Devido à pandemia do maldito coronavírus, o Sepultura ainda não teve a chance de cair na estrada para divulgar o seu novo álbum Quadra, lançado pela Nuclear Blast no dia 7 de fevereiro. No entanto, a banda segue transmitindo a “Sepulquarta”, sua série de ‘lives’ e vídeos que acontece todas as quartas-feiras em seu canal no You Tube. Ontem (17), o Sepultura resolveu rememorar Roots (1996), e entre os vídeos que postou fez um ‘playthrough’ tocando uma das músicas de seu clássico álbum, a agressiva Cut-Throat. O destaque do vídeo foi a participação de Scott Ian, lendário guitarrista do Anthrax, S.O.D., e The Damned Things. Ian é considerado por muitos como um dos melhores ‘mãos-direita’ do thrash metal, devido aos seus riffs executados à base palhetadas velozes e precisas. Assista o video:
Momentos antes da exibição de Cut-Throat, Ian participou do Live Q&A, que Andreas Kisser e Paulo Xisto estavam fazendo com Silvio Gomes, o Bibika, ex-roadie do Sepultura. E o guitarrista rasgou elogios ao álbum Roots. A amizade de Scott Ian com a banda brasileira vem desde a década de 1990. Vale lembrar que em 2011 ele se tornou pai e resolveu tirar alguns dias de folga dos palcos, sendo substituído pelo próprio Andreas Kisser em meio a histórica turnê “The Big Four”, que reunia quatro das maiores forças do thrash metal americano, Metallica, Slayer, Megadeth e Anthrax. Na época, Kisser comentou: “Scott Ian é um dos meus ídolos, uma das minhas influências. Para mim, é uma honra participar disso. Estou muito feliz de tocar nesse festival que é simplesmente a bíblia do heavy metal”.
Andreas Kisser em meio à James Hetfield (Metallica), David Ellefson (Megadeth) e Kirk Hammett (Metallica) tocando “Am I Evil?” do Diamond Head em um dos shows do “The Big Four”, em 2011.Tom Araya e Andreas Kisser, que poderiam ter sido parceiros no Slayer
Durante a Live Q&A do Sepultura, o que chamou a atenção foi quando Ian contou à Kisser que em um dos shows do “The Big Four” (especificamente na Itália), o qual ele assistia pela lateral do palco junto com Kerry King, o mesmo lhe contou que o guitarrista brasileiro foi o primeiro nome cogitado para ocupar a vaga deixada pelo saudoso Jeff Hanneman no Slayer. Teria sido mais um grande feito na carreira de Andreas Kisser, mas só de saber que seu nome foi o primeiro a ser cogitado para assumir uma das guitarras do Slayer já é digno de nota.
Veja abaixo o vídeo da Live Q & A do Sepultura, com o convidado Sílvio “Bibika” Gomes e o guitarrista Scott Ian.
O Mr. Bungle está de volta. A banda lançou sua primeira música desde 1999, um cover do hino politicamente carregado do The Exploited, (Fuck the) USA, que não poderia ser mais oportuno para os dias atuais. Originalmente, (Fuck the) USA foi gravada pelo The Exploited em 1982, no álbum Troops of Tomorrow.
A formação atual do Mr. Bungle inclui Mike Patton (Faith No More, vocal), Scott Ian (Anthrax e S.O.D., guitarra), Dave Lombardo (Suicidal Tendencies/Dead Cross/The Misfits, ex-Slayer, bateria), Trevor Dunn (baixo, Fantômas/Tomahawk) e Trey Spruance (ex-Faith No More, guitarra). A banda está doando todo o dinheiro da música e uma camiseta para COVID-19 Relief Fund, da MusiCares.
“Não importa em que parte do espectro político você está, todo mundo em algum momento diz ‘F**k the USA’. A coisa mais próximo que temos de um sentimento universal”, disse Spruance em comunicado.
No início deste ano, a banda se apresentou pela primeira vez em 20 anos, em Los Angeles, Nova Iorque e San Francisco. Eles também regravaram a demo de oito músicas, originalmente em cassete, de The Raging Wrath of the EasterBunny. Não há data prevista para esse lançamento, mas você não pode deixar de pensar que chegará em breve.
Em uma live para o The Jasta Show, do vocalista do Hatebreed, Jamey Jasta, o guitarrista fundador do Anthrax, Scott Ian, comentou que não se opõe à ideia de uma turnê comemorativa da banda contando com os principais vocalistas que passaram por ela ao longo de 39 anos de carreira: Neil Turbin, Joey Belladonna e John Bush.
“Poderíamos?”, indagou Ian. “Se todo mundo estiver vivo, sim, a resposta seria que nós poderíamos. Mas – e é um enorme “mas” -, queremos? É mais uma pergunta a se fazer. Admito, esse pensamento passou pela cabeça ao longo da minha vida, essa ideia de imaginar fazer uma coisa retrospectiva na carreira. E, claro, é possível, mas eu não sei se é algo que – eu, pessoalmente, falando especificamente por mim, e por mais ninguém na banda ou por outros vocalistas que não estão mais nela – eu gostaria de fazer”, explicou.
Scott Ian
Ian complementou: “Dependendo do cenário e como o fizermos, onde, talvez, digamos, você pode imaginar começarmos com Fistful (of Metal, álbum de 1984), fazendo um pequeno set dele, e, então, talvez não haja um intervalo, mas uma pausa com algum tipo de mudança de cenário. Talvez, na mudança de cenário, haja algum tipo de montagem em vídeo mostrando o que aconteceu entre Fistful… e (o segundo álbum) Spreading the Disease, caso essa filmagem existir. E, claro, poderia ser uma coisa inacreditável se fosse produzido corretamente e tudo funcionasse, e, do ponto de vista criativo, poderia ser algo incrível e tenho certeza que os fãs que pudessem assistir ficariam encantados. Não necessariamente vejo isso como algo que poderia ser feito como uma turnê. Isso soa como algo que você monta em um local e, talvez, faça vários shows em um teatro em algum lugar de Nova Iorque e depois mude para outra cidade e faça outros mais. Mas não é algo que você pode realizar (viajando) em um tourbus”.
Neil Turbin
O guitarrista disse mais: “Adoro a ideia, mas você sabe como é isso em bandas – nem sempre é o lance mais fácil, fazer as coisas acontecerem. É muita logística, muita gente. E há também a parte de mim que pensa, ‘tudo bem, por que vamos fazer isso?’. Certamente não é algo que aconteceria nos próximos anos, porque estamos compondo um novo álbum do Anthrax agora, que originalmente pensávamos que seria lançado no final deste ano, mas nem tanto por causa da pandemia, apenas sabíamos que não aconteceria até o próximo ano, por causa do ritmo em que estamos trabalhando”, explicou.
Joey Belladonna
Sobre as novidades do Anthrax, Scott Ian ressaltou: “O ano que vem será o 40° aniversário da banda. Teremos um novo álbum lançado, e esse ciclo de turnê com certeza será de dois anos, com base em um disco e tudo mais. O que acontecerá depois disso? Quem sabe? Talvez no final desse ciclo de turnê tentaremos descobrir algo realmente especial e muito legal de se fazer, seja algo que estivéssemos conversando, seja algo diferente, não sei”.
Para concluir, Ian contou: “As pessoas perguntam o tempo todo: ‘Por que vocês não tocam músicas deste (álbum)? Por que não tocam músicas daquele (outro)?’. Tipo, as pessoas pensam que eu não quero tocar essas músicas. Eu amo todas as músicas. Não estou dizendo que todas as músicas que fizemos são ótimas ou algo assim, mas há muito material de Fistful… e certamente da época do JohnBush que eu amo – amo muitas dessas músicas e, com certeza, adoraria tocá-las novamente, se isso responde a pergunta”.
John Bush
Falando de cada vocalista, Neil Turbin cantou no álbum de estreia do Anthrax, Fistful of Metal. Em seguida, foi substituído por Joey Belladonna, que gravou os álbuns Spreading the Disease (1985), o clássico Among the Living (1987), State of Euphoria (1988) e Persistence of Time (1990), além de vários EPs. Ao deixar a banda, Belladonna cedeu o posto para o, até então, ex-Armored SaintJohn Bush, que esteve presente nos álbuns Sound of White Noise (1993), Stomp 442 (1995), Volume 8: The Threat is Real (1998), We’ve Come For You All (2003) e o de regravações The Greater of Two Evils (2004). Depois desse último álbum, Bush deixou a banda e Belladonna reassumiu seu posto. Em sua nova passagem pela banda, Belladonna gravou os álbuns Worship Music (2011) e For All Kings (2016).
O polêmico Dan Nelson
Entre 2007 e 2009, o Anthrax chegou a contar com o desconhecido Dan Nelson como vocalista. Porém, Nelson não chegou a gravar nenhum álbum com a banda, embora tenha participado como co-autor de oito músicas de Worship Music. Nelson saiu de forma polêmica do Anthrax, trocando farpas com a banda através da imprensa. No fim das contas, Dan Nelson processou o Anthrax por calúnia, difamação e apropriação indevida de direitos autorais. Segundo o cantor, seus antigos colegas causaram danos irreparáveis à sua imagem e reputação. Além disso, a banda teria utilizado material composto por ele em Worship Music sem lhe dar os devidos créditos.
Recentemente, o baterista Charlie Benante revelou que o Anthrax já tem de seis a sete músicas para o novo álbum, que será o terceiro do grupo desde o retorno de Joey Belladonna.
Formação atual do Anthrax: Frank Bello, Scott Ian, Joey Belladonna, Charlie Benante e Jonathan Donais