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  • HOLOCAUSTO: O fim da banda, segundo o guitarrista Valério Exterminator

    HOLOCAUSTO: O fim da banda, segundo o guitarrista Valério Exterminator

    O guitarrista Valério Exterminator, membro fundador de uma das principais bandas de Metal Extremo de Belo Horizonte e reconhecida internacionalmente, o HOLOCAUSTO, e agora ativo com novos projetos, fez uma declaração sobre o fim da banda. De acordo com o guitarrista, “todos os fatos têm três versões: a sua, a minha e a verdadeira (provérbio chinês)”. Surgido no boom do Metal extremo mineiro da década de 1980, “o Holocausto sempre recebeu olhares desconfiados, e isso vem desde os anos 80. Primeiro era o questionamento, e acusação de ser uma banda nazista, e é preciso lembrar que nunca fomos, não somos, e jamais seremos.”. Já nos anos 90, Valério estava fora do HOLOCAUSTO, e a banda mais uma vez foi duramente criticada, por transformar o War Metal, em Techno Metal Industrial. Quando a banda retornou em 2004, a crítica passou a ser: voltaram por causa de dinheiro, é uma banda oportunista, onde estavam e o que fizeram pelo Metal nos 10 anos de inatividade? Os questionamentos, segundo Valério, sempre existiram, e voltaram à tona com o lançamento de “De Volta ao Front”, em 2005: “então após o lançamento do De Volta ao Front o questionamento passou a ser se o Holocausto era banda de cristão, isso porque no encarte eu agradeci a Deus e aos Mestres ascensionados. Eu entendo a ignorância alheia, tenho ojeriza à religião, eu citava a Fraternidade Branca, que tem uma definição bem diferente da palavra Deus, no cristianismo não existem Mestres ascensionados, mas foi uma excelente deixa para mais uma vez as críticas surgirem.“.

    Então após o lançamento do álbum “War Metal Massacre” (2016), a força da banda voltou a ser reconhecida e os críticos se calaram. O HOLOCAUSTO foi headliner do Nuclear War Now Fest V, em Berlim. Nesse festival tocaram bandas do calibre de Incantation, Antichrist, Demonacracy, Metalucifer, Sabbath, etc. Nesse festival foi lançado o álbum “War Metal Massacre”, que após a virada do ano, entraria em todas as listas internacionais de melhores do ano. “Então o olhar desconfiado de alguns, aos poucos foi se enfraquecendo, mas claro, existe a resistência de alguns, que ainda continuavam a atacar a banda. Então nossa banda sempre passou por ataques direcionados não somente ao gênero adotado em alguns trabalhos, mas também ataques pessoais. Mas o HOLOCAUSTO sempre seguiu em frente, e por quê? Porque havia união entre os integrantes. Sempre soubemos do nosso potencial. Sempre comentávamos que havia uma energia muito grande quando nos uníamos em prol da banda.”.

    Entretanto, como contou Valério, as coisas começaram a fluir: “de nada adiantaram os ataques pessoais, nosso War Metal triunfou mais uma vez, e dessa vez a nível internacional e culminou no contrato com a gravadora  Nuclear War Now Prod. (USA). Convites para tocar nos USA e novamente na Europa foram chegando. A banda só não fechou com nenhum produtor, porque infelizmente alguns integrantes devido a outras prioridades, não tinham como se ausentar do país.”.

    Confira a versão de Valério sobre o fim da banda: “Minha versão chega a seguinte conclusão do por que do fim da banda: Ao longo dessas décadas de relacionamento, é muito normal que em algum momento, alguém se desentenda com outro. É normal que alguém cometa erros. É normal que algo dito seja interpretado de formas diferentes por cada cabeça. É normal querer dar um tempo da banda, é normal, etc… Porém uma coisa é você se unir entre os integrantes de sua banda, e seguir em frente, enfrentando aqueles que se posicionam contrário à banda, e muitas vezes contrário sem sequer saber o motivo. Outra coisa é você enfraquecer a banda de dentro para fora. É muito complicado quando algum integrante passa a monitorar o que todos os outros escrevem nas redes sociais, e então faz print da postagem, e manda para cada integrante, e ainda tece comentários depreciativos sobre a pessoa… Foram várias situações desse tipo, os integrantes da banda em horário de trabalho, e ao mesmo tempo debatendo assuntos criados pelo monitoramento desse integrante. Deixarei mais uma vez bem claro que essa é minha versão: eu não consigo conviver com pessoas que têm esse comportamento de potencializar o lado negativo.”.

    Lado a lado com música, Valério atua como Personal Trainer, graduado em Educação Física e agrega seu atendimento com uma abordagem holística; se formou em ioga, é iniciado em técnicas de meditação, e tornou-se mestre em reiki. “Eu não mudei apenas minha visão do meu cliente, eu transformei também minha vida. Sei que se você potencializa os aspectos negativos, através das palavras, dos sentimentos, das atitudes, e dos sentimentos, você cria ao seu redor um mundo negativo. De acordo com o pensador Jim Rohn: você é a média das cinco pessoas com quem mais convive.”

    Finalizando, há muita música nova por vir, mas de outros projetos e bandas: “Definitivamente não quero, não posso, e não conviverei com esse tipo de pessoa. Portanto com essa formação em hipótese alguma retornarei. Depois de tomar essa decisão, o próximo passo era dar continuidade ao excelente momento que estou vivendo enquanto compositor de Metal Extremo. Transformar o projeto BHell em banda foi o primeiro. O próximo passo será uma coletânea trazendo as bandas dos anos 80. Na sequência virá um álbum Tributo ao Metal de Belo Horizonte dos anos 80, com vários vocalistas daquela época. Em andamento tem o projeto RAWWAR com integrantes do Holocausto e Goatpenis. Então analisando meu histórico como guitarrista, compositor, vocalista (“De Volta ao Front”), letrista e cofundador do HOLOCAUSTO, cheguei a conclusão que em respeito a minha trajetória na banda, eu não deveria parar com o War Metal.”.

    Nas palavras de Valério, quando ele esteve fora da banda, o HOLOCAUSTO tocou quase de tudo: Crossover, Industrial Techno… Mas nunca tocou War Metal. “Então assim que a banda acabou eu iniciei as estratégias corretas para ter o HOLOCAUSTO INC. Quando você está numa família, você não é obrigado a gostar de seus irmãos, irmãs, etc. Mas a convivência torna-se quase que obrigatória, porém numa banda eu não sou obrigado a conviver com quem tem postura que não me agrada. Então fiz o convite para as pessoas certas. O HOLOCAUSTO INC. trás a mesma formação que permaneceu de 2008 a 2010: um war trio. Com essa formação demos alguns shows e fizemos uma pré-produção do “Diário de Guerra”, sendo que algumas músicas que sairão nesse álbum foram compostas por esse “war trio”. A música “Holocausto” é uma dessas. Então o HOLOCAUSTO INC. está ensaiando e temos quatro músicas já bem encaminhadas para entrar na coletânea, além dessas temos mais seis composições prontas aguardando apenas os arranjos de bateria e vocal. O War Metal do qual sou o principal compositor não termina com o fim do HOLOCAUSTO, ele prossegue marchando impiedoso e agressivo, meu personagem Valério Exterminator está 100% comprometido com o Metal Extremo e não haverá tempo perdido com pessoas negativas.”.

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  • VALÉRIO EXTERMINATOR: Um olhar atual sobre o Metal em Belo Horizonte

    VALÉRIO EXTERMINATOR: Um olhar atual sobre o Metal em Belo Horizonte

    O guitarrista Valério Exterminator, membro fundador de uma das principais bandas de Metal Extremo de Belo Horizonte e reconhecida internacionalmente, o HOLOCAUSTO, aguarda não apenas o novo lançamento da banda, “Diário de Guerra”, mas também o debut do BHELL, inicialmente um projeto que virou banda e conta ainda com Pepê Salomão (baixo) e Cristian Antonine (bateria). Embora o HOLOCAUSTO tenha encerrado suas atividades, o lançamento deste novo registro mantém o nome do grupo em evidência, principalmente por contar com a mesma formação que gravou o seminal “Campo de Extermínio”, em 1987.

    Aproveitando este momento de intenso trabalho, Exterminator nos dá sua visão sobre a atual cena de Belo Horizonte, com o retorno de bandas clássicas e sobre alguns de seus personagens. O guitarrista declara que 2019 definitivamente não será 1985, 86, 87… mas com certeza não será apenas mais um ano qualquer no calendário nacional do Metal. Não se trata apenas do retorno de bandas ícones do Metal nacional e mundial, mas também do retorno de alguns integrantes que foram de extrema importância para a cena de BH nos anos 80. Alguns desses estiveram por décadas afastados dos palcos, mas não deixaram de ser referência às novas bandas. Eles são protagonistas da força de uma geração, que vivendo numa cidade conservadora e religiosa, se rebelaram contra os paradigmas existentes naqueles anos, e deram vida a uma das mais importantes cenas do underground nacional e mundial. Sejam bem vindos meus velhos amigos do passado sempre presente: Vladimir Korg, Luiz (Loucyfer), Ricardo e Rodrigo Neves (Mutilator), Jairo Guedz, Vladimir Pinguim (Bucther), Cristiano Salles (The Mist, Megathrash).”

    Valério também relembra alguns locais e músicos/amigos que deixaram um legado para Belo Horizonte: “É verdade que não teremos mais o Mettalic Space, o Pop Pastel, o Soft Cidade Nova, o Pizza Light, e os encontros na Cogumelo na Augusto de Lima, e infelizmente não teremos nossos amigos Cavalão (Megathrash), Marco Antônio (Holocausto), Nado (Ataque Epilético), Silvinho (Sagrado Inferno e Freax), Oswaldo (Insulter e Sextrash), Angelique (Placenta), Mago (Mutilator), e muitos outros. Mas o legado deixado por todos nós, esse não terá fim. Daqui a três décadas, ainda seremos lembrados, e “enquanto aquela estrela brilhar no azul do céu” o Metal de BH dos anos 80, nunca vai parar de rolar.”

     Ouça a playlist METAL BH no Spotify:

    https://spoti.fi/2UTCI0d

    Nos últimos anos uma série de bandas tem retornado aos palcos, mantendo acesa uma chama que arde há mais de três décadas: “Qual outra cidade do planeta, passou por esse revival tão intenso, depois de três décadas, como BH está passando? Esse ano teremos The Mist, Loucyfer, Mutilator, Chakal, Overdose, Kamikaze, Witchhammer, Butcher, Sagrado Inferno, R.I.V. Sextrash, Insulter, Sepulchral Voice, Anarchus e quem mais vier dos anos 80, será muito bem-vindo. Se por um lado “ainda” não teremos o retorno do Sarcófago, teremos a presença dessa figura emblemática e reverenciada mundialmente que está à frente do The Evil. Não teremos nos palcos o Holocausto, do qual sou cofundador, mas teremos o lançamento do “Diário de Guerra”, com a mesma formação de 1987.”

    O guitarrista ainda declara: “O fato de estarmos cercados por montanhas não quer dizer que estejamos aprisionados dentro delas, elas servem como um desafio, uma barreira a ser vencida e nossas bandas elas cá estão pra que possamos transgredir o sistema e mais uma vez lembrar para o resto do país e do mundo que BH é capital do Metal Extremo. Fazemos isso sem agredir quem está fora de nossas montanhas, ou quem veio pós anos 80, pois a ideia de união underground também nasceu aqui em BH quando hippies, e roqueiros, se uniram aos punks e bangers.”

    Finalizando o depoimento, Valério soa profético: “Então vou indo nessa, são quase 17h, marquei na Cogumelo com os amigos Esgôto, Toco,  All Jarrinha, Ismar, Boi na Égua, Baia, Bolinha, André Maldito, Vittória, Sandrinha, Adriana e Wanda. Vou mostrar esse texto a eles, e direi que em 2019 esse texto será lançado nas redes sociais, através dos computadores. Não espero que eles entendam minha “viagem”, mas quem sabe em 2049 outro indivíduo possa escrever um texto usando esse como referência”.”

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  • VALÉRIO EXTERMINATOR: Guitarrista anuncia pausa nas atividades do HOLOCAUSTO

    VALÉRIO EXTERMINATOR: Guitarrista anuncia pausa nas atividades do HOLOCAUSTO

    VALÉRIO EXTERMINATOR, guitarrista e cofundador da banda Holocausto, anunciou que no dia 8 de dezembro foi decidido o término das atividades da banda, por tempo indeterminado. Segundo o músico, há alguns anos a banda estava tentando administrar vários problemas internos, que infelizmente não se resolviam de forma satisfatória, com o surgimento de outro problema logo em seguida.

    Portanto o desgaste foi aumentando e foi proposto por um integrante que a banda encerrasse por período indeterminado suas atividades. Na opinião de VALÉRIO EXTERMINATOR, a banda nunca teve uma comunicação adequada nos momentos adversos, e isso se deve à personalidade heterogênea de seus integrantes. Assuntos envolvendo religião, política, negociações de shows e turnês internacionais foram os principais motivos que levaram ao desgaste de relacionamento.

    O guitarrista acredita que apontar culpados é algo desnecessário, pois cada um tem sua visão, sua versão e sua formação; seja intelectual, emocional, e espiritual, e, portanto, invadir a personalidade um do outro e determinar o que cada um pode ou não fazer, como por exemplo: se pode ou não se expressar politicamente, não cabe a ninguém da banda. Segundo o músico, “Existe um lugar onde os fracos não podem seguir, mas posso afirmar que meu propósito musical está direcionado para o Metal Extremo, assim sendo seguirei com meus projetos, pois jamais usarei o nome da banda para fazer experimentalismos. A essência da banda deve ser mantida, e eu o farei através de meus projetos. Gostaria de agradecer àqueles que apoiaram o retorno da banda.”.

    Entretanto, a jornada continua com o projeto BHELL, ao lado do baterista Armando Nuclear Soldier.  VALÉRIO EXTERMINATOR explica a entrada de seu antigo parceiro neste projeto: “Em julho de 2017 marquei um encontro com ele para convidá-lo a ser baterista do BHELL, e ele prontamente disse sim. Nessa época o baterista do Holocausto havia anunciado que ficaria na banda até dezembro. Então assim que Armando aceitou entrar para o BHELL, eu o perguntei se haveria disponibilidade para também acrescentar mais 2 horas de ensaio, dessa vez para o Holocausto, e ele mais uma vez disse sim.”.

    Quanto ao novo álbum do Holocausto, “Diário de Guerra”, provavelmente será lançado no primeiro trimestre de 2019. As negociações com a gravadora Nuclear War Now já estão encaminhadas, portanto é questão de apenas pequenos ajustes para que esse álbum esteja no mercado.

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  • Valério Exterminator convoca os fãs para show do HOLOCAUSTO no Maniacs Metal Meeting

    Valério Exterminator convoca os fãs para show do HOLOCAUSTO no Maniacs Metal Meeting

    VALÉRIO EXTERMINATOR, guitarrista e cofundador da banda mineira dos anos 80 Holocausto, convoca os metalheads para a apresentação da banda no festival Maniacs Metal Meeting, no dia 01/12 (sábado). Após retornar ao front em 2015 com a formação original e gravar o álbum “War Metal Massacre” pelo selo norte americano Nuclear War Now Productions, a banda mudou de formação e agora conta o retorno do baterista Armando Nuclear Leprous Soldier. Armando gravou pelo Sarcófago (“Warfare Noise”), Holocausto (“Campo de Extermínio”), e Mutilator (“Into the Strange”). Com a formação clássica que gravou o álbum “Campo de Extermínio”, o Holocausto fará seu terceiro show, e pela 1ª vez fora do território belo-horizontino.

    O Maniacs Metal Meeting será realizado do dia 30/11 até 02/12, na cidade de Rio Negrinho/SC, e de acordo com as palavras de Valério Exterminator, “o Holocausto fará um resgate de sua trajetória no Metal Extremo, iniciaremos a guerra com a “Destruição Nuclear”, música de 1985 (da coletânea “Warfare Noise”) e finalizaremos com “Holocausto”, música de 2018 (do vindouro “Diário de Guerra”). O set list será formado por 17 músicas. Então teremos músicas da coletânea “Warfare Noise”, “Campo de Extermínio”, “War Metal Massacre” e finalizaremos com a execução de seis músicas inéditas em shows, que foram gravadas no final de outubro, para o novo álbum “Diário de Guerra”.”

     A banda subirá ao palco meia noite de sábado e desde já deseja a todas as bandas que estarão no Maniacs Metal Meeting, em especial Sextrash, The Evil e Paradise in Flames, todas de BH, um excelente show. Que o público possa curtir os três dias de festival e transmitir a energia pulsante do Metal para todas as bandas. O Holocausto agradece à equipe responsável por esse grandioso evento, ao pessoal de apoio, aos técnicos de som e iluminação, à equipe de fotografias e de filmagens. Que todos sem exceção, possam celebrar de forma positiva esse encontro de pessoas que lá estarão por um mesmo motivo: o amor ao Metal.

    Confira mais informações no evento oficial:

    https://www.facebook.com/events/137507243732456

    Durante o evento a banda estará comercializando o último álbum, “War Metal Live in Belo Horizonte” em versões LP+DVD e CD+DVD, além de camisetas exclusivas. Os fãs também poderão adquirir a demo-tape “Guerra Total”, que saiu nos EUA pelo selo Nuclear War Now Productions.

    Ouça o clássico “Campo de Extermínio” no Spotify:

    https://goo.gl/ucxV7T

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