PAIN OF SALVATION

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A banda sueca Pain Of Salvation retornou ao Brasil após um ano desde a última passagem no país, porém dessa vez com um line-up reformulado com a saída de dois membros fundadores, Johan Hallgren (guitarras e vocal) e Fredrik Hermansson (teclados). Atualmente formado por Daniel Gildenlöw (guitarras e vocal), Léo Margarit (bateria), Daniel “D2” Karlsson, Ragnar Zolberg (guitarra e vocal) e Gustaf Hielm (baixo), a formação mostrou entrosamento mesmo com pouco tempo de estrada.

O líder da banda, Daniel Gildenlöw, postou uma mensagem antes das apresentações no Brasil falando de sua alegria de retornar ao nosso país: “Depois de muitas horas no ar, estamos novamente no Brasil e felizes por estarmos de volta! Temos um line-up forte e estamos ansiosos para ver os novos músicos serem saudados pelos fãs quentes e amorosos aqui na América do Sul. Também estamos muito felizes por visitarmos Chile e Argentina – todos os fãs sempre foram tão ativos ao longo dos anos… Para celebrar a ocasião, decidimos tirar o pó de um favorito dos fãs mais antigos, “Beyond The Pale”. Temos também alguns outros curingas na manga, que temos certeza que vocês vão gostar. Então, espero ver todos nas próximas semanas a partir de agora, pois faremos o melhor por vocês. A magia é inevitável!”, afirmou o vocalista.

Pontualmente às 20h, uma pequena introdução já indicava que o show do Pain Of Salvation estava para começar até que Daniel subiu no palco sozinho e apenas com seu microfone cantou a música “Road Salt”. Um início de apresentação surpreendente e inusitada, diga-se de passagem. Na sequência, Daniel apresentou a banda que tocava em São Paulo pela primeira vez e emendou com “Softly She Cries” e “Linoleum”. Ambas as músicas são das duas partes de “Road Salt” e, por seguirem uma temática mais direta e focada nos anos 70, ao vivo elas se saíram muito bem e até mais pesadas do que em estúdio. “Diffidentia”, do clássico álbum “Be”, trouxe de volta o Prog Metal apresentado pela banda no começo de carreira.

O interessante do show do Pain Of Salvation é que de uma hora para outra a sonoridade muda, ora calcada nos anos 70 e suja, ora limpa e com melodias marcantes. Para exemplificar isso, basta ouvir as duas faixas que vieram na sequência, “1979” e “To The Shoreline”, e comparar com “Used”, “In The Flesh” e “Ashes”.

Daniel Gildenlöw, sempre bem-humorado, brincava com o público o tempo todo, chegando a subir até o mesanino do Carioca Club para cantar colado com os fãs, em um momento bastante emocionante. A apresentação seguiu seu curso natural com “Morning On Earth”, “Reconciliation”, “Iter Impius”, “Stress”, “Undertow” (com Ragnar Zolberg nos vocais) e mais a pedida pelos fãs, “Beyond The Pale”.

Na volta para o bis, Daniel e o baterista trocaram seus instrumentos e fizeram uma excelente versão para “Black Diamond” (Kiss), com todos se mostraram exímios músicos mesmo fora de suas instrumentos naturais. Depois ainda tocaram “No Way”, que não estava no repertório da turnê, e a bela “Sisters”, com direito a coro do público. Em duas horas de apresentação, o Pain Of Salvation mostrou energia, musicalidade e uma presença de palco fora do comum. Mesmo com as mudanças de formação, Daniel e sua trupe seguem intactos como um dos maiores nomes do Prog Metal mundial.

Set list: 01. Road Salt (apenas Daniel Gildenlöw) 02. Softly She Cries 03. Linoleum 04. Diffidentia 05. 1979 06. To The Shoreline 07. Used 08. In The Flesh 09. Ashes 10. Morning On Earth 11. Reconciliation 11. Iter Impius 12. Stress 13. Undertow 14. Beyond The Pale 15. Black Diamond (Kiss) 16. No Way (versão estendida) 17. Sisters