Autor: Éden Lozano

  • DEEP MEMORIES – …novos e profundos caminhos do Doom Metal…

    DEEP MEMORIES – …novos e profundos caminhos do Doom Metal…

    Com lançamento previsto para o próximo dia 21 de setembro deste ano, o primeiro álbum do Deep Memories já obtém muitos elogios em diversas partes do mundo. De fato, a música feita é surpreendente, um Doom Metal permeado por diversas influências e muito profundo, com certeza será um marco para o estilo. Para falarmos à respeito deste álbum que vai com certeza mudar os rumos do Doom Metal convidamos o seu mentor e multi-instrumentista Douglas Martins, para nos falar à respeito deste trabalho fantástico e também de como surgiu essa banda “one man band”. Neste trabalho o Douglas prova que é possível sim, fazer um trabalho memorável mesmo sozinho.

    Douglas Martins, Foto por: Divulgação

    Você foi membro de umas das bandas mais importantes do país, o Desdominus, até 2005. Com eles você gravou as primeiras demos e no Debut você também assumiu os vocais. Com tantos anos dedicados aos Desdominus e tendo um papel tão importante em sua história, como surgiu a decisão de deixar a banda?

    Douglas Martins – Primeiramente, obrigado pelo espaço cedido Éden & Roadie Crew! Certamente não foi uma decisão simples de se tomar. Depois destes 13 anos longe da banda, olhar para trás e analisar como estava minha vida e minha mente naquele período, posso te afirmar com toda certeza que 2004 e 2005 foram os anos mais negros e conturbados da minha vida. Vários excessos, problemas pessoais e tantos outros fatores tinham me tirado fora do eixo. Não tinha como eu continuar. A Desdominus sempre havia sido prioridade na minha vida durante anos e isso havia se perdido… Eu precisava reorganizar as coisas.

    Neste período de 2005 até 2016 ano em que ficamos sabendo do Deep Memories, você participou de mais alguma banda?

    Douglas Martins – Não, não participei de nenhuma banda.

    Confesso que fiquei muito surpreso, pois quando ouvi o belíssimo Deep Memories exibindo seu talento e versatilidade foi como já disse, uma surpresa. O Deep Memories já existia como projeto quando você ainda pertencia ao Desdominus?

    Douglas Martins – O Deep Memories veio bem depois de eu sair. Você que também é compositor sabe que as vezes surgem ideias que não se enquadram na sonoridade da banda que está envolvido, mas apenas um riff daquela época (que não tinha se enquadrado naquela sonoridade) está no Deep Memories – o riff principal da música “Explicit Way To Relieve Pain” que é bem lento e arrastado. Os demais sons surgiram ao longo dos anos pós 2005. Eu nunca parei de tocar, somente não estava em uma banda.

    Há pretensão do Deep Memories se tornar uma banda com mais alguns membros para apresentações ao vivo?

    Douglas Martins – Muitos tem me perguntado sobre isso. Não cara, não penso em tocar ao vivo. Estou realmente satisfeito em manter o Deep Memories como algo somente de estúdio. Quando se está em uma banda, existe uma química, a espécie de uma magia que rola quando os integrantes executam o que foi composto por todos. Isto pode até ocorrer com o tempo, mas acredito que algo da essência do projeto poderia se perder.

    2018-In Too Deep “EP”

    Acredito que todos assim como eu ao ouvir o EP “In Too The Deep…” ficaram maravilhados com o Doom Metal apresentado. Como foi a reação do público referente a este material?

    Douglas Martins – Sendo bem sincero contigo, me surpreendeu bastante. Sabia que o material havia ficado legal, mas o retorno foi estrondoso. Vários compartilhamentos e diversas mensagens do Brasil inteiro querendo adquirir o material. A ideia do EP surgiu em uma conversa com o Wilton da Heavy Metal Rock e logo em seguida envolvemos o Marco Amaral da Misanthropic Records. Sabíamos que tínhamos um bom álbum na mão, mas ninguém conhecia o nome Deep Memories e então o material promocional fez todo o sentido, pegamos duas músicas do álbum e fizemos 1000 cópias este EP que foi distribuído gratuitamente entre selos, zines, distros e lojas da galeria do rock que, entregavam em mãos ou enviavam de brinde junto com seus materiais. Eu também enviei diversos apenas pelo custo do frete. Isto nos deu uma boa visibilidade e também uma dimensão do que o projeto poderia vir a se tornar.

    Por falar em Doom Metal, como surgiu a ideia de tocar este estilo?

    Douglas Martins – Acabou surgindo naturalmente. O Doom Metal junto com o Heavy Metal sempre foram meus estilos preferidos, ouço quase todo dia até hoje. Quando conheci o metal, a primeira banda que fiquei fissurado foi o Black Sabbath então a veia mais Doom já veio daí. Mas se observar com calma verá que a sonoridade do Deep Memories vai além do Doom Metal. Quando comecei as gravações não tinha noção de como o som ficaria no final. Boa parte dos sons já estavam concluídos e ainda não tinha decidido se teria ou não vocal! Acredito que as estruturas das músicas derivam do antigo Death Metal Sueco, com grandes influencias do Gothic Metal e Black Metal mais cadenciado, partes melódicas e atmosféricas que vem do Heavy e Prog Metal mas a espinha dorsal é Doom.

    As letras do Deep Memories são muito inteligentes e um tanto complexas, muito profundo também, pois as letras viajam pela psique humana. Pelo que li você explora de forma muito aprofundada as nossas lembranças e suas consequências como seres humanos… Nos fale mais sobre a veia lírica/ideológica… Você estudou psicologia? O que ou quem te influenciou para explorar tal lirismo?

    Douglas Martins – Como disse no começo da entrevista vivi alguns momentos bem difíceis na minha vida e a falta de aceitação destes momentos geraram feridas que nunca cicatrizavam, a cada nova “pancada” estas feridas se abriam e sangravam novamente. Percebi que entrar em contato com estas memorias de maneira profunda e estruturada, listando-as e falando sobre elas, desarmava algumas reações padronizadas da minha personalidade: Identificar que eu poderia mudar uma reação descontrolada ou dolorosa gerada pela associação inconsciente ao passado fez toda a diferença na reestruturação da minha vida. Gosto muito de psicologia, principalmente Carl Jung mas não tenho formação acadêmica nesta área. Gostaria de destacar que com o Deep Memories não existe uma questão ideológica, adotei esta abordagem em algumas músicas pois acho interessante e faz parte do meu cotidiano, mas não tenho a pretensão de erguer uma bandeira. Hoje tenho a liberdade de escrever o que acho relevante e interessante sem estar preso a uma ideia central, tanto que as cinco primeiras músicas do álbum contam a estória de um cara que se vê em seus últimos instantes de vida e acaba por morrer. Para sua surpresa identifica sua consciência intacta no post mortem, além de várias outras situações inusitadas que o apresentaram uma nova perspectiva da existencia humana.

    A banda é como chamamos “One Man Band”, ou seja, você sozinho gravou todos os instrumentos. Por que sozinho?

    Douglas Martins – Fazer um álbum inteiro sozinho sempre foi um sonho que tive. Todas as vezes que ouço o Twilight of the Gods do Bathory fico muito impressionado de como um álbum tão espetacular daquele foi gravado por um único cara! Já tinha uma tonelada de material em mãos e ainda não tinha tido “coragem” de encarar esta jornada. Quando comecei, dei de cara com um turbilhão de sentimentos que naturalmente migraram para os sons e isso acabou me impulsionando muito. O que no começo foi algo despretensioso se tornou sério, fiquei diversos finais de semana com o fone de ouvido e valeu a pena cada segundo. Quando finalizei a masterização fiquei 3 semanas sem ouvir o álbum. Quando eu ouvi novamente, foi algo inexplicável! Um álbum inteiro, pronto para ser lançado… Foi um momento inesquecível!

    Voltando a falar da veia musical do Deep Memories, notei também que além de influencias das tradicionais bandas de Doom Metal, você ousou uma usar alguns elementos diferenciados como progressivo. Quais são suas influencias musicais?

    Douglas Martins – Minhas principais influencias navegam pelos gêneros e subgênero do metal. Dentro da levada mais cadenciada, que mescla Death, Doom, Gothic e Post Rock bandas como Amorphis, Katatonia (todas as fases), Tiamat, My Dying Bride, Anathema (todas as fases), Theatre of Tragedy e Within Temptation me influenciaram e ainda influenciam pois ouço com muita frequência. Já no Death e Black metal citaria o Dimmu Borgir, In Flames (primeiros álbuns), Death, Aeternus, Dark Tranquillity, Hypocrisy, Dismember, Bathory, At The Gates e Rotting Christ como as principais influências. Dentro do progressivo minha maior influência sempre foi o Pink Floyd. Quando era criança me lembro de meu pai assistindo ao show “Delicate Sound of Thunder” que eu não conseguia assimilar muito bem, mas hoje vejo como fez e ainda faz parte da minha formação musical – David Gilmour toca com a alma! Já no Prog Metal a principal influência é Dream Theater, já os vi ao vivo duas vezes e acompanho desde que sou moleque. Mas sem dúvidas minha maior influência no prog é o Iron Maiden. Sei que a maioria estranhou esse meu comentário, mas eu particularmente vejo boa parte da obra deles como metal progressivo. Se você ouvir músicas como “To Tame A Land”, “Rime of The Ancient Mariner” e “Alexander the Great” entenderá do que estou falando. Esta para mim é a maior de todas as bandas, não há ninguém como o Iron Maiden.

    2018-Rebuilding The Future “Full-length” Capa para o Brasil e Rússia

    O Debut “Rebuilding The Future”, álbum que tive o prazer de ouvir e comentar aqui para os nossos leitores, está com data marcada para o seu lançamento em 21 de setembro deste ano. O que os seus fãs encontrarão neste álbum? O que nos diz?

    Douglas Martins – Encontrarão um material que mescla muito bem o metal dos anos 90 com uma sonoridade moderna, vocais brutais mesclados com corais e vocais limpos, diversos duetos de guitarra, um baixo marcante e pesado, boa presença de teclados, narrações, partes de guitarra limpa… uma atmosfera bem viajante, pesada e marcante.

    Esta banda com certeza nasceu fadado ao sucesso. O Debut será lançado além de aqui no Brasil pelos grandes selos “Heavy Metal Rock e Misanthropic Records”, também será lançado na Rússia e no Japão. Um feito extraordinário para o primeiro álbum de uma banda brasileira. Como surgiu o interesse destes selos internacionais pela música do Deep Memories?

    Douglas Martins – Ao concluir o álbum e acertar com a Heavy Metal Rock e Misanthropic Records iniciei a batalha por um selo fora do país. Entrei em contato com muitos selos. Hoje a internet facilita isso. Tive o privilégio de fechar com mais dois selos sendo o Invasion of Solitude Records, um selo japonês especializado em Melodic Death Metal –  eles lançaram o Myrkgand recentemente; na Russia assinei com a GS Productions que já lançou o Eternal Sorrow. Isto sem dúvida me motivou muito e também mudou a maneira de guiar o projeto. Passei a contar com o espetacular apoio das assessorias de imprensa Metal Media de Mococa e Against PR de Portugal, informando a galera e a imprensa em geral sobre os caminhos do Deep Memories aqui no Brasil, Europa, Asia e EUA. Também decidi lançar o álbum em todas as plataformas digitais como Spotify, Deezer, iTunes, Google Play entre outras.

    Em nossa opinião, você conseguiu uma identidade única à banda e mesmo tão nova se tornará um referencial para o estilo. Quais as suas aspirações junto ao Deep Memories? E o que você espera para o futuro?

    Douglas Martins – Agradeço muito a você Éden e Roadie Crew pelo apoio e palavras sobre a sonoridade do Deep Memories! O que almejo com este álbum é consolidar um caminho para este projeto, levar estas músicas ao maior número de pessoas que curtem metal e firmar o nome do Deep Memories no metal nacional e nos países em que o álbum foi lançado.

    2018-Rebuilding The Future “Full-length” Capa para o Japão

    A capa do Debut será diferente para o lançamento japonês, qual o motivo para esta decisão?

    Douglas Martins – Inicialmente eu ia usar a capa feita pela CadiesArt para todos os lançamentos, mas quando comecei a trabalhar no encarte do álbum acabei fazendo uma capa alternativa que  gostei bastante, mostrei para os amigos mais próximos e todos também curtiram. Então veio a ideia de deixar uma das capas para o Japão e a outra para os demais países e assim seguimos. Para este álbum eu não gravei nenhum bônus track, mesmo porque nem imaginava à proporção que tudo tomaria. Depois de fechado com os quatro selos, cheguei a pensar em gravar mais dois sons para esta finalidade pois ainda haviam restado a estrutura de 4 sons, mas percebi que o álbum “Rebuilding the Future” era composto por 8 músicas. Poderia soar forçado, e por isso decidi não fazer.

    Explique para os nós e nossos leitores a concepção das capas…

    Douglas Martins – As capas visaram demonstrar a ideia de “Reconstrução do Futuro”. Quando pensamos neste quesito, naturalmente refletimos onde estamos, onde podemos chegar e o que precisamos fazer para muda-lo. Se observar bem as duas capas perceberá que as imagens nos passam uma progressão – do passado para o futuro, ilustram a transcendência de patamares, mostrando uma evolução…, porém dar mais detalhes seria “induzir” a interpretação de quem as observa, gostaria que cada pessoa tivesse a sua interpretação, observando as capas se fazendo a seguinte pergunta: “O que eu faria para reconstruir meu futuro? ”

    Mudando um pouco de assunto, vou te fazer uma pergunta comum em minhas entrevistas. Como você encara a cena atual aqui no Brasil?

    Douglas Martins – Vejo a cena bem sólida com ótimas novas bandas progredindo ao lado de bandas com mais de 20 anos de atividade. Excelentes materiais sobre o metal nacional estão bem mais acessíveis. Teve uma natural profissionalização do conteúdo underground se comparado aos anos 80 e 90 com espetaculares zines e webzines, vários novos blogs, canais do YouTube que apresentam novas bandas, clipes, entrevistas, uma infinidade de playlists nas plataformas de streaming sobre metal brasileiro, enfim, a internet mudou nossa maneira de ver o mundo e mudou para sempre o movimento metal também. Antes ouvíamos os álbuns do Iron Maiden, Kiss, Judas Priest e Sepultura sem as vezes conhecer outras fotos além daquelas impressas nos encartes do vinil. Hoje com um simples clique você acessa a enciclopédia metal que tem toneladas de bandas. Se digita no Google, Facebook ou Instagram as palavras “metal extremo” verá a quantidade de material que aparece. Ampliando este mesmo raciocínio para o metal a nível mundial, quando comecei a curtir metal extremo na metade nos anos noventa, eu não sabia se a maioria destas bandas tinham videoclipes ou shows ao vivo, somente quando alguém comprava alguma VHS importada ou copiava de alguém da capital. Muitas bandas que conheci foram através de trocas de K7s por carta, então a internet veio para encurtar as distancias e facilitar a divulgação. Com isso, aqui no Brasil muitos que antes não tinham voz passaram a ter seu espaço, é logico que mais disputado que antes, mas todos temos a liberdade de expor nossa paixão que é o metal de maneira pública. Para aqueles que apreciam e acompanham as novidades do cenário underground isto com certeza ajudou muito.

    Deep Memories, Foto por: Divulgação

    Você além de ser um músico e compositor exímio, você também é produtor musical, estou certo? Está trabalhando em mais alguma produção?

    Douglas Martins – No momento não estou trabalhando na produção de nenhuma banda mas tenho 2 trabalhos bem encaminhados para início da produção até o final deste ano. Estes convites me deixaram bem surpreso! O pessoal ouviu o Deep Memories e me procurou para produzir seus trabalhos. Isto é uma enorme realização pessoal porque este lance da produção já vem de anos, sempre gostei de interagir com equalizações, mixagens e coisas do gênero. Minha primeira experiência profissional foi com este álbum do Deep Memories e espero que muitos novos trabalhos surjam pois quando estou envolvido em uma produção, me vejo realizado plenamente. É trabalho duro, horas de dedicação, o limite sempre sendo testado, mas o resultado final vale a pena.

    Meu amigo Douglas Martins, agradeço demais o seu tempo cedido a esta entrevista muito esclarecedora e desejo que o Deep Memories vá cada vez mais longe. Você merece. Conte sempre conosco… O espaço é seu…

    Douglas Martins – Meu brother Éden, agradeço imensamente por estas excelentes perguntas! Sempre acompanhei a Roadie Crew ao longo dos anos e gostaria de parabeniza-los por sustentar a chama do metal acesa por tanto tempo! Para mim é uma honra incrível saber que tão conceituado veículo de comunicação abriu as portas para o Deep Memories! Muito obrigado! Aos amigos que tem acompanhado o Deep Memories nos últimos meses dia 21 de setembro o álbum enfim estará disponível. Agradeço todas as mensagens, compartilhamentos, comentários e feedbacks que tenho recebido. Não tenho palavra para agradece-los! Em novembro estaremos lançando nosso segundo lyric vídeo que além da letra, terá imagens do Deep Memories. Valeu!

    Enquanto esperamos ansiosamente o lançamento do álbum “Rebuilding The Future”, trazemos aqui a “The Bitter Taste Of Illusion” do maravilhoso EP “In Too Deep…”. Assistam e ouçam: https://youtu.be/vCNReRnodtM
  • CHAOSLACE – Exemplo de perseverança e atitude no Underground…

    CHAOSLACE – Exemplo de perseverança e atitude no Underground…

    Com uma carreira honrada e desbravando fronteiras, o Chaoslace lançou este ano o seu Debut “Inhumane Terror Cult” que está sendo muito bem aceito e conquistando muitas críticas positivas ao redor do mundo. Com seu Death Metal violento e de uma qualidade absurda a banda está a todo vapor massacrando cabeças por toda parte, angariando muitos fãs e perpetuando seu nome por todo underground. Convidamos o baterista Diogo Rodrigues para esta entrevista onde abordamos toda trajetória da banda, passando pelas dificuldades sobrepujadas e as vitórias alcançadas, também sabermos como foi a concepção deste deste primeiro artefato mortal que contou com a mixagem e masterização do lendário e inesquecível Fabiano Penna.

    Diogo Rodrigues ao vivo, Foto por: Iana Domingos

    Em meados de 2004 surge no Brasil o Chaoslace que em muito pouco tempo se torna um grande nome e uma referência para o estilo. Como e por quem surgiu a ideia de formar essa tormenta?

    Diogo Rodrigues – Bom, antes do Chaoslace nós tínhamos outras bandas distintas e outros projetos que nunca davam em nada. Num desses projetos em que o Leandro iria participar eu seria o baterista por acaso sem conhecer ninguém, mas nunca saiu do papel, com isso eu e o Leandro resolvemos nos juntar e tentar montar uma banda séria, até mesmo pelo gosto musical parecido que tínhamos. Ao mesmo tempo o guitarrista Cleber saiu de sua antiga banda e procurava uma nova banda pra tocar, então ele se juntou a nós. Nossa idéia desde a primeira conversa foi fazer algo sério e músicas rápidas, e nos primeiros ensaios já tínhamos uma música. Os ensaios eram constantes e com isso fomos fazendo mais músicas, muitas vezes deixávamos de fazer outras coisas particulares como eventos familiares, para se dedicar aos ensaios e ao metal. O Cleber quando aceitou se juntar a banda, já veio com nome Chaoslace e o logotipo pronto, criados por ele mesmo. Esse foi o começo do Chaoslace, Leandro e Cleber nas guitarras e eu na bateria.

    2004-Abusive Use of Collective Hate “Demo”

    Em sua primeira formação a banda contava com 4 quatro membros, entre eles o nosso amigo Cléber Orsioli hoje integrante do Blackning, e no mesmo ano de sua formação vocês lançaram a demo “Abusive Use of Collective Hate”. Como foi a receptividade do público ao ser apresentado ao primeiro trabalho da banda? E qual o motivo do Cléber deixar a banda logo após este trabalho?

    Diogo Rodrigues – Exatamente, logo após um show que fizemos em Santo André conhecemos um baixista que se chama Arthur, com isso éramos um quarteto nessa época. Depois de alguns bons ensaios e alguns shows, gravamos nosso primeiro material chamado “Abusive Use of Collective Hate”. Foi uma gravação bem simples, sem muitos recursos e pouca grana. Uma produção bem tosca na verdade, mas que começamos a divulgar esse material e com isso foi surgindo a oportunidade de participar de mais shows e aos poucos fomos apresentando a banda e por mais simples que foi a produção desse material a galera sempre apoiou e repercutiu bem aqui na região. Porém a banda nessa época começou a fazer sons mais extremos sempre influenciado por bandas como Krisiun e Morbid Angel, e o Cleber era mas ligado ao Thrash Metal, talvez ele não queria ter uma banda de Death Metal, ele queria tentar outro estilo, ele sempre foi mais centrado e dedicado à música, creio que ele tentou buscar algo mais profissional na época, mas foi tranquilo sua saída e até hoje somos amigos, ele ainda ajuda o Chaoslace com muitas coisas

    2006-Anti-Religious Victory “Demo”

    Para nossa surpresa quando a demo “Anti-Religious Victory” de 2006 foi lançada, a banda apresentou em seu line-up apenas dois membros, você e o Leandro. Como foi essa adaptação de estar como uma dupla? O que você nos fala à respeito desta Demo?

    Diogo Rodrigues – Logo após a saída do Cleber tivemos que nos adaptar como trio, fizemos mais alguns shows e o baixista Arthur não aguentou o tranco das dificuldades do underground e nos primeiros obstáculos abandonou o barco, mas mesmo assim eu e o Leandro não desanimamos e em pouco tempo criamos algumas músicas brutais, totalmente influenciados pelo verdadeiro Death Metal. Pra gente não ficar sem tocar ao vivo resolvemos convidar um baixista amigo nosso chamado Jared. Com essa breve formação conseguimos alguns bons shows e um deles foi em São Bernardo do Campo junto com o Torture Squad, na qual foi um evento muito bom e lotou a casa, o extinto Volkana. Para nós foi uma oportunidade legal de divulgar nosso som para mais pessoas que ainda não conheciam a banda. Logo após isso o Jared deixou a banda como combinado, então, entramos em estúdio para a gravação do “Anti Religious Victory”, que já contava com alguns recursos um pouco melhores. As músicas soavam mais brutais, gravamos na raça em uma semana. O Leandro gravou as guitarras e o baixo. O cara que era dono do estúdio já tinha mais experiência com bandas de metal. Essa demo tinha uma qualidade melhor que o material anterior o que foi melhor aceito e melhor divulgado. Então, o lance de dupla foi mesmo só na hora da gravação e ensaios.

    2007-Hatestorm “Single”

    No ano seguinte, 2007, a banda lança seu single “Hatestorm”. Este single foi lançado de forma independente ou teve o apoio de algum selo? Como foi a repercussão deste material?

    Diogo Rodrigues – Em 2007 fizemos a gravação de uma música nova para fazer alguns experimentos de gravações em um estúdio diferente que havíamos conhecido na época. Não teve apoio nenhum de gravadora, selo, distro e etc. Creio que esse material não teve tanta repercussão, passou meio despercebido “rs”. Mas foi importante pra gente ver como funcionava algumas produções mais trabalhadas.

    2010-Curses Behind the Diabolic Shadows “Demo”

    Após três anos, exatamente em 2010, o Chaoslace lança a demo “Curses Behind The Diabolic Shadows” que pra mim, mostra uma banda apesar de ainda estar em uma dupla, uma sonoridade mais brutal, mais obscuro. Até na identidade visual da banda vocês adotam um novo logo que demonstra essa transição. Para você essa demo foi o trabalho divisor de águas? O trabalho que melhor refletiu a proposta do Chaoslace até então?

    Diogo Rodrigues – Esse lance de dupla foi mesmo na gravação e nas composições, tudo feito por nós dois, mas nessa fase o baixista era o Bruno e fez alguns shows ao vivo com a gente. Nessa época optamos por mudar o logo da banda para um mais brutal, que fosse mais a cara do Death Metal e tinha mais relação com nossas músicas. Esse material teve uma ótima aceitação, as músicas tinham uma sonoridade mais brutal, e acho que realmente foi um divisor de águas, pois nele conseguimos pela primeira vez fazer uma produção mais trabalhada, com mais tempo, mais recursos e tivemos como opinar em algumas coisas pra deixar como queríamos. Conseguimos bons shows com esse material.

    Com este lançamento no mesmo ano a banda fez sua primeira apresentação internacional, vocês tocaram em terras bolivianas. Como foi a experiência de tocar fora do país pela primeira vez? Se apresentaram como uma dupla ou teve o suporte de um session member assumindo o baixo?

    Diogo Rodrigues – Pois é, recebemos o convite para tocar num fest que foi realizado em Cochabamba na Bolívia. Nosso material chegou até um produtor boliviano que estava de passagem no Brasil. Ele tomou conhecimento da banda e foi conferir nosso show no extinto M868 na cidade de São Paulo, depois de alguns dias ele voltou para a Bolívia para organizar esse evento e fez o convite na qual aceitamos. Até então só havíamos tocado em outras Cidades e outros Estados, então para nós foi uma grande conquista sair do país para tocar, ainda mais fazendo um som underground. Foi uma experiência muito louca, tivemos alguns problemas com a polícia do aeroporto na Bolívia, mas no final deu tudo certo. Fizemos um “bate e volta” monstruoso, fomos num sábado e voltamos domingo, pois na segunda feira tínhamos que trabalhar. Nesse dia tocamos com a lendária banda Chakal de Minas Gerais. Na época desse show o baixista era nosso amigo Jota, que toca na banda Mortal Hate. Foi um feito grande para nós ter tocado nesse fest.

    Giovanni Fregnani ao vivo, Foto por: Divulgação

    Em 2012, o Chaoslace apresenta em sua formação um novo integrante, alia-se a banda o baixista Giovanni Fregnani. Como foi a entrada dele na banda? Qual o ganho que ele proporcionou à banda com sua entrada no seu ponto de vista?

    Diogo Rodrigues – A demanda de show estava aumentando e o baixista Jota não tinha o tempo necessário para fazer todos os shows por conta do emprego que tinha na época, o qual tomava seu tempo aos finais de semana, e o objetivo da banda sempre foi tocar ao vivo, e foi então que entrou o Giovanni. Tínhamos colegas em comuns e o Giovanni já havia ido em alguns shows do Chaoslace, fizemos o convite e explicamos sobre os shows que estavam surgindo, então ele abraçou a idéia. Com a entrada dele conseguimos agendar muitos shows pelo interior de São Paulo, Minas Gerais e o Litoral em 2012. Quase todo final de semana estávamos viajando e ampliando nossa divulgação, conhecendo bandas novas, amigos novos, pessoas ligadas ao metal. Outro ponto foi que apesar de algumas dificuldades que se encontra por aí, o Giovanni não abandonou o barco. Já passamos uns perrengues “rs”.

    Após sua entrada a banda volta a tocar em solos internacionais e desta vez foram mais longe, passaram pela Argentina em 2012, México em 2014 e Paraguai em 2015. Dá para perceber que a banda é muito conceituada fora do país. Como foi estar nestes países levando o Death Metal brasileiro para os headbangers de lá?

    Diogo Rodrigues – Pois é, depois da entrada do Giovanni tivemos mais flexibilidade para poder agendar os shows. Esses shows foram todos por meio de convites dos produtores desses países, sem forçar nada. Fizeram as propostas e aceitamos. Estar nesses lugares tocando Death Metal foi muito foda. Em 2012 participamos de um fest em Buenos Aires na Argentina, a gig foi junto com nossos amigos da banda Pile of Corpses de São Paulo e também teve algumas bandas locais como a banda dos anos 80 chamada Devastacion. Em 2014 recebemos o convite para fazer um tour de 16 dias por várias cidades e estados do México, junto com a banda Heretic, que toca um Death Metal brutal (recomendo). Em 2015 fizemos uma gig foda no Paraguai, na qual também recebemos o convite por parte de um produtor local. Foi uma ótima gig.

    Leandro Nunes ao vivo, Foto por: Wel Penilha

    Falando especialmente do México, vocês excursionaram por 16 dias tocando quase que em todo país. Como surgiu a proposta desta turnê? Por quantas cidades mexicanas vocês passaram?

    Diogo Rodrigues – Exatamente, fizemos um pequeno tour de 16 dias pelo México junto com a banda Heretic. A tour foi feita e organizada pelo pessoal da banda Heretic, que tomou conhecimento do nosso som e fizeram o convite, dando todo suporte necessário para que a banda fosse até lá fazer essa tour de uma forma bem profissional. Passamos por 8 cidades e alguns estados, fomos até o deserto de Sonora, conhecemos muitas bandas boas. Todos os shows foram bons. Foi um tour onde tudo deu certo.

    E o sucesso de sua trajetória não se resume apenas aos shows internacionais. Aqui no Brasil a banda já tocou ao lado de grandes nomes como Krisiun, Chakal, Torture Squad, Necromancia, Rebaelliun entre outros… Nos fale à respeito…

    Diogo Rodrigues – Pois é aqui já tocamos com algumas importantes bandas do cenário metal. Para nós foi uma honra poder tocar ao lado do Krisiun e Rebaelliun algumas vezes e poder dividir o mesmo palco e que são bandas que curtimos há muitos anos e que nos influenciam até hoje.

    Em 2018 a banda finalmente nos presenteia com o tão esperado Debut álbum, “Inhumane Terror Cult”. Nos conte, como foi toda concepção deste álbum?

    Diogo Rodrigues – Esse álbum demorou um pouco pra gente fazer pois a gente não parava de tocar, teve um ano que fizemos uns 50 shows, mas finalmente conseguimos o tempo para esse lançamento. Para esse Debut pegamos todas as músicas que tínhamos das demos antigas e gravamos da forma que tocamos hoje, mais brutal, mais rápido, algumas passagens diferentes, demos uma arrumada em algumas músicas e fizemos uma produção muito melhor. Tínhamos boas músicas gravadas nas demos, então resolvemos regravar elas de uma forma mais profissional e uma forma mais brutal mesmo, soando como a banda está hoje.

    2018-Inhumane Terror Cult “Debult Álbum”

    Para o lançamento do Debult a banda conta a Obskure Chaos Distro. Como está sendo a divulgação e distribuição do material? Como surgiu essa parceria?

    Diogo Rodrigues – Sim a Oskure Chaos Distro que está lançando esse material e a divulgação está legal, sendo feita em muitas partes do Brasil, tem gente  de todo canto procurando, tanto com a banda quanto com a distro. Em algumas lojas da Galeria do Rock está sendo vendido também, nos shows sempre vende. Também foram vendidos alguns CDs para outros países como a Tailândia. O Ricardo da Obskure Chaos Distro tomou conhecimento do lançamento e se propôs a fazer esse lançamento. Entramos num acordo e rolou legal. Ele também divulga para outros países.

    Este álbum foi produzido pela própria banda e contou com a mixagem e masterização do ilustre Fabiano Penna, que infelizmente não está mais entre nós. Como foi a experiência de trabalhar ao lado dele? Na sua opinião, o que nos diz do resultado final?

    Diogo Rodrigues – Toda gravação e captação das músicas do álbum foram feitas pelo Cleber Orsioli. A Produção (MIX e MASTER) foi feita pelo grande Penna. Foi muito válido trabalhar com o Penna e foi uma experiência ótima, ele já conhecia o trabalho da banda, já sabia mais ou menos como deixar o som, é um cara que estava sempre antenado no meio Death Metal, então confiamos e deixamos tudo nas mãos dele. Nunca havíamos trabalhado com alguém produzindo assim dessa forma, e na minha opinião o resultado ficou devastador e violento. O Penna fez um grande trabalho. Quando ouvimos a primeira música ficamos empolgados. É ótimo ouvir sua própria música produzida por um cara que tem um grande conhecimento no meio Death Metal.

    Hail Penna (RIP).

    Para divulgação do ótimo “Inhumane Terror Cult” a banda está fazendo muitos shows? Haverá uma turnê internacional?

    Diogo Rodrigues – Sim, estamos com bastante shows, conseguimos participar de alguns festivais legais como o Franca Metal Fest, tocamos em Cuiabá/MT, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Litoral de São Paulo, Interior de São Paulo. Por hora não temos nada marcado fora do Brasil. Até surgiu um tour pela América do Sul, mas devido aos nossos empregos, as vezes fica ruim de marcar tour. E na Europa por hora ainda não surgiu nada. Não queremos forçar um tour. Tem que acontecer de forma natural e profissional.

    Mudando de assunto novamente. A veia lírica da banda é bem obscura, vocês abordam temas como anti-religião, guerras, catástrofes e conflitos humanos. Quem é o principal compositor da banda? Você pode nos falar a respeito da veia ideológica por trás do Chaoslace?

    Diogo Rodrigues – Realmente temos temas obscuros. No geral todos já fizeram letras ou participaram com palpites em algo, mas acho que o Leandro fez mais que todos. Resumindo sobre a ideologia, são temas que abordam a religião destruindo e corrompendo a raça humana, conflitos e atrocidades brutais em nome da religião. Basicamente isso.

    À respeito da cena atualmente, como você enxerga a atual cena no Brasil?

    Diogo Rodrigues – Pelo que eu vejo e tenho participado, creio que a cena está forte, com muitas bandas boas como o HAVOK 666, JUSTABELI, BARBATOS, KROMORTH, SPIRITUAL HATE, CRANIAL CRUSHER, FUNERATUS e muitas outras, muitos eventos rolando, uma galera dando a cara a tapa e produzindo shows, bandas com ótimas produções. Tem sempre uns que falam que a cena está fraca e tal, mas está rolando legal, dificuldade sempre tem, mas está acontecendo. O Underground nunca morre.

    Com o lançamento desde grande trabalho que tive o prazer de ouvir e fazer uma review. Realmente é uma banda muito talentosa e segura em sua proposta. Quais os planos futuros para o Chaoslace?

    Diogo Rodrigues – Aliás muito obrigado pelo review “rs”. Os planos da banda são continuar tocando, tentar fazer shows em lugares e festivais que ainda não fomos, aliás são muitos ainda. Já estamos compondo alguns sons novos para um futuro álbum novo e tentar fazer com que nosso som chegue em mais lugares.

    Grande Diogo Rodrigues, muito obrigado pela entrevista cedida e conte sempre com o apoio da Roadie Crew. Um fortíssimo abraço e fique à vontade para escrever as últimas linhas desta entrevista… o espaço é seu…

    Diogo Rodrigues – Poxa eu que agradeço pelo espaço e pela oportunidade de poder falar um pouco sobre a banda. Quem quiser conhecer mais sobre a banda, marcar shows ou adquirir nosso material (camisetas, CDs e patches) é só nos procurar pelas redes sociais ou comparecer aos shows e que apoiem as bandas verdadeiras do underground.

    Abaixo o segue o Lyric Video da poderosa música “Inhumane Terror Cult” faixa que dá nome ao álbum. Assistam:
  • ETERNAL SACRIFICE – Fará uma grande apresentação para o lançamento do novo álbum

    ETERNAL SACRIFICE – Fará uma grande apresentação para o lançamento do novo álbum

    Promovendo seu novo álbum “Ad Tertivm Librvm Nigrvm” a horda soteropolitana ETERNAL SACRIFICE fará um grande show em sua cidade natal, Salvador, com data marcada para dia 10 de novembro de 2018.

    Será um grande evento que contará com convidados ilustres:

    HECATE: Importantíssima banda que uma honrada carreira na cena Black Metal brasileira. Banda oriunda de Fortaleza desde 1995 com certeza fará um belíssima apresentação nesta celebração.

    MYSTICAL FIRE:   Oriundos de Aracaju, essa banda tem uma grande história dentro Black Metal nacional desde 1996. Banda que é muito cultuada em nosso underground e muito competente ao vivo.

    ARKHÔN TÔN DAIMONIÔN: Formada desde 1995, é uma banda também oriunda de Salvador e que é liderado pelo ex-Eternal Sacrifice Grim Melin, competentíssimo multi-instrumentista que também é produtor musical.

    A celebração nomeada como “THE BLACK METAL UNHOLY CEREMONY VI” acontecerá no Clube Bahnhof em 10/11/2018 com ingressos a R$ 40,00.

    Endereço: Rua Guedes Cabral, nº 20, Rio Vermelho – Salvador/BA

    Facebook do evento: https://www.facebook.com/events/277108216230789/
  • THE BLACK DAHLIA MURDER em São Paulo – Nightbringers South America 2018 Tour

    THE BLACK DAHLIA MURDER em São Paulo – Nightbringers South America 2018 Tour

    NOME DO EVENTO: The Black Dahlia Murder em São Paulo – Nightbringers South America 2018 Tour

    DATA DO EVENTO: 16-12-2018

    ATRAÇÕES: The Black Dahlia Murder, Desalmado, Manger Cadavre?, Inherence

    SITE/FACEBOOK DO EVENTO: https://www.facebook.com/events/1085210378307568/

    ENDEREÇO DO EVENTO: Rua Barra Funda, 1071

    CIDADE: São Paulo

    ESTADO: São Paulo

    HORÁRIO: 17:00

    LOCAL DO EVENTO: Fabrique Club

    VALOR DO INGRESSO: R$80,00 – R$110,00

    SITE DE VENDA: https://www.sympla.com.br/the-black-dahlia-murder-em-sao-paulo__348782

    OBSERVAÇÕES: Única apresentação no Brasil!

  • AMEN CORNER – Toda discografia comentada por Sucoth Benoth

    AMEN CORNER – Toda discografia comentada por Sucoth Benoth

    Esta seção foi criada para que as bandas comentem suas próprias discografias, uma seção inovadora que já existe na revista impressa por alguns anos e que estamos trazendo até você no formato digital. Agora convidamos o nosso amigo Sucoth Benoth para participar comentando toda discografia do AMEN CORNER. Com certeza você ficará surpreso com todas as curiosidades e informações aqui escritas. Boa Leitura!

    Nome: Sucoth Benoth Ano de Nascimento: 1966 Bandas que Integrou: Infernal, Camos, Amen Corner (Atualmente)

    Demo tape “Eternal Prophecies” – (1992):

    Em julho de 1992 após três meses de ensaio, nós resolvemos gravar uma demo tape para começar a fazer a divulgação do Amen Corner, então nós fomos até o Victor do estúdio Solo aqui de Curitiba e gravamos duas músicas, Amen Corner e The Sons of Cain, lançamos uma edição limitada.

     

    7”EP “Amen Corner” – Hellion Records (1992):

    Pouco tempo após lançarmos a demo tape, nosso empresário da época o Demétrio foi até São Paulo e levou a demo, assim sendo ele conseguiu fazer contato com a Hellion records para o lançamento oficial em um disquinho 7”EP. Foi um lançamento muito fudido, o Amen Corner acabou tendo uma maior visibilidade pois o lançamento foi bem extremo atingindo o Brasil e até o exterior. É um pequeno disco com uma grande e valiosa história ele é cultuado até os dias de hoje.

     

    LP “Fall, Ascension, Domination” – Cogumelo Records (1993):

    No ano de 1993 a mais de 25 anos, me lembro que nessa época, estávamos muito empolgados para gravar as músicas e também havíamos assinado contrato com a Cogumelo Records, maior orgulho para nós e uma grande honra ter assinado com a gravadora do Sarcófago, Sepultura entre outras grandes bandas daquele período. O Fall Ascension Domination é considerado o grande álbum da banda, ele soa pesado, cru e Muito Satanico. Eu o considero um excelente álbum até porque as condições em 1993 para gravar um LP eram bem mais limitadas que hoje em dia. Tivemos uma mudança na formação saiu o baixista Fabrício Domingues e entrou o Cléio ex-Hecatombe. Entravamos em estúdio de manhã e ficávamos até a noite era bem cansativo tudo analógico, errava, voltava e gravava tudo de volta. Mas conseguimos gravar tudo em muito pouco tempo, questão de um mês se não me engano. A Produção ficou a cargo de nós mesmos e do Victor do estúdio Solo aqui de Curitiba, a capa foi pintada em tela, pintura a óleo, e tivemos que fazer uma embalagem toda especial para mandar para a Cogumelo pelo correio. Curiosidade: Durante a gravação da música Deusdemoteme teve uma explosão em um poste na rua e o barulho acabou ficando na gravação, no começo da música. Ficou muito fudido!! O Fall, tem uma temática bem Satânica e Anticristo. Black Metal na sua essência. Em 2008 ele teve um relançamento muito bem-sucedido pela Cogumelo

     12”EP “The Final Celebration” – Cogumelo Records (EP 1994):

    Com o lançamento do Fall Ascension Domination, que acabou se tornando um grande álbum, e teve uma excelente aceitação no geral, a Cogumelo se interessou em lançar um EP. No ano seguinte em 1994 voltamos ao estúdio Solo e gravamos duas músicas novas Diabolic Possession e The Five Glories e colocamos no álbum as duas músicas de nosso primeiro 7″EP lançado em 1992 pela Hellion Records de S.Paulo. As músicas Amen Corner e The Sons of Cain. Novamente a banda teve um excelente respaldo e aceitação da mídia e do público em geral, nessa época o Amen Corner começava a se destacar pela originalidade das músicas. Eu tive a ideia de fazer o desenho da santa ceia, porém cheia de demônios ao redor dos apóstolos, etc…. E o Nelsão que já havia pintado em tela o Fall, novamente se encarregou de pintar a capa do EP em tela e tinta a óleo. A capa ficou muito fudida e cheia de blasfêmias.

    CD“Iachol ve Tehilá” – Cogumelo Records (1995):

    Esse foi o último trabalho realizado pela mesma formação desde o Fall Ascension Domination, após esse lançamento a maioria dos integrantes se debandaram, ficando apenas eu e o guitarrista Tito (MURMÚRIO). Mas vamos lá, o Iachol mostra um Amen Corner mais maduro, mais evoluído musicalmente e mais entrosado. Com solos bem mais elaborados e cheio de sentimentos e peso. No Iachol Ve Tehilá (Poder e Glória) em hebraico, eu explorei mais o lado do Paganismo do politeísmo, a adoração aos deuses Sumérios, Babilônicos, Assírios entre outros, Deus da guerra, da fartura, deuses e deusas presentes nos corações e nas almas das pessoas antes da proliferação cristã no mundo. Ele foi gravado no estúdio solo novamente e dessa vez a pintura ficou a cargo do Paulo Tatoo, que fez o desenho. Foi uma época mais conturbada para mim pois em 1994 eu havia batido a moto e quebrado a perna, estava meio debilitado ainda e foi bem trabalhoso gravar o álbum, lembro que quando fui gravar os vocais, eu levei um litro de cachaça curtida com Guaco e tomei ela inteira. O Iachol Ve Tehilá teve uma grande repercussão e entrevistas nas revistas, etc….. Foi uma pena o pessoal ter saído da banda logo em seguida, pois isso atrasou a banda em alguns anos…  O Iachol foi recentemente relançado pela Cogumelo em digipack, um relançamento poderoso.

     MCD “Darken in Quir Haresete” – Demise Records (1999):

    Após o lançamento do Iachol ve Tehilá “muitos falam Jachol mas está errado o correto é Iachol”  como eu disse anteriormente o baterista, guitarrista e baixista foram saindo da banda um a um, e ficando eu e o Tito, começamos o árduo trabalho de remontar a banda e achar lugar para ensaiar, pois naquela época não existiam estúdios para ensaiar, foi um período bem difícil para nós, mas conseguimos construir um estúdio no quintal de onde eu morava e trabalhava na época e devagar fomos achando as pessoas para remontar o Amen Corner. Aí veio o baixista Rafahell da banda Imperious Malevolence, que participou na gravação do Darken in Quir Haresete, na outra guitarra veio o Israel Erthal (Naberus), no baixo (oficialmente) conseguimos de Blumenau-SC o Célio (que entrou na banda no lugar do Rafahell que havia deixado claro que apenas participaria das gravações). E na bateria também de Blumenau entrou Gerson (Osculum Infame). Então após compor 5 músicas, entramos em estúdio e lançamos o MCD Darken in Quir Haresete ele foi gravado no estúdio clínica aqui de Curitiba e lançado não pela Cogumelo records, mas sim pela Demise Records de MG, a banda voltou ao cenário com entrevistas nas revistas, zines e muitos shows pelo Brasil. Em 2000 eu resolvi deixar a banda e montar um projeto pessoal. O Darken, tem como temática o povo pagão do deserto de Moabe adoradores do Deus da guerra Camos e Quir Haresete seria a maior cidade deles uma espécie de Capital. A capa mostra duas mulheres invocando o Deus Camos para que ele proteja o povo de Moabe em uma batalha contra os hebreus.

    CD “LUCIFICATION” Independente (2007)

    De todos os trabalhos da banda esse é o único cd independente, gravado no áudio stamp estúdio em Curitiba com o produtor virgilio milléo. Trata se de um registro de uma formação que tocou durante 5 anos onde resultou em músicas com pegadas mais rápidas devido as influências e estilo dos demais músicos, (lembrando que somente o guitarrista murmúrio é o membro original que participou dessa formação) porém esse cd mantem o padrão tanto nas harmonias como também na temática que acompanha a horda desde seu início em 1992. A parte lirica quase que na totalidade do cd abrange a guerra e blasfêmia contra as amaldiçoadas ovelhas de deus, aniquilação dos fracos, o domínio total do senhor das trevas “Lucification.” Foi um período de vários shows, principalmente na região sul, estado de sp e 1 em bh que fez parte do lançamento do albúm. Em 2017 a banda fechou uma parceria com o selo mindscrap music de curitiba e relançou o albúm lucification, edição comemorativa de 10 anos de lançamento.

    01        intro:The Call 02        In Nomine Satanas 03        The Battlefield 04        Intro: The Conquerors 05        The Lord Of The Inner Circle 06        Ancient Wisdom 07        Kill For Satan (The Jesus Inside You) 08        Lucification 09        The Final March

     CD “Leviathan Destroyer” – Cogumelo Records (2010):

    Em 2008 após conversas com meu amigo Tito (Murmúrio) resolvi retornar ao Amen Corner. Em 2010 lançamos o álbum Leviathan Destroyer via Cogumelo records, |(nesse período nós havíamos retomado as conversas com a Cogumelo e inclusive em 2008 a gravadora havia relançado e Fall Ascension Domination” Os integrantes nesse álbum  são: Sucoth Benoth vocais, Murmúrio Guitarras, com as participações de War Master bateria e Nocturnal Alastor Demon no Contra baixo, gravamos no estúdio Avant Garde e a capa foi feita por Anderson da Natureza Morta, o CD é temático e fala sobre o Deus dos mares, dos eceânos “Leviathan” aquele que destrói e afunda as embarcações levando seus tripulantes a morte. Esse CD teve uma grande repercussão, entrevistas, shows. Após 8 anos afastado do Amen Corner conseguimos gravar um grande álbum.

     CD “The Return of the Sons of Cain” –  Belial Songs Records e Impaled Records (2010):

    E com grande orgulho que a Belial Songs anunciou o lançamento de The Return of the sons of Cain um tributo oficial a clássica banda de Black nacional Amen Corner, o selo afirmou que esse grandioso trabalho só foi possível devido à grande dedicação das treze bandas emergentes do cenário nacional e a parceria com o selo Paulista Impaled Records. O cd conta com uma grande produção gráfica e com excelente design gráfico feito meticulosamente pelo designer Rafael Tavares que já produziu capas para bandas como Ocultan, Nervochaos, The Ordher, entre outras. Em um encarte de dezoito páginas envernizadas e de qualidade sonora que exalta a qualidade do CD contando com treze faixas cada uma interpretada por uma banda que mostrou sua versão e visão das clássicas músicas do Amen Corner em excelente qualidade sonora fator fundamental para mostrar o nível do metal extremo nacional. O trabalho mostra a valorização da cena nacional com a intenção de incentivar o cenário nacional do qual possui clássicas bandas de qualidade muito superiores a algumas bandas de fora e a valorização da música extrema criada em nosso país.

    Set list do cd 1-Cryptic Lorn – Black Empire 2-Sades-Babylon Might and Glory 3-Thorny Woods – Lamentation and Prise 4-Impacto Profano – Zigurates Baal 5-Celebration of Evil- Camos god of the gods 6-Amaducias- Black thorn 7-Heia- On the Throne With Lucifer 8-Brutal Morticinio – My Soul Burns in Hell 9-Ars Tenebrae- Endless Solitude 10-Warriors of Metal- The Sons of Cain 11-Misdeed -Seventy Seven Guardians 12-Doomsday Ceremony- Diabolic Possession 13- Supremacy of Evil – the Creators Pride The Anguish Of The Accused

    CD / DVD “Christ Worldwide Corporation” – Cogumelo Records (2014):

    Comemorando mais de 20 anos de estrada, resolvemos lançar um álbum duplo CD e DVD assim, nasceu o Christ Worldwide Corporation via Cogumelo Records e lançado nos Estados Unidos e exterior pela Greyhaze records, esse lançamento vem acompanhado de um poster e traz uma regravação da Música Black Thorn do álbum Iachol Ve Tehilá de 1995 e mais 8 músicas. O DVD conta toda a história da banda ao longo dos anos com entrevistas, shows, clipe, fotos, etc. Ficou muito foda!! Toda a arte e designer gráfico foi desenvolvido pelo Anderson Natureza Morta e mostra cristo envolto em dinheiro do mundo todo mostrando o grandioso e lucrativo comércio que envolve deus, cristo, as igrejas e por fim as pessoas cegas que enchem os cofres das quadrilhas religiosas. É um Álbum temático onde mostramos de forma simples e clara a lavagem cerebral que os pastores incutem nas cabeças das pessoas. Foi gravado em 2012 no estúdio Avant Garde e lançado em 2014. Integrantes da banda: Sucoth Benoth Vocal, Murmúrio Guitarra, Mortum Guitarra, Shaitan Baixo e na bateria (partcipação) Ashimedai. Teve ainda participações de Angel (ex-Vulcano-B.Vocais), Moloch (Doomsday Ceremony- B.Vocais), Baal Anamelech (ex-camos e Dark Songs of Megiddo) teclados e Chaos (Guitarra ex-Camos).

    Split Tape com Black Angel “South American Tribute” – Viceral Vomit Records Equador. (2014):

    Em 2014 o Hector Corpus da banda Peruana Black Angel nos convidou para participar de um split em K7 com eles e nós achamos legal a ideia e participamos desse lançamento que saiu pelo selo equatoriano Visceral Records com distribuição na Europa pelo selo holandês Hellprod. Então nós enviamos algumas antigas e clássicas músicas e que saiu na fita e ficou bem fudido.

     

    Split CD com Black Angel “South American Tribute” – Bestial Invasion Records UK (2016):

    Não que seja um lançamento oficial mas vale a pena citar pois eu considero como um importante registro. Continuando com essa bem-sucedida parceria com o Black Angel, em 2016 o selo Bestial Invasion da Escócia resolveu lançar fita K7 Split com o Black Angel em versão CD, 500 cópias numeradas. Ficou muito legal e muito fudido mesmo, motivo de orgulho pois a banda consegue dessa forma atingir outros continentes.

  • INNER CALL – Elementals [9,0/10]

    INNER CALL – Elementals [9,0/10]

    Heavy Metal de altíssima qualidade, músicas muito bem construídas e um peso absurdo. Os seus instrumentistas são virtuosos e com o verdadeiro espirito do metal em suas veias. Esses baianos dão um show neste trabalho, a qualidade de suas composições atrelado a alta qualidade da gravação nos traz um álbum muito bom. A concepção gráfica deste CD é outro show, uma capa que chama a atenção logo no primeiro olhar, a capa ficou a cargo do artista Luiz Omar que também é o baterista da banda. E toda produção gráfica foi feito pelo renomado João Duarte da J. Duarte Design, posso dizer com veemência, ficou um trabalho maravilhoso.

    Ao executar o CD ouvimos com certeza uma das melhores bandas do Brasil, a essência deste trabalho nos remete as melhores bandas do estilo e consagradas da década de 80, mas com uma roupagem moderna, pois apesar de notarmos claras influências oitentistas a banda se preocupou em não ter uma gravação nos mesmos moldes, o que acho formidável, afinal a tecnologia está aí e deve ser explorada sim.

    O CD inicia com uma Intro caótica, sim, com sirenes e muitas explosões. Assim sem um preludio para o massacre sonoro que está por vir, o seu Heavy Metal não foi feita para fracos e amantes de melodias massantes e chatas como muitas bandas tem feito aqui no Brasil e no mundo. É um Heavy Metal feito por headbangers para headbangers de verdade. A segunda faixa “Elementals” faixa que dá nome este ótimo material começa demostrando virtuosismo de uma maneira visceral e que logo é tomado por uma pegada maravilhosamente forte, os vocais do Roberto Índio se encaixa perfeitamente à música do Inner Call, numa junção perfeita, pois também percebemos que este vocalista canta com paixão e amor ao que se propõe a fazer. E que faz com extrema competência.

    A riferama neste CD é intensa que chega a ser frenética, algumas com a absurda rapidez em sua execução que nos chama muito a atenção, pois são muito bem tocados de forma tão clara que entendemos cada palhetada.

    Já a música “The Night Queen” mostra uma música diferenciada em sua bateria, e alguns falsetes que lembram muito o grande King Diamond em algumas passagens. E também falando dessa faixa, existem certas pontes, as passagens entre um riff e outro, que também notamos demais o Iron Maiden em seu hall de influências.

    Bom… não vou ficar aqui fazendo comparações e nem ficar falando que as faixas parecem com essa ou aquela banda, eles tem identidade própria e com certeza conseguiram trazer para o seu som o melhor do Heavy Metal feito no passado e no presente. Um belíssimo material que tive a felicidade de ouvir com muita atenção e satisfação.

    Todas as 6 faixas são uma viagem no que há de melhor no estilo, e também destaco aqui “There’ll be Hell” e “Hades” que fecha com louvor o CD.

    Se você é amante de Heavy Metal de verdade sem frescuras, o INNER CALL é pra você. Eles de fato resgatam a verdadeira identidade do estilo e o executam com primor.

    Uma grata revelação brasileira com o poder e garra do nordeste. Para vocês o meu “Hail” e continuem trilhando esse caminho, vocês estão na direção certa.

  • BRITISH LION – No Brasil

    O músico e compositor inglês Steve Harris, lendário idealizador, fundador, baixista, principal compositor, tecladista e co-produtor de uma das maiores banda de heavy metal da história, o Iron Maiden, estará de volta ao Brasil em novembro – dessa vez para a estréia nos palcos nacionais de sua nova empreitada, o British Lion.

    Lançada em 2012 com um álbum que esteve nos charts de rock de vários países, o grupo está realizando este ano sua primeira turnê mundial fora do continente europeu e será visto em três apresentações no país – eles estarão no Rio de Janeiro, em 9 de novembro, no Circo Voador, dia 11 de novembro em São Paulo, no Cine Jóia, e dia 13 de novembro em Porto Alegre, no Bar Opinião.

    Enquanto se apresenta nesta turnê internacional, o British Lion prepara o seu segundo álbum de estúdio, previsto para ser lançado mundialmente ainda este ano. A banda é formada por Steve Harris no baixo, Richard Taylor nos vocais, David Hawkins na guitarra e no teclado, Grahame Leslie na guitarra e Simon Dawson na bateria.

    “Uma banda confiante e incendiária, que traz à mente o hard rock clássico do UFO a Thin Lizzy e Uriah Heep, mas que têm um frescor que pertence à era moderna” declarou a revista inglesa Metal Hammer sobre as primeiras apresentações do grupo na Inglaterra.

    Os ingressos para as apresentações brasileiras do British Lion já estão disponíveis. Mais informações em SERVIÇO.

    Sobre o projeto BRITISH LION

    Fundador do Iron Maiden, um dos maiores ícones do metal em todo o mundo, parecia que Steve Harris já havia conseguido tudo que poderia sonhar com a super banda que gravou 16 álbuns de estúdio e vendeu mais de 90 milhões de cópias em todo o mundo. Mas eis que surge o primeiro projeto solo / paralelo de Harris. Desenvolvido sob circunstâncias super secretas entre turnês, ele foi motivado, segundo o próprio artista, pelo talento bruto dos músicos envolvidos.

    “Levou anos para que isso acontecesse”, diz ele. “Originalmente o vocalista Richard Taylor e o guitarrista Grahame Leslie me enviaram uma fita – isso deve mostrar a você há quanto tempo aconteceu. Fiquei impressionado e decidi ajudá-los um pouco e foi a partir daí que a coisa foi tomando forma. Eu achei que as músicas eram tão impactantes que seria um crime se elas não vissem a luz do dia.”

    Então, depois de alguns anos trabalhando em mais faixas com Richard Taylor e também com o guitarrista David Hawkins, Steve passou para a próxima fase, a mixagem do álbum. “É muito diferente, mas existem alguns elementos do Maiden lá. Mas não que eu tenha me preocupado muito com o que as pessoas pensam”, afirma ele.

    Com uma vibe de rock decididamente pesada, o British Lion apresenta uma paleta completa de sons: meditativo, melancólico, justamente indignado e exuberantemente pesado. Suas canções são song hits sobrecarregados pelo estilo inimitável de Harris, mas infundidas com uma química totalmente diferente, um mundo à parte do Maiden. Um novo projeto, mas com uma alma concebida anos atrás, com a atitude dos anos 70, recriada com uma borda moderna.

    Quanto ao nome do álbum “British Lion”, Steve explica; “Isso representou muitas coisas para mim. Eu sempre fui patriota. Eu sempre tive orgulho de ser britânico – não vejo nenhum motivo para não ser. É uma parte enorme do meu ser. Não é como se eu estivesse agitando a bandeira ou tentando pregar, isso não é uma declaração política. É como apoiar seu time de futebol, de onde você é. Eu acho que se presta a algumas imagens muito fortes também, e para mim isso se encaixa com o som ”.

    E que som! Inesperado, empolgante e diferente de tudo o que o Iron Maiden fez, “British Lion” é uma jogada ousada de um dos músicos mais bem sucedidos, influentes e talentosos do Reino Unido. “Com o Maiden, sempre fizemos o que parece certo e isso não é exceção. Mas quanto ao som de “British Lion”, é natural que pareça diferente de tudo o que fiz antes, já que trabalhei com músicos diferentes. Eu acho que vai surpreender muita gente e estou muito animado. ”

    Depois de uma série de shows ao vivo em clubes e festivais por todo o Reino Unido e em alguns países da Europa desde o lançamento do álbum de estréia, a banda está atualmente trabalhando no segundo álbum de estúdio, que ainda não tem nome, mas será lançado ainda este ano, enquanto a banda embarca pela primeira vez numa turnê fora do continente.

  • MIGHT EXECUTION – Sceptic & Controversial [8,0/10]

    MIGHT EXECUTION – Sceptic & Controversial [8,0/10]

    Este é o primeiro álbum desta banda paulistana que faz um soberbo Heavy/Death Metal com muita influência Thrash Metal Oitentista.

    Liderado pelo Glauber Marques (Ex-Evil Sense), o mesmo mostrou muita competência neste álbum, pois suas composições são muito coesas e um tanto complexas, tem momentos que chega a lembrar a complexibilidade das músicas do grande Death.

    A apresentação gráfica desde CD é muito interessante e sua concepção foi muito bem feita, a capa do CD ao abrirmos se torna um mini pôster muito bonito, além de trazer todas as informações e as letras. O artista escolhido para criação da capa e todo layout gráfico ficou a cargo do conhecido artista Raphael Bueno, que diga-se de passagem, ficou de muito bom gosto e que traduz toda temática lírica da banda.

    A produção deste material foi feita pela própria banda e No Limits Studio que executou um trabalho fantástico.

    Ao ouvirmos este CD nos deparamos com uma banda que acertou em sua proposta, as musicas são pesadas, muito trabalhadas e com uma essência verdadeiramente headbanger. O Glauber Marques além de ter um vocal pra lá de mórbido e muito peculiar, mostrou todo seu conhecimento e virtuosismo na guitarra, e junto ao não menos virtuoso Michael Pedroso que também é um instrumentista ímpar, fizeram uma dupla imbatível e que conseguiram nos proporcionar composições de tirar o folego.

    A Bateria é um outro show, a banda contou com toda experiencia e o conhecimento aprofundado desse baterista que dispensa apresentações. O Robson Rodrigues (também integrante do renomado e subterrâneo Endless Carnage) dá uma aula em seu instrumento. Com seus bumbos impecáveis e toda sua destreza fez que a união destes três membros se tornasse uma banda que vai sim, ecoar sua música por todo planeta com muita grandeza.

    Entre as 9 ótimas faixas destacamos aqui as músicas que nos tomou de assalto e que com certeza vai te fazer gostar dessa banda logo na primeira audição.

    “Simple Mortal Man” é a faixa que abre toda epopeia sonora deste álbum, uma música violenta que nos remete as bandas clássicas do Thrash/Death Metal mundiais. Além de riffs que nos remete demais ao Destruction  e sentimos fortes influencias de Heavy Metal Tradicional.

    A segunda faixa “Obsession” começa com riffs impressionantes que logo a música tomada por uma fúria indescritível. O Robson e suas viradas nos moldes de Dave Lombardo deu um toque ainda mais visceral a esta música. Uma porrada sonora.

    E cito aqui a faixa “Catch The Liar” que começa com muita serenidade e um clima transcendental que nos faz viajar e claro, que logo se funde a riffs pesadíssimos numa música cadenciada e que faz qualquer headbanger balançar suas cabeças. Essa música de fato se destaca neste ótimo material.

    E as não menos importantes “When The Spirits Returns”, “Eyes Of Dawn”, “You Are Coward”, “What Is Destiny”, “At Edge Of Cosmos” e “Simple Mortal Man – Revelations”, são músicas de um poderio sonoro que fazem deste um grande álbum e um debut notável, uma grande estreia.

    Might Execution, o nome da banda já traduz bem, é uma grande execução e uma viajem arrebatadora entre o Heavy, Thrash, Speed e o Death Metal. Ouçam e confiram!

  • QUEIRON – Anunciado o título do novo álbum

    QUEIRON – Anunciado o título do novo álbum

    É com enorme satisfação que a banda QUEIRON vem por meio desta anunciar o título de seu próximo álbum de estúdio. O quinto full – lenght foi batizado de ” Endless Potential Of A Renegade Vanguard ” , o mesmo foi produzido no Estúdio RG Produções em Americana – SP por Guilherme Malosso e Ricardo Biancarelli . O próximo passo é a masterização que será realizada por Neto G. Masterização no estúdio Absolute Master em Capivari – SP . ” Endless Potential Of A Renegade Vanguard ” terá o lançamento através do renomado selo do interior paulista Heavy Metal Rock , selo este do incansável batalhador Wilton Christiano . Em breve mais novidades referente à este novo lançamento . Death Metal Legions !!!

  • ETERNAL SACRIFICE – Acaba de lançar o lyric video de “The Three Mashu’s seals- The Conquest of the Ganzir and Arzir Gates (Hazred Area)”

    Prestes a estrear o seu novo álbum nos próximos dias a banda presenteia os fãs com um lyric video muito bem produzido lançado hoje, dia 05/09/2018 e que já está sendo muito bem visualizado e comentado.

    Este CD já está na pré-venda e com certeza será um marco na história do Black Metal brasileiro, pois como podemos ver através deste lyric video que banda além de ter um som muito bem executado, o seu conteúdo lírico é riquíssimo, feito por quem realmente conhece o assunto.

    A Hammer Of Damnation orgulhosamente apresenta à todos o Lyric Video de um dos seus mais importantes lançamentos:

    https://youtu.be/LefK7IY2LGc Hammer Of Damnationwww.hodrecs.com Eternal Sacrifice https://www.facebook.com/eternalsacrifice666/