiz um discurso de como era difícil divulgar som autoral (Curitiba tem um publico cover forte e dominante) e muita gente foi inspirado por isso. E no show do Exodus o Rob Dukes dedicou Metal Command para o old school Exploited t-shit guy in the pit (ou seja, eu!).
Nos anos 90, principalmente em seu início haviam grandes brigas entre os Punks e os Headbangers em Salvador, mas percebia que o Mercy Killing tinha também hardcore em sua música que além de ter uma legião de fãs headbangers o som de vocês também agrava os punks. A Banda chegou a tocar com as bandas punks na época? A banda chegou a sofrer algum tipo de agressão por parte deles?
Leonardo Barzi – Eu tive problemas com os skinheads uma época, mas depois disso convivíamos pacificamente (ou quase) com todos. Morcego, vocal da Bosta Rala, costumava ir aos shows da gente e deixava a mochila conosco, para evitar brigas, e ia, com uma rapaziada da Vermes do Sistema, na minha casa tomar café e conversar sobre política. Até hoje tocamos com bandas Punk e HC (de verdade) sem problemas.

1996-Bahia Rock Collection “Coletânea” Nos anos de 1996 e 1997 a banda participou de duas coletâneas muito importantes, Bahia Rock Collection e Dois da Bahia. Como foi participar destes feitos na época? Pra você isso foi um reconhecimento por fazer parte da história metálica da Bahia?
Leonardo Barzi – Inclua aí a Darkness Sets In, de Lord Vlad. Sim, foi a consolidação de uma era e o reconhecimento à cena Underground da Bahia. A gravação da BRC foi exclusiva, convivemos com as bandas no estúdio e até fomos visitados por Carlinhos Brown. Aproveito para agradecer ao Nestor Madrid e Wesley Rangel pela paciência e pelo excelente trabalho.

1997-Dois da Bahia “Coletânea” Seis anos se passam e é lançada a não sei bem se é uma demo, chamada “Under The Acid Rain” contendo 15 faixas dentre elas músicas das duas primeiras demos. Esse material se trata de fato de uma Demo ou de um CD lançado de forma independente? Esse material foi muito divulgado?
Leonardo Barzi – Esse, mais uma vez, é um unborn full lenght, íamos lançá-lo, mas os selos estavam mais interessados em outros estilos e a banda implodiu, impedindo que fosse lançado independente. Quando lançamos por uma plataforma digital, anos depois, a oportunidade estava perdida. É uma gravação excelente, também feita na WR, e é o registro de uma época bem bacana.

2001-Under The Acid Rain “Unborn Full-Lenght” Em 2000 todos amigos baianos ficaram tristes, mas por seus motivos pessoais você teve que ir embora de Salvador e se estabelecer no sul do Brasil. Rolou algum show de despedida? O que você tem a dizer para todos membros do antigo Mercy Killing? Afinal foram anos de muita luta…
Leonardo Barzi – Foi uma despedida difícil, fizemos 2 shows em um final de semana no Café Calypso, sendo que a segunda não estava programada, mas como metade do público de sábado ficou de fora tivemos que fazer uma segunda data. Eu agradeci a todos (que mereceram) no encarte do Euthanasia, mas resumo aqui que foi uma honra e um aprendizado tocar com (quase) todos eles. A parceria com Rodrigo Macedo, porém, se estendeu por mais bastante tempo.
Dois anos depois foi lançada a Demo “Life Live”, se trata de um material ao vivo? Onde foi gravado?
Leonardo Barzi – Gravado no Jethro Songs, em Curitiba, em 2002. Foi um show bruto, gravado direto na mesa, sem edições e mixagens. Pena que comigo nos vocais (risos). Eu estava doente no dia, mas teve um público incrível e, é claro, rolou uma jam com a outra banda da noite.

2003-Dominant Class “Demo CD” E um ano após do “Life Live” a banda lança outra demo “Dominant Class” com muitas faixas das demos anteriores. Esse material foi muito divulgado? Nos fale à respeito deste material…
Leonardo Barzi – Na verdade, esse material não era para ser divulgado, foram alguns testes com meu vocal e as cópias foram apenas pra os integrantes, mas com a internet melhor que se divulgue o material original. Como já ficou claro não gosto muito dessas gravações, nunca me considerei um vocalista (risos).
No período de 2004 à 2012 a banda passa por um grande hiato. O que aconteceu com o Mercy Killing durante estes anos?
Leonardo Barzi – Tocando e trocando de formações. Em um desses períodos Leonardo Sampaio, o baterista de 2002 a 2015, morou no exterior e a Stephanie Diana, guitarrista, estava empenhada em projetos pessoais. Mas quando ele estava em Curitiba fizemos shows legais, incluindo os citados com Rattus e Exodus, e shows no interior do Paraná e Santa Catarina.

2013-The Thrasher “Demo CD” Em 2013 a banda devidamente estabelecida e com nova formação chega em nossas mãos a demo “The Thrasher”. Mas desta vez apresenta um Mercy Killing muito diferente na execução de suas músicas, claro as características antigas ainda estão presentes, mas com certeza muito mais brutal. Essa brutalidade incorporada na música do Mercy Killing foi devida as influencias musicais dos novos membros?
Leonardo Barzi – Sim, mas já era meu objetivo desde que começamos a deixar as músicas mais trabalhadas, como Pandora e Flame Out in the Cold, que eu não considerava como “a cara” da banda. Satisfaction of the Flesh, por exemplo, a despeito de ser ideal para a formação nova, é de 2002, e já flerta com Death Metal. Então acabou sendo algo simbiótico.
Falando da vocalista que possui uma voz absurdamente poderosa, Tatiane Klingel, ela com certeza trouxe uma atmosfera mais Death Metal pro tradicional Thrash Metal da banda. Como foi a ideia de incorpora-la a banda? E qual o maior ganho que a banda teve a partir dessa mudança no estilo de vocais?

Tatiane Klingel, Foto por: Divulgação Leonardo Barzi – Ficamos mais brutais!!! Mas foi um processo lento de aprendizado, tanto que comparando a demo de 2013 com o álbum você percebe o aprendizado continuo da banda e da Tati. Ela é parte da família e compõe coisas que são compatíveis com o som que nos identifica.
No ano de 2015 a banda inicia uma campanha “Crowdfunding” para financiamento coletivo para a realização do Debut. Foi algo muito interessante e inovador. Como surgiu a ideia dessa campanha? Como foi a repercussão? E quanto aos fãs, houve o apoio que vocês esperavam?
Leonardo Barzi – A gravação estava bem adiantada quando tomamos a decisão do financiamento coletivo, basicamente pela recusa dos selos em lançar. Mas, em retrospecto, também nos incomodava muito o fato dos selos não oferecerem nada à banda além de cópias que raramente cobrem os custos, então foi a melhor opção. Para a prensagem do LP contamos com a parceria de dois selos (Neves Records e Melomano Discos) para racharmos os custos e sem a experiência desses não teria saído com a qualidade que queríamos. O LP faz a diferença, ainda mais em tempos de mídias digitais, mas percebi que o público mais velho tem uma certa resistência com “pré-venda”, o que não havia nos ocorrido. Mas saiu muito bem, a gravação é bem diferente dos padrões atuais e recebemos muitos elogios.

2015-Euthanasia “Debut álbum” Em outubro no mesmo ano é lançado finalmente o debut CD Euthanasia, um uma belíssima produção totalmente independente. Como foi toda concepção desta realização?
Leonardo Barzi – Resolvemos unir as composições mais velhas com as feitas em Curitiba, soando em disco como ao vivo, sem overdubs e edições. A pré-produção foi toda nossa e criamos um ambiente agradável e familiar em cada sessão, fazendo com que a banda soasse fluida e integrada.
A qualidade da gravação ficou maravilhosa, onde foi gravado? A produção ficou a cargo de quem?
Leonardo Barzi – Foi gravado no estúdio Avant Garde, com o Maikho Tomé, produtor de Curitiba, especialista em Metal extremo. A produção é dele com a banda, cada um somando suas experiências. Capturamos as bases ao vivo das 11 faixas da primeira sessão, gravando apenas os vocais em separado, com Leonardo Sampaio na bateria. Na segunda sessão, com 5 faixas, foi feita um mês depois, com Rodrigo Macedo, baterista das demos Living in my Madness e Under the Acid Rain, pois Leonardo havia se mudado.
E a arte da capa? Quem foi o artista que fez esta bela arte?
Leonardo Barzi – O talentoso e multimídia Val Oliveira, vocalista da Rattle, de Salvador. A concepção é nossa, baseada em filmes B de zumbis, e entre os vários easter eggs do álbum temos várias citações na capa. Mas poucos se ligaram e comentaram conosco.

Texa Hard, Foto por: Divulgação Como o CD foi feito de forma completamente independente, como está sendo a distribuição? Houveram propostas internacionais para o seu lançamento fora de nosso país?
Leonardo Barzi – Distribuição amadora, basicamente trocamos com outras bandas dentro e fora do país. Recebemos uma proposta por um selo do México, mas não foi adiante, e outro na Flórida, de um pessoal mais inexperiente (mais do que a gente!).
Quanto a turnê, a banda tem feito shows por todo país para divulgação deste CD?
Leonardo Barzi – Tivemos alguns problemas anormais entre 2016 e 2018. Fizemos uma mini-tour na Bahia em Novembro de 2016 (em Salvador, Serrinha e Itabuna) e o baterista dessa formação, saiu. Passamos a ensaiar para retomar os shows e planejando gravar o segundo disco com um novo, mas o cara sofreu um acidente horrível e aguardamos ele se recuperar para voltarmos o trabalho, tocando apenas em um festival em Santa Catarina com um amigo. No início de 2018 tentamos, mas ele não conseguiu pegar o pique, as consequências do acidente ainda o prejudicam, então trocamos de baterista mais uma vez. Agora voltamos a tocar em Curitiba e voltamos a fazer contatos para shows fora.
Como tem sido a receptividade por parte do público à respeito deste debut?
Leonardo Barzi – Só os amigos mais próximos reclamaram da mudança de estilo, pois preferem a abordagem Heavy/Thrash dos anos 90, mas eles têm isso com o vocal da época com a nossa banda-irmã Pandora, de Salvador, onde Bruno continua esse legado. De resto só elogios, principalmente para o vocal da Tati, sempre assustador.

José Sepka, Foto por: Divulgação Este ano, 2018, a banda completa 30 anos de carreira, haverá um segundo álbum para comemorar esses anos de luta pelo underground?
Leonardo Barzi – Sim! Estamos compondo o segundo álbum totalmente do zero, sem usar as faixas antigas que não entraram no Euthanasia. Mas, nesse meio tempo, terminamos a produção do split 7″ com a Hell Gun, de São José dos Pinhais (PR), onde será lançada uma versão de Social Disease gravada por Rodrigo Macedo na Bahia em 2016 e finalizada aqui em Curitiba.
O novo álbum já tem nome? E tem previsão para quando estará disponível para nós fãs?
Leonardo Barzi – Ainda não, mas temos a ideia do conceito do álbum, que será sobre as várias formas de morrer. Espero que até Maio de 2019 possamos lançar, mas coordenar nossas vidas pessoais com a banda é mais complicado hoje em dia.
Saiba que o Mercy Killing teve uma grande influencia em minha formação como Metaller e pra mim poder entrevistar a lenda viva chamada Leonardo Barzi é uma grandiosa honra. Muito obrigado por disponibilizar seu tempo e sua atenção para realização desta entrevista. Conte sempre com o apoio da Roadie Crew e espero vê-los em breve por aqui. Um fortíssimo abraço e as últimas palavras são suas…
Leonardo Barzi – Eu que agradeço, Eden, fico orgulhoso e horado por essa influência tão significativa e é uma responsabilidade enorme continuar com um trabalho que sempre envolveu tanta gente e fez parte de cenas ao logo desses 30 anos. Espero te ver em breve e continue esse trabalho foda que você vem fazendo. Thrash´till Death!
Abaixo o vídeo clipe oficial “Splatterhead”, uma produção muito bem feita e brutal. Assitam:E para finalizar com chave de ouro essa entrevista que marca um retrospecto da banda relatada pelo seu fundador Leonardo Barzi, abaixo segue uma apresentação impecável da banda no Studio Tenda e também vocês poderão ver todos os membros falando à respeito da banda, sua proposta musical e uma breve informação à respeito do seu próximo álbum. Vejam:
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THE CROSS – comemorando 25 anos da demo “The Fall” com regravação
A primeira banda de Doom Metal brasileira, THE CROSS, encontra-se em pleno processo de regravação de todas as músicas da sua primeiro demo, “The Fall” (1993), nada mais justo já que se foram vinte e cinco anos de lançamento e pioneirismo no estilo aqui no Brasil. Esta releitura difere das originais e vale ressaltar que este lançamento trará as duas versões, o que permitirá a comparação das fases distintas da banda.
Bom salientar que a versão anterior foi recentemente relançada no EP “Flames Through Priests” (2015). Agora ambas virão acompanhadas de uma nova música, “Unto the Deep”, que também estará no tracklist da compilaton “Darkness Sets In III”.
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![PESTILENCE – Hadeon [9,0/10]](https://roadiecrew.ribaweb.com/wp-content/uploads/2026/07/pestilence-hadeon-1.jpg)
PESTILENCE – Hadeon [9,0/10]
Este CD já nos impressionou logo de cara pela belíssima produção gráfica, o slipcase vem em letras prateadas e uma impressão com qualidade máxima.
É de fato um material muito luxuoso que vai encher de orgulho os fãs da banda, e, o encarte é um show a parte, com suas 12 páginas contendo todas letras, todas as informações e uma ótima foto da banda. Uma produção que é muito difícil de encontrar em CDs nacionais. A Hammerheart Records Brasil está de parabéns, pois está nos disponibilizando qualidade internacional em versão nacional.
Ao colocar o CD no player… O seu conteúdo é perfeito, isso mesmo, a qualidade não ficou só na parte gráfica… A Intro que inicia o CD vem num clima tenebroso com um instrumental ao fundo que letra um dá uma clima desértico e também um pouco futurista numa junção de elementos que se misturam com perfeição e assim anunciando o que estar por vir.
Eis que a segunda faixa “Unholy Transcript” nos apresenta um Death Metal soberbo, uma visagem entre o moderno e o antigo muito bem executado. Riffs tradicionais que se fundem a uma cadencia que hora se torna caótica e hora brutal. Os vocais são perfeitos para o estilo apresentado aqui neste material, pois afinal de contas estamos falando de uma banda histórica que nunca decepcionou seus fãs. Ficamos muito empolgados aqui na audição com a segunda faixa e quando vem a terceira faixa “Multi Dimensional”, é uma música ainda mais cativante e arrebatadora e que nos deixou ainda mais empolgados pra ouvir as faixas que vem a seguir.
Destaco as faixas que também nos fez gosta ainda mais deste lançamento, são elas: “Oversoul”, “Materialization”, “Manifestations” e “Ultra Demons”. Foi difícil destacar essas faixas, pois o CD inteiro é ótimo e nos traz um Death Metal direto e reto, digo reto pela sua proposta como já mencionado aqui. A veia old school é latente neste trabalho, o que o torna primoroso e essencial para os amantes da velha escola.
Com o passar de tantos anos de carreira o Pestilence adquiriu um modo de executar suas composições que os deixa inigualáveis, uma banda muito original.
Não dá para comparar com nenhuma outra banda, é o Pestilence e pronto!
Todas as letras e a produção deste álbum ficou a cargo do Patrizio Mameli, acho que a premissa já fala por si. A gravação foi feita no renomado estúdio Spacelab Studio e masterizado por ninguém mais ninguém menos que o Dan Swano no estúdio Unisound na suécia.
Espero poder vê-los aqui no Brasil em breve apresentando este trabalho maravilhoso! -

INFECTED SPHERE – Acaba de lançar o vídeo oficial para “Spreading The Rottenness”…
Os gaúchos dos Infected Sphere acaba de lançar o vídeo oficial da música “Spreading The Rottenness”, vídeo muito bem feito filmado durante as gravações do seu mais novo trabalho “Abyss Ov Flesh”. Neste vídeo a banda conta com participações ilustres, são eles: Murillo Rocha (ATROPINA), Lohy Silveira (REBAELLIUN), Leozir Parisotto (SARCASTIC), Leonardo Schneider (DYINGBREED). A banda já conta com diversas datas agendadas para a turnê de promoção do novo álbum e vão passar por diversas cidades brasileira e também no Chile e Uruguai.
Abaixo o vídeo clipe de “Spreading The Rottenness”:







































