Autor: Éden Lozano

  • MASACRE – Brutal Aggre666ion [9,0/10]

    MASACRE – Brutal Aggre666ion [9,0/10]

    Lançado no Brasil através da Morbid Tales Records o quinto álbum oficial desta banda que nunca decepciona, estou falando do poderoso Masacre que neste lançamento trás uma aula de brutalidade. Extremamente rápidos, técnicos e matadores fazem um Brutal Death Metal nos melhores moldes do estilo. Este lançamento brasileiro tem uma qualidade incrível, o encarte é riquíssimo além muito bem feito, o selo realmente foi muito cuidadoso neste trabalho. Digo que a banda encontra-se em sua melhor fase neste trabalho, pois é um CD que é muito violento em sua essência. As músicas aqui apresentadas são impiedosas e massacrantes, a sensação é de estar sendo atacado por tanque de guerra. O já inicia com pura crueldade, direto e reto, “La Guerra” é uma musica que já nos mostra que se trata de um material para os fortes, nada de firula e coisas mirabolantes, é um material de Death Metal para os verdadeiros amantes de Death Metal. Destaco aqui as músicas ou como digo, hinos de guerra, que destaco deste material são “Mutilated”, “Bullets”, “War In Hell”, “Donde Habita El Mal” e “Satanic Peace Agreement” que possuem alto poder bélico. Guitarras extremamente bem executadas, bateria que é uma tormenta junto ao baixo e o Vocal que uma verdadeira vociferação demoníaca. Com certeza este álbum vai estar entre os seus favoritos. E os solos apresentados em algumas musicas são navalhadas altamente cortantes. O poder deste CD é absoluto e o melhor em uma versão nacional de altíssima qualidade. Prepare-se para o caos, são 10 faixas sangrentas e sendo que pra fechar este material sem nenhuma piedade a última faixa é ao vivo gravado no Altavoz Festival. Death Metal Foreveeeerrr!!!!

  • DECOMPOSING – Expoentes da mais pura e famigerada brutalidade…

    DECOMPOSING – Expoentes da mais pura e famigerada brutalidade…

    Oriunda de Fortaleza essa banda nascida para brutalizar vem arrebatando uma legião de fãs por todo mundo, com o seu Brutal Death Metal com claras influencias das bandas americanas do estilo o Decomposing mostra em que podemos sim, fazer melhor sempre. Este ano eles acabam de lançar o seu debut álbum pelo selo respeitadíssimo Guttural Brutality. Os membros dessa banda são veteranos na cena brasileira e que mais uma vez vem nos mostrar todo seu pontecial. Para esta entrevista convidamos o seu fundador Barroso Serra para nos falar à respeito de sua nova empreitada e de como tudo está acontecendo na carreira do famigerado Decomposing.

    Barroso Serra, Foto por: Divulgação

    O Decomposing foi formado em 2013 por você e pelo David Silva. Como surgiu a proposta para o surgimento da banda fazendo um Death Metal realmente diferente do que é tradicional no Brasil?

    Barroso Serra – Na verdade, eu não pensei. Foi um dia, fazendo rifes de costume, dropei e comecei a criar. E como ficou foda, pensei em chamar o batera David, que é amigo de longas datas. Na hora ele topou a proposta.

    A banda tem uma vertente muito brutal, indubitavelmente, vemos isso no trabalho realizado pela banda. Quais as suas principais influências?

    Barroso Serra – Pow mano, muitas bandas, mas tenho minhas preferências de tocar esse estilo exclusivo, como Pathology, Visceral Disgorge, Pyaemia, Inveracity…e por aí vai.

    Depois de algum tempo de início se juntam a banda o Anderson Nunes com seu vocal poderoso e o Carlos Menezes no baixo. Como foi integração deles na banda? e eles já eram de outras bandas?

    Barroso Serra – Ao chama-los para o Decomposing, não teve muita cerimônia, já tocávamos em outras bandas, e a gente já sabe o que cada um gosta, que é tocar muito Death Metal. Sempre penso na amizade, pois trato banda como família. Os caras são membros do flagelo, banda antiga de thrash metal. O Carlos (baixista) faz participação em alguns shows e já tocou no Griefgiver. O Anderson (vocal) tocou no Scatologic Madness Possession, Sacrilegious Salacious (bandas muito fodas que tínhamos na cidade).

    David Silva, Foto por: Divulgação

    Quando a vocês os fundadores, também participaram ou participam atualmente de outras bandas?

    Barroso Serra – Sim, eu sou membro fundador do Krenak, To Rot (com os meus parceiros Rainer batata e Jhoni Rodrigues do Infested Blood) e o Verminoses com meu brother ex-membro do Infested Blood (o batera Beto Santos). Essas bandas este ano estarão lançando CD, EP e Single. o David Silva que tem também tem seus projetos paralelos ao Decomposing, já participou também do Griefgiver, Facada, Burning Torment.

    Em 2018 a banda lança seu primeiro registro com chave de ouro, o ótimo debut “Unleash The Underground Abominations”. Nos conte como foi a concepção deste trabalho…

    Barroso Serra – Sem igual mano, está melhor do que esperávamos, muita galera procurando antes de ser lançado. Com a parceria do David Ferreira da Guttural Brutality (amigo de longas datas), foi uma puta divulgação, superou todas nossas expectativas. Está sendo um trabalho incrível, com merchan e shows. Isso faz toda diferença.

    E para o seu lançamento a banda contou com um selo muito respeitado no estilo, a Guttural Brutality. Como a banda recebeu a proposta de ter seu debut lançado por este selo?

    Barroso Serra – Devido a divulgação de shows, fotos e vídeos, o David Ferreira da Guttural Brutality mostrou-se interessado no material do Decomposing. Foi uma honra, pois o cara saca muito dos brutais. E resultado vocês já estão vendo, trabalho de mestre.

    Anderson Nunes, Foto por: Divulgação

    O David Ferreira é muito competente quanto aos lançamentos, além de ser um músico ímpar. Como está sendo a distribuição feito pela Guttural Brutality?

    Barroso Serra – A divulgação está em websites, zines, rádio. David Ferreira não para mano, a todo momento está enviando material, divulgando na net e plataformas de streaming. O cara sabe do que está fazendo.

    Quanto aos shows para divulgação do debut, como estão sendo?

    Barroso Serra – Desde que lançamos o disco Unleash The Underground Abominations, os convites não param, tocamos agora recentemente no Forcaos, Underground Metal Fest dia 25 de agosto/2018 em novembro no Alcoholic Vomit, isso é muito bom para banda. Estamos nos preparando para turnês pelo Brasil e pela gringa.

    Como o Death Metal feito por vocês é de nível internacional, há algum plano ou convite de tocarem no exterior? Digo isso pois a banda tem uma veia do Death Metal americano.

    Barroso Serra – Sim com certeza, estamos nos organizando para o ano de 2019, pois todo nós temos nossas famílias e trabalhos, então estamos vendo as melhores datas para que todos nós possamos fazer um giro bem estruturado e organizado.

    Quais os planos do Decomposing daqui pra frente?

    Barroso Serra –Tocar muito sempre rsrs, e começar a fazer músicas para em um breve futuro lançar o segundo disco.

    Carlos Menezes, Foto por: Divulgação

    Vamos falar da atual cena brasileira e mundial. Como você vê a cena atualmente no Brasil e no Mundo?

    Barroso Serra – No brasil todos nós sabemos a dificuldade que é manter o underground. Devido os shows gringos serem uma novidade, acabam que sendo preferência do público. A escassez de locais para shows undergrounds, também se tornam uma dificuldade para trazermos o público para nossa cena local. Tenho uma produtora, chamada Maximum Violence Productions, que estou sentindo na pele. Fazemos um grande investimento em um festival foda. E com esses contratempos as vezes torna-se inviável. Mas nada tão ruim, que juntos, não conseguimos mudar essa realidade. Já tive a oportunidade de tocar no México em 2017, a realidade não é muito diferente da nossa, mas as condições são melhores.

    Quanto a repercussão do debut, a receptividade está dentro do vocês esperavam?

    Barroso Serra – Muito, merchan saindo a todo momento, isso é muito satisfatório, a gente rala muito pra lançar um disco, investimentos em ensaios e equipamentos para uma ótima qualidade.

    A cidade de Fortaleza tem grandes bandas e no Nordeste a cena extrema é muito forte. Mas sabemos das adversidades que uma banda, principalmente extrema, tem no Brasil, quais as maiores dificuldades superadas pela banda?

    2018-Unleash The Underground Abominations “Debut Álbum”

    Barroso Serra – Sinceramente fazer uma gravação de boa qualidade é um grande investimento, equipamentos são caros e gravações em estúdios profissionais é bem elevado. Então procuramos um home Studio, onde gravamos a bateria separado em outro estúdio. Mas tivemos uma expectativa boa para o cd.

    Meu amigo Barroso Serra espero muito ver o Decomposing destruindo tudo por aqui. Muito obrigado por ceder o seu tempo para esta entrevista e essas últimas linhas são suas…

    Barroso Serra – Muito grato por essa entrevista, isso é muito importante para o Decomposing e para outras bandas que estão lançando seus trabalhos. Estou sempre buscando o crescimento para minhas bandas e para minhas produções de death metal, pela Maximum Violence Productions (gravações, selo e distribuição). Agradeço ao público e bandas que nos acompanham. Acessem nossas pages e plataformas de streaming, estamos sempre postando novidades e atualizando nossos trabalhos. Facebook, instagram, youtube, deezer, spotify, itunes: Decomposing – Unleash The Underground Abominations!!!

    Abaixo segue o vídeo da música Human Code Fail realizado pela Guttural Brutality para promoção do álbum:
  • MADNESS – Contra tudo e contra todos…

    MADNESS – Contra tudo e contra todos…

    A Madness foi fundado em 2005 na cidade de Piracicaba pelo casal Rô Moreira e Alexandre Guerreiro e desde então a banda vem conquistando o mundo com o seu Brutal Death Metal, diga-se de passagem, muito bem executado. A banda desde o seu início tem sido fiel ao suas origens e com o passar dos anos vem amadurecendo cada vez mais, tanto que sua música está sendo muito bem aceito nos quatro cantos do planeta. Para está entrevista convidamos o Alexandre Guerreiro, realmente um guerreiro em nossa cena extrema e nos fala de como a banda está nos dias de hoje e também nos conta que o segundo álbum chamado “Explicit Horror” está a caminho!

    Alexandre Guerreiro, Foto por: Divulgação

    A Extremíssima Madness foi formada em Piracicaba em 2005. Como surgiu a ideia de criar a banda? Nos conte como foi esse início…

    Alexandre Guerreiro – Primeiramente quero agradecer a oportunidade da entrevista, é uma satisfação muito grande passar a todos os Headbangers a nossa trajetória pelo Underground. E muito feliz por ser entrevistado por um grande amigo de longa data, obrigado Éden. Cara foi num churrasco velho que a Rô teve essa idéia com um amigo nosso, o Bruno que é batera, ela toca desde menina, influenciada pelo seu irmão. Eles sabiam que eu tive outras bandas em Piracicaba e que tinha muitas letras guardadas e jogaram no ar o lance. Eu não botei muita fé pra ser sincero. No começo tinha outro nome e tal. Mas a Madness se formou mesmo quando o Felipe Coradini entrou na banda e a proposta tomou forma e o lance foi ganhando dimensão. Foi um começo muito bom, tínhamos em mente em montar uma banda pra tocar em Piracicaba, mas os convites foram aparecendo, muita divulgação, apoio de muita gente na cena. Foi o melhor começo possível, naquele momento.

    O estilo musical é realmente um Death Metal muito brutal, o que os fez optar por tanta brutalidade? quais as influências de vocês dois?

    Alexandre Guerreiro – A gente tem gostos parecidos, gostamos de peso e riffs marcantes, aquele que quando escuta bate forte. Temos muitas influências que vem do old School, a velha e boa escola Thrash, grandes bandas nacionais, o clássico Death Metal e a brutalidade que nasceu aflorada nos anos 90, depois mais técnica nos tempos atuais. Death Metal é uma arte que não tem fim cara, é uma coisa que nos cativou. A busca em passar sempre a proposta da banda que é uma pegada Brutal sem deixar a nossa velha escola. Acreditamos que a música fica mais encorpada abraçando essa combinação. Sempre pensamos no ao vivo, na reação de quem ouve, na interpretação e passar a mensagem.

    Rô Moreira, Foto por: Divulgação

    A temática lírica da banda é bem complexo. Quais as suas inspirações para suas letras? Nos fale à respeito dessa proposta…

    Alexandre Guerreiro – As letras são bem abrangentes, vamos de muita coisa. Na verdade a ideia sempre foi essa mesmo. Ter vários temas pra abordar, no principio era o lance de “entender” a morte. Tipo como seria conviver com a Morte. Foi numa conversa nossa sobre isso, em tentar entender a “Morte”, o porque da “Morte”. A Rô falou que isso era Loucura, que estávamos endoidando e dai veio o nome que abrangeu todo esse amplo leque de inspiração lírica. Eu escrevo todas as letras até hoje, mas o lance mais evidente sempre foi esse lance do Ego de cada um tem, essa dupla personalidade, o lado malvado que sempre aflora em momentos de fúria. Aquela ânsia de vingança, a vontade de pegar pelo pescoço saca kkkk me desculpem, eu me empolgo kkkk. Mas tudo caminha por esse mal enraizado em cada um.

    Dois anos depois de sua formação, a banda ataca com a demo “Limbus The Threat Of Six” lançado pela Vampiria Records. Como foi a distribuição deste material? e como foi a receptividade dos Bangers na época?

    Alexandre Guerreiro – Foi muito bem aceito e muito novo pra gente na época. Estava se formando ali uma identidade, uma recíproca muito positiva. Se sentia nos shows, apresentações marcantes, muita energia. Tem gente daquela época que está com a gente até hoje cara, isso é uma motivação gigantesca pra gente. Teve um ponto na divulgação de “Limbus the Threat of Six” que achei que pecamos um pouco. acredito que foi muito bem divulgada por aqui, no exterior não teve tal repercussão. Mas foi muito positivo por ser um começo, e foi um belo começo.

    Mário Carvalho, Foto por: Divulgação

    No ano seguinte a vocês participaram de um split CD com as bandas Daggerspawn e Visceral Carnage também lançado pelo mesmo selo que lançou a primeira demo. Como surgiu a proposta para participar deste lançamento? A divulgação foi satisfatória?

    Alexandre Guerreiro – Sim, a gente fez muitas amizades pelo Myspace,a banda teve uma repercussão gigantesca nessa época e bandas muito boas em contato. Foi um lance legal a princípio o Visceral Carnage entrou em contato, grande banda influenciada pelo Disgorge (México) e depois o Daggerspawn da Sérvia que até gravou um cover do Aborted nesse Split “3 way”. Muito bom, pois sempre estávamos presentes com bandas Brutais e isso é que queríamos.

    No mesmo ano a banda voltar a lançar mais um material a demo “Fury in Blood”, 2008 foi um ano marcante na carreira de vocês…

    Alexandre Guerreiro – Foi um ano de muito trabalho, se sente que a identidade tomou forma, uma evolução muito positiva  em vários aspectos. O lance brutal tomou conta, muita velocidade, riffs marcantes, muito peso, abaixamos mais a afinação. O vocal naturalmente teve de se impor, principalmente nas partes mais lentas. Uma aceitação muito boa, foi uma Demo lançada na França pela S.O.C. e distribuída absurdamente por todos os meios de divulgações. Me lembro de tocarem “Brutality-Virtue of Ignorance”, “Fury in Blood”, “Holigrofênico hyperteroidal”, “Six-my condolences” em diversas rádios de Metal pelo mundo. Essa distribuição foi mais sólida e teve caminhos distintos da primeira demo “Limbus-The threat of six”, ela foi lançada na Europa e depois lançada e distribuída aqui no Brasil pela Genocídio Records. Tocamos muito nesses anos de “Fury in Blood”, com grandes bandas nacionais, fomos divulgar em Salvador no primeiro Evisceration Metal Fest ao lado dos irmãos da Escarnium. Só temos a agradecer a todos pelo que vivemos nesses anos, grandes lembranças, Headbangers insanos!

    Daniel Fuzaro, Foto por: Divulgação

    Nessa luta incansável pelo nosso underground vocês em 2009 participaram de mais um split em k7 chamado “Human Atrocity” pelo selo da Costa Rica Viceral Vomit Records. Como tudo aconteceu? Essa foi a primeira aparição internacional da banda?

    Alexandre Guerreiro – Estávamos com muitos contatos via myspace e tivemos o convite para participar de”Human Atrocity” 3 Way Split K7 and CDR pelo selo Viceral Vomit (Costa Rica) Madness, Impaled Cunts (CR) e Miserable Absence of Harmony (ROM), legal que foi lançado em dois formatos(K7 e CDR). Esse não foi nosso primeiro trabalho no exterior. A segunda Demo “Fury in Blood”, foi o primeiro lançamento no exterior e relançada por aqui no Brasil. Uma repercussão excelente e satisfeitos por nossa música chegar a muitos headbangers pelo mundo a fora.

    Neste ínterim eu como fã do Madness e acompanhei vários shows, vi que vocês passaram por muitas mudanças no line-up. Quais foram os reais motivos para essas mudanças? Quais as maiores dificuldades enfrentadas pela banda neste sentido?

    Alexandre Guerreiro – Sim foram várias formações, já no primeiro ano tivemos uma mudança  e foi para o segundo show da Madness. Mas a formação que veio desse show durou 8 anos, dessa formação que foi que aconteceu muitas mudanças e acabou meio que atrapalhando a banda em grandes oportunidades, que a gente sente até hoje de ter de recusar por conta disso. Mas tudo é um aprendizado e tentamos tirar lições de tudo isso, Aprendemos com todas as pessoas que participaram dessa família, teve vários fatores dessas mudanças, coisas que as vezes a vida pessoal exige a escolha é a saída da banda. Temos uma proposta musical, temos regras, temos deveres e compromissos. É uma luta constante e as vezes mudanças por mais difíceis que sejam, são necessárias.

    2007-Limbus – The Threat of Six “Demo”

    Em sua carreira vocês também participaram de muitos Splits em países como Filipinas, Malásia, França, Costa Rica, Estados Unidos e México. Nos fale a respeito destes trabalhos… Como foi feito… Como surgiram essas propostas…

    Alexandre Guerreiro – Foram muitos convites mesmo, a página da Madness tinha uma divulgação monstruosa e tenhamos o apoio de seguidores de todos os gêneros dentro do Metal. Esse era um ponto muito positivo, pois o som era aceito  e conseguimos espalhar em coletâneas e splits pelo mundo. Teve lançamento na Filipinas com bandas brutais de splatter/gore, uma honra ter dividido esse lançamento com o LIVIDITY, teve outro na Indonésia que 90% era banda de Black Metal e aew vem o lance da aceitação que comentei acima. Foram vários lançamentos nessa “divulgação em massa”nesse periodo. Foram 6 coletânias, 2 splits, 2 demos (sendo uma com lançamentos simultâneos) 1 web split e o Debut “Essence of Death”com relançamento na Itália pela Murder Records, 3 anos depois do seu lançamento pela Brutal Combat Records.

    Discografia: – Limbus The Threat of Six-Vampiria Rec’s Brasil 2007 Demo – Old Metal Massacre vol.1 Brasil (Destroyer zine) Compilation – “3-way Split” Madness(BRA),Daggerspawn(SER) and Visceral Carnage(MEX) Vampiria Rec’s – “Slaughtering The Dead”1st Grind Copilation From The Grave-18 bands-Anura Records-Phillipines (Madness,Lividity,Bogrit…) -“Demonic Onslaugth”-Vol 01-Demonmusick and KVLT666 Produktion-16 bands-Malaysia – “Human Atrocity” 3 Way Split K7 and CDR Viceral Vomit(Costa Rica) Madness,Impaled Cunts(CR) e Miserable Absence of Harmony(ROM) – “Tunnel of Death” Guillotine Productions 36 bands Compilation Duple CD – ” Fury In Blood” -Sound of Charge Rek – França Demo Test 2008 – Fury In Blood -Genocídio Records-Brazil 2008 – Coleções Extremas vol. 01 -Genocidio Records – “American Infernal Devastation” Abbath Metal Productions 20 bands Compilation – Web Split “Fecal Disorder And Gore Chaos” 22 bands 2009 -Full Lenght-“Essence Of Death” 2012(Brazil) -Full Lenght-“Essence Of Death”2015 (Italy)

    2008-Madness/Daggerspawn/Visceral Carnage “Split”

    Com essa maciça divulgação do Madness no exterior, houve alguma proposta para uma turnê fora do Brasil?

    Alexandre Guerreiro – Sim, foi nesse período de 2008 a 2010, foram dois convites e a gente tinha começado a perder a estabilidade interna. Foi um momento que marcou muito a gente, pois  era um trabalho e reconhecimento que batia a nossa porta e não tínhamos condições de atender.Na verdade quem perdeu foi a banda, pois se tinha um fruto colhido de um trabalho árduo e era hora de finalizar com chave de ouro.Pela falta de integrante, tivemos de recusar o convite. Uma decepção muito grande abateu e por pouco não se encerraram as atividades, ficamos 10 meses só divulgando e criando material em off. Um momento delicado,quem acompanha sabe que tocamos até que bastante em um ano. E ficara longe dos palcos nesse período foi difícil,mas continuamos firmes e levantamos a cabeça pra seguir.

    2008-Fury in Blood “Demo”

    Vocês têm participado de grandes festivais como em 2009 em Salvador e dividindo os palcos com grandes nomes mundiais a exemplo como Vital Remais, Suffocation, Headhunter D.C., krisiun e Onslaught… Como foi a experiencia de estar ao lado destes monstros mundiais? Essas participações nestes megaeventos trouxeram bons resultados para a banda?

    Alexandre Guerreiro – Cara foi muito bom, teve uma repercussão muito positiva e a banda foi bem nesses festivais. Cara muito emocionante você tocar no mesmo dia que seus ídolos, porra somos fãs dessas bandas. Bandas que são influencias pra gente, emocionante demais apertar a mão de um Tony Lazaro, Max Kolesne, Sergio Balloff, Terrence Hobbs, ver as lendas do Onslaught. Cara não tem preço, é uma motivação sempre a continuar e seguir esses os passos deles. Recentemente tocamos ao lado do Krisiun em franca e cara foi insano. Conversamos com eles e foi muito legal você ver que o Metal Nacional está muito bem representado. A cada experiência dessas vividas pela Madness, foi um fortalecimento e crescimento pra banda. Temos muito orgulho de estar presente em grandes festivais, representando nosso interior paulista e fazendo nosso som com humildade. Momentos que ficam na memória e na nossa história.

    2012-Essence of the Death “Debut Álbum”

    Em 2012 a banda consegue mais uma vitória em sua carreira, foi lançado pela Brutal Combat Records o tão esperado Debut “Essence Of Death”. Como foi a concepção deste trabalho?

    Alexandre Guerreiro – Uma grande vitória mesmo, estávamos sem batera naquele momento, com todas as músicas prontas e não encontrava um substituto. Tivemos a ideia de chamar um batera amigo pra nos ajudar. Era uma questão de honra lançar esse material, seria uma injustiça se a banda terminasse e ter parar as atividades, depois de tanta divulgação, muitos eventos e parar sua trajetória em duas demos. Tinhamos e temos muito com o que contribuir para o Metal ainda. Convidamos o Felipe Wrecker do Havok 666 para participar desse artefato. Só temos a agradecer ao trabalho poderoso que ele realizou e ao Havok 666 que sempre nos apoiou e está sempre com a gente nos eventos e é uma amizade eterna, muito massa nossa interação. Nesse trabalho o Marlon Combat lançou a gente com seu antigo selo Brutal Combat Records em parcerias com a Sacramental Records, Anaites Records, Thoby e a MCS, Depois ele licenciou pra o lançamento na Itália pela Murder Records. Foi um trabalho que nos rendeu muita coisa boa, teve uma distribuição excelente feita por todos que estavam envolvidos. Gosto muito de sitar que as distros e selos aqui no Brasil são os melhores, uma divulgação e distribuição acima do esperado. Todos os lugares que a banda chegava, tinha gente com o play “Essence of Death” em mãos. Foram esgotadas as cópias, tem procura até hoje do material. O selo mudou de razão social pra Insane Records, licenciou pra relançar na Europa e faliu a 1 ano. Vamos buscar um relançamento desse material futuramente, tem muita gente que procura ainda por ele. Só temos a agradecer a todos, um trabalho magnífico que foi gravado na SIMC na nossa querida Piracicaba e vamos repetir a dose por lá.

    Como foi a divulgação e aceitação por parte do público?

    Alexandre Guerreiro – Excelente, uma aceitação fantástica. Temos um público fiel, muito fiel mesmo. Se sente esse carinho e respeito por onde vamos. O mais legal que se trata de uma banda que tem uma história de muita luta, pra fazer as coisas acontecerem da melhor forma. Mas sempre com muita dificuldade e a valorização de todo esse trabalho é muito satisfatório. Sem esses Bangers, sem suporte de amigos da cena, pessoas que sempre acompanham nas vans. Nada!!!! nada disso adiantaria! somos gratos e tocamos com muito prazer por essas pessoas. Ali é o momento do cara estravazar, de liberar toda a sua rebeldia e ser headbanger contra toda a hipocrisia que é imposta pelo mundo. Vamos dizer que esse play agiu como combustão pra banda seguir e trilhar seu caminho, sobrevivendo brandamente. Crescemos e nos criamos no Metal, aprendemos com todos e as amizades sempre prevalecem.

    Alexandre Guerreiro Ao Vivo, Foto por: Kubo Metal

    Para realização deste debut a banda convidou um baterista renomado e muito talentoso, o Felipe Wrecker, conhecidíssimo por também integrar o Havok 666. Por que houve a necessidade de convidá-lo para gravar? Como foi a experiencia de tê-lo no line-up deste primeiro trabalho?

    Alexandre Guerreiro –  Foi incrível tocar com ele, como disse anteriormente tínhamos todo o material pronto em mãos. Só faltava um baterista pra trabalhar nos sons. Tivemos essa ideia de convidar alguém pra nos ajudar. Tipo tava meio que na corda bamba a banda, parecia que era gravar e parar de tocar. Momento muito delicado e tínhamos uma pequena lista de bateras pra convidar e ele era o primeiro da lista. Convidamos ele e aceitou de boa, somos gratos a ele e ao André Brutaller por terem feito isso pela gente. Acredito que foi 3 meses até a gravação e ele nos ajudou na criação ativamente dos sons. Foi muito legal dividir com ele aqueles momentos. Fez um trampo magistral, a brutalidade que queríamos,tudo na medida perfeita. Foram grandes momentos, digo que foram únicos.

    Para a divulgação do Debut a banda contou com o Felipe também nos shows?

    Alexandre Guerreiro – Não,ele só participou das gravações.

    A repercussão deste primeiro trabalho foi muito boa que inclusive 3 anos após o seu lançamento, este trabalho foi relançado em terras europeias. Qual o selo que fez este relançamento? E a banda tem tido bons resultados no velho continente?

    Alexandre Guerreiro – Sim foi relançado pela Murdher Records na Itália, teve excelentes resultados. A gente começou a nossa divulgação bem forte no exterior, fizemos o caminho inverso. Temos uma aceitação muito boa devido a grande divulgação feita com o material da “Fury in Blood”no exterior. Extraímos ao máximo e todas as 8 músicas dessa demo foi usada em copilações ou splits. Isso ajudou muito na procura por “Essence of Death”. O relançamento foi legal, uma distribuição muito forte. Foi muito bem vinda essa oportunidade após 3 anos, e já foram esgotadas as cópias também. Vamos providenciar um relançamento dele com outro selo nacional futuramente.

    Rô Moreira Ao Vivo, Foto por: Kubo Metal

    Hoje a formação encontra-se estabilizada com dois novos membros, Mário Carvalho assumindo as guitarras e Daniel Fuzaro assumindo as baquetas. Vocês consideram essa formação definitiva? Nos fale à respeito destes novos membros…

    Alexandre Guerreiro – Sim é uma uma formação definitiva e estamos numa sintonia perfeita. Essa é a melhor formação da MADNESS em vários aspectos. Cada um tem a sua responsabilidade, aprendemos a trabalhar a distância. Marinho mora em Capivari e Daniel em Porto Ferreira, trabalhamos a distância, gravamos os ensaios e trabalhamos em casa individualmente. depois tiramos as dúvidas e detalhes nos ensaios e está sendo muito proveitoso, essa forma de trabalho. Eles trouxeram muita coisa pra banda. Apesar de mais jovens que eu e a Rô, nos mostram muita maturidade musical, a gente não abre mão de metrônomo, antes não tinha isso. Eles são muito talentosos, conseguimos alinhar a experiência com a juventude. Agora vivemos um ótimo momento, são pessoas de facil comunicação. São muito responsáveis com a banda e buscam sempre evoluir musicalmente. A cada encontro é uma festa, um ambiente sadio. Abraçaram a Madness e estão muito empenhados no novo trabalho “Explicit Horror”.

    Agora com a casa arrumada, a banda pretende nos brindar com o segundo álbum em breve? Quais os planos futuros para o Madness?

    Alexandre Guerreiro – Sim, já estamos em processo de gravação no mesmo estúdio que gravamos Essence of Death. Esta tudo encaminhado e teremos um novo selo a frente MADNESS. Nosso querido amigo André Brutaller vai lançar esse trabalho pela Brutaller Records. Acredito que fica pronto no final do ano o material e se tudo correr bem lançamos na virada do ano. Buscamos divulgar ao máximo esse play, tocar bastante. Estamos felizes com os sons novos, posso dizer que está muito pesado. Tem mais punch, tudo na medida. Estamos finalizando um trabalho que estamos curtindo muito. Divulgamos alguns sons no ultimo evento e a resposta foi poderosa em Franca. Isso é o que sempre priorizamos, ver como funciona ao vivo. Agora é executar em estúdio e finalizar um trabalho que vem sendo aguardado a algum tempo. Teve um atraso, por conta de vários fatores. Mas sempre focados nesse objetivo e queremos brindar com todos os Headbangers esse trabalho.

    Mário Carvalho, Foto por: Kubo Metal

    Vocês, Rô e Alexandre são pessoas que realmente respiram o underground, são muito ativos na cena. Como vocês veem a atual cena brasileira?

    Alexandre Guerreiro – Sim a gente não para,somos dois adolescentes. Mesmo quando não tocamos gostamos de fazer vans pra eventos. Massa demais estar acompanhando e revendo os amigos e fazendo novas amizades. De tudo que fazemos o que realmente vale são as amizades, estar entre as pessoas é o legal de tudo. Curtir som com a galera não tem preço, tomar umas brejas e colocar o papo em dia. Eu sempre vi a cena nacional muito forte em relação com o exterior, sempre estamos acompanhando, mesmo que a distância,sempre acompanhando. Vejo bandas novas surgindo como veteranas, bandas talentosas em todos os gêneros. Mas principalmente no Death Metal/Black Metal e suas vertentes. Muita banda promissora e isso é bom cara, tem de apoiar essa galera. Temos de unir a cena, temos  de apoiar indo aos eventos,comparecer e dar suporte as bandas. Esse suporte e interação é primordial pra nossa sobrevivência, importantíssimo essa renovação constante na cena. Um rico e  vasto Underground de bandas promissoras, tem coisa melhor?

    Meus amigos de longa data, saibam que foi um imenso prazer poder realizar esta entrevista para o site oficial da Revista Roadie Crew. Muito obrigado por suas palavras e desejo que o Madness esteja sempre firme e forte combatendo os modismos e ostentando o real Death Metal. As últimas palavras são suas… Longa vida ao Madness!!!!

    Alexandre Guerreiro – Ô meu amigo a gente que agradece poder falar contigo. Você acompanha desde o começo nossa luta e faz parte da “Família Madness”, porra já vivemos momentos fudidos juntos!!! toda vez que vejo ou ouço AngelCorpse lembramos da sua camisa do “Inexorable”, nem sei como agradecer pela amizade, e o que faz e já fez pela gente. Mas é isso somos contra tudo e todo esse modismo, buscar sempre dentro do Death Metal feito com ódio, passar a indignação que sofremos em vários aspectos e situações da vida. Eu nome da Madness, representando aqui minha esposa Rô Moreira, meus queridos amigos Mário Carvalho e Daniel Fuzaro quero dizer que retornamos a um ponto que estávamos a alguns anos atrás. Aquele ponto que almejávamos chegar e por hora não deu naquele momento. Chegamos novamente naquele ponto e quero dividir com cada Banger, com cada um que a MADNESS está viva e muito viva. Graças a você que nos apoio e nos ajudou nessa renovação. Sem esse apoio meu amigos não conseguiríamos, mas o Underground é nossa vida e todos juntos somos uma rocha. Obrigado Roadie Crew, muito obrigado Éden nosso querido irmão de longa data. Obrigado Headbangers, bora contra tudo e contra todos, bora fuder essa porra aew!!!! Hail Underground!!! Explicit Horror em breve!!!

    Trazemos dois vídeo abaixo com um pouco da performance ao vivo do Madness no festival XII Passos Brutal MetalFest realizado em 22/07/2017. Vejam:
  • METAL DA MORTE FEST – Osasco devastada pelo encontro de 5 veteranos da brutalidade…

    METAL DA MORTE FEST – Osasco devastada pelo encontro de 5 veteranos da brutalidade…

    Ontem, dia 25 de agosto, a cidade de Osasco recebeu cinco nomes de peso em um festival de extremíssimo Death Metal. “Metal da Morte Fest” foi um evento memorável com grandes apresentações e algumas delas de tirar o fôlego. Ao chegar no local do evento “Mineiro Rock Bar”, me deparei com o público notoriamente ansiosos para verem as apresentações e de fato não se arrependeram de estar lá, pois as bandas literalmente devastaram o lugar.

    Como mencionei acima a respeito do público, este foi um público pequeno pra um evento deste porte, foi um encontro de CINCO IMPORTANTÍSSIMAS BANDAS BRASILEIRAS. Ouso dizer que só mesmo o público fiel que apoia de verdade o underground brasileiro estavam lá. Uma pena, pois, foi uma belíssima apresentação e que contou com presença de um velho aliado na cena extrema nacional, o Max Kolesne, que estava lá prestigiando o evento.

    Chaoslace, Foto por: Divulgação

    Por volta das 22:00 a banda que inicia o evento é o Chaoslace, que entrou cheio de ódio e violência no palco. Executou seus hinos de guerra com muita precisão, uma banda que vale a pena ver e dessa vez não foi diferente, pois notamos a garra e paixão pelo que fazem. A brutalidade exprimida pelo Chaoslace, assim como sua performance ao vivo é de tirar o fôlego. A primeira música executada foi a violentíssima Disciple Of Blasphemy God, que logo seguiu com “Blasphemy”, “Destroying The Catholic Epidemy”, “Manifesto Against The Pedophile Lords” e mais músicas que compõem o debut álbum da banda “Inhumane Terror Cult” lançado este ano pela Obskure Chaos Distro.

    Genocídio, Foto por: Eden Lozano

    A segunda banda a entrar no palco foram os veteranos do Genocídio que fizeram um show muito bom. Banda iniciada em 1985, com seus 33 anos de carreira e muita experiência em shows, fizeram uma apresentação à altura de sua história. Iniciaram o show com uma Intro e em seguida “Requiescat In Pace” e “Under Heaven None” de seu novo álbum, sendo o oitavo disco. Sua performance no palco foi destruidora, e, a energia era realmente contagiante. Genocídio é uma banda que nos impressiona a cada apresentação. E além das faixas citadas acima o Genocídio nos trouxe doze músicas que foram uma viagem entre os álbuns mais antigos e os mais novos. E também houve uma ótima homenagem ao Sarcófago com o cover de Black Vomit. Foi uma apresentação pra ficar em nossas memórias.

    Pentacrostic, Foto por: Eden Lozano

    Agora é hora de falar dos donos da casa, sim, uma banda veterana de Osasco que conquistou o mundo. Estou falando do grande Pentacrostic. A banda veio com tanta energia que levantou de vez o público. E o Marcelo Sanctum estava inspirado nessa noite, tocou e agitou muito com o público que já estava incendiado. Eles começam o show com um clássico de seu segundo álbum, “The Giants Of Nordic Flames” é uma musica maravilhosa e apostando mais uma vez no segundo álbum eles nos trazem “Cult Of Illusion” que aí foi a deixa para arrebatar a todos nessa noite insana. E para os fãs mais antigos que estavam ali esperando outro clássico, eles atacam com “Words In Corrosion” de seu debut álbum de 1992. Uma apresentação também que notávamos um certo nervosismo por parte da banda, algo não parecia estar legal entre eles. Mas mesmo assim apresentaram com muita competência adquirida em seus 29 anos de carreira um ótimo show. E em uma de suas guitarras agora está o Fábio Jhasko, …isso ele mesmo…, que fez parte do grande Sarcófago. Banda a qual tinha sido homenageado pelo Genocídio e que dessa vez foi também homenageado pelo Pentacrostic e com um ex-membro do Sarcófago na guitarra. A música escolhida foi justamente um clássico do álbum Laws Of Scourge, “Midnight Queen” que incendiou ainda mais o público que ecoou o seu refrão nas vozes de todos que estavam presentes, foi emocionante. Nunca me esquecerei desta noite.

    Havok 666, Foto por: Eden Lozano

    Depois do público já ter incendiado com o Pentracrostic e quase colocar o lugar abaixo, vem uma dupla que decretou o caos absoluto no lugar, a sua apresentação foi uma sentença de morte aos fracos. O Felipe Wrecker e o André Brutaller atacaram Osasco com seu Death Metal forjado no fogo do inferno. Foi uma apresentação que notadamente todos estavam estupefatos de ver uma banda com apenas dois membros arrebentando tudo e que não sentíamos falta de mais nenhum integrante. Estou falando do poderoso Havok 666, que à propósito, esteve a pouco tempo em Cuiabá ao lado do Funeratus e o violento Kromorth. Os dois músicos que compõem essa máquina destruidora são dois músicos exímios e que nos deixam boquiabertos pelo domínio e pela destreza que esses demônios têm em seus instrumentos. Eles entraram no palco e não mostrando nenhuma piedade atacaram com um panzer “Apostasy Of Disciple Of Messiah”… esmagando todos que estavam ali, e para continuar o massacre vem “Scars Of Imposed Law” ambos de seu mais recente álbum Sodomized By Divine Order. Apresentando um set-list brutal de seis musicas o Havok 666 mostrou que com determinação e foco no que acredita tudo é possível. E como mencionei, eles colocaram a casa a baixo numa explosão demoníaca e blasfemadora.

    Funeratus, Foto por: Eden Lozano

    Depois da devastação dos demônios vindo da cidade de Salto/SP, vem uma horda maligna para acabar de pulverizar o que ainda restava daquele local, oriundos da cidade de Mococa, interior de São Paulo e formado em 1993 eles tem uma história memorável no underground nacional e mundial. O importantíssimo Funeratus para fechar a noite. E vou te falar em verdade… caótico e destruidor, fez um show impecável que encheu de orgulho as almas impuras que ali estavam assistindo. Com seu Death Metal esmagador e seus vocais ecoado hinos de guerra e ódio fez Osasco em cinzas. Foi uma apresentação nefasta, Tocaram musicas de todos os seus álbuns e quando tocaram “Echos In Eternity”, “Storm Of Vengeance” e “Miserable Mortals” o público foi ao ápice do delírio, e que logo eles mandaram “Accept The Death” que foi muito bem recebido pelo público.

    Espero muito que venham outros eventos como este e que a cena extrema esteja cada dia mais forte. E o publico precisa estar presente  nestes eventos para sobrevivência de tudo isso. Parabenizo todas as bandas presentes e que fizeram dessa noite um marco na história. Força e honra sempre!!!! …And the fucking Death Metal never ending…

  • HEADHUNTER D.C. & MALEFACTOR – The Darkest Cult – Act 1

    HEADHUNTER D.C. & MALEFACTOR – The Darkest Cult – Act 1

    22 de Setembro, um sábado à noite, é a data em que dois representantes do antigo e vivo metal baiano estarão se encontrando mais uma vez.

    Os pais do Death Metal nordestino Headhunter D.C., se aliam novamente aos pioneiros do metal profano e pagão no Brasil, Malefactor.

    O encontro, nomeado The Darkest Cult – Act 1, acontece no Groove Bar, em Salvador, e as bandas prometem se unir ao final para executarem alguns clássicos do metal.

    Prestes a gravar seu sexto disco, o Headhunter D.C. promete devastar seu público fiel, com a experiência de 31 anos de atividade, enquanto o Malefactor divulga seu disco mais novo, o matador “Sixth Legion” e um documentário sobre suas mais de duas décadas de atividade no underground.

    Quer mais? Cerveja Itaipava Premium – R$6,00 Quer mais? Dose de Whisky Black & White – R$9,99 Ingressos: R$20,00 (www.sympla.com.br) R$25,00 (enviando e-mail com nome completo e rg para [email protected] até as 21 horas do dia 22/09/2018) R$30,00 Na portaria do evento Local: Groove Bar – Av. Almirante Marques de Leão, 351 , Barra Horário: 22 Horas (Abertura da casa)
  • MERCY KILLING – Desde 1988 ecoando o seu poderoso Thrash Metal…

    MERCY KILLING – Desde 1988 ecoando o seu poderoso Thrash Metal…

    O Mercy Killing é uma banda que tem uma belíssima história de dedicação ao underground, iniciada em 1988 em Salvador e uma das precursoras do estilo no nordeste, hoje sediada em Curitiba, se mantém vivo até hoje ainda com a mesma violência sonora. O fundador e uma lenda viva Leonardo Barzi nos fala à respeito de toda a carreira da banda, como conseguiu superar todas dificuldades e consagrar a banda como uma das mais importantes do país. Perseverança é a palavra que define bem toda sua trajetória, afinal com muita sabedoria e maturidade o Leonardo conseguiu reerguer o Mercy Killing e continuar sua carreira sempre trilhando nos caminhos de sua proposta original, o seu poderoso Thrash Metal.

    Leonardo Barzi, Foto por Divulgação

    Nascida na cidade de Salvador em 1988, O Mercy Killing foi uma das primeiras bandas que escutei na vida. Me chamou muito a atenção pelo som visceral que vocês ainda fazem até hoje. Nessa época em Salvador não era fácil montar uma banda e muito mais difícil era descolar espaços para tocar ao vivo. Nos fale sobre o início de tudo, o surgimento da banda, as dificuldades e as vitórias nessa época…

    Leonardo Barzi – Em 1987, quando conheci Bruno “Cachorro Louco” Leal (hoje na Pandora) na Pounding Metal, loja de Metal no centro de Salvador, já existiam grandes bandas e grandes músicos, mas não tínhamos idéia de como começar. Apesar de termos planejado uma banda ainda nessa época só ensaiamos pela primeira vez em Maio de 1988, tocando covers de Assassin e Kreator e tirando as músicas que Bruno compôs. Ensaiávamos em qualquer lugar que fosse possível e isso acabou fazendo com que fossemos conhecidos no dia a dia, além dos estúdios e shows que frequentávamos. Nosso primeiro show foi em um evento com mais 10 bandas, entre as quais Sepulchral, Morbid Corpse e Mystifier, em que o público aprovou e sentimos que não éramos tão ruins como parecíamos. O que definiu o som da banda foi a pegada Heavy/Thrash de Bruno e a abordagem HC/Punk minha e de Iuri “Bonebreaker”, em um longo período como trio que nos integrou, musicalmente, e gravamos a demo Tales…, ao vivo. Fomos elogiados por revistas e fanzines especializados e os “pilares” do som da banda se desenvolveram com músicas mais longas e trabalhadas coexistindo com outras mais curtas e cruas.

    1993-Toxic Death “Demo K7”

    Em 1993 a banda lançou a demo “Toxic Death”. Essa demo apresentou o Mercy Killing ao Brasil e que foi muito bem comentada nos zines da época. Me lembro bem que tempos depois o meu saudoso amigo Denival (Loja Coringa) me presenteou com essa demo e a partir daí comecei a acompanhar vocês em exatamente todos shows. Essa demo para você foi a mais importante da carreira da banda? Como foi a repercussão na época?

    Leonardo Barzi – Eu realmente acredito que cada trabalho nosso tem uma importância fundamental e cada demo é totalmente contextualizada, mas na minha opinião a demo seguinte, Living in my Madness, representa mais nosso trabalho. Toxic Death tem dois problemas, para mim (o vocal ainda não estava maduro o suficiente e a batida invertida descaracterizou um pouco o som) mas mostrou uma banda eficiente. Uma curiosidade: sabia que essa gravação seria lançada em LP pelo selo/loja Bazar Musical, mas infelizmente o Júnior, responsável pelo selo, faleceu e o projeto foi abandonado.

    Me lembro de ter visto vocês em pelo menos uns vinte shows e notava que na época vocês tinham muitos fãs muito fieis. Acredito que o Mercy Killing foi o precursor do Thrash Metal na Bahia, estou certo?

    Leonardo Barzi – Algumas bandas tinham uma pegada Thrash, na época, como a Thrashmassacre, Signo Vince e Arquia, mas nós permanecemos tocando e gravando demos. Inclusive éramos considerados inferiores e posers por conta da explosão de bandas de Black e Death Metal. Mas influenciamos bastante bandas e músicos e tocamos com bandas de estilos diferentes, o que criou uma cena bem heterogênea e musical.

    1995-Living In My Madness “Demo K7”

    No ano de 1995 a banda lança um assalto, a demo “Living In My Madness”. Uma superprodução na época, uma gravação muito boa e que arrebatou ainda mais fãs. Na sua opinião essa Demo foi a que fez o Mercy Killing difundir o seu nome no underground brasileiro?

    Leonardo Barzi – Obrigado pelas palavras. Foram 500 cópias, todas as fitas gravadas, cortadas e montadas à mão, acabei ficando sem nenhuma cópia, para você ter uma idéia. Sim, essa demo foi a principal para difundir nosso trabalho, mas mesmo assim não foi suficiente para conseguirmos nenhum selo interessado pela gravação feita no ano posterior.

    Como disse antes, eu acompanhava a banda em todos os shows em Salvador e nas cidades vizinhas. Teve uma noite que o Bruno vocalista e guitarrista na época notou que eu sabia cantar todas as músicas da Demo, em um show na cidade de Dias D’avila me deu o microfone e cantei junto com vocês as músicas “Living In My Madness” e “Agony’s Display”. Foi uma grande emoção para um garoto na época poder cantar com uma das bandas que mais gostava. Curiosidades à parte rsrsrsrsrs. Me diga, foi a partir dessa demo que houveram mais oportunidades de shows? Como foram os shows na época?

    Leonardo Barzi – Eu lembro desse dia, saímos cobertos de terra pois o espaço era de chão batido! Foi uma honra para nós alguém saber as letras. Inclusive, muito obrigado! Fiquei boquiaberto. Na verdade nessa época passamos a participar mais ativamente das produções, mas sempre tocamos bastante até 1998, quando o movimento ficou bem mais fraco. Uma das coisas que me chamou atenção, e conversei bastante com o público na época, era a fidelidade sonora da banda ao vivo, sempre tirando timbres fieis às gravações, mesmo com equipamentos ruins.

    Mercy Killing em Salvador, Foto por Divulgação

    Ainda falando dos áureos tempos, a banda conseguiu grandes feitos, como dividir o palco com grandes bandas como The Mist e Dorsal Atlântica, também com o as referências da Bahia na época o Zona Abissal e o grande Headhunter D.C.. Qual foi sua emoção de estar tocando ao lado dos grandes nomes dos anos 90? Tem alguma curiosidade que possa nos falar?

    Leonardo Barzi – Sempre foi uma honra tocar com todas as bandas ao logo da nossa história e sempre tentamos fazer jams com outros músicos, o que me agrada bastante. Com o Headhunter D.C. tocamos várias vezes e, inclusive, Zé Paulo Lisboa chegou a ensaiar uma vez conosco, mas continuar a colaboração era complicado por conta dos compromissos deles. Tocar com o Zona Abissal era um sonho, pois a banda sempre foi incrível e nos inspirou. Uma vez Albertinho Carvalho esqueceu a sua correia, exclusiva para o baixo dele, e acabei emprestando o meu Dolphin Vermelho, o que foi uma honra indescritível (além do medo de não sair som nenhum, o que não aconteceu). O The Mist em Salvador foi produção da Sound+Vision e estávamos diretamente ligados, mas foi uma correria. Lembro, porém, da decepção da ausência de Vladmir Korg na banda. E o show com o Dorsal não foi dos melhores, pois apesar da ótima relação com o baixista e baterista o vocal teve um ataque de estrelismo e nos detratou na passagem de som.

    Mercy Killing em 1994, Fotos por: Divulgação

    RSRSRSRSRSRS!!! Uma postura realmente ridícula, “ataque de estrelismo”…  o Mercy Killing foi convidado para tocar junto com a banda Punk finlandesa Rattus e a lenda do Thrash Metal Exodus…

    Leonardo Barzi – Duas bandas incríveis que sempre acompanhei! Com o Rattus foi corrido, mas teve um momento marcante: tínhamos decidido que não tocaríamos mais covers e alguém pediu Slayer, aí fiz um discurso de como era difícil divulgar som autoral (Curitiba tem um publico cover forte e dominante) e muita gente foi inspirado por isso. E no show do Exodus o Rob Dukes dedicou Metal Command para o old school Exploited t-shit guy in the pit (ou seja, eu!).

    Nos anos 90, principalmente em seu início haviam grandes brigas entre os Punks e os Headbangers em Salvador, mas percebia que o Mercy Killing tinha também hardcore em sua música que além de ter uma legião de fãs headbangers o som de vocês também agrava os punks. A Banda chegou a tocar com as bandas punks na época? A banda chegou a sofrer algum tipo de agressão por parte deles?

    Leonardo Barzi – Eu tive problemas com os skinheads uma época, mas depois disso convivíamos pacificamente (ou quase) com todos. Morcego, vocal da Bosta Rala, costumava ir aos shows da gente e deixava a mochila conosco, para evitar brigas, e ia, com uma rapaziada da Vermes do Sistema, na minha casa tomar café e conversar sobre política. Até hoje tocamos com bandas Punk e HC (de verdade) sem problemas.

    1996-Bahia Rock Collection “Coletânea”

    Nos anos de 1996 e 1997 a banda participou de duas coletâneas muito importantes, Bahia Rock Collection e Dois da Bahia. Como foi participar destes feitos na época? Pra você isso foi um reconhecimento por fazer parte da história metálica da Bahia?

    Leonardo Barzi – Inclua aí a Darkness Sets In, de Lord Vlad. Sim, foi a consolidação de uma era e o reconhecimento à cena Underground da Bahia. A gravação da BRC foi exclusiva, convivemos com as bandas no estúdio e até fomos visitados por Carlinhos Brown. Aproveito para agradecer ao Nestor Madrid e Wesley Rangel pela paciência e pelo excelente trabalho.

    1997-Dois da Bahia “Coletânea”

    Seis anos se passam e é lançada a não sei bem se é uma demo, chamada “Under The Acid Rain” contendo 15 faixas dentre elas músicas das duas primeiras demos. Esse material se trata de fato de uma Demo ou de um CD lançado de forma independente? Esse material foi muito divulgado?

    Leonardo Barzi – Esse, mais uma vez, é um unborn full lenght, íamos lançá-lo, mas os selos estavam mais interessados em outros estilos e a banda implodiu, impedindo que fosse lançado independente. Quando lançamos por uma plataforma digital, anos depois, a oportunidade estava perdida. É uma gravação excelente, também feita na WR, e é o registro de uma época bem bacana.

    2001-Under The Acid Rain “Unborn Full-Lenght”

    Em 2000 todos amigos baianos ficaram tristes, mas por seus motivos pessoais você teve que ir embora de Salvador e se estabelecer no sul do Brasil. Rolou algum show de despedida? O que você tem a dizer para todos membros do antigo Mercy Killing? Afinal foram anos de muita luta…

    Leonardo Barzi – Foi uma despedida difícil, fizemos 2 shows em um final de semana no Café Calypso, sendo que a segunda não estava programada, mas como metade do público de sábado ficou de fora tivemos que fazer uma segunda data. Eu agradeci a todos (que mereceram) no encarte do Euthanasia, mas resumo aqui que foi uma honra e um aprendizado tocar com (quase) todos eles. A parceria com Rodrigo Macedo, porém, se estendeu por mais bastante tempo.

    Dois anos depois foi lançada a Demo “Life Live”, se trata de um material ao vivo? Onde foi gravado?

    Leonardo Barzi – Gravado no Jethro Songs, em Curitiba, em 2002. Foi um show bruto, gravado direto na mesa, sem edições e mixagens. Pena que comigo nos vocais (risos). Eu estava doente no dia, mas teve um público incrível e, é claro, rolou uma jam com a outra banda da noite.

    2003-Dominant Class “Demo CD”

    E um ano após do “Life Live” a banda lança outra demo “Dominant Class” com muitas faixas das demos anteriores. Esse material foi muito divulgado? Nos fale à respeito deste material…

    Leonardo Barzi – Na verdade, esse material não era para ser divulgado, foram alguns testes com meu vocal e as cópias foram apenas pra os integrantes, mas com a internet melhor que se divulgue o material original. Como já ficou claro não gosto muito dessas gravações, nunca me considerei um vocalista (risos).

    No período de 2004 à 2012 a banda passa por um grande hiato. O que aconteceu com o Mercy Killing durante estes anos?

    Leonardo Barzi – Tocando e trocando de formações. Em um desses períodos Leonardo Sampaio, o baterista de 2002 a 2015, morou no exterior e a Stephanie Diana, guitarrista, estava empenhada em projetos pessoais. Mas quando ele estava em Curitiba fizemos shows legais, incluindo os citados com Rattus e Exodus, e shows no interior do Paraná e Santa Catarina.

    2013-The Thrasher “Demo CD”

    Em 2013 a banda devidamente estabelecida e com nova formação chega em nossas mãos a demo “The Thrasher”. Mas desta vez apresenta um Mercy Killing muito diferente na execução de suas músicas, claro as características antigas ainda estão presentes, mas com certeza muito mais brutal.  Essa brutalidade incorporada na música do Mercy Killing foi devida as influencias musicais dos novos membros?

    Leonardo Barzi – Sim, mas já era meu objetivo desde que começamos a deixar as músicas mais trabalhadas, como Pandora e Flame Out in the Cold, que eu não considerava como “a cara” da banda. Satisfaction of the Flesh, por exemplo, a despeito de ser ideal para a formação nova, é de 2002, e já flerta com Death Metal. Então acabou sendo algo simbiótico.

    Falando da vocalista que possui uma voz absurdamente poderosa, Tatiane Klingel, ela com certeza trouxe uma atmosfera mais Death Metal pro tradicional Thrash Metal da banda. Como foi a ideia de incorpora-la a banda? E qual o maior ganho que a banda teve a partir dessa mudança no estilo de vocais?

    Tatiane Klingel, Foto por: Divulgação

    Leonardo Barzi – Ficamos mais brutais!!! Mas foi um processo lento de aprendizado, tanto que comparando a demo de 2013 com o álbum você percebe o aprendizado continuo da banda e da Tati. Ela é parte da família e compõe coisas que são compatíveis com o som que nos identifica.

    No ano de 2015 a banda inicia uma campanha “Crowdfunding” para financiamento coletivo para a realização do Debut. Foi algo muito interessante e inovador. Como surgiu a ideia dessa campanha? Como foi a repercussão? E quanto aos fãs, houve o apoio que vocês esperavam?

    Leonardo Barzi – A gravação estava bem adiantada quando tomamos a decisão do financiamento coletivo, basicamente pela recusa dos selos em lançar. Mas, em retrospecto, também nos incomodava muito o fato dos selos não oferecerem nada à banda além de cópias que raramente cobrem os custos, então foi a melhor opção. Para a prensagem do LP contamos com a parceria de dois selos (Neves Records e Melomano Discos) para racharmos os custos e sem a experiência desses não teria saído com a qualidade que queríamos. O LP faz a diferença, ainda mais em tempos de mídias digitais, mas percebi que o público mais velho tem uma certa resistência com “pré-venda”, o que não havia nos ocorrido. Mas saiu muito bem, a gravação é bem diferente dos padrões atuais e recebemos muitos elogios.

    2015-Euthanasia “Debut álbum”

    Em outubro no mesmo ano é lançado finalmente o debut CD Euthanasia, um uma belíssima produção totalmente independente. Como foi toda concepção desta realização?

    Leonardo Barzi – Resolvemos unir as composições mais velhas com as feitas em Curitiba, soando em disco como ao vivo, sem overdubs e edições.  A pré-produção foi toda nossa e criamos um ambiente agradável e familiar em cada sessão, fazendo com que a banda soasse fluida e integrada.

    A qualidade da gravação ficou maravilhosa, onde foi gravado? A produção ficou a cargo de quem?

    Leonardo Barzi – Foi gravado no estúdio Avant Garde, com o Maikho Tomé, produtor de Curitiba, especialista em Metal extremo. A produção é dele com a banda, cada um somando suas experiências. Capturamos as bases ao vivo das 11 faixas da primeira sessão, gravando apenas os vocais em separado, com Leonardo Sampaio na bateria. Na segunda sessão, com 5 faixas, foi feita um mês depois, com Rodrigo Macedo, baterista das demos Living in my Madness e Under the Acid Rain, pois Leonardo havia se mudado.

    E a arte da capa? Quem foi o artista que fez esta bela arte?

    Leonardo Barzi – O talentoso e multimídia Val Oliveira, vocalista da Rattle, de Salvador. A concepção é nossa, baseada em filmes B de zumbis, e entre os vários easter eggs do álbum temos várias citações na capa.  Mas poucos se ligaram e comentaram conosco.

    Texa Hard, Foto por: Divulgação

    Como o CD foi feito de forma completamente independente, como está sendo a distribuição? Houveram propostas internacionais para o seu lançamento fora de nosso país?

    Leonardo Barzi – Distribuição amadora, basicamente trocamos com outras bandas dentro e fora do país. Recebemos uma proposta por um selo do México, mas não foi adiante, e outro na Flórida, de um pessoal mais inexperiente (mais do que a gente!).

    Quanto a turnê, a banda tem feito shows por todo país para divulgação deste CD?

    Leonardo Barzi – Tivemos alguns problemas anormais entre 2016 e 2018. Fizemos uma mini-tour na Bahia em Novembro de 2016 (em Salvador, Serrinha e Itabuna) e o baterista dessa formação, saiu.  Passamos a ensaiar para retomar os shows e planejando gravar o segundo disco com um novo, mas o cara sofreu um acidente horrível e aguardamos ele se recuperar para voltarmos o trabalho, tocando apenas em um festival em Santa Catarina com um amigo. No início de 2018 tentamos, mas ele não conseguiu pegar o pique, as consequências do acidente ainda o prejudicam, então trocamos de baterista mais uma vez. Agora voltamos a tocar em Curitiba e voltamos a fazer contatos para shows fora.

    Como tem sido a receptividade por parte do público à respeito deste debut?

    Leonardo Barzi – Só os amigos mais próximos reclamaram da mudança de estilo, pois preferem a abordagem Heavy/Thrash dos anos 90, mas eles têm isso com o vocal da época com a nossa banda-irmã Pandora, de Salvador, onde Bruno continua esse legado. De resto só elogios, principalmente para o vocal da Tati, sempre assustador.

    José Sepka, Foto por: Divulgação

    Este ano, 2018, a banda completa 30 anos de carreira, haverá um segundo álbum para comemorar esses anos de luta pelo underground?

    Leonardo Barzi – Sim! Estamos compondo o segundo álbum totalmente do zero, sem usar as faixas antigas que não entraram no Euthanasia. Mas, nesse meio tempo, terminamos a produção do split 7″ com a Hell Gun, de São José dos Pinhais (PR), onde será lançada uma versão de Social Disease gravada por Rodrigo Macedo na Bahia em 2016 e finalizada aqui em Curitiba.

    O novo álbum já tem nome? E tem previsão para quando estará disponível para nós fãs?

    Leonardo Barzi – Ainda não, mas temos a ideia do conceito do álbum, que será sobre as várias formas de morrer. Espero que até Maio de 2019 possamos lançar, mas coordenar nossas vidas pessoais com a banda é mais complicado hoje em dia.

    Saiba que o Mercy Killing teve uma grande influencia em minha formação como Metaller e pra mim poder entrevistar a lenda viva chamada Leonardo Barzi é uma grandiosa honra. Muito obrigado por disponibilizar seu tempo e sua atenção para realização desta entrevista. Conte sempre com o apoio da Roadie Crew e espero vê-los em breve por aqui. Um fortíssimo abraço e as últimas palavras são suas…

    Leonardo Barzi – Eu que agradeço, Eden, fico orgulhoso e horado por essa influência tão significativa e é uma responsabilidade enorme continuar com um trabalho que sempre envolveu tanta gente e fez parte de cenas ao logo desses 30 anos. Espero te ver em breve e continue esse trabalho foda que você vem fazendo. Thrash´till Death!

      Abaixo o vídeo clipe oficial “Splatterhead”, uma produção muito bem feita e brutal. Assitam:

    E para finalizar com chave de ouro essa entrevista que marca um retrospecto da banda relatada pelo seu fundador Leonardo Barzi, abaixo segue uma apresentação impecável da banda no Studio Tenda e também vocês poderão ver todos os membros falando à respeito da banda, sua proposta musical e uma breve informação à respeito do seu próximo álbum. Vejam:

  • THE CROSS – comemorando 25 anos da demo “The Fall” com regravação

    A primeira banda de Doom Metal brasileira, THE CROSS, encontra-se em pleno processo de regravação de todas as músicas da sua primeiro demo, “The Fall” (1993), nada mais justo já que se foram vinte e cinco anos de lançamento e pioneirismo no estilo aqui no Brasil. Esta releitura difere das originais e vale ressaltar que este lançamento trará as duas versões, o que permitirá a comparação das fases distintas da banda.

    Bom salientar que a versão anterior foi recentemente relançada no EP “Flames Through Priests” (2015). Agora ambas virão acompanhadas de uma nova música, “Unto the Deep”, que também estará no tracklist da compilaton “Darkness Sets In III”.

  • PESTILENCE – Hadeon [9,0/10]

    PESTILENCE – Hadeon [9,0/10]

    Este CD já nos impressionou logo de cara pela belíssima produção gráfica, o slipcase vem em letras prateadas e uma impressão com qualidade máxima. É de fato um material muito luxuoso que vai encher de orgulho os fãs da banda, e, o encarte é um show a parte, com suas 12 páginas contendo todas letras, todas as informações e uma ótima foto da banda. Uma produção que é muito difícil de encontrar em CDs nacionais. A Hammerheart Records Brasil está de parabéns, pois está nos disponibilizando qualidade internacional em versão nacional. Ao colocar o CD no player… O seu conteúdo é perfeito, isso mesmo, a qualidade não ficou só na parte gráfica… A Intro que inicia o CD vem num clima tenebroso com um instrumental ao fundo que letra um dá uma clima desértico e também um pouco futurista numa junção de elementos que se misturam com perfeição e assim anunciando o que estar por vir. Eis que a segunda faixa “Unholy Transcript” nos apresenta um Death Metal soberbo, uma visagem entre o moderno e o antigo muito bem executado. Riffs tradicionais que se fundem a uma cadencia que hora se torna caótica e hora brutal. Os vocais são perfeitos para o estilo apresentado aqui neste material, pois afinal de contas estamos falando de uma banda histórica que nunca decepcionou seus fãs. Ficamos muito empolgados aqui na audição com a segunda faixa e quando vem a terceira faixa “Multi Dimensional”, é uma música ainda mais cativante e arrebatadora e que nos deixou ainda mais empolgados pra ouvir as faixas que vem a seguir. Destaco as faixas que também nos fez gosta ainda mais deste lançamento, são elas: “Oversoul”, “Materialization”, “Manifestations” e “Ultra Demons”. Foi difícil destacar essas faixas, pois o CD inteiro é ótimo e nos traz um Death Metal direto e reto, digo reto pela sua proposta como já mencionado aqui. A veia old school é latente neste trabalho, o que o torna primoroso e essencial para os amantes da velha escola. Com o passar de tantos anos de carreira o Pestilence adquiriu um modo de executar suas composições que os deixa inigualáveis, uma banda muito original. Não dá para comparar com nenhuma outra banda, é o Pestilence e pronto! Todas as letras e a produção deste álbum ficou a cargo do Patrizio Mameli, acho que a premissa já fala por si. A gravação foi feita no renomado estúdio Spacelab Studio e masterizado por ninguém mais ninguém menos que o Dan Swano no estúdio Unisound na suécia. Espero poder vê-los aqui no Brasil em breve apresentando este trabalho maravilhoso!

  • INFECTED SPHERE – Acaba de lançar o vídeo oficial para “Spreading The Rottenness”…

    INFECTED SPHERE – Acaba de lançar o vídeo oficial para “Spreading The Rottenness”…

    Os gaúchos dos Infected Sphere acaba de lançar o vídeo oficial da música “Spreading The Rottenness”, vídeo muito bem feito filmado durante as gravações do seu mais novo trabalho “Abyss Ov Flesh”. Neste vídeo a banda conta com participações ilustres, são eles: Murillo Rocha (ATROPINA), Lohy Silveira (REBAELLIUN), Leozir Parisotto (SARCASTIC), Leonardo Schneider (DYINGBREED). A banda já conta com diversas datas agendadas para a turnê de promoção do novo álbum e vão passar por diversas cidades brasileira e também no Chile e Uruguai.

    Abaixo o vídeo clipe de “Spreading The Rottenness”:

  • AMEN CORNER – Todos os 26 anos de carreira relatada em uma entrevista histórica…

    AMEN CORNER – Todos os 26 anos de carreira relatada em uma entrevista histórica…

    Este ano uma das bandas mais importantes e influentes do Black Metal nacional fez 26 anos carreira e para celebrar estes longos anos de fidelidade e amor ao Metal Negro, convidamos o seu membro mais icônico, o Sucoth Benoth, para nos falar de toda trajetória do grande Amen Corner. Superando todas as dificuldades e intensas mudanças no line-up a banda se torna uma das mais importantes do cenário brasileiro e mundial. Digo que contar a história do Amen Corner é contar a própria história do Black Metal nacional. Afinal durante todos esses anos de luta e vitórias a banda continua propagando sua mensagem infernal pelos quatro cantos do planeta. Gentilmente o Sucoth Benoth faz todo um apanhado de informações inéditas que os fãs não tinham conhecimento até agora, e,  também nos revela com exclusividade o nome do próximo álbum que será lançado em dezembro deste ano pela Mutilation Records. O PASSADO, O PRESENTE E O FUTURO DO AMEN CORNER POR SUCOTH BENOTH!

    Em 1992 surge em Curitiba o grande Amen Corner. Nos conte, como houve a ideia de montar a banda e como foi esse início?

    1992. Foto por: Divulgação

    Sucoth Benoth – Olá Roadie Crew é um prazer estar aqui novamente! Na verdade, em 1992 eu entrei na banda Amen Corner que estava dando seus primeiros passos e ainda não tinha seu nome definido, eu estava na banda Curitibana Infernal e havíamos acabado de lançar nosso compacto 7”EP e me lembro que estava em uma loja aqui em Curitiba e me deparei com um anúncio onde uma banda precisava de um vocalista com influências de Celtic Frost, Venom, Obituary, etc. Eu liguei e marquei um encontro com eles e chegando no local encontrei o Tito e me lembrei dele na hora devido as nossas bebedeiras final de semana no Linos Bar. Tinha um rapaz lá berrando que nem louco acho que era um japonês se não me engano, e estava vermelho que nem uma beterraba de tanto gritar. Depois que ele se foi, eu peguei o microfone e comecei meio que encaixar uma música que eles estavam tocando, acho que era a The Sons of Cain “P.S.Não havia ainda o nome e nem a letra” eles gostaram do meu vocal e acabei ficando na banda e me demiti do Infernal. Posteriormente fizemos uma reunião e cada um sugeriu um nome para a banda eu acabei escolhendo Amen Corner e todos concordaram e assim nasceu o Amen Corner em abril de 1992.

    1992-Eternal Prophecies “Demo”

    Neste mesmo ano a banda lança, ainda muito procurada, a demo “Eternal Prophecies” com três músicas. Como foi a receptividade do público com essa primeira aparição do Amen Corner ao público? Como foi a repercussão deste material?

    Sucoth Benoth – Nós gravamos a demo tape que posteriormente virou o 7”EP, foi rápido pois nós iríamos tocar na cidade de Bauru-SP e resolvemos gravar a demo, eu não me lembro quantas fitas que nós levamos acho que umas 100 e vendeu tudo em questão de minutos, foi uma grande repercussão e até hoje as pessoas comentam e elogiam a demo tape.

    Com a ótima repercussão que banda teve, vocês assinaram com a Hellion Records para o lançamento do compacto 7’’ “The Agony Of Souls”. Você considera este trabalho um divisor de águas na carreira do Amen Corner?

    1992 – Agony Of Souls 7″EP

    Sucoth Benoth – Me lembro que nosso amigo na época e empresário da banda, o Demétrio pegou a fita e disse vou para São Paulo ver o que consigo, falamos opa, beleza veja lá. Passados uns dias ele voltou e marcou uma reunião e nos deu a notícia de que conseguiu um contrato para lançamento da demo em um vinil 7”EP pela Hellion records, você não imagina a alegria que ficamos eu bebi por uma semana comemorando, eu acho que sim, esse foi o grande divisor, esse compacto foi como um cartão de visitas com uma abrangência muito maior e foi ele que abriu muitas portas.

    1993-Esq. para Dir.: Paulista, Paulo costa, M Flach, Cleio, Tito. Foto por: Divulgação

    No ano seguinte, 1993, vocês lançaram um “Rehearsal” em cassete com nove faixas. Isso mesmo? Esta demo foi dificílima de encontrar, houve distribuição?

    Sucoth Benoth – Não teve esse lançamento, acho que alguns amigos que são muito fãs do Amen Corner fizeram por conta própria uma fita com a capa do Fall, mas assim, coisa particular, a única Demo que lançamos foi mesmo a Eternal prophecies em 1992

    Neste período a banda teve uma mudança em sua formação saem M. Flach  e o Fabrício e entra na banda o Cléio. Por qual motivo houve o esse afastamento M. Flach e do Fabrício? E como se deu a entrada do novo membro?

    Sucoth Benoth – Nesse período a única mudança foi a saída do baixista Fabrício e a entrada do baixista Cléio que tocava no Hecatombe o M.Flach seguia firme na guitarra. Eu não me lembro muito bem os detalhes do porquê da saída do baixista, mas ele tinha problemas de saúde.

    1993-Fall, Ascension, Domination. Debut Álbum

    Eis que com essa formação a banda assina com a importantíssima Cogumelo Records e lançam o debut álbum “Fall, Ascension, Domination”. Como a banda recebeu esse convite da Cogumelo para a realização deste trabalho?

    Sucoth Benoth – Então, como eu havia dito antes, o 7”EP acabou se tornando um cartão de visitas e eu conversei com o pessoal da banda em 1993 e expressei a vontade de gravar com a Cogumelo a gravadora do Sepultura, Sarcófago e de tantas outras importantes bandas da época. Bem, pegamos o disquinho o endereço da Cogumelo e mandamos pelo correio, acho que foi isso mesmo e passado uns tempos, recebemos a notícia deles expressando o desejo de fazer um contrato com a banda para lançamento de um LP. Assim nasceu o Fall Ascension Domination. Entramos em estúdio e gravamos esse que com certeza é o nosso álbum mais cult entre todos os outros. Foi um grande lançamento, um mês festejando. Rsss…

    De fato esse disco é um marco histórico para o Black Metal brasileiro. A distribuição deste trabalho na época foi satisfatória?

    1993-Poster publicado na revista Dynamite

    Sucoth Benoth – Foi muito satisfatória, a Cogumelo fez um excelente trabalho de distribuição no Brasil e exterior, foram várias entrevistas em zines e revistas, para vocês terem uma ideia ele chegou a ficar em primeiro lugar em vendas segundo enquete realizada pela antiga revista Bizz, Fall Ascension Domination era diferente, único e estava virando um álbum cult já na época do seu lançamento.

    Quanto as turnês na época, conseguiram fazer muitos shows pelo Brasil para divulgação do debut?

    Sucoth Benoth – Fizemos vários shows, mas, nessa época tocávamos muito pelo Paraná, Santa Catarina, São Paulo e Rio de Janeiro. Com essa formação. Não chegamos a tocar em muitos estados, acho que a dificuldade na época para se locomover para longe era mais difícil para ambas as partes.

    1993-Página na revista Bizz apontando o disco mais vendido do ano.
    1994-The Final Celebration 12″ EP

    Um ano após o lançamento do debut a banda ataca novamente com o EP “The Final Celebration” também lançado pela Cogumelo Records. Essa proposta de lançar esse EP contendo as músicas do compacto e mais duas músicas partiu da banda ou da gravadora? Nos conte como foi toda concepção deste trabalho…

    Sucoth Benoth – Realmente foi um outro ataque repentino, a idéia partiu da gravadora, pediram para a gente gravar duas músicas novas que eles iriam lançar um 12”EP com as duas músicas do compacto, aí nós começamos a compor a Diabolic Possession e a the Five Glories, partimos para o mesmo estúdio que gravamos o Fall na época o solo estúdio e gravamos as duas músicas novas e ficaram com muito peso e energia. Falei com o desenhista que já havia feito a capa do Fall e dei a idéia pra ele de um ataque diabólico a santa ceia. O resultado final ficou excelente!!

    A partir deste trabalho o Tito começou a ser conhecido sob o pseudônimo Múrmurio? 

    Sucoth Benoth – Sim, o Murmúrio que ainda usava o nome de Tito, é o único membro ativo na banda desde o seu início.

    1995-Jackol Ve Tehilá. 2º Álbum

    É lançado o segundo álbum “Jachol Ve Tehilá” que é considerado por muitos o melhor álbum da carreira da banda. Como foi o processo deste lançamento? Na sua opinião este trabalho é o melhor da cerreira?

    Sucoth Benoth – Esse álbum que realmente é bem elogiado por uma grande legião de seguidores, foi concebido em uma época ruim pra mim pois eu havia quebrado a perna em um acidente de moto e quase não ensaiei as músicas novas, tive que pegar tudo no sacrifício e em tempo recorde; estava com a perna cheia de pinos e no estúdio para suportar a dor durante as gravações do vocal eu tomei alguns litros de pinga com Guaco… mas talvez, esse seja o álbum mais trabalhado e mais polido da banda, ele tem elementos de dor e de agonia, de sentimentos mais acentuados. Eu não acho que ele seja o melhor álbum da banda, apesar de ser excelente eu ainda acho o Fall Ascension Domination e o EP The Final Celebration, melhores.

    Esse álbum foi muito bem comentado e tido com um dos mais importantes lançamentos da época. Com este segundo álbum a banda obteve bons resultados quando a shows e turnês?

    Sucoth Benoth – Esse foi o problema, justo quando a banda estava para colher os frutos, em que estávamos com digamos assim, a um passo de até mesmo tocar em outros países, veio o pior golpe, mal chegamos as fazer shows de lançamento e o guitarrista M Flach saiu da banda e em seguida o baixista Cléio também saiu fora e quase que simultaneamente o baterista Paulo Costa também deixou a banda, até hoje não entendemos muito bem o motivo dessa debandada, apenas que foi coisa particular de cada um. Mas enfim, o tempo passou e converso com eles de boa, somos amigos, e o que passou, passou.

    Esse álbum foi distribuído fora do Brasil?

    Sucoth Benoth – Sim, a Cogumelo sempre teve parcerias com outras gravadoras fora do Brasil, eu me lembro que um amigo estava viajando pela Europa e viu o nosso CD sendo vendido em uma loja lá da Suécia e o cara da loja ainda disse que gostava do som!!

    1999-Darken In Quir Haresete EP

    Três anos após o lançamento de “Jachol Ve Tehilá” a banda assina com a Demise Records e lança o EP “Darken In Quir Haressete” material muito esperado, pois foi um longo tempo para que EP estivesse em nossas mãos. E pra nossa surpresa a banda não está mais com a Cogumelo. Como foi essa mudança de selo para este lançamento? Aconteceu algo junto a Cogumelo Records?

    Sucoth Benoth – Não foi nada demais com relação a trocar de gravadora, foi apenas uma questão de mudar de ares, começar coisa nova, fazer novos testes. A proposta da Demise parecia muito boa para nós nessa época e a gente assinou com eles para lançar o álbum Darken in Quir Haresete um MCD, a demora em lançar algo novo desde o lançamento do Jachol em 1995, foi a dificuldade de remontar a banda, e também um local para ensaiar, não foi nada fácil, foi um período de renascimento. A banda havia sido nocauteada em 1995.

    Neste EP a banda nos apresenta mais uma mudança na formação e dessa vez foi radical. Então na banda Nar Mattarus, Osculum Infame e Naberus. O que aconteceu para a banda mudar sua formação quase que completamente?

    1999-Darken In Quir Haresete Line-Up

    Sucoth Benoth – Essa troca na verdade eu expliquei lá anteriormente, estávamos eu e o guitarrista Tito à deriva desde 1995 quando o pessoal saiu da banda, não foi nada fácil encontrar novos músicos e com o perfil da banda, tanto que quem gravou o contra baixo no Darken foi o ex-baixista da banda Imperious Malevolance o Rafahell com o pseudônimo de Nar Mattarus e posteriormente entrou o Solfieri em definitivo no baixo, com essa formação e um estúdio próprio que construímos na época em meu local de trabalho a banda retomou os shows, entrevistas, etc.

    Notei que a banda neste EP veio mais melancólica com suas composições mais arrastadas do que o álbum antecessor. Estou certo nessa afirmação? E quais os motivos para esta singela mudança no estilo?

    Sucoth Benoth – Ficou mais agressivo apesar de ter uma música mais melancólica, no meu modo de ver, não muito polido, a mudança deve-se a troca de membros, muitos membros novos na banda e cada um com seu estilo, mas acredito que o Darken in Quir Haresete ficou à altura, ele é um ótimo álbum, e foi lançado na época em que estávamos digamos assim sedentos em lançar algo novo …

    Ouvimos rumores que o Amen Corner tinha findado suas atividades, pois houve um longo hiato em sua carreira. Foram 6 longos anos que não sabíamos mais nada sobre a banda. Quais foram os reais motivos para que houvesse esse hiato?

    Sucoth Benoth – Não, foram apenas rumores o Amen Corner estava novamente passando por uma reformulação pois na verdade eu saí da banda e entrou outro vocal em meu lugar. Até onde sei, o Amen Corner estava ensaiando, tocando e compondo músicas novas com o novo vocal.

    Como os fãs lidaram com a ausência do Amen Corner neste período?

    Sucoth Benoth – Não foi uma ausência de 100%, a banda seguiu com a vida, mas, sem muitos shows, e compondo, para gravação de um novo CD.

    Neste período para nossa surpresa o membro mais icônico da banda o Sucoth Benoth também se afasta do Amen Corner. Quais foram os motivos que te fez sair da banda que nasceu com você?

    Sucoth Benoth – Eu saí, pois, queria montar um projeto pessoal e também acabei em desacordo na época com alguns membros da banda, durante a minha ausência de 2001 até 2008 eu mantive contato com o guitarrista o Tito pois sempre fomos amigos e sempre mantivemos um relacionamento como irmãos.

    2007-Lucification, 3º Álbum

    Em 2007 a banda apresenta seu novo vocalista o Lokian Satanas War Comander e outros novos membros como o Danda e o Solfieri. Você pode nos falar a respeito deste período?

    Sucoth Benoth – Na verdade, em 2007 com essa formação o Amen Corner lançou o álbum Lucification, essa formação já estava na ativa a alguns anos. Eu não tenho como falar a respeito desse período pois estava envolvido com minha banda “Projeto” Camos.

    Já com este vocalista à frente do Line-up do Amen Corner a banda lança seu terceiro álbum “Lucification”. Houve alguma resistência por parte dos fãs a este lançamento sem ter você como frontman?

    Sucoth Benoth – Não que eu saiba, pelo que sei, o álbum Lucification teve uma boa aceitação por parte dos seguidores da banda boas críticas nas mídias.

    E junto a essa mudança de formação houve uma mudança radical na proposta musical da banda. A banda ficou mais rápida em suas músicas e com elementos até então jamais escutados na banda como Blastbeats. Me desculpe a sinceridade, uma descaracterização completa do Amen Corner que amávamos. Você acredita que a sua ausência culminou nesta mudança sonora por parte da banda?

    Sucoth Benoth – Não diria que foi a minha ausência que deixou o som mais rápido, acredito que foi a nova formação, eram membros que vieram de bandas que tocavam sons mais rápidos. São cabeças diferentes, eu achei o Lucification na minha opinião um bom álbum, não acho que descaracterizou tanto assim o Amen Corner. Mudou sim, mais rápido e o vocal mais gutural, mais sujo…, mas ainda assim é um bom álbum! Deve-se levar em consideração a distância de tempo entre o sucessor Darken in Quir Haresete (1999) e Lucification (2007) são 8 anos é um tempo considerável…

    Confesso que senti a falta dos seus vocais, afinal falar de Amen Corner nos remete aos vocais do Sucoth Benoth. Você durante este tempo participou de alguma outra banda?

    Sucoth Benoth – Sim, estava envolvido com meu projeto chamado Camos onde lançamos algumas demos, EPs e por último lançamos o álbum Kain 666 que saiu pela Cogumelo records em 2008. Na verdade, durante esse período de 2001 a 2008 eu estava muito ativamente com o Camos, seja em gravações, entrevistas e muitos shows.

    Sobre o Dark Songs Of Megiddo, você assumiu os vocais em 2007. Isso mesmo? Pode nos falar a respeito dessa banda?

    Sucoth Benoth – Dark Songs of Megiddo foi um projeto meu e de meu amigo tecladista Baal Anamelech que tocou comigo no Camos. A ideia foi de fazer uma música atmosférica, tétrica, estilo Mortiis. Lançamos um CD Demo intitulado “Everlasting” e teve uma boa repercussão, inclusive no exterior, tive proposta para lançar em CD por um selo da Alemanha, mas como eu estava prestes a retornar ao Amen Corner, acabei desistindo e larguei mão desse projeto.

    Depois de oito longos anos longe do Amen Corner e para o contentamento dos fãs, você retorna à banda. Como foi esse retorno ao seu devido lugar de onde não imaginaríamos estar sem você?

    Sucoth Benoth – Salve!! Motivo para muita comemoração, bem, já estava a muito tempo em contato com o guitarrista Tito, e um dia ele chegou para mim e disse quer voltar para a banda, estou reformulando e vamos voltar com nova formação. Eu concordei e voltei para o Amen Corner depois de todos esses longos 8 anos a princípio eu tentei me manter com o Camos também, mas, ficou óbvio para mim que não conseguiria dar cabo de tantos compromissos e por fim optei em ficar apenas com o Amen Corner. Uma das primeiras coisas que fiz, foi entrar em contato com a Cogumelo e dar a notícia e propor o relançamento do álbum “Fall Ascension Domination” o que ocorreu e assim sendo retomamos a parceria com a Cogumelo Records.

    2010-Leviathan Destroyer, 4º Álbum

    Dois anos após o seu retorno a banda lança o belíssimo “Leviathan Destroyer”. O quarto álbum da carreira álbum da carreira do Amen Corner. E para a este lançamento a banda volta a assinar com a Cogumelo Records e também assina com selo americano Relapse Records. Como foi estar de volta à banda neste grandioso lançamento?

    Sucoth Benoth – Foi algo indescritível, voltar a gravar um CD com o Amen Corner foi fantástico, nós já estávamos em contato direto com a Cogumelo e para lançar o novo CD foi um pulo, recebemos todo o apoio da Cogumelo, todo o suporte e a gravadora tinha essa parceria com a Relapse records assim como sempre teve parcerias ao longo da história como a Osmose records por exemplo.

    Como foi também esse retorno a Cogumelo Records? E como surgiu a oportunidade de a banda estar também em dos mais importantes selos Mundiais, a Relapse Records, selo o qual se consagrou por ter em seu cast. bandas importantíssimas como Death, Suffocation entre muitos nomes?

    Sucoth Benoth – Com a Cogumelo já havíamos retomado a parceria desde 2008 com o relançamento do Fall Ascension Domination que foi, diga-se de passagem, um belíssimo trabalho de relançamento onde de bônus track entrou o EP The final Celebration. A Relapse que obviamente foi um motivo de orgulho para nós foi parceira do cogumelo e obviamente nos deixou muito honrados!

    2010-Leviathan Destroyer Line-Up

    Com este lançamento também notamos que o estilo musical o qual é a característica principal da banda também volta, o que nós fãs denominamos Black Doom Metal…

    Sucoth Benoth – Sim, o Amen Corner retoma a velha pegada que sempre foi a marca registrada da banda o peso, a energia e os vocais mais trabalhados e mais agudos. As músicas estão bem mais trabalhadas mais surradas!!

    Como os fãs receberam a notícia do Sucoth Benoth estar de volta? Como foram os shows para o lançamento deste álbum?

    Sucoth Benoth – De forma grandiosa, voltamos com tudo, banda renovada, muitos shows pelo Brasil, tocamos onde nunca havíamos tocado antes, outros estados, etc. Entrevistas em revistas, zines, contatos com pessoas de outros países.

    A temática deste álbum foi também diferenciado, você pode nos falar sobre todo o conceito que envolveu estas composições?

    Sucoth Benoth – O Leviathan Destroyer que acabou virando um álbum temático falando sobre a Serpente demônio Leviathan e os espíritos que habitam as profundezas dos oceanos, lendas, folclores, deuses mitológicos das águas dos rios e dos mares.

    Para consagração deste belíssimo lançamento, você fizeram uma produção cinematográfica para o vídeo clipe de Leviathan Destroyer. Quem produziu este clipe? Sendo o primeiro clipe da banda, a banda pretende lançar mais um vídeo clipe neste mesmo nível?

    Sucoth Benoth – Salve!! Ficou fudido do clipe. Quem produziu foi o Maiko Thomé do estúdio Avant Garde aqui de Curitiba, ele que também produz os nossos CDS, Sim, pretendemos gravar outro vídeo clipe para o nosso novo CD.

    2010-The Return Of The Sons Of Cain, Tributo ao Amen Corner

    Neste álbum a banda apresenta um novo baixista, integra-se a banda o Nocturnal Alastor Demon assumindo o baixo…

    Sucoth Benoth – Sim, nós acabamos encontrando o Nocturnal Alastor Demon para gravar esse álbum e também fazer shows ele acabou se adaptando bem a proposta da banda.

    Neste mesmo ano a banda recebe uma gloriosa homenagem, foi lançado através da Impaled Records, Belial Songs Productions e Extreme Metal Productions o tributo “The Return Of The Sons Of Cain”. Esse tributo contou com a participação com 13 bandas executando suas músicas. Como você recebeu essa notícia que foi feito essa grande homenagem ao Amen Corner? O que você tem a dizer para estas bandas os homenagearam?

    Sucoth Benoth – Uma grande surpresa mesmo, recebemos essa notícia com muito orgulho e com muita honra, o CD Tributo ficou poderoso. As bandas, uma melhor que a outra. Grandes guerreiros irmãos que deram o melhor de si. A parte gráfica também ficou impecável tudo de primeira qualidade. Esse tributo ficou destruidor!

    2014-Chri$t Worlwide Corporation, 5º Álbum

    Quatro anos se passaram e o Amen Corner lança seu quinto álbum em grande estilo, o “Christ Worldwide Corporation” é lançado em uma versão onde vem um histórico DVD contendo registros em vídeo da banda desde 1993. E para nossa surpresa a banda vem com uma temática lírica outra vez diferenciada onde além das tradicionais letras obscuras e satânicas, a banda deu toque de protesto em suas composições. Quais foram as influencias que resultou em letras tão intensas?

    Sucoth Benoth – Na verdade, era para ter sido lançado em 2012, mas devido a parte do DVD questão de direitos autorais, um esquema burocrático que causou o atraso. A parte do CD ficou pronta e aguardando o desenrolar do DVD que demorou pra caramba. Esse lançamento especial com o DVD foi uma homenagem a 20 anos de banda, ficou muito fudido. Eu tive a idéia de fazer letras de protesto contra as igrejas evangélicas e cristãs no geral por usarem a imagem de jesus, usam o nome de Satanás, dos Exus, para alavancar riquezas se aproveitando da ignorância, dor e desespero dos seres humanos. Todos sabem que eles fazem pressão, fazem lavagem cerebral e armam um teatro para extorquir, enganar os idiotas.

    Neste trabalho a banda outra vez nos traz mudanças na formação, entram na banda o Mortum dividindo as guitarras com o Murmúrio e assumindo o baixo entra o Shaitan. Nos fale um pouco essa formação…

    2014-Chri$t Worldwide Corporation Line-Up

    Sucoth Benoth – O Mortum que é um grande amigo nosso e já havia participado na banda em 2008, retornou em 2011 e gravou o CD com a gente e o Shaitan baixista do Doomsday Ceremony e ex-Evil War, também entrou para dar uma força na banda em 2011 e acabou assumindo o baixo até 2015. Foi uma formação entre amigos, que perdurou durante a gravação do Christ Worldwide Corporation e shows até 2015, mas depois disso eles seguiram seus caminhos. Somos todos grandes amigos.

    Apesar de ter sido lançado a quatro anos atrás, este ainda é o atual trabalho do Amen Corner. Como tem sido a divulgação deste álbum?

    Sucoth Benoth – Isso é uma verdade, além de trabalharmos ainda com ele sendo nosso atual álbum, também trabalhamos na divulgação dos relançamentos recentemente ocorridos caso do Darken in Quir Haresete que foi relançado pelo selo Dying Music de Natal-RN e agora também o Jachol ve Tehilá que a Cogumelo relançou em digipack com bônus track. A divulgação do Christ Worldwide Corporation, tem sido feita por nós e pela Cogumelo, a gente sempre divulga em shows, na internet, etc.

    Este álbum nos apresenta o Amen Corner muito maduro em suas composições, de fato com tantos anos de carreira e mudanças na formação é inevitável esse amadurecimento. Qual sua visão sobre o Amen Corner neste período?

    Sucoth Benoth – Eu acho que a partir do Leviathan Destroyer o Amen Corner deu uma evoluída sim, acho que a música ficou mais rica, os solos de guitarra estão mais trabalhados, os riffs mais bem elaborados, eu evolui no vocal. Eu e o Tito sempre trabalhamos em conjunto um ajuda o outro, somos uma equipe. O Amen Corner tem evoluído bastante ao longo dos anos, mas, sem perder o peso, a característica da banda sua originalidade continua intacta.

    2014-Black Angel/Amen Corner Split k7/CD

    Neste mesmo ano, 2014, a banda participou de um split tape chamado “South American Tribute” limitado em apenas 333 cópias ao lado do peruano Black Angel. Como surgiu essa idéia? Com a extrema repercussão o mesmo material foi relançado em cd…

    Sucoth Benoth – Sim, nós recebemos a proposta do Hector da banda Peruana Black Angel para participar de um Split tape que saiu em uma edição limitada e foi muito legal e destruidor. Consequentemente um selo Escocês Bestial Invasion Records. Lançou recentemente em CD esse Split tape. O resultado final ficou excelente.

    2018-Sucoth Benoth. Foto por: Divulgação

    Hoje a banda conta com outra mudança na formação. A bateria agora foi assumida pela Tenebrae Aarseth e o baixo pelo Coveiro, esse novo baixista entrou na banda como músico de apoio. Há alguma possibilidade dele se integrar definitivamente à banda? e nos fale como está o atual line-up…

    Sucoth Benoth – Sim, a Tenebrae Aarseth que é a minha esposa agora assumiu a bateria e o Coveiro que tocou comigo no Infernal de 1987 a 1992 está dando uma força para a banda nos shows e na gravação do nosso novo álbum. Ele pode vir a se integrar em definitivo na banda. Essa formação está muito boa, o Coveiro é um baixista que dispensa comentários, tem muita experiência e toca com muito peso, energia e precisão. A Tenebrae Aarseth fez sua estreia nos palcos agora dia 11/08 em Curitiba e arrebentou na bateria, tocando com muita energia!! Acho que essa formação está sendo a ideal.

    Podemos esperar em breve o sexto álbum do Amen Corner? A banda já está trabalhando nas composições para o novo álbum?

    Sucoth Benoth – Com certeza, nós já estamos gravando o novo álbum, assinamos contrato com a Mutilation Productions para o lançamento que deverá ocorrer agora em dezembro de 2018.

    2018-Tenebrae Aarseth, Foto por: Divulgação

    O novo álbum já tem título?

    Sucoth Benoth – Será chamado de: “Under the Whip and the Crown” o mesmo vai conter sete músicas novas uma regravação “Heir of Lust heir of Pleasure” do álbum “Fall Ascension Domination” e um cover do Bathory “Destroyer of the Worlds”

    Além do novo álbum que estará disponível em breve, o que podemos esperar do Amen Corner para o futuro?

    Sucoth Benoth – Muitos shows, tours, divulgação total!! 2019 queremos ir onde nunca fomos antes!!

    Em todas as entrevistas que fiz há uma pergunta que sempre faço e que também farei para você. Como o Sucoth Benoth vê a cena atual no Brasil quanto às bandas, Público, shows e distribuição de materiais?

    Sucoth Benoth – Não dá para comparar hoje 2018 com os anos 80 ou até a metade dos anos 90. Muita coisa mudou desde a invenção do celular e da internet. A cena já foi mais unida pois as pessoas tinham que se encontrar com mais frequência até mesmo para conseguir material novo, íamos nas casas dos amigos com fitas virgens para gravar por exemplo o novo do Bathory, as pessoas iam mais aos shows. Hoje as pessoas estão, digamos mais acomodadas, basta entrar na internet e pronto, você já consegue ouvir e até baixar músicas. São tempos diferentes, eu vejo a cena do metal no Brasil em constante evolução, existem os festivais, shows, etc. O que precisamos é isso mesmo, mais festivais com uma boa organização, apoio da mídia ao Metal nacional. O Público do Amen Corner é sempre fudido e poderoso. Se cada um fizer a sua parte o Metal no Brasil tende a crescer cada vez mais. Veja quantas bandas fudidas e de qualidade temos por aqui? São muitas!!

    2018-Murmurio, Foto por: Divulgação

    Voltando a falar da temática lírica, quais são suas principais influências?

    Sucoth Benoth – Eu adoro falar sobre Luciferianismo, satanismo, Magia negra, e também amo os deuses antigos, antigas civilizações Politeístas que cultuavam e ainda existem povos que não se renderam ou se entregaram ao cristianismo que cultuam seus deuses. Deus da agricultura, da pesca, da caça, da guerra, deus do sol, da chuva. Os antigos Romanos, sua inteligência acima da média, mitologia Grega.

    Quais bandas você tem escutado nestes últimos tempos? Além de é claro, as clássicas que te influenciaram como Metalhead?

    Sucoth Benoth – Gosto muito das bandas clássicas como Venom, Venom inc, Celtic Frost, Hellhammer, Bathory, Sodom, Destruction, Enthroned, Carpathian Forest,Bolt-thrower, Obituary, Razor, Cancer, Autopsy, Varathron, Mortuary Drape, Azaghal, Dark Throne, aqui no Brasil, Great Vast Forest, Blackmass, Profane Souls, Profane Creation, Velho, Pentacrostic, Vulcano, Mystifier, Doomsday Ceremony, Eternal Sorrow, Necrotério, Demonic Hate, Nervo Chaos, Luxúria de Lillith, Héia, Headhunter D.C., Imperador Belial, Mortifer Rage, Aqueronte entre muitas outras..

    Falando sobre o Setembro Negro, esse importante festival que já está em sua 12ª edição, vocês estão no cast deste evento. Vocês irão apresentar músicas novas?

    Sucoth Benoth – Sim, em primeiro lugar quero deixar aqui os meus sinceros agradecimentos ao Edu e Tumba records pelo convite, será uma grande honra estar dividindo o palco com grandes bandas nacionais e internacionais. Vamos tocar uma música nova no evento!

    Nobre Sucoth Benoth, eu agradeço imensamente a sua atenção e por disponibilizar seu tempo para realização desta entrevista. Com certeza estarei presente no setembro Negro e vamos tomar umas cervejas juntos. Conte sempre com apoio da Roadie Crew. O espaço está aberto para suas últimas palavras…

    Sucoth Benoth – Éden Lozano “Vamos tomar umas geladas no Setembro Negro sim” eu que agradeço a você e a Roadie Crew que sempre apoiou o Amen Corner, foi uma imensa satisfação e uma grande honra responder a essa rica entrevista, espero poder ter ajudado a esclarecer muitos pontos escuros e trazer as novidades a todos os leitores da Roadie Crew e aos nossos fiéis seguidores.  Grande abraço a todos!!

    E para ilustrar ainda melhor esta entrevista o próprio Sucoth Benoth selecionou algumas fotos que traduzem bem todos os 26 anos de carreira do Amen Corner:

    Enquanto o novo álbum está sendo produzido e que também será celebrado com um vídeo clipe, ficamos aqui  com o video clipe de “Leviathan Destroyer” retirado do álbum de mesmo nome, uma produção cinematográfica impressionante, assistam: